
Nasceu nos primeiros anos do século XII, na Inglaterra ou na Normandia. Tendo iniciado seus estudos em Bridlington, na diocese de York, veio concluí-los em Paris, ingressando logo em seguida na Abadia de São Vítor. Eleito em 1155 para suceder a Gilduin, primeiro abade de São Vítor de Paris, foi nomeado em 1161 para o bispado de Avranches, onde permaneceu até sua morte, em 29 de março de 1171. Os contemporâneos o citam como uma autoridade nas ciências sagradas, e a história o coloca no rol dos religiosos e prelados mais célebres do século XII. De sua autoria, temos: 1º um tratado De tentatione Christi; 2º um opúsculo De divisione animæ et spiritus. Deve-se também atribuir a ele, ao que parece, um tratado De discretione animæ, spiritus et mentis. Contudo, os únicos escritos de Achard que foram publicados são duas cartas sem maior importância, uma endereçada a Henrique II, rei da Inglaterra, e a outra a Arnoul, bispo de Lisieux. P. L., t. CXCVI. À exceção de alguns sermões e, possivelmente, de um tratado De Trinitate, os demais escritos que diversas coletâneas atribuíram ao seu nome — a Vita S. Godefridi e o Soliloquium de instructione animæ — devem ser atribuídos, respectivamente, um a Adam Scotus, premonstratense, e o outro a Achard, monge de Claraval, falecido em 1170.
Brial, em Hist. litt. de la France, 1814, t. XIV, p. 453; Ceillier, Hist. des auteurs ecclésiastiques, 2ª ed., Paris, 1863, t. XIV, p. 708; Hauréau, Hist. litt. du Maine, 1870, t. I, p. 1-20; Dom Morin, na Revue bénédictine, maio de 1899, p. 218.
Autor: A. MIGNON
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