AMBRÓSIO DE LOMBEZ

AMBRÓSIO DE LOMBEZ

3º AMBRÓSIO DE LOMBEZ, capuchinho. Jean de Lapeyrie nasceu em Lombez a 21 de março de 1708 de uma nobre família de Armagnac. Após as suas aulas de gramática com os doutrinários de Gimont, começava os seus estudos de filosofia e teologia na escola Saint-Thomas de Auch quando entrou para os capuchinhos da província de Guyenne, a 25 de outubro de 1724, sob o nome de irmão Ambrósio. Ordenado sacerdote, foi imediatamente encarregado do curso de teologia e, ao mesmo tempo, dedicava-se ao ministério do confessionário, onde depressa ganhou reputação de diretor erudito e santo. Conduzido a Paris pelo geral da ordem, foi pouco depois nomeado confessor das capuchinhas da Praça Vendôme e as mais altas personalidades, a rainha Maria Leczinska entre outras, recorriam às suas luzes. Desempenhou um papel importante na manutenção das constituições da sua ordem no capítulo nacional realizado em Paris em 1769, por ordem da comissão dos regulares. De regresso à sua província monástica, continuava o seu frutuoso ministério quando faleceu em Saint-Sauveur-les-Bains, onde fora tomar as águas, a 25 de outubro de 1778. Em 1863, os seus restos mortais foram transportados para o planalto de Solferino, ao pé de um mausoléu erguido à sua memória por Napoleão III.

Durante muitos anos, o P. Ambrósio tinha sido atormentado pelo escrúpulo; uma vez liberto, com o objetivo de ajudar as almas atingidas pelo mesmo mal, publicou a primeira e principal das suas obras ascéticas. O Tratado da paz interior, dedicado a Maria Leczinska, apareceu em 1757, in-12, Paris, 8-500-8 p. No ano seguinte, o autor deu uma segunda edição revista, corrigida e aumentada, e disposta numa melhor ordem, in-12, Paris, 1758, 8-451-8 p. A acolhida dada a esta obra, cuja doutrina clara e sólida era realçada por um estilo elegante e preciso, impeliu um impressor sem escrúpulos a dar-lhe uma edição furtiva e cheia de erros, contra a qual o P. Ambrósio protestou na terceira edição, in-12, Paris, 1758, 8-451-9 p. Ele ainda supervisionou a quarta e a quinta, ibid., 1762, 1776. Após a sua morte, a obra foi frequentemente reimpressa, Paris, 1779; Liége, 1791; Avignon, 1810, 1826; 48ª ed., Paris-Lyon, 1814, 1839; Paris, 1823, 1825, 1847; Lille, 1828; Tours, 1851, 1855, 1874, 1876; Le Mans, 1857. — O Tratado da paz interior foi traduzido para latim, flamengo, alemão: Abhandlung von dem innerlichen Frieden, Augsburgo, 1766; para espanhol, pelo P. Lambert de Saragoça, capuchinho: La paz interior, Saragoça, 1771; em italiano apareceram três traduções diferentes, a primeira por J. B. Montini, Lucques, 1768, a segunda por D. A. Marsella, Roma, 1778, a terceira pelo P. Fidéle de Tortona, capuchinho: Trattato della pace interna, Turim, 1782; e apareceu ainda outra em Nápoles em 1854, que, como as outras, teve várias reedições.

O P. Ambrósio publicou em seguida as Cartas espirituais sobre a paz interior e outros temas de piedade, Paris, 1766, in-12, XIV-10-46 p.; ibid., 1774, 1823. Esta obra foi também traduzida para italiano pelo P. Fidéle: Lettere spirituali sopra la pace interna, Turim, 1782.

No ano seguinte à sua morte, os Padres Léonard de Auch e Jérôme de Arras publicaram o Tratado da alegria da alma cristã, in-12, Paris, 1779, 305-5 p. (encontram-se exemplares com a data falsa de 1777), que também teve várias edições, Liége, 1791; Marselha, 1819; Lyon-Paris, 1823; Avignon, 1826; Paris, 1847; Tours, 1851, 1855, 1860; Le Mans, 1857; Paris, 1854, sob o título: As santas alegrias da alma fiel, Tratado da alegria entre os cristãos. Como os precedentes, esta obra foi traduzida para italiano, por D. A. Marsella, Trattato dell’ allegrezza dell’ anima cristiana, Roma, 1783; o P. Fidéle anunciava uma tradução na sua edição das Cartas; uma versão diferente apareceu em Vicenza em 1787. Foi ainda reeditado em Nápoles em 1856, Trattato della gioia dell’ anima cristiana. O P. Almeida traduziu-o para português.

Possuímos ainda do P. de Lombez alguns opúsculos publicados pelo P. Léonard de Auch na sua História da vida do P. Ambrósio de Lombez, Toulouse, 1782, e reproduzidos pelo P. François de Bénéjac, capuchinho, nas Obras completas do P. Ambrósio de Lombez, 3 in-12, Paris, 1881, 1882. Deixou também outros trabalhos que permaneceram inéditos.

BIBLIOGRAFIA: François de Bénéjac, Obras completas do P. Ambrósio, 3 vol. in-12, Paris, 1881, 1882; Apollinaire de Valence, Bibliotheca fratrum minorum capuccinorum provinciarum Occitaniae et Aquitaniae, Roma, 1894.

Autor original: P. Édouard d’Alençon

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