FILIPINOS

FILIPINOS

FILIPINOS. Dá-se assaz comumente esse nome aos membros da congregação do Oratório fundada por são Filipe Néri no século xvi. Chamam-se ainda oratorianos da Itália, ou oratorianos de São Filipe, para distingui-los dos membros do Oratório da França ou Oratório de Jesus.

I. Origens do Oratório. São Filipe Néri nasceu em Florença, em 1515, de uma família de pequena burguesia. Destinado ao comércio, foi confiado a um tio paterno, rico negociante de San Germano. Mas Filipe abandonou logo essa situação e as perspectivas que ela lhe abria e dirigiu-se a Roma por volta de 1533. Simultaneamente estudante, preceptor, eremita, « pregador livre », levou de início uma vida estranha e mal definida, ganhando dia a dia o pão cotidiano, gozando do mínimo de conforto e do máximo de liberdade. Aproximando-se o ano de 1550, essa vida errante chegou ao fim. Filipe organizou, com seu confessor, Persiano Rosa, a confraria da Trindade dos peregrinos, para socorrer os numerosos estrangeiros que o ano jubilar devia trazer a Roma. A empresa teve pleno êxito; em 1550, grande número de peregrinos foram hospedados, tratados, socorridos. Mais tarde, para o jubileu de 1575, a obra desenvolveu-se em proporções consideráveis. Mas Filipe havia muito tempo abandonara a direção dela.

Em 1551, a conselho de seu confessor, recebera o sacerdócio e agregara-se à congregação de São Jerônimo da Caridade, espécie de convívio eclesiástico destinado a servir uma igreja. Desde essa época, Filipe orientou-se para um gênero de apostolado todo particular. Reúne em torno de si os jovens desocupados, tão numerosos na Roma da Renascença; instrui-os, distrai-os e edifica-os com relatos e conversas familiares; leva-os a visitar as igrejas ou a cuidar dos doentes nos hospitais. Pouco a pouco, essas reuniões tomam um caráter mais oficial; o público se torna cada vez mais numeroso: é a criação de um método de apostolado novo, de uma espécie de função extralitúrgica, o Oratorio. É difícil definir exatamente essa instituição: tomou formas bastante diversas, pois a espontaneidade é um de seus principais traços; contudo, alguns elementos a caracterizam: cada reunião compreende, i35 l'IIILIIMM.NS 1 em geral, uma exortação moral, relatos da história da Igreja ou da vida dos santos, um « discurso sobre o livro », espécie de comentário improvisado de alguma página da Escritura ou de um livro edificante.

Tudo se faz num tom familiar, sem apuro literário, sem erudição escolástica, método bem oposto, se se der crédito a boas testemunhas, aos hábitos da época. A isso acrescentam-se frequentemente peregrinações em grupo a alguma igreja de Roma, cantos populares, música, de onde nascerá um gênero musical, chamado também oratório. Esse novo modo de apostolado conheceu um êxito considerável: em 1580, é todo um exército que Filipe reúne ao seu redor, ou o leva em peregrinação às sete igrejas. Para dirigir e interessar toda essa gente, Filipe precisava de colaboradores. Desde o início, jovens discípulos agruparam-se em torno dele; ele os prendeu a si, preparou-os para o sacerdócio e empregou-os em sua obra. O Oratorio exigia ainda um local apropriado e uma certa liberdade de ação. Em São Jerônimo da Caridade, uma e outra faltavam.

Em 1563, a pequena comunidade assumiu o encargo da igreja nacional São João dos Florentinos. Doze anos mais tarde (1575), recebeu do papa a igreja de Santa Maria in Vallicella, que, reconstruída, tomou o nome popular de Chiesa Nuova. Era o estabelecimento definitivo e, ao mesmo tempo, o reconhecimento oficial pelo papa da sociedade de sacerdotes que se constituíra e que se chamou congregação do Oratorio (do Oratório). São Filipe foi o seu primeiro superior. Permaneceu nesse posto até 1593, época em que, carregado de anos e de enfermidades, teve de impor sua demissão a seus confrades, e foi substituído por Barônio. Morreu em 26 de maio de 1595 e foi canonizado já em 1622.

São Filipe Néri teve sempre repugnância em criar sucursais de seu instituto. Recusou-se a fundar, em Milão, uma comunidade oratoriana, como lhe pedia são Carlos Borromeu. Se nem sempre mostrou a mesma firmeza, se, em 1586, após algumas hesitações, permitiu a fundação de Nápoles e a agregação de San Severino (fundada desde 1579), foi sempre a contragosto. As comunidades de Fermo (1580) e de Palermo (1593) fundaram-se ainda espontaneamente, mas nunca obtiveram uma afiliação completa. Pelo contrário, a assembleia de 1588 decidiu devolver a todas as comunidades já constituídas, exceto Nápoles, sua independência. A cisão efetiva só ocorreu após a morte de são Filipe. Mas foi completa e definitiva. Até Nápoles tornou-se autônoma e, ainda em nossos dias, cada casa do Oratório filipino forma uma congregação separada, sem laços administrativos com as outras. Essa nova disposição parece ter provocado o desabrochar de numerosos oratórios locais.

Rapidamente, em quase todas as cidades da Itália, em Camerino, Brescia (1578), Aquila (1607), Perúgia (1614), Bolonha (1615), formaram-se comunidades à imitação do Oratório romano. No século XVIII contam-se mais de cem fundações na Itália. O Oratório filipino difundiu-se mesmo no estrangeiro. Na Espanha e em Portugal, conheceu de início certo êxito: em Valência (1642), mais tarde em Granada, Cádis; em Lisboa (1668). Na França, seu desenvolvimento foi, desde cedo, estorvado pela existência do Oratório do cardeal de Bérulle. Cita-se, contudo, no século XVIII, oito casas do Oratório filipino. Na Baviera e na Áustria, fundaram-se comunidades em Aufhausen (1692), Viena (1700), Munique (1707), mas elas se desenvolveram pouco e desapareceram antes do fim do século. Houve ainda fundações na Polônia (Gostyn, Studzian, 1674), na América do Sul, no México, e até no Extremo Oriente, com o célebre P. José Vaz, o apóstolo do Ceilão († 1711).

Mas a mais ilustre fundação foi, no século passado, a do Oratório da Inglaterra. Newman, chegado a Roma pouco depois de sua conversão, entrara em relações com os Padres da Vallicella. Fez mesmo um noviciado em Santa Cruz de Jerusalém, sob a direção do P. Rossi. De volta à Inglaterra, fundou (1º de fevereiro de 1818) uma comunidade filipina de dez membros, logo unidos pelo P. Faber e seus companheiros. Depois de uma breve estada em Maryvale (Old Oscott), em Cheadle (Saint-Wilfrid, 1848), em Birmingham (Alcester street, 1849), a comunidade estabeleceu-se enfim em Edgbaston, subúrbio de Birmingham (16 de fevereiro de 1852). Durante esse tempo, uma segunda casa fora fundada, sob a direção do P. Faber, em Londres, primeiro em King William street (1849), depois (1854) em South Kensington, onde permaneceu até os nossos dias.

II. FIM E ESPÍRITO. São Filipe não havia premeditado, ao que parece, fundar uma congregação. Quando as circunstâncias o puseram diante do fato consumado, só a custo se resignou. Em todo caso, sempre se recusou a instituir uma ordem religiosa. No fundo, uma só coisa lhe interessava antes de tudo: o Oratório; esse apostolado exigia colaboradores, e ele os atraiu a si. Mas nunca exigiu deles senão o estritamente necessário para o seu desígnio; os oratorianos seriam sacerdotes seculares, sem votos, dispondo livremente de sua pessoa e de seus bens. Contudo, quisesse-o ou não, São Filipe Néri dotou a Igreja de um instituto novo, e dos mais caracterizados. Por não ser centralizada, a congregação por ele fundada não deixa de possuir uma individualidade própria, um espírito original. Esse espírito parece ser o resultado destas três influências: a personalidade marcada do fundador; o apego a um gênero de apostolado novo; a organização da congregação em comunidades seculares autônomas. De tudo isso se desprendeu o espírito filipino, que sobreviveu à pessoa de São Filipe, que sobreviveu mesmo ao Oratório, desaparecido ou transformado segundo as exigências dos tempos.

« É um espírito que consiste, creio, em pôr à vontade, em não constranger, em deixar cada um, dentro dos limites permitidos, manifestar a originalidade de seu pensamento ou de seu caráter, em comprazer-se na diversidade não menos que na unidade, em respeitar infinitamente a espontaneidade das almas. » L. Ponnelle e L. Bordet, Saint Philippe, préface de Mgr Baudrillart, p. xx e xxi. É ainda um espírito realista, que mostra preferência pelo concreto e tangível e certo desdém pelas vistas especulativas e pela teoria, ou, ao menos, que tem uma tendência marcada a descobrir e apreciar sobretudo as aplicações imediatas e as consequências práticas.

III. HISTÓRIA LITERÁRIA. Ora, esses mesmos traços e essas mesmas influências encontram-se na história literária da congregação. Nota-se nela, de um lado, esse respeito pela personalidade, esse culto da espontaneidade, e mesmo da independência, que torna difícil e algo artificial qualquer tentativa de classificação. E, contudo, de outro lado, não se pode desconhecer a existência de certos traços comuns, expressão talvez desse espírito realista de que falamos. O que impressiona, com efeito, antes de tudo, quando se estudam os escritores do Oratório filipino, é a ausência quase absoluta, entre eles, de estudos especulativos: a teologia escolástica não parece interessá-los. O tratado das Grandeurs de la Trinité do P. Antonio (Nápoles, + 1644) é antes uma obra de espiritualidade que de teologia; e o P. Ant. Barcellona (Palermo, 1805) adverte-nos, no início de seu livro sobre La félicité des saints, que não tem outro objetivo senão converter os pecadores pela contemplação da recompensa prometida aos justos.

Em contrapartida, a teologia pastoral, o direito canônico, a teologia moral são muito honrados. O P. J. Speranza (Fano, + 1635) reuniu e explicou textos da Escritura para uso dos pregadores; o P. Jos. Mansi, de Roma, publicou, em 1666, uma Bibliotheca moralis prædicabilis, um Prontuario sacro per tutte le solennilà dell' anno, e as publicações de sermões, de catecismos, de retiros são inumeráveis e, para nós, de interesse secundário. Os PP. Chiericato (Pádua, + 1717), Carletti († 1827) estudam diversos pontos de direito canônico. Outros tomam parte nas discussões concernentes à teologia moral. O P. Cadei (Brescia, 1670) escreve um tratado De opinione probabili; o P. Perpera (Gênova, + 1700), adversário do probabilismo, pende para o tutiorismo; o P. André Coppola (Gênova, + 1832) expõe e defende o sistema de santo Afonso de Ligório. O P. Carrara (Bérgamo, + 1616) estuda pontos particulares da moral. Outros, Guazzini (Città di Castello, + 1650), Baldesi (Pistoia, + 1778) publicam manuais.

Coisa estranha, a teologia ascética e mística inspira apenas muito moderadamente os escritores do Oratório. As produções sobre esse assunto são raras e, em geral, de valor medíocre. A querela quietista, só ela, parece ter despertado algum ardor, e isso nem sempre foi em defesa da boa causa. Se o P. François Marchese († 1697) foi um adversário decidido das ideias novas, o P. Pier-Matteo Petrucci (Jesi, 1701), um dos mais ilustres filipinos do século XVII, tornado bispo e cardeal, autor de numerosas obras de espiritualidade, foi perseguido pelo Santo Ofício e viu suas obras postas no Índice (1688). Seu amigo, o P.

Balducci, havia contribuído muito, com suas traduções de Malaval e de Falconi, para a difusão da heresia. Fora esses poucos autores, não se encontra praticamente, em matéria de espiritualidade, senão publicações de retiros, de meditações, de poesias. Isso não quer dizer que a doutrina espiritual não interesse aos filipinos, mas eles haurem os princípios dela no estudo da Escritura e na meditação das vidas dos santos antes que nas especulações teológicas. Entre os exegetas, a maioria, H. Giustiniani († 1649), Barcellona, M.-A. Ferretti († 1822), são comentadores e não têm outro objetivo senão esclarecer e ordenar o texto sagrado, com vistas à pregação ou à meditação pessoal. Bianchini, ao contrário († 1764), ao publicar seus textos e trabalhos sobre a Vulgata e as antigas versões latinas, teve intenções antes apologéticas.

Mas a ciência que foi particularmente cultivada no Oratório é a história eclesiástica. São Filipe mesmo contribuiu muito para isso, ele de quem se notou frequentemente, quase como um anacronismo, a piedade para com as catacumbas e o gosto pelos relatos da antiguidade cristã. No Oratório, um relato histórico constituía sempre um elemento importante. Enfim, cumpre notar também a influência de Barônio, o primeiro e o maior dos historiadores filipinos. É, aliás, com vistas ao próprio Oratório que São Filipe impeliu Barônio (ou Baronio, + 1605) ao estudo da história da Igreja. Desejou ele e favoreceu verdadeiramente a obra científica de seu discípulo? É duvidoso; e parece antes que os grossos volumes da História eclesiástica, redigida para uso de toda a cristandade, o interessavam muito menos que os humildes sermões que a narram cada dia, por fatias, no Oratório (Ponnelle e Bordet, p. 377). Pouco importa, aliás, o movimento está lançado: Barônio publicará 12 volumes de seus Anais e os conduzirá até 1198. Depois dele, Oderico Rainaldi († 1671) retomará a obra e a levará até 1565. Laderchi († 1738) narra, com menos talento, ao que parece, a história dos anos 1565-1571. Mais tarde, o P. Theiner († 1874) reedita os Anais e os continua até 1585.

Tomás Bozio (ou Bozius, + 1610), discípulo e colaborador de Barônio, não tem a erudição de seu mestre, mas é mais teólogo; da história extrai largas ideias gerais, de que sabe tirar ora uma apologia da Igreja católica (De signis Ecclesiæ), ora vistas filosóficas contra o sistema de Maquiavel (De imperio virtutis, etc.). Gallonio († 1605) é incomparavelmente menos erudito que Barônio, mas também menos teólogo que Bozio. Preparadas com vistas ao Oratório, suas Vies des vierges romaines (1581) e seus Supplices des martyrs (1591) são relatos edificantes, comoventes mesmo, mas de medíocre valor científico.

Parece assim que a influência de Barônio, esse modelo do sábio, por sua consciência e sua serenidade, se dividiu em duas correntes que se reencontram na história da congregação. À corrente « Gallonio » ligam-se esses inumeráveis autores de Vidas de santos, de biografias edificantes, de relatos escolhidos da história da Igreja: Manno († 1621), Baldassini (Jesi, + 1703), Forti (Macerata, + 1715), Melloni (Bolonha, + 1781), Massini († 1791), mais recentemente o ilustre cardeal Cappecelatro († 1912), aos quais cumpre acrescentar os primeiros historiadores de São Filipe (Gallonio, Bacci) e de seus primeiros discípulos (Barnabeo, + 1672, Aringhi, + 1676) e o P. Marciano (Nápoles, + 1713), autor das preciosas Mémoires historiques de l'Oratoire (5 vol., in-fol.).

À corrente de Th. Bozio poder-se-iam ligar todos aqueles que empreendem ou, ao menos, preparam estudos de teologia positiva: H. Giustiniani, que descobriu e editou as atas do concílio de Florença; mais recentemente, o P. Calenzio, o douto historiador de Barônio, que publicou numerosos e importantes documentos sobre o concílio de Trento, José Bianchini, que editou grande número de decretos e de textos antigos sobre assuntos variados de Escritura santa e de teologia. A André Gallandi (Veneza, + 1779) devemos a muito apreciada Bibliotheca græco-latina Patrum. Lorenzoni († 1750) esforçou-se por reencontrar o pensamento autêntico de santo Agostinho sobre a graça. Madrisi († 1750) é autor de um De symbolo fidei. Mais recentemente, o P. Theiner († 1874) foi um historiador abundante e variado, se bem que nem sempre muito seguro.

Alguns autores entram dificilmente em uma dessas duas correntes. Tais são César Becillo († 1649), autor de numerosos e doutos tratados de cronologia; Saccarelli (Roma), a quem se deve uma História eclesiástica em 26 volumes (1771), obra séria, mas um pouco prolixa. Entre os arqueólogos, basta nomear Paulo Aringhi († 1676), tradutor e continuador do célebre Bozio, e aliás julgado severamente pelos sábios modernos. Severiano apenas editou a Roma sotterranea; Almici (Brescia, + 1779) procura nos vestígios da antiguidade, à maneira de Gallonio, o traço pitoresco ou o relato comovente.

Os Oratórios estrangeiros não obtiveram, em geral, nem um semelhante desenvolvimento, nem mesmo um brilho comparável ao do instituto italiano. O Oratório da Inglaterra, contudo, num período muito curto, talvez o supere em glória científica e literária. A só menção do cardeal Newman († 1890) e a do P. Faber († 1863) bastariam para provar seu valor. Eles tiveram dignos discípulos: Hutchison († 1863), que defendeu a autenticidade da casa de Loreto; Dalgairns († 1876), que se interessou pelos místicos alemães do século XIV e publicou um estudo sobre a devoção ao Sagrado Coração; Kox († 1882). Entre os espanhóis, convém citar: Crespi y Borja, o fundador do Oratório de Valência († 1663); o P. Vicente Calatayud (Valência, + 1671), eminente teólogo, adversário ferrenho do quietismo; muito recentemente Mons. Herrero y Espinosa de los Monteros, morto em 1903 arcebispo de Valência. Entre os portugueses, Emm. Bernardez, pregador, escritor espiritual e poeta de talento († 1710); Ant. Pereira de Figueiredo († 1797), autor de diversas versões da santa Escritura; Th. Almeida († 1803), apologista, autor das Harmonies entre la foi et la science.

Em resumo, bela atividade literária e científica, e, contudo, não é esse nem o objetivo principal, nem a preocupação dominante do Oratório filipino.

A verdadeira atividade dos filhos de São Filipe é antes de tudo uma atividade santificadora. Para dar verdadeiramente uma ideia do Oratório, seria preciso, depois de traçar por inteiro a fisionomia de seu fundador, falar do bem-aventurado João Juvenal Ancina, do bem-aventurado Antônio Grassi, de Fermo, do bem-aventurado Sebastião Valfré, o apóstolo de Turim; seria preciso citar os numerosos cardeais e bispos que ele deu à Igreja, e todos esses apóstolos populares, todos esses santos obscuros que jamais serão canonizados. Muitos nomes voltariam, aliás, que já encontramos, mas seria preciso acrescentar muitos outros.

Sobre São Filipe e as origens do Oratório, consultar: Louis Ponnelle e Louis Bordet, Saint Philippe et lu société romaine de son temps (1515-1595 ), Paris, 1928, obra notável, na qual se encontrará toda a bibliografia do assunto. A história geral do Oratório não foi escrita. Para os inícios, temos Marciano, Memorie historicité della congregalione dell' Oratorio, 5 vol., in-fol., Nápoles, 1693. Encontrar-se-á um bom resumo em M. Heimbucher, Die Orden und Kongregationen der katholischen Kirehe, t. iii, Paderborn, 1908, S 146, Die Oraloriancr. Para a história literária da congregação, consultar Villarosa, Memorie degli scritiori filippini, 2 vol., Nápoles, 1837, 1842; as obras gerais, Hurter, Nomenclator litterarius, e os diversos dicionários e bibliografias.

Na presente notícia fizemos seguir ordinariamente cada nome de oratoriano de um nome de cidade (sede de sua comunidade) e da data de sua morte. A ausência de nome de lugar indica que o personagem pertence ao Oratório de Roma.

P. Auvray.

Autor original: P. Auvray

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