ABSOLVIÇÃO ENTRE OS SÍRIOS

ABSOLVIÇÃO ENTRE OS SÍRIOS

IX. ABSOLVIÇÃO entre os sírios. — I. Crença no poder de absolver os pecados. II. Rito da absolvição entre os jacobitas. III. Rito da absolvição entre os nestorianos. IV. Rito da absolvição entre os sírios. Os sírios chamam a absolvição de hsoio ou hisoio, remissão, e mais explicitamente hisoio dah-tohe, perdão dos pecados. Como observa Abraham Ecchellensis, Notœ ad catal. Hebed Jesu, Roma, 1685, 291, a palavra hisoio designa, também, em um sentido mais amplo, o sacramento da penitência por inteiro, ou ainda as orações que se recitam para a admissão dos penitentes, ou, enfim, os sufrágios pelos mortos.

I. CRENÇA NO PODER DE ABSOLVER OS PECADOS. — Foi sempre aceito nas Igrejas sírias que os cristãos culpados de pecados graves cometidos após o batismo não podiam aproximar-se dos santos mistérios se, anteriormente, não tivessem sido purificados e reconciliados com Deus pela penitência e pela absolvição de seus pecados, dada pelo sacerdote em virtude do poder recebido de Jesus Cristo. Todavia, os documentos antigos são pouco numerosos e os teólogos sírios nunca definiram a matéria e a forma como o fazem os latinos. Eles nem sequer empregaram essas palavras que trazem tanta precisão e clareza sobre este assunto. Eles misturam as questões; eles unem as palavras da absolvição às orações que a acompanham; de modo que não é fácil distingui-las; eles falam do poder ao mesmo tempo que da confissão, do arrependimento e das penitências a impor.

Nós possuímos, além dos textos gregos, referidos no início do artigo II ABSOLVIÇÃO no tempo dos Padres, col. 146, o testemunho em siríaco de dois escritores que precederam a separação das Igrejas sírias. O primeiro é Afraates, cognominado o sábio Persa, cujos escritos foram encontrados recentemente. Ele escreveu em 337 uma homilia inteira sobre a penitência: ele fala do arrependimento, da confissão e da absolvição, mas em termos metafóricos. Assim, o penitente é um infeliz doente, vítima de sua fraqueza ou de sua imprudência na guerra que as paixões movem contra o homem. Se ele quer curar-se e viver, deve descobrir suas chagas ao médico espiritual, estabelecido por Jesus Cristo, e empregar os remédios que este prescreverá para curá-lo. Patrol. syr., édit. Graffin, Paris, 1894, t. I, p. 313, 300. O segundo é Santo Efrém, o grande doutor que todos os sírios invocam. Ele fala assim em seus Madraschés sobre as falsas doutrinas: «Eles (os maniqueus) não remitem os pecados: são extraviados que é preciso corrigir. Pois um só pode perdoar aos pecadores. Eles opuseram sua vontade ao Verbo da verdade que ordenou aos seus discípulos remir uma vez pela água santa os pecados dos homens e que lhes deu o poder de desatar e de atar. Que aquele que foi atado lhe peça a remissão completa; que aquele que perdoa tudo, nos perdoe em nossa dor. Pois é justo que aquele que se repousou no pecado seja sacudido. Ora, se aquele que perdoa, nos perdoa por causa de nossa fé, é absurdo querer perdoar-nos por causa de pedaços de pão.» S. Ephrem, Opera syr. et lat., Roma 1740, t. II, p. 440, traduzido do siríaco.

Ebed-Jesus, bispo nestoriano, morto em 1318, em seu livro da doutrina cristã intitulado Margarita, tr. IV, c. 1, enumerando os sete sacramentos diz: «O quinto é o perdão dos pecados.» E mais adiante no capítulo VII, sob o título: Do perdão dos pecados e da penitência, ele acrescenta: «O gênero humano é frágil e sujeito ao pecado, e é quase impossível que não experimente alguma enfermidade espiritual. Por isso o sacerdote foi estabelecido médico para curar gratuitamente: Se perdoardes a alguém os seus pecados, eles lhe são perdoados. Também o Salvador diz: Os homens sãos não têm necessidade de médico, mas os que estão enfermos. Os fiéis, que se sentem sobrecarregados por suas faltas devido à fraqueza da natureza humana incapaz de superar tudo, devem ir à casa dos médicos espirituais a fim de obter, pelos perdões e pelos cânones penitenciais, a cura espiritual e a fim de poderem aproximar-se do Senhor.» Mai, Scriptom. vet. nova collect., Roma, 1825, t. X, p. 334.

Ebed-Jesus, como se vê, reconhece que a absolvição remite os pecados e que o sacerdote é seu ministro, mas ele não nos dá a fórmula. Ele requer a confissão que os nestorianos negligenciaram mais tarde, assim como a satisfação ou o cumprimento dos cânones penitenciais impostos pelo confessor. Afraates e Santo Efrém ensinam a mesma coisa. O diácono de Edessa exige também a contrição ou o arrependimento: «Quando tivesses pecado milhares de vezes, se recorres à penitência, serás purificado de tuas manchas e de tuas faltas. E como podes cair, podes também, se quiseres, reerguer-te. Quem quer que tenha pecado, se se arrepende e pede perdão, a porta do médico está aberta e ela nunca é fechada ao arrependimento.» S. Ephrem, Op. syr. lat., Roma, 1748, t. III, p. 391.

Nós encontramos a mesma doutrina entre os jacobitas. O patriarca Miguel, o Grande, em seu tratado da Preparação para a comunhão, ensina que quem quer que sinta sua consciência em estado de pecado deve primeiro fazer sua confissão ao seu pai espiritual e receber e cumprir a penitência imposta. Poderá então aproximar-se dos santos mistérios. O patriarca levanta-se contra os coptas que negligenciavam a confissão. Ver Renaudot, Liturg. orient.

collect., Paris, 1716, t. II, p. 448 ; Perpétuité de la foy, Paris, 1713, t. V, l. III, c. VI. Antes dele, Jacques, bispo de Edessa († 710), havia colocado esta questão: «Suponha que se encontre um secular que, em seus desvarios, se tenha manchado de numerosos pecados a ponto de dizer diante de todos que não há pecado no qual ele não tenha caído por palavra ou por ação. Depois disso, ele tomou livre e legalmente uma esposa; ele entrou em si mesmo, cessou todas as suas loucuras e arrependeu-se delas; agora ele recorda suas faltas passadas; ele as detesta do fundo de sua alma, ele jejua e reza. Será ele liberto por este modo de agir, se, por vergonha, não ousa mostrar sua ferida ao médico?» Jacques responde: «A primeira e a principal penitência de um pecado, seja qual for, é não mais cometê-lo; se a isso acrescentamos a oração, o jejum, as lágrimas e os suspiros do coração, pode-se obter que ele seja completamente apagado. Mas, se levarmos a esse câncer fétido a abstersão excelente pela graça proporcionada às necessidades, o pecador poderá ser reerguido ao seu estado anterior. E, para dizê-lo em poucas palavras, não há pecado que resista à penitência. Ninguém está privado da salvação; se aquele que pecou quer cessar e arrepender-se, e isso por causa da grande misericórdia de Deus que não quer a perda do homem que Ele criou.» Veja minha Dissertat. de Syrorum fide et discipl. in re eucharistica, Louvain, 1859, p. 167.

Jacques de Edessa, na questão precedente, havia resolvido no mesmo sentido o caso do sacerdote que se enrubesce de confessar sua falta ao seu bispo, mas arrepende-se sinceramente de sua falta. «Deus — diz ele — não rejeita nenhuma penitência, e é uma grande penitência arrepender-se. Mas, contudo, aqueles são semelhantes aos feridos que cuidam de suas chagas, mas recusam o socorro do médico.» O bispo jacobita não considera, portanto, a confissão e a absolvição como necessárias para os pecados vergonhosos, mas apenas como muito úteis.

O patriarca Michel, que acabamos de citar, não admite essa restrição. Pois ele diz: «É impossível que alguém possa ser liberto do pecado, senão pelo ministério dos sacerdotes que ocupam o lugar de Jesus Cristo com relação à remissão dos pecados.»

Ele cita como prova as palavras de Jesus Cristo: Recebei o Espírito Santo, etc. Depois, acrescenta que «a confissão feita aos sacerdotes é um batismo para a remissão dos pecados»; que «o penitente deve conduzir-se no sentido de nada esconder, de tudo o que cometeu de pecado por pensamento, por palavra e por ação, submeter-se com humildade às suas instruções e fazer tudo segundo o conselho deste mestre espiritual». Citado por Renaudot, Perpétuité de la foy, Paris, 1718, t. V, l. III, c. vi. Segundo este patriarca, a absolvição dada pelo sacerdote é, portanto, absolutamente requerida para a remissão dos pecados. Como todas as Igrejas sírias recebem, com os gregos, os cânones e as constituições apostólicas, bem como os cânones dos concílios de Niceia, de Constantinopla, de Neocesaréia, de Gangres, de Laodicéia e de Antioquia, pode-se concluir que sua disciplina mal diferiu da dos gregos durante os cinco primeiros séculos para a administração do sacramento da penitência. Mas, no curso dos séculos seguintes, fizeram-se mudanças e deslizaram-se graves abusos entre os nestorianos e entre os jacobitas.

II. RITO DA ABSOLVIÇÃO ENTRE OS JACOBITAS. — O bispo jacobita de Amida, Denys Bar-Salibi, escreveu no século XII um Ritual da penitência, intitulado: Cânones da maneira de receber os penitentes no sacramento da confissão, baseado na disciplina anterior da Igreja síria monofisita e abrandando o rigor dos cânones penitenciais. J. S. Assémani, Biblioth. or., Rome, 1719, t. II, p. 175, 176; Renaudot, Perpétuité de la foy, Paris, 1743, t. V, l. IV, c. I, IV; Denzinger, Ritus Orientalium, Wurzbourg, 1863, t. I, p. 443, 447, deram-nos a conhecer este precioso documento. Eis o começo:

«Quando alguém quer confessar-se, seja de inimizade, de embriaguez ou de qualquer outra prevaricação, o bispo, o arquimandrita ou o sacerdote deve primeiro tomar cuidado de não se ferir pelo que ouve, depois de não revelar nada da confissão, de não conceber interiormente desprezo por aquele que se confessa, mas estimá-lo como anteriormente; enfim, de não prestar atenção nem à amizade, nem aos dons recebidos. Pois ele é o médico das almas e deve prescrever aos doentes os remédios que lhes convêm.

«Para ouvir as confissões, o confessor deve sentar-se à porta da igreja. O penitente, a cabeça descoberta, as mãos juntas sobre o peito, os olhares baixos para a terra e flexionando o joelho direito, confessará, sem corar e sem esconder coisa alguma, seus pensamentos e tudo o que fez de bom e de mau, enquanto o confessor desvia seus olhares dele. Depois que ele se tiver confessado e que tiver revelado sua falta, o confessor o repreenderá, dizendo: Toma cuidado de não mais cometer essas ações; eu te perdoo aqui e Deus no céu, e a ação que revelaste aqui não será revelada no dia do julgamento e tu não sofrerás a danação por causa dela.»

Após isso, o bispo, ou o sacerdote delegado para este fim, recita salmos com *Gloria Patri*, antífonas, orações, lições e hinos; a eles junta as orações próprias a cada pecado, impondo a mão sobre o penitente ajoelhado (Denzinger dá todas estas orações segundo a tradução de Renaudot); em seguida, impõe-lhe as penitências canônicas. As orações que o confessor recita para cada pecado são muito diferentes umas das outras. Eis aquela que se diz para os pecados da carne e a mentira: «Senhor, fazei misericórdia à minha oração, escutai as minhas súplicas. Eu vos invoco por vosso servo N., que pecou, irritou vosso Espírito Santo e transgrediu vossos mandamentos. Contudo, minha fraqueza é tranquilizada pelas promessas que fizestes aos vossos santos apóstolos ao dizer: Tudo o que tiverdes desligado na terra será desligado no céu. Rogamo-vos, pois, Senhor, que desligueis, apagueis, removais as dívidas e as faltas de vosso servo cometidas voluntária ou involuntariamente, conscientemente ou por ignorância, suavizai-as da condenação que ele incorreu por essas faltas. Arrancai de seu coração, de seu corpo e de seu espírito os laços desses pecados, a fim de que ele obtenha o perdão pela infusão de vosso Espírito Santo; que ele seja, Senhor, reconciliado convosco; pois ele recorre à vossa misericórdia e promete de todo o coração fazer penitência. Não entreis, Senhor, em juízo com ele por causa de seus crimes, para que nós vos glorifiquemos de coração, de boca e de palavra, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos.» Denzinger, loc. cit., p. 453.

Após isso, o confessor impõe a penitência determinada pelos cânones penitenciais. Quando o penitente cumpriu sua penitência, vem novamente apresentar-se ao sacerdote, que lhe impõe a mão sobre a cabeça e sopra três vezes sobre seu rosto, dizendo: Este pecado será apagado de tua alma e de teu corpo em nome do Pai, amém; tu serás purificado e santificado em nome do Filho, amém; ele te será perdoado e remido em nome do Espírito Santo, amém. Após isso, o penitente é admitido à participação dos santos mistérios. Traduzimos palavra por palavra as palavras do sacerdote sobre o texto siríaco fornecido por Assémani, loc. cit., p. 174. Como os sírios não possuem nos verbos o modo que chamamos subjuntivo, expressam este modo pelo futuro. Pode-se, portanto, traduzir também com Assémani e com Renaudot fornecido por Denzinger, loc. cit., p. 448: «Que este pecado seja apagado, etc.» Desta forma, esta fórmula torna-se deprecativa. Denzinger conclui que a forma da absolvição é deprecativa entre os jacobitas.

As primeiras palavras que o sacerdote pronuncia tocando a absolvição são aquelas onde se encontram estes dizeres: «Eu te perdôo aqui e Deus no céu.» Elas não parecem conter a forma mesma da absolvição, mas antes o anúncio de que ela será dada. Elas parecem totalmente semelhantes àquelas dos gregos, ἔχω σε συγκεχωρημένον (eu te tenho por absolvido), que Arcudius toma por uma forma indicativa. Não pode haver questão das orações e fórmulas que seguem, senão da oração prolixa: «Senhor, Deus misericordioso e clemente,» que termina o ofício, e da fórmula que se recita após o cumprimento da penitência canônica. A bem dizer, esta poderia ser considerada como a absolvição da penitência canônica, absolvição que Morin, *De pænitentia*, l. VIII, c. x, n. 10, Antuérpia, 1682, p. 548, admite entre os gregos para os excomungados após a absolvição sacramental. Seria assim a dupla reconciliação, outrora em vigor: a primeira, inferior à outra, que admitia à comunhão e não à oblação e era feita pela imposição das mãos; a outra, a perfeita, que admitia a ambas. Renaudot, sem ousar pronunciar-se, inclina-se pelas palavras: «Que este pecado seja apagado, etc.» É aí que ele acredita encontrar mais a forma da absolvição. Em favor deste sentimento, poder-se-ia trazer esta razão que fornece Abraham Ecchellensis, a saber que, entre os maronitas, se o pecado exige uma longa penitência com exclusão da recepção dos sacramentos, dá-se a absolvição após a penitência cumprida. Daí, segundo Denzinger, resulta que a forma da absolvição é deprecativa entre os sírios. Op. cit., t. I, p. 103, 104. Renaudot, *Perpétuité de la foy*, t. V, l.

como Denzinger notou, é menos afirmativo; ele não ousa pronunciar-se. Ele nota que os sírios jacobitas admitem que os pecados são remidos pela absolvição dada pelo sacerdote que tem o poder para tal; mas ele não trata a questão em que consiste a forma da absolvição; se ela consiste nas palavras pronunciadas imediatamente após a confissão dos pecados: «Eu te perdôo aqui e Deus no céu,» certamente ela não é deprecativa. Se, ao contrário, ela se encontra nas palavras que o sacerdote pronuncia após o cumprimento da penitência canônica, ela é deprecativa segundo a tradução de Assémani e de Renaudot.

Ela é indicativa, se traduzirmos, conosco, pelo futuro, como o permite o gênio da língua siríaca.

Creio que este futuro possa ser entendido neste sentido: «O pecado será desde agora apagado», o que se refere à ação presente do sacerdote e que a língua siríaca exprime ordinariamente pelo particípio presente.

Destas observações, resulta que é duvidoso se a forma dos jacobitas é deprecativa ou não.

III. RITO DA ABSOLVIÇÃO ENTRE OS NESTORIANOS. — Este rito foi composto no século VII por Jésuiab de Adiabena, que foi patriarca dos nestorianos de 650 a 660. Nas suas partes principais, ele reproduz os antigos ritos. Este ofício foi dado em resumo por Renaudot e na íntegra, segundo outra fonte, por Badger, The Nestorians and their Rituals, t. II, col. 29. Denzinger, ibid., t. I, p. 467, 471, dá ambos em latim. O patriarca Timóteo II fez um comentário que Assémani, Biblioth. or., t. III, p. 287, reproduz. Ele diz que a absolvição, hussaié, compreende três consignações ou sinais da cruz feitos sobre o penitente; as duas primeiras quando o sacerdote diz: «Que as misericórdias que tiveram piedade da herdeira e a trouxeram de volta à casa paterna, me tragam de volta a ti, ó nosso Salvador.» A terceira quando ele impõe a mão sobre a cabeça do penitente dizendo: «Senhor nosso Deus, bom e cheio de misericórdia, que espargis a vossa graça e a vossa misericórdia sobre todos, espargi a graça da vossa benignidade sobre o vosso servo e transformai-o pela esperança de uma renovação para a vida da graça. Renovai nele o vosso Espírito santo, em quem ele foi assinalado para o dia da salvação; e purificai-o pela vossa clemência de toda a mácula; dirigi a sua conduta nos caminhos da justiça e fazei-o participar com os santos da vossa Igreja da esperança da vossa glória adotiva e da suavidade dos vossos mistérios vivificantes; ajudai-o pelo socorro da vossa misericórdia a guardar os vossos mandamentos, a cumprir a vossa vontade e a confessar, ó Senhor, o vosso nome, a adorá-lo e a louvá-lo sempre.»

Esta fórmula, como as outras duas, é deprecativa. Deve-se concluir que a forma da absolvição é deprecativa entre os nestorianos, qualquer que seja a consignação na qual se a coloque. Contudo, para a absolvição daqueles que renegaram a fé e para os jacobitas convertidos ao nestorianismo, o sacerdote faz-lhes na fronte a unção do óleo santo, dizendo: «N. é assinalado, santificado e renovado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.» Estas palavras estão em siríaco no particípio; não podem ser traduzidas em francês pelo subjuntivo, mas bem pelo indicativo, como fiz com Assémani e Denzinger. Como elas parecem conter a forma de absolvição dos apóstatas, pode-se pensar que, para estes, a forma é declarativa.

IV. RITO DA ABSOLVIÇÃO ENTRE OS SÍRIOS UNIDOS. — No Ordo chaldaicus da Igreja síria do Malabar, impresso em Roma em 1845, a fórmula de absolvição é tomada emprestada do Ritual romano. É também aquela que tinha prescrito o sínodo de Diamper. De resto, os nestorianos tinham abolido a confissão nesta Igreja. Para os maronitas, o sínodo realizado no Líbano em 1736 e aprovado pelo papa, estatui, c. IV, can. 3, Conciliorum collectio lacensis, Fribourg-en-Brisgau, 1869, t. II: «Embora nos antigos rituais siríacos e nos outros eucológios das Igrejas orientais a forma da absolvição se encontre expressa por palavras deprecativas, este santo sínodo ordena contudo e prescreve a todos os sacerdotes, de não se servirem de nenhuma outra forma, senão desta que é expressa por palavras indicativas: Ego te absolvo a peccatis tuis in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. Quanto aos outros... Renaudot, Perpétuité de la foy, Paris, 1718, t. V, l. III, c. VI; Denzinger, Ritus Orientalium, Wurzbourg, 1863, t. I, p. 443 sq., e os autores indicados no artigo.

Autor original: J. Lamy

A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor