ACÉFALOS

Verbete sobre ACÉFALOS na Enciclopédia Católica

ACÉFALOS, nome dado aos eutiquianos que, em 482, separaram-se de Pedro Mongo, patriarca monofisita de Alexandria. Com o intuito aparente de reconduzir à unidade os ortodoxos e os hereges, Pedro Mongo [...] e Acácio de Constantinopla haviam elaborado um novo símbolo de fé que esperavam fazer com que todos aceitassem. Nele, condenavam expressamente Nestório e Êutiques, mas, ao mesmo tempo, fingiam silenciar as decisões do Concílio de Calcedônia e as rejeitavam hipocritamente. Essa fórmula ambígua, aprovada pelo imperador Zenão e por ele imposta em seu edito de união, ou Henoticon, só poderia satisfazer os indiferentes. A condenação de Êutiques irritou os monofisitas rígidos; a atitude equívoca tomada em relação ao Concílio de Calcedônia pareceu-lhes insuficiente e muitos deles, sobretudo monges, separaram-se de Pedro Mongo, preferindo permanecer sem chefe, ἀκέφαλοι, a permanecer em sua comunhão. Posteriormente, uniram-se aos partidários do patriarca monofisita de Antioquia, Severo. O diácono Liberato, no seu Breviarium (P. L., t. LXVIII, col. 988), supõe que o nome de acéfalos também foi dado àqueles que, no Concílio de Éfeso, não seguiam nem São Cirilo de Alexandria, nem João de Antioquia.

Leôncio de Bizâncio, De sectis, act. v, n. 2, P. G., t. LXXXVI, col. 1230; Barônio, Annales, ann. 482; Hefele, Histoire des conciles, trad. Leclercq, Paris, 1908, t. II, p. 868; Wetzer et Welte, Kirchenlexikon, Friburgo, 1882, t. I.

V. OBLET.



Autor: Sem assinatura



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