DAUBERMESNIL François-Antoine, político francês, nascido em Salles (Tarn) em 1748, falecido em Perpignan em 1802. Enviado pelo departamento de Tarn à Convenção, em 1792, mas sendo um republicano moderado, renunciou em maio de 1793; já durante o julgamento do rei, pretextando uma doença, não havia tomado parte na votação. Um decreto especial de 24 do Termidor do ano III (11 de agosto de 1795) chamou-o de volta à Convenção; ele foi então membro do comitê de instrução pública. Figurou no Conselho dos Quinhentos, mas saiu dele no ano V para retornar no ano VI, sempre como representante de Tarn. Protestou contra o 18 do Brumário, e por isso foi excluído do corpo legislativo por Bonaparte e, inclusive, exilado por um momento em Charente-Inférieure. Sua morte seguiu-se pouco tempo depois.
Daubermesnil é sobretudo conhecido por suas ideias e suas tentativas religiosas. A fim de livrar-se da "superstição" e para lutar contra o "perigo clerical", a Convenção e, ainda mais, o Diretório tentaram fundar uma religião civil, no âmbito decendário. Um dos legisladores mais zelosos em torno desta ideia foi Daubermesnil, como provam seus longos discursos, sentimentais e otimistas, no Conselho dos Quinhentos. Mas, achando lenta e incompleta a ação dos poderes públicos, tentou lançar, por iniciativa privada, as instituições religiosas e morais com as quais sonhava.
Nos primeiros meses do ano IV (1797), fez publicar um livro descido do céu (e cælo descendit), dizia a epígrafe, sem nome de autor e com este título: Extrait d’un manuscrit intitulé: « Le culte des Adorateurs, » contenant des fragments de leurs différents livres, sur l’institution du culte, les observances religieuses, l’instruction, les préceptes et l’adoration, in-8°, Paris. Este livro, que se inspirava em Voltaire nos seus julgamentos sobre as religiões positivas e em Rousseau para a construção da religião nova, pretendia trazer de volta à terra a única religião verdadeira, a religião natural, a dos patriarcas que governavam as suas famílias segundo as leis da consciência, sem sacerdócio, sem mistérios. Os dogmas que os Adoradores deviam acreditar eram, assim, unicamente a existência de Deus e a imortalidade da alma; os preceitos que eles
Autor original: G. BAREILLE
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