DOLERA (ou DE OLERA) Clemente nasceu perto de Gênova, em Moneglia, de onde lhe veio o nome de Monilianus, em 20 de junho de 1501. Entrado entre os menores da observância, na província de Bolonha, a ciência e a piedade de que havia dado prova como leitor de dialética e de teologia lhe valeram os primeiros cargos nessa província, até que se tornou vigário-geral de sua ordem, à morte do P. João Calvi, geral, falecido em Trento durante o concílio, em 1547. O capítulo reunido em Assis nesse mesmo ano confiou-lhe a direção da família cismontana dos observantes, e o seguinte, reunido em Salamanca em 1553, elegeu-o geral dos menores. Seu primeiro cuidado foi reunir os Estatutos que regiam a família cismontana, que editou sob o título de Statuta generalia cismontanarum partium ord. S. Francisci reg. observ. per Julium III approbata, Veneza, 1554; Ancona, 1582. Paulo IV, que o tinha em alta estima, criou-o cardeal em 15 de março de 1557, e em 13 de março de 1560 Pio IV nomeou-o bispo de Foligno. Dolera morreu em Roma em 6 de janeiro de 1568 e foi sepultado em seu título de Santa Maria de Araceli. Sendo cardeal, publicou: Theologicarum institutionum compendium, in-fol., Foligno, 1562; Roma, 1565. A este livro, que na primeira edição continha os tratados De symbolo apostolorum, De sacramentis, De preceptis divinis, De consiliis evangelicis, De oecumenico concilio concilio, acrescentou, na 2ª edição, in-4°, Roma, 1565, os tratados De celibatu existentium in sacris ordinibus, e De peccatis in genere, de divisione et definitione eorundem, que se encontram editados separadamente, in-4°, s. l. n. d. Atribuem-se-lhe também Comentários sobre as Epístolas de são Paulo. Wadding e Sbaralea, Scriptores ordinis minorum; Ciacconius, Historie pontificum Romanorum et S. R. E. cardinalium, Roma, 1677, t. II, col. 860; Ughelli, Italia sacra, Veneza, 1717, t. I, col. 744; Richard e Giraud, Dizionario universale delle scienze ecclesiatiche, t. IV, p. 185; Annales minorum, Quaracchi, 1899, t. XX, passim; Hurter, Nomenclator, 3ª edição, 1907, t. III, col. 49.
Autor original: P. Édouard d’Alençon
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