DOMANINI Lactâncio, carmelita da congregação de Mântua, professou a teologia depois de ter conquistado em Bolonha o diploma de doutor. Sua atividade intelectual era extraordinária: aos 33 anos de idade já havia escrito sobre toda a teologia comentários dignos, segundo o dizer de seus contemporâneos, de passar à posteridade. Esses trabalhos, bem como diferentes tratados sobre questões especiais de teologia e de filosofia, permaneceram manuscritos e provavelmente estão perdidos para nós. Só publicou De divina providentia, 2 in-fol., Mântua, 1592, onde a questão da providência de Deus a respeito do homem é tratada em toda a sua amplitude. O P. Domanini morreu em 1595, em Mântua, sua cidade natal. Tinha apenas 55 anos. Seus vastos conhecimentos, aliados ao rigor de seu julgamento, à sua arte de bem dizer e à amenidade de seu caráter, haviam-lhe conquistado a estima universal. O papa Sisto V o estimava particularmente e recorria aos seus pareceres em todos os assuntos difíceis. O douto religioso havia por muito tempo acumulado, com seu cargo de consultor do Santo Ofício, o de conselheiro íntimo e confessor dos duques de Mântua, e seus irmãos em religião o haviam chamado por duas vezes a exercer as funções de vigário geral da congregação carmelitana de Mântua. Cosme de Villiers, Bibliotheca carmelitana, Orléans, 1762, t. II, col. 214; Daniel de la Vierge-Marie, Speculum carmelitanum, Antuérpia, 1689, t. II, p. 1069; Le Myre, Bibliotheca ecclesiastica, Antuérpia, 1639, p. 176.
Autor original: P. Servais
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