2. ASSÉMANI Joseph-Aloys, sobrinho de Joseph-Simon Assémani, notabilizou-se em um ramo um pouco diferente dos mesmos estudos orientais. Se Assémani não obteve uma reputação igual à dos outros Assémani, foi porque as matérias de que se ocupou interessavam apenas aos eruditos. Aloys nasceu em Trípoli por volta de 1710 e morreu em Roma em 1782.
Aprendeu primeiramente o siríaco na Sapienza, com distinção; depois, Bento XIV nomeou-o professor de liturgia e membro da academia pontifícia. Sua principal obra é o Codex liturgicus Ecclesiae universae, Roma, 1749-1766. O décimo terceiro volume está inacabado.
Embora incompleta, uma vez que, de quinze livros, o autor publicou apenas cinco (os quatro primeiros e o oitavo), esta coleção é preciosa para o estudo das liturgias orientais. Os rituais, missais, pontificais e outros livros de ofícios são aí citados e comentados. Juntaram-se a ela extratos de diversos autores, principalmente a partir dos manuscritos orientais da Vaticana. O Codex liturgicus é muito raro na França.
Outra obra de Aloys Assémani que interessa à história eclesiástica oriental é a dissertação intitulada: De catholicis patriarchis Chaldaeorum et Nestorianorum commentarius historico-theologicus, Roma, 1775.
Possuímos ainda dele: De sacris ritibus, Roma, 1757; Commentarius de Ecclesiis, eorum reverentia et asylo assim como concordia sacerdotii et imperii, Roma, 1766; De unione et communione ecclesiastica et de canonibus poenitentialibus, Roma, 1770; De synodo dioecesana dissertatio. Estas últimas obras são menos conhecidas.
Autor original: J. Parisot
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