MARIANO DE NOVANA

MARIANO DE NOVANA

MARIANO DE NOVANA, frade menor capuchinho da província das Marcas de Ancona, nascido em Civitanova, em 15 de setembro de 1828, chamado no século João Gavasci antes de tomar o hábito religioso, em 10 de outubro de 1844. Ao sair de seus estudos, classificava-se em primeiro lugar no concurso para a cátedra de lente de teologia, que ocupou por perto de trinta anos, em sua província primeiro, depois na França, onde se refugiara para continuar sua vida religiosa após a supressão das ordens regulares nos Estados Pontifícios, e em seguida na Bélgica. De volta à pátria, aplicava-se a reparar as tristes consequências do novo estado de coisas com um zelo que logo o fez nomear provincial. Terminava de cumprir esse encargo pela segunda vez quando o arcebispo de Fermo, de quem era conselheiro, pediu para ser introduzido no capítulo, reunido para lhe dar um sucessor, e na presença dos religiosos reunidos entregava ao P. Mariano suas cartas de nomeação para a sé episcopal de Norcia, 20 de junho de 1890.

Um dos primeiros cuidados do novo bispo foi trabalhar para restabelecer o seminário. Se o sucesso lhe mereceu as felicitações de Leão XIII, atraiu-lhe também vexações sem número, que provocaram um ataque de paralisia, em seguida ao qual apresentou sua demissão. O papa a aceitou com pesar e o nomeou arcebispo titular de Citópolis, em 18 de março de 1895. Recolhido ao seu convento de Fermo, cercado da afeição e da veneração de seus irmãos, ali entregou piedosamente sua alma a Deus em 14 de fevereiro de 1899.

O P. Mariano publicara uma dissertação Del primate del Romano Pontefice ne' primi secoli della Chiesa, Roma-Turim, 1869, que teve verdadeiro sucesso. Reeditou-a no ano seguinte, aumentada de uma nova dissertação intitulada S. Callisto e i Filosofumeni, na qual discute as acusações feitas contra Calisto. Deu ainda: P. Thomæ ex Charmes, ord. min. cap. universæ theologiæ compendium ad hodiernum sacræ scientiæ statum redactum, in-8°, Bruxelas, 1872, 2a editio emendata et aucta, in-16, Paris, 1874. À obra tão estimada de Tomás de Charmes acrescentara tratados que faltam nas teologias antigas, como De vera religione, De privilegiis summi pontificis, De analogia fidei et rationis, e outro sobre as censuras contidas na bula Apostolicæ Sedis. Publicava também uma dissertação teológica De originaria lapsi hominis conditione, in-8°, Paris, 1882, cuja segunda parte é consagrada a combater os erros de Baio.

Analecta ord. fr. min. capuccinorum, t. XV, Roma, 1899.

P. Edouard d'Alençon.

Autor original: P. Edouard d'Alençon

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