2. BASÍLIO, arcebispo de Novgorod (1330-1352), escreveu em forma de carta a Teodoro, bispo de Tver (1347), um tratado no qual desenvolveu longamente as suas teorias sobre o paraíso. Esta carta, intitulada: O paraíso florescente sobre a terra, é ao mesmo tempo um dos monumentos da antiga literatura russa e uma obra cuja leitura tem sido sempre agradável à fé ingênua dos mujiques.
Segundo Basílio, os justos, após a sua morte, não sobem ao céu. Eles continuam a permanecer aqui embaixo em um Éden que mercadores de Novgorod encontraram sem, contudo, conseguir penetrar nele. Será somente após o segundo advento de Cristo que os santos subirão ao céu espiritual, chamado assim por oposição àquele onde permanecerão até o fim do mundo.
Basílio confirma as suas asserções por relatos extraídos dos livros apócrifos e das tradições populares. É venerado como santo, no dia 4 de outubro, pela Igreja Ortodoxa Russa.
Zdravomysloy, Os prelados da eparquia de Novgorod desde os tempos mais antigos até aos nossos dias, Novgorod, 1897, p. 21-22; Macário, História da Igreja russa, t. V; Inácio Malychev, Curtas biografias dos santos russos, São Petersburgo, 1875; Bouslaev, Crestomatia russa; monumentos da antiga literatura russa, Moscou, 1870; Andréievski, Léxico enciclopédico, São Petersburgo, t. X, p. 582; Filareto, Esboço da literatura eclesiástica russa, p. 7; Dobroklonski, História da Igreja russa, t. I, p. 234-285; Znamenski, História da Igreja russa, p. 122; Arséniev, Léxico dos escritores do primeiro período da literatura russa, São Petersburgo.
Autor original: A. Palmieri
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