CONTI (Armand de Bourbon, príncipe de), nascido em Paris em 1629, falecido em la Grange, perto de Pézenas, em 1666. Filho de Henrique II, príncipe de Condé, e irmão do grande Condé e de Mme de Longueville, quase corcunda, foi inicialmente destinado à Igreja e recebeu várias abadias. Ele esteve muito envolvido nos distúrbios da Fronda, renunciou finalmente à Igreja em favor do exército e desposou uma sobrinha de Mazarino, Marie Martinozzi, em 1654. A princesa não era então senão uma pagã honesta e ele um libertino.
Mas, em 1655, estando doente e tendo visto Pavillon, bispo de Aleth, converteu-se; sua esposa seguiu-o em 1657 e ambos se alistaram na clientela de Port-Royal. Escreveu, desde então, Neuf lettres sur la grâce et sur la liberté, em resposta àquelas do P. des Champs sobre o mesmo objeto, Colônia, 1679; um tratado Devoirs des grands, com um Testament, Paris, 1667; um Traité de la comédie et des spectacles selon la tradition de l’Église, Paris, 1667, atacado pelo abade d'Aubignac; um tratado Devoirs des gouverneurs de province, 3 in-12, Paris, 1667. Quando morreu, era desde 1660 governador do Languedoc.
As Mémoires du temps e, em particular, as Mémoires de Cosnac, editadas pela Société de l’histoire de France, 2 in-8°, 1852; Sainte-Beuve, Causeries du lundi, passim, mas sobretudo t. V, p. 25-41; duque d’Aumale, Histoire des princes de la maison de Condé, 1886, t. VI; Cousin, Madame de Longueville, in-8°, Paris, 1853.
Autor original: C. Constantin
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