MUNOZ (JOÃO BATISTA)

MUNOZ (JOÃO BATISTA)

MUNOZ, João Batista, polígrafo espanhol (1745-1799). Nascido em Museros, perto de Valência, fez em Madri brilhantes estudos, e já aos vinte anos foi nomeado professor de filosofia em Valência. Ali fez uma pequena revolução, substituindo o ensino das teorias newtonianas e, de modo mais geral, da filosofia moderna, ao velho peripatetismo tomista. É a ideia que inspira uma dissertação de concurso publicada em Valência em 17(59: De recto philosophiae recentioris in theologia usu. Do mesmo espírito dão testemunho o De scriptorum gentilium lectione et profanarum disciplinarum studiis ad christianae pietatis normam exigendis, Valência, 1768; as Institutiones philosophiae, Valência, 1768; os prefácios postos à frente das obras latinas de Luís de Granada, em particular das Collectanea moralis philosophiae e da Retórica eclesiástica.

Em 1779, foi encarregado pelo rei Carlos III de escrever a história das descobertas e das conquistas dos espanhóis no Novo Mundo. Mas os imensos trabalhos empreendidos pelo autor não resultaram senão na publicação do t. i da Historia del Nuevo-Mundo, Madri, 1793; a obra não pôde ser continuada. Munoz morreu em 1799.

Monatliche Correspondenz, Gotha, outubro de 1800, t. II, p. 408-412; Jöcher-Rotermund, Gelehrten Lexikon, t., col. 192; Feller-Pérennés, Biographie universelle, t. ix, p. 65; Michaud, Biographie universelle, em Munoz, t. xxix, p. 51*1; G. Ticknor, History of spanish literature, 2e éd., t. III, Londres, 1863, p. 328 sq.; Hoefer, Nouvelle biographie générale, t. XXXVI, col. 950.

É. Amann.

Autor original: É. Amann.

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