I. Durante o período patrístico. — Dois bispos das Igrejas das Gálias escreveram contra as heresias de seu tempo: no século II, santo Irineu de Lyon contra os gnósticos, e no século IV, santo Hilário de Poitiers contra os arianos. Dos comentários escriturísticos deste último, resta-nos apenas uma parte de sua explicação dos Salmos e seu comentário sobre o Evangelho de são Mateus. São Febádio, bispo de Agen, refutou também os arianos, em 358. Vitrício, bispo de Rouen, compôs um tratado De laude sanctorum. No século V, Sulpício Severo escreveu uma crônica, intitulada Historia sacra, que vai do começo do mundo até o seu tempo, e uma Vida de são Martinho de Tours.
As escolas da Gália meridional estavam mais ou menos infectadas de semipelagianismo. Fausto de Riez expôs esse erro em seus dois livros De gratia Dei et libero arbitrio; compôs também um tratado De Spiritu Sancto e refutou os arianos e os macedonianos. Vicente de Lérins escreveu seus dois Commonitoria contra as heresias. João Cassiano publicou em Marselha doze livros De institutis cœnobiorum, suas célebres Collationes e sete livros De incarnatione Domini.
São Próspero de Aquitânia, fiel discípulo de santo Agostinho, foi o adversário decidido do semipelagianismo, especialmente em seu poema De ingratis e em seu De gratia et libero arbitrio contra collatorem (João Cassiano). Compôs também uma Crônica. Salviano de Marselha escreveu quatro livros Adversus avaritiam e oito De gubernatione Dei. São Euquério de Lyon dirigiu a Valeriano, seu parente, uma carta De contemptu mundi secularis philosophiæ, um pequeno tratado De laude eremi, e dois livros de Instruções a seu filho Salônio e o Liber formularum spiritualis intelligentiæ da Escritura, dirigido a seu outro filho Verano. Salônio publicou, sob forma de diálogo com seu irmão Verano, uma breve explicação mística dos Provérbios e do Eclesiastes.
Os dois irmãos haviam sido discípulos de santo Honorato de Arles, cujas obras pereceram. Santo Hilário de Arles escreveu a Vida de santo Honorato, seu mestre, e um sermão sobre o milagre de são Genés, mártir. Foi com são Germano de Auxerre e são Lupo de Troyes combater o pelagianismo na Grã-Bretanha. Genádio de Marselha escreveu contra as heresias e especialmente contra as de Nestório, de Êutiques e de Pelágio, e traduziu para o latim várias obras gregas. Resta-nos dele o De viris illustribus e seu livro De ecclesiasticis dogmatibus. Claudiano Mamerto compôs três livros De statu animæ para provar a incorporeidade da alma. Sidônio Apolinário, poeta que se tornou bispo de Clermont, remetia o conde Arbogasto de Trier, para a explicação das santas Escrituras, ao arcebispo de Trier, a são Lupo de Troyes e a santo Auspício de Toul. Epist., xvii, P. L., lviii, col. 52i. Uma carta em versos de santo Auspício ao conde Arbogasto sobre a esmola chegou até nós. Nomeemos ainda o poeta Cipriano, que era talvez galo-romano.
No século VI, basta mencionar santo Avito de Viena e são Cesário de Arles. Ver seus artigos. São Gregório de Tours ilustrou-se por sua Historia ecclesiastica Francorum e por suas obras hagiográficas. Aureliano de Arles publicou uma regra monástica. São Germano de Paris deixou uma breve explicação da liturgia galicana. Venâncio Fortunato, que escreveu a Vida de são Germano, é célebre por suas poesias, seus escritos hagiográficos e sua Expositio fidei catholicæ. Ver col. 612 sq. No século VII, só temos a assinalar a Crônica de Fredegário e algumas obras de hagiografia. São Donato, bispo de Besançon, escreveu para as virgens consagradas a Deus uma Regula sanctæ vivendi.
II. Na Idade Média. — 1° Do século VIII ao século XI. Antes do reinado de Carlos Magno, só temos a citar a Regra de são Crodegango, bispo de Metz, para os seus cônegos. Em torno de Carlos Magno agrupam-se Alcuíno, abade de São Martinho de Tours, ver t. i, col. 687-692, Teodulfo, bispo de Orléans, ambos adversários do adopcionismo e ambos célebres por suas correções da Vulgata. Teodulfo escreveu ainda, sem falar de seus poemas e de seus hinos, sobre as cerimônias do batismo e sobre a procissão do Espírito Santo. Lembremos a composição dos Libri carolini, sobre o culto a ser prestado às imagens. Ver t. ii, col. 1792-1799. Leidrado, bispo de Lyon, escreveu também, por ordem de Carlos Magno, sobre o sacramento do batismo, assim como Jessé, bispo de Amiens. Esmaragdo, abade de Saint-Mihiel, comentou os evangelhos e as epístolas lidos no decorrer do ano litúrgico; Via regia; Diadema monachorum, e um comentário da regra de são Bento. Sobre Amalário de Metz, ver t. i, col. 933-934.
São Agobardo de Lyon escreveu contra o adopcionismo de Félix de Urgel, cinco opúsculos contra os judeus, contra o duelo ordenado pela lei civil, contra os julgamentos pela água e pelo fogo, contra a opinião do povo a respeito do granizo e do trovão; respondeu às opiniões que lhe atribuía o abade e publicou uma Vida de Carlos Magno. Ver t. i, col. 613-615. Jonas de Orléans escreveu contra Cláudio de Turim o seu tratado De cultu imaginum e ocupou-se dos deveres dos leigos em seu De institutione laicali e em De institutione regia. Floro de Lyon refutou Amalário de Metz. Ver t. v, col. 1215. Halitgário, bispo de Cambrai, compôs um Penitencial em cinco livros e um De vita sacerdotum. Eneias de Paris escreveu, em 868, o seu Adversus grœcos.
No século IX, surgiram as controvérsias sobre a predestinação, suscitadas pelos escritos do monge Godescalco e de João Escoto Erígena. Sobre os outros escritos deste último, ver t. v, col. 404-407. Hincmaro de Reims escreveu contra o primeiro um tratado De prædestinatione Dei et de libero arbitrio e outro De prædestinatione. Amulão de Lyon tomou parte também nessa controvérsia, ver col. 126, assim como seu sucessor, são Remígio, t. i. Lupo de Ferrières compôs seu livro De tribus quæstionibus sobre o livre-arbítrio, a predestinação e a redenção universal pelo sangue de Cristo. Ratramno de Corbie escreveu ao mesmo tempo De prædestinatione Dei; Contra grœcorum opposita; De nativitate Christi; De corpore et sanguine Domini. Este último tratado fora provocado pelas discussões suscitadas pelo livro de seu abade, Pascásio Radberto, que traz o mesmo título. Ver t. v, col. 1213-1214. Um monge de Fleury, Adrevaldo, respondeu a Erígena, em seu De corpore et sanguine Christi. Hincmaro de Reims partilhou o sentimento de Radberto sobre a eucaristia. Ibid., col. 1216.
No começo do século X, Remígio de Auxerre inspirou-se também nas mesmas doutrinas. Ibid., col. 1216-1217. Este monge beneditino comentou o Gênesis, os Salmos, o Cântico, os profetas menores, os Evangelhos, as Epístolas de são Paulo e o Apocalipse. Santo Odão, segundo abade de Cluny, resumiu os Moralia de são Gregório Magno, publicou três livros de Conferências, a Vida de são Geraldo de Aurillac, a de são Gregório de Tours e um poema intitulado: Occupatio, editado por Swoboda, Leipzig, 1900. Flodoardo, bispo de Noyon, cultivava a história, assim como o monge Richer, originário, como ele, de Reims. Ason, monge de Luxeuil, publicou um opúsculo De Antichristo e várias Vidas de santos.
No século XI. Fulberto, bispo de Chartres, publicou um tratado Adversus judæos e deixou sermões, cartas, poemas e algumas Vidas de santos. As escolas de Chartres brilharam sob ele com vivo esplendor. Seu discípulo, Berengário de Tours, negou a transubstanciação. Ver t. ii, col. 722-742. Seu erro encontrou contraditores. Durando de Troarn publicou primeiro o seu tratado De corpore et sanguine Domini. Lanfranco deu, alguns anos mais tarde, um livro sob o mesmo título. Guitmundo de Aversa escreveu três livros De corporis et sanguinis Jesu Christi veritate. Ver t. v, col. 1218-1219. O cardeal Humberto escreveu contra os gregos e contra os simoníacos. Não se devem omitir as obras que Lanfranco e santo Anselmo compuseram quando eram abades do Bec. Sobre santo Anselmo, abade, ver t. i, col. 1330-1331.
2° No século XII. — É a época dos primórdios da teologia escolástica. As escolas de Chartres são dirigidas por Ivo, célebre por seus trabalhos canônicos: a Tripartita, a Panormia e o Decretum, e seu tratado De convenientia Veteris et Novi Testamenti, e por Gilberto de la Porrée, mais tarde bispo de Poitiers, que comentou ou glosou os Salmos, Jeremias, o Evangelho de são João, as Epístolas de são Paulo e o Apocalipse, que deixou escritos filosóficos e uma prosa rimada sobre a santíssima Trindade. Gilberto partilhava as ideias filosóficas de Bernardo de Chartres, de Thierry de Chartres, de Bernardo Silvestre, de Guilherme de Conches, que prepararam os erros de Amalrico de Bène. Ver A. Clerval, Les écoles de Chartres au moyen âge, Paris, 1895, p. 149-151, 163-169, 211-272, 318-320. Sobre Amalrico de Bène, ver t. i, col. 936-940. Hildeberto do Mans, que fora aluno de Berengário, publicou um bom tratado De sacramento altaris. Um dos primeiros discípulos de são Norberto em Prémontré, Vivien, escreveu por volta de 1139 um tratado em que conciliava o livre-arbítrio e a graça. Roscelino ensinava em Compiègne.
Será necessário incluir entre os teólogos franceses Honório de Autun, esse enigmático personagem, cuja vida e cujas obras são tão discutidas? Ver seu artigo.
É em Paris que, desde então, o movimento teológico foi mais intenso. Havia então nessa cidade três escolas célebres: as de Notre-Dame, de Sainte-Geneviève e de Saint-Victor. Em Notre-Dame ensinava, desde o século XI, Anselmo de Laon, célebre por sua Glosa interlinear da Escritura, suas explicações alegóricas do Cântico e do Apocalipse e um comentário sobre o Evangelho de são Mateus. Teve por discípulo Guilherme de Champeaux. Abelardo ensinou em Notre-Dame depois de deixar Sainte-Geneviève. Nessa escola, mantida por cônegos regulares, os principais mestres foram Roberto de Melun, Gauthier de Mortagne e Abelardo.
A abadia de Saint-Victor deu origem a uma teologia de tendência mística, da qual Hugo e Ricardo foram os chefes. Sobre Adão de Saint-Victor, ver t. i, col. 388-389. É a Hugo de Saint-Victor que a teologia deve ter sido enfim constituída em corpo de doutrina; por isso pôde-se, com razão, conferir-lhe o título de pai da teologia escolástica. Abelardo foi o fundador da escola de Sainte-Geneviève, que deixou para ir ensinar em Notre-Dame. Ver t. i, col. 30-43. Sobre sua escola e sobre a influência recíproca dessa escola e da de Saint-Victor, ver ibid., col. 49-55.
A escola teológica de Notre-Dame de Paris contou com um maior número de mestres distintos. Nomeemos apenas Roberto Pullus e seus oito livros de Sentenças, Pedro Comestor e sua História escolástica, Adão do Petit-Pont, cujas Sentenças são inéditas, Pedro, o Cantor, e seu Verbum abbreviatum, Alano de Lille, ver t. i, col. 656-658, Pedro de Poitiers e suas Sentenças em cinco livros, Pedro de Corbeil, cujos comentários sobre os Salmos e as Epístolas de são Paulo são inéditos. Mas seu mais célebre doutor é certamente Pedro Lombardo, cujos quatro livros das Sentenças tornaram-se, por séculos, o manual de teologia, e que foi o mestre de toda a Idade Média teológica. Ver G. Robert, Les écoles et l'enseignement de la théologie pendant la première moitié du xii e siècle, Paris, 1909.
Fora das escolas, surgiram ainda nessa época personagens que foram mestres do pensamento teológico e exerceram, em torno de si e depois de sua morte, uma grande influência. São Bernardo, abade de Claraval, pode ser colocado em primeiro lugar. Ver t. ii, col. 745-785.
Ao lado dele podemos colocar t. il, col. lui, Pedro, o Venerável, abade de Cluny. Hervé de Bourg-Dieu comentou vários livros da sagrada Escritura; somente seus comentários de Isaías e de são Paulo foram editados. Pedro de Blois resumiu o livro de Jó, escreveu Contra perfidiam judeeorum e pequenos tratados de teologia moral.
— 3° No século XIII. Esse século viu a teologia escolástica chegar ao seu apogeu, e Paris tornou-se, pelo número de suas cátedras, pela ciência de seus mestres e pela afluência dos estudantes, o centro intelectual do mundo. As escolas episcopais e monásticas da província empalideceram diante das dessa cidade, capital política da Ilha de França e das províncias vizinhas. Chartres só pode citar Pedro de Roissy, cujo Manuale de mysteriis Ecclesiœ ou Spéculum Ecclesiœ, tratado completo dos ofícios da Igreja, permaneceu inédito.
Em Paris, o ensino se organiza; o rei e o papa concedem privilégios aos mestres e aos alunos. A universidade é fundada em 1208; a faculdade de teologia ocupa nela o primeiro lugar. Os religiosos, favorecidos pelo papa Inocêncio III, ocupam ali cátedras ao lado dos seculares. A oposição ao ensino dado pelos regulares, de surda que era a princípio, explodiu publicamente quando Guilherme de Saint-Amour publicou, em 1255, seu livro De periculis novissimorum temporum, que Alexandre IV condenou a ser queimado e que são Tomás e são Boaventura refutaram. De fato, os premonstratenses, os agostinianos, os carmelitas, os religiosos de Cluny tiveram, na segunda metade do século XIII, seus colégios, ao lado dos dos mathurins, dos dominicanos, dos franciscanos e dos bernardinos, que existiam desde o início do século.
A faculdade de teologia de Paris teve, pois, mestres e doutores do clero secular e do clero regular. Ao clero secular pertenciam Guilherme de Auxerre (†1230), cuja obra principal é sua Summa aurea super IV libros Sententiarum; João de Abbeville, que publicou uma Expositio in Canlica canticorum; Tiago de Vitry, historiador do Oriente e do Ocidente; Guilherme de Auvérnia, bispo de Paris, cujas obras compreendem um Traclutus de collatione beneficiorum; De universo; De sacramenlis in génère e Traclalus novus de pœnitenlia; entre os ingleses que ensinaram em Paris, nomeemos Alexandre Neckam, Estêvão Langton, que publicaram comentários sobre diferentes livros da Bíblia; santo Edmundo e Roberto Grosseteste, renomado por suas traduções do grego, notadamente a da Teologia mística do pseudo-Dionísio, o Areopagita. Os primeiros franciscanos que foram professores em Paris são Haymon de Faversham, Alexandre de Hales e João de la Rochelle.
Os dominicanos, que sabiam hebraico e grego, dedicaram-se sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura e publicaram Postilas, Concordâncias verbais da Bíblia e Correctórios do lexlus parisius, uma má edição da Vulgata, feita pelos livreiros da universidade. Hugo de Saint-Cher é o mais conhecido de todos. Por instigação de Rogério Bacon, que havia composto uma gramática hebraica e uma gramática grega, os franciscanos rivalizaram em zelo e produziram melhores Correctórios da Vulgata. Ver t. II, col. 23-27. A Bíblia, com efeito, era o único texto que os estatutos da universidade impunham ao doutor. Ver Denifle, na Revue thomiste, maio de 1894.
O colégio da Sorbonne, fundado em 1257-1258, contou logo com doutores célebres: seu fundador, Roberto de Sorbon, que fez glosas sobre a Escritura e publicou tratados morais, De conscientia, De confessione, Iter paradisi; Guilherme Durand, um liturgista; Guilherme de Saint-Amour, o adversário das ordens mendicantes; Henrique de Gand, que publicou uma Suma teológica e quinze Quodlibeta; Lourenço, o Inglês, autor da Somme-le-Roi ou Livro dos vícios e das virtudes; Siger de Brabante, que devia suscitar tantas tempestades. A ordem de São Francisco forneceu São Boaventura, Eudes Rigaud, João Peckham, Ricardo de Middletown, Gilberto de Tournay, Arlotto de Prato, Guilherme Warren, etc.
A de São Domingos contou Vicente de Beauvais, Pedro de Tarentaise, Humberto de Romans, Tomás de Cantimpré, Nicolau de Gorran, todos eles eclipsados pelo B. Alberto Magno e por São Tomás de Aquino. Comentavam as Sentenças de Pedro Lombardo ou publicavam Sumas, que eram o fruto de seu ensino pessoal; alguns, depois de terem começado como comentadores do mestre Pedro, terminavam sua carreira com uma Suma pessoal. Os príncipes da teologia escolástica foram professores em Paris. Alberto Magno, São Tomás, São Boaventura, João Peckham, Nicolau de Gorran, etc., deixaram comentários sobre vários livros da Escritura. Vicente de Beauvais era historiador em seu Speculum historiale, assim como era teólogo em seu Speculum naturale, seu Speculum doctrinale e seu Speculum morale.
— 4° Nos séculos XIV e XV. Esses dois séculos viram a criação de novas universidades, além da de Toulouse, que remontava já ao século precedente (1223); mencionemos Orléans (1312), Cahors (1332), Grenoble (1339), Perpignan (1346), Angers (1364), Aix (1409), Caen e Poitiers (1431), Valence (1442), Nantes (1460), Bourges (1465), Bordeaux (1473), Besançon (1485). Mas a faculdade de teologia de Paris conservou sempre o primeiro lugar. Aliás, nem todas as novas universidades tinham cátedras de teologia. Os doutores continuam a comentar as Sentenças do Lombardo ou a publicar tratados ou sumas. Mencionaremos, antes de todos os outros, Duns Escoto, que veio ensinar em Paris. Ver t. IV, col. 1865-1947.
Teve, sobretudo em sua ordem, discípulos, entre outros Pedro Auriol, que comentou as Sentenças, publicou dezesseis Quodlibeta e um Compendium sensus litteralis totius divinæ Scripturæ, reeditado em Quaracchi, 1896; Francisco de Mayronis. Gautier de Bruges fez um comentário das Sentenças, dos Quodlibeta e das Quæstiones disputatæ. O célebre Raimundo Lulio ensinou também em Paris e em Montpellier. Na ordem de São Domingos, Hervé de Nédellec compôs um comentário das Sentenças, onze Quodlibeta, dos quais quatro grandes e sete pequenos, e diferentes tratados. João de Paris é o autor de um tratado De potestate regia et papali e suscitou a questão do modo de existir do corpo de Cristo na eucaristia. Ver t. V, col. 1309-1310.
Bernardo de Auvergne, em seus Quodlibeta, defendeu as doutrinas de São Tomás contra os ataques de diversos teólogos. Egídio Romano ensinou em Paris. Outro agostiniano, chamado Alberto, ali explicou as Sentenças. Guilherme de Occam, discípulo de Escoto, resvalou para o nominalismo e rebaixou a autoridade do soberano pontífice. João de Jandun, em seu Defensor pacis, atacou também a autoridade pontifícia. Durand de Saint-Pourçain era ainda um doutor de Paris. Ver t. IV, col. 1961-1966.
Os agostinianos Gerardo de Sens, Próspero de Reggio e João de Lana explicaram em Paris as Sentenças. O carmelita João Bacon havia estudado em Paris e ali fora recebido doutor em teologia e em direito. Guido de Perpignan, que pertencia à mesma ordem, ali ensinou, depois de ter estudado. O agostiniano Gregório de Rimini comentou os dois primeiros livros das Sentenças e seu ensino projetou em Paris grande brilho; teve por sucessor Ugolino Malabranca.
Nicolau Bonet foi um fiel discípulo de Escoto. Dionísio Foullechat explicou as Sentenças, assim como os carmelitas Francisco de Bachone, Henrique de Dollendorp e João Ballester. Muitos outros doutores parisienses, cujos escritos não foram conservados ou publicados, interpretaram a obra do Lombardo. Pedro de Ceffons, abade de Clairvaux, comentou o III e o IV livro das Sentenças e compôs um tratado sobre a autoridade do soberano pontífice. Guilherme Beaufet, bispo de Paris, escreveu sete diálogos De septem Ecclesiæ sacramentis. Os comentários da Sagrada Escritura não haviam sido negligenciados no decorrer do século XIV, embora não tenha aparecido então nenhuma obra notável.
L'An- Jean Glodston, professor em Paris e em Oxford, [fez] um comentário das Sentenças e [...] uma explicação do Evangelho de são Mateus [e] moralidades sobre o de são João. Um Simon [...], carmelita, de Corbie, glosou a Bíblia inteira. [...] de Lausanne, frade pregador, publicou o Opus morali- Iniiim, que compreende extratos bíblicos para uso dos [...]. Um Vlbert comentou [...] [...] 176. Dois carmelitas de [...] Perpignan publicaram, o primeiro uma [...] evangélica, e o segundo uma explicação dos [...]. Nicolau [...], célebre por suas Postilas, [...] do dia, O. P., comentou são Lucas, são João, o Cântico e o Apocalipse; Gregório de Rimini, agostiniano, as Epístolas de são Paulo e de são Tiago. São Pedro de Tomás fez uma Postila sobre são Mateus. Simon Baringued explicou o Apocalipse. Os comentários de Jean d'Aix sobre o Evangelho de são Mateus e os de Bernard d'Amboise sobre as Epístolas de são Tiago e de são João permaneceram inéditos. O dominicano Pedro de Évreux havia escrito Postilas sobre o Pentateuco, sobre Isaías e sobre outros livros bíblicos.
O grande cisma do Ocidente, que começou em 1378, arrancou os teólogos franceses de suas preocupações exclusivamente metafísicas e, se continuaram ainda a comentar a Escritura ou o Mestre das Sentenças, foram levados a estudar questões teológicas novas e a lançar-se em vias que os conduziram às doutrinas ditas galicanas. Para determinar qual dos três pontífices, entre cujas diversas obediências se dividia o mundo cristão, era o verdadeiro sucessor de são Pedro, muitos propuseram o recurso a um concílio geral.
Essa solução foi preconizada, desde 1379, por dois doutores célebres de Paris, Conrado de Gelnhausen, em sua Epistola concordiæ, dirigida ao rei da França Carlos V, e Henrique de Langenstein, em sua Epistola pacis, depois em seu Consilium pacis (1381) e em seu De futuris Ecclesiæ periculis (1383). A faculdade de teologia de Paris adotou oficialmente esse meio. Pedro d'Ailly e Gerson tornaram-se os propagadores e defensores dessa doutrina. Procuraram aplicá-la aos concílios de Pisa e de Constança. Esses debates foram para eles a ocasião de tratar da autoridade do papa, da infalibilidade, da superioridade do concílio sobre o papa e da reforma da Igreja em sua cabeça e em seus membros.
Deve-se juntar a essas duas grandes luzes da Igreja galicana seu discípulo, Nicolau de Clamanges ou de Clémengis, cujos vários escritos dizem respeito ao grande cisma. João de Courtecuisse ensinou também a superioridade do concílio sobre o papa e a não-infalibilidade pontifícia em seu Tractatus de fide et Ecclesia, romano pontifice et concilio generali. Ver t. III, col. 1985. Sobre Simon de Cramaud, ver III, col. 2022-2026, e sobre Guilherme Fillastre, ver t. V, col. 2343-2351.
Todavia, esses doutores não negligenciaram os outros ramos da teologia e das ciências sagradas. Pedro d'Ailly tratou de questões relativas aos livros das Sentenças, ocupou-se de Sagrada Escritura (lembremos somente seu Verbum abbreviatum super Psalterio e sua Expositio super Cantica canticorum) e de outros assuntos. Seus dois escritos, a Epistola ad novos Hebræos e o Apologeticus Hieronymianæ versionis, são uma contribuição à história da crítica bíblica e mostram quais eram as preocupações exegéticas no fim do século XIV, no seio da universidade de Paris. Ver t. I, col. 642-654.
Gerson, retirado da luta, escreveu pequenas obras de pedagogia e de ascética, como [...] ocupara-se da reforma dos estudos teológicos e publicara em exegese um comentário Super Cantica canticorum, um Monotessaron ou harmonia evangélica e nove tratados sobre o Magnificat.
O beneditino Filipe de Villette escreveu sobre a autoridade dos concílios. Os dominicanos João de Ragusa e João de Torquemada, que assistiram ao concílio de Basileia, eram doutores de Paris. O segundo, em sua Summa de Ecclesia, expôs e defendeu os direitos dos soberanos pontífices, bem como em seu De potestate papæ. Outros de seus tratados referem-se aos erros da época, às questões então discutidas. Publicou também Quodlibeta e uma Expositio litteralis de todas as Epístolas de são Paulo.
Outros doutores misturavam-se menos nas questões do tempo e continuavam a obra teológica de seus predecessores, comentando-os ou defendendo-os. Assim João Capréolo defendia as doutrinas de são Tomás contra os ataques dos outros doutores. Ver t. II, col. 1694. Um franciscano, Guilherme Vorillong, explicava as Sentenças segundo são Boaventura e Duns Escoto. Outro religioso da mesma ordem, Estêvão Juliac ou de Juilly, explicava-as ad mentem Scoti, Paris, 1512, 1517. Estêvão Brulefer publicava suas Formalitates Scoti. Ver t. II, col. 1146-1147. O carmelita João Goulain comentou as Sentenças, tratou de questões diversas, escreveu sobre a missa e traduziu obras de vários Padres da Igreja. O franciscano Nicolau d'Orbelles, professor em Poitiers, fez Super Sententias compendium singulare, segundo Duns Escoto, Lyon, 1503; Paris, 1517, etc.; um comentário sobre os quatro livros das Sentenças, que teve numerosas edições; Super Summulas de Pedro da Espanha ad mentem Scoti. O agostiniano Jacques le Grand publicou seu Sophologicum sobre o amor da sabedoria, Lyon, 1483, 1495; Paris, 1498, 1506; Lyon, 1585.
Sobre o cartuxo Henri Éger, que foi professor em Paris, ver t. iv, col. 2104-2108. Gilles Charlier, professor em Cambrai, reuniu diversos opúsculos em duas coletâneas intituladas: Sportula fragmentorum; Sportula fragmentorum. Bernardin de Bustis, nascido em Toulouse, onde foi professor e onde morreu arcebispo, deixou comentários sobre o Pentateuco, o Cântico, os Atos dos Apóstolos e o Apocalipse, que são inéditos. O dominicano Guillaume de Paris publicou uma Postilla sobre os evangelhos do domingo e das festas dos santos entendidos no sentido literal, Estrasburgo, 1486, 1513, 1521; Paris, 1509, etc.
III. No século XVI. — O Renascimento dos estudos clássicos, a Reforma protestante e a invenção da imprensa contribuíram então, em partes diferentes, para dar à teologia como que uma orientação nova. O reinado da escolástica logo cessou; a controvérsia, a exegese e os trabalhos de patrologia tomaram progressivamente o lugar da especulação teológica. A Companhia de Jesus veio reforçar as antigas ordens, e foram instituídas universidades novas, a de Douai em 1530 e a de Pont-à-Mousson em 1572, para se opor diretamente à difusão do protestantismo na França.
1° Teologia dogmática. — Houve ainda, sobretudo no início, comentários sobre as Sentenças. Nicolas de Nyse, primeiro cônego e vigário-geral de Coutances, depois frade menor, compôs um, que foi impresso em Rouen em 1568, depois em Paris e em Veneza em 1574, sob o título Resolutio theologica. João Major, que fez imprimir pela primeira vez os Reportata parisiensia de Duns Escoto, Paris, 1517, 1518, havia publicado sucessivamente suas Quæstiones sobre os quatro livros das Sentenças, Paris, 1508-1519. Seu discípulo, François de Victoria, fez-se dominicano e cuidou de uma nova edição da IIa IIæ de santo Tomás, que ele havia revisto. Publicou também suas Relectiones theologicæ, nas quais segue santo Tomás.
Jacques Almain comentou o III livro das Sentenças e adotou as interpretações de Biel. Como Major, aliás, havia resvalado para o nominalismo. Esses dois doutores continuavam, além disso, a sustentar as ideias de Gerson sobre o poder pontifício. Almain escrevia contra Caetano seu tratado De auctoritate Ecclesiæ et conciliorum generalium e sua Expositio das decisões de Occam sobre o poder do pontífice romano. Ver t. i, col. 896-897. Major discutia também De auctoritate concilii e sustentava sua superioridade sobre o papa; De potestate papæ nas coisas temporais; De statu et potestate Ecclesiæ, em que expunha e defendia as ideias galicanas.
Um dominicano, Claude de l'Épine, publicava um Epitome in IV libros Sententiarum, Paris, 1551. Um franciscano, Jean du Douhet, professor em Paris, redigia um Monotessaron, no qual expunha as formalidades de Escoto, de Sirect, de Trombetta e de Brulefer. Publicavam-se em 1579 as Resolutiones in IV libros Sententiarum Joannis Duns Scoti do P. Flavin. Ver t. col. 21.
Houve, enfim, tratados particulares, tais como os de Raoul de Monfiquet sobre a eucaristia e o matrimônio: Tractatus de vera, reali atque mirabili existentia totius Christi in sanctissimo altaris sacramento, que foi também traduzido para o francês, in-4°, Paris, 1505; Traité du saint sacrement, estat et fruit de mariage, in-4°, Paris, s. d.; de Alphonse Rici, Dialogus sobre a verdade do purgatório, Paris, 1509; Eruditiones christianæ religionis, in-8°, Paris, s. d. (sobre as virtudes teologais e cardeais), e de Geoffroy Boussard, Continentia sacerdotum, in-4°, Paris, 1505 (pode o papa autorizar por dispensa o casamento dos sacerdotes?); De divinissimo missæ sacrificio, in-4°, Paris, 1511, 1520, 1529; Lião, 1525.
2° Controvérsia. — As obras polêmicas multiplicaram-se. O síndico da faculdade de teologia de Paris, Noël Beda, que não tolerava o surgimento de nenhuma ideia nova, atacou sucessivamente Erasmo e Le Fèvre d'Étaples, que tinha por luteranos clandestinos. Ver também o cartuxo dom Cousturier, t. iii, col. 1988. Clichtove é o primeiro que, em Paris, escreveu contra Lutero. Ver t. iii, col. 242.
Jérôme de Hangest, escolástico de Le Mans, publicou De libero arbitrio et ejus coefficientia in Lutherum, Paris, 1527; De possibili præceptorum Dei impletione in Lutherum, Paris, 1528; Præconiorum matris virginisque Mariæ propugnaculum, Paris, 1525; De Academiis in Lutherum, in-4°, Paris, 1525; De christifera eucharistia adversus magijeros symbolistas, in-4°, Paris, 1534; Contre les ténébrions lumière évangélique (pela eucaristia), in-8°, Paris, 1534; En controverse vous êtes sûr, Paris, 1536.
Sobre as obras de controvérsia de Robert Céneau, bispo de Avranches, ver t. ii, col. 2100-2101. Benoît Vernier publicou Magnum universale et concilium Ecclesiæ militantis super veritate divini eucharistiæ sacramenti, Paris, 1554; um beneditino de Saint-Sever, Arnauld de Surcase, descarregou sua Pistolet sobre os heréticos de Genebra, Toulouse, 1558. Jean Taupin dirigiu um Avertissement aos que, enganados pelos heréticos, abandonam a verdadeira Igreja de Cristo; Examen et défense de la sainte Église romaine; Accord de l'Église chrétienne tout entière sur le saint sacrifice de la messe. Étienne Paris pregava contra os calvinistas e publicou suas homilias contra eles: Christiani hominis institutio, in-4°, Paris, 1552, 1561. Mateus Ory escreveu Alexipharmacum, Paris, 1544, a respeito das heresias. Pierre Charles de Bustis deixou um Tratado sobre a Trindade contra os erros de Farel, Paris, 1545. Jean Albin de Sérès compôs seis livros Do sacramento do altar, Paris, 1567. Nicolas Durand de Villegaignon refutou os calvinistas sobre o mesmo assunto. Ver t. v, col. 1356.
Antoine de Mouchy tratou De sacrificio missæ pro defunctis, in-8°, Paris, 1558; publicou duas outras obras sobre a missa, uma das quais intitula-se Propugnatio catholica et historica, in-fol., Paris, 1562, e a última: De veritate Christi necnon corporis et sanguinis ejus in missæ sacrificio, Paris, 1570. Simon Vigor publicou seus sermões sobre as controvérsias da fé.
Jean du Tillet fez um Tratado da antiguidade e da solenidade da missa, Paris, 1537; um outro tratado Sobre o símbolo dos apóstolos, Paris, 1566; uma Resposta aos ministros, ibid., 1566. Matthieu de Launoy, tendo voltado do calvinismo, publicou: A declaração e refutação das falsas suposições e perversas aplicações de algumas sentenças das santas Escrituras das quais os ministros se serviram nestes últimos tempos para dividir a cristandade, Paris, 1579; Réplica cristã em forma de comentário sobre a Resposta que os ministros calvinistas haviam feito à obra precedente, Paris, 1579. François Richard, bispo de Arras, deu aos párocos de sua diocese uma Instrução sobre os pontos de fé controvertidos, Arras, 1562. Pierre Doré tirou das Epístolas de são Paulo cem Paradoxos contra os hereges, Paris, 1543. Sobre essas obras de controvérsia a respeito da eucaristia, ver t. v, col. 1356, bem como sobre a de G. Sacconay. Sobre as de Claude d'Espence, ver ibid., col. 605.
Claude de Sainctes publicou a Confissão da fé católica, Paris, 1561, que havia apresentado ao Colóquio de Poissy; Examen doctrinæ calvinianæ et bezanæ de cœna Domini, Paris, 1566; Responsio à Théodore de Bèze, 1567; Declaração de alguns ateísmos da doutrina de Calvino e de Beza contra os primeiros fundamentos da cristandade, Paris, 1568, 1572; Os atos da conferência realizada em Paris, Paris, 1568, 1622; De rebus eucharistiæ controversis repetitiones seu libri decem, in-fol., Paris, 1575. Sobre as obras de René Benoist, ver t. ii, col. 646, e sobre as de Palma Cayet, col. 2046-2047.
Pierre Emotte deu uma Catholicæ fidei professio, primum utriusque Testamenti, deinde sanctissimorum Patrum qui primis duobus sæculis floruerunt testimoniis confirmata et digesta in quatuor libris, in-8°, Paris, 1578. Jean Portez, O. M., explicou a palavra de Nosso Senhor Hoc facite in meam commemorationem, para refutar Flacius Illyricus, Antuérpia, 1567, 1586, e publicou As demonstrações católicas: sobre certos discursos da doutrina eclesiástica, seguindo a divina palavra e a santa Escritura com o consentimento universal da Igreja cristã, Paris, 1568.
Fremin Capitis, O. M., fez uma Breve apologia contra Calvino e seus cúmplices a respeito da administração dos sacramentos e da maneira de fazer as orações na Igreja, e de que as traduções de Marot e de Beza não devem ser chamadas Salmos de Davi, Reims, 1563; De sanctissimo eucharistiæ sacramento, Roma, 1567; De immaculata conceptione virginis Mariæ, Paris, 1579; A salvaguarda e proteção da fé católica contra os principais hereges do nosso tempo, Reims, 1579.
Nicolas de Taillepied, franciscano, compôs: Collectio quatuor doctorum Ambrosii, Hieronymi, Augustini et Gregorii super triginta articulis ab hæreticis modernis disputata, editada no Compendium rerum theologicarum de Jean Bunderius, Paris, 1571, 1577; Brevis resolutio sententiarum S. Scripturæ ab hæreticis modernis in suarum hæreseon fulcimentum perperam adductarum, Paris, 1574; Tesouro da Igreja católica e da verdade, contendo a origem, instituição, estatutos, ordenações, cerimônias e estados da mesma, Paris, 1586.
Dominique Sergent, O. P., editou Dois livros do batismo, mostrando: se dos hereges se deve reiterá-lo, por quê e como, Avinhão, 1566. Guillaume du Blanc publicou Discursos sobre os sacramentos da Igreja contra os hereges, Paris, 1583. Escreveu três livros De sancta Trinitate contra os antitrinitários, Paris, 1569, 1585. Pierre de Bollo, O. P., compôs Authentica probatio sacrosancti missæ sacrificii ex solius S. Scripturæ testimoniis, Lião, 1588, 1617. Sobre os escritos de controvérsia do franciscano Feuardent, ver t. v, col. 2263 e 2264, e sobre os de Cheffontaines, t. ii, col. 2352-2353. Thomas Beaux-Amis, carmelita, escreveu obras polêmicas sobre a eucaristia, ver t. v, col. 1357, De veneratione, cultu, intercessione, invocatione, meritis, festivitatibus, reliquiis et miraculis sanctorum libri, Paris, 1566; De fide, de symbolo libri IV, Paris, 1573, 1574. Pierre Charron é o autor das Três verdades contra os idólatras, maometanos, hereges e cismáticos.
(Três verdades contra os idólatras, maometanos, hereges e cismáticos), Bordeaux, 1594. O jesuíta Jean Bordes publicou, entre outras obras, Dos abusos da missa, in-8°, Bordeaux, 1598, contra o ministro calvinista de Loque. H. Burlat fez Resposta ao livreto intitulado: Sumário das razões que dão aqueles que não querem participar da missa, Paris, 1596; Observações sobre as blasfêmias, erros e imposturas contidos no livro do ministro Loque, publicado sob o título: Dos abusos da missa, 1598; Anatomia ou decifração da ceia dos novos evangélicos e pretensos reformados, 1599; A verdade da santa missa e da confissão auricular, 1602.
Essas obras de controvérsia respondiam diretamente aos ataques dos protestantes, sobretudo dos calvinistas franceses, contra todos os dogmas da fé, que eram discutidos. A polêmica versava assim, ao mesmo tempo, sobre quase todos os pontos contestados. Alguns escritores apenas defendiam um dogma em particular, a presença real, por exemplo, ou o santo sacrifício da missa. Mas a maior parte amontoava confusamente todos os erros dos hereges. Dispersavam assim as suas forças e se esgotavam combatendo tantas falsidades acumuladas. »
René Benoît, compreendendo os inconvenientes desse método pesado e pedante, que dificilmente permite fazer frente a um inimigo impalpável, transforma-se em atirador isolado e serve-se do folheto como de uma arma para disparar sobre um ponto dado, ao abrigo de um texto ou de um fato. De 1558 a 1608, publica opúsculos sobre opúsculos, até dez por ano, desimpedindo o terreno de todos os obstáculos erguidos pelo inimigo, ponto por ponto, tese por tese, ao passo que seus confrades, Claude d'Espence, Claude de Sainctes e outros continuam a acumular volumes sobre volumes. » Ph. Torreilles, Le mouvement théologique en France depuis ses origines jusqu'à nos jours, Paris, s. d., p. 79.
A violência e o burlesco misturam-se frequentemente a essa polêmica desconexa. Era necessário reconduzir a controvérsia a um método mais racional e a um tom mais grave. No fim do século, o futuro cardeal du Perron a vincula aos dogmas principais, a Igreja, a eucaristia, estudados na Escritura e na tradição. Ver t. iv, col. 1954-1957. É sobre esse duplo terreno que ela se desenrolará — principalmente no século xvii.
3° Sagrada Escritura. Sob a influência do renascimento das letras, um movimento de reforma dos estudos pelo recurso direto às fontes da teologia, a Escritura e os Padres, manifestou-se na França no início do século xvi, antes do aparecimento da Reforma protestante. Foi Jacques Lefèvre d'Étaples quem o provocou. Depois de ter estudado Aristóteles e Dionísio, o Areopagita, dedicou-se à Sagrada Escritura, que considerava como a verdadeira fonte da ciência sagrada. Seu primeiro trabalho nessa via nova foi o seu Psalterium quincuplex, Paris, 1509, 1513, 1515, no qual justapunha cinco versões do saltério (os saltérios romano e galicano, revistos por são Jerônimo; o saltério hebraico do santo doutor; o velho saltério anterior às revisões de Jerônimo e uma versão latina feita pelo próprio Lefèvre).
Ao entregar-se a esse trabalho, havia encontrado na Escritura um sentido novo, que só veem aqueles que o Espírito ilumina. É esse sentido que ele procurou em seus comentários aos quatro Evangelhos, in-fol., Meaux, 1522, às Epístolas de são Paulo, Paris, 1512, 1515, 1516, e às Epístolas católicas, Meaux, 1525, etc. Corrigia com bastante frequência a Vulgata segundo o texto grego e fazia ressaltar nas notas o sentido literal. Cf. A. Humbert, Les origines de la théologie moderne, Paris, 1911, p. 155-165.
Lefèvre traduziu do latim para o francês primeiro o Novo Testamento, Meaux, 1523, depois o Psautier de David, Paris, 1525, e por fim Les Épistres et Évangiles des cinquante et deux dimanches de l'an, à l'usage du diocèse de Meaux, Meaux, 1525, para serem lidos na cátedra. Cf. S. Berger, La Bible au xvie siècle, Paris, 1879, p. 35-40. A Sorbonne condenou esta última obra, na qual havia notado 48 proposições falsas, a ser lançada ao fogo.
Lefèvre havia escrito uma primeira dissertação De Maria Magdalena, 1517, 1518, e uma segunda De tribus et unica Magdalena, Paris, 1519, que foi censurada pela Sorbonne em 1521. Fazia da irmã de Lázaro, de Maria Madalena e da mulher pecadora três pessoas distintas. Noël Beda escreveu contra ela sua dissertação De unica Magdalena, Paris, 1519. Nicolas Grandis publicou também uma Apologia pro unica Magdalena, Paris, 1518. Clichtove teve de defender-se a esse respeito. Ver t. iii, col. 242. O cartuxo dom Cousturier atacou as traduções de Lefèvre. Ibid., col. 1988. Clichtove as defendeu numa Apologia, que permaneceu manuscrita. Marc de Grandval publicou, de seu lado, Ecclesiæ catholicæ non tres Magdalenas, sed unicam colentis apologia seu defensorium, Paris, 1518; Apologiæ seu defensorii... tutamentum et anchora, Paris, 1519. Ver t. v, col. 2557.
A unidade da Madalena entrava na questão bíblica do tempo, como o triplo casamento de santa Ana, que sustentavam dom Cousturier e Noël Beda. O movimento provocado por Lefèvre em favor do estudo da Escritura não teve seguimento. Os doutores continuaram a interpretar, como no passado, alguns livros bíblicos. Major publicou, em 1518, uma In Matthæum ad litteram expositio. Um conventual, Guillaume le Superbe, havia compilado Postillæ majores sobre as epístolas e os evangelhos do ano litúrgico, que foram impressas em Veneza em 1536.
Guillaume Pépin, O. P., fez uma Expositio in Genesim, Paris, 1528; in Exodum, Paris, 1534. O agostiniano Philippe Harescho editava Courtes et claires explications de l'Épître de saint Paul aux Romains, Paris, 1536. Étienne Paris, dominicano pregador, dava: Claire et facile exposition de la divine Épistre de saint Paul aux Éphésiens, Paris, 1553; Simon Fontaine, O. M., In librum Ruth explicatio, Paris, 1560; seu confrade, Fremin Capitis, Commentaria in Genesim, Paris, 1567; Expositio in Exodum, Paris, 1579; Noël Taillepied, outro franciscano, Commentarii in Threnos, Paris, 1582.
François Vatable, professor de hebraico no Colégio Real, fundado por Francisco I, fazia seu curso sobre a Sagrada Escritura. Robert Estienne tirou dele Scholia que juntou à versão latina de Leão de Judá, Paris, 1545; a faculdade de teologia de Paris os proscreveu e Vatable os desautorizou. Uma edição expurgada deles foi dada em Salamanca em 1584. Jean Gagnée publicou, de seu lado, boas escólias sobre todas as Epístolas de são Paulo, as sete Epístolas católicas e o Apocalipse, Paris, 1543.
Fizeram-se publicar, após a sua morte, os seus escólios sobre os Evangelhos e os Atos, Paris, 1552. Claude Guillaud, cônego de Autun, editou Conferências sobre as Epístolas de são Paulo, Lyon, 1542, e sobre as sete Epístolas católicas, Paris, 1543, 1544 (uma terceira edição, corrigida segundo as indicações da faculdade de teologia de Paris, apareceu em 1550), conferências sobre são Mateus, Paris, 1556, 1560, e sobre são João, Paris, 1550; Lyon, 1555. Nicolas Grandis havia comentado a Epístola aos Romanos, Paris, 1537, e a Epístola aos Hebreus, Paris, 1546. Jacques d'Espence explicou a Epístola de são Paulo a Tito.
Jean Benoît editou a Vulgata com escólios, Paris, 1541; o Novo Testamento com escólios, Paris, 1551 uma Concor- ; Jean Gadance, Paris, 1543; corrigiu os escólios de gnée sobre os Evangelhos e os Atos, Paris, 1552. Simon de Corroy publicou uma harmonia dos Evangelhos sob este título Pandcclie novse legis, Lyon, 1547, etc.; Jean : Ad Boulaise, professor de hebraico mgsticos S. Scripturœ : cum demonsensus varia diclionum signiftealio stralionc 70 hebdomadarum Danielis, Paris, 1575; Jean de l'Arbre Thcosophia complectens exposilionem locorum : dijjiciliorum Veleris ac Novi Teslamenti, 2 in-fol., Paris, 1540, 1553; In Proverbia Salomonis, Paris, 1519; In Ecclesiasten el Canlicum canticorum, Paris, 1531, etc.; In quatuor evangelistas, Paris, 1529, 1551; In omnes Epistolas Pauli, em Theusoplùa, Paris, 1553, t. ni.
Após a morte de Maldonat, apareceram os seus Commentarii in quatuor Evangelia, Pont-ù- Mousson, 1596, 1597; Commentarii in prophetas quatuor Jeremiam, Ezechielem, Baruch et Dan idem. Lyon, 1609; Paris, 1610; Commentarii in prsecipuos S. Scriplurœ libros Veleris Testamenli (duvidoso), Paris, 1581; Pierre Balliod, Expositions el remarques sur les Évangiles Urées des escrils des saints Pères, Lyon, 1598; Pierre Bulenger, Ecphrasis in Apocalijpsim, Paris, 1589; e um comentário mais desenvolvido sobre este livro, 2 e edição, Paris, 1597; Thomas Beaux-Amis, Commentaria in evangelieam historiam, 2 in-fol., Paris, 1570, etc. Sobre Génébrard, veja-se o seu artigo. Pierre Morin trabalhou em Roma na edição dos Setenta publicada em 1587 e na correção — da Vulgata.
4° Patrologia. O recurso às fontes da teologia voltou os esforços dos teólogos franceses para as obras dos Padres, das quais fizeram edições ou deram traduções. Lefèvre d'Étaples, depois de ter editado Raimundo Lulo e Hermes Trismegisto, em 1515, traduziu para o latim a Theologia Damasccni, 1507; editou em 1514 as obras de Nicolau de Cusa; em 1515, a Theologia vivi/icans Diongsii Areopagilse, e as obras de outros Padres da Igreja. Sobre as edições e os comentários dos Padres por Clichtove, veja-se t. ni, col. 240-241.
Jean Gagnée mandou imprimir os comentários de Primásio sobre as Epístolas de são Paulo aos Romanos e aos Hebreus, Lyon, 1537, os poemas de santo Avito e de Mário Victor, Lyon, 1536. Sobre as edições patrísticas de Feuardent. veja-se t. v, col. 2263. Jean du Tillet editou os opúsculos de são Paciano de Barcelona, Paris, 1538; o primeiro dos Livros carolinos, Paris, 1549; as obras de Lúcifer de Cagliari, Paris, 1568.
Génébrard traduziu para o francês uma parte das obras do historiador judeu Josefo; editou as obras de Orígenes, Paris, 1574, etc.; traduziu do grego vários escritos dos Padres, notadamente o diálogo de são Basílio e de são Gregório de Nazianzo De invisibili Dei essentiel, Paris, 1575. G. Hervet traduziu uma parte das obras de são Basílio, de são Crisóstomo, de Teodoreto, de Paládio, de Clemente de Alexandria, de Júlio Africano, os cânones dos santos apóstolos, dos concílios gerais e particulares, dos santos doutores Dionísio de Alexandria, Pedro de Alexandria, Tarásio, patriarca de Constantinopla, Gregório Taumaturgo, Atanásio, Timóteo, Basílio, Teófilo, Anfilóquio, Genádio, Nicon, Metódio, Teodoro, etc., com o Xomocanon de Fócio e os comentários de Balsamon, in-fol., Paris, 1561.
Daniel d'Auge editou em latim o De immorlalilalc animée de são Gregório de Nissa, in-8°, Paris, 1557, e traduziu para o francês a instituição do príncipe de Sinésio, Paris, 1554, e as Homilias de são Macário, Lyon, 1689. Jean Champaigne recolheu as Plorcs das obras de são Crisóstomo, Reims, 1579. Simon de Maillé de Brézé, bispo de Viviers e arcebispo de Tours, traduziu para o latim 24 homilias de são Basílio, Paris, 1558. Pierre Comestor (o Mangeard), bispo auxiliar de Langrcs, editou as Opéra S. Bernardi, in-fol., Paris, 1547. René Laurent de la Barre editou e comentou as obras de Tertuliano e de Arnóbio, Paris, 1580, as de Rufm, Paris, 1580.
Jean Dadré deu uma edição mais correta das obras de Eusébio de Cesareia, Paris, 1581. Nicolas Le Fèvre editou pela primeira vez fragmentos de um escrito histórico de santo Hilairc de Poitiers, Paris, 1598. Jean Papire Masson havia publicado as cartas de Lupo Servato, Paris, 1588, as Atas da conferência que teve lugar em Cartago entre os católicos e os donatistas, 1589; deu, em 1605, uma edição bastante má das obras de santo Agobardo de Lyon. Jean Savaron fez uma boa edição de Sidônio Apolinário, Paris, 1599, 1609.
Marguerin de la Bigne publicou enfim a Bibliotheca veterum Patrum, 8 in-fol., Paris, 1575-1579, contendo os escritos de cerca de 200 escritores eclesiásticos; um ixe vol. apareceu em 1579.
Esta Bibliothèque foi reeditada várias vezes com acréscimos, e a edição de Lyon, de 1677, forma 27 in-fólios. Marguerin de la Bigne foi também o primeiro editor das obras de santo Isidoro de Sevilha, in-fol., Paris, 1580. —
IV. No século XVII. O século XVII, que é, sob muitos aspectos, um dos primeiros séculos da história da França, não é inferior à sua glória do ponto de vista teológico. É, com o século XIII, embora em outro sentido, o século mais brilhante da teologia francesa. Continuou e aperfeiçoou as tendências novas que se haviam manifestado no século precedente.
— 1° Teologia dogmática, escolástica e positiva. A teologia escolástica, que era cultivada sobretudo na Espanha, estava longe de ser negligenciada na França. Teve mesmo, sobretudo no fim do século, um renovado vigor. Sobre Paul Boudot, ver t. ii, col. 1090. Estius comentava as Sentenças em Douai. Ver t. v, col. 875. Eustache de Saint-Paul publicava uma Summa théologiae paritia, 2 vol., Paris, 1613. Editaram-se, após a morte do jesuíta Philippe Moncée, suas Disputationes theologicae in aliquot selectas divi Thomae quaestiones, in-4°, Paris, 1622. O agostiniano Jean Dupuy comentou em Toulouse toda a Suma teológica do anjo da Escola, 2 in-fol., Toulouse, 1627.
Philippe de Gamaches fazia o mesmo na Sorbonne, Summa theologica, 2 in-fol., Paris, 1631, assim como André Duval: Commentarium in Summam S. Thomae, 2 in-fol., Paris, 1636. Nicolas Ysambert, o primeiro titular da cátedra de controvérsia fundada em 1616 por Richelieu, tomava a Suma como tema de suas lições e publicava seu comentário, 6 in-fol., Paris, 1639. Um jesuíta, originário de Avignon, fazia-se também ele intérprete da Suma em suas Disputationes theologisticae, 2 in-fol., Lyon, 1661, 1676. Um capuchinho, Bonaventure de Langres, era discípulo de são Boaventura: seu mestre preferido, Bonaventura Bonaventurae, 3 in-fol., Lyon, 1635, 1655, e conciliava Tomás.
Um mínimo, Jean Lallemandet, em seu Cursus theologicus, 2 in-fol., Lyon, 1656, discutia os pontos controvertidos entre tomistas e escotistas. O jesuíta Jean Martinon, durante vinte anos professor de teologia no colégio de Bordéus, publicou uma Theologia universa, 5 in-fol., Bordéus, 1644-1663. O doutrinário Barthélémy Cambial: Institutiones theologiae angelicae seu in auream Summam Thomae, 2 in-8°, Paris, 1663. Um conventual, Marc de Bérulle, publicou um Cursus theologicus ad mentem doctoris subtilis, distribuído em quatro livros segundo a ordem das Sentenças, in-4°, Grenoble, 1668. O capuchinho Marcel de Riez, uma Summa seraphica, 2 in-fol., Marselha, na qual pôs em ordem a doutrina de são... comentários das Sentenças.
Marc de Baudun redigiu um Paradisus, in-fol., Lyon, 1661-1664, segundo os doutores angélico, seráfico e sutil, e publicou também entre seus tratados um tratado De justitia et jure, Lyon, 1670, e publicou ainda um Compendium totius theologiae tam speculativae quam practicae, Lyon, 1673. O carmelita, no mesmo século, Jean Macé publicou um Studium sapientiae universae, 3 vol., Lyon, 1657, 1661, cujos dois últimos volumes são consagrados à teologia dogmática. O agostiniano Fulgence La Fosse compôs uma Theologia secundum genium S. Augustini, 3 in-12, Toulouse, 1672. Sobre a Theologia mentis et cordis de Contenson, ver t. iii, col. 1632-1633.
Outro dominicano, Philippe Labat, é autor de uma Theologia scholastica secundum illibatam S. Thomae doctrinam, 8 in-8°, Toulouse, 1658-1661. O carmelita Philippe de la Sainte-Trinité publicou uma Summa theologiae thomisticae, 5 in-fol., Lyon, 1653, que é um comentário da Suma teológica. Sua Summa Theologiae mysticae, in-fol., Lyon, 1656, é muito estimada. Outro carmelita, Daniel de Saint-Joseph, havia publicado Disputationes sobre as cinquenta primeiras questões da Ia da Suma teológica, in-fol., Caen, 1619, e o jesuíta Louis Mairat as suas sobre toda a Suma, 3 in-fol., Paris, 1633. O dominicano Jean Nicolai reeditava várias obras de são Tomás, que enriquecia de notas, Paris, 1659-1663.
Outro frade pregador, Jean-Baptiste Gonet, publicava seu Clypeus theologiae thomisticae contra impugnatores eius, 16 in-12, Bordéus, 1659-1669; 9ª edição, 6 in-fol., Lyon, 1681; depois seu Manuale thomistarum para uso dos estudantes, 6 in-12, Bourges, 1680. Seu confrade, Hyacinthe Chalvet, compunha um curso de teologia para os pregadores: Theologus ecclesiastes, 11 vol., 1653-1682. Antoine Goudin, da mesma ordem, além de sua Philosophia, 4 in-12, Lyon, 1671, deixava Tractatus theologici, que foram impressos mais tarde, 2 vol., Colônia, 1724. Jean Boyvin, O. M., compunha uma Philosophia Scoti, 4 in-12, Paris, 1681, e uma Theologia Scoti, 4 in-fol., Paris, 1678.
O jesuíta Jacques Platel, professor em Douai, dava uma Synopsis cursus theologici, Douai, 1661. O carmelita Modeste de Saint-Amable publicava sua Theologia thoma-augustiniana, in-4°, Lyon, 1684; este único volume é um tratado De Deo uno. Seu confrade, Augustin de la Vierge Marie, havia dado a lume um Theologiae thomisticae cursus, 6 in-12, Paris, 1660. As Opera theologica de Martin Grandin (1604-1691) foram impressas após sua morte, 3 in-4°, Paris, 1710. Os Theologici tractatus de François Feu haviam aparecido, 2 in-4°, Paris, 1692, 1695. O dominicano Nicolas Arnu interpretou as dezenove primeiras questões da 1ª parte da Suma teológica, 4 in-12, Roma e Lyon, 1679, 1686; 2 in-fol., Pádua, 1691. O Scotus academicus de Frassen apareceu pela primeira vez, 4 in-fol., Paris, 1672-1677.
Barthélémy Durand, O. M., publicou um Clypeus scotisticae theologiae, 5 in-12, Marselha, 1685, etc.; Sébastien Dupasquier, uma Summa theologiae scotisticae, in-8°, Cambrai, 1698. O dominicano Alexandre Piny fazia a Summa angelicae S. Thomae Aquinatis compendium resolutorium, 4 in-12, Lyon, 1688.
Além desses tratados gerais de escolástica, questões particulares eram estudadas em tratados especiais. Jean Masquerel havia composto: Brief traicté des indulgences, Rouen, 1606; Traite de l'efficacité et nécessité du baptême, 1613. O carmelita Philippe Fezay publicava um opúsculo De mysterio incarnationis in communi, in-4°, Aix, 1611; o jesuíta Claude Tiphaine, uma monografia De hypostasi et persona, in-4°, Pont-à-Mousson, 1634; Paris, 1881, e um tratado De ordine deque priori et posteriori, Reims, 1610, no qual procurava conciliar tomistas e molinistas. O feuillant Pierre de Saint-Joseph Cognère tentava o mesmo esforço: Suavis concordia humanae libertatis cum immobili certitudine praedestinationis et efficaciae auxiliorum gratiae, Paris, 1639. Defendia São Tomás contra os dominicanos: Defensio S. Thomae quosdam doctoris angelici adversus recentiores theologos, qui praedeterminationem physicam ad actus liberos falso affingunt, Douai, 1633.
O franciscano Claude le Petit fez um tratado De spiritibus creatis, Paris, 1622, 1641. Martin Meurisse publicava De sacrosancto et admirabili eucharistiae sacramento (segundo Duns Escoto), in-8°, Paris, 1625; Apologie de l'adoration et élévation de l'hostie, in-8°, Paris, 1620; De virtutibus cardinalibus, Paris, 1635; De Trinitate, 1631. O capuchinho Raphaël de Clayes tratava escolasticamente De augustissimo eucharistiae sacramento, 4 in-4°, Rouen, 1649; Avranches, 1653. O oratoriano Guillaume Gibieuf compôs um tratado De libertate Dei et creaturae, in-4°, Paris, 1630. Pierre Jammy, O. P., sustentava as opiniões tomistas em Veritates de auxilio gratiae, 2 in-12, Grenoble, 1658, 1650.
Jean Ferrier publicou um tratado De Deo uno juxta S. Augustini et S. Thomae principia, Toulouse, 1668, e uma resposta ao P. Vincent Baron sobre a sua crítica da ciência média. Jacques Platel ocupava-se da premoção física: Auctoritas contra praedeterminationem physicam pro scientia media, in-12, Douai, 1669, 1673, e o dominicano Paul Fasseau, professor na mesma cidade, refutava-o, in-8°, Douai, 1670. Esse assunto havia sido tratado pelo frade pregador Jacques de Saint-Dominique, Nova Cassiopeae Stella, in-fol., Langres, 1667, etc. Seu confrade Antoine Massoulié retomou-o mais tarde: D. Thomas sui interpres de divina motione et libertate creata, 2 in-fol., Roma, 1692. Os mínimos Jacques Salier e Jean Saguens explicavam as espécies eucarísticas segundo as teorias de Maignan. Ver t. v, col. 1432, 1433.
Ao lado desse renascimento da teologia escolástica, produziu-se nessa época uma nova corrente de estudos teológicos, uma série de obras de teologia positiva e histórica. Guillaume de l'Aubespine publicou a Ancienne police de l'Église sur l'administration de l'eucharistie et sur les circonstances de la messe, Paris, 1629, 1655, etc. François Hallier tratou De sacris electionibus et ordinationibus ex antiquo et novo Ecclesiae usu, in-fol., Paris, 1636; De hierarchia ecclesiastica, in-fol., Paris, 1646. O jesuíta Louis Callot ocupou-se do mesmo assunto: De hierarchia et hierarchis, in-fol., Rouen, 1641.
O oratoriano Jean Morin estudou a penitência e a ordem: Commentarius historicus de disciplina in administratione sacramenti poenitentiae, in-fol., Paris, 1651, etc.; Commentarius historicus et dogmaticus de sacris Ecclesiae ordinationibus, in-fol., Paris, 1655; Opera posthuma, in-4°, Paris, 1703 (sobre o catecumenato, a confirmação, a contrição e a atrição). O jesuíta Petau se distinguiu por seus Theologica dogmata, 4 in-fol., Paris, 1644-1650 (sobre Deus uno e trino, a encarnação, os anjos, a criação do mundo e a disciplina eclesiástica).
O oratoriano Louis Thomassin publicou Dissertationes in concilia generalia et provincialia, in-4°, Paris, 1667; Mémoires sur la grâce, Lovaina, 3 in-12, 1668; 2 in-4°, Paris, 1682; Ancienne et nouvelle discipline de l'Église touchant les bénéfices et les bénéficiers, 3 in-fol., Paris, 1678, 1679, etc. Dogmata theologica, 3 in-fol., Paris, 1680-1689 (encarnação do Verbo, Deus e seus atributos, Trindade); Traités historiques et dogmatiques sur divers points de la discipline de l'Église et de la morale chrétienne: dos jejuns da Igreja, in-8°, Paris, 1680; das festas da Igreja, 1683; do ofício divino, 1686; da verdade e da mentira, dos juramentos e dos perjúrios, 1691; da esmola e do bom uso dos bens temporais, in-4°, 1695; do comércio e da usura, 1697; Traité de l'unité de l'Église, 2 in-8°, Paris, 1686-1688.
Daniel Huet publicava sua Demonstratio evangelica, in-fol., Paris, 1679, e Dominique de la Sainte-Trinité, de origem francesa, sua Bibliotheca theologica, 7 in-fol., Roma, 1665-1676. Jean-Baptiste Duhamel juntou o método positivo ao método escolástico em sua Theologia speculatrix et practica juxta SS. Patrum dogmata pertractata et ad usum scholae accommodata, 7 in-8°, Paris, 1690-1691, da qual fez o Summarium, 5 in-12, Paris, 1694. Seria preciso citar também as obras teológicas de Grancolas. Ver seu artigo. Jean de Sainte-Beuve compôs seu Tractatus de sacramentis confirmationis et extremae unctionis, Paris, 1686.
Gaspard Juenin publicava suas Institutiones theologicae ad usum seminariorum, 4 in-12, Lião, 1694, etc., que foram um dos primeiros manuais escolares. — Sobre J. Boileau, ver t. ii, col. 941.
2° Controvérsia. A controvérsia continuou contra o protestantismo, mas surgiu também entre os galicanos, rigorosos ou moderados, e os ultramontanos, e começou contra os erros jansenistas.
— 1. Contra o protestantismo. O cardeal du Perron prosseguia suas controvérsias com du Plessis-Mornay no terreno da tradição. Ver t. iv, col. 1955-1957.
Fronton du Duc refutava o mesmo ministro sobre a eucaristia, assim como Calvino sobre a justificação, o livre-arbítrio e as boas obras, 2 in-8°, Bordéus, 1599, 1601. Louis Richeome também combatia du Plessis: La saincte messe déclarée et défendue contre les erreurs sacramentaires de nostre temps, 2 in-8°, Bordéus, 1600; Arras, 1601; Victoire de la vérité catholique contre la fausse vérification du sieur du Plessis, Bordéus, 1601; é ainda o autor de L'idolâtrie huguenote, Lião, 1608; Le panthéon huguenot découvert et ruiné, Lião, 1610. Sobre as obras do P. Coton, jesuíta, contra os calvinistas, ver t. iii, col. 1928-1929, e sobre as do carmelita Anastase Cochelet, col. 264.
Jacques d'Illaire publicava L'heureuse conversion des huguenots, Lião, 1609. Vários calvinistas convertidos, Jacques Guibert, Jacques Vidouze, Jean Duperche, Gabriel Bourguignon, expunham, de 1611 a 1617, os motivos de sua conversão. Claude Boucart tinha publicado a Déclaration de la profession de foi de Pierre Gilette avec les raisons, qui l'ont rappelé à l'Église romaine, 1608. Claude Tiphaine dirigia um Advertissement à Messieurs de la religion prétendue de Metz sur le dernier livre de leur ministre Ferry, Reims, 1618. Jacques Forgemont indicava Les découvertes des fausses conséquences des ministres de la religion prétendue réformée, Paris, 1619. Valentin Gérard, jesuíta, havia escrito Le triomphe de la glorieuse Vierge Marie contre les calomnies de M. Siméon Cordarc, Lião, 1607.
Léonard Coqueau defendia os papas contra du Plessis-Mornay em seu Antimornoeus, Paris, 1613. Guillaume Baile, jesuíta, havia composto um Catéchisme et abrégé des controverses de nostre temps touchant la religion, Bordéus, 1608; Troyes, 1617; Saumur, 1615 (sob outro título). Outros levavam a controvérsia para o terreno da Escritura. Jean Gunther recomendou esse procedimento em seu livro La vraie procédure pour terminer le différend en religion, 1607.
François Véron adotou e propagou esse Bref et facile moyen, Amiens, 1615, que, aumentado, tornou-se a Méthode de traiter des controverses de religion par la seule Écriture saincte, 3 in-fol., Paris, 1638, 1639. Publicou dele um Petit epitome, in-8°, Paris, 1641. Fez a aplicação dele a diversos assuntos particulares, à santa missa, 1623, ao purgatório, à oração pelos defuntos, 1623, etc., e por fim a todos os assuntos de controvérsia em sua Règle générale de la foy catholique séparée de toutes autres doctrines, in-fol., Paris, 1646, traduzida para o latim e muitíssimas vezes reeditada. Para facilitar-lhe a aplicação, havia escrito Lumières évangéliques pour rendre facile à un chacun l'intelligence du Nouveau Testament, Paris, 1616.
Não negligenciava, contudo, a polêmica a respeito da tradição, como o provam suas duas obras: Les justes plaintes de l'Église catholique sur les falsifications de l'Écriture sainte et des saints Pères par les ministres, Paris, 1623; Traité des traditions apostoliques pour répondre aux traditions des ministres du Moulin et Bochart, Caen, 1631. Richelieu preconizou o método de controvérsia pela Escritura: La méthode la plus facile et assurée pour convertir ceux qui sont séparés de l'Église, Paris, 1651, 1657; havia publicado Les principaux poincts de la foi de l'Église catholique défendus (contre les ministres de Charenton), Poitiers, 1617. O capuchinho Hyacinthe Kerver editou um Dictionarium praecipuorum S. Scripturae locorum pro omnibus fidei catholicae romanae apostolicae articulis intelligendis, in-4°, Paris, 1644, e Controversiae, 3 in-4°, Paris, 1646.
Numerosos controversistas exercitavam-se em assuntos particulares. Jacques Isnard publicava contra o pastor calvinista de Vinay La défense de l'infaillibilité du Saint-Siège, Tournon, 1622. Etienne Moquet, jesuíta, destacava as discussões dos protestantes entre si: La guerre ministrale, Poitiers, 1619; L'examen et censures des Bibles et de la confession de foy des Églises prétendues réformées de France, Poitiers, 1617, do qual fez um Abrégé, Bordéus, 1624. Bernard Gaultier publicou L'Apocalypse de la Réformation, Poitiers, 1620. Jean Gaulchier havia feito L'anatomie du calvinisme, Lião, 1614, 1621. Jean Arnoux havia composto contra os ministros de Charenton La confession de foy des MM. les ministres convaincue de nullité par leur propre Bible, Paris, 1617.
Jacques Corbin fez a Preuve du nom de la messe et de son antiquité par l'Écriture et les Pères des premiers siècles de l'Église, Paris, 1620. Georges Froyer destacou Les faussetez d'un cavalier de la religion prétendue réformée, Paris, 1617. François Garasse dava Elixir calvinisticum, Charenton, 1615; La somme théologique des vérités capitales de la religion chrestienne, in-fol., Paris, 1625. Alexandre Regourd publicou Démonstrations catholiques, Paris, 1630; Les ministres combattant la passion de Jésus et l'efficace d'icelle, Béziers, 1626.
Pierre Biard verificava, pelo testemunho dos Padres, contra o calvinista Martinet, L'autorité de Notre Père le pape, Lyon, 1619. Sobre o dominicano Coeffeteau, ver t. iii, col. 268-270, e sobre o carmelita Daniel de Saint-Sever, t. iv, col. 106. Irénée d'Avallon, outro carmelita, publicou Controverses contre les calvinistes, huguenots et anabaptistes, 3 in-4°, Lyon, 1626. Jean Boucher, O. M., compôs Le triomphe de la religion chrétienne, in-fol., Paris, 1628, no qual resolve 366 questões sobre a fé e a Escritura, e Jacques Marcel, Le triomphe de la foi catholique, Avignon, 1637. Jean Jobert de Barraut destacou as Erreurs et faussetés remarquables du livre de du Moulin : Bouclier de la foi.
O capuchinho Ange de Joyeuse publicou Calvinismus absque larva, 2 in-8°, Paris, 1627, 1630. Seu confrade, o P. Andéole, L'état misérable de l'Église calviniste, in-4°, Lyon, 1639. Um convertido, Jean-Louis du Rouvray, denunciava a abominação do calvinismo, in-4°, Paris, 1650. Guillaume Audebert escrevia contra Abbadie Le triomphe de la transsubstantiation et sur le purgatoire, Orthez, 1638. Yves de Paris, capuchinho, tratava De potestate romani pontificis adversus lutheranos, calvinistas et alios haereticos, Paris, 1643. Claude le Petit, O. M., publicava Universa theologia moralis et polemica, 1640. Jean Fronteau estabelecia, a respeito da graça, o concurso de Augustini et Calvini, Paris, 1651.
Um convertido de Saint-Jean compunha uma Instruction catholique pour distinguer infailliblement la vérité du mensonge en matière de religion, in-4°, Poitiers, 1647. Les couronnes de la Sagesse incarnée qui remplissent l'âme des sept principales vertus de la religion contre les hérétiques, in-8°, Poitiers, 1643, 1664. Seu confrade, o jesuíta Champeils, declarava e provava segundo o mundo de são Martinho, publicava contra os pretensos reformados: La religion prétendue réformée défaite par elle-mesme, in-4°, Montauban, 1658; Démonstration à ceux de la religion p. r. touchant leur union avec ceux de l'Église romaine pour servir à faciliter leur conversion, in-4°, ibid., 1658; Avis important et salutaire à ceux de la religion p. r. touchant leur distinction des poincts de foi fondamentaux et non fondamentaux qui est le fondement de leur union avec les luthériens, in-4°, ibid., 1660; La réformation ou licence extrême que ceux de la religion p. r. prennent tant en ce qui concerne la foy qu'en ce qui regarde les mœurs de la piété chrestienne, in-8°, ibid., 1668; Sommaire des controverses décidées par les seuls textes formels et exprès de la Bible, 2e édit., Charenton, 1674; La vraye religion en son jour, Montauban, 1667.
Honoré Nicquet assinalava as falsificações feitas pela versão genebrina do Novo Testamento: Le combat de Genève, in-8°, La Flèche, 1621. André Gérard deixou um Traité de controverses, in-12, Grenoble, 1661. Bernard Meynier publicou La sainte liberté des enfants de Dieu et frères de Christ en 150 articles, Lyon, 1655, etc.; Le véritable Augustin dans ses quatre livres du symbole de la foi aux catéchumènes (contra Troy), in-4°, Toulouse, 1655; La sainte eucharistie des catholiques approuvée et la cène des calvinistes condamnée, 2e édit., Paris, 1677; Le pape reconnu des luthériens et des prétendus réformez dans leurs livres, Lyon, 1665; L'Église romaine reconnue toujours des luthériens et des prétendus réformez pour vraye Église de Jésus-Christ, 4e édit., Paris, 1680.
Philippe Feron publicou L'hérésie chassée de son dernier retranchement, in-4°, Valence, 1652. François Charles deu Les motifs de conversion qui doivent porter les réformés de France à quitter leur religion pour embrasser la catholique, in-12, Saumur, 1668. Louis Dulaurens, que, em 1625, depois de sua conversão, havia feito uma Réponse au livre de Pierre du Moulin : Opposition de la parole de Dieu à la doctrine de l'Église romaine, compôs mais tarde Dispute touchant le schisme et la séparation que Luther et Calvin ont faite de l'Église romaine, in-fol., Paris, 1655; Le triomphe de l'Église romaine contre ceux de la religion prétendue réformée, in-12, Paris, 1667.
Outro convertido, Théophile Brachet de la Milletière, descreveu L'état véritable des différends de la religion entre les catholiques et les protestants, Paris, 1657. Jacques de Coras, também ele convertido, defendeu sua nova fé em várias obras: La face de l'Église primitive en opposition avec celle de la religion prétendue réformée, Tours, 1650; Traité de la vocation des ministres, Paris, 1661; La vérité de la créance et de la discipline de l'Église, Le Mans, 1674. Vários outros convertidos, Claude de la Pane, Alexandre Videl, Laurent de la Borde, deram conta dos motivos de sua conversão. Théophile Rosset reuniu Les témoignages des protestants en faveur de la religion catholique, 1671. Isaac de la Peyrère escreveu Lettres au comte de la Suze pour l'obliger par raison à se faire catholique, 2 in-12, 1661, 1662. Jean de Chaumont formou La chaîne de diamans, Paris, 1684, cadeia de textos dos Padres sobre as palavras Isto é o meu corpo.
A segunda metade do século foi marcada, na França, por numerosas controvérsias com os calvinistas. Sobre Bossuet controversista, ver t. ii, col. 1054-1055, 1058-1059, 1066-1069, 1080-1082, e sobre Fénelon t. v, col. 2138-2140, 2162-2163. Não faltavam outros controversistas menos célebres. J. Lefèvre escreveu Motifs invincibles pour convaincre ceux de la religion prétendue réformée où l'on traite en détail les principales questions de controverse, Paris, 1682; Nouvelle conférence avec un ministre de la prétendue religion réformée, Paris, 1685; Instructions pour confirmer les nouveaux convertis dans la foy de l'Église, Paris, 1686.
Louis Ferrand compôs um tratado da Igreja contra os hereges e principalmente contra os calvinistas, Paris, 1685; Réponse à l'Apologie pour la reformation, pour les réformateurs et pour les réformés, Paris, 1685. O beneditino Antoine Paul le Gallois publicava L'abrégé des controverses agitées entre les catholiques et les protestants, in-4°, Caen, 1684; in-12, 1685. Honoré Chaurand, jesuíta, reunia os Passages de controverse tirez des livres les plus authentiques de la religion prétendue réformée, Dieppe, s. d.; Caen, 1671. Claude Bendier escrevia L'hérésie de Calvin détruite par sept preuves invincibles, 1685.
Alguns convertidos puseram a pena a serviço de sua nova fé. Vigne fez a Apologie de l'Église catholique, Paris, 1686. Pelisson-Fontanier publicou Réflexions sur les différends de la religion, 2 in-12, Paris, 1686, etc.; De la tolérance des religions, Paris, 1692; Traité de l'eucharistie, Paris, 1694. Alexandre d'Yse escreveu Propositions et moyens pour parvenir à la réunion des deux religions en France, Martin, 1678.
Grosteste de Mahis editou Considérations sur le schisme des protestants, 1681; La vérité de la religion catholique prouvée par l'Ecriture sainte et la tradition, 2 in-12, Paris, 1696; 3 in-12, 1713; Lettre à une personne de la religion prétendue réformée (sur la présence réelle), in-8°, 1684. Sobre as obras do capuchinho Basile de Soissons, ver t. ii, col. 464-465, e sobre outros escritos relativos à presença real, ver t. v, col. 1357-1358.
Acrescentemos a isso Le Maire, Recueil des saints Pères des huit premiers siècles touchant la transsubstantiation, l'adoration et le sacrifice de l'eucharistie, Paris, 1686; Défense de la foy catholique et de sa perpétuité touchant l'eucharistie contre Claude, Paris, 1670; J. Adam, Le triomphe de la très sainte eucharistie (contra Claude), 1671; Paris, 1672; Octave de Combles, controverses sur le saint sacrement de l'autel, Bordeaux, 1675; Calvin défait par soy-mesme et par les armes de saint Augustin, qu'il avait injustement usurpées sur les matières de la grâce, de la liberté et de la prédestination, Paris, 1650, 1689; Jean Léonard de Ferrés, Traité de la présence réelle du corps de Jésus-Christ dans l'eucharistie, Tulle, 1683; Controverses familières, Paris, 1683; 4e édit., 1686; Nouvelle méthode pour instruire les nouveaux convertis, etc., Bordeaux, 1685; Paris, 1686; Traité de la foy, où l'on établit la divinité de Jésus-Christ et la vérité de l'Église romaine, Tulle, 1683; Paul Bruzeau, La foi de l'Église catholique sur l'eucharistie, 1684; La défense de la foi de l'Église sur les principaux points de controverse, 1682; Réponse à l'écrit d'un ministre sur plusieurs points de controverse, Paris, 1678; Nicolas Gastineau, Lettres de controverse (contra Claude), 3 vol.; La grande controverse de la présence réelle de Jésus-Christ en l'eucharistie.
Pierre Olivier, jesuíta, fez Remarques catholiques sur les passages des Évangiles et des Actes qu'on avait coutume d'employer dans les controverses, Poitiers, 1683. Pierre Nicole escreveu várias obras contra os protestantes: Préjugés légitimes contre les calvinistes, Paris, 1671; 2e édit., aumentada contra Claude, Bruxelas, 1683; La défense de l'Église contre le livre de M. Claude intitulé La défense de la Réformation, Colônia, 1689; Les prétendus réformez convaincus de schisme, Paris, 1684; De l'unité de l'Église ou réfutation du nouveau système de M. Jurieu, Paris, 1687. Noël Aubert de Versé, tendo voltado ao catolicismo, publicou L'antisocinien, Paris, 1692. Louis Bastide escreveu contra Jurieu L'accomplissement des prophéties, 1686, 1712.
Jacques Le Fèvre publicou Conférence avec un ministre touchant les causes de la séparation des protestants, Paris, 1685; Motifs invincibles pour convaincre ceux de la religion prétendue réformée, Paris, 1682; Nouvelles conférences avec un ministre, etc., Paris, 1685; Projet de conférence sur les matières de controverse, 1681. Sobre Louis de Cordemoy, ver t. iii, col. 1846, e sobre Brueys, t. ii, col. 1143. Ambroise Lallouette publicou Discours sur la présence réelle, Paris, 1687, e Louis Daures, L'Église protestante détruite par elle-même, Paris, 1689.
— 2. Polêmica entre galicanos rigorosos ou moderados e ultramontanos. As ideias galicanas dos teólogos franceses do século XVI foram sustentadas, no começo do século XVII, pelo famoso síndico da faculdade de teologia de Paris, Edmond Richer. Depois de ter publicado uma edição das obras de Gerson, completadas por vários escritos de Pierre d'Ailly, de Jacques Almain e de Jean Major, in-fol., Paris, 1606, lançou seu Libellus de ecclesiastica et politica potestate, in-4°, Paris, 1611, e foi, por isso, destituído de seu cargo, em 1612. André Duval o atacou em seu Elenchus libelli de ecclesiastica et politica potestate, Paris, 1612. Richer publicou sua defesa: Demonstratio libri de ecclesiastica et politica potestate, in-4°, Paris, 1622.
Suas outras obras só apareceram depois de sua morte: Apologia pro Joanne Gersonio, in-4°, Leyde, 1676, na qual sustenta a superioridade dos concílios gerais sobre o papa e a independência dos reis em relação ao soberano pontífice; Historia conciliorum generalium, in-8°, Colônia, 1680; Vindiciae doctrinae majorum scholae parisiensis, in-4°, Colônia, 1683; De potestate Ecclesiae in rebus temporalibus, Colônia, 1692; Traité des appellations comme d'abus, 2 in-12, s. l., 1701. O cardeal du Perron esteve envolvido no conflito. Ver t. iv, col. 1958-1960.
Simon Vigor ensinava as mesmas doutrinas: a superioridade do concílio geral sobre o papa, em seu comentário sobre a resposta dada em Basileia em setembro de 1432, Colônia, 1613; Apologia de suprema Ecclesiae potestate, in-4°, Paris, 1613, para responder a Duval: De suprema romani pontificis in Ecclesiam auctoritate, Paris, 1613. Théophraste Bouju replicou a Vigor sob o nome de Beaulieu: Défense pour Vigor la hiérarchie de l'Église, Paris, 1613. publicou uma Assertio fidei catholicae ex quatuor prioribus conciliis oecumenicis, etc., Paris, 1618, e a tradução de sua Apologia De summi pontificis auctoritate: De l'estat et gouvernement de l'Église, Troyes, 1621; Duval opôs-lhe seu tratado; Évreux, 1622, publicado sob o nome de Jean Lejean.
O dominicano Coeffeteau refutava Marco Antônio de Dominis e professava um galicanismo mitigado. Ver t. iii, col. 269. Michel Maucler ocupava-se também De monarchia divina, ecclesiastica et seculari christiana, deque sancta inter Ecclesiam et secularem illam conjuratione, in-fol., Paris, 1622. François Véron publicava um Traité de la puissance du pape, in-8°, Paris, 1626, em sentido ultramontano.
Pierre de Marca sustentou o galicanismo moderado: De concordia sacerdotii et imperii seu de libertatibus Ecclesiae gallicanae, in-4°, Paris, 1641, in-fol., 1669. Explicou seu pensamento e comprometeu-se a sustentar ideias mais sãs, em seu Libellus, Barcelona, 1646. Pierre Dupuy defendia então energicamente as pretensas liberdades da Igreja galicana: Commentaire sur le traité... de M. Pithou, 1636; Traité des droits et libertez de l'Église gallicane, Paris, 1639; Preuves des libertez de l'Église gallicane, Paris, 1639. Charles Fevret escreveu no mesmo sentido um Traité de l'abus et du vrai sujet des appellations qualifiées de ce nom d'abus, in-fol., Dijon, 1653. Sobre Antoine Charlas, ver t. ii, col. 2266. Sobre o galicanismo de Bossuet, ver t. ii, col. 1063-1066. Ver Galicanismo. Isaac Habert dava seu De cathedra seu primatu singulari S. Petri, Paris, 1645.
— 3. Polêmica entre jansenistas e católicos. Os erros jansenistas eram propagados na França pelo abade de Saint-Cyran, Du Verger de Hauranne, ver t. iv, col. 1967-1975; por Antoine Arnauld, ver t. i, col. 1978-1982; por Martin de Barcos, ver t. ii, col. 390-391; por Nicole e pelos solitários de Port-Royal. O jansenismo foi atacado especialmente pelos jesuítas. François Véron compôs contra ele duas obras: In Jansenii praetensum Augustinum, Paris, 1647; La condamnation de la doctrine des jansénistes par cinq conciles français, in-4°, Paris, 1648. Jean Martinon publicou, sob o anagrama de Antoine Moraines, seu Anti-Jansenius, in-fol., Paris, 1652.
Isaac Habert havia apresentado La défense de la foy de l'Église et de l'ancienne doctrine de Sorbonne touchant les principaux points de la grâce, Paris, 1644 (contra Arnauld); De la chaire et de la primauté unique de S. Pierre, Paris, 1645 (contra o abade de Barcos); Theologia graecorum Patrum vindicatae circa universam materiam gratiae, Paris, 1646 (contra Jansênio). Charles François d'Abra de Racon escrevia contra Antoine Arnauld: Examen et jugement du livre De la communion, Paris, 1644; Réponse fréquente à la Tradition de l'Église sur la pénitence et la communion, 3 in-4°, 1644, 1645; La primauté et souveraineté singulière de S. Pierre prouvée, Paris, 1645 (contra de Barcos). Pierre de Sesmaisons colocava a Question s'il est meilleur de communier souvent que rarement, in-4°, Paris, 1643.
Jean Doris publicou primeiro em francês (1651), depois em latim: Vindiciae S. Augustini adversus Pseudo-Augustinum C. Jansenii, Paris, 1656. Moïse du Bourg, jesuíta, deu a lume Le jansénisme foudroyé par la bulle d'Innocent X et l'histoire du jansénisme, Bordéus, in-12, 1648; Réfutation du prétendu catéchisme de la grâce (de Nicole) sur la seule doctrine de S. Augustin, Bordéus, 1651. Pierre de Saint-Joseph Cognère, feuillante, publicou Théologie du temps examinée selon les règles de la véritable théologie, 3 vol., Paris, 1647; Defensio S. Augustini Hipponensis adversus Augustinum Iprensem quoad auxilia gratiae et humanam libertatem, Paris, 1651; La défense du formulaire dressé par l'Assemblée du clergé contre les derniers libelles des jansénistes, Paris, 1662.
Nicolas Forest de Chesne editou: Précautions tirées du concile de Trente contre les nouveautés de la foi, Paris, 1640; Lettre d'un théologien à son ami malade contenant l'abrégé de Jansénius, in-4°, Paris, 1650; Lettre... à son ami parfaitement guéri du jansénisme, contenant quelques avis sur les canons du concile d'Orange, in-4°, Paris, 1650. Claude Morel lutou contra os jansenistas nos seguintes escritos: Véritables sentimens de saint Augustin et de l'Église catholique touchant la grâce, Paris, 1650; Défense de la confession de foy catholique, 1650; Jansénistes convaincus d'erreur et de mensonge, Paris, 1657; Conduite de saint Augustin contre les pélagiens, 1658.
O jesuíta Jean Nicolai publicou Iucidium seu censorium suffragium de proposilione Arnaldi (a graça faltou a são Pedro, quando renegou o Cristo), in-4°, Paris, 1656; Thèses theologicae de gratia; de concordia naturae et gratiae seu item Augustini et Thomae, Bordéus, 1665. Bernard Guyard, O. P., estabeleceu Discrimina inter doctrinam thomisticam et jansenianam, Paris, 1656. O jesuíta de Marrandé mostrou os Inconvéniens d'Estat du jansénisme, Paris, 1654. O jesuíta Jean Pelagio publicou Libertatis et gratiae christianae defensio in C. Jansenio Batavo et Calvinum, Paris, 1653; Avis aux catholiques pour juger de sa doctrine sur la matière de la grâce, Paris. Sobre Etienne Dechamps, ver t. iv, col. 170-171.
Pinthereau refutou o abade de Saint-Cyran: Theologia Petri Aurelii sive praecipui eius sequaces bonus mores, Saint-Omer, 1647; Vie de J.-J. du Verger de Hauranne, Lovaina, 1650; Les nouvelles et anciennes reliques, ...; les ruines du jansénisme découverte, Lovaina, 1651; le jansénisme découvert, Avinhão, 1655; Conduite du livre de la fréquente communion (contre M. Arnauld), de Dominis, 1654; Les erreurs et fraudes des amis de Port-Royal, Paris, 1655, ... la justification de la conduite tenue par les catholiques à l'égard des jansénistes, Paris, 1656. Jean Ferrier, jesuíta, escreveu Le jansénisme condamné par la bulle d'Innocent X, Toulouse, 1654; L'idée véritable du jansénisme, Paris, 1664; La soumission apparente des jansénistes à la décision de l'Église touchant le droit, Paris, 1666; Réfutation d'un libelle publié par les disciples de Jansénius (contre le livre précédent), Toulouse, 1667.
Seu confrade, Jacques Nouet, atacou vivamente o livro de Arnauld sobre a comunhão frequente. Sobre o P. Annat, ver t. i, col. 1320-1321. Denis Amelotte, oratoriano, tomava a defesa das constituições de Inocêncio X e de Alexandre VII, Paris, 1660. Jean Adam cavou Le tombeau du jansénisme, Paris, 1654. O capuchinho Charles-Joseph de Troyes publicou uma série de livros para explicar a doutrina de santo Agostinho, que os jansenistas falsificavam. O jesuíta Marc Antoine Foix deu Réponse aux dernières chicanes des jansénistes, Toulouse, 1664. Sobre os debates de Bossuet com os jansenistas, ver t. ii, col. 1077-1080. O jesuíta Michel le Tellier compôs o Recueil historique des bulles et constitutions, brefs, décrets et autres actes (contre le jansénisme), 1698. O oratoriano Jean le Porcq publicou os Sentiments de S. Augustin sur la grâce opposés à ceux du jansénisme, 1682, 1700. — Ver Jansénisme.
3° Apologética.
Foi na segunda metade do século XVII que apareceram os primeiros escritos de apologia do cristianismo contra aqueles que então se chamavam libertinos e contra os ateus ou os infiéis. O mínimo Mersenne escreveu L'impiété des déistes, athées et libertins, in-4°, Paris, 1621. Pierre Lescalopier, jesuíta, trata de Deus e dos deuses em sua Humanitas theologica, in-fol., Paris, 1660. Seu confrade, Etienne Petiot, escreveu Démonstrations théologiques pour établir la foi chrétienne et catholique contre les superstitions et les erreurs de toutes les sectes infidèles, Metz, 1674. Para provar a existência de Deus, Cl. Morel mostrava os Rayons de la divinité dans ses créatures, Paris, 1651; fazia uma Démonstration de la vérité de la religion chrétienne, 1661, e publicava Oracle de vérité ou l'Église de Dieu contre toutes sortes d'hérésies, 1666.
Christophe le Juge compôs uma Méthode courte et facile de défendre l'Eglise contre tous ses adversaires, Rouen, 1667. Albert Belin, beneditino, reuniu as Preuves convaincantes du christianisme ou principes de la foi démontrés par la raison, Paris, 1658, 1666. O capuchinho Denis de Rives defendeu Primatus s. Petri et Ecclesiae visibilis infallibilitas contra atheos, judaeos et haereticos, in-fol., Lyon, 1662. Gilbert de Choiseul du Plessis-Praslin, bispo de Comminges e de Tournai, escreveu Mémoires touchant la religion, 3 in-12, 1680; Le vray système de la religion chrestienne et catholique, Lille, 1689. François Diroys publicou Preuves et préjugez pour la religion chrestienne et catholique contre les fausses religions et l'athéisme, Paris, 1683.
Daniel Béguin, jesuíta, tratou De veritate divinitatis Christi, Paris, 1680. Félicien de Sainte-Madeleine, carmelita, publicou Defensio divinae providentiae juxta doctrinam D. Augustini et s. Thomae, 3 in-8°, Bordéus, 1657. Paul Philippe de Chaumont fez Réflexions sur le christianisme enseigné dans l'Église catholique, 2 in-12, Paris, 1693. Pierre Dozenne, jesuíta, provou La divinité de Jésus-Christ par ses oeuvres, Paris, 1688. Bossuet tinha dado seu tratado De la connaissance de Dieu et de soi-même. Philippe de Maizière escreveu Discours théologiques sur les perfections de Dieu, in-12, Lyon, 1689. Sobre Dom François Lamy, apologista, ver seu artigo. Maimbourg publicou a Vérité évidente de la religion chrétienne, 1696; Paris, 1694; Le nouvel athéisme renversé, L'incrédule convaincu par la religion, Paris, 1710.
— 4° Teologia moral. Começou-se nessa época a publicar tratados à parte. Sobre os de Etienne Bauny, ver t. ii, col. 480. Gilles Trullench compôs um opus morale (sobre os mandamentos de Deus e da Igreja), 2 in-fol., Valência, 1640; Praxis sacramentorum, in-fol., ibid., 1616. Sobre as obras do dominicano Vincent Baron, ver t. ii, col. 125. Abelly publicou sua Medulla theologica, Paris, 1651. Ver t. i, col. 50. Louis Bancel, O. P., compôs a Moralis D. Thomae, 2 in-4°, Avignon, 1677, e um Brevis universae theologiae tam moralis quam scholasticae cursus, 7 in-12, Avignon, 1684-1692.
François Genet compôs uma Théologie morale, 8 in-12, Paris, 1670 sq. Jean-Baptiste Taverne fez uma Synopsis theologiae practicae, 3 in-8°, Douai, 1698. Bon de Merles havia editado uma Summa christiana seu orthodoxa morum disciplina, 2 in-fol., Paris, 1683. O carmelita Eustache de la Conception propôs Jus primi principii theologiae positivae, canonicae, ecclesiasticae et moralis, in-4°, Avignon, 1697. Serge expôs os Dogmes orthodoxes, Paris, 1700. O oratoriano J. Thorentier havia escrito L'usure expliquée et condamnée par les Écritures saintes et par la tradition, Paris, 1673. O jesuíta Antoine Bonnet fez uma dissertação De timore poenitente, Toulouse, 1694, e tratou da questão da ignorância invencível, 1697. J. Gerbais havia publicado um Traité pacifique du pouvoir de l'Église et des princes sur les empeschemens du mariage, Paris, 1690.
— 5° Escritura Sagrada. Sobre Estius, exegeta em Douai, ver t. v, col. 873-875. Jacques Severt publicou sua Anacrisis Bibliorum, in-fol., Lyon, 1623, na qual examina todas as passagens da versão francesa protestante da Bíblia que diferem das Bíblias católicas e ortodoxas. André Alleret, O. M., editou Notae in universam Scripturam, 2 in-fol., 1625. O mínimo Claude Rangueil compôs Commentarii in libros Regum, 2 in-fol., Paris, 1621-1624. O superior-geral de sua ordem, Gilles Camarto, comentou a história de Elias: Elias Thesbytes, in-4°, Paris, 1631. Pierre Bardin publicou sucessivamente Essai sur l'Ecclésiaste de Salomon, Paris, 1626; Pensées morales sur l'Ecclésiaste, Paris, 1629-1632; Rouen, 1640.
Pierre de Besse editou uma Bíblia latina, acompanhada de uma versão francesa, Paris, 1608; as Concordantiae generales, 1611, e um Psalterium davidicum, 1617, 1646. O jesuíta Jean Lorin comentou vários livros da Escritura: os Atos dos Apóstolos (1605), o Eclesiastes (1606), a Sabedoria (1607), as Epístolas de São João e de São Pedro (1609), os Salmos (3 in-fol., 1612, 1614, 1616), as Epístolas de São Tiago e de São Judas (1619), o Levítico (1619), os Números (1622) e o Deuteronômio (1625). Petau parafraseou em versos gregos, com uma tradução latina, os salmos e os cânticos da Escritura, Paris, 1637. François de Harlay, arcebispo de Rouen, publicava Observations historiques et théologiques sur l'Épistre de saint Paul aux Romains, Gaillon, 1641.
Nicolas Rapine, O. M., explicou a Epístola aos Romanos (1632), as cartas a Timóteo, a Tito e a Filêmon (1632), aos Hebreus (1636), os cinquenta primeiros salmos (1639). Isaac Habert explicava as cartas do mesmo apóstolo a Timóteo, a Tito e a Filêmon, Paris, 1656. O capuchinho Célestin de Mont-de-Marsan fazia sua Clavis David pro S. Scriptura aperienda, in-fol., Lyon, 1644, espécie de introdução geral à Bíblia, e sua Prosopochronica S. Scripturae, in-fol., Paris, 1648. Jean de la Haye, O. M., reunia e resumia diferentes comentários em sua Biblia magna, 5 in-fol., Paris, 1643, e em sua Biblia maxima, 19 in-fol., Paris, 1660. Ele próprio comentou o Gênesis, 3 in-fol., Lyon, 1638; o Êxodo, 3 in-fol., Paris, 1648, e o Apocalipse, 3 in-fol., Paris, 1644-1647 (espécies de cadeias formadas de passagens dos Padres para uso dos pregadores).
O conde Henri Louis Chasteigner de la Rochepozai comentou o Gênesis (1628), o Êxodo, os Números, Josué e os Juízes (1629), os quatro livros dos Reis (1626), Jó (1628), os Paralipômenos (1643), os profetas (1630), São Mateus (1619), São Marcos, São Lucas, São João e os Atos (1620). Nicolas Guillebert parafraseou em francês todos os livros da Bíblia. O mínimo Mersenne havia resolvido questões sobre os seis primeiros capítulos do Gênesis, in-fol., Paris, 1623, e composto um tratado De mensuris, ponderibus et nummis Hebraeorum, Graecorum et Romanorum ad gallica redactis, in-4°, Paris, 1641. O capuchinho Jacques Boulduc comentou Jó (1631) e a Epístola de Judas (1630).
Antoine Godeau parafraseou as Epístolas de São Paulo (1632-1641), e publicou uma versão explicada do Novo Testamento, 2 in-8°, Paris, 1668. Simon Marotte explicou os salmos e os cânticos do Antigo Testamento, in-fol., Paris, 1630. Hercule Audifret é o autor das Questions spirituelles et curieuses sur les Psaumes, Paris, 1668. Pierre Gorse, S. J., comentou o Eclesiástico (1654), os Provérbios (1654), a Sabedoria (1655) e o Eclesiastes (1655). Pierre Maucorps, da mesma Companhia, parafraseou Isaías (1644), Jeremias (1644), Jó (1637), Baruc e os doze profetas menores (1645). Seus confrades comentaram: Jean Phelippeaux, os profetas menores (1633) e Oseias (1636); Nicolas Lombard, Neemias e Esdras (1643).
Nicolas Abram publicou seu Pharus Veteris Testamenti, in-fol., Paris, 1648; De quatuor fluviis et loco paradisi, Pont-à-Mousson, 1636. Bernardin Montreul tirou dos quatro Evangelhos La vie du Sauveur du monde Jésus-Christ, 2 in-4°, Paris, 1637; dos Atos, L'histoire de l'Église naissante, 1639; do Apocalipse, Les derniers combats de l'Église, 1641. Jean Bence escreveu seu Manuale in sanctum Jesu Christi Evangelium, Lyon, 1626, e resumiu os comentários de Estius sobre São Paulo e as Epístolas católicas, 1628. O capuchinho Georges d'Amiens publicou Trina S. Pauli theologia, positiva, moralis et mystica, 3 in-fol., Paris, 1649, 1650.
Jacques de Cambolas explicou a Epístola aos Romanos, Toulouse, 1650; Guillaume Coeffeteau, a Epístola de Judas, 1644, salmos e cânticos, em seu Florilegium, Paris, 1607. Antoine de Saint-Michel, O. M., deixou um catecismo sobre o Apocalipse, Paris, 1625. Pierre Clément publicou suas Curiosités sacrées para explicar diversas passagens da Escritura, Langres, 1650. Jean Plantavit de la Pause compôs um dicionário hebraico e um Florilegium biblicum, Lodève, 1641. Um judeu convertido, Philippe d'Aquin, publicou dissertações sobre o tabernáculo judaico, as vestes sacerdotais e os sacrifícios. Seu filho, Louis Henri d'Aquin, anotou Jó e Ester (1624).
Jean Morin compôs suas Exercitationes biblicae, Paris, 1633, para sustentar a autenticidade do texto hebraico e do texto grego; respondeu a Simon de Muis, De sinceritate hebraei graecique textus dignoscenda, 1639; ocupou-se também muito do Pentateuco samaritano, 1631, 1657. Nicolas Cocquelin interpretou os salmos e os cânticos, Paris, 1686, e Michel Bourdaille, o Cântico, Paris, 1689. Marc de Bérulle, conventual, publicou Bible géographique, Grenoble, 1679; Briève et claire explication de toute la sainte Bible selon le sens littéral, 3 in-fol., Paris, 1696, e Léon de Saint-Jean, uma harmonia evangélica sob o título Aurum optimum, 1669. Michel le Jay editou a Poliglota dita de Paris, 10 in-fol., 1628-1645. Valérien de Flavigny a atacou em uma dissertação e em várias cartas impressas, 1646, 1647. Nicolas Sanson ocupou-se da geografia sagrada.
O conventual François Carrière anotou a Bíblia, Lyon, 1663, e publicou uma Medulla bibliorum, Lyon, 1660. François Pean de la Coullardière comentou o Pentateuco e Jó (1680), os salmos, os livros sapienciais (1673), os profetas (1680) e o Novo Testamento (1670). O oratoriano François Senault parafraseou Jó (1664). Philippe Codurc traduziu para o francês os livros de Jó e de Salomão (1647), o Eclesiastes (1657), comentou Jó (1651), fez uma dissertação sobre as genealogias de Jesus Cristo (1646, 1650) e anotou uma passagem da Epístola aos Hebreus (1632). Bernard la Palisse explicou o Saltério (1665), bem como Thomas le Blanc, 6 in-fol., Lyon, 1665-1676. Jean Besson comentou o Cântico (1646) e Laisne de Marguerie, Isaías (1654).
O feuillant Jacques de Saint-Michel analisou o Novo Testamento, sob o título de Biblia parva, in-fol., Lyon, 1670. Denis Amelotte fez uma nova versão francesa da Bíblia (1666-1670) e uma harmonia evangélica (1669). O capuchinho Léandre de Dijon comentou são Paulo, 2 in-fol., Paris, 1663. Seu confrade, Jacques de Bordes, havia parafraseado o Apocalipse (1639). Joseph de Voisin extraiu das obras de santo Agostinho um comentário de são Mateus, 2 in-8°, Paris, 1649. Louis Ferrand anotou os salmos, 1683, publicou uma Summa biblica, 1690, e dissertações críticas sobre a língua hebraica (1701). O jesuíta Nicolas Talon havia composto uma Histoire sainte, 4 in-4°, Paris, 1640-1654, que foi menos apreciada. Amand Milhet publicou uma Introduction à l'Écriture sainte, Toulouse, 1687. François-Louis Lalouette é o autor do Hierolexicon, Paris, 1694. Benoît Laugeois, capuchinho, deu L'explication littérale et française de toute la Bible, 2 in-4°, Paris, 1675-1682.
Le Maistre de Saci não apenas traduziu a Bíblia para o francês, como a anotou, 32 in-8°, Paris, 1682-1706; traduziu os salmos a partir do hebraico, 3 in-12, Paris, 1696, e é o autor da Histoire du Vieux et du Nouveau Testament, par le sieur de Royaumont, Paris, 1669. O mínimo Antoine Masson tratou de questões curiosas relativas ao Gênesis, 3 in-12, Paris, 1685-1688. Antoine Mège, beneditino, havia parafraseado os salmos, Paris, 1675. François Aurat comentou o Cântico, Lyon, 1689. Michel de Marolles traduziu de novo a Bíblia para o francês (1671). François Vavasseur comentou Jó (1638) e Oseias (em Opera, 1709). Himbert deu Eclaircissemens pour l'intelligence du sens littéral des Épîtres de S. Paul et autres livres du Nouveau Testament, Paris, 1690. Nicolas le Tourneux explicava a Epístola aos Romanos (1695), e Serre o c. ix dessa Epístola (1698). Nicolas du Bois, O. P., havia comentado a Epístola de são Judas (1644), e o oratoriano Daniel Hervé, o Apocalipse (1684). Claude Frassen editava suas Disquisitiones biblicae, 1682, 1705. J.-B. du Hamel publicava suas Institutiones biblicae sobre o Pentateuco, 2 in-12, Paris, 1698; suas Relationes selectae sobre as passagens mais difíceis dos livros históricos do Antigo Testamento e de Jó, 2 vol., Paris, 1699, sobre o saltério, Rouen, 1701, sobre os livros sapienciais, Rouen, 1703. Só podemos assinalar o pai da crítica bíblica, Richard Simon, tão célebre por suas Histoires critiques de l'Ancien et du Nouveau Testament (texto, versões, comentadores). Foi combatido por Bossuet, ver t. ii, col. 1061-1063. Outro oratoriano, Bernard Lami, publicou Apparatus ad Biblia sacra, in-fol., Grenoble, 1687; trad. franç., Lyon, 1689; Harmonia quatuor evangelistarum, Paris, 1689; Traité historique de l'ancienne Pâque des Juifs, Paris, etc. Richard Simon, sacerdote do Delfinado, editou Le grand dictionnaire de la Bible, 1693; 2ª edit., 1703; 2 in-fol., 1715. Thomassin compôs um Glossarium universale hebraicum, in-fol., 1697.
Dom Pezron havia publicado L'antiquité des temps rétablie et défendue contre les juifs et les nouveaux chronologistes, Paris, 1687; Défense de l'antiquité des temps, d'un commentaire littéral et historique sur les prophètes, 1693; Histoire évangélique confirmée par la judaïque et la romaine, 2 in-8°, Paris, 1696. Dom Martianay atacou as duas primeiras dessas obras, Défense du texte hébreu et de la chronologie de la Vulgate, Paris, 1689; Continuation de la défense du texte hébreu et de la Vulgate, Paris, 1693; Relation de la dispute de l'auteur du livre de l'Antiquité des temps rétablie contre le défenseur du texte hébreu et de la Vulgate, Paris, 1707. Michel Le Quien defendeu também o texto hebraico contra Pezron, 1690, e refutou L'antiquité des temps, 1693, 1693. Edmond Imbert e de Bos explicaram as Epístolas de são Paulo, o primeiro, in-12, Paris, 1690, e o segundo, 7 in-12, Paris, 1698. Michel Mauduit publicou uma Analyse du Nouveau Testament, Paris, 1691-1697. Trotti de la Chétardye havia feito uma Explication de l'Apocalypse par l'histoire ecclésiastique, Bourges, 1691. Sobre a versão de Bouhours, ver t. ii, col. 1091. Simon Marotte (de Muis) anotou o Saltério, Paris, 1691, e o Pentateuco, 2 in-8°, 1701. Ellies Dupin publicou, à frente de sua Bibliothèque des auteurs ecclésiastiques, uma Dissertation préliminaire ou Prolégomènes sur la Bible, 3 vol., 1699; o Liber Psalmorum cum notis, 1691; Le livre des Psaumes traduit sur l'hébreu, 1691; Notae in Pentateuchum, 1701; Dissertations historiques, chronologiques et critiques sur la Bible (somente o Gênesis), 1711, uma Analyse de l'Apocalypse, 1714.
— 6° Patrologia. As edições dos Padres multiplicam-se. Todos os sábios rivalizam em zelo neste domínio das ciências sagradas. Os trabalhos dos beneditinos, sobretudo da congregação de Saint-Maur, já foram indicados, t. ii, col. 614-615. O jesuíta Henri de Sommai edita as Confissões de santo Agostinho, Douai, 1608; Charles de Villiers, as obras de Fulberto de Chartres, Paris, 1608, e Jean Picard, as de santo Anselmo, Colônia, 1612. Sobre as edições de Fronton du Duc, ver seu verbete. Gabriel de l'Aubespine edita e anota santo Optato de Milevo, Paris, 1631. André de Chesne publica as obras de Abelardo (1616) e de Alcuíno (1617); Petau, as de Sinésio (1612, 1631, 1633) e de santo Epifânio, 2 in-fol., Paris, 1622. Os escritos dos Padres, publicados por Sirmond, foram reunidos em sua maior parte, 5 in-fol., Paris, 1696. Para o pormenor, ver seu verbete. Ele editou as obras de Teodoreto, 4 in-fol., Paris, 1642, e de Hincmar de Reims, 2 in-fol., Paris, 1645. Jean Aubert, cônego de Lyon, é o editor de são Cirilo de Alexandria, 7 in-fol., Paris, 1638; Nicolas Rigault, o de Tertuliano, 1634, de Minúcio Félix, 1643, de são Cipriano, 1649, e de Comodiano, Toul, 1650.
O capuchinho Georges d'Amiens anotou Tertuliano : Tertullianus redivivus, 3 in-fol., Paris, 1646, 1648, 1650. Charles Poulain, jesuíta, reeditou santo Optato de Milevo, in-fol., Paris, 1631. Claude Ménard trouxe à luz pela primeira vez os dois primeiros livros (1617) da Opus imperfectum contra Julianum de santo Agostinho. Jérôme Vignier publicou a obra inteira, 2 in-fol., Paris, 1651. J.-B. Souchet anotou as obras de Ivo de Chartres, que Jean Fronteau editou, Paris, 1647. Gilbert Mauguin reuniu Veterum auctorum qui ix saeculo de praedestinatione et gratia scripserunt opera et fragmenta, 2 in-4°, Paris, 1650. Henri de Valois editou a História eclesiástica de Eusébio de Cesareia com a Vida de Constantino, Paris, 1659; as histórias de Sócrates e de Sozomeno, 1668; as de Teodoreto, de Evágrio, de Filostórgio e de Teodoro, o Leitor, 1673.
Bertrand Tissier formou a Bibliotheca Patrum cisterciensium, 4 in-fol., Bonne-Fontaine, 1660-1669. Laurent Bertrand expôs a Theologia speculativa de são Bernardo, in-4°, 1677. Philippe Despont dispôs cronologicamente a Bibliotheca veterum Patrum, 27 in-fol., Lyon, 1677 sq. O agostiniano Charles Moreau distribuiu em nova ordem e anotou as obras de Tertuliano, 3 in-fol., Paris, 1658. Philippe le Prieur reeditou ainda Tertuliano, Paris, 1664 e 1675, e editou são Cipriano com Minúcio Félix, Arnóbio, Comodiano e Júlio Firmico, 1666. Sobre as edições de Combefis, ver t. iii, col. 386, e de Cotelier, col. 1923-1924. Para d'Achéry, ver t. i, col. 310-311. O jesuíta Pierre Poussines editou alguns novos opúsculos de são Nilo, Paris, 1639, depois as cartas desse santo, 1657, a Catena graecorum Patrum in Evangelium secundum Marcum, 1673, o Convivium decem virginum de são Metódio, 1657, diversos escritos de autores bizantinos, as cartas de santo Isidoro de Pelúsio, Roma, 1670, Thesaurus asceticus (18 opúsculos de Padres gregos), Toulouse, 1684. Jean Garnier deu à luz os escritos de Mário Mercator, 1673, o t. v da edição de Teodoreto por Sirmond, 1684, o Libellus fidei de Juliano de Eclano, 1648, o Breviarium de Liberato, 1675. Sobre as edições de Chifflet, ver t. ii, col. 2363. Pierre de Goussanville publicou as obras de Pedro de Blois, Paris, 1667, 1675, as de são Gregório Magno, 3 in-fol. Sobre Baluze, ver t. ii, col. 138. Quesnel editou as obras de são Leão Magno, 2 in-4°, Paris, 1675, e J.-B. le Brun Desmarettes, as de são Paulino de Nola, 2 in-4°, Paris, 1685. O jesuíta Étienne Chamillart fez a edição de Prudêncio, Paris, 1687.
— 7° História. As principais obras de história eclesiástica merecem ser assinaladas.
André du Chesne escreveu a História dos papas até Paulo V, 2 in-8°, Paris, 1616; aumentada até Inocêncio X, 1653. Claude Robert publicou, em 1625, uma Gallia christiana, que a dos dois irmãos de Sainte-Marthe fez esquecer. Assinalemos apenas os trabalhos cronológicos de Petau, os Annales sacri de Henri de Sponde, as Exercitationes ecclesiasticae de Jean Morin, os estudos de cronologia de Jacques Grandami. Antoine Godeau redigiu uma História da Igreja, 5 in-fol., Paris, 1653-1678; 6 in-8°, 1696. François Bosquet publicou a Historia Ecclesiae gallicanae, Paris, 1633, 1638, e Louis Coulon, L'histoire et la vie des papes de S. Pierre à Alexandre VII, Paris, 1656; até Clemente XI, Lyon, 1669. Os jesuítas Labbe e Cossart fizeram uma coletânea estimada dos concílios gerais, 18 in-fol., Paris, 1672 sq. Labbe ocupou-se muito da história sagrada e profana. Sobre Cabassut, ver t. ii, col. 1297. Le Nain de Tillemont deve ser citado por sua Histoire des empereurs, etc., 6 vol., Paris, 1690-1738, e por suas Mémoires pour servir à l'histoire ecclésiastique des six premiers siècles, 16 in-4°, Paris, 1693-1712. Nomeemos apenas o jesuíta Louis Maimbourg, cujas obras históricas foram outrora estimadas. Assinalemos, enfim, os Annales ecclesiastici Francorum de Lecointe, 8 in-fol., Paris, 1665-1683, e a Bibliothèque des auteurs ecclésiastiques de Louis Ellies Dupin, sua Nouvelle bibliothèque, seu Supplément e as demais obras que constituem a sua sequência, com as críticas que lhes fizeram Bossuet, Richard Simon e dom Mathieu Petit-Didier. —
V. No século XVIII. Este século é por toda parte, e especialmente na França, uma época de decadência em todos os ramos das ciências eclesiásticas.
— 1° Teologia positiva. A teologia escolástica é quase inteiramente negligenciada e cede cada vez mais lugar à teologia positiva. Novas universidades são constituídas em Dijon em 1722 e em Rennes em 1735. A de Pont-à-Mousson é transferida para Nancy em 1768, e a faculdade de teologia passa das mãos dos jesuítas às dos padres seculares. Os Cursus se multiplicam, resumindo sob forma condensada os grandes tratados de outrora e indicando as provas escriturísticas, tradicionais e racionais de cada tese, dogmática ou moral. Os tratados são clássicos. Os manuais para uso dos seminários estão no mesmo plano, mas em nível inferior, que as Institutiones das faculdades. Os tratados do franciscano Assermet formam parte de um curso desse gênero. Ver t. i, col. 2123. O capuchinho Paul de Lyon publica um curso completo e sumário: Theologia speciosa, Lyon, 1721. Nicolas l'Herminier compõe uma Summa theologiae, 7 in-8°, Paris, 1701-1711, cujo tratado da graça propunha um jansenismo atenuado, que foi atacado, e um tratado De sacramentis, 3 in-12, Paris, 1716. As Institutiones theologicae para uso do seminário de Poitiers apareciam, 2 in-8°, Poitiers, 1708. Ellies Dupin dava Traité de la doctrine chrétienne et orthodoxe, Paris, 1703; Traité de la puissance ecclésiastique et temporelle, 1707; Traité historique des excommunications, 1715, 1719; Méthode pour étudier la théologie, 1716; Traité philosophique et théologique de l'amour de Dieu, 1717.
Entretanto, o dominicano Bernard Rabaudy, professor em Toulouse, ainda comentava a Suma de santo Tomás. Sobre o P. Adrien de Nancy, ver t. i, col. 462, e sobre Charles de Plessis d'Argentré, col. 1777-1778. As teologias dogmáticas e morais do P. Antoine, jesuíta, são cursos completos. Ver t. i, col. 1443-1444. Os tratados de Charles Witasse foram publicados após sua morte: De Deo uno et trino, 1722; De augustissimo altaris sacramento, 1720; De sacramento poenitentiae, 1717; De sacramento ordinis, 1717. Todos esses tratados, com o De incarnatione e o De confirmatione, foram reunidos em 4 in-4°, Veneza, 1738, sob o título de Tractatus theologici. Louis Habert publicava para o seminário de Châlons uma Theologia dogmatica et moralis, 7 in-12, Lyon, 1709-1712. Antoine Boucat, mínimo, entregava sua Theologia Patrum dogmatico-scholastico-positiva, 5 in-fol., Paris, 1718. Ver t. ii, col. 1090. O jesuíta Edmond Simonnet compunha suas Institutiones ad usum seminariorum, 11 in-8°, Nancy, 1721-1728.
Honoré Tournély dava suas Praelectiones theologicae, compreendendo tratados de Deus e de seus atributos (1725), da graça (1725), da Trindade (1726), da Igreja (1726), dos sacramentos em geral (1726), da encarnação (1727), do batismo e da confirmação (1727), da penitência e da extrema-unção (1728), da eucaristia (1728), da ordem (1729), do matrimônio e das censuras (1730). Dois sulpicianos, Louis Montaigne e Simon Pierre de la Fosse, publicavam as suas sob o nome de Tournély. Ao primeiro se devem os tratados de Deus (1730), dos sacramentos (1729), da obra dos seis dias (1732), da graça (1735), da Trindade (1734) e dos anjos (1751); ao segundo, o De Deo et divinis attributis, 1740. Collet completava os tratados de Tournély com os seus. Ver t. iii, col. 365. Urbain Robinet extraía de Tournély suas Compendiosae institutiones theologicae, 2 in-8°, Paris, 1731. Um anônimo deu a Medulla theologiae tournelianae, 2 in-4°, Colônia, 1735. Os Padres Serry, dominicano, e Daniel, jesuíta, discutiam calorosamente a áspera questão De auxiliis. Dom Mathieu Petit-Didier publicava um Traité de l'infaillibilité du pape, Luxemburgo, 1724. André le Soudier havia composto um Cursus theologicus muito elementar, Paris, 1724.
Nicolas Girardeau fez Praelectiones theologicae, 2 in-8°, Paris, 1743 (religião, palavra de Deus escrita e tradicional, Igreja e concílios). O jesuíta Ignace Arnaud havia dado uma Theologia de sacramentis, Avinhão, 1720. Gabriel Mousson deixava Lectiones theologicae de sacramentis, 4 in-12, Paris, 1745; de religione, 3 in-12, Paris, 1743. De Roujoux dava um tratado De religione, 2 in-8°, Reims, 1753; um sulpiciano, Jean Lagedamon, um tratado De contractu et sacramento matrimonii; Jacques Robbe, os tratados De mysterio Verbi incarnati, Paris, 1768; De augustissimo eucharistiae sacramento, Nîmes, 1772; De gratia Dei, 2 vol., 1780, 1781.
O jesuíta Charles Merlin publicava um Traité historique et dogmatique sur les paroles ou les formes des sacrements de l'Église, Paris, 1745. O dominicano Hyacinthe Drouin havia dado seu De re sacramentaria, 2 in-fol., Veneza, 1737. O capuchinho Thomas de Charmes editava uma Theologia universa, com um Epitome, 8 vol., Nancy, 1751 sq. Grégoire Simon havia feito um tratado De religione, 2 in-12, Paris, 1758. O sulpiciano Louis Legrand publicava seu Tractatus de incarnatione Verbi divini, Paris, 1751, e o De Ecclesia Christi, Paris, 1779. Dom Chardon havia composto a Histoire des sacrements, 6 in-12, Paris, 1745. Entre as numerosas publicações do P. Charles-Louis Richard, dominicano, cumpre lembrar seu Dictionnaire universel, dogmatique, canonique, historique, géographique et chronologique des sciences sacrées, 6 in-fol., Paris, 1760-1765.
Jacques publicava suas Praelectiones theologicae, 7 in-8º, Besançon, 1781-1786. Baston e Tuvache haviam editado suas Lectiones theologicae, 10 in-12, Rouen, 1773-1784. Louis Bailly editava os tratados De vera religione, Dijon, 1758; De Ecclesia, Dijon, 1771, e sua Theologia dogmatica et moralis, 8 in-8º, 1789. Ver t. i, col. 37. François Mézin havia lecionado De matrimonio, Nancy, 1785; De gratia, 1786; De sacramentis in genere, de baptismo et confirmatione, 1788. Seu colega, Alexis Jacquemin, o Tractatus de incarnatione Verbi divini, Nancy, 1787. A Revolução Francesa impediu a impressão do De eucharistia deste último. Poulin publicava De Deo revelante, 4 in-12, Besançon, 1707. O Tractatus de Ecclesia do sulpiciano Régnier apareceu em Paris em 1789.
— 2º Controvérsia. — 1. Com os protestantes. Ela prosseguiu ainda no início do século, para logo cessar. Um convertido, de Flamare, escreveu Conformité de la créance de l'Église catholique avec la créance de l'Église primitive, 2 in-8º, Rouen, 1701, 1708. Ver col. 19. Outro convertido, David Huguenin, publicou Catholicae religionis veritas, Colônia, 1703, e replicou a Ulricus Huetii Henrici Hulsii inanitas, Colônia, 1704. Os escritos de Isaac Papin foram reunidos em uma Recueil, em 1713; 5 in-12, Paris, 1723. Antoine Languevin defendeu contra Masius L'infaillibilité de l'Église dans tous les articles de sa doctrine, 2 in-12, Paris, 1701. Claude Andry escreveu, contra Benoît Pictet, L'hérésie des protestants et la vérité de l'Église catholique mise en évidence, 2 in-12, Lyon, 1713; Réplique à M. Pictet, Lyon, 1716; ele já havia publicado La religion prétendue réformée, dévoilée dans plusieurs entretiens d'un catholique avec un protestant, Lyon, 1706; Méthode pour traiter avec ceux qui sont séparés de l'Église romaine, Lyon, 1706.
Jean Lombard, jesuíta, deu um Abrégé des controverses sur la religion, Nancy, 1723. O capuchinho Bernard d'Arras publicou, contra Travers, l'Autorité de l'Église ou la primauté et la subordination que, Paris, 1736. Um convertido, Chandon de Lugny, deu uma Nouvelle méthode pour réfuter les Églises prétendues réformées. Maynard escreveu uma Conférence avec M. Claude, Paris, 1740, na qual a religião protestante é convencida de falsidade. Benoît demonstrou contra os protestantes La vérité de la religion catholique, Estrasburgo, 1761. Jean Cochet deu Preuves sommaires de la possibilité de la présence du Christ dans l'eucharistie, Paris, 1764. Urbain Grisol dirigiu uma Lettre à un protestant sur le culte que les catholiques rendent au Seigneur, 1767; Laforest, Lettres... sur la religion, 1753. Sobre Soanen, ver t. v...
Faillonant multiplicou as obras contra o jansenismo. Quesnel pôs seu espírito sedicioso nas suas Réflexions sur le N. T., Bruxelas, 1704, 1705; Jansénius condamné par l'Église, par lui-même et ses défenseurs et par saint Augustin, Bruxelas, 1705; Le véritable esprit des nouveaux disciples de S. Augustin, 4 in-12, ibid., 1706; Lettre d'un théologien à l'auteur des Hexaples, Paris, 1714; Réflexions morales avec des notes sur le N. T., 12 in-12, Paris, 1713-1725. Dom Hilarion Monnier dirigiu sete Lettres... a M. Dedan contra o sistema do Sr. Nicole, 1710. Jean Brun publicou Les cent et une propositions extraites du livre des Réflexions morales du P. Quesnel sur le N. T. qualifiées en détail, Bruxelas, 1718. O capuchinho Paul de Lyon é o autor dos Anti-Hexaples, 2 in-12, Lyon, 1721; das Lettres instructives sur les erreurs du temps, Lyon, 1716; Les ennemis de la constitution Unigenitus, 1719. Sobre Alexandre de la Passion, ver t. i, col. 785.
Outro capuchinho, André de Grazac, fez um Traité théologique où l'on démontre que les fidèles ne peuvent communiquer en matière de religion avec des ennemis déclarés de la bulle Unigenitus, Nancy, 1726; Principes catholiques opposés à ceux des tolérants qui reçoivent dans leur communion les ennemis de la bulle Unigenitus, Avignon, 1727; Réplique aux tolérants de ce temps, etc., Avignon, 1729. Em seu Traité théologique, 2 in-4º, Paris, 1722, Dom Thyard de Bissy defendeu a bula Unigenitus. Claude Pelletier havia publicado uma Nouvelle défense de cette bulle, 3ª edição, Lyon, 1715; Traité dogmatique et moral de la grâce universelle tiré du Nouveau Testament, Luxemburgo, 1725.
O jesuíta Dominique de Colonia constituiu a Bibliothèque janséniste, 1722, completada por seu confrade Patouillet, 1 in-12, Antuérpia, 1752. François Ilharat de la Chambre multiplicou os tratados, dos quais fez um resumo na Exposition claire et précise des différents points de doctrine qui ont rapport aux matières de religion, in-4º, Paris, 1745. Pierre-François Lafiteau escreveu a Histoire de la constitution Unigenitus, 2 in-4º, 1737, 1738; Réfutation des anecdotes ou mémoires secrets sur l'acceptation de la constitution Unigenitus, 3 in-8º, Gray, 1734. O jesuíta Louis Patouillet redigiu Cartouche ou le scélérat justifié par la grâce du P. Quesnel, Haia, 1731, do qual fez a apologia, 1732; Les progrès du jansénisme, 1743; Les entretiens d'Anselme et d'Isidore sur les affaires du temps, 1756; Supplément aux Nouvelles ecclésiastiques, 6 in-4º (1734-1748).
O beneditino Benoît Sinsart, Les vrais principes de S. Augustin sur la grâce et son accord avec la liberté, Rouen, 1739. Seu confrade, Nicolas Jamin, publicou Pensées théologiques relatives aux erreurs du temps, Paris, 1769. Camuset publicou S. Augustin vengé des jansénistes, Paris, 1771.
Nicolas François Clerc de Beauberon, um tratado dogmático De homine lapso et recuperato, 2 in-8°, Luxemburgo, 1777.
— 3° Apologética. As obras contra os deístas, os incrédulos e os ateus foram muito numerosas na França no decurso de um século de incredulidade e de racionalismo, mas nenhuma foi de primeira ordem e muitas não saíram da mediocridade. Ver t. i, col. 1517. J. Charon fez uma Démonstration évangélique, Paris, 1703. Michel le Vasseur compôs os Entretiens de la religion contre les athées, les déistes et tous les autres ennemis de la foi catholique, Paris, 1705. Louis Bastide escreveu L'incrédulité des déistes, 2 in-12, Paris, 1706, e Pierre Blondel, Les vérités de la religion enseignées par principes, Paris, 1705. Claude Sommier publicou uma Histoire dogmatique de la religion, in-4°, Reims, 1708; Paris, 1710.
O jesuíta Michel Monnier compôs um Parallèle de la morale chrétienne avec celle des anciens philosophes, Toulouse, 1701; uma Lettre apologétique pour justifier le sentiment des Pères de l'Église sur les œuvres du paganisme, 1709; o Parallèle théologique du pythagorisme et des autres sectes savantes de la Grèce, 2 in-8°, Paris, 1712. Seu confrade Jean Dez publicou La foy des chrétiens et des catholiques justifiée contre les déistes, les juifs, les mahométans, les sociniens et les autres hérétiques, 4 in-12, Paris, 1714. L'Oiseleur escreveu Traité sur l'homme, Paris, 1714; Propositions importantes sur la religion, Paris, 1715.
Fénelon publicou seu Traité de l'existence et des attributs de Dieu, 1712, 1718. Ver t. v, col. 2166. Charles-Claude Genest expôs os Principes de philosophie ou preuves naturelles de l'existence de Dieu et de l'immortalité de l'âme, Paris, 1716. Denyse demonstrou, por ordem geométrica, La vérité de la religion chrétienne, Paris, 1717. Sobre Claude Buffier, ver t. ii, col. 1168. O jesuíta Dominique de Colonia publicou La religion chrétienne autorisée par le témoignage des anciens auteurs païens, 2 in-12, Lyon, 1718.
O poema Anti-Lucretius do cardeal de Polignac apareceu depois da morte do autor, 2 vol., Paris, 1745, e foi traduzido em francês por Bougainville, em 1749. Claude-François Houtteville deu La religion prouvée par les faits, 3 in-4°, Paris, 1724, 1741; 4 in-12, 1749; Essai philosophique sur la providence (contra Bayle), Paris, 1728. Ver t. i, col. 1548-1549. Sobre Baltus, ver t. ii, col. 137. Seu confrade Jacques le Febvre publicou Bayle en petit ou anatomie de ses ouvrages, Douai, 1737; Entretiens sur la raison, 1747; La seule religion véritable démontrée contre les athées, les déistes et tous les sectaires, 1744. Louis-Philippe Joly seguiu o mesmo caminho: Remarques sur le Dictionnaire de Bayle, Paris, 1748.
Raoul du Tertre, jesuíta, escreveu Entretiens sur la religion, 3 in-12, Paris, 1743; seus confrades, Jean-François Delamare: La foi justifiée de tout reproche de contradiction avec la raison, Paris, 1769; Yves Valois: Entretiens sur les vérités fondamentales de la religion, La Rochelle, 1747; Entretiens sur les vérités pratiques de la religion, 2 in-4°, ibid., 1748; Lettre d'un père à son fils sur l'incrédulité, Paris, 1756; Avis sur l'incrédulité moderne, 1766; Avis charitable à ceux qui ont le malheur de vivre dans l'incrédulité, 1767. Charles-Louis du Gard fez um tratado De existentia Dei, spiritualitate et immortalitate animae, Paris, 1754. Balleur, O. M., deixou La religion révélée défendue contre les ennemis qui l'ont attaquée, 4 in-12, Paris, 1757. Daniel Le Masson de Granges publicou Le philosophe moderne ou l'incrédule condamné au tribunal de sa raison, 1757, 1765. François Ilharat de la Chambre compôs Traité de la vérité de la religion, 5 in-12; Traité de l'Église, 6 in-12.
O jesuíta Charles Merlin deu uma Réfutation des critiques de M. Bayle, Paris, 1732; Apologie de David contre la satire que M. Bayle a faite des actions de ce saint roy, 1737; Dissertation sur les miracles contre les impies, 1742. Claude-Jules Develles, teatino, publicou tratados: De l'immortalité de l'âme, 1730; Sur la simplicité de la foi, Paris, 1733; Sur l'autorité de l'Église, 1736, 1749. Os principais apologistas franceses da segunda metade do século xviii já foram nomeados, t. i, col. 1549-1553. Sobre Bergier, ver ainda t. ii, col. 742-745; sobre Duvoisin, t. iv, col. 1975-1976; sobre Barruel, t. ii, col. 428.
Acrescentemos alguns nomes de autores menos conhecidos: René-François du Briel de Pontbriand, L'incrédule détrompé et le chrétien affermi dans la foi par les preuves de la religion exposées d'une manière sensible, Paris, 1752; Nicolas-Charles-Joseph Trublet, Pensées choisies sur l'incrédulité, 4 in-12, Amsterdam, 1755; Th.-J. Pichon, La raison triomphante des nouveautés, Paris, 1756; Traité historique et critique de la nature de Dieu, Paris, 1758; Arguments de la raison en faveur de la religion du sacerdoce (contra Helvétius), Londres, 1776; Claude-Marie Guyon, Oracle des nouveaux philosophes (Voltaire), 2 in-8°, Roma, 1759, 1760; Bibliothèque ecclésiastique par forme d'instructions dogmatiques et morales sur la religion, 8 in-12, Paris, 1771, 1772;
Sigorgne, Le philosophe chrétien, 1765, 1776; Floris, Les droits de la vraie religion soutenus contre les maximes de la nouvelle philosophie, 2 in-12, 1774; Blaise Monestier, S. J., La vraie philosophie, Bruxelas, 1774; Benoît Sinsart, Recueil de pensées diverses sur l'immatérialité de l'âme, son immortalité, sa liberté et sa distinction d'avec le corps, ou réfutation du matérialisme, Colmar, 1756; Défense du dogme catholique sur l'éternité des peines, Estrasburgo, 1748; Essai sur l'accord de la foi et de la raison touchant l'eucharistie, Colônia, 1748;
H.-J.-B. Fabry de Montcault, Le pyrrhonien raisonnable ou méthode nouvelle proposée aux incrédules, Haia, 1761; L'antiquité justifiée (contra d'Holbach), Paris, 1766; S.-H. de la Boissière, Traité des vrais miracles, 1763; Traité de l'esprit prophétique, Paris, 1767; De la vérité et des devoirs qu'elle nous impose, 1777; Paulian, Dictionnaire philosophico-théologique portatif, Noyon, 1770; Gin, De la religion du vrai philosophe, 4 in-8°, 1779; M.-A. de Villiers, Dignité de la nature humaine considérée en vrai philosophe et en chrétien, Paris, 1778; J.-B. Gérardin, L'incrédule désabusé par la considération de l'univers, 2 in-12, Épinal, 1766; Camuset, Pensées antiphilosophiques, Paris, 1770 (contra Diderot); Principes contre l'incrédulité, Paris, 1771; De l'architecture des corps humains ou le matérialisme réfuté par les sens, 1772; Pensées sur le théisme, 1785;
Fangousse, La religion prouvée aux incrédules, Paris, 1780; L'incrédule convaincu, Paris, 1782; L. de Marabail, Le catholique par raison, Paris, 1791; Muyard de Vouglans, Motifs de ma foi en Jésus-Christ, Paris, 1776; Preuves de l'authenticité de nos Évangiles, Paris, 1785; Fontaine, Réfutation de la nécessité du fatalisme, 2 in-8°, Annecy, 1783; Le véritable système sur le mécanisme de l'univers, 2 in-8°, Annecy, 1785; Saint-Martin, Principes de la religion naturelle et de la foi chrétienne, 2 in-12, Paris, 1784; Etienne Brémont, De la raison dans l'homme, 6 in-12, Paris, 1785-1787;
J. Pey, Le philosophe catéchiste, 1779; La vérité de la religion chrétienne prouvée à un déiste, 2 in-12, 1770; La loi de la nature développée et perfectionnée par la loi évangélique, Montauban e Paris, 1789; Le philosophe chrétien considérant les grandeurs de Dieu dans ses attributs et dans les mystères de la religion, Lovaina, 1793; Aug. Hespelle, La théolarescie ou seule véritable religion démontrée contre les athées, les déistes et tous les sectaires, 2 in-12, 1774; Cl. Régnier, La certitude des principes de la religion contre les nouveaux efforts des incrédules, 6 in-12, Paris, 1778-1782; Ch.-L. Richard, Exposition de la doctrine des philosophes modernes, Malines, 1785; sobre dom Aubry, ver t. i, col. 2264; Herluison, La théologie réconciliée avec le patriotisme, 2 in-12, Troyes, 1790; Paris, 1791. Cf. F. Vigouroux, Les Livres saints et la critique rationaliste, Paris, 1890, t. iv, p. 655-659.
— 4° Moral. À parte os cursos ou instituições, que abrangiam o dogma e a moral, apareceram obras especialmente consagradas à moral. Joseph Mayol, O. P., produziu uma Summa moralis doctrinae thomisticae, in-4°, Avinhão, 1704. Jacques Bezombes compôs uma Theologia moralis christiana, 8 in-8°, Toulouse, 1709-1711. Ver t. ii, col. 812. O cartuxo Etienne Lochon publicou um Traité du secret de la confession, Paris, 1708. O beneditino Norbert Jomart deu um Avis important touchant la conscience erronée, 1712. Jean Boillot, O. M., escreveu Lettres sur le secret de la confession, Colônia (Dijon), 1703; La vraye pénitence, ses motifs et ses conditions, Dijon, 1712.
Pierre le Coq, eudista, editou Dissertation théologique sur l'usure du commerce et du prêt et sur les trois contrats, Rouen, 1767; Lettres sur quelques points de la discipline ecclésiastique, Caen, 1769. Pierre-Joseph Dufour, O. P., em sua Exposition des droits des souverains sur les empêchements dirimants de mariage et sur leurs dispenses, Paris, 1787, distingue formalmente o contrato de matrimônio do sacramento. J.-B. Rose havia composto um Traité élémentaire de morale, 2 in-12, 1767, que desenvolveu em seguida: Morale évangélique comparée à celle des sectes et des philosophes, 2 in-12, Besançon, 1772. Charles Chassanis tratou do mesmo assunto: Essai historique et critique sur l'insuffisance et la vanité de la morale des anciens comparée à la morale chrétienne, Paris, 1783; La morale universelle tirée des Livres sacrés, Paris, 1791. O jesuíta Rossignol publicou um tratado De l'usure, Turim, 1787.
— 5° Sagrada Escritura. O carmelita Chérubin de Saint-Joseph publicou uma Bibliotheca criticae sacrae circa omnes fere sacrorum librorum difficultates, 4 in-fol., Lovaina, 1704; Bruxelas, 1705, 1706; Summa criticae sacrae in qua scholastica methodo exponuntur universa Scripturae sacrae prolegomena, 9 in-8°, Bordéus, 1709-1716. Um de seus confrades, J.-H. Brunet, havia feito uma Manuductio ad S. Scripturam, 2 in-12, Paris, 1701. O agostiniano Léon havia escrito uma Clavis S. Scripturae, Paris, 1705, e Martin Humbelot havia dado 55. Bibliorum notio generalis seu compendium biblicum, Paris, 1700. Charles Huré publicou Dictionnaire universel de la Bible, 2 in-fol., Reims, 1715; Grammaire sacrée, Paris, 1707; Jacques Félibien, Pentateuchus historicus (Josué, Juízes, Rute, I e II Reis), Paris, 1704. Bernard de Picquigny editou sua Triplex expositio epistolarum D. Pauli, in-fol., Paris, 1703, da qual houve uma tradução francesa em 1706.
Dom Calmet fez um Comentário literal sobre todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, 23 in-4°, Paris, 1707-1716; 2ª edição, 25 in-4°, Paris, 1714-1720; 3ª edição, 9 in-fol., Paris, 1721-1726; História do Antigo e do Novo Testamento e dos judeus, 2 in-4°, Paris, 1718; História da vida e dos milagres de Jesus Cristo, Paris, 1720; Nancy, 1728; Dicionário histórico, crítico, cronológico, geográfico e literal da Bíblia, 2 in-fol., Paris, 1719, com um Suplemento, 2 in-fol., Paris, 1728; 2ª edição, 4 in-fol., Paris, 1730; Dissertações que podem servir de prolegômenos sobre a Sagrada Escritura, 3 in-4°, Paris, 1720; Novas dissertações importantes e curiosas, etc., Paris, 1720.
O oratoriano Louis de Carrières fez também um Comentário literal, inserido na tradução francesa da Bíblia, 22 in-12, Paris e Reims, 1701-1716; reeditado pelo abade de Vence, Nancy, 1738-1741, donde as edições posteriores tomaram o nome de Bíblia de Vence. O abade de Vence havia ele mesmo mandado compor uma Análise e dissertações sobre o Antigo Testamento, 6 in-12, Nancy, 1741-1743, e uma Explicação dos Salmos, 2 vol., Nancy, 1748. Laurent Daniel dera uma Análise dos Provérbios e do Eclesiastes, Paris, 1702; Lyon, 1710; Ménard, uma Paráfrase sobre o Eclesiástico, Paris, 1710; Corbière, Os salmos e os cânticos parafraseados sobre o hebraico com observações, 2 in-12, Paris, 1712.
Louis Roger havia feito uma Dissertatio critico-theologica (sobre I Joa., v, 7, e vii, 11), Paris, 1713. Nicolas Toynard fez uma Evangeliorum harmonia graeco-latina, Paris, 1707. Jacques Lelong editou sua Biblioteca sagrada, Paris, 1709; 2 in-fol., Paris, 1723. O P. Souciet publicou uma Coletânea de dissertações críticas, Paris, 1712. Duguet publicou Reflexões morais sobre o Novo Testamento, 12 in-12, Paris, 1713. O P. Berruyer, célebre por sua História do povo de Deus, 8 in-4°, Paris, 1728. O P. Neuville anotou O livro de Tobias, Paris, 1723, e O livro de Judite, Paris, 1728. J. Martin propôs Explicações de vários textos da Escritura, 2 in-4°, Paris, 1707.
O P. Hardouin parafraseou o Eclesiastes e publicou um Commentarius in Novum Testamentum, in-fol., Amsterdã, 1741. Pierre Guarin fez uma Gramática hebraica e caldaica, 2 in-4°, Paris, 1724, e um Lexicon hebraicum et chaldaeo-biblicum, 2 in-4°, Paris, 1746. Lesquevin propôs um Sistema tirado da Sagrada Escritura sobre a duração do mundo, Paris, 1733. Claude Hennequin editou uma Biblia sacra anotada, 2 in-fol., 1731. Tournemine, os comentários de Menochio, que enriqueceu com eruditas dissertações, 2 in-fol., Paris, 1719.
O abade Duguet, cujos trabalhos bíblicos são enumerados t. iv, col. 1858, com suas Regras para a inteligência da Sagrada Escritura, Paris, 1716, deu ocasião à questão do figurismo. Ver t. v, col. 2294-2304, e P. Féret, La faculté de théologie de Paris, Paris, 1909, t. x, p. 46. Duguet teve por colaborador o abade d'Asfeld, que acrescentou algumas obras, notadamente a Explicação dos livros dos Reis e dos Paralipômenos, 3 in-12.
Dom Sabatier editou e recolheu as antigas versões latinas da Bíblia: Bibliorum sacrorum versiones antiquae seu vetus Itala, 3 in-fol., Reims, 1743-1749. Foinard compôs A chave dos Salmos, Paris, 1741; Os Salmos na ordem histórica, Paris, 1742; Bellenger, Liber psalmorum, Paris, 1727, e Pluche, Harmonia dos Salmos e do Evangelho, Paris, 1765. Guillaume de Villefroy escreveu dezesseis Cartas a jovens educados para servir de introdução à inteligência das santas Escrituras, 2 in-12, Paris, 1751-1754. J.-B. Ladvocat sustentou numa Carta, Caen, 1766, que o texto hebraico não estava são e salvo em toda parte. Dom Poucet forneceu Novos esclarecimentos sobre a origem do Pentateuco dos samaritanos, Paris, 1760.
O abade Clémence demonstrou contra Voltaire A autenticidade dos livros tanto do N. quanto do A. T., 1782; Defesa dos livros santos do A. T., 1768; Características do Messias verificadas em Jesus Cristo de Nazaré, 2 in-8°, Paris, 1776. O P. Houbigant deu a edição corrigida da Biblia hebraica, 4 in-fol., Paris, 1754. Contant la Molette explicou o Gênesis (3 in-12, 1777), o Êxodo (3 in-12, 1780), o Levítico (2 in-12, 1785), os Salmos (4 in-12, 1781), fez um Ensaio sobre a Sagrada Escritura, 1775; um Novo método para entrar no verdadeiro sentido da Sagrada Escritura, 2 in-12, 1777. O oratoriano Bertier escreveu a História dos primeiros tempos do mundo, provada pelo acordo da física com o Gênesis, Paris, 1778, 1781.
O capuchinho Louis de Foix publicou Princípios discutidos para facilitar a inteligência dos livros proféticos e especialmente dos Salmos, 16 in-12, Paris, 1755-1764; uma tradução latina e francesa dos Salmos sobre o hebraico, 1762; Ensaio sobre o livro de Jó, 2 in-12, Paris, 1768; O Eclesiastes de Salomão, 1771; As profecias de Habacuc, 2 in-12, 1775; As profecias de Jeremias, 6 in-12, 1780; As profecias de Baruc, 1785. Bauduer traduziu e comentou os Salmos, 2 in-12, Paris, 1785. e o Eclesiastes.
Dom Ansart lê: Expositio in Canticum canticorum Salomonis, Paris, 1771. Alexandre Clément de Boissy publicou Resumo e concórdia dos livros da Sabedoria, Paris, 1767; Manual das santas Escrituras, 3 in-12, 1780. O P. de Ligny compôs História da vida de N.-S. Jesus Cristo, 3 in-8°, Avignon, 177[?]; História dos Atos dos Apóstolos, Paris, 1824. Sobre Duvoisin, ver t. iv, col. 1075.
O capuchinho Joly escreveu dezessete Lettres sur divers sujets importants de la géographie sacrée et de l'histoire sainte. Paris, 1771, que, aumentadas, formaram a Géographie sacrée, 1784; ele publicou também um Atlas sobre a geografia sacra e a história santa, com novas cartas, 1786, 1801.
6º Patrologia. Sobre os trabalhos dos beneditinos, ver col. 623 e 621. Mangeant, que havia editado Fulgêncio de Ruspe e Próspero em 1684, editou santo... 1711. Michel Le Quien deu a edição de são João Damasceno, 2 in-fol., Paris, 1712, e Denys de Sainte-Marthe a de são Gregório Magno, in-fol., Paris, 1705. Nicolas Gervaise escreveu a Histoire de Boèce, com a análise de todas as suas obras, notas e dissertações históricas e teológicas, 2 in-12, Paris, 1715. Pierre Joseph de Tricalet publicou uma Bibliothèque portative des Pères de l'Église, 9 in-8º, Paris, 1758-1762. O abade Goujet continuou a Bibliothèque des écrivains ecclésiastiques de Dupin, 3 in-8º, Paris, 1736, 1737.
7º História. Lembremos apenas também as Réflexions sur les règles et sur l'usage de la critique do carmelita Honoré de Sainte-Marie, a Histoire ecclésiastique de Fleury, ver col. 23-24, os trabalhos de Noël Alexandre, ver t. I, col. 770-771; a Histoire de l'Église de Timoléon de Choisy, 11 in-4º, Paris, 1703-1721, o Gallia christiana, começado por Denys de Sainte-Marthe, 13 in-fol., Paris, 1715-1785, a Histoire de l'Église gallicane do jesuíta Longueval, 18 in-4º, Paris, 1730-1749, a Histoire littéraire de la France, começada por dom Brial e continuada ainda em nossos dias, o Recueil des historiens de la Gaule et de la France de dom Bouquet, o Art de vérifier les dates de dom Clémencet, enfim a Histoire de l'Église de Bérault-Bercastel. Essas obras, de mérito desigual, honram o século XVIII.
VI. No século XIX e no século XX. O século XIX, em seus inícios, só pôde ser na França uma restauração da religião e da Igreja, quase destruídas pela Revolução. O ensino elementar das ciências eclesiásticas foi retomado nos seminários que se reabriram, mas visava a formar padres de paróquia mais do que sábios de profissão. As ordens religiosas só voltaram a entrar entre nós por volta da segunda metade do século. O Estado acabou por restabelecer faculdades de teologia em Paris, em Aix, em Bordéus, em Lyon e em Rouen, mas, porque não receberam do soberano pontífice a instituição canônica, essas faculdades não recrutaram muitos alunos e exerceram apenas uma influência restrita sobre a elevação dos estudos.
A decadência teológica, constatada no século XVIII na França, acentuou-se durante a primeira metade do século XIX. Houve, é verdade, sob a influência da escola menaisiana primeiro e mais tarde ainda, algum despertar de atividade. Foi preciso esperar a liberdade do ensino superior, concedida aos católicos em 1875, e a instituição das universidades ou institutos católicos em Paris, em Angers, em Lille, em Lyon, em Toulouse e, por um instante, em Poitiers, para produzir uma renovação real e eficaz do ensino teológico. Sob a influência das novas faculdades de teologia, todos os ramos da ciência eclesiástica foram rejuvenescidos, fortalecidos e desenvolvidos, e já deram numerosos frutos, penhores de colheitas próximas ainda mais abundantes, uma vez vencidas as dificuldades criadas ao recrutamento e à vitalidade do clero pela lei de separação. Vamos constatar essa feliz ressurreição, sucedendo a uma decadência longa demais.
— 1º Dogmática. Ao sair da Revolução francesa, o lazarista Brunet produziu os Elementa theologiæ, 5 in-4º, Roma, 1801-1804. Ver t. II, col. 1147. Na maior parte dos seminários reconstituídos ensinava-se o manual de Bailly, ibid., col. 37, ou as Institutiones theologicæ de Toulouse, reeditadas por Vieusse, 6 in-12, Toulouse, 1826-1827. Em 1818, reimprimiam-se em Rouen as Prælectiones de Baston e de Tuvache. Claude Madeleine de la Myre editava suas Prælectiones theologiæ, in-12, Le Mans, 1820. J.-B. Bouvier deu as Institutiones theologicæ, 8 in-12, Le Mans, 1834, que, após a condenação de Bailly, foram adotadas na maior parte dos seminários franceses. Ver t. II, col. 1117-1119.
O abade Gousset, que havia reeditado as Conférences d'Angers, 26 vol., Besançon, 1823; 16 in-8º, Paris, 1829, e que havia anotado o Dictionnaire de Bergier, 8 in-8º, Besançon, 1838, publicou em francês uma breve Théologie dogmatique, 2 in-8º, Paris, 1818. O abade Migne havia reeditado numerosos tratados antigos em seu Cursus completus theologiæ, 28 in-4º, Paris, 1840-1845. O abade Martinet publicava suas Institutiones theologicæ, 8 in-8º, 1859. Lequette reeditava a Suma de Billuart, 8 in-4º, Arras, 1865-1872, e um pouco mais tarde também o abade Écalle, 6 in-16, Paris, 1881-1890. F. Lebrethon, que havia publicado uma Petite Somme théologique de S. Thomas d'Aquin, 1861-1863, com notas, 4 in-8º, 1866-1867, deu uma Theologia seminariorum, 5 in-32, 1873. Fraignier editou dois fascículos De locis theologicis, Paris, 1854, 1856, e De expositione theologica, ibid., 1850.
Os sulpicianos, que dirigiam muitos seminários, fizeram vários manuais. Vincent, que havia composto um De vera religione, Paris, 1858, e um De vera Ecclesia, Paris, 1862, apresentou um Compendium universæ theologiæ, 6 vol., Paris e Lyon, 1867, 1869. Thibaut deu dele uma 2ª edição corrigida em 1875; 3ª edição, 1882-1883; a 4ª edição, de 1886, ficou conhecida sob o nome de Théologie de Clermont. Ver t. V, col. 2181-2183. Renaudet editou seus Theologiæ dogmaticæ elementa, 2 in-12, Paris, 1866. Bonal retocou e publicou sob seu nome a Théologie de Toulouse. Tissonnier escreveu um bom Theologiæ dogmaticæ compendium, 4 vol., Nîmes, 1873. Mons. Dubillard publicou suas Prælectiones dogmaticæ, 4 in-8º, Paris, 1884. Mons. Nègre editou um Cursus theologiæ dogmaticæ, 4 in-8º, Mende, 1896. Esses manuais, que foram seguidos nos seminários, são agora substituídos pelo do Sr. Ad. Tanquerey, Synopsis theologiæ dogmaticæ fundamentalis, 2 vol., specialis, 2 vol., moralis et pastoralis, 3 vol. (13 edições).
O Dictionnaire de Bergier havia sido revisto sucessivamente pelos abades Doney, Pierrot e Lenoir. A Science sacrée de Berseaux, 10 in-12, Nancy, 1864-1865, é um tratado completo de teologia dogmática. Ver t. II, col. 793. F. Perriot, de Langres, publicou também Prælectiones theologicæ, 7 in-8º, 1876-1886. Léon Gaillot resumiu a teologia dogmática e moral em Catechismus ad clericos juniores theologicus, : Le Souben, 12 fasc. in-12, Paris, 1906-1908. P. Jules compôs uma Nouvelle théologie dogmatique, 9 fasc. in-8º, Paris, 1903-1906; o P. Pègues, O. P., publica um Commentaire français littéral de la Somme théologique de saint Thomas, 7 in-8º, Toulouse, 1906-1912. Reeditaram-se os Theologiæ dogmaticæ elementa do P. Prevel (de Picpus), 3ª edição, 2 in-8º, Paris, 1912.
Ao lado dessas obras elementares, compreendendo quase todas a teologia dogmática e moral, é preciso assinalar alguns tratados particulares. O abade Gridel mandou imprimir um 1º vol. de Elementa theologiæ, tratando De divinitate religionis et de vera Christi Ecclesia, Paris, 1843, do qual destruiu quase todos os exemplares.
Mons. Ginoulhiac escreveu a Histoire du dogme catholique pendant les trois premiers siècles de l'Église, 2 in-8°, Paris, 1852; 3 in-8°, Paris, 1862. O P. Hilaire de Paris, capuchinho, havia começado uma Theologia universalis, da qual só apareceram 2 in-8°, Lyon, 1870. O sulpiciano Brugère deu dois tratados: De vera religione, Paris, 1873; De Ecclesia Christi, Paris, 1873. Ver t. II, col. 1144. Os mesmos tratados foram redigidos por A. Leboucher: De Ecclesia Christi, in-12, Paris, 1877; De vera religione, 1880. Jules Didiot havia empreendido, em francês e segundo um plano novo, um Cours de théologie catholique. Na parte dogmática, só apareceram a Logique surnaturelle objective, Lille, 1891; a Logique surnaturelle subjective, Lille, 1892.
Podemos reivindicar para a França os belos tratados que o P. Billot professou no Colégio Romano, em Roma: De inspiratione sacrœ Scripturœ, 1903; De sacra traditione contra novam hœresim evolutionismi, Roma, 1901; De Ecclesia Christi, 2ª ed., Roma, 1903; De Deo uno et trino, 3ª ed., Roma, 1902; De Verbo incarnato, 3ª ed., Roma, 1900; De Ecclesiœ sacramentis, 2 vol., Roma, 1900, 1901; De virtutibus infusis, Roma, 1901; Disquisitio de natura et ratione peccati personalis, 3ª ed., Roma, 1900; Quœstiones de novissimis, 2ª ed., Roma, 1903.
Os estudos sobre questões particulares de teologia foram bastante numerosos. Sobre os tratados preliminares da teologia: J. V. Bainvel, De Scriptura sacra, Paris, 1910; De magisterio vivo et traditione, Paris, 1905; A. Gardeil, La notion du lieu théologique, Paris, 1908; Le donné révélé et la théologie, Paris, 1910; A. de la Barre, La vie du dogme, Paris, 1898; V. Ermoni, La primauté de l'évêque de Rome dans les trois premiers siècles, Paris, 1903; Th. Calmes, Qu'est-ce que l'Écriture sainte? Paris, 1899.
A respeito do papa, de sua infalibilidade e de seu poder temporal, apareceram diversos escritos, alguns dos quais de caráter polêmico, por ocasião do concílio do Vaticano. Tendo Mons. Maret publicado Du concile général et de la paix religieuse, 2 vol., Paris, 1869, dom Guéranger lhe replicou com De la monarchie pontificale, Paris, 1870; Mons. Maret defendeu sua obra em Le pape et les évêques, Paris, 1870. Foi atacado por Constant, L'infaillibilité du pape et le dernier des gallicans, Lyon, 1870, que já havia escrito L'histoire et l'infaillibilité des papes, 2 in-8°, Lyon, 1859. O P. Montrouzier publicou Le catéchisme de l'infaillibilité du pape, Arras, 1870. Mons. de la Tour d'Auvergne editou La tradition catholique sur l'infaillibilité pontificale, 2 in-8°, Paris, 1875-1877. Dom Gréa tratou De l'Église et de sa divine constitution, Paris, 1885; Mons. H. Sauvé escreveu Le pape et le concile du Vatican, Laval, 1890. Mons. Hugonin, de Bayeux, deu Études philosophiques sur la première constitution dogmatique du Vatican, Laval, 1890.
O abade Vacant, que havia feito suas teses de licenciatura e de doutorado: De certitudine judicii quo assentitur existentiœ revelationis, Nancy, 1878; De naturali cognitione Dei, Nancy e Paris, 1879, e que havia publicado Le magistère ordinaire de l'Église et ses organes, Paris, 1887, fez aparecer seus Études théologiques sur les constitutions du concile du Vatican (a constituição Dei Filius somente), 2 in-8°, Paris, 1895. O P. Dublanchy fez sua tese de doutorado sobre o axioma Extra Ecclesiam nulla salus, Bar-le-Duc, 1895. Mons. Batiffol estudou L'Église naissante et le catholicisme, Paris, 1909. J. Turmel escreveu L'histoire de la papauté des origines à la fin du IIIe siècle, Paris, 1908 (posta no Índice). O Sr. Bainvel fez um breve estudo: Hors de l'Église, pas de salut. Dogme et théologie, Paris, 1913; o Sr. Quillet tomou por tese: De civilis potestatis origine theoria catholica, Lille, 1893.
Sobre Deus e a Trindade, temos L'idée de Dieu dans l'Ancien Testament, Paris, 1890, do abade de Broglie; as Études de théologie positive sur la sainte Trinité, do P. de Régnon, 4 in-8°, Paris, 1892-1898; Origines du dogme de la Trinité, por J. Lebreton, Paris, 1910; H. Couget, La sainte Trinité et les doctrines antitrinitaires, 2 in-12, Paris, 1905; G. Quiévreux, La Trinité et la vie éternelle, Paris, 1907. O P. Hugon, O. P., expôs Le mystère de la très sainte Trinité, Paris, 1912. Mons. Gaume havia publicado seu Traité du Saint Esprit, 2 in-8°, 1864. O P. Pesnelle, Le dogme de la création et la science contemporaine, 1891. O P. de Régnon havia publicado Bannésianisme et molinisme, 1890; Thomisme, Paris, 1883. O P. Gayraud lhe opôs Providence et prédestination. Saint Thomas et le prédéterminisme, Toulouse, 1890; depois de ter deixado a ordem de São Domingos, modificou seu sentimento: Thomisme et molinisme, Paris, 1895; sustentou que o doutor angélico não ensinou a predestinação ante praevisa merita. J. Siméon tratou da presciência divina e da liberdade humana.
Sobre a encarnação, devemos a Mons. Landriot Le Christ de la tradition, 2 in-12, Autun, 1865. O P. Corne, oblato, escreveu Le mystère de Notre-Seigneur Jésus-Christ, 5 in-8°, Paris, 1892-1896. Minjard publicou seus estudos doutrinais e apologéticos sobre Jesus Cristo, o Verbo encarnado, sob o título L'Homme-Dieu, 4 in-8°, Paris, 1900. O vol. II das Leçons de théologie do Sr. Labauche trata de Deus, da santíssima Trindade, do Verbo encarnado e de Cristo redentor, Paris, 1910. O P. Villard estudou L'incarnation d'après saint Thomas, Paris, 1908. O P. Terrien havia composto Thomœ S. Aquinatis O. P.
doclrina sincera de unione hgposlalica Verbi Dei humanilale amplissima déclaratio, Paris (1894). O P. Schwalm estudou Le Christ Thomas : d'après sainl d'Aquin, Paris, 1910. Couget provou La divinité de Jésus-Clvisl d'après la catéchèse apostolique et l'enseignement de Paul, 2 in-12, Paris, 1906. Guitton havia escrito L'homme : relevé de sa chute ou essai sur le péché originel et les fruits de la rédemption, 2 in-8°, 1854. O abade Rivière tratou do ponto de vista histórico Le dogme de Grimai : la rédemption, Paris, 1905. J. estudou Le sacerdoce de Noire-Seigneur : et le sacrifice Jésus- Clirist, Paris, 1908. O P. Terrien ocupou-se de La dévotion au Sacré-Cœur, Paris, 1893, assim como M. Bainvel, Paris, 1906, e Baruteil tomou por tese: Genesis cullus sacraliss. Cordis Jesu, Paris, s. d. (1903). O P. F. Anizan colocou-se a questão Qu'est-ce donc Sacré-Cœur : que le ? 1911.
Sobre a graça, Rohrbacher publicou De la grâce et .i : de la nature, Besançon, 1838; seu colega, o abade Gridcl, L'ordre surnaturel cl divin, Nancy, 1847; La déification de l'homme, 2 vol., Lyon, 1861; o abade Cros, Études sur l'ordre naturel et sur l'ordre surnaturel, 1861 P. Matignon, Question du surnaturel, 1863; ; le 1861, o abade de Broglie, Conférences sur la vie surnaturelle, 3 vol., Paris, 1878-1883; o P. Terrien, La grâce et la gloire, 2 in-12, Paris, 1897; A. Gaillard, Éludes sur l'histoire de la doctrine de la grâce depuis S. Augustin, Paris, 1897; Bcllamy, La vie surnaturelle, Paris, 1891, 1896; J. V. Bainvel, Nature et surnaturel, Paris, 1903; B. Frogct, De l' habitation du Suint-Esprit dans les âmes justes, Paris, 1898, 1900; L. Hubert, Thèses de gratia sanctificante, Paris, 1902; II. Ligeard, La théologie scolaslique cl la transcendance du surnaturel, Paris, 1908.
M. Mérit estudou La foi, sa nature, ses principaux : caractères et sa nécessité, Tours, 1880; o abade Méric, La chute originelle cl la responsabilité humaine, Paris, 1885; X. Le Bachelet, Le péché originel dans Adam cl dans ses descendants. Paris, 1900; S. Chanvillard, Le péché originel, Paris, 1910; I.. Labauche, Leçons de théologie, L'homme, Paris, 1908; F. Mallet, Qu'est-ce que la foi? Paris, 1907; P. Charles (pseudônimo). La foi, Paris, 1909; Y. Krnioni. Histoire du credo, Le symbole des apôtres, Paris, 1903; .1. V. Bainvel, La foi et l'acte de foi, Paris. 1909; Gayraud, La foi devant la raison, Paris, 1907.
Sobre a santíssima Virgem, podemos citar as seguintes obras: P. Terrien, /." mire de Dieu, 2 ln-8°, Pa- 1891 : hommes, ris, -1900; Marie, mère des 2 in-8», Paris, 1899-1902; P. Hugon, La mère de lu divine grâce, Paris, 1904; P.. île la Broise, La sainte Vierge, Paris, 1904; DubOSC de PesquidoUX, L'immaculée conception, Histoire d'un dogme. 2 in S'. Paris, 1898: X. l.e Bachelet, L'immaa ception, 2 in-12. Paris. 1908; dom Renaudln, L'assomplion de la sainte Vierge ris, 1907; De /" définition dogmatique de l'assomplion, Angers, 1900; \. Lémaïui, La Vierge et l'Emmanuel, Paris. Lyon. 1901: P. Bourgeois, la Vierge Marie, mystères de \a prétle\li nation ' I de \a rie, Paris, 1908; \.. Xiuiiii'i. Marie dans V Église anténicienne, Paris, 1908; Y argent. La maternité adoplive de la 1res I. sainie Vierge, Puis, e i 1399
Sobre os sacramentos, o abade de Bellevue, La grâce sacramentelle, ou effet propre des divers sacrements, Paris, 1899; P. Pourrat, La théologie sacramenlaire, Paris, 1907; Corblet, Histoire dogmatique, liturgique et archéologique du sacrement de baptême, 2 in-8°, Paris, 1881-1882; Didiot, Morts sans baptême, Lille, 1896; V. Ermoni, Le baptême dans r Église primitive, Paris, 1904; E. Vacandard, La pénitence publique dans l'Église primitive, Paris, 1903; La confession sacramentelle dans l'Église primitive, Paris, 1903; Mons. Battifol, Les origines de lu pénitence, in Études d'histoire et de théologie positive, 1ª série, Paris, 1902; P. Pelle, Le tribunal de la pénitence devant la théologie et l'histoire, Paris, 1903; Mons. Gerbet, Considérations sur le dogme générateur de la piété catholique, Paris, 1829; Aubert, Traité de la présence réelle de Jésus-CIuisl dans l'eucharistie, Lyon, 1856; P. J. Eymard, La divine eucharistie, 4 vol., Paris, 1872-1878; Corblet, Histoire dogmatique, liturgique et archéologique du sacrement de l'eucharistie, 2 in-8°, Paris, 1885- 1886; Mons. Rosset, De sacramenlo eucharisties, Chambéry, 1875; Constant, Le mystère de l'eucharistie, Paris, 1897; o P. Bonaventure, L'eucharistie et le mystère duCIirisl d'après l'Écriture et la tradition, Paris, 1894; Breton, La messe, Paris, 1904; Constant, Le mystère de l'eucharistie, Paris, 1898; Mons. Béguinot, La très sainte eucharistie des douze premiers siècles, 2 vol., Paris, 1903; P. Batifîol, L'eucharistie, la présence réelle et la transsubstantiation, Paris, 1905; L. Labauche, Lettres à un étudiant sur la sainte eucharistie, Paris, 1912; J.-A. Chollet, La doctrine de l'eucharistie chez les scolasliques, Paris, 1904; A. Vacant, Histoire de la conception du sacrifice de la messe dans l'Église latine, Paris, Lyon, 1894; A. Levatois, De essentia sacrosancti missœ sacrificii, Reims, 1901; L. Saltet, Les réordinations. Étude sur le sacrement de l'ordre, Paris, 1907; V. Ermoni, Les origines de l'épiscopat, Paris, 1903; Mons. Rosset, De sacramenlo matrimonii, 6 in-8°, 1895-1896.
Sobre os novíssimos, Brinquant, La résurrection de la chair et les qualités du corps des élus, Paris, 1894; L. Brémond, L'enfer devant la critique, Paris, 1897; La conception catholique de l'enfer, Paris, 1899; A. Lehaut, L'éternité des peines de l'enfer dans saint Augustin, Paris, 1912; C. Chauvin, Le purgatoire, Paris, 1901; L. Capéran, Le problème du salut des infidèles, 2 in-8°, Paris, 1912; Laxenaire, L'audelà ou la vie future d'après la foi et la science, Paris, 1897; Thomas, La fin du monde d'après la foi et la science, Paris, 1898; C. de Kirwan, Comment peut finir l'univers d'après la science et d'après la Bible, Paris, 1899.
O Sr. J. Tixeront nos deu uma Histoire des dogmes, 3 in-12, compreendendo, o 1.º, a teologia antenicena (1905), o 2.º, indo de santo Atanásio a santo Agostinho (1909), e o 3.º, o fim da era patrística (1912). A Bibliothèque de théologie historique já publicou: J. Turmel, Histoire de la théologie positive depuis l'origine jusqu'au concile de Trente, Paris, 1904; du concile de Trente au concile de Vatican, Paris, 1906; J. Bellamy, La théologie catholique au xix e siècle, Paris, 1904; A. d'Alès, La théologie de Tertullien, Paris, 1905; La théologie de saint Hippotyle, Paris, 1906; J. de la Servière, La théologie de Bellarmin, Paris, 1908. Acrescentemos-lhes a tese de G. Bardy, Didyme l'Aveugle. Essai de théologie historique, Paris, 1910; J. Martin, Pélau, Paris, 1910; Thomassin, Paris, 1911; Sertillanges, Saint Thomas d'Aquin, 2 in-8°, Paris, 1911; A. Humbert, Les origines de la théologie moderne, Paris, 1911.
2° Apologética. Houve, na França, pouca polêmica contra os protestantes ou os jansenistas. Citaremos apenas, nesse gênero, contra os protestantes, N. Jager, Le protestantisme aux prises avec la doctrine catholique, Paris, 1836; Cl.-M. Magnin, La papauté considérée dans son origine, dans son développement au moyen âge et dans son état actuel avec le protestantisme (contra Merle d'Aubigné e Bost), Paris, 1841; Histoire de rétablissement de la Réforme à Genève, 1844; Mons. Doney, Les ministres de la réforme peuvent-ils en conscience promettre l'espérance certaine du salut par J.-C. aux peuples de leur communion? 1852; P. Gautrelet, La divinité de l'Église catholique démontrée et vengée contre les principales objections du protestantisme, Clermont, 1854; G. Romain (G. Keszler), La question protestante jugée par le bon sens, la Bible et les faits, Paris, 1875; e contra os cismáticos A. Tilloy, Les schismatiques démasqués par l'exposition raisonnée de la doctrine catholique sur les projets du schisme, Paris, 1861; Essai de conciliation entre l'Église latine et l'Église grecque unie, Paris, 1865; Les Églises orientales dissidentes et l'Église romaine, Paris, 1890; Mons. Duchesne, Autonomies ecclésiastiques, Églises séparées, Paris, 1896.
Enquanto a teologia propriamente dita era negligenciada no início do século XIX, a apologética foi muito cultivada e operou um grande movimento de ideias em favor da religião católica para lutar contra a incredulidade e o indiferentismo, que eram a triste herança do século precedente. Ela ocupou o primeiro lugar nas preocupações do clero francês até os nossos dias. Tendo sua história já sido exposta no art. Apologétique, basta-nos remeter a ele, t. i, col. 1553-1563, assim como aos art. Chateaubriand, t. n, col. 2335-2338; Bonald, col. 958-961; Bonnetty, col. 1019-1026; Bautain, col. 481-483. Desde então, porém, discutiu-se a própria noção de apologética, para melhor fixar-lhe os limites e imprimir-lhe um caráter científico. Ver A. Gardeil, La crédibilité et l'apologétique, Paris, 1908; 2.ª edição, 1912; art. Apologétique, no Dictionnaire apologétique de la foi catholique, 1909, t. n, col. 189-251. Ver Fondamentale (Théologie), col. 515 sq. Sobre a apologética da ação, ver Immanence (Méthode d'). Acrescentaremos apenas algumas linhas para assinalar o impulso atualmente dado à apologética no terreno da história das religiões.
Deve-se notar um duplo esforço dos católicos franceses neste ponto. O primeiro foi obra de dois homens, o abade de Broglie e o abade Peisson, e não arrastou a opinião. O abade de Broglie estudou primeiro a história das religiões em sua cátedra de apologética no Instituto Católico de Paris e publicou o plano, depois o resumo de seus cursos: Cours d'histoire des cultes non chrétiens, Paris, 1881; Problèmes et conclusions de l'histoire des religions, Paris, 1885; Monothéisme, hénothéisme, polythéisme, 2 in-12, Paris, 1905. Ver t. n, col. 1134. O abade L. Peisson, que havia escrito a Histoire des religions de l'Extrême-Orient, Amiens, 1888, fundara, em 1889, a Revue des religions, que viveu apenas oito anos. Mons. Laouenan, bispo missionário, havia publicado uma obra intitulada Du brahmanisme et de ses rapports avec le judaïsme et le christianisme, 2 in-8°, Pondichéry, 1884, 1887.
O segundo esforço dos católicos é mais vivaz e já produziu mais frutos. O Orpheus de Salomon Reinach despertou a atenção pública. A cátedra de apologética foi restabelecida no Instituto Católico de Paris e é ocupada por diferentes especialistas, que, em sua maioria, já publicaram suas lições.
Outras obras ainda apareceram e, enfim, dois manuais diferentes foram preparados simultaneamente. Conferências feitas no Instituto Católico de Paris já foram publicadas: Mons. A. Le Roy, La religion des primitifs, Paris, 1909; Louis de la Vallée-Poussin, Bouddhisme.
Opiniões sobre a história dos dogmáticos budistas, Paris, 1909; A. Roussel, La religion védique, Paris, 1901; Le bouddhisme primitif, Paris, 1911; Carra de Vaux, La doctrine de l'islam, Paris, 1909; Ph. Virey, La religion de l'ancienne Egypte, Paris, 1910. A análise dessas conferências e das outras, ainda não editadas, foi dada no Bulletin de l'Institut catholique de Paris. Outros livros foram ainda publicados sobre o mesmo assunto: P. Caron, Confucius, sa vie et sa doctrine, Paris, 1902; Ch. Godard, Le brahmanisme, Paris, 1900; Les croyances chinoises et japonaises, Paris, 1901; Le fakirisme, 1900; G. Dottin, La religion des Celtes, 1903; Gondal, Mahomet et son œuvre, 1900; L. Petit, Les confréries musulmanes, 1899; G. Foucart, La méthode comparative dans l'histoire des religions, Paris, 1909; J. Guibert, Les croyances religieuses et les sciences de la nature, Paris, 1908; A. Bros, La religion des peuples non civilisés, Paris, s. d. (1908); La survivance de l'âme chez les peuples non civilisés, Paris, 1909; P. Lagrange, Études sur les religions sémitiques, 2ª edição, Paris, 1905; La religion des Perses, Paris, 1904; Dhorme, La religion assyro-babylonienne, Paris, 1910; V. Ermoni, La religion de l'Egypte ancienne, Paris, 1910; L. de la Vallée-Poussin, Notions sur les religions de l'Inde. Le brahmanisme, Paris, 1910; Le védisme, 2 in-12, Paris, 1909; O. Habert, La religion de la Grèce antique, Paris, s. d. (1910); M. Louis, Doctrines religieuses des philosophes grecs, Paris, s. d. (1910); A. Baudrillart, La religion romaine, Paris, 1905; J. Buiel, Isis et les Isiaques sous l'empire romain, Paris, 1911; J. Bricout, L'histoire des religions et la foi chrétienne, Paris, 1910; P. Batiffol, Orpheus et l'Évangile, Paris, 1910; P. Lagrange, Quelques remarques sur l'Orpheus, Paris, 1910; B. Allô, L'Évangile en face du syncrétisme païen, Paris, 1910; A. Valensin, Jésus-Christ et l'étude comparée des religions, Paris, 1912.
Os dois manuais católicos de história das religiões são: Où en est l'histoire des religions? 2 in-8º, Paris, 1911, sob a direção de J. Bricout, com a colaboração de catorze especialistas; Christus, Paris, 1912, sob a direção de J. Huby, com a colaboração de quinze autores.
— 3º Moral e pastoral. A moral ensinada e praticada na França era a moral severa que o jansenismo implantara nesse país e que foi pouco a pouco substituída pela doutrina de santo Afonso de Ligório e pelo probabilismo. Atacou-se o rigorismo primeiro sobre a questão do empréstimo a juros. Et. Pages fez uma dissertação Sur le prêt à intérêt, Avignon, 1819. O lazarista Figon escreveu L'encyclique de Benoît XIV Vix pervenit expliquée par les tribunaux de Rome, Marselha, 1822. Sobre Baronnat, ver t. ii, col. 426-427. J.-B. Loyer publicou um tratado De justitia et jure ad normam hodierni codicis civilis Galliae, 2 vol., Paris, 1827. Gousset deu uma Exposition de la doctrine sur le prêt à intérêt, Paris, 1824; Le code civil commenté dans ses rapports avec la théologie morale, Paris, 1827. Um pouco mais tarde, publicou Justification de la théologie morale du B. Liguori, 2ª edição, Besançon, 1832. Por fim, ele próprio compôs uma Théologie morale, 1841.
Os novos tratados de teologia moral impregnavam-se cada vez mais dos princípios de santo Afonso: T. Vernier, Theologia practica, 2 in-8º, Besançon, 1828; Neyraguet, Compendium theologiae moralis Ligorio, Lyon, 1841; sobre Bermann, ver t. ii, col. 16; J.-B. Gury, Compendium theologiae moralis, 2 in-18, Lyon e Paris, 1850; Laloux, De actibus humanis, Montpellier, 1862. V. Jausserand, Institutiones theologiae moralis ad usum diocesis Lingoniensis, in-8º, Langres, 1875-1877. Em francês, o P. Cl. Marc publicou Institutiones morales alphonsianae, Roma, 2 in-8º. Sobre a virtude sobrenatural, Didiot tratou apenas de La vertu fondamentale, Lille, 1896; La vertu de religion, Tournai, 1911. J. Gardeil e R. Beaudoin deram Brevior synopsis theologiae moralis et pastoralis, Paris, 1912. J.-A. Chollet colocou a questão: La morale est-elle une science? 1907, e M. de la Barre expôs La morale d'après saint Thomas et la théologie scolastique, Paris, 1911.
As doutrinas galicanas sobre o contrato de matrimônio e sobre o direito do poder civil de estabelecer impedimentos ao matrimônio perduraram ainda por algum tempo no século XIX. O antigo oratoriano Tabaraud expôs os Principes sur la distinction du contrat et du sacrement de mariage, sur le pouvoir d'établir des empêchements dirimants et d'en dispenser, Paris, 1803. O bispo de Limoges condenou essa obra, e Tabaraud opôs a essa censura: Droit de la puissance temporelle dans l'Église, 1818. M. Boyer, de Saint-Sulpice, escreveu contra Tabaraud Examen du pouvoir législatif de l'Église sur le mariage, Paris, 1817. Lesurre publicou ainda De la juridiction de l'Église sur le contrat de mariage considéré comme matière du sacrement, Paris, 1824; Lyon, 1836. O P. Martin fez um tratado De matrimonio et potestate ipsum dirimendi Ecclesiae soli exclusive propria, 2 in-8º, Paris e Lyon, 1844. Outros tratados de moral foram editados, notadamente os de M. Carrière, ver t. ii, col. 1805. Antoine Bey publicara De matrimonio, Lyon, 1828; De justitia et contractibus, Lyon, 1829, e J.-J. Fraignier: De lege justitiae contractibus, Paris, 1853. B. Philipp elaborou um Nouveau dictionnaire de théologie morale, Paris, 1857, e deu Conférences théologiques dogmatiques et morales, 2 in-8º, 1867.
Havia sido publicado, do lazarista Fabre, Théorie et pratique de la communion fréquente et quotidienne, Lyon, 2 in-8°, 1840. Jacques Valentin deu Examen raisonné ou décisions théologiques sur les commandements de Dieu et de l'Église, sur les sacrements et les péchés capitaux, 2 in-8°, Lyon, 1836; ... sur les devoirs et les péchés de diverses professions, 2 in-8°, 1841; ... sur les devoirs et les péchés des prêtres, 2 in-8°, 1843; Le prêtre juge et médecin au tribunal de la pénitence, 3 in-8°, Lyon, 1845. Mons. Gaume havia composto o Manuel des confesseurs, 1838. Dieulin escreveu Le bon curé au XIXe siècle, Nancy, 1845; 2 in-8°, 1864. O Sr. Bacuez fez uma brochura De l'intérêt et de l'usure, Paris, 1891. O P. Baudier publicou La loi du divorce et la conscience chrétienne, Paris, 1885. Um professor de teologia dissertou Du mensonge proprement dit et du droit à la vérité, Paris, 1903. Entre as numerosas obras mais recentes, assinalemos apenas a tese de L. Chevallier, De scientia regiminis animarum supernaturalis, Nancy, 1888; Histoire des commandements de l'Église, por A. Villien, Paris, 1909; La première communion. Histoire et discipline des origines au xxe siècle, por M. L. Andrieux, Paris, 1911. Poder-se-iam citar aqui os escritos nos quais os católicos franceses trataram das questões sociais, sobretudo depois da encíclica Rerum novarum. Baste recordar a criação das Semanas sociais, que se difundiram da França para os principais países da Europa.
— 5° Sagrada Escritura. É aqui que se faz sentir por mais tempo a nossa indigência. Afora a obra de luxo Histoire sainte de l'Ancien et du Nouveau Testament représentée par 614 figures avec des explications tirées des saints Pères, por de Bassinet, 8 in-4°, Paris, 1804-1806, só encontramos obras elementares: J.-B. l'Écuy, La Bible de la jeunesse, 2 in-8°, Paris, 1810; 2ª edição, 1812; J. Fauvier, Histoire de l'Ancien Testament, in-12, Dijon, 1825; T.-F. Jolly, Le mémorial de l'Écriture sainte, in-12, 1825, 1826; G. Gley, Histoire de notre Sauveur, 2 in-12, 1819. Eugène de Genoude traduziu a Bíblia, 23 in-8°, Paris, 1820-1824, e publicou La vie de Jésus-Christ et de ses apôtres, 2 in-8°, Paris, 1836. Dupin escreveu Jésus devant Caïphe et Pilate, Paris, 1828. O judeu convertido Paul David Drach fez uma nova edição da Bible de Vence, 27 in-8°, Paris, 1827-1833; traduziu para o latim o dicionário hebraico de Gesenius: Catholicum lexicon hebraicum et chaldaicum in V. T. libros, Paris, 1848.
O abade Sionnet publicou La sainte Bible expliquée et commentée, 17 in-8°, Paris, 1840 sq. (texto da Vulgata, paráfrase do P. de Carrières e notas). O abade Jager havia editado o texto grego dos Setenta, 2 in-8°, Paris, 1839; o texto grego do Novo Testamento (com Tischendorf), Paris, 1842; La sainte Bible, 3 in-8°, Paris, 1838-1844. O abade Aubert trata De l'authenticité des Livres saints, 2ª edição, Lyon, 1844; o abade de Jessé escreve uma Histoire de N. S. J.-C. et de ses apôtres, 2 in-8°, Paris, 1844. Gimarey traduz a Bíblia de d'Allioli, 10 in-8°, Paris, 1854, e o Théâtre des saintes Écritures de Gratz, Paris, 1869. O P. de Raze compõe seu Manuale concordantiarum, Lyon, 1852. O abade Migne havia formado seu Cursus completus Scripturae sacrae, 28 in-8°, Paris, 1860-1862. Vives devia reeditar mais tarde os comentários de Cornélio a Lápide, 21 in-8°, Paris, 1859, com 3 volumes de suplemento, 1861, e uma tábua feita por Péronne, sob o título Memoriale praedicatorum, 2 in-8°, 1863-1864. Vivia-se assim das obras do passado.
Rohrbacher havia redigido uma Petite grammaire hébraïque pour les élèves du grand séminaire de Nancy. É a J.-B. Glaire que cabe a melhor parte na renovação dos estudos bíblicos na França. Além de sua gramática e de seu dicionário hebraicos, publicou Introduction historique et critique aux livres de l'Ancien et du Nouveau Testament, 6 in-12, Paris, 1836; Abrégé de l'Introduction, etc., 2 in-12, 1846, que se tornou clássico nos seminários maiores; La sainte Bible en latin et en français, 3 in-4°, Paris, 1834; Le Pentateuque (traduit sur l'hébreu et annoté), 2 in-8°, Paris, 1835-1837; Les Livres saints vengés, 2 in-8°, Paris, 1845; La sainte Bible selon la Vulgate (traduction nouvelle), Paris, 1871-1873. O P. de Valroger havia traduzido a Introduction aux livres du N. T., de Reithmayr, 2 in-8°, Paris, 1861.
Outros cursos elementares apareceram em seguida e foram adotados em alguns seminários: A. Gilly, Précis d'introduction à l'Écriture sainte, 3 in-12, Nîmes, 1867; Notions élémentaires sur l'Écriture sainte, 1879; C. Samuel, Cours élémentaire d'Écriture sainte, 2 in-12, Grenoble, 1873; Drioux, Nouveau cours d'Écriture sainte, 2 in-12, Paris, 1875; Rault, Cours élémentaire d'Écriture sainte, 3ª edição, 1882; Bacuez, Questions sur l'Écriture sainte ou programme détaillé, 2 in-8°, Paris, 1874; Bacuez e Vigouroux, Manuel biblique ou cours d'Écriture sainte à l'usage des séminaires, 4 in-12, Paris, 1879-1890; a 13ª e a 14ª edição do Novo Testamento foram refundidas por A. Brassac, Paris, 1910, 1913. Drioux havia editado La sainte Bible (avec des commentaires), 8 in-8°, Paris, 1872, assim como R. Salmon, 1878. A. Arnaud comentou brevemente La sainte Bible, 4 in-8°, Paris, 1881; e Petit, o abade Vivier, 6 vol., 1892-1893, segundo dom Calmet, 16 in-8°, Arras, 1889-1904.
Pelt traduziu e adaptou o manual alemão de Schoepfer sob o título: Histoire de l'Ancien Testament, 2 in-12, Paris, 1896-1897. Trochon e Lesêtre compuseram uma Introduction à l'étude de l'Écriture sainte, 3 in-12, Paris, 1889-1890. E. Jacquier escreveu L'histoire des livres du Nouveau Testament, 4 in-12, Paris, 1904-1908; Le Nouveau Testament et l'Église chrétienne (canon et texte), 2 in-12, Paris, 1911-1913. Os trabalhos exegéticos foram, de início, também muito raros. O lazarista Viguier tratou De la distinction primitive des psaumes en monologues et dialogues, Paris, 1806; Exposition du sens primitif des psaumes, 2 in-8°, Paris, 1818.
Jean-Pierre Agier traduziu também os salmos a partir do texto hebraico, 1809, 1818; as profecias concernentes a Jesus Cristo, 1819; os profetas, 9 vol., 1820-1822, e comentou o Apocalipse, 2 vol., 1823. Marcel de Serres tratou da cosmogonia de Moisés comparada aos fatos geológicos, Paris, 1838; De la création de la terre et des corps célestes, 1842. H. Laurens traduziu Jó e os salmos, Paris, 1839. M. de Bovet deu Esprit de l'Apocalypse, Paris, 1840. O conde de Laborde fez o Commentaire géographique sur l'Exode et les Nombres, in-fol., Paris, 1842. Maupied estudou na Sorbonne Dieu, l'homme et le monde dans les trois premiers chapitres de la Genèse, 3 in-8°, Paris, 1845-1849; comentou os primeiros capítulos de São Mateus e de São Lucas e harmonizou as duas genealogias de N.-S., 1856. Plantier considerou do ponto de vista literário Les poètes bibliques, Paris, 1842; 3ª edição, 1881. Padé pôs os salmos ao alcance dos fiéis, 2 in-8°, Paris, 1858. Moglia publicou um Essai sur le livre de Job et sur les prophéties relatives aux derniers temps, 2 in-8°, 1865. O P. Gratry comentou o Evangelho de São Mateus, 2 in-8°, Paris, 1863-1865.
Dos trabalhos do sábio sulpiciano Le Hir só apareceram seus Études bibliques, 2 in-8°, Paris, 1869; Le livre de Job, Paris, 1873; Les Psaumes, Paris, 1876; Les trois grands prophètes (Isaïe, Jérémie, Ézéchiel), Paris, 1876; Le Cantique des cantiques, Paris, 1883 (na Sainte Bible de Lethielleux); todas essas obras foram editadas por Grandvaux. Os primeiros indícios de uma real renovação no estudo da Bíblia na França foram as obras do Sr. Vigouroux e a edição da Sainte Bible na casa do Sr. Lethielleux. O Sr. Vigouroux, desde 1902 um dos secretários da Comissão Bíblica, é o autor de La Bible et les découvertes modernes, 6 in-12, Paris, 1877-1881; 6ª edição, Paris, 1896; Mélanges bibliques. La cosmogonie mosaïque d'après les Pères, etc., Paris, 1882; La Bible et la critique (réponse à M. Renan), Paris, 1883; Le Nouveau Testament et les découvertes archéologiques modernes, 2ª edição, Paris, 1896; Les Livres saints et la critique rationaliste, 4 in-8°, Paris, 1885-1890; 5ª edição, 5 in-12, Paris, 1902; La Bible polyglotte, 8 in-8°, Paris, 1897-1909; Dictionnaire de la Bible, 5 in-fol., Paris, 1891-1912.
A Sainte Bible foi empreendida pelo abade Paul Drach, que comentou as Epístolas de São Paulo, as Epístolas católicas e o Apocalipse. Esses primeiros volumes são compostos segundo o plano das Santas Bíblias anteriores: texto latino da Vulgata, versão francesa, notas e introduções um pouco mais desenvolvidas. Os colaboradores foram progressivamente ampliando o quadro e chegaram a fornecer um comentário detalhado dos Livros santos. Trochon deu a Introdução geral, 2 vol., a Introdução geral aos profetas, os grandes e os pequenos profetas, os Números e o Deuteronômio, o Êxodo, o Levítico; Crelier, o Gênesis e os Atos dos Apóstolos; Clair, Josué, os Juízes, Rute, os livros dos Reis, os Paralipômenos, Esdras e Neemias; Gillet, os Macabeus, Tobias, Judite, Ester; Lesêtre, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiástico e a Sabedoria; Le Hir, o Cântico; Motais, o Eclesiastes; Fillion, a Introdução aos Evangelhos, uma Synopsis evangelica e o comentário dos quatro Evangelhos. Le langage symbolique et le sens spirituel des saintes Écritures, de Le Blanc d'Aimbonne, completa a Introdução geral; as Tables générales, chronologiques et analytiques foram elaboradas por Duplessy e Trochon; são precedidas do Thésaurus de Merz, para servir de tabela homilética. Juntou-se-lhes o Atlas géographique et archéologique de Ancessy. A obra forma 40 in-8°, Paris, 1890.
Vários dos colaboradores desta Bíblia continuaram a estudar a Sagrada Escritura. Motais havia publicado: Salomon et l'Ecclésiaste, 2 in-8°, Paris, 1876; Moïse, la science et l'exégèse, Paris, 1882; Le déluge devant l'Écriture et la science, Paris, 1885; L'origine du foi, l'origine du monde, editada pelo abade Robert, Paris, 1888. O Sr. Fillion publicou seus Essais d'exégèse, Paris, 1884; La sainte Bible commentée, 8 in-8°, Paris, 1888-1904; uma Biblia sacra, 11ª edição, Paris, 1911; Atlas archéologique de la Bible, in-4°, 2ª edição, Lyon, 1886; Atlas d'histoire naturelle de la Bible, in-4°, Lyon, 1894; Atlas géographique de la Bible, in-4°, Lyon, 1890; edição abreviada, Paris, 1894; Saint Pierre, Paris, 1906; Saint Jean l'évangéliste, Paris, 1907; L'existence personnelle de Jésus, Paris, 1909; L'Évangile mutilé et dénaturé par les rationalistes contemporains, Paris, 1910; Les miracles de N.-S. Jésus-Christ, 2 in-12, Paris, 1909-1910; Les étapes du rationalisme dans ses attaques contre les Évangiles et la vie de N.-S. J.-C., Paris, 1911; Le nouveau psautier du bréviaire romain, Paris, 1913. Deve-se ao Sr. Lesêtre N.-S. Jésus-Christ dans son saint Évangile, Paris, 1892; La sainte Église au siècle des apôtres, Paris, 1896; Le temple de Jérusalem, Paris, 1912; Les Psaumes du bréviaire traduits de l'hébreu, Paris, 1913.
Desde então, outros críticos e exegetas entraram na liça. C. Chauvin publicou L'inspiration des divines Écritures, in-12, Paris, s. d. (1897); Leçons d'introduction générale, théologique, historique et critique aux divines Écritures, in-8°, Paris, s. d. (1898); La Bible, depuis ses origines jusqu'à nos jours, 2 in-12, Paris, 1900; L'enfance du Christ d'après les traditions juives et chrétiennes, 1901; Au Golgotha ou les derniers moments de Jésus, 1901; Le procès de Jésus-Christ, 1905; Jésus-Christ est-il ressuscité? 1901; Histoire de l'Antéchrist d'après la Bible et les saints Pères, Paris, 1901. Mons. Meignan, que havia publicado as Prophéties messianiques du Pentateuque, Paris, 1856; des livres des Rois, Paris, 1878; Les Évangiles et la critique, 1864, 1871; Le monde et l'homme primitif selon la Bible, retomou, tornado arcebispo e cardeal, suas duas primeiras obras sob o título L'Ancien Testament dans ses rapports avec le Nouveau et la critique moderne. De l'Éden à Moïse, 1895; De Moïse à David, 1896, depois de tê-las completado; David, 1889; Salomon, 1890; Les prophètes d'Israël. Quatre siècles de lutte contre l'idolâtrie, 1892; le Messie depuis Salomon jusqu'à Daniel, 1893; Les derniers prophètes d'Israël, 1894. L. Richou estudou Le Messie dans les livres historiques de la Bible e Jésus-Christ dans les Évangiles, 3 in-12, 1879-1882.
As relações da Bíblia com as ciências e a história foram muitas vezes estudadas. Moigno publicou Les splendeurs de la foi, accord parfait de la révélation et de la science, de la foi et de la raison, 5 in-8°, Paris, 1882; fez dela o resumo, 1880, e publicou, com o abade Guy, Les Livres saints et la science, 1884. A. Anlain escreveu La religion en face de la science, Lyon, 1877-1879; 3ª edição, 1881; Puech, Bible et géologie, 2ª edição, Paris, 1883; V. Lavaud, de l'accord de la science avec le chapitre de la création, Paris, 1885; J. Lefebvre, L'œuvre du quatrième jour de la création selon la Bible et la science, Rouen, 1884; Jean d'Estienne (C. de Kirwan), Comment s'est formé l'univers, Bruxelles, 1884; Les races prédiluviennes, 12 in-12, 1899. Lambert havia escrito Le déluge mosaïque, l'histoire et la science, 1870. Contra o Sr. Moimboullet, Brucker sustentou L'universalité du déluge, 1887. Ch. Robert defendeu Caïn : La non universalité du déluge, Bruxelles, 1887.
Ocupou-se muito do concordismo dos dias da criação. Thomas publicava Les temps primitifs et les origines religieuses d'après la Bible et la science, 1889. L. Desiré escrevia Le paradis terrestre et la race nègre devant la science, Paris, 1893; L'antiquité de la race humaine, Paris, 1893; Concordance parfaite de la chronologie biblique et de la chronologie égyptienne, 1895. A cronologia bíblica estava na ordem do dia. O Sr. Pannier tomava como assunto de tese: Genealogiae biblicae, Lille, 1886. Brevet, Parallélisme entre la géologie et la Bible, 2ª edição, Paris, 1895; Gombault, Accord de la Bible et de la science, Paris, s. d. (1895); B. Colomer, La Bible et les théories scientifiques, Paris, 1901; C. de Kirwan, Bible et science. Terre et ciel, Paris, 1911.
Entretanto, a Questão bíblica, colocada por Mons. d'Hulst, em 1893, provocava a encíclica Providentissimus Deus, de 18 de outubro de 1893, sobre a Sagrada Escritura, e suscitava polêmicas e escritos de valor desigual. Citemos Mons. Grandclaude, La question biblique d'après une nouvelle école d'apologistes chrétiens, Paris, 1893; o abade Magnier, La question biblique et l'exégèse large, Paris, 1903. O Sr. Didiot publicou seu Traité de la sainte Écriture d'après Sa Sainteté Léon XIII, Paris, Lille, 1894, e o P. Brucker, suas Questions actuelles d'Écriture sainte, Paris, 1895. A Questão bíblica havia sido levantada pelas Origines de l'histoire d'après la Bible et les traditions des peuples orientaux, de François Lenormant, 3 in-8°, Paris, 1880-1884 (inacabada e posta no Índice), e por alguns artigos do Sr. Loisy. Este havia apresentado como tese de doutorado Histoire du canon de l'Ancien Testament, Paris, 1890, que foi atacada por Magnier, Étude sur la canonicité des saintes Écritures, Paris, 1892. O Sr. Loisy fez aparecer em seguida Histoire du canon du Nouveau Testament, Paris, 1891, depois, no Enseignement biblique (1892-1893), além de crônicas, a Histoire du texte et des versions de l'Ancien Testament, um estudo sobre Jó, e o início de um comentário sobre os Evangelhos sinóticos. Ele haveria de suscitar mais tarde, a esse respeito, novos debates.
Vários bispos dirigiram, nessa segunda fase, cartas a seu clero: o cardeal Perraud, Mons. Latty, Mons. Le Camus: Vraie et fausse exégèse (1903); Fausse exégèse, mauvaise théologie (1904). Os publicistas refutaram as novas e falsas idéias: P. Bouvier, L'exégèse de M. Loisy, les doctrines, les procédés, Paris, 1903; Frémont, Lettres à l'abbé Loisy, Paris, 1904; e, após a publicação do grosso comentário Les Évangiles synoptiques, Ceffonds, 1907, 1908, ele foi refutado pelo Sr. Lepin, Les théories de M. Loisy, exposé et critique, Paris, 1908; F. Jubaru, M. Loisy et la critique des Évangiles, Paris, s. d. (1908). Algumas questões gerais foram abordadas: L. Méchineau, L'autorité humaine des Livres saints, Paris, 1900; L. Prat, La Bible et l'histoire, Paris, 1904; Mons. Landrieux, L'histoire et les histoires dans la Bible, Paris, s. d. (1907); V. Ancessy, L'Egypte et Moïse, Paris, 1875; V. Ermoni, La Bible et l'orientalisme. I. La Bible et l'égyptologie. II. La Bible et l'assyriologie. III. La Bible et l'archéologie syrienne, 3 in-12, Paris, 1903, 1904; o P. Dhorme, Les pays bibliques et l'Assyrie, Paris, 1911; A. Paulus, Les juifs avant le Messie, 3 in-12, Paris, 1905; Les juifs et le Messie, in-12, Paris, 1904; E. Beurlier, Le monde au temps de Jésus-Christ et des apôtres, 2 in-12, Paris, 1900.
O Sr. J. Viteau ocupava-se da gramática do Novo Testamento: Étude sur le grec du Nouveau Testament. Le verbe : syntaxe des propositions, Sujet, complément et attribut, Paris, 1896. Douais editava Une ancienne version latine de l'Ecclésiastique, Paris, 1895. Martin Paulin estudava La Vulgate latine au xiiie siècle d'après R. Bacon, 1888; Le texte parisien de la Vulgate latine, 1889. L. Samblet escrevia Une page inédite de l'histoire de la Vulgate, 1890. Uma concordância verbal da Bíblia foi publicada pelos Padres Peultier, Etienne e Gantois, Paris, 1897. J. Deconinck deu um Essai sur la chaîne de l'Octateuque avec une édition des commentaires de Diodore de Tarse qui s'y trouvent contenus, Paris, 1912. Contudo, a atividade não se esgotava em controvérsias, e publicavam-se estudos de crítica ou comentários exegéticos. A autenticidade mosaica do Pentateuco, que só havia sido tratada por Ch.
Schœbcl em artigos dos Annules de philosophie chrétienne, publicados à parte, 1871-1875, era abordada por Paulin Martin em seus cursos (litografias), lecionados no Instituto Católico, 1887-1890, e dava ocasião à publicação de algumas obras Élude : P. Julian, critique sur la composition de la Genèse, Paris, 1888; abade de Broglie, Questions bibliques (obra póstuma), edição Piat, Paris, 1897; L. Méchineau, L'origine mosaïque du Pentateuque, Paris, 1901; F. Prat, Le code du Sinaï, sa genèse et son évolution, Paris, 1904; J. Brucker, L'Église cl la critique biblique, Paris, s. d. (1908); E. Mangenot, L' authenticité mosaïque du Pentateuque, Paris, 1907.
Ainda não temos senão um pequeno número de comentários sobre os livros do Antigo Testamento, mas alguns deles são excelentes. Os Juízes foram explicados pelo P. Lagrange (1903), os livros de Samuel pelo P. Dhorme (1901), o livro de Isaías, pelo P. Condamin (1905), o Eclesiastes pelo Sr. Podechard (1912). Os Salmos foram muitas vezes traduzidos do hebraico (Bertrand, 1857; Mabire, 1868; Crampon, 1876; de Neuilly, 1896; Flament, 1897; B. d'Eyragues, 1904; Pannier, 1908) e mais vezes ainda brevemente comentados. E. Philippe fez uma Introduction au livre des Psaumes, Paris, 1892. Maunoury os comentou em latim, 2 in-8°, Paris, 1894. Doublet os estudou do ponto de vista da pregação, 8ª edição, 3 in-12, 1889, e Péronne compôs uma Chaîne d'or sur les Psaumes, 3 in-8°, Paris, 1879. Mons. de la Bouillerie aplicou o Cântico à eucaristia, e esse canto foi comentado por Brevet (1890) e pelo P. Joùon (1909).
Domenech colocou La prophétie de Daniel devant la science et la philosophie de l'histoire, Lyon, 1875; 2 in-8°, 1896. Fabre d'Envieu explicou esse profeta, 3 in-8°, Paris, 1888-1890, e Pilloud tomou como assunto de tese: Daniel et le rationalisme biblique, 1890. C. Rohart estudou os oráculos dos profetas contra as nações, De oneribus biblicis contra génies, Lille, 1886. Cheminant explicou Les prophéties d'Ézéchicl contre Tijr, Paris, 1912, e Plessis as que são contra o Egito, Paris, 1912. Charles Jean dissertou sobre Jeremias, sua política, sua teologia, Paris, 1913. J. Touzard, que é o autor de uma Grammaire hébraïque, Paris, 1905, comentou Amós (1909). O P. Lagrange descreveu La méthode historique, surtout à propos de l'A. T., Paris, 1904. O abade de Broglie estudou Les prophéties messia- : Sr. Touzard niques, 2 in-12, Paris, 1904, e tratou Comment : utiliser l'argument prophétique, 1911.
Os estudos sobre o Novo Testamento são mais abundantes. O P. Fontaine estudou Le Nouvectu Testament et les origines du christianisme, Paris, 1890. Apareceram numerosas Vidas de Jesus Foissct (1855); Lecanu : Michon (1862), Louis Veuillot (1864), (1865), Pauvert (1867), Labatut (1883), Fouard (1881), Le Camuses, 1901), Didon (1891), Fretté Pasquier (1892), (1907). A autoridade do Evangelho foi estabelecida por H. Wallon, 3ª edição, 1887. Outros estudos apareceram depois sobre esse assunto Gondal, La provenance des Évan- : Six Évangiles, Paris, 1898; P. Batiffol, leçons sur les giles, Paris, 1897; Th. Calmes, Comment se sont formés les Evangiles, Paris, 1900; Pasquier. Les temps èvangéliques, 3 in-8°, Paris, 1904-1905; La solution du problème synoptique, Paris, 1911; E. Mangenot, Les Évangiles synoptiques, Paris, 1911; M. Lepin, L'origine du quatrième Évangile, Paris, 1907; La valeur historique du quatrième Évangile, 2 in-12, Paris, 1910; A. Nouvelle, L'authenticité du quatrième Évangile et la thèse de M. Loisy, Paris, 1905; C. Chauvin, Les idées de M. Loisy sur le quatrième Évangile, Paris, 1906. F. Dehaut publicou L'Évangile expliqué, : défendu et médité, 5 in-8°, Paris, 1864 sq. Doublet estudou Jésus-Christ en vue de la prédication, 10ª edição, 3 in-12, 1888. Mons. Ginoulhiac explicou Le sermon sur la montagne, 1872.
O P. Ollivier fez livros sobre a Paixão, 1891; as parábolas, 1892; as amizades de Jesus, 1895; De Bethléem à Nazareth, 1905. O P. Rose publicou pequenos comentários sobre são Mateus, são Marcos, são Lucas (1904); comentários mais desenvolvidos foram redigidos por Girodon sobre são Lucas, por Loisy (1903) e pelo P. Calmes (1904) sobre são João, e pelo P. Lagrange sobre são Marcos (1911); o pequeno comentário sobre são João foi dado pelo P. Calmes (1906). Ver, além disso, P. Rose, Éludes sur les Évangiles, 2ª edição, Paris, 1902; P. Durand, L'enfance de Jésus, Paris, 1! P. Batiffol, L'enseignement de Jésus, Paris, 1905; M. Lepin, Jésus, Messie et Fils de Dieu d'après les Évangiles synoptiques, Paris, 1904; 4ª edição, 1910; D. Buzy, Introduction aux paraboles évangéliques, Paris, 1912; Jacquier e Bourchany, La résurrection de Jésus-Christ. Les miracles évangéliques, Paris, 1911 E. Mangenot, La résurrection de Jésus, ; Paris, 1910. Concordâncias ou sinopses evangélicas foram compostas por Rambaud (1874.1898), Méchineau (1895), Azibert (1897), Brassac (1913).
Sobre os Atos e as Epístolas dos apóstolos, devemos assinalar Mons. Le Camus, L'œuvre des apôtres, começada : Fouard, em 1892, 3 in-12, Paris, 1905; C. Saint Pierre et les premières années du christianisme, Paris, 1886; Saint Paul, ses missions, 1892; Saint Paul, ses dernières années, 1897; Saint Jean et la fin de l'âge apostolique, 1904; P. Rose, Les Actes des apôtres (comentário), Paris, 1905 E. Mangenot, Jésus, Messie Dieu ; et Fils de d'après les Actes des apôtres, Paris, 1908; as Vidas de são Paulo de Vidal (2 vol., 1863), de Vi\ (1879), de Rambaud (1897), de Fretté (1898), os comentários de Guillemon (2 in-12, 1874), de Mérit(1888), de Maunoury (4 in-8°, Paris, 1878-1882), de Péronne (2 in-8°, Paris, 1882), de Rambaud (2 in-12, 1888), de Boileau (1895), do P. Lemonnyer (2 in-12, Paris, 1 de M. Toussaint (2 in-12, Paris, 1910, 1913); de Ginoulhiac, Épîtres pastorales, Paris, 1866; a Somme dt saint Paul de M. Riche, 1882; a Théologie de saint Paul, do P. Prat, 2 in-8°, Paris, 1908, 1912; Saint Paul étudié au point de vue de la prédication, por Doublet. 3 in-8°, 1874; Conversion de saint Paul, por Bourginc. Paris, 1902; os comentários de Maunoury sobre as Epístolas católicas (1888), o do P. Calmes sobre essas Epístolas e o Apocalipse (1905).
O Apocalipse foi estudado pelo P. Calmes diante da tradição e diante da crítica, 1905, e foi explicado, com maior ou menor extensão, por Séverin, por Chauffard (2 in-12, 1888), por J.-B. Duprat (3 in-8°, 1899), que já havia publicado Les harmonies entre le Cantique des canliqiu s : Mémain et l'Apocalypse, 1891, por e pelo P. Gallois (1898). Citemos ainda a viagem Aux sept Église* de l'Apocalypse de Mons. Le Camus, Paris, 1896. O P. J.-B. de Glatigny examinou Les commencements du canon dans l'Ancien Testament, Roma. 1906; o P. Jugie escreveu L'histoire du canon de l'Ancien Testament dans l'Église grecque et l'Église r. Paris, 1909. O P. Schwalm estudou La vie priait du peuple juif à l'époque de Jésus-Christ, Paris, 1910. O P. Lagrange fez um sólido estudo do Messianisme chez les juifs, Paris, 1909. O P. Vincent publicou Canaan d'après l'exploration récente, Paris, 1907. O P. Jaussen recolheu as Coutumes des Arabes au pays de Moab, Paris, 1903. As Conférences /. Saint- Etienne de Jérusalem foram publicadas, 2 in-12, 1910, 1911.
Os apócrifos do Antigo e do Novo Testamento, que haviam sido traduzidos em sua maior parte no Dictionnaire des apocryphes de Migne, 2 in-4°, Paris, 1856-1858, são traduzidos e comentados em duas coleções católicas. A dos Documents pour l'étude de la Bible compreende já Le livre d'Hé- : Sagesse noch, por F. Martin, Paris, 1906; Histoire et d'Ahikar l'Assyrien, por F. Nau, 1909; Ascension d'Isaïe, por E. Tisserant, 1909; Les Psaumes de Salomon, por J. Viteau, 1911. Os apócrifos do Novo Testamento têm ainda apenas 2 vol. Le Protéremaniements : par vangile de Jacques et ses latins, E. Amann, 1910; Les Actes de Paul et ses lettres apocryphes, por L. Vouaux, 1913. O Protoevangelho de Tiago, o pseudo-Mateus, o Evangelho de Tomé e a História de José, o Carpinteiro foram traduzidos por C. Michel e P. Peters, Paris, 1911. O abade Variot fez uma tese sobre Les Évangiles apocryphes, Paris, 1878, e G. Brunet os havia traduzido em 18 5º Patrologia. As coletâneas práticas de obras dos santos Padres precederam as edições críticas. Sobre as coleções de Caillau e de Guillon, ver t. n, col. 1305-1306. Migne empreendeu, em 1844, um Palrologiee cursus complelus, que compreende duas séries: a série latina, em 217 in-8°, todos os escritores latinos até Inocêncio III (f 1216) com 4 vol. de índices; a série grega tem apenas 162 in-8° e vai até o concílio de Florença. Dorotheu Scholarius elaborou dela o KXei'ç, Atenas, 1879, e havia começado um il Cov, 1883, que não foi continuado. Cavallera publicou dela uma Table générale, Paris, 1913. Esta imensa coletânea reproduz as antigas edições, que hoje estão em grande parte superadas, mas contém uma quantidade considerável de documentos com prefácios e notas, que dificilmente se encontrariam em outro lugar. J. Planche, no Esprit de S. Basile, de S. Grégoire de Nazianze et de S. Grégoire de Nysse, Paris, 1860, deu uma seleção das mais belas passagens desses três oradores sacros. J.-F. Rabanis preparou a edição de são Paulino de Nola, Bordeaux, 1841, que foi publicada por F. Soubry, 2 in-8°, Bordeaux, 1853. O abade Cruice editou os Philosophumena, Paris, 1860, que ele atribuía a Orígenes. J.-B. Pitra, retomando a sucessão dos beneditinos de Saint-Maur, recolheu documentos inéditos, no Spicilegium Solesmense, 4 t., Paris, 1852-1858; Analecta sacra, 8 in-4°, 1876-1891; Analecta novissima, 2 in-4°, Frascati, 1885-1888. A. Tougard forneceu [...] e editaram a Parva catechesis de Isidoro Studita, in-12, Paris, 1891. Mons. Batiffol editou os Tractatus Origenis, Paris, 1900, que não [...] quis continuar a Patrologia latina de Migne, mas não pôde dar a lume senão 2 vol., sob o título Mediaevi bibliotheca patristica, [...] Paris, 1879. Migne havia anunciado uma Patrologia [...], que não pôde publicar. Esta obra foi [...] afinal, em sua Patrologia syriaca, [...] contendo 2 [...] 1894, 1907, as obras de Afraates, [...] e em sua Patrologia orientalis (em colaboração com M. Nau), compreendendo já 8 in-8° [...] 1913, e as partes dos volumes. O abade Chabot constituiu concorrentemente [...] Guidi, Hyvernat e Carra de Vaux um Corpus scriptorum christianorum orientalium, dividido em séries [...] etiópicos [...] tradução latina dos volumes de cada [...] MM.: Leiminer [...] coleção [...] e documentos para o estudo [...] do cristianismo, que contém [...] já 16 in-12 [...] tradução francesa, Introdução e índice). M. Nau traduziu do siríaco O livro de Heráclides, de Nestório, Paris, 1910, e o P. Jugie estudou Nestorius et la controverse nestorienne, Paris, 1912. Ao lado das edições de textos situam-se traduções, das quais não falaremos, e estudos sobre os Padres: Nourrisson, Les Pères de l'Église latine, leur vie, leurs écrits, leur temps, 2 in-12, Paris, 1858; La philosophie de saint Augustin, 2 in-8°, Paris, 1865; Charpentier, Tertullien et Apulée, 1839; Études sur les Pères de l'Église, 2 vol., 1853; Cognat, Clément d'Alexandrie, sa doctrine et sa polémique, Paris, 1859; Freppel, ver seu artigo; Collombet, Histoire de S. Jérôme (vie, écrits et doctrine), 2 in-8°, 1846-1848; Blampignon, De S. Cypriano, Paris, 1862; Bernard, De S. Ambrosii mediolanensis episcopi vita publica, 1864; Les voyages de saint Jérôme, 1864; E. Fialon, S. Athanase, Paris, 1877; Les Pères de l'Église grecque, Paris, 1882; Benoît, Saint Grégoire de Nazianze, 1877; 2 in-12, 1884; Bayle, S. Basile, Avignon, 1878; Clausier, S. Grégoire le Grand, ed. Odelin, Paris, 1886; Vidieu, S. Denys l'Aréopagite, Paris, 1888; V. Ermoni, De Leontio Byzantino et de eius doctrina theologica, Paris, 1895; S. Jean Chrysostome (obra póstuma), Paris, 1911; Malnory, Saint Césaire, évêque d'Arles, Paris, 1894; R. Poirel, De utroque Commonitorio Lirinensi (estudo e edição), Nancy, 1895; L. Valentin, Saint Prosper d'Aquitaine, Paris, 1900; J. Martin, S. Augustin, Paris, 1901 (coleção Les Grands philosophes). A coleção La pensée chrétienne compreende: Saint Justin et les apologistes du IIe siècle, por J. Rivière, 1908; Saint Irénée, por A. Dufourcq, 1905; Tertullien, por J. Turmel, 1905; Origène, por F. Prat, 1907; Saint Athanase, por F. Cavallera, 1909; Saint Jérôme, por J. Turmel, 1906; Saint Vincent de Lérins, por F. Brunetière e P. de Labriolle, 1906; Saint Damascène, por V. Ermoni, 1904; Saint Bernard, por E. Vacandard, 1904. L. Laguier expôs La méthode apologétique des Pères dans les trois premiers siècles, Paris, s. d. (1905). J. Burel estudou Denys d'Alexandrie et son temps, Paris, 1911. Traduziu-se em francês a Patrologia de Alzog e a de Bardenhewer. — 6º História eclesiástica. Aqui só se pode tratar da história geral da Igreja e do papado. Os historiadores da Igreja católica do início do século XIX tendem a reagir contra o espírito galicano dos historiadores franceses precedentes e a destruir os preconceitos seculares de sua Igreja. Receveur escreveu sua obra L'histoire de l'Église depuis son établissement jusqu'au pontificat de Grégoire XVI, 8 in-8°, Paris, 1840-1847; Discours sur l'histoire ecclésiastique, Paris, 1851. Rohrbacher é francamente ultramontano, e sua Histoire universelle de l'Église catholique, 20 in-8°, Paris, 1842-1849, embora mal composta, foi lida nos seminários maiores e mudou o espírito do clero francês. Foi reeditada e continuada por vários autores, Chantrel, Fèvre, Guillaume, dom Chamard. Blanc compôs um Cours d'histoire ecclésiastique à l'usage des séminaires, dividido por lições, 2 in-8°, 1845-1851. O visconde Claude de Vaisancourt fez uma Histoire abrégée de l'Église catholique depuis la création jusqu'à nos jours, 3 in-8°, Versailles, 1867. F. Artaud de Montor deu uma Histoire des souverains pontifes romains, 8 in-8°, 1842, à qual se juntam as histórias de Pio VII, 2 in-8°, 1837, de Leão XII, 2 in-8°, 1843, e de Pio VIII, 1843. Poujoulat escreveu, por seu lado, Histoire des papes depuis S. Pierre jusqu'à la formation du pouvoir temporel, 2 in-8°, 1862. O sulpiciano Gosselin havia mostrado o Pouvoir du pape au moyen âge, Paris, 1839. O abade Jager fez a Histoire de l'Église catholique de France depuis son origine jusqu'au concordat de Pie VII, 21 in-8°, Paris, 1862-1878; havia escrito anteriormente a Histoire de l'Église de France pendant la Révolution, 4 in-8°, Paris, 1861; Histoire de Photius, Paris, 1841. Darras começou uma História da Igreja, que conduziu até o século XII e que foi continuada por Bareille e Fèvre, 44 in-8º, Paris, 1861-1889; destinava-se a substituir a de Rohrbacher, mas, se é mais bem escrita, tem menos valor. Sem falar das obras elementares de Chantrel e dos abades Drioux, Postel e Chapiat, eis novos manuais de seminários: Rivaux, Cours d'histoire ecclésiastique, 3 in-8º, Lyon, 1851-1854; 11ª edição, 1895; Richou, Histoire de l'Église, 3 in-8º, Paris, 1877-1878; 3ª edição, 1887. E. Castan fez uma Histoire de la papauté, 4 in-8º, Paris, 1873-1876, e J. Fèvre uma Histoire apologétique de la papauté depuis S. Pierre jusqu'à Pie IX, 7 in-8º, Paris, 1878-1882 (pouco sólida). Sobre os cadernos de Brugère, ver t. II, col. 1144. Mons. Duchesne, que estudou em sua tese de doutorado e depois editou em 2 in-fólio o Liber pontificalis, começou a História antiga da Igreja, 3 in-8º, Paris, 1906-1911. Os manuais mais recentes são os de Marion, Histoire de l'Église, 3 in-8º, Paris, 1905; 5ª edição, 1913, e de F. Mourret, Histoire générale de l'Église, 7 in-8º, já publicados, Paris, 1899-1913 (vai até depois da Revolução Francesa); restam 2 volumes por publicar. Traduziram-se para o francês os manuais alemães de Kraus e de Funk. O abade H. de Genouillac apresentou como tese: Étude d'histoire religieuse sur le christianisme en Asie Mineure au commencement du iie siècle. L'Église au regard de saint Ignace d'Antioche, Paris, 1907. — 7º Revistas eclesiásticas. — 1. Revistas científicas e literárias que se ocupam de teologia. a) Études, primeiramente Études religieuses, fundadas em 1850 e redigidas por Padres da Companhia de Jesus, acabam de celebrar seu cinquentenário, ver o n. de 5 de janeiro de 1913, p. 5-19, saem duas vezes por mês, Paris, 1862 e segs. — b) L'Université catholique, anteriormente La Controverse et le Contemporain, fundada por J.-B. Jaugey e redigida por professores das faculdades católicas de Lyon, mensal. — c) Revue du clergé français, fundada em 1892, dirigida primeiro por Lacroix, depois por Bricout, sai duas vezes por mês, em Paris. — d) Études franciscaines, fundadas em 1897 pelo P. Eugène d'Oisy e cuja direção se encontra agora na casa Saint-Roch, Couvin (Bélgica). — 2. Revistas teológicas. a) Revue thomiste, fundada em 1890 pelo P. Coconnier, dominicano, sai em Toulouse a cada dois meses. — b) Revue des sciences philosophiques et théologiques, fundada em 1907 e redigida pelos dominicanos professores do escolasticado de Saulchoir, em Kain (Bélgica), trimestral. — c) Les questions ecclésiastiques, fundadas também em 1907, são publicadas por professores das faculdades católicas de Lille, revista mensal, que sucede à Revue des sciences ecclésiastiques e à Science catholique, desaparecidas. — 3. Revue biblique internationale, datada de 1892 e publicada pela Escola prática de estudos bíblicos estabelecida no convento dominicano de Santo Estêvão de Jerusalém; trimestral, editada em Paris. — 4. Revistas históricas e patrísticas. a) Bulletin de littérature ecclésiastique, publicado pelo Instituto católico de Toulouse, sai todos os meses, exceto agosto e setembro, em Toulouse. — b) Recherches de science religieuse, fundadas em 1910 pelos redatores das Études, saem a cada dois meses. — c) Bulletin d'ancienne littérature et d'archéologie chrétienne, fundado em 1911 e dirigido por P. de Labriolle, professor na universidade de Friburgo (Suíça), sai em Paris a cada dois meses. — d) Revue d'histoire de l'Église de France, fundada também em 1910, é dirigida por V. Carrière e A. Vogt e sai em Paris, a cada dois meses. — e) Revue de l'Orient chrétien, dirigida agora por R. Graffin e F. Nau, em Paris, trimestral. — 5. Le canoniste contemporain, ou la discipline actuelle de l'Église. Boletim mensal de consultas canônicas e teológicas e de documentos emanados da Santa Sé, fundado em 1877 por Mons. E. Grandclaude e publicado sob a direção de Boudinhon, em Paris. — 6. Revistas de teologia prática. a) Ami du clergé, fundado em Langres por Denis e Perriot, dirigido por Rozier, sai toda semana. — b) Revue pratique d'apologétique, fundada em 1904, sai duas vezes por mês sob a direção de Mons. Baudrillart e dos Srs. Guibert e Lesêtre. — 7. Revistas de filosofia cristã. a) Annales de philosophie chrétienne, fundadas em 1829 por Bonnetty e dirigidas por Laberthonnière, são mensais e saem em Paris. — b) Revue de philosophie, data de 1900 e tem como diretor Peillaube, sai em Paris a cada dois meses. H. Hurter, Nomenclator literarius, 3ª edição, 5 in-8º, Innspruck, 1903-1913; P. Féret, La faculté de théologie de Paris et ses docteurs les plus célèbres (Moyen âge, Époque moderne), 11 in-8º, Paris, 1894-1910; Ph. Torreilles, Le mouvement théologique en France depuis ses origines jusqu'à nos jours (ixe au xxe siècle), Paris, s. d. (1900); J. Bellamy, La théologie catholique au xixe siècle, Paris, 1904; Mons. Baunard, Un siècle de l'Église de France, Paris, 1901; A. Baudrillart, Le renouvellement intellectuel du clergé de France au xixe siècle. Les hommes, les institutions, in-12, Paris, 1903. E. Mangenot. Autor original: E. Mangenot A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor