CARBONNELLE Ignace, jesuíta belga, nasceu em Tournai, em 1º de fevereiro de 1829. Tendo entrado na Companhia de Jesus em 8 de setembro de 1844, lecionou matemática e mecânica no colégio Notre-Dame de la Paix em Namur e, posteriormente, durante dois anos, retórica em Tournai.
Em 1861, partiu para as Índias Orientais e ensinou ciências no colégio Saint-François-Xavier em Calcutá. Retornou à Bélgica em 1868 e, durante algum tempo, ministrou o curso de astronomia e matemática no colégio da Companhia de Jesus em Lovaina, ao mesmo tempo em que colaborou com a revista Études religieuses de Paris.
Embora se tenha dedicado principalmente às ciências físicas e matemáticas, o Pe. Carbonnelle estava preparado, por sólidos estudos teológicos, para abordar a obra principal de sua vida, a saber, as questões relativas à conciliação da ciência e da fé. Em 1877, fundou a Sociedade Científica de Bruxelas, da qual foi, até sua morte, em 4 de março de 1889, secretário-geral, e que tem como lema esta proposição do Concílio do Vaticano: Nulla unquam inter fidem et rationem vera dissensio esse potest. Constitutio de fide catholica, c. 1v.
A principal obra teológico-científica do Pe. Carbonnelle apareceu, primeiramente na Revue des questions scientifiques, e depois sob o título: Les confins de la science et de la philosophie, 2 in-12, Paris, 1881.
Citemos ainda, na mesma ordem de ideias: Les documents ecclésiastiques relatifs à l’unité substantielle de la nature humaine, in-8°, Louvain, 1877; L’encyclique du 4 août 1879 et la science, in-8°, Bruxelles, 1879; Une accusation d’hérésie, na Revue des questions scientifiques, t. XIX, p. 168-188. C. Sommervogel, Bibliothèque de la C.ie de Jésus, t. II, col. 725-728; Georges Lemoine, Le R. P. Carbonnelle, na Revue des questions scientifiques, t. XXV, abril de 1889.
Autor original: J. Van den Gheyn
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