5. CONSTANTINO MELITENIOTA. Este teólogo bizantino pertencia à célebre família dos Meliteniotas, que florescia em Constantinopla por volta do fim do século XII e na primeira metade do XIV, e da qual conhecemos um certo número de membros: João Meliteniota, a quem é atribuído um comentário dos Evangelhos, que permanece ainda manuscrito, K. Krumbacher, Geschichte der byzantinischen Litteratur, 2ª ed., Munique, 1897, p. 135; Calisto, a quem pertencem vários discursos de conteúdo ascético, Krumbacher, op. cit., p. 158; Manuel, mencionado em uma coletânea de cartas anônimas do início do século XIV, conservada em manuscrito na biblioteca real de Munique, Catalogus de Hardt, t. II, p. 287; Teodoro, grande sacelário, mestre dos mestres e arquidiácono da Grande Igreja de Constantinopla, o qual compôs um comentário sobre os quatro Evangelhos, com uma grande obra astronômica, P. G., t. CXLIX, col. 881-1001; Constantino, diferente do nosso, o qual, na qualidade de médico, empenhou-se em traduzir do persa um pequeno tratado de medicina; finalmente, o nosso Constantino, teólogo e polemista. Ver, sobre estes autores, a breve nota de E. Miller em Notices et extraits des manuscrits, Paris, 1858, t. XIX, 2ª parte, p. 1-11, 189, e as notas de Krumbacher, op. cit., passim.
Constantino Meliteniota foi arquidiácono e cartofilax da Grande Igreja, na segunda metade do século XIII; ele é classificado entre os partidários dos latinos, que trabalharam com tanto zelo e abnegação, sob Miguel Paleólogo, pela reconciliação das duas Igrejas. Em 1270, o imperador grego, inquieto com os preparativos que São Luís fazia para a guerra contra os sarracenos, enviou-lhe como embaixadores João Veccos e Constantino Meliteniota; eles chegaram à África na véspera da morte do rei, que lhes deu muito bom acolhimento e escutou favoravelmente as cartas de Miguel VIII.
Mais tarde, quando João Veccos foi patriarca de Constantinopla, Meliteniota compartilhou fielmente as opiniões e as desventuras deste último, a quem acompanhou em seu exílio. É talvez a ele que Veccos dedicou o seu escrito a Constantino. Ele próprio compôs seguramente duas obras sobre a união das Igrejas e sobre a PROCESSÃO do Espírito Santo, P. G., t. CXLI, col. 1032-1274. O principal interesse nelas é fornecido pela constatação de que a PROCESSÃO do Espírito Santo, do Pai e do Filho, já é ensinada nos escritos dos principais teólogos do século IV e do século V. Do ponto de vista do conteúdo e da forma, Constantino depende de seu mestre literário, João Veccos, K. Krumbacher, op. cit., p. 97 sq.
Tem-se, além disso, sob o nome de Meliteniota, um grande poema alegórico de 3060 versos políticos de quinze sílabas, εις την σωφροσύνην, editado por Miller, op. cit., p. 11-188, sem que se possa dizer ainda se ele pertence a um dos escritores já citados ou a qualquer outro membro desta família.
Autor original: S. Vailhé
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