Noções preliminares. O que é uma missão? A palavra missão, que parece muito clara à primeira vista quando se olham as coisas em grosso, já não o é tanto quando se desce ao detalhe. Antes de tudo, para o historiador, as missões, tomadas em conjunto, são todo o trabalho da Igreja para dilatar suas fronteiras e responder ao programa do Mestre: Docete omnes gentes; omnes, todas, sem exceção. Logo, são missões todas essas expedições apostólicas cujo objeto é conquistar para Cristo mais um país. São missões por excelência aquelas em que se trata de um povo infiel. Por extensão também, aquelas em que não se trata de conquistar, mas de reconquistar um povo arrebatado à Igreja pelo cisma ou pela heresia. Daí vem que, há pouco tempo, ao lado da China e do Japão, nas listas da Propaganda, figuravam países como a Escócia e a Inglaterra, e que a Noruega, a Suécia, a Islândia, ainda figuram nelas.
Por que esta palavra missão? O próprio Nosso Senhor responde: «Como meu Pai me enviou, eu vos envio.» A missão é um envio; os missionários, como os apóstolos, são enviados. Um país de missão, em sentido rigoroso da palavra, é um país onde os trabalhadores foram enviados de outro lugar. Sem dúvida, todo trabalhador de Cristo, mesmo que não se desloque, é enviado por ele. Mas a esse envio figurado pode se acrescentar o envio real e físico. Assim, toda região para onde o clero vem de outro lugar, seja sua população infiel, herética ou mesmo católica, pode passar por país de missão. Daí as categorias seguintes: missões ad infideles, Indochina, Congo...; missio ad hæreticos vel schismaticos, Abissínia, Noruega, Islândia...; missões ad fideles, mas a fiéis abandonados e sem pastor, como no Brasil ou na Austrália em seus primórdios.
Por conseguinte, desde que o país forneça seu próprio clero, com maior razão seu episcopado, em rigor de termos, deixou de ser país de missão: a Igreja está constituída. Somente que, dado o número de infiéis a converter, o título de missão lhe permanecerá, e com razão, na linguagem corrente. A missão é, portanto, a Igreja em formação. O conjunto das missões, a história das missões, é, segundo a feliz fórmula do sr. G. Goyau, a Igreja em marcha.
Mas já se vê que, entre as diversas categorias de missões e de Igrejas nascentes, há numerosos matizes. Em um país como a Síria, onde as Igrejas cristãs são tão antigas quanto o cristianismo, pode-se falar de missão apud infideles, pois o meio é muçulmano. E, no entanto, não é sobre os muçulmanos que se trabalha, a despeito de todo o desejo que se tem disso e de todas as esperanças que se nutrem, mas sobre os heterodoxos que se procura reconduzir à unidade, e sobre os católicos que precisam ser cultivados.
Ao lado dessa noção geral, ao mesmo tempo clara e flutuante, há o que se pode chamar a noção canônica. Quais são os territórios que, canonicamente, podem passar por missões? O Codex juris não dá nenhuma definição. Contenta-se em dizer (cân. 1350, §4) que, nos países que não são dioceses, o cuidado das missões junto aos não católicos pertence unicamente à Sé Apostólica, e que a Propaganda está especialmente encarregada dele (cân. 252). Mas, por mais clara que fosse, a definição que se contentasse em utilizar essas duas passagens do Código não conviria nem a todos nem apenas a eles. Há verdadeiras missões fora dos territórios da Propaganda, e a Propaganda conservou — espécie de órgãos testemunhas de situações já extintas — certos territórios que de modo algum são missões.
Por que Gibraltar, e a abadia de Saint-Maurice d'Agaune, na Suíça, dependem da Propaganda? Por outro lado, há verdadeiras missões, no sentido próprio da palavra, em dioceses dependentes da Congregação para a Igreja Oriental ou da Consistorial — na Mesopotâmia, por exemplo, na Abissínia, ou ainda nos Estados Unidos, nas reservas de peles-vermelhas, as quais pertencem a dioceses ordinárias e dependem da Consistorial.
Na prática, os quadros da Propaganda bastam, contanto que se completem. E, por exemplo, quando se falar da Índia inglesa, ter-se-á o cuidado de não esquecer que há ali dioceses dependentes do Padroado português, e outras que são de rito oriental, as quais, dado o número de infiéis, devem ainda passar por país de missão, e que não figuram nas listas da Propaganda. Por outro lado, nas Filipinas, onde os bispados dependem da Consistorial e onde a Propaganda não reivindica senão uma prefeitura, será preciso lembrar que, na diocese de Zamboanga e outras, há verdadeiras missões, não só de infiéis, mas de selvagens.
Um matiz ainda deve ser notado. A palavra missão tem, em certos casos, um sentido técnico. Teoricamente, as Igrejas, em seu desenvolvimento, passam pelas fases seguintes. Começam por ser simples missões, territórios recortados em plena terra virgem ou separados de uma Igreja preexistente, confiados a um grupo especial de trabalhadores sob um superior mais ou menos independente (missão dos trinitários ou dos premonstratenses em Madagascar). Depois, tornam-se prefeitura sob um chefe que ordinariamente não é bispo, depois vicariato, quando esse chefe recebe a unção episcopal: circunscrições autônomas, mas que estão destinadas a se tornar algo melhor, dioceses. Mas nem todas as Igrejas passam por essas três fases. A palavra missão, termo geral para uma vasta categoria de Igrejas em formação, aplicar-se-á, pois, de modo especial àquelas cuja formação apenas começa, ou que está atrasada.
Neste artigo estudar-se-á sucessivamente: 1º a alta direção das missões; 2º o pessoal empregado nas missões (col. 1878); 3º a repartição geográfica das missões (col. 1921); 4º as obras anexas (col. 1952).
A ALTA DIREÇÃO DAS MISSÕES. — I. N. B. Para toda esta parte, dependemos estreitamente do P. B. Arens (Manuel des missions catholiques), que muitas vezes apenas abreviamos. Cuique suum. I. A direção central. II. O governo direto das missões (col. 1871).
A direção central. — É formada por três grandes órgãos romanos: a Propaganda, a Congregação para a Igreja Oriental e, enfim, para certos casos excepcionais, a Consistorial.
I. A PROPAGANDA. A direção central das missões está, antes de tudo, nas mãos do papa.
O papa, que é o magistério supremo na Igreja, de quem tudo depende, que tem todos os poderes e os comunica a quem lhe agrada, e na medida que convém, é o verdadeiro chefe das missões e dos países de missão. É ele quem distribui os territórios a tal ou tal instituto, que delega seus poderes a tal congregação romana, que decide por si mesmo ou pelas congregações os casos de doutrina, de moral ou de disciplina que possam se apresentar. Seu órgão é a Congregação da Propaganda.
1º História. Durante longos séculos, enquanto as iniciativas dos movimentos missionários partiam de tal bispo, de tal santo, de tal ordem religiosa, sob a direção muitas vezes distante e a vigilância de Roma, e enquanto esses movimentos não eram tão extensos nem tão complexos quanto se tornaram nestes últimos séculos, as missões dependiam, em Roma, dos órgãos ordinários da Santa Sé, em particular, para as decisões capitais, daquelas reuniões extraordinárias dos cardeais e do soberano pontífice que se chamam consistórios. Mas, à medida que as missões se desenvolveram, que se difundiram em países cada vez mais distantes e cada vez mais diferentes, e que foram confiadas a um número cada vez maior de ordens ou de congregações religiosas, a necessidade de um organismo central de que tudo dependesse se fez sentir cada vez mais.
Já por volta do fim do século XIII, o beato Raimundo Lúlio, O.F.M., havia notado essa necessidade e concebido o plano de uma espécie de Propaganda. H. Raimondo Lullo e i primi ideali di Propaganda (Osservatore romano, nº 84, 12 de abril de 1923). Contudo, foi preciso esperar ainda muito tempo por uma primeira tentativa de realização, e mais tempo ainda pela criação definitiva (1622).
Em 2 de agosto de 1568, são Francisco de Borja, então geral da Companhia de Jesus, anunciava ao P. Natal, secretário da mesma Companhia, que o soberano pontífice, então são Pio V, acabava de nomear duas comissões de cardeais, uma para reconduzir os hereges à verdadeira fé, e a outra para a conversão dos infiéis. A iniciativa poderia bem ter vindo do próprio Borja, ele mesmo grande fundador de missões.
Depois de Pio V, Gregório XIII, seu sucessor, convocou, para se ocupar dos ritos orientais e da reunião das Igrejas cismáticas, uma terceira congregação composta pelos cardeais Caraffa, Médicis e Santorio, que devia reunir-se em sessão toda semana e encontrar-se de quinze em quinze dias na casa do papa, a fim de deliberar com ele sobre essas questões.
Sisto V, a quem o bispo de Tournai, Mons. Doutenville (G. Goyau, L'Église en marche, 1928, p. 85, 89), havia no entanto apresentado um curioso memorial para a criação de seminários destinados a preparar trabalhadores para as missões estrangeiras — esse papa, que criou quinze grandes congregações encarregadas de gerir todos os negócios eclesiásticos, nada instituiu para as missões. Seus três sucessores, Urbano VII, Gregório XIV e Inocêncio IX, não tiveram tempo, dada a brevidade de seu pontificado, de fazer algo nesse sentido.
Depois deles, retomando a obra de Pio V, Clemente VIII instituiu uma congregação de cardeais para o exame das questões gerais relativas às missões; e parece que essa congregação se ocupou disso ativamente sob a influência do cardeal Santorio. Mas Paulo V, que ocupou a cátedra de são Pedro de 1605 a 1621, não parece ter recorrido a essa congregação, nem ter criado outra para o mesmo fim. A ideia, contudo, não estava abandonada, e esforços persistentes eram tentados de vários lados para levá-la à realização, muito especialmente pelo carmelita descalço Tomás de Jesus, pelo P. Domingos de Jesus-Maria, prior geral da mesma ordem, que teria reunido para a dita Congregação das missões um capital de 400.000 francos, e pelo capuchinho Girolamo de Narni, pregador apostólico sob os pontificados de Paulo V e de Gregório XV, e amigo íntimo deste último, quando ainda era o cardeal Ludovisi.
Eleito papa em 1621 sob o nome de Gregório XV, Ludovisi nomeou, já em janeiro de 1622, uma comissão composta de 13 cardeais e 2 prelados para estudar a criação projetada. Ela reuniu-se por primeira vez na casa do cardeal Sauli em 14 de janeiro; e em 22, pela constituição Inscrutabili divinæ, o soberano pontífice proclamou a erecção canônica da Sacra Congregatio de propaganda fide, cujas atribuições e poderes ele regulou, no mesmo mês de dezembro do mesmo ano, por seu motu proprio Cum inter multiplices. A Propaganda estava fundada.
Diversas comissões lhe foram agregadas no decorrer do tempo, e certas modificações lhe foram feitas, principalmente nestes últimos anos. Em 6 de janeiro de 1862, por sua bula Romani pontifices, Pio IX estabeleceu a Congregatio de propaganda fide pro negotiis ritus orientalis, à qual deu uma organização autônoma, sob as ordens do prefeito da Propaganda. Mais tarde, por sua bula Sapienti consilio, de 29 de junho de 1914, por um remanejamento da cúria, Pio X retirou-lhe a Inglaterra, a Irlanda, a Escócia, a Holanda, o Luxemburgo, os Estados Unidos, o Canadá e a Terra Nova, assim como um grande número de colégios e seminários; e decidiu, além disso, que, nos territórios que lhe restavam e onde anteriormente ela possuía quase todos os poderes, o Santo Ofício, a Congregação dos Ritos, a do Cerimonial, dos Negócios Eclesiásticos Extraordinários, a dos Sacramentos para as causas matrimoniais, a dos Religiosos para as associações onde se emitem votos e para todos os missionários enquanto religiosos, assim como os tribunais da Penitenciaria, da Rota, da Assinatura, receberiam sua parte de atribuições.
Enfim, em 1º de maio de 1917, por seu motu proprio Dei Providentis, Benedito XV retirou da Propaganda a Congregação para os ritos orientais, que ele elevou ao posto de congregação cardinalícia, completamente independente, sob o nome de Congregatio pro Ecclesia orientali. Acta apostolicæ Sedis, 1917, t. ix, p. 525-531.
Eis, pois, mais de três séculos que a Propaganda governa, pode-se dizer, todas as missões estrangeiras: escolhendo o pessoal, nomeando os vigários e prefeitos apostólicos; vigiando e aprovando os sínodos e os concílios; criando e administrando os diversos organismos, instituições, colégios e seminários que a auxiliam em sua obra; governando as sociedades de missionários que não professam votos, tendo jurisdição sobre os próprios religiosos enquanto missionários; regulando os negócios eclesiásticos, com exceção, desde 1908, dos que concernem à fé, às questões matrimoniais e às questões de rito, nos territórios que lhe são submetidos. Com efeito, sua história se confunde com a história das missões.
2º O domínio da Propaganda. Os territórios. — 1. Europa: Noruega, Suécia, Dinamarca, Islândia, Finlândia, por inteiro. Alemanha do Norte, Schleswig-Holstein. Abadia de Saint-Maurice (Suíça). Gibraltar. Albânia, Iugoslávia, Bulgária, Grécia, ilhas do mar Egeu, Turquia europeia, por inteiro. 9 arcebispados, 13 bispados, 7 vicariatos, 3 prefeituras, 2 abadias nullius.
2. Ásia ocidental: Ásia Menor, Palestina e Síria, Mesopotâmia, Pérsia, Arábia: 1 patriarcado, 3 arquidioceses, 3 vicariatos.
3. Ásia do Sul e Extremo Oriente: Toda a Índia inglesa, exceto as Igrejas do Padroado, e as do rito malabar: 7 arquidioceses, 21 dioceses, 2 prefeituras. Ceilão, Indochina, Japão, Coreia e as ilhas dependentes do Japão: 2 arquidioceses, 9 dioceses, 21 vicariatos, 8 prefeituras, 1 missão. China, exceto Macau: 64 vicariatos, 8 prefeituras. Sibéria: 1 diocese, 1 vicariato.
4. África: Toda ela, exceto os 4 bispados franceses do Norte, o território dos padroados espanhol e português, e os ritos orientais: 3 dioceses, 67 vicariatos, 39 prefeituras.
5. Oceania, toda inteira, incluindo a Austrália e a Nova Zelândia: 10 arquidioceses, 17 dioceses, 18 vicariatos, 3 prefeituras, 1 abadia nullius, 1 missão.
6. Indonésia, toda inteira: 4 vicariatos, 5 prefeituras.
7. Filipinas: 1 prefeitura apostólica e 1 missão.
8. América do Norte: 1 vicariato nos Estados Unidos, 6 na América setentrional inglesa e 1 prefeitura.
9. América Central: Honduras, México, Costa Rica, Antilhas, Nicarágua, Guatemala: 8 vicariatos, 1 arquidiocese e 1 diocese, justapostos a outras Igrejas.
10. América Meridional: Todas as Guianas, e além disso, 1 vicariato na Argentina, 2 na Bolívia, 3 prefeituras no Brasil, 3 vicariatos e 1 prefeitura no Chile, 4 e 5 na Colômbia; 4 e 1 no Equador; 2 e 2 no Peru, 1 vicariato na Venezuela.
No total, em 1928, dependiam da Propaganda: 1 patriarcado, 32 arcebispados, 65 bispados, 219 vicariatos, 84 prefeituras, 4 abadias nullius e 7 missões.
3º As instituições dependentes da Propaganda. Deixemos de lado a Tipografia Poliglota, fundada em 1626, mas que, desde 1910, está anexada à Tipografia Vaticana. Ela publicou numerosas obras nas línguas mais diversas. Assinalemos o Jus pontificium de propaganda fide, 8 vol. in-4º, e os Collectanea de prop. fide, 2 in-4º. O Museu Borgia, criado pelo cardeal Estêvão Borgia, prefeito da Propaganda, de 1802 a 1804, depois de ter sido seu secretário, é um museu etnográfico, histórico, etc., rico em mapas (mapa de Diego Ribeira, com a linha de demarcação de Alexandre VI).
1. Colégios e seminários. Antes de tudo, o Collegium Urbanum. Este colégio da Propaganda, primitivamente dotado pelo cardeal Barberini, irmão de Urbano VIII (1627), foi incorporado por esse papa à Propaganda em 1641. Seu objetivo era preparar sacerdotes para os países submetidos à jurisdição da Congregação, especialmente para os que não tinham seminários próprios. Os alunos são de todas as raças. Daí saíram, no século XVII, os bispos bramanes que foram, nas Índias, a primeira tentativa — não muito feliz — de episcopado indígena. Em 1925, havia formado 3.252 alunos. Alunos de outros colégios frequentam seus cursos. Em 1921-1925, havia 540 ouvintes, para apenas 122 pertencentes ao colégio.
À imitação deste colégio, foram fundados, em Roma primeiro: o colégio São Lourenço de Brindisi, dos capuchinhos; — o colégio Santo Antônio de Pádua, dos franciscanos; — o colégio seráfico São Francisco de Assis, dos franciscanos conventuais; — o colégio São Crisógono, dos trinitários; — o colégio Santo Aleixo de Falconieri, sob a direção dos servitas; — o colégio internacional dos missionários do Coração Imaculado de Maria; — o seminário das missões dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. — E fora de Roma: o colégio internacional de Consolata para as missões estrangeiras, em Turim; — o colégio São Francisco de Assis, dos capuchinhos, em Milão; — o colégio das missões Brignole-Sale, em Gênova; — o seminário suíço para as missões estrangeiras (Belém), em Immensee; — o seminário das missões em Burgos, na Espanha; — o seminário português de Tomar para as missões estrangeiras; — o seminário das missões de Maynooth-Galway, na Irlanda; — o seminário das missões de Almonte, no Canadá; — o seminário das missões de Montreal, Canadá; — o seminário São José, em Baltimore (Estados Unidos), para as missões negras; — o seminário das missões de Maryknoll, nos Estados Unidos.
Em país de missão: — o seminário Leão XIII para os gregos de rito latino, em Atenas; — o seminário pontifical para a Índia inglesa, em Kandy, Ceilão; — o seminário principal para as missões da sociedade das missões de Paris, em Poulo-Pinang, península de Malaca; — o seminário geral de Puthempally, Índia inglesa; — o colégio pontifical, em Escutari, na Albânia.
2. Sociedades e congregações sem votos de religião. Seis, que têm sua sede fora dos países de missão, dependem completamente da Propaganda: — a sociedade das missões estrangeiras de Milão; — a pia sociedade São Francisco Xavier das missões estrangeiras de Parma; — a das missões africanas de Lyon; — a das missões da África dos Padres Brancos; — a das missões estrangeiras de Paris; — a de São José das missões estrangeiras de Mill Hill, Inglaterra.
3. Sociedades com votos de religião. Dependem da Propaganda: — a dos missionários de Scheut (Bélgica), desde 1921; — os filhos do Sagrado Coração de Jesus para as missões da África central, unidos aos missionários filhos do Sagrado Coração de Jesus, desde 1923; — a sociedade das missões de Mariannhill, desde 1921.
4. As congregações religiosas propriamente ditas dependem da Propaganda somente no que diz respeito à obra das missões, e aos missionários como missionários. Quanto ao resto, tanto a sociedade como os indivíduos dependem de seus próprios superiores.
5. Ao domínio da Propaganda, é preciso acrescentar certo número de associações em favor das missões: Propagação da Fé, obra de São Pedro Apóstolo, Santa Infância, sociedade de São Pedro Claver, etc.
4º A organização. À frente da Propaganda encontra-se um cardeal que é seu prefeito geral e que a governa com os poderes mais amplos, salvo, porém, no que concerne aos negócios mais importantes, como a erecção de vicariatos, de prefeituras, de dioceses, a nomeação de bispos, a aprovação dos sínodos provinciais, nos quais ele só pode decidir conjuntamente com os cardeais membros da Congregação.
Atualmente a Congregação da Propaganda compõe-se de 22 cardeais. O cardeal prefeito é, desde 1918, o cardeal Guillaume Marin Van Rossum, holandês, redentorista. É o 27º desde a fundação. Entre seus predecessores mais notáveis, assinalemos o cardeal Maur Capellari, que, tendo se tornado papa sob o nome de Gregório XVI, deu à obra das missões o impulso que ainda dura. Mas talvez ninguém mais do que o cardeal Van Rossum tenha dado a esse impulso um caráter metódico e constante.
Ele é ajudado por um secretário e um subsecretário. Depois vêm 2 consultores, bispos, sacerdotes, 1 religioso, os mais a par dos negócios das missões. O cardeal prefeito lhes pede seu parecer, que eles preparam e dão separadamente.
Os minutanti ou redatores são encarregados de redigir as cartas e rescritos, de estudar juridicamente as questões de menor importância e de redigir as ponenze, ou relatórios para as congregações gerais. Um prelado, enfim, tem a cargo os arquivos da Propaganda, que são de valor inestimável do ponto de vista histórico.
Todas as comunicações são dirigidas ao cardeal prefeito, que confere com o secretário todas as manhãs e examina com ele os negócios em curso. Cada semana, o prefeito, o secretário e alguns funcionários reúnem-se em conventus para decidir quais negócios serão transmitidos às assembleias plenárias ou ao Santo Padre em pessoa. As assembleias plenárias ou comitia generalia realizam-se todos os meses. Delas participam os cardeais e o secretário. Para as questões importantes, um dos cardeais, o ponens, faz uma exposição detalhada e dá seu parecer. Os cardeais emitem então seu voto por ordem de antiguidade. Os demais negócios são decididos pelos cardeais após o relatório do secretário.
Nas primeira e terceira quintas-feiras do mês, o cardeal prefeito faz seu relatório ao papa, e os demais cardeais, na quarta segunda-feira. O secretário é recebido em audiência pontifícia para a ratificação das resoluções e decisões tomadas. Os superiores das missões e os missionários podem dirigir todas as suas comunicações e requerimentos, livres de taxas e despesas, à Propaganda, que fará chegar, se for o caso, suas petições às respectivas Congregações.
5º Os bens. O papa Gregório XV, além de outras doações generosas, havia garantido à Propaganda a taxa do anel, isto é, 500 escudos, reduzidos a 600 escudos de prata por Pio VII, doação que cada cardeal recém-criado devia pagar. O P. Domingos de Jesus, carmelita, e o beato João Leonardi, fundador da congregação da Mãe de Deus, haviam anteriormente reunido um capital importante em relação com os fins da Propaganda. Um sacerdote espanhol, Vives, deu-lhe seu palácio, o palácio atual onde ela ainda está instalada. Enfim, muitos papas e bispos lhe fizeram ricas doações.
Infelizmente a Revolução Francesa e os acontecimentos do século XIX arruinaram o patrimônio da Propaganda, que conservou apenas recursos muito limitados. Até 1908, os bens da Propaganda eram administrados por um cardeal, o prefeito econômico. Hoje são administrados pelo cardeal prefeito, assistido pelo secretário, por um prossecretário e por 19 empregados, quase todos leigos.
II. SACRA CONGREGATIO PRO ECCLESIA ORIENTALI.
1º História, competência. A Igreja sempre teve uma solicitude particular pelas Igrejas e os ritos orientais, e naturalmente a Propaganda, desde sua criação, adotou essa tradição e conformou a ela sua maneira de agir. Pio IX, por sua bula Romani pontifices, de 6 de janeiro de 1862, julgou conveniente criar uma congregação especial, a Congregatio pro negotiis ritus orientalis, com uma administração autônoma e um numeroso pessoal, sob a alta direção, porém, do prefeito da Propaganda. Em 1917, essa Congregação contava, além do cardeal prefeito, 16 cardeais, 1 secretário, 29 consultores.
Contudo, certos orientais suportavam com dificuldade a vinculação dessa Congregação à Propaganda, o que parecia colocá-los em situação inferior. Para cortar cerce qualquer suspeita e bem mostrar o caso que fazia do Oriente, Benedito XV, por um motu proprio de 1º de maio de 1917, decidiu que, a partir de 30 de novembro de 1917, a Congregatio pro negotiis ritus orientalis deixaria de existir, e seria imediatamente substituída pela Sacra Congregatio pro Ecclesia orientali, igual às outras congregações romanas. Teria por prefeito o próprio soberano pontífice e um cardeal como secretário, com consultores, redatores, escribas e outros empregados tomados tanto no rito latino quanto nos ritos orientais.
Em 1928, a Congregação compreendia 16 cardeais, além de um secretário, o cardeal Sincero, um assessor, Mons. Isaïe Papadapoulos, 29 consultores. Os negócios são ali tratados quase como na Propaganda. Toda segunda quinta-feira do mês, o papa recebe o cardeal secretário, e toda quarta quarta-feira, o assessor.
A Congregatio pro Ecclesia orientali goza, em relação ao Oriente, de todos os poderes das outras Congregações para os países de rito latino, com exceção dos poderes da Congregação do Santo Ofício. A ela pertencem todos os negócios referentes às pessoas e à disciplina das Igrejas orientais, mesmo os negócios mistos, isto é, aqueles que, seja pelas coisas, seja pelas pessoas em questão, dissessem respeito a membros da Igreja latina, e todos os negócios referentes aos ritos.
Ela decide as questões litigiosas por via disciplinar, e designa o tribunal competente, se for preciso recorrer à autoridade judiciária (Cod., cân. 257.)
2º Colégios e Institutos. Dependem da Congregação para a Igreja Oriental, primeiramente, o Instituto de Estudos Orientais, que Benedito XV havia fundado por breve de 15 de outubro de 1917 e confiado à ordem de são Benedito. Ali se ensinava a teologia e, especialmente, as questões controvertidas entre os orientais, a patrologia e a patrística oriental, a história dos dogmas, o direito canônico e as liturgias das diversas Igrejas orientais, a história eclesiástica e profana, a etnologia, a geografia e a arqueologia do Oriente, enfim as instituições políticas das diversas nações orientais. Os cursos eram de dois anos, e nele eram admitidos os latinos, os orientais unidos e os ortodoxos.
O Instituto estava estabelecido na Piazza Scossacavalli, perto de São Pedro, muito longe dos diversos outros estabelecimentos de ensino. Por uma carta de 14 de setembro de 1922, Pio XI o vinculou ao Instituto Bíblico Pontifício e confiou sua direção aos jesuítas. Enfim, por um motu proprio de 30 de setembro de 1928, o mesmo papa vinculou tanto o Instituto Bíblico quanto o Instituto de Estudos Orientais à Universidade Gregoriana. Anteriormente, a encíclica Rerum orientalium, de 8 de setembro, tivera por objetivo dar um novo impulso aos estudos orientais.
Da Congregação para a Igreja Oriental dependem igualmente diversos estabelecimentos que antes dependiam da Propaganda, a saber, os Colégios grego, rutênio, armênio e maronita... São também de sua competência imediata o Colégio eritreu em Roma, o Seminário grego-albanês estabelecido na abadia de Grottaferrata, e o Seminário grego-melquita de Santa Ana em Jerusalém.
3º Territórios. Pertencem à Congregação para a Igreja Oriental: 6 patriarcados, 30 arquidioceses, 55 dioceses, 6 vicariatos apostólicos e 5 missões, com uma cifra global de 7.829.000 católicos contra 16.340.000 cismáticos. Esses ritos são os seguintes:
1. Rito armênio, com um patriarcado, 4 arquidioceses e 15 dioceses na Turquia, Armênia, Pérsia, Egito, Rússia, Polônia e Estados Unidos; língua litúrgica, o armênio.
2. Rito copta-egípcio: um patriarcado e duas dioceses; língua litúrgica, o copta.
3. Rito copta-abissínio: dois vicariatos apostólicos, na Etiópia e na Eritreia.
4. Rito grego ou bizantino; subdivide-se em: a) Grego bizantino puro, na Turquia, Itália, Córsega, Hungria, Tchecoslováquia, Malta, Argélia, Tunísia, Estados Unidos; não tem hierarquia própria, exceto uma diocese na Hungria, outra na Itália, um vicariato apostólico em Constantinopla; em outros lugares está sob a jurisdição dos bispos latinos; língua litúrgica, o grego. b) Melquita: língua litúrgica, o árabe e o grego. Possui um patriarcado, 5 arquidioceses e 7 dioceses; na Turquia, Síria, Palestina, Egito e Estados Unidos. c) Romeno: língua litúrgica, o romeno; um arquidiocese, 3 dioceses; na Hungria, Romênia e Estados Unidos. d) Rutênio ou eslavo: língua litúrgica, o eslavo antigo; um arquidiocese, 9 dioceses e um vicariato apostólico; na Rússia, Polônia, Hungria, Estados Unidos e Canadá. e) Búlgaro: língua litúrgica, o eslavo antigo; 2 vicariatos apostólicos.
5. Rito siríaco; divide-se em: a) Siríaco puro, com um patriarcado, 7 arquidioceses, 4 dioceses e uma missão; na Síria, Mesopotâmia e Egito; língua litúrgica, o siríaco. b) Caldeu, com um patriarcado, 4 arquidioceses, 8 dioceses, 4 missões; na Mesopotâmia, Curdistão, Pérsia, Egito; língua litúrgica, o caldeu.
6. Rito maronita: um patriarcado, 7 arquidioceses e 2 dioceses; língua litúrgica, siríaco e árabe.
7. Rito siro-malabar, na Índia inglesa, com um arquidiocese e 3 dioceses; língua litúrgica, o siríaco.
A população dos diversos ritos orientais é difícil de avaliar com exatidão, como se pode julgar pela tabela que segue. O P. Arens, Manuel, p. 20-21, dá as cifras de antes da guerra, de 1914; o P. Janin, L'Église orient., 2ª ed., p. 615 sq., as de 1920, porém aproximadas; Mons. Grammatica, Atlas, p. 79, deu as suas em 1927.
Tabela (Atlas / Janin / Grammatica): Armênio: 113.400 / 115.235 / 30.000. Copta egípcio: 20.250 / 25.000 / 50.000. Copta abissínio: 18.000 / 20.000. Grego puro: 122.155 / 249.800 / 147.000. Melquita: 173.140 / 125.000 / 85.000. Romeno: 1.186.738 / 1.350.060 / 500.000. Rutênio-eslavo: 4.859.612 / 4.993.148 / 5.204.000 (1). Búlgaro: 8.948 / 6.000. Sírio puro: 25.450 / 45.000 / 45.000. Caldeu: 53.915 / 60.000 / 52.000. Siro-malabar: 486.243 / 447.488. Maronita: 331.300 / 375.000 / 250.000. Total: 7.399.551 / 7.941.671 / 7.263.000.
(1) Mais 5.000 iugoslavos, do bispado de Krizevci.
III. MISSÕES DEPENDENTES DA CONSISTORIAL. — São as missões estabelecidas nas dioceses ordinárias e que, por consequência, não dependem nem da Propaganda, nem da Congregação para a Igreja do Oriente. Pertencem, na maioria das vezes, a dioceses, ou anteriores à constituição da Propaganda (dioceses do Padroado português e dioceses do antigo império espanhol das Índias), ou a dioceses criadas desde então e que se encontram a englobar missões, ou ainda subtraídas à Propaganda pela bula Sapienti, de 29 de junho de 1914. Exemplos: 1º as missões de Kuangtung, que dependem de Macau, e as missões indígenas na diocese de Quito, etc.; 2º a missão de Mindanao, nas Filipinas, na diocese de Zamboanga; 3º as missões indígenas nas dioceses dos Estados Unidos.
II. O governo direto das missões. Em país de missão, pode-se ter de lidar com várias categorias de superiores: os delegados apostólicos, os arcebispos e bispos, os vigários e prefeitos apostólicos, os superiores regulares.
1º Delegados apostólicos. — Esses delegados, nomeados pelo papa, não têm jurisdição, nem necessariamente caráter diplomático; são encarregados de vigiar os distritos confiados a seu cuidado e de manter a Santa Sé a par dos negócios (Cod., cân. 267, §2). Alguns dependem da Consistorial, outros unicamente da Propaganda, outros ainda, tanto da Propaganda quanto da Congregação para a Igreja Oriental. É apenas por exceção que os delegados dependentes da Consistorial têm de se ocupar das missões.
Na lista que se segue, as delegações dependentes da Propaganda não levam nenhum asterisco; as que dependem da Consistorial levam um, e as que dependem tanto da Propaganda quanto da Congregação Oriental levam dois (Battandier, Annuaire pontifical, 1928, p. 848).
África do Sul, desde 1922, residência em Bloemfontein (Rio Orange). Albânia, 1920, Escutari. *Antilhas, 1925, Havana. Australásia, 1911, Sydney. Bulgária? *Canadá, 1899, e Terra Nova, 1910, Ottawa. China, 1922, Pequim. **Constantinopla, 1868, Istambul, Constantinopla. **Egito e Arábia, 1839, Cairo. *Estados Unidos, 1893, Washington. Geórgia e Cáucaso? Grécia, 1834, Atenas. Guatemala? Índias orientais, 1889, e Birmânia, 1920, Bangalore. Indochina, 1925, Hanói. Japão, Coreia, Formosa, Carolinas, etc., 1919, Tóquio. **Mesopotâmia, Curdistão e Pequena Armênia, 1832, Mossul. *México, 1895, depois 1904, Cidade do México. **Pérsia, 1874, Teerã. *Filipinas e Guam, 1901, Manila. **Síria, 1702, Beirute.
2º Bispos diocesanos. — Onde a hierarquia foi estabelecida (Índia, Japão, etc.), os bispos têm a categoria, os poderes e os privilégios de nossos bispos da Europa. Veja-se, nas tabelas que encerram o artigo, os nomes desses bispados que se estabelecem pouco a pouco, à medida que a evangelização se desenvolve.
3º Vigários e prefeitos apostólicos. — Os prefeitos e vigários apostólicos são encarregados de territórios que não são dioceses. Alguns são nomeados simplesmente por decreto da Propaganda, outros por Letras Apostólicas (cân. 293). Não se precisa se eles estão ou não revestidos do caráter episcopal. Na maioria das vezes, os vigários apostólicos são bispos, e os prefeitos não o são; mas há exceções.
Se têm o caráter episcopal, têm em seu território os mesmos direitos e faculdades que os bispos residenciais em sua diocese. Se não o têm, podem, nos limites de seu território e durante o tempo de seu cargo, dar todas as bênçãos reservadas aos bispos, salvo apenas a bênção papal, consagrar os cálices, patenas, altares portáteis, servindo-se do óleo bento pelo bispo, conceder indulgências de 10 dias, conferir a confirmação, a tonsura e as ordens menores (cân. 294).
Tanto uns como outros podem e devem exigir de todos os missionários, mesmo religiosos, suas cartas patentes, e recusar o poder de exercer qualquer ministério àqueles que se recusarem a mostrá-las. Todos os missionários, mesmo regulares, lhes pedirão esses poderes, que, no entanto, não lhes serão recusados senão individualmente e por causa grave (cân. 295).
Mesmo os missionários regulares estão sujeitos à sua jurisdição, visita ou correção em tudo o que concerne ao regime da missão, ao cuidado das almas, à administração dos sacramentos, à direção das escolas, às oferendas e à observância das fundações pias feitas em favor da missão. E, embora, salvo nos casos previstos pelo direito, não lhes seja de modo algum permitido se intrometer na disciplina religiosa, que depende do superior regular, se acontecer que um conflito se levante entre seu comando e o do superior, é o seu que deve prevalecer, ressalvados, porém, o direito de apelação a Roma e os estatutos particulares aprovados pela Santa Sé (cân. 296).
Na falta de sacerdotes seculares, podem, ouvido seu superior, obrigar até religiosos que vivam em seu território a aceitar cura de almas, ressalvados ainda os estatutos particulares aprovados pela Santa Sé (cân. 297).
Que se surgirem discussões a respeito do cuidado das almas entre missionários, ou entre congregações, ou entre missionários e qualquer outra pessoa, que se esforcem o mais rápido possível para resolver essas questões onde for necessário, ficando inteiramente ressalvado, porém, o direito de recurso à Sé Apostólica, recurso esse que não terá efeito suspensivo (cân. 298).
Os vigários apostólicos são obrigados, como os bispos residentes, segundo a regra do cânon 341, à visita ad limina; mas, se algum motivo grave os impede de cumprir pessoalmente essa obrigação, poderão fazê-lo por procurador, mesmo residente em Roma (cân. 299).
Como os bispos (cân. 340), os vigários ou prefeitos apostólicos são obrigados a enviar a Roma uma relação completa e cuidadosa do que concerne ao seu cargo pastoral e de tudo o que toca, de qualquer maneira que seja, ao estado de seu vicariato ou de sua prefeitura, a seus missionários, a seus religiosos, à disciplina de seu povo, à frequência das escolas, enfim à salvação dos fiéis confiados a seu cuidado; e essas relações devem ser escritas e assinadas pelo vigário ou prefeito, e ao menos por um dos conselheiros previstos pelo cân. 302. Além disso, ao fim de cada ano, enviam à Santa Sé o número anual das conversões, batismos e sacramentos administrados, e outras coisas dignas de serem registradas (cân. 300).
O cân. 301 proíbe-lhes de deixar seu território sem causa grave e urgente antes de ter consultado a Santa Sé, e lhes impõe, todas as vezes que isso for necessário, por si mesmos ou por outrem, se eles próprios estiverem legitimamente impedidos, visitar o território a eles confiado e examinar, durante sua visita, tudo o que concerne à fé, aos bons costumes, à administração dos sacramentos, à pregação da palavra de Deus, à observância das festas, ao culto divino, à formação da juventude e à disciplina eclesiástica.
O cân. 302 prescreve-lhes constituir um conselho, ao menos dos missionários mais antigos e mais prudentes, e tomar por escrito seu parecer nos negócios sérios e difíceis. Além disso, que reúnam ao menos uma vez por ano os missionários principais, sejam religiosos sejam seculares, de seu território, a fim de poder, graças à sua experiência e ao seu conselho, saber quais decisões devem tomar (cân. 303).
À semelhança dos bispos, que tenham o cuidado de constituir arquivos, levando em conta os lugares e as pessoas (cân. 304, §1).
Do mesmo modo, que observem, com as modificações necessárias, o que é regulado pelos cânones 281-291 para os concílios regionais ou provinciais, realizados nas regiões submetidas à Propaganda, e o que é regulado pelos cânones 356-362 para os sínodos dos vicariatos apostólicos; mas nenhuma época é fixada de antemão para esses concílios ou esses sínodos, e os cânones deles devem, antes de sua promulgação, ser aprovados pela Sagrada Congregação da Propaganda (cân. 304, §2).
O cân. 305 lhes impõe a obrigação moral de criar um clero indígena. O cân. 306 lhes impõe celebrar a missa pelos povos que lhes são confiados em certas solenidades indicadas: Natal, Epifania, Páscoa, etc.
O cân. 307 lhes proíbe, sem ter consultado a Santa Sé, permitir a seus missionários deixar o vicariato ou a prefeitura, ou se estabelecer em outro, como também despedi-los, salvo o caso de escândalo público; pois então poderão, ouvido seu conselho ou, se se tratar de um religioso, avisado seu superior, tanto quanto for possível, despedi-los imediatamente, avisando sem demora a Santa Sé.
Os vigários ou prefeitos apostólicos revestidos do caráter episcopal gozam dos mesmos privilégios honoríficos que os bispos titulares; se não têm esse caráter, terão direito, durante o tempo de seu cargo e em seu próprio território, às insígnias e aos privilégios dos protonotários apostólicos participantes (cân. 308).
Os vigários ou prefeitos apostólicos, desde sua chegada, devem escolher em seu clero secular ou regular, a menos que a Santa Sé já lhes tenha dado um coadjutor com futura sucessão, um provigário ou um propreito (cân. 309, §1), o qual, enquanto eles viverem, não terá nenhum poder, salvo os que eles lhe concederem, mas que, se eles vierem a faltar, os substituirá em seu cargo, até que a Santa Sé tenha providenciado de outro modo (§2). Do mesmo modo, o provigário ou o propreito que substitui o titular designará imediatamente um eclesiástico que lhe sucederia nesse posto (§3). Que, se contudo nenhum administrador tivesse sido nomeado, então o sacerdote mais antigo do vicariato ou da prefeitura seria tido por delegado da Santa Sé para assumir a administração (§4). E então aquele a quem esse encargo coubesse deveria o mais rápido possível avisar a Santa Sé, e, enquanto isso, teria todos os poderes, salvo os que eram pessoais ao vigário ou ao prefeito apostólico que substitui (cân. 310).
Enfim, que aquele que tiver sido encarregado por um tempo de um vicariato ou de uma prefeitura apostólica, nele permaneça com todas as faculdades a ele concedidas, mesmo se o tempo a ele fixado tiver decorrido, até que um sucessor tenha tomado posse canônica de seu cargo (cân. 311).
4º Superiores das simples missões. Há missões, ou incipientes, ou de pouca importância, ou que se desenvolvem apenas lentamente, que ainda não foram elevadas ao posto de vicariato ou de prefeitura apostólica; por vezes, até certos vicariatos ou prefeituras apostólicas foram, com o tempo, reduzidos ao posto inferior de missões. Em regra geral, os superiores de missões não são nomeados nem pelo papa, nem pela Propaganda, mas pelo superior geral de sua sociedade. Gozam dos poderes especificados em cada caso pela Propaganda.
5º Superiores dos regulares. Os missionários podem pertencer a uma ordem religiosa propriamente dita, ou a uma congregação religiosa, ou a uma sociedade de sacerdotes seculares dependente ou não de um seminário de missões.
Se são sacerdotes seculares independentes, dependem inteiramente do superior da missão onde trabalham, seja ele bispo, vigário ou prefeito apostólico ou simples superior. É quase o mesmo se pertencem a um seminário de missões, salvo por vezes certas reservas inscritas nas constituições desses seminários.
Mas, se pertencem a uma ordem ou a uma congregação, permanecem inteiramente, enquanto religiosos, sob a autoridade de seus superiores maiores, abades-primazes, abades gerais ou abades de uma abadia independente, superiores gerais, provinciais e seus substitutos (cân. 488, n. 8), que podem enviá-los às missões ou chamá-los de volta, dar-lhes ordens conformes ao seu instituto e impor-lhes penitências; que devem zelar pela manutenção da disciplina religiosa e pela observância das regras.
Mas esses mesmos superiores não têm nenhuma jurisdição sobre os territórios de missão, nem sobre seus súditos enquanto missionários, nem sobre a direção da missão ou das diversas obras de que seus súditos estão encarregados, nem sobre a administração dos bens, salvo o caso em que esses bens sejam propriedade da ordem ou da congregação. Daí uma dupla direção que pode por vezes provocar conflitos. Certas congregações evitam esse perigo confiando ao mesmo homem tanto a direção da missão quanto a dos religiosos que dela estão encarregados. Mas isso também pode ter seus inconvenientes, e o direito canônico, como vimos ao falar dos vigários e prefeitos apostólicos, previu os conflitos e deu as regras para dirimi-los.
O PESSOAL DAS MISSÕES. — II. Vai-se estudar separadamente o pessoal vindo de fora (col. 1878), aquele que é recrutado no local (col. 1901), sem esquecer um pessoal bastante recentemente introduzido, o dos médicos missionários (col. 1911). Para terminar, falar-se-á da formação dos missionários (col. 1914).
I. O pessoal estrangeiro. Divide-se, bem naturalmente, em duas categorias: os missionários sacerdotes e seus auxiliares.
1. OS MISSIONÁRIOS SACERDOTES. Em sentido rigoroso da palavra, reserva-se o nome de missionários apenas aos sacerdotes. Os irmãos, irmãs, médicos, catequistas, etc., são auxiliares.
Os missionários são ou estrangeiros, europeus, americanos, ou indígenas, chineses, anamitas, indianos, etc. Entre as sociedades de missões, há 18 ordens religiosas propriamente ditas — isto é, onde se faz profissão solene dos três votos de religião — e 34 congregações de votos simples (das quais 2 antigas e 9 consagradas exclusivamente às missões); enfim 10 pertencem ao clero secular, seja porque fazem parte de uma organização particular ou seminário de missão, seja porque dependem apenas das autoridades eclesiásticas de sua missão.
Enfim, entre as congregações ou ordens religiosas, para umas as missões são apenas um dos ramos de sua atividade; para outras, são o objetivo exclusivo de seu apostolado. As listas seguintes, que resumem e por vezes completam ou corrigem as do P. Arens com os dados de Mons. Grammatica e do Annuaire pontifical de Battandier, dão, em ordem alfabética, o nome das sociedades de missão, com a data de sua fundação, o número total de membros, o dos missionários, sua nacionalidade, suas missões. A primeira data indica aproximadamente a chegada dos missionários ao país; a segunda, a constituição da missão em prefeitura ou vicariato. A., arquidiocese; D., diocese; V. A., vicariato apostólico; P. A., prefeitura; M., missão; O., missão entre os orientais; M. P., missões entre os pagãos; M. M., missão entre os muçulmanos. Encontrar-se-á no Annuaire pontifical o endereço das casas-gerais e das procuras.
1° Ordens antigas não exclusivamente missionárias.
1. Eremitas de Santo Agostinho (1256). China: Changteh (Hunan), 1880, M. P.; V. A., 1897; espanhóis. — Peru: San Léon de Amazonas, 1900, M. P.; V. A., 1921; espanhóis. — Marrocos: Ceuta, escolas; espanhóis.
2. Augustinianos recoletos. — Por breve de 10 de set. de 1921, formam uma ordem distinta dos agostinianos espanhóis. Em 1925, «82 religiosos dos quais 37!) padres. 10 padres nas missões. Filipinas: na ilha de Palawan desde 1606; M. P.; V. A., 1910; espanhóis. Colômbia: M. P.; V. A. de Casanare, 1893; e Tumaco, P. A. de 1927. China: Koeitcheou (Honan), M. P., 1923; P. A., 1928.
3. Beneditinos (529). a) Congregação de Beuron, alemã. Em 1925, 821 religiosos, dos quais 153 monges e padres em 13 abadias. Palestina: igreja da Dormição de N. Sra. e seminário do patriarcado latino, 1906. b) Congregação belga, separada em 1920 da precedente. A abadia de Santo André de Lophem-lez-Bruges envia missionários ao Congo belga: Katanga, M. P., 1909; P. A., 1910. c) Congregação brasileira, fundada em 1827 por Leão XII; 174 religiosos dos quais 10 padres em 1925, em 8 abadias. Alguns padres belgas e alemães nas missões, entre os pagãos. Prelatura de Rio Branco (1909). d) Congregação américo-cassinense, fundada em 1855 por beneditinos da abadia de Metten, na Baviera, 13 mosteiros dos quais o principal é Saint-Vincent-Archabbey, Beatty, Pa, E.U.A. 858 monges e 220 conversos em 1928. A abadia de Collegeville ocupa-se das missões entre os índios e os negros; 6 padres entre os índios e 3 entre os negros, 22 igrejas ou capelas. Em 1924, alguns padres foram enviados a Pequim para ali fundar uma universidade. e) Congregação suíço-americana erigida por Leão XIII em 1881: abadias de N. Sra. dos Eremitas, em Engelberg, Suíça, e de Conceição-Abadia, Conception, Mo., E.U.A. Em 1928, 321 monges e 128 conversos nas abadias. Missão indígena desde 1870. Em 1923 as três abadias de Conception, de Saint-Meinrad e de Saint-Mary's empregavam 18 padres entre os índios do Dakota do Sul e do Norte, M. P.; suíços e americanos. f) Congregação recente de Monte Cassino, fundada por Pio IX em Sacro Speco, Subiaco, Itália, em 1877. Em 1925, contava 5 províncias, 52 mosteiros e 216 membros. — a. Província francesa: a abadia Sainte-Marie de la Pierre-qui-Vire (Sens) havia fundado desde 1899, na Palestina (M. O.), o mosteiro do Monte das Oliveiras com o seminário grego e a Igreja de Abu Ghosh, perto de Jerusalém. Escola superior para os índios dirigida por dois padres da abadia do Sagrado Coração de Oklahoma (E.U.A.). — b. Província belga: Transvaal setentrional, M. P., 1906; P. A., 1910; diversas nacionalidades. — c. Província espanhola: abadia de Nova Nursia (1867), e missão de Drysdale River, M. P., unidos: 22 padres e 30 irmãos; espanhóis. No total, a Congregação cassinense, em 1923, contava 145 missionários, dos quais 39 padres.
4. Capuchinhos (O. M. Cap.). Reforma franciscana pelo P. Matteo de Bascio (†1552). Em 1927, 53 províncias, 910 casas, 10.818 religiosos. Nas missões, 195 sujeitos, dos quais 817 padres.
a) Missões do Levante. Grécia: Creta ou Cândia, M. O., por volta de 1645; restabelecido como bispado: 1871; italianos. Cefalônia, M. O., 1793; italianos. Turquia: Constantinopla, M. O., início do séc. XVII; franceses. Síria e Mesopotâmia, M. O., 1626; franceses. Ásia Menor: Esmirna, M. O., 1624; italianos. Trebizonda, M. O.; italianos. Bulgária: Sófia, Filipópolis, M. O., 1841; V. A., 1759; austríacos.
b) Índias inglesas: 1) Agra, M. P., 1744; A., 1886; italianos. 2) Allahabad, M. P., 1744; D., 1886; italianos. 3) Lahore, M. P., 1744; D., 1886; belgas. 4) Simla, M. P., 1744; D., 1886; A., 1910; franceses e irlandeses. 5) Ajmer, M. P., 1744; D., 1913; franceses.
c) Extremo Oriente: China, V. A. de Tsinchow (Kansu), M. P., 1922; alemães. Índias neerlandesas orientais: 1) Bornéu, M. P., 1905; V. A., 1918. 2) Padang (antigamente Sumatra), M. P., 1912, e P. A., 1911; holandeses. Ilha de Guam, M. P., 1886; V. A., 1911; espanhóis.
d) África. Arábia e Costa da Somália inglesa, M. P., 1850; V. A., 1888; italianos. Eritreia, M. P., 1895; V. A., 1911; italianos. Etiópia, país dos galas, M. P., 1846; V. A., 1846; franceses. Somália francesa, Djibuti, M. P., 1896; P. A., 1914; franceses. África oriental inglesa, Dar-es-Salaam, M. P., 1921; V. A., 1902; pertencia antes da guerra aos beneditinos alemães da Congregação de Santa Otília. Seicheles, M. P., 1852; D., 1892; franceses. Congo belga, Oubangui, M. P., 1910; P. A., 1911; belgas.
e) América. Chile: Araucânia, M. P., 1848; P. A., 1901; alemães. Colômbia: Caquetá, M. P., 1888; P. A., 1901; M., 1888; V. A., 1905; espanhóis. — Goajira, espanhóis. Saint-André e Providência, P. A., 1912; passou de Mill Hill aos capuchinhos em 1926; espanhóis. Brasil: Alto Solimões, M. P., 1909; P. A., 1910; italianos. Nicarágua: Bluefields, V. A., 1913; espanhóis. Venezuela: Caroni, M. P.; V. A., 1922; espanhóis.
5. Carmelitas calçados (O. C.). Aprovados em 1209, 1226. 2.800 religiosos, 18 províncias em 1918. Java: Malang, M. P., 1923; P. A., 1927; 5 padres em 1924; holandeses.
6. Carmelitas descalços (O.C.D.). Reforma de 1568 por Bertoldo de Calábria, Santa Teresa e São João da Cruz. Em 1913, 1.900 religiosos em 172 conventos e residências. Nas missões, em 1928, 119 padres e 57 irmãos. Índias inglesas: Verapoli, M. P., 1656; A., 1886; M., 1620; D., 1886; espanhóis. — Quilon, P., D., belgas.
Mesopotâmia: Bagdá, M. O., 1721; italianos. Síria, M. O., 1627; italianos. Colômbia: Curazâo (?), M. P., 1913; P. A., 1917; espanhóis.
7. Conventuais (O. F. M. Conv.). Fundados em 1209 por São Francisco de Assis. Em 1926, 1.800 religiosos em 29 províncias. Nas missões, 46 em 1913, cerca de 110 em 1923. Romênia, M. O., desde o séc. XIV; italianos. Turquia, M. O., 1232; italianos. Síria, M. O.; italianos. China: Hinganfou (Chen-si), M. P., 1928.
8. Cruzíferos. Belgo-holandeses (O. S. Cr.), fundados em 1211 por Teodoro de Celles. Em 1925, 200 religiosos em 9 conventos. Encarregados em 1920 de parte da missão dos premonstratenses, Ouellé ocidental, M. P.; M., tornada em 1926 P. A. de Bondo (Congo belga). Missão em Java, 1927. Missão indígena de Onamia (Estados Unidos), 1910. Em 1928, 27 padres e 10 irmãos nas missões.
9. Dominicanos (O. P.). Fundados em 1216 por São Domingos. Em 1927, 5.302 religiosos. Nas missões, 731.
a) Japão: Shikoku, 1904, M. P., P. A.; espanhóis. — Formosa, 1869, M. P., P. A., 1913; espanhóis. — Hakodate, 1928, M. P., M.; canadenses.
b) China: Fuchow, M. P., 1631; V. A., 1696; espanhóis. Os dominicanos americanos encarregam-se do distrito de Kienningfu, no Fokien. — Tincliow (?), M. P., 1914; P. A., 1923; espanhóis. — Founing, M. P., 1631; V. A., 1923; alemães. Amoy, M. A., 1655, V. A., 1883; espanhóis.
c) Indochina: Buichu, M. P., 1676; V. A., 1848; espanhóis. Haiphong, M. P., 1676; V. A., 1848; espanhóis. Bac-Ninh, M. P., 1676; V. A., 1848; espanhóis. Lang-Son e Cao-Bang, M. P., 1914; P. A., 1913; franceses.
d) Mesopotâmia e Curdistão, M. O., 1750, M.; franceses.
e) Ásia Menor: Esmirna, M. O., 1718, M.; italianos.
f) Palestina, M. O., 1883, M.; diversas nacionalidades.
g) Turquia: Constantinopla, M. O., 1234-1252, M.; italianos.
h) Grécia: Santorini, M. O., 1580, M.; italianos.
i) Congo belga: Ouellé oriental, M. P., 1913; V. A., 1921; belgas.
j) Equador: Canelos e Macas, M. P., 1628; V. A., 1893; espanhóis.
k) Peru: Urubamba e Madre de Dios, M. P., 1902; V. A., 1913; espanhóis.
l) Brasil: Conceição do Araguaia, M. P., 1880; P. A., 1911; franceses.
m) Guiana holandesa: Curaçao, M. P., 1869; V. A., 1842; holandeses. Nota: em 1928, 7 dominicanos trabalhavam no vicariato apostólico do Transvaal.
10. Frades menores (franciscanos) (O. F. M.). Fundados em 1209 por São Francisco de Assis. Em 1925, 100 províncias, 1.558 conventos, 17.999 religiosos profissos, 3.032 missionários, dos quais 1.989 padres.
a) Europa: Noruega, M.; holandeses. Albânia: M. O., por volta de 1240, M.; italianos e albaneses. Herzegovina: M. O., por volta de 1260, M.; herzegovinos. Montenegro: M. O., antes de 1250, M.; montenegrinos. Grécia: M. O.; italianos. Turquia: Constantinopla, M. O., 1232, M.; alemães e italianos. Bósnia: antes de 1260, M. O., M.; bósnios.
b) Próximo Oriente: Rodes, M. O., 1519; P. A., 1897; italianos. Cipre: M. O., 1226, custódia da Terra Santa; diversas nacionalidades. Palestina: M. O., 1223, custódia; diversas nacionalidades. Síria: Alepo, M. O., por volta de 1223; V. A., 1762; diversas nacionalidades. Armênia: M. O., 1866, M.; diversas nacionalidades (dispersos).
c) África do Norte: Canal de Suez, M. O.; V. A., 1926; franceses. Egito: M. O., 1632; V. A., 1839; diversas nacionalidades. Alto Egito: M. O., 1666; custódia da T. S.; italianos. Trípoli: 1630, V. A., 1914; italianos. Cirenaica: V. A., 1927; italianos. Marrocos: missões entre os colonos e os muçulmanos — Tânger: 1220, V. A., 1908; espanhóis. Rabat: 1220, V. A., 1923; franceses.
d) África equatorial: Congo belga: Lulua-Kulanga, M. P., 1921; P. A., 1922; belgas. Moçambique: M. P., 1898; portugueses.
e) China: Tsinanfou (Chan-tong), M. P., 1633; V. A., 1839; alemães. Chefou (Chan-tong), M. P.; V. A., 1894; franceses. Sianfou (Chen-si), M. P.; V. A., 1878; italianos. Yenanfou (Chen-si), M. P.; V. A., 1911; espanhóis. Luanfou (Chan-si), M. P.; V. A., 1890; holandeses. Taiyuanfou (Chan-si), M. P.; V. A., 1698; italianos e alemães. Changsha (Hunan), M. P.; V. A., 1865; italianos. Hungchowfou (Chen-si), M. P., 1920; M., parte do vicariato; tiroleses. Ichang (Hupé), M. P.; V. A., 1870; belgas. Laohokow (Hupé), M. P.; V. A., 1870; italianos. Wouchang (Hupé), M. P., 1923 (destacado de Hankow); P. A., 1923; americanos. Hankow (Hupé), M. P.; V. A., 1870; italianos. Shochchow (Chan-si), 1926, P. A.; bávaros.
f) Ásia (continuação). Japão: Sapporo, M. P., 1907; P. A., 1915; alemães. — Kagoshima, M. P., 1921, M.; canadenses. Sacalina, M. P., 1921, M.; alemães. Sibéria: Harbin, 1921, seminário polonês. Índia inglesa: missão de Bellary, diocese de Haiderabad, 1925; ingleses.
g) Estados Unidos: Michigan e Wisconsin, M. P., 1878; missão indígena, M.; americanos. Arizona meridional e Califórnia, M. P., 1898, missão indígena; M.; alemães e americanos. Novo México e Arizona do Norte, idem.
h) América do Sul: Peru: Ucayali, M. P., 1631; P. A., 1900; peruanos. Equador: Zamora, M. P., 1921; V. A., 1893; equatorianos. Chile: Araucânia, San José de la Mariquina, M. em 1848; P. A., 1901; bávaros. Tarapacá, M. P., M.; belgas. — Araucânia (Castro); chilenos. Bolívia: Gran Chaco, M. P., 1549; V. A., 1919; italianos, austríacos. — Béni, M. P., 1549; V. A., 1917; espanhóis e italianos. Tarata, M.; tiroleses. Argentina: Formosa-Chaco, M., 1612; italianos. Brasil: Santarém (Estado do Pará), tem também M. P., 1906; prelatura nullius, 1903; alemães.
11. Irmãos de São João de Deus (O. S. J. D.). Fundados em 1538 por São João de Deus. Em 1927, 2.022 religiosos profissos e 11 provs. Nas missões, na Palestina, M. O., 1878; cerca de 12 religiosos alemães e italianos.
12. Jesuítas (S. J.). Fundados em 1540 por Santo Inácio de Loyola. Em 1928, 9.517 padres, 6.591 escolásticos, 4.528 irmãos, em total 20.636. Nas missões em 1928, 1.491 padres, 404 escolásticos, 487 irmãos, total 2.382.
a) Europa: Albânia, M. O., 1841, M.; italianos. Bósnia, M. O., 1822, M.; iugoslavos. Grécia, ilhas do mar Egeu, M. O., 1805; italianos.
b) Próximo Oriente: Síria, M. O., 1831, M.; franceses. Armênia (dispersa), M. O., 1881, M.; franceses. Egito, M. O., 1879; M.; franceses.
c) África: África do Sul: Rodésia, Salisbury, M. P.; M. P., 1879; P. A., 1915; ingleses. Broken Hill, M. P., 1911, M.; poloneses. Congo belga, Kwango, M. P., 1873; P. A., 1898; V. A., 1927; belgas. Madagascar: Tananarive, M. P., 1845; V. A., 1848; franceses. — Fianarantsoa, M.
P., 1871; V. A., 1913; franceses. La Réunion, 1815; M. P.; franceses. — Maurício, 1801; M. P.; franceses.
d) Índia inglesa e Ceilão: Calcutá, M. P., 1834; A., 1880; belgas. Ranchi, M. P.; D., 1927; belgas. Patna, M. P.; D., 1919; americanos. Trichinopoly, M. P., 1837; D., 1880; franceses. Mangalore, M. P., 1879; colégio e seminário; italianos. Calicute, M. P., 1879; D., 1923; italianos. Bombaim, M. P., 1850; A., 1886; espanhóis, luxemburgueses, suíços. Poona, M. P., 1850; D., 1880; espanhóis e alemães. Goa, M. P., 1890; M.; portugueses. Madras, colégio universitário, 1920; franceses. Galle, M. P., 1895; D., 1893; belgas e italianos. Trincomale, M. P., 1895; D., 1893; franceses. Kandy, seminário pontifício; belgas.
e) Arquipélagos do Extremo Oriente: Índias neerlandesas, Batávia, M. P., 1859; V. A., 1842; holandeses. Filipinas, Zamboanga, D., 1920; M. P., em Mindanao, 1859; americanos e espanhóis. Japão, universidade católica de Tóquio, 1908; alemães. Hiroshima, M. P., V. A., 1922; alemães. Carolinas, Marianas, ilhas Marshall, M. P., V. A., 1921; espanhóis.
f) China: Kiangnan, M. P. Em 1842, missão do Kiangnan, dividida em 1921 em Nanquim e Wuhu (Kiangsu e Nganhoei). Nanquim, V. A., 1800; franceses, canadenses. — Wuhu, V. A., 1821, compreende três missões, Hoai-se (italianos), Nganking e Wuhu (espanhóis). Sien-shien (Tcheli), M. P., 1850; V. A., 1850; franceses, húngaros e austríacos. Tien-Tsin, escola de altos estudos, 1923; franceses. Shiu-hing (Kuangtung), M. P., 1913; M.; portugueses. Hong Kong, colégio, 1927; irlandeses.
g) América: Canadá: missões indígenas, M. P., 1842; M.; canadenses. Estados Unidos: Dakota, M., 1881; americanos e alemães. Alasca, M. P., 1880; V. A., 1917; americanos, franceses e italianos. Montanhas Rocosas, M. P., 1840; idem. Honduras britânico: Belize, M. P., 1852; V. A., 1893; americanos. México: Tarahumara, M. P., 1900; mexicanos. Jamaica: M. P., 1837; V. A., 1830; americanos. Guiana inglesa, M. P., 1855; V. A., 1837; ingleses.
13. Premonstratenses (Pr.). Fundados em 1120 por São Norberto. 1.119 religiosos, dos quais 800 padres. Cerca de 50 nas missões. Índias inglesas: Madras, M. P., 1924; M.; holandeses da abadia de Berne. Congo belga: Ouellé ocidental, M. P., 1898; V. A., 1921; belgas da abadia de Tongerloo. Madagascar: Tananarive (um distrito), M. P., 1921; M.; franceses. Estados Unidos: M. P., 1902; M. entre os índios do diocese de Green-Bay; holandeses da mesma abadia de Berne.
14. Servitas (O.S.B.V.M.). Fundados em 1240. Em 1927, cerca de 1.000 religiosos, em 115 conventos, e nas missões em 1923 cerca de 10 padres e irmãos. África do Sul: Suazilândia, M., 1914; P. A., 1923; austríacos. Brasil: São Peregrino Laziosi, outrora Acre e Purus, M. P., 1920; prelatura, 1919; italianos.
15. Silvestrinos-beneditinos (O.S.B.). Fundados em 1231 por São Silvestre Gozzolini. Em 1910, cerca de 95 religiosos; nas missões em 1923, 40 padres e 3 irmãos, no Ceilão: Kandy, M. P., 1855; D., 1880; italianos e indígenas.
16. Teatinos (Th.). Fundados em 1524 por São Caetano de Tiene, reorganizados por Pio X. Em 1918, 110 religiosos e 2 províncias. Nas missões indígenas dos Estados Unidos, em 1923, um padre.
17. Trapistas (O.C.R.). Cistercienses reformados em 1664 pelo abade de Rancé. Em 1925, 2.080 religiosos e 57 mosteiros. Nas missões, sem contar a Bósnia, 190 em 1923, repartidos nos seguintes países: Síria, 1882, priorado; franceses. Palestina, 1883, priorado; franceses. Bósnia, abadia; diversas nacionalidades. Congo belga, 1874, Nouvelle-Anvers, belgas. Japão, N. Sra. do Farol, na diocese de Hakodate, 1896; N. Sra. da Sagrada Família, diocese de Nagasaki, 1920. China, N. Sra. da Consolação, perto de Pequim; N. Sra. de Liesse, no Tcheli meridional. Indochina, N. Sra. do Anam, do V. A. de Huê. Muitos indígenas nos trapistas do Extremo Oriente.
18. Trinitários (O.SS.Tr.). Fundados em 1198 por São João de Mata e São Félix de Valois. Em 1910, 140 religiosos em 20 conventos. 6 padres e 3 irmãos nas missões em 1923. Passaram em 1924 da África oriental italiana (Benadir) para Madagascar (Tananarive).
2° Congregações antigas não exclusivamente missionárias.
1. Eudistas, ou padres missionários de Jesus e de Maria (Eud. ou C.J.M.). Fundados em 1643 por São João Eudes. Em 1920, cerca de 600 membros, dos quais 13 nas missões do Canadá. Golfo de São Lourenço, M. P., 1903; V. A., 1905; franceses e canadenses.
2. Lazaristas (C.M.), fundados em 1625 por São Vicente de Paulo. Em 1927, 4.107 religiosos dos quais 2.260 padres. Nas missões em 1923, 581 dos quais 465 padres.
a) Europa e Próximo Oriente: Balcãs, M. O., 1783; franceses, alemães, austríacos. Ilhas da Grécia, M. O.; franceses. Ásia Menor, M. O., 1781; franceses. Síria, M. O., 1784; franceses. Palestina, M. O., 1890; alemães e franceses. Egito, M. O., 1844; franceses.
b) Ásia e Extremo Oriente: Índia inglesa, M. P., missão de Cuttack, diocese de Vizagapatam, 1922; espanhóis. Pérsia, Isfahan, M. O., 1840; A., 1910; franceses. Java, Surabaya, M. P., 1925; P. A., 1928; holandeses.
c) China: Pequim, M. P.; V. A., 1850; franceses. Pao-ting-fou (Tcheli), M. P.; V. A., 1910; franceses. Tien-tsin, M. P.; V. A., 1912; franceses. Lihsien, M. P.; P. A., 1921; V. A., 1920 (Mons. Souen); chineses. Yung-ping-fou, M. P.; V. A., 1899; holandeses. Cheng-ting-fou, M. P.; V. A., 1858; franceses. Hangchow (Tchekiang), M. P.; V. A., 1910. Ningpo, M. P.; V. A., 1815; franceses. Tai-Chow-lou, M. P.; V. A.; chineses. Kanchow (Kiangsi), M. P.; V. A., 1920; franceses e americanos. Nanchang, M. P.; V. A., 1879; franceses. Yu-kiang, M. P.; V. A., 1885; franceses. Kian-fou, M. P.; V. A., 1879; italianos e franceses.
d) África: Abissínia, M. O., 1839; V. A., 1838; franceses. Madagascar, Fort-Dauphin, M. P., 1648, 1896; V. A., 1896; franceses.
e) América: Estados Unidos, M. P.; M. entre os negros; americanos. Colômbia: Arauca, M. P., 1926; P. A., 1915; espanhóis e franceses. Tierradentro, M. P., 1922; P. A., 1928; espanhóis.
3° Congregações recentes.
1. Assuncionistas ou Agostinianos da Assunção (A. A.), fundados em 1845 pelo P. d'Alzon; 815 religiosos dos quais 19 de rito oriental. Em 1923, 90 padres e 30 irmãos estavam empregados na Palestina (1887); Ásia Menor (1886); Turquia, Constantinopla (1882); Bulgária (1865); Grécia, Rússia meridional. Franceses em grande maioria, e todos empregados nas missões entre os orientais.
2. Companhia de Maria (ou padres missionários da Congregação de Maria, S. M. M.).
Fundados em 1705 pelo bem-aventurado Grignion de Montfort. Em 1928, 740 religiosos profissos, dos quais 117 nas missões seguintes:
a) África oriental inglesa: Shiré, M. P., 1901; V. A., 1908; franceses, belgas, holandeses.
b) Colômbia: Llanos de San Martin, M. P., 1923; V. A., 1908; franceses, belgas, holandeses.
c) Antilhas: Haiti, M. P., 1871; M. entre os negros; franceses, belgas, holandeses.
d) Islândia, P. A., 1923; alemães, holandeses.
3. Sociedade da Sagrada Família. Fundada em 1895 por Jean-Pierre Berthier. Em 1923, 335 religiosos dos quais 129 padres. Na mesma data, na missão de Santarém (Brasil), M. P., 8 padres e 3 irmãos de diversas nacionalidades.
4. Filhos do Coração Imaculado de Maria (F.I.C.M.). Fundados em Vich em 1849 pelo Venerável Antonio-Maria Claret. Em 1925, 3.151 religiosos em 181 casas. Nas missões, em 1923, 55 padres e 30 irmãos estabelecidos em: Fernando Poo, M. P., 1883; V. A., 1904; espanhóis. Guiné espanhola: Bata, 1919, M.; espanhóis. Colômbia: Choco, M. P., 1908; P. A., 1908; espanhóis.
5. Irmãos de Maria ou marianistas. Fundados em 1817 pelo Venerável Chaminade. Em 1927, 1.900 religiosos, 10 escolas apostólicas com 560 postulantes, uma delas no Japão, com 60 alunos. Nas missões, em 1923, cerca de 150. Japão: Tóquio, Nagasaki, Osaka; M. P., 1888; ensino secundário; em maioria franceses. Havaí, M. P., 1888; ensino secundário; em maioria franceses. Marrocos, ensino secundário; em maioria franceses.
6. Maristas ou Soc. de Maria de Lyon. Fundados em 1816 por Jean-Claude-Marie Colin. Em 1927, cerca de 1.200 religiosos dos quais 154 padres e 221 irmãos nas missões. Oceania central, M. P., 1837; V. A., 1842; franceses. Samoa, M. P., 1845; V. A., 1850; diversas nacionalidades. Nova Caledônia, M. P., 1843; V. A., 1847; franceses. Novas Hébridas, M. P., 1886; V. A., 1904; franceses. Ilhas Fiji, M. P., 1884; V. A., 1887; franceses. Ilhas Salomão meridionais, M. P., 1898; V. A., 1912. Ilhas Salomão setentrionais, M. P., 1898; P. A., 1917; franceses. Nova Zelândia, M. P., 1838; missão entre os maoris, diversas nacionalidades. Um começo de missões na Noruega.
7. Missionários do Sagrado Coração de Jesus de Issoudun (M.S.C.). Fundados em 1851 por Jean-Jules Chevalier. Em 1926, 1.270 religiosos e 226 padres, dos quais 460 em missão. Nova Inglaterra: Rabaul, M. P., 1882; V. A., 1889; alemães e holandeses. Ilhas Gilbert, M. P., 1888; V. A., 1897; franceses. Nova Guiné: Papuásia, M. P., 1885; V. A., 1889; franceses. Nova Guiné holandesa, M. P., 1903; V. A., 1920; belgas e holandeses. Austrália: território do Norte, M. P., 1905; P. A., 1906. Celebes, M. P., 1920; P. A., 1919; holandeses. Congo belga: Tshuapa, M. P., 1924; P. A., 1924; belgas. Filipinas: Mindanao, M. P., 1908; M.; holandeses. China: M. P., Kweichow, 1927.
8. Missionários de La Salette. Fundados em 1879 por Mons. de Braillard, deão de Grenoble. Em 1926, 320 religiosos; 3 escolas apostólicas com 250 alunos. Nas missões, em 1923, 16 padres e 3 irmãos em Madagascar: Antsirabé, M. P., 1899; V. A., 1918; franceses e americanos. Morondava, M. P.; M.
9. Missionários oblatos de São Francisco de Sales de Annecy (Sal. Ann.). Fundados em 1838 por Mons. Rey e o abade Mermier. Em 1927, 160 religiosos. Em 1923, 65 nas missões das Índias inglesas. — Vizagapatam, M. P., 1845; D., 1886; franceses. Nagpur, M. P., 1845; D., 1887; franceses.
10. Oblatos de Maria Imaculada. Fundados em 1816 por Mons. de Mazenod. Em 1927, 3.053 religiosos dos quais 1.563 padres. Em 1928, 754 nas missões, dos quais 525 padres.
a) Ceilão: Colombo, M. P., 1883; A., 1886. Jafna, M., 1847; D., 1886.
b) União da África do Sul: Natal, M. P., 1852; Kimberley, V. A., 1850. No Estado Livre de Orange, M. P., 1881; V. A., 1886. — Transvaal, M. P., 1891; V. A., 1904.
c) África meridional britânica: Basutolândia, M. P., 1862; V. A., 1909.
d) África meridional ocidental inglesa: Cimbebásia, M. P., 1896; V. A. de Windhoek, 1926; alemães.
e) Canadá: Mackenzie, M. P., 1856; V. A., 1901. — Keewatin, M. P.; Athabaska, M. P., 1845; V. A., 1862. — Yukon, M. P., 1862; V. A., 1916. — Em diversas dioceses, missões entre os índios. Estados Unidos, idem.
f) Todas essas missões, salvo a Cimbebásia, são ocupadas por padres de diversas nacionalidades.
11. Oblatos de São Francisco de Sales (de Troyes) (O.S. F. Sal.). Fundados em 1871 pela ven. Marie de Sales Chappuis e o P. Louis Brisson. Em 1927, 300 religiosos. 47 nas missões em 1923.
a) África do Sul: Rio Orange, M. P., 1897; V. A., 1898; franceses.
b) África meridional ocidental: Grande Namaqualândia, M. P., 1888; P. A., 1909; alemães.
12. Palotinos ou Pia Sociedade das Missões (P. S. M.). Fundados em 1835 pelo ven. Vincenzo Pallotti. Em 1927, 602 religiosos. Somente a prov. alemã tem missões, 11 padres e 9 irmãos em 1923.
a) Missão da África do Sul: Cabo da Boa Esperança central, M. P., 1922; P. A., 1871; alemães. Missão de Queenstown, M. P., 1925.
b) Austrália: Beagle Bay, M. P., 1891; M.; alemães.
13. Passionistas (C. P.). Fundados em 1725 por São Paulo da Cruz. Em 1924, 2.639 religiosos. Nas missões, em 1928, 69 padres e 15 irmãos.
a) Palestina, M. O., 1903; M.; italianos.
b) Bulgária: Nicópolis, M. O., 1781; D., 1789; holandeses.
c) China: Chang-teh (Hunan), 1922; D.; americanos.
d) Peru: São Gabriel, M. P., 1921; P. A., 1921; espanhóis.
14. Picpucianos ou Congr. dos SS. CC. de Jesus e de Maria (Pic. ou C.SS.-CC.). Fundados em 1805 por Pierre-Joseph Coudrin. Em 1927, 800 religiosos. Nas missões em 1923, 88.
a) Ilhas Havaí, M. P., 1827; V. A., 1848; holandeses e belgas.
b) Ilhas Marquesas, M. P., 1831; V. A., 1848; franceses.
c) Arquipélago de Taiti, M. P., 1834; V. A., 1833; diversas nacionalidades.
d) Ilhas Cook e Manihiki, M. P., P. A., 1923; idem.
e) Estados Unidos, na diocese de Fall River, M. P., missões para os negros; franceses.
f) China: Pakhoi (Kuangtung); M. P., 1923; M.; franceses.
g) Índias neerlandesas, M. P., Banka-Billiton, 1923; holandeses.
15. Pia Sociedade de São José (SS. Jos.). Fundada em 1873 por Leonardo Murialdo, 277 religiosos em 1923; 17 nas missões.
a) Equador: Napo, M. P., 1922; V. A., 1867; italianos.
b) Líbia, M. O.; M.; italianos.
16. Padres da Santa Cruz ou de N. Sra. da Santa Cruz (C.S.C., Ste-Cr.). Fundados em 1839 pelo P. Basile Moreau. Em 1923, 461 religiosos; 132 alunos apostólicos. Em missão em 1923, 31. Índias inglesas: Dacca, M. P.
1853; D., 1886; diversas nacionalidades. — Chittagong, D., 1928.
17. Padres do Sagrado Coração de Jesus de Betharram. Fundados em 1832-1841 pelo bem-aventurado Michel Garicoïts. Em 1922, 17 casas; nas missões, 15 padres.
a) Palestina, M. O., 1877; franceses.
b) China: Yunnan, M. P., 1922; M.; franceses.
18. Padres do S.-C. de Jesus de Saint-Quentin (S.C.J.). Fundados em 1877 por Léon Dehon. Em 1928, 995 religiosos; em missão 159.
a) Congo belga: Stanleyville, M. P., 1897; V. A., 1908; franceses, belgas e holandeses.
b) Camarões: Fumban, M. P., 1912; P. A., 1914; franceses.
c) África meridional britânica: Gariep, P. A., 1923; alemães.
d) Estados Unidos: Dakota, M. entre os índios; alemães; o mesmo em 1923 no Illinois.
e) Sumatra: Beng-Koelen, M. P., 1923; P. A., 1923; holandeses.
f) Finlândia, V. A. de Helsingfors.
g) Suécia e Noruega, M.
h) Brasil setentrional e meridional.
19. Padres de Saint-Lazare (de Annonciation/Pontigny). Fundados em 1842 por Marie-Jean-Baptiste Muard. 10 padres em 1918; 2 nas missões em 1923. Nos Estados Unidos, M. P., 1915, na diocese de Great Falls, entre os índios; americanos.
20. Redentoristas ou Congregação do Santíssimo Redentor (C.SS.R.). Fundados em 1732 por Santo Afonso de Ligório. Em 1927, 5.160 religiosos, dos quais 2.660 padres. Em 1928, nas missões, 71 padres e 80 irmãos.
a) Congo belga: Matadi, 1911; M. P., 1899; P. A.; belgas.
b) Índias neerlandesas ocidentais: Suriname, M. P., 1800; V. A., 1842; holandeses.
21. Ressurreicionistas ou Padres da Ressurreição (Rés.). Fundados em 1836 por Pierre Semenenko e Jérôme Kajsiewicz. Em 1923, 241 rel., dos quais 13 nas missões. Turquia e Bulgária, M. O., 1863; diversas nacionalidades.
22. Salesianos de Dom Bosco, ou Pia Sociedade de São Francisco de Sales (Sal.). Fundados em 1859 pelo Ven. João Bosco. Em 1927, 6.882 religiosos; em 1929, 330 padres e 386 irmãos nas missões seguintes.
a) China: Heung-Shan, na diocese de Macau, M. P., 1900; M. — Shiu-chow (Kuangtung), M. P., 1910; V. A., 1920; diversas nacionalidades.
b) Japão: missão de Miyazaki, na ilha de Kyushu, 1928.
c) Sião: missão de Ratburi, 1928.
d) Índias inglesas: Méliapour, M. P., 1900; diversas nacionalidades. Assam, M. P., 1922; P. A., 1889; italianos. Krishnagar e Madras, 1928.
e) Ásia Menor, M. O., 1903; italianos.
f) Palestina, M. O., 1891; diversas nacionalidades.
g) Moçambique, M. P., 1907; diversas nacionalidades.
h) União da África do Sul: Cabo da Boa Esperança, M. P., 1890; diversas nacionalidades. Congo belga: Alto Luapula, M. P., 1911; P. A., 1914; belgas.
i) Patagônia setentrional, M. P., 1875; diversas nacionalidades.
j) Chile: Magalhães, 1883; V. A., 1910; idem.
k) Brasil: três prelaturas nullius: Registro do Araguaia; Rio Negro, 1914; Porto Velho, 1925; diversas nacionalidades.
l) Equador: Méndez e Gualaquiza, M. P., 1895; V. A., 1893.
m) Austrália: Kimberley, 1922; V. A., 1887.
n) Turquia: Constantinopla, M. O., 1903; M.; italianos.
23. Salvatorianos ou Sociedade do Divino Salvador (S.D.S.). Fundados em 1881 por Jean-Baptiste Jordan; em 1923, 344 religiosos; nas missões, 7 padres em 1923.
a) China: Shao-wu (Fukien), M. P., 1922; alemães.
b) Estados Unidos: M. P., 1897, entre os índios do Oregon; alemães.
4° Ordens e congregações fundadas exclusivamente para as missões estrangeiras.
1. Beneditinos de Santa Otília para as missões estrangeiras (O.S.B.). Fundados em 1884 pelo P. André Amrhein e afiliados aos beneditinos em 1904. Em 1927, 17 mosteiros, 271 monges, 451 conversos.
a) Coreia: Wonsan, M. P.; V. A., 1920; alemães. — Seul, 1909, abadia; alemães. Abadia de Han, 1928.
b) Território do Tanganica: Lindi, M. P., 1888; abadia nullius; P. A., 1913; 1928; suíços.
c) África meridional britânica: Eshowe (Zululândia), V. A., 1923; alemães.
d) Peru: grande seminário e M. P. na diocese de Huánuco; alemães.
2. Congregação dos PP. do Espírito Santo e do Coração Imaculado de Maria (C.S.Sp.). Surgida em 1848 da união da Congregação do Espírito Santo, fundada em 1703 por Claude-François Poullart des Places, e da do Coração Imaculado de Maria, fundada em 1841 pelo ven. François-Marie Libermann. Em 1928, 1.702 religiosos, dos quais 708 padres, 129 religiosos nas missões seguintes, em 1927:
a) Senegâmbia, M. P., 1843; V. A., 1863; franceses.
b) Guiné: Guiné francesa, M. P., 1864; V. A., 1920; franceses.
c) Serra Leoa, M. P., 1864; V. A., 1858; diversas nacionalidades.
d) Nigéria: Nigéria meridional, M. P., 1865; V. A., 1920; ingleses. Camarões: M. P., 1919; V. A., 1904; franceses.
e) Congo belga: Katanga setentrional, M. P., 1907; P. A., 1911; belgas.
f) Congo francês: Oubangui-Chari, M. P., 1866; P. A., 1909; franceses. — Brazzaville, M. P., 1866; V. A., 1890; franceses.
g) Congo francês inferior: Loango, M. P., 1866; V. A., 1886; franceses. Gabão: M. P., 1843; V. A., 1842; franceses.
h) Congo português: Landana, M. P., 1873; P. A.; franceses. — Lounda, M. P., 1873; M.; franceses. — Cubango, M. P., 1879; P. A., 1879; diversas nacionalidades. Cunene, M. P., 1882, M.; idem.
i) África oriental inglesa: Zanzibar, M. P., 1863; V. A., 1883; idem. Bagamoyo, M. P., 1866; V. A., 1906; idem. — Kilimanjaro, M. P., 1866; V. A., 1910; idem.
j) União da África do Sul: Kroonstad, M. P., 1922; P. A., 1923; alemães.
k) Madagascar: Diego-Suarez, M. P., 1879; V. A., 1896; franceses. Majunga, M. P., 1883; V. A., 1923; franceses.
l) Reunião, M. P., 1842; D., 1850; franceses.
m) Maurício, M. P., 1811; M.; franceses.
n) Estados Unidos: M. P., 1903, M. entre os negros; diversas nacionalidades.
o) Brasil: Tefé, M. P., 1897; P. A., 1910; idem.
p) Saint-Pierre e Miquelon, P. A., 1763.
q) Guadalupe, D., 1850.
r) Martinica, D., 1850.
s) Guiana francesa, P. A., 1643. Os Padres do Espírito Santo estão lá desde 1851.
3. Filhos do S.-C. de Jesus das missões da África Central (F.S.C.). Fundados em 1885, ou melhor, saídos do Seminário das missões fundado em Verona por Mons. Daniele Comboni. Em 1923 separados em duas Congregações independentes: Ramo italiano, Cong. Filiorum SS. C. Jesu, cuja casa-mãe está em Verona, 140 religiosos.
a) Sudão: Cartum, M. P., 1846; V. A., 1873; e Bahr-el-Ghazal, M. P., 1873; V. A., 1917; idem. Nilo Equatorial, M. P., 1873.
b) Egito: M. P., 1867; italianos.
Ramo alemão-austríaco: Cong. Missionariorum SS. C. Jesu: Lydenburg (África do Sul), P. A., 1923. 4. Missionários de Mariannhill (B.M.M.). Fundados como trapistas em 1880 pelo R. P. François Pfanner, aprovados como missionários da África austral em 1914. Em 1923, 341 religiosos e 2 escolas apostólicas com 200 alunos, 68 padres e 178 irmãos nas missões, em total 346. — Mariannhill, M. P., 1882; V. A., 1921. — Cabo da Boa Esperança oriental; M. P., 1908. Rodésia, M. P., 1901; alemães e austríacos.
5. Missionários do Coração Imaculado de Maria de Scheut-lez-Bruxelles (C.I.M.). Fundados em 1860 por Théophile Verbist. Em 1924, 742 religiosos dos quais 484 nas missões seguintes:
a) China: Suei-Yuen (Mongólia), M. P., 1865; V. A., 1922; belgas e holandeses. — Siwantze (Mongólia), M. P., 1865; V. A., 1922; idem. Urga (Mongólia); M. P., 1865; M., 1922; idem. — Ningsia (Mongólia): M. P., 1874; V. A., 1922; idem. — Tatung (Chan-si): M. P., 1922; P. A., 1922; idem.
b) Filipinas: Ilha de Luzon, missão entre os igorrotes, M. P., 1907; idem.
c) Congo belga: Leopoldville, M. P., 1888; V. A., 1919; belgas. Nouvelle-Anvers, 1889, V. A., 1919; idem. Kassaï superior, 1889; V. A., 1917; idem.
6. Padres de N. Sra. de Sião. Fundados em 1842 por Marie-Théodore Ratisbonne. 49 religiosos em 1923, dos quais 12 nas missões: Palestina, M. O., 1856. Orfanato de São Pedro, em Jerusalém; franceses.
7. Missionários de Steyl, Sociedade do Verbo Divino (S.V.D.). Fundados em 1875 por Arnold Janssen. Em 1926, 2.787 religiosos dos quais 792 padres. Em 1923, 214 nas missões; 18 escolas apostólicas com 1.646 alunos.
a) Japão: Niigata, M. P., 1907; P. A., 1912; alemães. Nagoya, M. P., 1922; P. A., 1922; idem.
b) China: Yenchowfou (Chan-tong), M. P., 1882; V. A., 1882; idem. — Langchowfou (Kansu), M. P., 1922; V. A., 1922; idem. Tsingtao (Chan-tong), V. A., 1925; V. A., 1928; alemães. — Sinyangchow (Honan), P. A., 1928; alemães e americanos.
c) Filipinas, M. P., 1909; M.; alemães.
d) Índias orientais neerlandesas: Pequenas ilhas de Sonda, M. P., 1912; V. A., 1922; holandeses.
e) Nova Guiné: N. G. oriental, M. P., 1890; V. A., 1922; alemães. — N. G. central, M. P., 1896; P. A., 1913; alemães.
f) Estados Unidos, M. P., 1906; M. entre os negros; alemães.
g) Brasil, M. P., 1906; M. entre os índios; idem.
h) Paraguai, M. P., 1910; idem.
8. Sociedade dos Missionários de N. Sra. da África ou Padres Brancos (M.A.). Fundados em 1868 por Mons. Lavigerie. Em 1928, padres: 830; irmãos: 320, em total 1.150 religiosos dos quais 610 nas missões seguintes:
a) África francesa: Cabília (Argélia), missão entre os muçulmanos, 1872; franceses. Ghardaïa (Saara), M. P., 1874; P. A., 1901; idem. Bamako (Sudão), M. P., 1894; V. A., 1921; idem. Ouagadougou (Sudão), M. P., 1894; V. A., 1921; idem. Bobo-Dioulasso (Sudão), P. A., 1928; idem. Navrongo (Volta central), M. P., 1906; P. A., 1926; idem.
b) África oriental inglesa: Bangweulu, M. P., 1891; V. A., 1913; franceses. Niassa, M. P., 1891; V. A., 1897; idem. Uganda, M. P., 1879; V. A., 1894; diversas nacionalidades. Victoria-Niança, M. P., 1883; V. A., 1883; idem. Ruanda, M. P., 1896; V. A., 1922; idem. Urundi, M. P., 1896; V. A., 1922; idem. Tanganica, M. P., 1879; V. A., 1886; idem. Tabora, outrora Unyanyembe, M. P., 1881; V. A., 1886; idem.
c) Congo belga: Congo superior, M. P., 1881; V. A., 1880 e 1886; idem. Lago Albert, M. P., 1880; P. A., 1922; belgas e franceses.
d) Palestina, M. O., 1878, M.; franceses.
5° O clero secular nas missões. Os seminários de missão.
1. Colégio internacional da Consolata das missões estrangeiras. Fundado em 1901, ou melhor em 1923, por Giuseppe Allamano. Em 1923, 171 membros dos quais 77 nas missões:
a) África oriental inglesa: Nyeri (Quênia), M. P., 1902; V. A., 1909; italianos. Iringa, M. P., 1922; P. A., 1922; idem. Meru, P. A., 1926.
b) Etiópia: Kaffa, M. P., 1913; P. A., 1913; idem.
c) África oriental italiana (Benadir), cedida em 1924 por P. A., 1904; V. A., 1928, aos trinitários.
2. Seminário das missões estrangeiras de Almonte (Canadá). Fundado em 1919 por J. M. Fraser.
Os primeiros membros partiram no final de 1925 para a P. A. de Chuchow (Chan-si).
3. Seminário das missões estrangeiras de Burgos. Fundado em 1919 pelo card. arcebispo Benlloch y Vivo. Em 1928, membros nas missões. Colômbia: Sinu, M. P.; P. A.; espanhóis.
4. Seminário das missões estrangeiras de São Columbano, Maynooth (Galway, Irlanda), fundado em 1917 por diversos padres irlandeses. Em 1923, 184 membros dos quais 36 na China: Han-Yang (Hupé), M. P., 1920; P. A., 1923; V. A., 1927; irlandeses.
5. Seminário das missões estrangeiras de Pont-Viau (Canadá). Fundado em 1921 pelos bispos franco-canadenses da prov. de Quebec. Em 1927, 30 membros, 12 na China; M. no vicariato de Mukden (Manchúria).
6. Seminário das missões estrangeiras dos Santos Pedro e Paulo de Roma. Fundado em 1870 por Pietro Avanzini; unido em 23 de maio de 1926 aos M. E. de Milão. Em 1923, 50 membros dos quais 14 nas missões. Ver 11.
7. Seminário português das missões estrangeiras de Tomar. Fundado em 1922 pelo episcopado português; 39 membros para as possessões portuguesas da África e da Ásia.
8. Seminário suíço das missões estrangeiras. Fundado em 1921 por diversos padres; antes Instituto de Belém de Immensee. Em 1927, 21 padres dos quais 6 em missões. Em 1928, M. de Tsitsihar, separada de Kirin (Manchúria).
9. Sociedade das missões africanas de Lyon. Fundada em 1856 por Mons. de Marion-Brésillac. Em 1927, 643 membros, dos quais 420 padres: 278 nas missões.
a) Libéria, M. P., 1906; P. A., 1903; irlandeses.
b) Costa do Marfim: Koroko, M. P., 1904; P. A., 1911; franceses. — Costa do Marfim, M. P., 1895; V. A., 1911; idem.
c) Costa do Ouro, M. P., 1880; V. A., 1901; idem.
d) Daomé, M. P., 1861; V. A., 1860; idem.
e) Benim, M. P., 1868; V. A., 1891; idem.
f) Nigéria: oriental, M. P., 1884; P. A., 1911; idem. — ocidental, M. P., 1884; V. A., 1918; irlandeses.
g) Togo: Togo, M. P., 1921; V. A., 1914; franceses. Alto Volta, M. P., 1921; V. A., 1921; idem.
h) Egito: Delta do Nilo, M. O., 1877; V. A., 1909; idem.
i) Estados Unidos: Geórgia, M. P., 1907, entre os negros; franceses e irlandeses.
j) Samoa, M.
10. Sociedade das missões estrangeiras de Maryknoll (Estados Unidos). Fundada em 1911 pelos RR. J. A. Walsh, de Boston, e Thomas Frederick Price, de Nazaré (Carolina do Norte). Em 1927, 100 padres e 82 grandes seminaristas, 71 missionários.
a) China: Kong-Moon (Kuangtung), M. P., 1918; P. A., 1921; V. A., 1927; americanos. — Kaying, P. A., destacada de Swatow, 1928; idem.
b) Coreia: Pyongyang, separada de Seul em 1927, P. A.; americanos.
11. Sociedade das missões estrangeiras de Milão. Fundada em 1850 por Angelo Ramazzotti, mais tarde patriarca de Veneza; unida em 1926 ao seminário de Roma. Em 1927, 293 membros, dos quais 219 padres, sem contar os estudantes.
a) China: Hong Kong, M. P., 1858; V. A., 1871; italianos. Weihweifou (Honan), M. P., 1881; V. A., 1883; idem. Nanyang (Honan), M. P., 1870; V. A., 1916; idem. Kaifengfou (Honan), M. P., 1870; V. A., 1886; idem. Han-chung (Chen-si), M., 1885; V. A., 1887.
b) Birmânia: Birmânia oriental, M. P., 1868; V. A., 1866; idem.
12. Sociedade das missões estrangeiras de Paris. Fundada em 1663 pelos vigários apostólicos François Pallu e Lambert de la Motte. Em 1927, 1.132 membros; e nas missões, 16 bispos e 986 padres, todos franceses.
a) Japão: Tóquio, M. P., 1844; A., 1891. Nagasaki, M. P., 1844; D., 1891. Osaka, M. P., 1841; D., 1891. Hakodate, M., 1844; D., 1891.
b) Coreia: Seul, M. P., 1836; V. A., 1831. Taïkou, M. P., 1836; V. A., 1911.
c) China: Mukden (Manchúria), M. P., 1841; V. A., 1898. Kirin (Manchúria), M. P., 1841; V. A., 1838. Chengtu (Setchuão), M. P., por volta de 1704; V. A., 1865. Chongqing (Setchuão), M. P., por volta de 1704; V. A., 1856. Suifou (Setchuão), M. P., por volta de 1704; V. A., 1860. Tatsienlu (Setchuão), M. P., 1851; V. A., 1868. Ningyuanfou (Setchuão), M. P., 1702; V. A., 1910. Yunnanfou (Yunnan), M. P., 1702; V. A., 1843. Kweiyang (Kweitcheou), M. P., 1702; V. A., 1849. Nanlong (Kweitcheou), M. P., 1702; P. A., 1922. Cantão (Kuangtung), M. P., 1853; V. A., 1914. Pakhoi (Kuangtung), deve ser confiado aos PP. de Picpus chegados em 1923; M. P., 1853; V. A., 1920. Swatow (Kuangtung), M. P., 1853; V. A., 1914. Nanning (Kuangsi), M. P., 1853; V. A., 1914.
d) Indochina: Hanói (Tonquim), M. P., 1666; V. A., 1678. Vinh (Tonquim), M. P., 1666; V. A., 1846. Hung-Hoa (Tonquim), M. P., 1666; V. A., 1900. Phat-Diem (Tonquim), M. P.; V. A., 1901. Quinhon (Anam), M. P., 1662; V. A., 1659. Saigon (Cochinchina), M. P., 1662; V. A., 1844. Huê (Anam), M. P., 1662; V. A., 1850. Phnom Penh (Camboja), M. P., por volta de 1665; V. A., 1850. Bangkok (Sião), M. P., 1662; V. A., 1662. Malaca, M. P., 1833; D., 1888. Birmânia meridional, M. P., 1856; V. A., 1866. Birmânia setentrional, M. P., 1856; V. A., 1866. Laos, M. P., 1662; V. A., 1899.
e) Índias inglesas: Pondicherry, M. P., 1776; A., 1886. Mysore, M. P., 1776; D., 1886. Kumbakonam, M. P., 1776; D., 1899. Coimbatore, M. P., 1876; V. A., 1886.
f) Tibete e Sikkim, M. P., 1929.
13. Sociedade das missões estrangeiras de Parma. Fundada em 1895 por Mons. Guido Maria Conforti, bispo de Parma. Em 1923, 75 membros nas missões, em 1921, 19 padres. Na China: Chengchow (Honan), M. P., 1906; V. A., 1911; italianos.
14. Soc. das missões "Rainha dos Apóstolos". Fundada em 1923 pela obra católica em favor das missões das Índias. Em 1923, 3 padres e 4 clérigos. Índias inglesas, sem território; austríacos e alemães.
15. Sociedade de São José de Baltimore para as missões dos negros (St. Joseph's Society). Fundada em 1892, ramo independente de Mill Hill. Em 1923, 77 padres e 31 seminaristas, mais 31 alunos em formação. Nas missões, 77 padres; M. entre os negros em 15 dioceses dos Estados Unidos; diversas nacionalidades.
16. Sociedade de São José das missões estrangeiras de Mill Hill (St. Joseph's Society for Foreign Missions, Mill Hill). Fundada em 1866 pelo cardeal Herbert Vaughan. Em 1923, 331 padres, 211 seminaristas, 211 irmãos, 291 apostólicos; nas missões 230. Diversas nacionalidades.
a) Índias inglesas: Madras, M. P., 1875; A., 1886. Caxemira e Cafiristão, M. P., 1887; P. A., 1887.
b) Filipinas, M. P., 1905, M.
c) África oriental inglesa: Alto Nilo, M. P., 1895; V. A., 1894.
d) África ocidental inglesa: Buea ou Camarões inglês, M. P., 1922; P. A., 1923.
e) Congo belga: Nouvelle-Anvers, M. P., 1904.
f) Nova Zelândia: missões dos maoris, M. P., 1904.
g) Bornéu: Bornéu setentrional e Labuan; M. P., 1881; P. A., 1855.
h) Colômbia: Providência e São André, no arquipélago das Caraíbas, 1916.
6° Outros padres seculares europeus.
1. China: Macau, M. P.; D., 1575; portugueses.
2. África do Sul: a) Cabo da Boa Esperança ocidental, M. P.; V. A., 1837; irlandeses e outros. b) Cabo da Boa Esperança oriental, M. P.; V. A., 1847; idem.
3. Moçambique, M. P.; prelatura; portugueses.
4. Congo português: Angola, M. P.; D., 1596; portugueses.
5. Estados Unidos: missões entre os negros e os índios, diversas nacionalidades.
II. O pessoal auxiliar. Os padres sozinhos, estrangeiros ou indígenas, não bastariam para as obras múltiplas e esmagadoras de um empreendimento como o das missões. Precisam de auxiliares: irmãos, irmãs, médicos, catequistas. Encontrarão aí uma ajuda para as necessidades da vida material, para as obras de ensino e assistência, para as próprias obras de apostolado. Falaremos, mais adiante, dos auxiliares indígenas.
Os auxiliares europeus são antes de tudo os irmãos e as religiosas. Os irmãos europeus pertencem, na maior parte, às ordens e congregações de missionários que acabamos de rever. Prestam os maiores serviços, para os trabalhos materiais ou internos, para o ensino, para a direção das oficinas etc. As sociedades de padres seculares, em particular as dos seminários de missões, não tendo tais auxiliares, tentaram suprir isso de outra forma, e nem sempre com sucesso. Mas há as congregações de irmãos e de irmãs. Bastará aqui uma enumeração sumária, em que as sociedades serão agrupadas segundo seu país de origem.
1° Congregações de irmãos.
1. Na França, antes de tudo, é preciso mencionar os Irmãos das escolas cristãs (procuradoria, 38, rue de Sèvres, Paris) que, em 1909, nas missões propriamente ditas (Balcãs, Síria, Egito, Madagascar, Índias inglesas, Indochina) tinham 1.138 membros, e apenas 953 em 1928 — por causa das dificuldades de recrutamento na França.
Os Irmãos da instituição cristã de São Gabriel, que reconhecem como fundador o bem-aventurado Luís-Maria Grignion de Montfort, e o abade Gabriel Deshayes (casa-mãe, 54, rue Nothomb, Etterbeek, Bruxelas), tinham em 1923, 72 irmãos, no Congo francês, na Abissínia, em Madagascar, no Industão, no Siam. Os Pequenos Irmãos de Maria, fundados pelo ven. J.-M. Champagnat, S. M. (casa-mãe em Grugliasco, Turim), trabalham na Bulgária, Grécia, Sérvia, Turquia, Arábia, Síria, China (uma centena de irmãos), Samoa, Nova Caledônia, no Cabo, no Egito, no Congo belga, nas Seicheles; 477 irmãos em 1923. — Os Irmãos da instrução cristã, ou de Ploërmel, ou de Lamennais (casa-mãe em Jersey, Saint-Joseph, Highlands), têm missionários no Canadá, nos Estados Unidos, no Haiti, entre os índios e os negros.
2. Na Bélgica, os Irmãos da Caridade. Fundados em 1807 por Jean Triest, cônego de Gand (127, rue du Strop, Gand), têm membros no Congo belga.
3. Na Holanda, os Broeders van den H. Aloysius van Gonzaga, fundados em 1840 pelo abade Guill. Hellemons, e o P. Vincent Huibrechts (Instituto Saint-Louis, Oudenbosch, Holanda), têm escolas nas Índias neerlandesas. Os Broeders van de Congregatie der onbevlekte ontvangenis van Maria (rue de Bruxelles, 83, Maestricht), fundados em 1840 por Mons. Louis-Hubert Rutten, trabalham também em Java. Os Irmãos das escolas de Tilburg, ou Irmãos da caridade de N.-Sra. Mãe da misericórdia (68 Gasthuisstraat, Tilburg, Holanda), estão em Curaçao e no Suriname.
4. Irlanda. Os Christian Brothers, fundados em 1802 por Edmond-Ignace Rice (casa-mãe em Mount St.-Joseph, Cork, Irlanda), têm escolas e colégios na Índia, na China e na África do Sul. Também na Índia os Brothers of St.-Patrick, fundados em 1818 por Mons. Daniel Delany, bispo de Kildare e de Leighlin (casa-mãe em St.-Patrick's Monastery, Tullow, Co. Carlow, Irlanda).
5. No Industão, há a congregação dos Irmãos de São Francisco, alemães na maioria, fundados em 1896 por Mons. Godfroi Pelckmans, O. M. Cap., bispo de Lahore (casa-mãe em Khandwa, Industão).
2° Congregações de religiosas. As religiosas não são menos indispensáveis, e pergunta-se como foi que não se pensou antes nos serviços que elas poderiam prestar. As antigas missões quase as ignoraram por completo. Havia em Goa um mosteiro de religiosas, mas contemplativas. Houve também na América. As primeiras religiosas missionárias que aparecem na história são as ursulinas, vindas ao Canadá em 1639 com a ven. Maria da Incarnação, depois as irmãs de São Paulo de Chartres, que, no século XVIII, estão na Guiana.
Só a partir do século XIX é que o movimento das religiosas para as missões se generaliza. Talvez se deva atribuir essa novidade a uma concepção menos estreita da vida religiosa para as mulheres. Clausura menos rígida, congregações não mais com casas isoladas, mas regidas por uma superiora geral. Foi da França que partiu o movimento. As irmãs de São José de Cluny estão em Bourbon em 1817, as damas do Sagrado Coração entre os selvagens do Missouri em 1818. As irmãs de São Vicente de Paulo, em Constantinopla, em 1839. Desde então há, nas congregações femininas, um verdadeiro entusiasmo.
Em 1923, escreve o P. Arens, pelo menos 190 institutos religiosos femininos trabalham nas missões, entre os quais 6 ordens antigas e 39 congregações missionárias propriamente ditas. Desse número, a França fornece 59, a Itália 18, a Alemanha 17, a Holanda 15, a Bélgica 11, a Irlanda, a Inglaterra e a Espanha, cada uma 6, a Suíça 5, a Áustria 4, a Iugoslávia 1, os Estados Unidos 26, o Canadá 16, o México, a Colômbia e o Chile, cada um 1... Como congregações dedicadas exclusivamente às missões, a França conta 9, a Alemanha 8, a Bélgica e a Itália cada uma 3, a Inglaterra, a Irlanda, a Áustria 2, a Holanda, a Suíça, a Espanha 1, os Estados Unidos 3; o Canadá, a Colômbia e o Chile 2. — Manuel, p. 119. Ver G. Goyau, L'Église en marche, p. 125.
Evidentemente há flutuação nessas estatísticas, pois irmãs de outras nacionalidades se encontram numa congregação francesa e irmãs francesas foram dispersas por países estrangeiros. Mas ao menos dão uma ideia aproximadamente exata do afluxo considerável de irmãs de todos os países, de toda congregação, de toda vocação, contemplativa, docente, hospitaleira, nas missões. Em 1923, contavam-se perto de 13.000.
Eis agora a enumeração rápida das principais entre essas sociedades.
A. Institutos antigos. 1. Beneditinas enclausuradas de N.-Sra. do Monte Calvário (Orléans): Orfanato greco-católico no Monte das Oliveiras. 2. Clarissas (Assis): Jerusalém e Nazaré. Colônias: 3. Carmelitas: francesas, em Belém, Caiffa, Jerusalém, Mangalore, Pondicherry, Saigon, Hué, Phnom Penh, Bui-Chu, Bangcoc, Xangai, Changking (Se-Tchoan), no Tche-kiang, em Antsirabé (Madagascar). Em 1923, 225 religiosas nas missões. 4. Ursulinas. — a) A União Romana, fundada em 1900, tem religiosas nas ilhas gregas, nas Índias orientais inglesas, nas missões indígenas das dioceses de Great Falls e de Hellena (Estados Unidos), no Alasca, na África do Sul. b) As congregações independentes as têm em Java, em Chota-Nagpore (Bengala), entre os negros de Louisville (Estados Unidos). 5. Trapistas de Ulexey (Vosges): N.-Sra. dos Anjos, na diocese de Hakodate.
B. Congregações antigas e modernas. França 1. Religiosas da Mãe de Deus: Egito. 2. Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: em 1923, 90 estabelecimentos na Turquia da Europa e Ásia Menor, Síria, Palestina, Pérsia, China, Egito, Reunião, Madagascar, América e Filipinas. 3. Irmãs de N.-Sra. da Caridade do Bom Pastor (Angers): 550 religiosas no Industão, Indochina, Ceilão, Egito, Transvaal, Síria, Argélia. 4. Irmãs de São José (Le Puy): entre os negros da Flórida. 5. Irmãs de São José de Bourg: entre os negros e os índios dos Estados Unidos. 6. Irmãs de São José de Saint-Jean-de-Maurienne: Índia inglesa. 7. Irmãs de São José de Annecy: Índia inglesa. 8. Irmãs de São José de Tarbes: Coimbatore e Mysore (Índia). 9.
Irmãs de São José de Lyon: Grécia, Cilícia, Síria, Cairo, Alto Egito, Maduré. 10. Irmãs de São Maur (Paris): Estados malaios, Japão. 11. Irmãs da caridade e da instrução cristã de Nevers: Osaka. 12. Dominicanas da Apresentação da Santa Virgem (Tours): Mesopotâmia, missão indígena na Colômbia. 13. Irmãs de São Paulo de Chartres: Guiana francesa, China, Cochinchina, Tonquim, Coreia, Laos, Siam, Filipinas (leprosário de Culion). Entre as 700 religiosas, a metade é indígena. 14. Irmãs da doutrina cristã de Nancy: Argélia. 15. Filhas da Sabedoria (Saint-Laurent-sur-Sèvre): Shiré (África do Sul), Colômbia, Llano Santo Martín (Colômbia), Haiti. 16. Irmãs da instrução cristã, dita de Nossa Senhora da Providência de Portieux (Vosges): Manchúria, Camboja. 17. Irmãs da Providência de Maria (Bourg-Saint-Andéol): entre os índios da diocese de Prince Albert. 18. Irmãs dos SS. Corações de Jesus e de Maria, ou Picpucianas: na Oceania, nas missões dos Padres de Picpus. 19. Damas do Sagrado Coração: Egito, Japão, Xangai; escolas nos Estados Unidos para as negras e as índias. 20. Irmãs de São José de Cluny: África do Norte e África Ocidental, Madagascar, Seicheles, Reunião, Industão, Nova Caledônia, Taiti e Marquesas, Fiji, ilhas Cook, de 500 a 600 missionárias. 21. Irmãs da Imaculada Conceição (Nogent-le-Rotrou): Congo francês. 22.
Religiosas da Sagrada Família (Villefranche-de-Rouergue, Aveyron): Síria e Egito. 23. Irmãs do Santo Nome de Maria, ou Irmãs Maristas: ilhas Fiji. 24. Irmãs de Jesus-Maria: Índia, Tibete, África. 25. Irmãs da Sagrada Família, ditas Irmãs da Imaculada Conceição (Bordeaux): nas missões dos PP. Oblatos: Colombo, Jafna, Basutolândia, Transvaal, Natal, Kimberley, Cabo da Boa Esperança. 26. Fiéis companheiras de Jesus (Paris): missões indígenas do Canadá. 27. Religiosas da Providência (Corenc, perto de Grenoble): Madagascar. 28. Damas de Nazaré (Enghien, Bélgica): Palestina, Síria. 29. Irmãs de São Jacuto (Allaire, Morbihan): missão indígena do Texas. 30. Irmãs de São José da Aparição (Marselha): Egito, Tripolitânia, Síria, Cilícia, Chipre, Esmirna, Birmânia, Palestina, Grécia, Creta, Chio e Bulgária; entre elas 460 religiosas. 31. Religiosas franciscanas da propagação da fé (Lyon-Montplaisir): Lahore (Índias). 32. Irmãs da Imaculada Conceição de Castres (Tarn): Senegâmbia, Gabão, Índias. 33. Religiosas da Assunção (Abadia do Val-Notre-Dame, Bélgica): África inglesa do Sul, Filipinas. 34. Pequenas irmãs dos pobres: China, Índias, Austrália, Nova Caledônia. 35. Filhas da Cruz (Chavanod, Haute-Savoie): Trichinopoly, Nagpore. 36. Irmãs de N.-Sra. de Sion (Paris): Turquia, Bulgária, Egito, Palestina. 37.
Irmãs de N.-Sra. da Compaixão (Marselha): 22 religiosas em Corfu em 1923. 38. Irmãs da instrução caritativa do Santo Menino Jesus de Chauffailles (Saône-et-Loire): Japão. 39. Terceira ordem regular de Maria (Sainte-Foy-lès-Lyon, Rhône), dedica-se exclusivamente às missões dos Padres Maristas: Nova Caledônia, Novas Hébridas, Samoa, ilhas Salomão do Norte e do Sul, Fiji, Wallis e Futuna; total de 118 religiosas europeias e 111 indígenas. 40. Irmãs de N.-Sra. das Sete Dores (Tarbes): Egito. 41. Irmãs franciscanas de Calais: Constantinopla, Áden, Somália. 42. Irmãs de Santa Catarina de Sena (Étrépagny, Eure): entre os negros de Trinidad. 43. Auxiliadoras das almas do Purgatório (Paris): vicariatos apostólicos de Nanquim e de Siensien. 44. Irmãs da terceira ordem de São Francisco da Imaculada Conceição (Marconay, por Lons-le-Saulnier): em Mardin, na Mesopotâmia. 45. Religiosas de Maria Reparadora: ilha Maurícia, Uganda, Madagascar (Fianarantsoa), Síria, Palestina e Egito. 46. Religiosas de N.-Sra. das Missões (Lyon). Dedicam-se exclusivamente às missões: Dacca, Assam, missões indígenas da América setentrional inglesa, Nova Zelândia. 47. Religiosas da Imaculada Conceição de N.-Sra. de Lourdes: Constantinopla. 48. Irmãs da Virgem Fiel, ou de N.-Sra. da Délivrande (Grenoble): Egito. 49.
Irmãs missionárias de N.-Sra. da África, ou Irmãs Brancas (Argel): Argélia, Tunísia, Saara, Sudão, Cabília, Zanzibar, Uganda, Nyanza, Kivu, Urundi, Unyanyembe, Tanganica, Bangwelo, Niassa, Alto Congo. 50. Oblatas de São Francisco de Sales (Perugia): Rio Orange, Grande Namaqualândia. 51. Franciscanas de Santa Maria dos Anjos (Angers): missionárias em Ajmer, nas Índias. 52. Catequistas de Maria Imaculada da Sociedade das Filhas de São Francisco de Sales (Paris): Nagpore, Kumbakonam, Mysore (Índias). 53. Filhas de N.-Sra. do Sagrado Coração (Thuin, Bélgica): Nova Guiné inglesa, Nova Inglaterra, ilhas Gilbert. 54. Irmãs de N.-Sra. dos Apóstolos para as missões africanas (Vénissieux, Rhône): exclusivamente para as missões ligadas à Sociedade das missões africanas de Lyon: Delta do Nilo, Daomé, Benin, Togo, Costa do Ouro, Costa do Marfim, Nigéria. 55. Franciscanas missionárias de Maria: Palestina, Síria, Turquia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Natal, Zululândia, Moçambique, Madagascar, Industão, Ceilão, China, Tibete, Mongólia, Manchúria, Japão, Filipinas. Mais de 1.300 religiosas. 56. Irmãs missionárias do Espírito Santo (Jouy-aux-Arches, Moselle): Camarões. 57. Pequenas servas do Sagrado Coração, missionárias catequistas dos negros (Menton); nas missões das Missões africanas de Lyon. 58. Sociedade das missionárias auxiliares de São Norberto, ao serviço das missões dos premonstratenses (Marselha).
Bélgica 1. Irmãs Agostinianas (Mons): Congo belga (Ubangi). 2. Irmãs da Caridade (Namur): Congo belga, no Kwango. 3. Irmãs do Sagrado Coração de Maria (Berlaer-les-Lierse, Prov. de Antuérpia); no Congo belga (Ouellé). 4. Irmãs da Caridade de Jesus e de Maria (Gand): Lahore, Galle. 5. Irmãs de N.-Sra. de Namur: Congo belga (Kwango), Rodésia, Estado Livre de Orange, Japão. 6. Irmãs de Santa Maria de Namur: Congo belga (Kwango). 7. Irmãs penitentes franciscanas de Herenthals: no Congo belga (Ubangi). 8. Filhas da Cruz (Liège): nas Índias (Bombaim, Poona, Damão), Calcutá; Congo belga (Catanga). 9. Canonesas missionárias de Santo Agostinho (Lovaina): Trichinopoly, Madras, Cochim, Quilon, Filipinas, Congo belga (Matadi, Leopoldville, Nova Antuérpia); Natchez (Estados Unidos). 10.
Dominicanas missionárias do Rosário (Ohain, Brabante): Congo belga (Alto Ouellé). 11. Beneditinas missionárias (Lophem-lez-Bruges): Congo belga (Catanga). 12. Irmãs de Marie-de-Pesches (Couvin), para o Congo belga (Matadi). 13. Dominicanas de Santa Catarina de Sena (Bruges), para o Congo belga (Ouellé). 14. Damas de Maria, para as missões da China (Honan, Kaifeng).
Holanda 1. Penitentes-Recoletas (Dongen): Sumatra. 2. Irmãs de Maria e José (Bois-le-Duc): vicariato apostólico de Jehol (China). 3. Penitentes (Recoletas de Etten): Bornéu. 4. Irmãs da Companhia de Jesus, Maria, José (Bois-le-Duc): Madras, Celebes, nas Índias, além de dois noviciados de irmãs indígenas com 38 irmãs. 5. Irmãs franciscanas de Roosendaal: Curaçao, Suriname. 6. Irmãs hospitaleiras da terceira ordem de São Francisco (Breda): Curaçao. 7. Irmãs da caridade de N.-Sra. da Misericórdia (Tilburg): Sumatra e Suriname. 8. Franciscanas da penitência e da caridade cristã (Heijthuizen, perto de Roermond): Índias orientais holandesas e missões indígenas de Dakota. 9. Irmãs da caridade de Schijndel: Curaçao. 10. Irmãs da caridade de São Carlos Borromeu (Maastricht): Java. 11. Irmãs dominicanas (Voorschoten): Curaçao. 12. Irmãs franciscanas de Veghel: Bornéu. 13. Irmãs franciscanas de Heerlen: vicariato apostólico de Luanon (China). 14. Franciscanas missionárias holandesas de Santo Antônio (Asten, Brabante do Norte): em 1923 ainda não tinham missão. 15. Ursulinas de Bergen: vicariato apostólico do Alto Nilo. 16. Franciscanas de Oudenbosch: Suriname. 17. Franciscanas de Bennebroek: Padang (Sumatra). 18. Franciscanas de Breda: Padang. 19. Pobres irmãs do Menino Jesus de Amsterdã: Banka e Billiton.
Alemanha 1. Instituto das Damas Inglesas da S.-Virgem (Munique-Nymphenburg): Allahabad, Patna (Índia) e Romênia. 2. Irmãs da caridade de São Carlos Borromeu (Trebnitz): Palestina, Síria e Egito. 3. Pobres irmãs de N.-Sra. da instrução cristã (Munique): negros do Canadá e de Porto Rico. 4. Pobres franciscanas da adoração perpétua (Olpe, na Westfália): índios e negros dos Estados Unidos. 5. Franciscanas de São Jorge Mártir (Thuine, Hanôver): Japão (Hokkaido). 6. Irmãs da terceira ordem de São Francisco (Saint-Joseph's Convent, Milwaukee, Estados Unidos; na Alemanha, Marienheim, Erlenbad, Achern, Baden): negros e índios dos Estados Unidos. 7. Irmãs missionárias do Precioso Sangue (Neuenbeken, perto de Paderborn): Natal, Griqualândia, Rodésia, Zanzibar, Congo belga (Nova Antuérpia). 8. Irmãs missionárias beneditinas (Tutzing, Alta Baviera): Bulgária, Filipinas, África Oriental, África do Sul, África do Sudoeste. 9. Irmãs do Divino Salvador, ou Salvatorianas: antigamente no Assam, hoje na China (Foochow). 10. Congregação das Servas do Espírito Santo (Steyl, Holanda): Chan-tung meridional, Japão, Sonda, Nova Guiné oriental, pequenas ilhas do Paraguai, Filipinas, entre os negros dos Estados Unidos (missões dos Padres de Steyl). 11. Irmãs palotinas: Cabo da Boa Esperança central, negros e índios de Honduras britânico. 12. Irmãs missionárias do Sagrado Coração (Hiltrup, perto de Münster, Westfália): Nova Inglaterra. 13. Irmãs dominicanas (King William's Town, África austral inglesa) — três ramos: Bulawayo (Rodésia), Oakford (Natal), Newcastle (Natal). 14. Clarissas missionárias da Imaculada Conceição (Santarém-Pará, no Brasil, e Münster, na Westfália): missões indígenas na prelatura de Santarém.
Suíça 1. Congregação da Divina Providência (Baldegg, cantão de Lucerna): Dar-es-Salaam. 2. Irmãs ensinantes da Santa Cruz (Menzingen, cantão de Zug): África do Sul, Quilon (Índia), Araucânia (Chile). 3. Instituto das Irmãs da Caridade da Cruz (Ingelbohl, cantão de Schwyz): Patna, Bettiah (Índias inglesas), Bulgária, Bósnia, Romênia. 4. Irmãs de São José, dominicanas da terceira ordem (Ilanz, cantão dos Grisões): Foochow (China). 5. Franciscanas missionárias de Maria Auxiliadora (Cartagena, Colômbia): missão indígena da Colômbia, e negros do Brasil.
Áustria 1. Filhas da Divina Caridade (Viena): Bósnia. 2. Religiosas servas de Maria (Stübing, Estíria): Suazilândia (África do Sul). 3. Sociedade das Irmãs missionárias da Rainha dos Apóstolos (Viena): missões da Índia.
Iugoslávia Filhas da Caridade cristã (Zagreb): Turquia, Bulgária, Sérvia, Albânia.
Polônia 1. Religiosas consagradas à obra da União das Igrejas: Beneditinas missionárias, 1917 (Kowel, Volínia). Irmãs Josefinas, 1882 (Lwów). Missionárias da Sagrada Família, 1906 (Varsóvia). Irmãs da Providência (Bubno). Irmãs apostolinas do Coração eucarístico de Jesus. Irmãs maristas, 1854 (Lwów). Missionárias do bem-aventurado André Bobola (Olyka), etc. 2. Missões entre os infiéis: Ursulinas do Coração de Jesus, Sieradz. Irmãs servas de N.-Sra. (Starawies), missão na Rodésia do Norte.
Itália 1. Irmãs da Caridade de Verona, ditas Irmãs canossianas: Índia, China, Allahabad, Cochim, Damão, Goa (Índia). 2. Irmãs do Cottolengo (Turim): Palestina, Quênia (África ocidental). 3. Congregação das Irmãs da caridade da ven. Bartolomeia Capitanio de Lovere (Milão): Birmânia oriental, Mangalore. 4. Filhas de Santa Ana (Florença): Áden, Eritreia, Calcutá. 5. Adoradoras do Precioso Sangue (Roma): Bósnia. 6. Instituto das Pobres Filhas das SS. Chagas (Florença): Albânia. 7. Piedosas reparadoras, ditas Damas de Nazaré (Milão): Birmânia oriental. 8. Instituto da terceira ordem das Irmãs de São Francisco, missionárias do Sagrado Coração (Gemona, Udine): Turquia da Europa. 9. Franciscanas missionárias do Egito (Roma): Egito, Palestina, Trípoli, China. 10. Filhas de Maria Auxiliadora (Nizza Monferrato): Colômbia, Patagônia, Mato Grosso, Equador, Magalhães, Índias, China, Palestina (missões dos PP. Salesianos). 11. Irmãs franciscanas da Imaculada Conceição (Roma): negros da diocese de Savannah, Coptas do Egito. 12. Piedosas mães do país dos negros, missionárias da África central (Verona): Egito, Sudão, Uganda, Eritreia. 13. Irmãs reparadoras servas de Maria (Adria, Rovigo): Prelatura do Alto Acre e Purus (Brasil). 14. Clarissas franciscanas do Santíssimo Sacramento (Bertinoro, prov. de Forlì): Agra (Índia), Brasil. 15. Irmãs missionárias zeladoras do Sagrado Coração (Roma): Anatólia. 16.
Instituto das missionárias da Consolata de Turim: Quênia, Kaffa (África oriental). 17. Oblatas beneditinas: Kandy (Ceilão). 18. Irmãs de Santa Teresa: Síria. 19. Irmãs da Caridade de Ivrea: Palestina.
Espanha 1. Irmãs da Imaculada Conceição (Barcelona): em Fernando Pó. 2. Franciscanas da Imaculada Conceição (Barcelona): Marrocos. 3. Dominicanas: Indochina, Formosa, Filipinas. 4. Franciscanas de N.-Sra. do Bom Conselho: Marrocos.
Inglaterra 1. Irmãs do Santo Menino Jesus (St. Leonard's-on-Sea): Malaca. 2. Irmãs de Nazaré (Londres): Cabo da Boa Esperança ocidental e oriental, Kimberley, Natal e Transvaal. 3. Irmãs franciscanas (Mill Hill, Londres): missões entre os negros dos Estados Unidos; Alto Nilo. 4. Irmãs da Pequena Companhia de Maria (Londres): vicariato apostólico do Cabo da Boa Esperança oriental. 5. Irmãs de São José (Manchester): Bornéu britânico. 6. Irmãs dominicanas (Cidade do Cabo): vicariato apostólico do Cabo da Boa Esperança ocidental.
Irlanda 1. Instituto Notre-Dame, ou Congr. das Irmãs de Loreto, ou Instituto das Damas Inglesas B. M. V. (Dublin): Transvaal, Allahabad, Calcutá, Assam, Simla (Índia), Zanzibar, Maurícia. 2. Irmãs da Apresentação (Cork): Madras. 3. Irmãs da Caridade (Dublin): Kimberley, Transvaal. 4. Irmãs dominicanas (Port Elizabeth, prov. do Cabo, África do Sul): vicariato apostólico do Cabo da Boa Esperança oriental. 5. Irmãs missionárias de São Columbano (Cahircon): fundadas em 1922, para as missões da China. 6. Irmãs de São João de Deus: nas missões de Beagle Bay (Austrália setentrional).
Canadá Várias congregações, que o P. Arens enumera, trabalham no local, entre os negros e os índios. Indicamos apenas as que enviam seus membros para fora, ou para os vicariatos do Noroeste. 1. Hospitaleiras da misericórdia de Jesus, Agostinianas (Hospital geral de Quebec): Durban (Natal). 2. Irmãs grises (Montreal): índios e negros do Canadá. 3. Irmãs de Santa Ana (Lachine); índios das dioceses de Montreal, Victoria, Vancouver, e os vicariatos apostólicos do Alasca e do Yukon. 4. Irmãs missionárias da Imaculada Conceição (Montreal); Cantão (China), e missões chinesas de Montreal, de Vancouver e das Filipinas. 5. Irmãs de N.-Sra. dos Anjos (Sherbrooke): em 1923, Kweiyang, na China.
Estados Unidos Numerosas pequenas congregações trabalham nos Estados Unidos entre os negros e os índios. É inútil assinalá-las aqui. O P. Arens enumera mais de 30. Retemos apenas as que enviam seus membros para fora da União. 1. Irmãs de Loreto, ao pé da Cruz (Loreto, Nerinckx, Kentucky): Han-Vang (Hou-pé, China), desde 1901. 2. Irmãs da Providência (St. Mary of the Woods, Indiana): Kaifengfu (Honan, China). 3. Irmãs terciárias franciscanas (Syracuse, N.Y.): ilhas Havaí. 4. Irmãs missionárias dominicanas (Maryknoll): China, e japoneses das dioceses de Los Angeles e Seattle. 5. Irmãs de São Francisco (Allegany): Jamaica. 6. Irmãs da Cruz (Indiana): Dacca (Índias).
II. O pessoal indígena. Uma missão não estará solidamente estabelecida, não se tornará uma Igreja verdadeiramente fundada, autossuficiente sem o socorro de países estrangeiros, a não ser que encontre no local os elementos de vida e de progresso de que necessita, isto é, recursos financeiros para sua vida material, e sobretudo homens para suas diversas obras, antes de tudo se possuir um clero indígena. Por isso os papas, e muito especialmente Benedito XV e Pio XI, a Propaganda, os sínodos de missão impulsionaram energicamente a formação desse clero. Grandes progressos foram realizados nos últimos tempos. Bispos indígenas foram criados recentemente nas Índias, na China, no Japão. Outros o serão em breve na Indochina, e sem dúvida também mais tarde na África, na Oceania, primícias de Igrejas indígenas que deverão, o mais rapidamente possível, bastar-se a si mesmas.
De outro ponto de vista, os missionários europeus, ainda que seu número aumentasse rapidamente, não poderiam bastar às necessidades cada dia crescentes do apostolado e das Igrejas que não basta fundar, mas que é preciso administrar e cultivar. Podem-se ver nas encíclicas as outras razões apresentadas pelos sumos pontífices: a língua que os indígenas falam naturalmente melhor, por consequência a maior inteligência da mentalidade do povo, os preconceitos nacionalistas, etc.
I. O CLERO INDÍGENA. 1° Territórios confiados ao clero indígena. — 1. Índia. É preciso separar as dioceses do Padroado, Goa, Cochim, Meliapour, e a antiga diocese de Damão — ou Damaun, onde todo o clero é de origem indiana, mas onde os bispos são e permanecerão portugueses (Convenção de 1928 entre Roma e Lisboa). Do mesmo modo as velhas Igrejas siro-malabares, que, essas, têm ao mesmo tempo o clero e o episcopado.
a) Dioceses do Padroado: Goa, episcopado desde 1533, arcebispado em 1558, patriarcado em 1886 — Cochim, episcopado em 1558 — Meliapour, episcopado em 1600 — Damão, 1886, suprimido em 1928.
b) Dioceses siro-malabares: Ernaculam, vicariato em 1896, arquidiocese em 1923; — Changanacherry, 1896, diocese em 1923 — Malabares — Kottayam, 1887 — Trichur, 1887.
c) Dioceses indígenas de rito latino: Tuticorin, erigida em 1923; Mangalore, diocese em 1886, confiada ao clero indígena, mas em 1923 só teve seu titular em 1927.
2. China (situação em 1926). 1926. Vicariato de Fen-Yang (Chansi): Mons. Aloys Ch'en, O. S. F. 1926. Vicariato de Hai-men (Kiangsu): Mons. Simon Tsu, S. J. 1926. Prefeitura de Puchi (Hupé): Mons. Odoric Ch'eng, O. S. F. 1926. Vicariato de Siuen-hoa (Tcheli): Mons. Philippe Tchao, secular, 1902. 1926. Vicariato de Taichow (Tchekiang): Mons. Jos. Hou, lazarista. 1926. Vicariato de Lihsien (Tcheli): Mons. Melchior Suen, lazarista. Um novo vicariato, Tsining (Mongólia), e uma prefeitura, Tchao-Suen (Tcheli), foram criados em 1929.
3. Japão. Diocese de Nagasaki, entregue ao clero indígena em 1927: Mons. Hayasaka.
2° Sacerdotes indígenas. Deixando de lado as Filipinas, onde hoje se contam entre 800 sacerdotes indígenas (Arens, p. 108), e os 10.000 sacerdotes de ritos orientais, calculou-se que de 1913 a 1918 e a 1923, o número de sacerdotes seculares nos países de missão passou de 3.118 a 3.581 e a 4.095. A isso seria preciso acrescentar os sacerdotes religiosos. Em 1928, o anuário de Zikawei registrava para a China 1.860 sacerdotes estrangeiros e 1.271 indígenas.
Nas Índias, incluindo Ceilão e a Birmânia, em 1927, havia 1.973 sacerdotes indianos contra 1.292 estrangeiros. Entre os padres das Missões estrangeiras da Indochina, o número de indígenas é superior, 392 contra 248. No Japão, não é senão de 44 contra 162. Na Coreia, nos antigos vicariatos de Taikou e de Seul, há 62 sacerdotes coreanos, e apenas 44 europeus; as outras missões são demasiado jovens ainda para ter clero indígena. Em suma, o aumento é lento, mas contínuo (Zeitschrift für Missionswissenschaft, 1928, p. 231, 237, 245, 248).
Na África, há 38 sacerdotes indígenas nas missões dos Padres do Espírito Santo, algumas unidades entre os Padres das Missões de Lyon, 67 entre os Padres Brancos (ibid., p. 156). Os capuchinhos têm 73 em suas missões da África. Começos de clero indígena aparecem em Madagascar, na Oceania, em Java.
3° As congregações indígenas de sacerdotes missionários. Ainda só as há nas Igrejas de rito oriental.
1. Os Antonianos, que parecem remontar a Santo Antão eremita, cujas constituições foram aprovadas em 1732 e que se dividem em várias congregações: a) Congregação caldeia de Santo Hormisdas, fundada em 1808 pelo P. Gibrail-Denbon, Mossul: 70 religiosos. b) Congregação de Santo Efrém, fundada em 1668, reformada em 1898; convento principal, Charfé, no Líbano, com seminário patriarcal. c) Congregação maronita de Alepo, fundada em 1695, aprovada por Clemente XII em 1732, dividiu-se em duas em 1770: a congregação de Alepo e a congregação dos Baladitas; Alepo tem cerca de 120 monges. d) Congregação maronita, dos Baladitas: cerca de 700 monges. e) Congregação maronita de Santo Isaías, fundada em 1700, aprovada por Clemente XII em 1732: cerca de 250 religiosos em 1925.
2. Os basilianos, fundados por volta de 360 por São Basílio, sobretudo para a vida contemplativa, ocupam-se também do ministério paroquial. Os basilianos melquitas formam 3 congregações: a) A congregação do Santíssimo Salvador, fundada em 1687 (1711), por Aftimos e Sayii, bispo de Tiro e Sidon; convento do Santíssimo Salvador, perto de Saida, com 100 a 200 religiosos. b) Os Soaritas de Choueir, fundados em 1697 pelos monges Gerasimus e Soleiman, convento de São João Batista de Choueir, perto de Beirute: em 1922, 129 religiosos, dos quais 115 padres. c) Os Alepinos, separados dos precedentes em 1829: em 1927, 47 padres e 18 irmãos.
3. Mequitaristas, "para o progresso religioso e intelectual da Armênia" (Ver art. Mequitaristas).
4. Servos da Imaculada Conceição. Fundados por Pierre Charischaiaranti, antes do fim do século XIX. Igreja de N.-Sra. de Lourdes, Feri-Keui, Constantinopla; antes da guerra, 21 religiosos; ocupam-se dos cristãos georgianos na Rússia, em Constantinopla e na Albânia.
5. Congregação de Santo Efrém. Fundada em 1886 por uma reforma da Congregação síria de Santo Efrém, por Ignace G. Scelhot, patriarca dos sírios católicos, para a formação de um clero indígena e a conversão dos sírios jacobitas (residência generalícia, Mardin, Mesopotâmia); cerca de 20 padres.
6. Sociedade dos missionários de São Paulo da Igreja melquita unida, para a pregação e as missões populares, fundada em 1903 por Mons. Moaggad; Harissa, perto de Jounié, Líbano; em 1923, 9 religiosos; missões: Hauran, Egito, Jordânia oriental.
7. Índias inglesas. Terceira ordem regular dos carmelitas descalços, Malabar. Fundada em 1831 pelo P. Thomas Palakal e o P. Thomas Porukara (Mannanam, Travancore), ministério paroquial; em 1927, 158 professos nas dioceses de Cochim, Mangalore, Trichur, Ernaculam, Changanacherry e Kottayam. Rito siro-malabar.
8. Na diocese de Verapoly, a Terceira ordem do Monte Carmelo, uma vintena de religiosos, é de rito latino.
Os sumos pontífices convidam as Igrejas da Ásia e de outros lugares a fundar sociedades religiosas estritamente indígenas. Nesse espírito foi tentada uma adaptação da regra cisterciense à vida anamita na Trapa de N.-Sra. do Anam (1918), no vicariato de Hué. Na China, no vicariato de Siuen-hoa, perto de Pequim, acaba de fundar-se uma congregação de sacerdotes chineses, "Os discípulos de Nosso Senhor", com vistas à propagação da fé entre os chineses.
II. OS AUXILIARES INDÍGENAS. 1° Congregações indígenas de irmãos. — Os serviços que prestam os irmãos estrangeiros não poderiam também ser prestados por indígenas? A ideia de fundar congregações no local, análogas às de nossos irmãos docentes da França, da Bélgica e de outros lugares, só podia surgir espontaneamente no pensamento dos missionários. Havia ali ainda um meio de favorecer os desejos de vocação que germinavam na alma dos jovens. Na verdade, eles podiam muitas vezes encontrar com que se satisfazer seja nas congregações europeias de irmãos, seja nos institutos de padres como irmãos servidores. Mas tentou-se outra coisa, congregações estritamente indígenas. As tentativas não foram frutuosas. As congregações assim esboçadas não conseguiram manter-se. Sem dúvida faltou-lhes ter superiores capazes de governar. As que subsistem têm apenas um número restrito de membros.
1. Índia 1850. Irmãos de N.-Sra. das Sete Dores, em Trichinopoly. Extinta por falta de membros. 1864. Irmãos de São José, Jalna, 53 membros em 1923. 1889. Irmãos de São Francisco de Assis, Bellary (Madras). 1896. Irmãos franciscanos, Colombo, extinto em 1923. 1893. Irmãos da Imaculada Conceição, em Mysore. 1909. Irmãos do Sagrado Coração, em Palamcottah, Maduré: 54 em 1923, 70 em 1928. ? Irmãos da Terceira Ordem de São Francisco, Allahabad, Agra, Lahore. ? Dieudonnés, Trichinopoly, 12 em 1928. ? Irmãos de Santa Teresa, Verapoly, 3 irmãos em 1917. ? Irmãos do Sagrado Coração em Coimbatore, 3 irmãos em 1917.
2. China 1891. Irmãos de São Paulo, Cheng-ting-fu, no Tcheli. Ensino, 31 em 1923. 1911. Irmãos do Sagrado Coração, Sungshuitze, Mongólia; 15 no vicariato de Jehol. Em 1857, no antigo vicariato de Kiangnan, Mons. Languillat tentara fundar a Congregação de São José, que foi dissolvida em 1878; alguns de seus membros entraram na Congregação dos irmãos catequistas da Mãe de Deus, fundada por Mons. Garnier. Essas tentativas não tiveram continuidade.
3. África Missões dos PP. do Espírito Santo: Landana, Loango, Gabão, Irmãos de São Pedro Claver, de 25 a 30. Missões dos PP. Planes, Alto Congo.
Uma congregação foi tentada em 1913 por Mons. Huys. O anuário do Congo, de M. Connan, p. 114, indica apenas 4 irmãos. Em 1915, em Madagascar, Tananarive, os Irmãos de São Francisco Xavier foram fundados pelo P. Delom, 12 em 1928. Em Fianarantsoa, Mons. Givelet fundou os Irmãos de São José, 10 em 1923.
4. Oceania Nas ilhas Fiji, os Pequenos Irmãos de Maria, 20 em 1923. No V. A. da Papuásia, os Irmãos oblatos, 3 em 1923.
2° Congregações de irmãs indígenas. Qualquer que seja a causa, são muitíssimo mais numerosas as religiosas indígenas. Elas também se dividem em duas categorias. Umas entram nas congregações europeias; o número é bastante elevado, mas difícil de avaliar, pois as estatísticas nem sempre separam as irmãs indígenas das irmãs europeias. Notamos, porém, por exemplo, na estatística do vicariato de Nanquim, números como estes: 21 carmelitas (14 indígenas); 150 auxiliadoras do Purgatório (74 indígenas); 73 irmãs de São Vicente de Paulo (42 indígenas); 24 pequenas irmãs dos pobres (4 indígenas). Em Maduré: 39 filhas da Cruz (21 indígenas), 35 canonesas missionárias (11 indígenas); etc.
Outras formam congregações independentes. O número de membros destas últimas, não contando as virgens que se encontram em várias missões, era ao fim da guerra de cerca de 9.500, das quais 200 em país pagão. Desde 1914 houve um desenvolvimento considerável dessas congregações, que em 1923 contavam 11.158 irmãs indígenas nas missões pagãs, das quais 222 na Ásia, 966 na África, 694 nas duas Américas, 273 na Oceania e nas Filipinas. Havia em particular 3.513 na Indochina, 2.730 na Índia inglesa, 2.281 na China. O número de congregações era igualmente em 1923 de 110, das quais 35 para a Índia e Ceilão, 6 para a Indochina, 21 para a China, 3 para o Japão, 21 para a África, 4 para a Oceania, 3 para os Estados Unidos, 1 para os Balcãs e a Grécia, 13 no Oriente.
Essas congregações são quase todas diocesanas ou localizadas num distrito (mesmo na Indochina, onde há apenas 6 congregações para 3.513 religiosas), e por consequência as congregações são muito numerosas. Embora as religiosas tenham o mesmo nome e sigam a mesma regra, cada casa forma um todo distinto. Talvez as superioras não tenham as qualidades requeridas para governar grupamentos tão vastos. Pela mesma razão, parece, certas congregações indígenas têm à sua frente superioras europeias. Seja como for, essas irmãs indígenas são auxiliares muito úteis para as missões, levando quase a vida simples das mulheres indígenas, com a diferença apenas do nível moral a que as eleva sua formação.
Eis agora, segundo o P. Arens, o quadro das principais congregações indígenas que se contam no momento.
1. Balcãs e Grécia. — Irmãs eucaristinas, fundadas em 1887-1888 pelo P. Joseph Alloatti, C. M.; antes da guerra, cerca de 30 religiosas entre os búlgaros católicos da Macedônia. Servas do Menino Jesus, Sarajevo, fundadas em 1891 por Mons. Stadler, arceb. de Sarajevo; cerca de 150 religiosas em 1918, na Bósnia. Irmãs georgianas da Imaculada Conceição, Constantinopla, fundadas em 1864 pelo P. Carischiaranti; antes da guerra, cerca de 15 religiosas entre as georgianas católicas de Constantinopla.
2. Oriente. Irmãs armênias da Imaculada Conceição, Pera, Constantinopla, fundadas em 1852 por Mons. Antoine Hassoun, arcebispo de Constantinopla; antes da guerra, cerca de 20 religiosas entre os católicos armênios. Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, ou irmãs mariamitas, formadas em 1874 pela fusão das Pobres Filhas do Sagrado Coração, fundadas em 1848 pelo P. Ricadonna, S. J., e das Mariamitas, fundadas pelo P. Raymond Estève, S. J. (Beirute); em 1927, a congregação contava na Síria 213 irmãs e 26 novicas em 39 conventos. Irmãs árabes do Santo Rosário (Jerusalém); fundadas em 1880 por dom Joseph Tannous, chanceler do patriarcado latino; na Palestina, sobretudo na Transjordânia. Terciárias dominicanas, Mossul; fundadas em 1913 pelos PP. dominicanos franceses, para a Mesopotâmia. Irmãs da Visitação, no Líbano. Irmãs maronitas da Sagrada Família. Carmelitas. Irmãs de Santo Efrém (Beirute), fundadas pelo patriarca, Mons. Bahmani, ligadas aos antonianos de Santo Efrém. As Antonianas de Alepo, cerca de 40 irmãs, ligadas à congregação dos padres maronitas de Alepo. Dois conventos de Antonianas baladitas, cerca de 20 religiosas, ligados à congregação maronita dos baladitas. Um convento enclausurado de 30 religiosas basilianas, dependente da Congregação do Santíssimo Salvador, perto de Saida. Dois conventos enclausurados, cerca de 50 religiosas, dependentes da Congregação dos Soaritas de Choueir (perto de Beirute). Dois conventos enclausurados, cerca de 30 religiosas, dependentes dos Alepinos, perto de Beirute.
3. Índia inglesa. — As congregações indianas estão agrupadas segundo a diocese de origem. Lahore. — a) Irmãs da terceira ordem de São Francisco (Maryabad, Lahore), fundadas em 1922 pelos capuchinhos. Nas dioceses de Lahore, Meliapour, Agra, Allahabad, Hyderabad, Patna; cerca de cem religiosas. b) Ajmer. — Irmãs missionárias de Ajmer; em 1921, 14 religiosas. As Prabhudasi, diocese de Ajmer, em 1921, 16 religiosas. c) Krishnagar. Irmãs catequistas da Imaculada Conceição, fundadas por Mons. Santino Taveggia, das Miss. estr. de Milão, dioc. de Krishnagar: em 1923, 3 novicas. d) Calcutá. Filhas de Santa Ana (Ranchi), fundadas em 1897 por Mons. Goethals, S. J., arcebispo de Calcutá; em 1923, 61 religiosas. e) Meliapour. Irmãs de N.-Sra. do Bom Socorro; em 1923, 78 religiosas. f) Madras. — Irmãs de Santa Ana (Boyapuram); fundadas em 1863 por Mons. John Fennelly, vic. ap. de Madras; 155 membros em 1926, nas dioceses de Madras, Hyderabad e Mysore. Irmãs de São Francisco de Assis (Phirangipuram, Guntur District), fundadas em 1882 pelo P. Theodore Diekmann, de Mill Hill; 51 religiosas em 1926. Irmãs de São Francisco Xavier (Bellary), fundadas em 1896, 30 religiosas em 1926. Irmãs da terceira ordem de São Francisco (Vepery, Madras); fundadas em 1884, 21 religiosas em 1926. Irmãs da Imaculada Conceição, Boyapetta (Madras), em 1925, 6 religiosas. g) Pondicherry. — Carmelitas, dois conventos no arcebispado. de Pondicherry: o de Pondicherry, fundado em 1748 pelo P. Cœurdoux, S. J., 19 professas em 1926; o de Karikal, fundado em 1886 pelo P. Benevier, das M. E. de Paris, 16 religiosas em 1926. Irmãs de São Luís de Gonzaga (Pondicherry); fundadas na segunda metade do século XVIII, para educar as crianças de boa casta, provavelmente pelo P. Ansaldo, S. J.; em 1926, 53 religiosas. Irmãs do Santíssimo Coração de Maria (Pondicherry): fundadas em 1814 pelo P. Dupuis, das M. E. de Paris; em 1926, 250 religiosas nas dioceses de Pondicherry, Kumbakonam, Quilon e Madras.
h) Mysore. — Irmãs de Santa Ana, sob a direção das irmãs do Bom Pastor de Bangalore (Mysore); em 1926, 87 religiosas. Madalenas; também sob a direção das irmãs do Bom Pastor; em 1926, 42 religiosas.
i) Coimbatore. Irmãs da Apresentação (Coimbatore); fundadas em 1860 pelo P. J. Bavel, das M. E. de Paris; em 1926, 54 irmãs.
j) Trichinopoly. — Irmãs de N.-Sra. das Sete Dores (Trichinopoly): fundadas em 1854 pelo P. Pietro Mecatti, S. J.; 183 irmãs em 1928. Espalharam-se na Birmânia. Irmãs de Santa Ana (Trichinopoly); fundadas em 1865, congregação de viúvas, compreendendo 3 categorias: as irmãs propriamente ditas, 104 em 1923; as que não receberam instrução e não trouxeram dote, saem duas a duas para visitar os moribundos e batizar as crianças, e cuidar dos doentes; por fim as servas que fazem os trabalhos ordinários, 105 religiosas em 1928. Irmãs indianas de Maria Imaculada, outrora as Béates (Panjampatti); fundadas em 1898 pelo P. Larmey, S. J., 62 em 1928. Fazem apenas votos privados, mas vivem em comunidade; pertencem à casta dos vanniars. Irmãs auxiliares da diocese de Trichinopoly, sob a direção das canonesas de Santo Agostinho; em 1923, 4 religiosas.
k) Mangalore. Irmãs terciárias do Carmelo apostólico (Mangalore), fundadas por Mons. Marie-Éphrem Garrelon, carmelita, vic. ap. de Mangalore, 1870. Trabalham nas dioceses de Mangalore, Bombaim, Calicute, Trincomali; têm em Mangalore um colégio-universidade de primeira categoria para as jovens indianas (Santa Agnes), 134 religiosas em 1925. Carmelitas do segundo ordem (reforma de Santa Teresa) em Mangalore-Kankanady, fundadas em 1870 por Mons. Marie-Éphrem Garrelon, 21 religiosas, quase todas indígenas em 1926. Ursulinas (Mangalore) fundadas em 1887 pelo P. Stein, S. J.: 21 religiosas catequistas em 1923; vivem em suas famílias.
l) Quilon. — Irmãs terciárias de N.-Sra. do Carmo, também chamadas Carmelo apostólico, compreendem 5 estabelecimentos na diocese de Quilon (Trivandrum), de Changanacherry, de Ernaculam, de Verapoly, de Coonemao, de Trichur (Ampalacad), 1907. Mais de 600 religiosas em 1920.
m) Dioceses siro-malabares. — Irmãs terciárias de Santa Clara, em Trichur; em 1920, 33 religiosas; em Changanacherry, em 1920, 92 religiosas. Irmãs da Adoração do Santíssimo Sacramento, em Changanacherry; em 1926, 83 religiosas. Irmãs da terceira ordem da Visitação, em Kottayam, em 1926, 39 religiosas. Irmãs da Sagrada Família, em Trichur; em 1926, 41 religiosas.
4. Ceilão. — Irmãs de São Francisco Xavier, sob a direção das irmãs do Bom Pastor. Em 1926, 170 religiosas em Colombo, e 18 em Kandy. Irmãs de São Pedro, ou da Imaculada Conceição, na diocese de Colombo; fundadas em 1862 por Mons. Bonjean, filiadas à congregação das irmãs da Sagrada Família de Bordeaux, e dirigidas por elas; 193 religiosas em 1926, em 34 conventos. Na diocese de Jafna, 79 irmãs em 1926. As irmãs dos Santos Anjos (Galle); fundadas em 1900. Em 1926, 40 religiosas.
5. Indochina. — Filhas de Maria (na Cochinchina) ou As Amantes da Cruz (Toulon); fundadas em 1672 por Mons. Pierre de la Motte-Lambert; estão espalhadas por toda a Indochina e divididas em congregações diocesanas, independentes, sob a direção de uma superiora local. Não fazem votos. Em 1917, 79 conventos, com 2.526 membros. Crescem rapidamente, e eram em 1923, 2.700 ou 2.800. Irmãs de São Francisco Xavier (Bassein); fundadas em 1857 por Mons. Cardot, vic. ap. da Birmânia meridional, sob a direção das Irmãs de São José da Aparição, 55 religiosas em 1926. Pequenas Irmãs de São Miguel, fundadas por volta de 1906 pelo P. Jean-Marie Martin, do Seminário das missões estrangeiras de Paris, vic. ap. de Phat-Diem; 20 religiosas em 1915. Irmãs catequistas de São Francisco de Assis: fundadas em 1922 por Mons. Foulquier, na Birmânia setentrional; 12 religiosas em 1923. Béates da terceira ordem de São Domingos, nas missões do Tonquim, sob a direção dos dominicanos; 600 em 1918; crescem rapidamente. Irmãs auxiliares das Irmãs da Providência de Portieux, no Camboja; 211 em 1918, 240 em 1923.
6. China. — Houve na China uma quarentena de congregações indígenas, mas em geral pouco importantes. Agrupamos as principais por regiões e províncias. a) Primeira região. — a. Manchúria. — Sociedade do Sagrado Coração de Maria, fundada em 1913, no V. A. de Mukden. Em 1923, cerca de 190 membros (Arens), apenas 39 em 1921 segundo outra fonte. Religiosas do Sagrado Coração de Maria, Siaopakiatze, por Changchum, no V. A. de Kirin; fundadas em 1858 por Mons. André Boyer, M. E.; em 1923, 110 religiosas, novicas e postulantes. b. Mongólia. — Instituto da Imaculada Conceição; fundado em 1881, no V. A. de Jehol, contava 200 membros em 1923 segundo Arens; segundo outros, 113. Irmãs do Sagrado Coração, Kaokiayntze, perto de Siwantze; 48 em 1923. Irmãs dinamarquesas de Soei-yuen; fundadas há mais de 50 anos. Em 1921, 84. c. Tcheli. — Josefinas de Tcheng-ting (Tcheli S.O.); fundadas em 1872 por Mons. Tagliabue, C.M.; em 1923, 120 irmãs. Uma filial em Wel-Loei-fu (11 membros em 1921). Outra no Honan N., em Tchen-chow, 21 em 1923. Josefinas de Pequim, fundadas em 1872 por Mons. Louis-Gabriel Delaplace, C. M., 70 religiosas em 1923, no V. A. de Pequim, 1908. Daí se propagaram como congregações diocesanas em Pao-ting-fu (Tcheli central), 39 em 1923; em Tientsin, 16 em 1923; em Yong-ping-fu (Tcheli oriental), onde Mons. Ernest François Geurts lhes deu o nome de Filhas da Imaculada Conceição; 32 em 1923. Associação da Apresentação, no V. A. de Sienhsien (Tcheli S.E.), fundada em 1908 por Mons. Maquet, S. J., à imitação da de Xangai. b) Segunda região. a. Chen-si. — Irmãs da doutrina cristã, no V. a. de Hantchong (Chen-si meridional); em 1924, 30. Congregação do Preciosíssimo Sangue; V. A. de Hantchong, 10 irmãs em 1924. b. Chantong. — Obladas da Sagrada Família, em Yen-tcheou-fu; fundadas em 1910; em 1925, 41 religiosas. Uma filial em Sin-yang (Honan S. E.). c. Chansi. Virgens da doutrina cristã, no V. A. de Tai-yuen-fu; fundadas em 1924, umas vinte irmãs em 1925.
— c) Terceira região. a. Kiang-sou. — Presentandinas (Changai, Zi-ka-wei), fundadas em 1855 pelo P. Luís Sica, S.J.; em 1928, 260 religiosas. Filiais nos V. A. de Ou-hu e de Hai-men. b. Hou-nan. No V. A. de Tchang-te; em 1922, 14 religiosas; no V. A. de Tchang-cha, Terciárias franciscanas, 17 em 1924. c. Kiang-si. — Filhas de Santa Ana (Kan-tchéou): fundadas em 1897 pelo P. Canduglia, C.M., e Mons. Coqset, C.M. Em 1923, 30 religiosas em Kan-tchéou (Kanchow) e 14 no V. A. de Ki-ngan. Virgens de N. Sra. do Bom Conselho (Nan-tchang); fundadas em 1907 por Mons. Paulo Luís Ferrant, M.E., 22 em 1923.
— d. Tche-kiang. Virgens do Purgatório (Ning-pouo); fundadas em 1892 por Mons. Reynaud e M. Ibarruty, 56 membros em 1924. Filhas do Sagrado Coração (Hang-tcheou); fundadas em 1915 por Mons. Faveau, C.M.; em 1922, 41 religiosas. e. Hou-pé. Terciárias franciscanas da escola cristã (Han-kéou); fundadas em 1908 por Mons. Carlassare, O.F.M., congregação independente desde 1927. Em 1924, pelo menos 54 irmãs.
Terciárias franciscanas da Santa Infância, antigamente Virgens cristãs (1877). Transformadas em 1906 por Mons. Modesto Everaerts, O.F.M., vigário apostólico de I-tchang. 47 em 1924. Filiais no V. A. de La-ho-kéou, 43 em 1922, e no V. A. de Tchang-cha (Hou-nan; N.), 21 em 1922. f. Ho-nan. Instituto da Imaculada Conceição. V. A. de Nan-yang, 8 religiosas em 1921.
d) Quarta região. — a. Se-tchoan. Servas do Sagrado Coração (Tchong-king); fundadas em 1910 pelo P. Derouin, M.E.; em 1921, 19 professas. Filhas da doutrina cristã (Sui-fu); 27 em 1922 (ou 19 em 1921). Virgens professoras (Ta-tsien-lu), 29 em 1921. b. Yun-nan. — Virgens chinesas (Yun-nan-fu). 61 em 1921. c. Koei-tcheou. — Um convento em Koei-yang, onde se formam mestras-escolas. Em 1921, 3 irmãs.
e) Quinta região. a. Fou-kien. — Terciárias dominicanas (Fou-tcheou), 191 em 1924. b. Kouang-tong. Irmãs da Imaculada Conceição (Cantão); fundadas em 1898; 32 religiosas em 1924. Irmãs da Imaculada Conceição (Pakhoi); 33 religiosas em 1923 (apenas 12 em 1921). Filhas de Maria (Lo-tao, Pakhoi), 34 irmãs. c. Hong Kong. Irmãs do Preciosíssimo Sangue; fundadas em 1861, 36 religiosas em 1923. d. Koang-Si. — Associação da Sagrada Família (Nan-ning); 28 em 1924.
Acrescentemos a essas congregações as Virgens chinesas, criadas no século XVIII no Se-tchoan pelo ven. João Martinho Moye, M.E., hoje difundidas por grande número de missões da China. Mais de 5.000. Não formam propriamente congregações, embora de ordinário façam votos privados de castidade e obediência. São, em sua maioria, professoras ou catequistas.
7. Japão. Uma congregação acaba de se fundar em Akita (Sapporo). — 8. África. a) África Ocidental. — Filhas do Sagrado Coração de Maria, de São José de Ngazobil (Senegâmbia); fundadas em 1858 por Mons. Kobès, vigário apostólico, 25 irmãs em 1923. Pequenas servas dos pobres, Abomey-Calavy (Daomé); iniciadas em 1911; realmente fundadas com seu noviciado em 1914 pelo P. E. Baril: 17 religiosas em 1923, sem contar 4 novicias do Benim, núcleo de uma nova congregação.
Em Landana, 6 Irmãs da Imaculada Conceição em 1923. Irmãs de Nossa Senhora da Guiné, fundadas em 1921 por Mons. Lerouge; 5 em 1923. b) Congo Belga. 11 religiosas no Alto Congo em 1927; 24 no Urundi; 16 em Ruanda. c) África Austral. Congregação das Filhas de São Francisco de Assis, fundada em 1922 por Mons. Fleischer, vigário apostólico de Mariannhill. Em 1923, 23 postulantes, das quais 9 originárias do Zambeze.
— d) África Oriental. Irmãs negras de N. Sra. da África (Uganda), fundadas já em 1903 por Mons. Streicher. Em 1920, 167 irmãs em Uganda e 16 no V. A. do Alto Nilo. Em 1927, 46 religiosas no Victoria Nyanza; 2 no Niassa; 8 religiosas no Tanganica; 24 no Unyanyembe; 25 em Quênia; Filhas de Maria, 8 religiosas em 1923 na Prefeitura Apostólica de Lindi. Por fim, 5 postulantes em 1923 no V. A. do Xiré.
e) Abissínia. Irmãs do Sagrado Coração de Maria, fundadas em 1885 por Mons. Rouvier, C.M., vigário apostólico da Abissínia, fazem apenas o voto de virgindade; 17 em 1923. No V. A. dos Galas, irmãs indígenas desde 1918. — f) Maurício e Reunião. Irmãs de N. Sra. das Sete Dores; fundadas em 1886 para negras e crioulas da Reunião, sob a direção das religiosas de Maria Reparadora.
Filhas de Maria (Reunião); fundadas em 1849 pelo P. Levavasseur, dos PP. do Espírito Santo. Em 1923, 214 religiosas na Reunião, Maurício, Madagascar, Ilha Rodrigues e Bagamoio. — 9. Estados Unidos. Congregações de religiosas negras, dedicadas à população de cor. Obladas da Providência (Baltimore); fundadas em 1828 por M. J. H. N. Joubert de la Muraille. Em 1922, 134 irmãs (dioceses de Baltimore, Leavenworth, Cuba e Old Providence).
Irmãs da Sagrada Família (Nova Orleans); fundadas em 1842 pelo P. Rousselon; 150 religiosas em 1922 (dioceses de Nova Orleans, Galveston, Mobile, San Antonio, e V. A. de Honduras Britânico). Outra congregação negra foi fundada por um padre das Missões Africanas de Lyon.
10. Oceania. Congregação das Pequenas Filhas de Maria, nas ilhas Fiji; fundadas em 1890 pelos padres maristas. Em 1923, 55 irmãs em Fiji, e 35 na Nova Caledônia. Filhas da Virgem Imaculada, Rabaul (Nova Inglaterra), fundadas em 1912 (?) por Mons. Coupé, vigário apostólico; 25 religiosas em 1923. Servas de Nosso Senhor, na Papuásia; fundadas há vários anos; 17 membros em 1923. Uma nova congregação indígena está em formação, cuidada pelas Filhas de N. Sra. do Sagrado Coração, na Nova Guiné holandesa.
— 3º Os catequistas.
Os missionários serão sempre pouco numerosos, dada a imensidão da tarefa. Também pouco numerosos são os seus auxiliares, vindos da Europa e da América, dada a multiplicidade das obras anexas ao apostolado direto, educação e caridade (Arens, p. 213-215). Todos são estrangeiros. É-lhes difícil entrar em contato íntimo com as populações, adaptar seu modo de agir à mentalidade indígena, conquistar a confiança.
Por essas razões, e por uma multidão de outras fáceis de adivinhar, precisam de auxiliares que sejam do país. Os próprios sacerdotes indígenas não deixam de precisar deles para aliviar sua tarefa. Nem esses sacerdotes, nem as irmãs indígenas, podem bastar para todas as tarefas. Além disso, eles não existem nos primeiros anos de uma missão.
É preciso, portanto, que nossos missionários tenham outros auxiliares, também nascidos no país, que o conheçam e o amem, que saibam seus usos e costumes, que não inspirem nenhuma desconfiança aos habitantes nem suscitem nenhuma prevenção, que falem sua língua, vivam sua vida, tenham sua mentalidade.
Esses auxiliares, que se encontram por toda parte, cujos serviços todos os missionários louvam, a quem atribuem grande parte de seus sucessos, esses auxiliares indispensáveis, cujo mérito e dedicação não se poderia louvar o bastante, são os catequistas. Por isso Roma incentiva a formar o maior número possível deles, seguida nisso pelos sínodos de missão. Pôde-se definir o estado atual das missões católicas como «um punhado de missionários, apoiado por uma legião de catequistas». P. Conrad de Bodman, Die katholischen Missionen, 1907-1908, p. 175.
O catequista prepara o caminho ao missionário, antes de sua chegada a um posto. Ele mantém esse posto, na ausência do Padre, preside as reuniões, faz a oração, ensina o catecismo, instrui as crianças e começa a preparação dos catecúmenos. Ele prevê os reparos e fiscaliza as construções, quando o missionário não está presente. Deve cuidar da casa do Padre, das igrejas e dos bens da missão, das ofertas que se possam fazer. Visita os doentes e, se necessário, prepara-os para a morte; também batiza as crianças em caso de perigo.
Dá aula e cuida para que as crianças se comportem bem. Deve, enfim, servir ao Padre, acompanhá-lo em suas visitas, trazer-lhe os que desejam se tornar católicos, preparar-lhe novos recrutas. Deve ser ao mesmo tempo chefe dos cristãos, mestre-escola e servidor dos missionários. Deve, portanto, ser escolhido com a maior atenção e formado com o maior cuidado, de reputação inatacável, de um zelo ao mesmo tempo prudente e ardente, de um tato, de uma discrição, de uma habilidade pouco comuns.
Pode ser uma mulher, e as Virgens chinesas são catequistas perfeitas. Pode ser um homem, em geral casado e bom chefe de família. Devem ser, e de ordinário são, o modelo dos cristãos, e é frequentemente entre eles, em sua família e em sua parentela, que se recrutarão as congregações de irmãs e os sacerdotes indígenas.
O número de catequistas é considerável. No quadro seguinte, tomado do P. Arens, reunimos, para os anos de 1913, 1918 e 1923, o número de catequistas e de professores, que muitas vezes se confundem, para cada um de nossos grupos de missões.
Número dos catequistas e dos professores. Missões — 1913 — 1918 — 1923 Japão e Coreia — 026 — 521 — 2 136 China e dependências — 7 000 — 12 999 — 17 331 Indochina — 2 100 — 2 677 — 6 502 Índias e Ceilão — 4 000 — 4 944 — 9 587 África do Norte — 716 — 1 658 — 663 1 África Central — 4 692 — 8 866 — 16 923 África do Sul e Ilhas — 1 708 — 2 082 — 4 725 Austrália — ? — 47 — ? Filipinas — ? — 315 (céania — 951 — 1 758 — 6 473 < 200 — 200 — 977 Índias orientais — ? — ? América — ? — ? — 009 1 Total — 21 993 — 35 752 — 70 641
Esses números são apenas aproximados, pois é quase impossível distinguir, muitas vezes, o catequista propriamente dito do mestre-escola, já que nem todas as missões entendem da mesma forma em que consiste exatamente o papel do catequista. Mas esse quadro mostra duas coisas: antes de tudo, a importância que a missão atribui a essa categoria de auxiliares, e também o aumento marcante de seu número em 10 anos. Ele certamente não fez senão crescer desde que o P. Arens elaborou suas listas.
— III. Os médicos missionários. — Em todos os tempos e em todos os países, salvo talvez nas regiões sob domínio de uma potência europeia, ou ainda onde a prática da medicina científica é suficientemente desenvolvida, os missionários, homens ou mulheres, tiveram de dar conselhos de higiene e por vezes de medicina, estabelecer dispensários para consultas ou cuidados médicos, até mesmo hospitais e leprosários. Cuidam dos doentes. Entre os missionários, há às vezes alguns que fizeram estudos preparatórios bastante desenvolvidos.
É preciso, porém, reconhecê-lo: os missionários protestantes da Noruega, da Inglaterra, dos Estados Unidos, e de outros lugares ainda, tinham no campo médico, tanto quanto no ensino superior, um verdadeiro avanço sobre as missões católicas. Criavam por toda parte grandes e belos hospitais, bem equipados, ao mesmo tempo que universidades; enviavam médicos e enfermeiros, homens e mulheres, perfeitamente formados, ao mesmo tempo que professores para suas escolas superiores.
Havia aí, para nossas missões católicas, uma inferioridade notável e, por conseguinte, um verdadeiro perigo. Por isso nossas missões, já há muito tempo, se esforçavam, apesar da falta de recursos que tantas vezes as paralisava, por reparar o tempo perdido e examinar o que se poderia fazer. Houvera aqui e ali, no passado, e poderia ainda haver ocasionalmente, um missionário sacerdote que fosse ao mesmo tempo médico; mas isso só podia ser uma exceção, notável às vezes, mas rara. Com efeito, não se via, como coisa corrente, um padre estudar, e com mais razão exercer oficialmente, a medicina.
Que os missionários possuíssem noções de higiene, mesmo bastante amplas, para ensiná-las ao seu redor, isso já se fazia cada vez mais. Sua autoridade e sua influência saíam ganhando.
Quanto às religiosas hospitaleiras ou enfermeiras, elas tinham tido de aprender a fundo seu ofício. Entre elas, certo número das mais capazes pôde adquirir uma grande experiência médica; algumas até puderam fazer estudos médicos propriamente ditos, já que as escolas de medicina estão abertas às mulheres. Sua ação e seu apostolado saíam facilitados por isso. Não esqueçamos que, somente mulheres podem ter acesso junto às muçulmanas.
Haveria, portanto, grandes vantagens em que algumas de nossas religiosas missionárias fossem ao mesmo tempo verdadeiras doutoras em medicina. Mas será preciso ir mais longe e promover a criação de verdadeiros missionários médicos leigos, casados se necessário, que fossem auxiliar a ação dos missionários padres, que, por conseguinte, de uma forma ou de outra, estivessem ligados à missão e colaborassem com ela como os médicos protestantes colaboram com os seus?
A ideia está no ar, como se diz, e parece que se caminha para uma solução efetiva; mais ainda, que já se entrou no caminho de sua execução. Já em 1905, uma médica escocesa, Agnes Mac Laren, expôs ao papa Pio X, que a aprovou, a necessidade de estabelecer médicas nas Índias. Ela conseguiu criar ali um hospital dirigido por uma médica.
Em 1920, outra mulher, Margaret Lamont, também diplomada e que exercera na China, lançou, na Inglaterra, as bases de uma associação católica de médicas em favor das Índias, da China, da Mesopotâmia e de alguns países da África, e isso ainda com a aprovação do papa Bento XV e dos cardeais Gasparri e Van Rossum.
Essa associação, a Alma Redemptoris Mater, tem três classes de membros: a primeira, o círculo exterior, que compreende as médicas ou outras, ajudando a obra com suas cotizações e de diversos modos; a terceira, o círculo interior, composto de médicas resolvidas a consagrar toda a sua vida a um hospital de missões, e cuja missão assume o sustento atual e o cuidado de sua velhice. Entre as duas estão as médicas que se comprometem ao serviço das missões por um tempo mais ou menos longo, e mediante remuneração.
Nos Estados Unidos, a intervenção do Dr. Paul Joseph Flagg suscitou um movimento semelhante. Após cursos que ele deu em 1913, no seminário das missões estrangeiras de Maryknoll, foram colhidas informações em grande número de missões, que todas se pronunciaram pela criação de uma associação católica de assistência médica em favor das missões. O Dr. Flagg insistiu com ardor; estatutos foram redigidos definitivamente em 1916, e hoje há alguns médicos na China a serviço das missões do seminário de Maryknoll.
Na Irlanda, após a fundação do seminário de Galway para as missões da China, algumas médicas e estudantes de medicina constituíram uma associação, para fornecer antes de tudo à China auxiliares médicos; e, segundo se diz, também foram lançadas as bases de uma congregação de irmãs médicas. Na Holanda, um agrupamento de estudantes católicos, fundado em 1918 em favor das missões, ocupa-se da mesma questão.
Na Bélgica, as circunstâncias levaram a examinar de perto o problema. O Congo era dizimado pela doença do sono, e os missionários se perguntavam o que seria feito de suas missões; os superiores dos jesuítas do Kwango não apenas autorizaram voluntários, como o P. Vanderbilt, um dos pioneiros da luta contra o terrível flagelo, a fazer estudos médicos, mas fizeram todos os seus missionários passarem por três meses, depois um ano, de estudos em Lovaina, em Bruxelas e na colônia. O resultado foi um recuo do mal.
Nesse ínterim, abriu-se a exposição missionária do Vaticano, em 1925, e sabe-se que S. S. Pio XI fez questão de que houvesse um pavilhão consagrado à medicina nas missões. Foi organizado pelo R. P. Gemelli, O.S.F., reitor da universidade do Sagrado Coração de Milão, e pelo prof. Franchini, de Bolonha. Foi um incentivo para aqueles que se faziam promotores do ensino médico e do envio às missões de médicos propriamente ditos.
Em Lovaina criou-se o FOMULAC, a Fundação Médica da Universidade de Lovaina no Congo, cujo programa é claro: formação de enfermeiros e auxiliares médicos, hospitalização dos negros, pesquisas científicas. A fundação está estabelecida no planalto de Kisantu, na missão dos jesuítas no Kwango; compreende um hospital para negros, um hospital para brancos, a casa do médico, a das irmãs enfermeiras.
Ao mesmo tempo, a A.M.M., a Ajuda Médica às Missões, criou-se em Bruxelas (Dr. Wibo): trata-se de levar os médicos a partir para as missões. O governo do Congo ofereceu 30.000 francos por ano a todo médico que se comprometesse a dedicar-se a essa obra, e um dos chefes de missão ofereceu acrescentar 10.000 francos. É, portanto, um salário anual de 40.000 francos que se assegura aos que concordam em se expatriar, sem contar os frutos que tirariam disso para sua formação médica e seu futuro. Há poucos pedidos da parte dos médicos belgas, e um pouco mais da parte dos estrangeiros. Quatro ou cinco médicos, no entanto, já foram vinculados a diversas missões do Congo.
Na França, desde 1923, foi fundada a Obra do Bom Samaritano, que se compõe de duas seções: para os que partem para as missões na qualidade de médicos, farmacêuticos ou enfermeiros, e para os que trabalham em sua pátria para angariar aderentes à obra ou lhes procurar socorros. A ideia é excelente, mas ainda é apenas uma ideia. Aguarda-se a realização.
Em Lille, em 1926, foram fundados, por impulso do R. P. Loiselet, jesuíta, doutor em medicina e antigo missionário em Madagascar e na Síria, séries de cursos de férias para os candidatos às missões. A experiência deu certo, e os alunos, religiosos e religiosas, vieram em grande número. A Universidade Católica de Paris entrou, em 1928, no mesmo caminho. Acrescentemos que o P. Loiselet organizou o abastecimento de remédios às missões.
Foi na Alemanha que o movimento médico foi organizado e lançado de modo mais sólido.
Já em 1921, mais de 100 médicos se agruparam em associação em Aix-la-Chapelle, e seu exemplo foi seguido depois em Würzburg, em Colônia e em Berlim, a fim de constituir uma assistência médica a serviço das missões. Um apelo foi lançado ao público, no qual se lia: «A associação recolhe as observações feitas pela missão médica sobre a terapêutica das regiões tropicais e a medicina dos países situados fora da Europa; vela pela formação dos médicos missionários, participa da instrução do pessoal das missões; funda e sustenta hospitais, asilos de alienados, leprosários, etc.»
No ano seguinte, em 26 de janeiro de 1922, em consequência desse apelo, uma conferência de altos personagens eclesiásticos e leigos reuniu-se em Würzburg, e decidiu a criação de um instituto médico missionário vinculado à universidade dessa cidade e ao célebre hospital Julius. Esse instituto teria por objetivo, antes de tudo, a formação profissional e apostólica de médicos católicos, homens e mulheres, num «home» especial dirigido por um eclesiástico, tendo o direito de admitir e excluir os candidatos.
Além disso, teria a cada ano cursos especiais para os irmãos e as irmãs missionários, a fim de fazer deles enfermeiros capazes. Por fim, organizaria cursos abreviados para os missionários padres. Todas as precauções eram tomadas para escolher, com vistas ao doutorado em medicina, apenas sujeitos aptos a essa vocação, e para mantê-los nessas disposições.
Em regra geral, pedir-se-ia aos candidatos que fossem antes aceitos por uma ordem ou congregação missionária; e, concluída sua formação, ao mesmo tempo religiosa e profissional, comprometer-se-iam, sob juramento, a servir por 10 anos a missão para com a qual tivessem assumido compromissos, sob pena de terem de reembolsar-lhe uma quantia proporcional às despesas que lhe tivessem ocasionado. Médicos já diplomados poderiam, no entanto, conforme as circunstâncias, comprometer-se por um período inferior a dez anos.
Já em fevereiro de 1922, sob a direção de dois médicos-chefes, 30 religiosas seguiam os cursos de enfermagem, que concluíram em dezembro seguinte com exames públicos brilhantemente aprovados. Pouco antes, sob a direção do R. P. Becker, S.D.S., antigo prefeito apostólico do Assam, inaugurara-se o «home» destinado a preparar os futuros médicos missionários, «médicos, homens e mulheres, que sejam forças preciosas na obra da propagação da fé, médicos profundamente católicos, que acompanham os missionários sem jamais pedir ser indenizados por seu trabalho». Arens, Manuel, p. 186.
Todo um grupo de médicos, homens e mulheres, tendo concluído seus estudos, ofereceu-se, e o primeiro a partir, o Dr. Fritz Drexler, foi enviado no final do ano de 1924 à China, ao Kansu oriental, à disposição da missão dos RR. PP. capuchinhos. «Esperemos que seja seguido por muitos outros». Havia 13 em serviço em 1924.
O movimento, portanto, está lançado, mais rapidamente ainda do que se poderia esperar, e promete muito. Isso não quer dizer que não deva encontrar dificuldades. Exigirá muito dinheiro, seja para a formação, seja para a manutenção de um corpo médico sério, seja sobretudo para a criação e a manutenção dos hospitais necessários — centenas de milhões, no mínimo.
Por outro lado, há países onde os médicos católicos não faltam: assim, a Síria, com os antigos alunos da universidade São José. O mesmo se diga dos médicos católicos formados pela universidade da Aurora, em Changai. Nas antigas colônias europeias, no Japão, será geralmente melhor utilizar os recursos locais e incentivar a formação de médicos indígenas católicos.
Haverá preconceitos a vencer, misérias a superar, talvez decepções bastante numerosas, rivalidades, ciúmes, divisões, etc. Tudo isso não é nada diante do bem imenso a realizar, e se chegará ao fim à força de boa vontade, sabedoria e paciência.
IV. A formação dos missionários. — Todos os operários de quem acabamos de falar, dada a sua vocação muito especial, precisam também de uma formação apropriada. I. Os auxiliares. — Há poucas coisas a dizer sobre os Irmãos e as Irmãs indígenas. As condições de admissão são as mesmas de sempre, aquelas previstas no Código. A formação, seja religiosa, seja profissional, é-lhes muitas vezes dada, sobretudo nos primeiros tempos, por religiosos ou religiosas vindos da Europa, que lhes transmitem suas tradições. Eles têm muitas vezes de passar, se destinados ao ensino, por exames oficiais. Nada mais a dizer.
A formação dos catequistas varia conforme o país, e de um catequista japonês se exigirá muito mais do que de um catequista oceânico ou congolês. Às vezes é o próprio missionário que forma seu auxiliar. Às vezes há escolas, sobretudo quando o catequista deve ser também professor. Em Madagascar, não são indivíduos que se reúnem na escola normal, são casais. Homens e mulheres recebem toda a instrução necessária ao trabalho que terão de realizar juntos.
Escusado dizer que, depois de formá-los, será preciso mantê-los na vida sobrenatural, controlar sua atividade, corrigi-los se necessário. Em certas missões organizam-se, para eles, retiros que lhes fazem muito bem. É sobretudo da formação dos padres que é preciso falar. — II. Os missionários estrangeiros. Os padres que trabalham nas missões precisam de uma formação intelectual, moral, religiosa tanto mais sólida quanto não serão sustentados pelos quadros em que vivem nossos padres da Europa, nem sempre terão meios de se aperfeiçoar e se renovar como o fariam na Europa; frequentemente atuarão num meio singularmente perigoso, e terão de viver até o fim com o fundo adquirido durante seus anos de formação.
Por isso a Igreja tomou todas as medidas para assegurar a seus futuros missionários essa formação, tão séria quanto possível. — 1º Formação moral. Previamente, a Igreja exige, dos candidatos ao apostolado distante, um nascimento legítimo, uma educação cristã, uma vida inocente, uma saúde suficiente, etc.
Se entram numa família religiosa ou numa congregação de padres seculares, passarão por um noviciado que dura um ou dois anos, durante o qual se ocuparão quase exclusivamente de sua vida interior. E esse trabalho, que se exerce no íntimo, prolongar-se-á durante os anos de estudo. Adquirirão aí um espírito de docilidade, de obediência à direção, tanto de seus superiores quanto da disciplina eclesiástica.
Se o fundo dessa formação é em toda parte o mesmo, as modalidades variarão conforme as sociedades. Ver a carta de S. S. Pio XI aos superiores dos Institutos religiosos, sobre a formação de seus jovens e dos aspirantes às missões. Carta Unigenitus Dei, 19 de março de 1924, Acta Apostolicae Sedis, t. XVI, p. 133-148.
2º Formação intelectual. A formação intelectual não se distingue da do clero em país cristão. Compreende: 1. Estudos primários e clássicos, durante os quais, segundo o cânon 1364 do Codex Juris Canonici, ensinar-se-á antes de tudo a religião, conforme o permitir a idade dos alunos, depois a língua latina e a língua materna, em seguida os outros ramos de estudos e conhecimentos que exige toda formação geral, e a situação dos estudantes eclesiásticos nos países onde deverão exercer seu ministério.
Leão XIII dizia, em seu decreto Auctis admodum, de 4 de novembro de 1892, que eles seguem «o curso regular dos estudos». E Pio X, em 7 de setembro de 1909: «que se dediquem aos estudos primários e secundários tais como se fazem nos diversos países, de modo que seu ciclo de estudos seja, tanto quanto possível, o mesmo dos estudantes leigos». Portanto, os alunos dos seminários e casas semelhantes seguirão os programas ordinários e, de costume, prestarão os exames que se prestam em outros lugares. Roma o exige, e as congregações romanas recusaram os abrandamentos que lhes pediram diversos superiores de ordens. A lei é geral e vale para os candidatos às missões.
2. Os estudos filosóficos e teológicos são regulados pelo cânon 1305, cujo texto é o seguinte: «§ 1. Que os alunos dediquem ao menos dois anos ao estudo da filosofia e das ciências anexas. § 2. Que o curso de teologia dure ao menos 4 anos, e compreenda, além da teologia dogmática e moral, o estudo da Sagrada Escritura, da história eclesiástica, do direito canônico, da liturgia, da eloquência sacra e do canto eclesiástico. § 3. Que haja igualmente cursos de teologia pastoral, com exercícios práticos de catecismo às crianças e a outros, de confissão, de visitas aos doentes, de assistência aos moribundos.» Essas prescrições são igualmente universais.
Mas, no que diz respeito aos missionários, o papa Bento XV, em sua carta Maximum illud, insiste de maneira especial. «Para o missionário, diz ele, antes que aborde o apostolado, que se prepare com cuidado, apesar do que se poderia dizer, a saber, que o conhecimento de tantas coisas não é necessário para anunciar o Evangelho a nações tão afastadas da civilização. Pois, embora não possa haver discussão quanto a saber o que é mais útil para a salvação das almas, se a virtude ou a ciência, contudo, se alguém não estiver munido de uma forte doutrina, sentirá o déficit disso para o fruto de seu santo ministério.
Muitas vezes, com efeito, faltar-lhe-ão livros, professores ou doutores que possa consultar, embora, no entanto, deva responder às perguntas que lhe fizerem ou às objeções por vezes difíceis que lhe oporão, particularmente se se encontrar entre uma população onde os estudos científicos estejam em honra; e, nesse caso, não conviria certamente que os mensageiros da verdade fossem inferiores aos ministros do erro.» É bom lembrar que o missionário hoje pode encontrar por toda parte ministros protestantes, saídos das universidades da Europa ou da América. Tal é igualmente o ensinamento de Pio XI em sua carta Unigenitus Dei.
3º Quanto à formação profissional, o papa Bento XV também a indica na carta Maximum illud, quando insiste no estudo das línguas dos países de missão. Aqui, ao contrário do que ocorre para os estudos precedentes, não há diretriz geral, mas cada congregação ou seminário age conforme as necessidades dos tempos e dos lugares. O estudo do inglês e do francês é recomendado em toda parte, pois quase em toda parte essas línguas são faladas.
Os missionários de Steyl tratam de modo especial da geografia e da história das missões durante os anos clássicos; nos anos seguintes, têm cursos de línguas, de etnologia, ou cursos de enfermagem. Os padres do Espírito Santo ensinam sobre a higiene tropical. Os palotinos fazem cursos de etnografia adaptada às missões. Os beneditinos de Santa Otília têm cursos sobre as missões, o direito colonial, a higiene, a contabilidade.
Os Padres Brancos acrescentam aos seis anos de filosofia e teologia um sétimo ano de preparação imediata, durante o qual velhos missionários lhes ensinam a catequese e a pastoral das missões, o direito colonial. Os jesuítas, por vezes, enviam, entre sua filosofia e sua teologia, os jovens que destinam às missões, para fazer no local um estágio de dois ou quatro anos numa das estações da missão; ali ensinam as crianças, aprendem as línguas, iniciam-se no apostolado direto.
Essa tríplice formação, para as congregações ou seminários da Europa, é dada em casas especiais ou colégios, dependentes da Propaganda ou da Congregação para a Igreja Oriental, fundados ao longo dos últimos séculos em Roma e alhures, e mesmo no Oriente. Já os enumeramos acima.
III. Os padres indígenas. 1º Os seminários. — Uma palavra de história. Os jovens indígenas que desejam entrar em nossas congregações ou nossos seminários são educados e formados nos noviciados, juvenatos e escolasticados, segundo todas as normas de seu instituto. Os antigos missionários, e especialmente os jesuítas da China, experimentaram praticamente todos os sistemas: começar no local a formação dos noviços, depois enviá-los à Europa; enviá-los para lá desde o início; não os enviar de forma alguma.
Hoje, em geral, quando as ordens religiosas estão solidamente estabelecidas em país de missão, a maioria dos noviços indígenas é instruída sem sair do país.
Mas há exceções necessárias. Quanto aos seminários seculares, os jesuítas tinham os seus no Japão, mas não puderam tê-los na China, no Madurai. A questão da formação do clero sempre foi, entre eles, discutida: os Padres portugueses de Macau só aceitavam a ideia de seminários segundo a norma do concílio de Trento; os de Pequim sonhavam com um sistema bem diferente, o de tomar letrados idosos e seguros, aos quais se conferiria o sacerdócio, com a faculdade de usar a liturgia chinesa. O projeto nunca foi executado.
Em compensação, concessões bem amplas de Alexandre VII permitiram (1659) ordenar clérigos que só sabiam ler o latim, apenas o suficiente para pronunciar corretamente as fórmulas litúrgicas e sacramentais. Foi por meio desses indultos que se pôde ter, na China e na Indochina, no século XVIII, certo número de padres indígenas, mais ricos de virtudes do que de ciência, mas capazes de manter a fé apesar das perseguições.
Quanto ao que se chama de seminários, ao que se pode decorar com esse nome, reduzia-se, nessas próprias missões, a agrupamentos muito pequenos, de vida precária e sempre ameaçados. Pensou-se então em ter seminários ao longe, e até mesmo na Europa. Nisso se viam vantagens: era subtrair os candidatos à influência nociva de seu meio pagão e dar-lhes mais facilmente uma mentalidade cristã. Já as missões do Próximo Oriente e até mesmo da Índia tinham enviado sujeitos, desde o século XVII, ao Colégio da Propaganda.
Em 1729, Dom Mateus Ripa, antigo missionário da China, fundou em Nápoles o colégio chinês da Sagrada Família. Uma congregação de padres assegurava sua direção. O colégio durou mais de um século; vários papas lhe testemunharam favor especial, e ele forneceu certo número de missionários. Contudo, nunca chegou a uma verdadeira prosperidade. Vegetou e acabou se transformando numa escola prática para o estudo das línguas orientais.
No século XIX, quando as missões da África suscitavam vivo interesse, diversas tentativas foram feitas para criar escolas em favor das crianças africanas. Todas fracassaram. Em 1850, o Collegio dei Mori, ou Instituto dos jovens negros della Palma, criado em Nápoles por Dom Giovanni Olivieri e o franciscano Luís de Casoria; em 1860, a escola dos negros de D. Nicolau Mazza, em Verona; em 1866, o Colégio São Barnabé, aberto em Marselha para os jovens galas pelo futuro cardeal Massaja; em 1867, a escola do Cairo, criada por Daniele Comboni, fundador do seminário de Verona; em 1880, a de Malta, obra do cardeal Lavigerie... Todas essas criações fracassaram.
A conclusão que se impõe é que é no local, em pleno país de missão, que deve se fazer, salvo exceção, a educação dos futuros padres indígenas. De fato, os padres chineses, anamitas, filipinos, indianos que foram ordenados nos séculos XVII, XVIII e XIX foram quase todos formados em sua própria pátria, e às vezes em que condições! É o sistema hoje seguido em toda parte.
— 2º Os seminários gerais. Há três tipos de seminários em país de missão: os pequenos e grandes seminários das dioceses e vicariatos particulares, os seminários regionais que atendem às necessidades de Igrejas vizinhas (como o de Tananarive, para todo Madagascar), e os seminários gerais, para onde vêm alunos de grande número de Igrejas. Destes últimos, três merecem destaque.
O de Poulo-Pinang (península Malaia) remonta a 1664. Estabelecido primeiro em Juthia, no Sião, onde ficou por mais de um século, foi, em razão das incursões dos birmaneses, transferido primeiro para Chantaboun, depois para Hatien, na Cochinchina, depois para Virampatnam, perto de Pondicherry. Fechado em 1805, em consequência da ruína do seminário de Paris, foi reaberto três anos depois na ilha de Pinang, perto do estreito de Malaca. Formou centenas de padres, sobretudo chineses e anamitas, entre os quais mais de cem mártires. Em 1918, contava 78 seminaristas, e 118 em 1927, vindos de todas as Igrejas confiadas aos padres do seminário de Paris.
O seminário de Kandy, no Ceilão, foi fundado por Leão XIII, para as dioceses da Índia inglesa que não tinham seminário próprio, e para os seminaristas de elite de toda a Índia. Foi confiado aos jesuítas belgas. O número de alunos subiu até 120. Manteve-se em 70 durante a guerra, depois voltou a subir; é hoje de uma centena. Sobre cerca de 259 padres dados à Igreja da Índia, há 4 bispos.
O seminário de Puthempally, no Malabar, está sob a direção dos padres carmelitas. Sua primeira fundação remonta a 1764. Em 1886, foi transferido de Verapoly para Puthempally, pelo vigário apostólico Bernardino Buccinelli, O.C.D. Dois anos depois, a Propaganda o ergueu em seminário central para os ritos latino e siríaco, e o tomou sob sua jurisdição. Em 1926, contava 156 estudantes vindos de Ernakulam, Changanacherry, Trichur, Kottayam, e também de Cochim e de Meliapor.
Em 1843, foi fundado em Ghazir, pelos jesuítas da Síria, um seminário aberto a todos os ritos orientais. Tratava-se de reerguer o clero indígena. Em 1875, foi transportado para Beirute, onde constitui a Faculdade de Filosofia e Teologia. De 1911 a 1914, tivera 71 grandes seminaristas e 154 pequenos. Fechado em 1914 por causa da guerra, reabriu em 1919 com 25 alunos. Em 1926, tinha ao todo 85 internos: armênios, maronitas, melquitas, sírios, latinos, etc., e monges externos. Desde sua fundação até 1924, o seminário São Francisco Xavier havia dado às diversas Igrejas do Oriente três patriarcas, 25 bispos e cerca de 300 padres.
3º Situação atual. — Não é preciso dizer que esses seminários gerais não podem bastar para tudo. Por isso, pequenos e grandes seminários se multiplicam. Pode-se julgar isso por esta progressão, 1906, 1913, 1918, 1923: 720 129 seminários, 132, 187, 279; 4 alunos, 4 906, 6 436, 9 599.
Os dois seminários frequentemente estão justapostos sob o mesmo teto. Quando são mais importantes, têm cada um seus próprios edifícios. Raramente, como em Bombaim, os aspirantes ao sacerdócio não são agrupados à parte: seguem os cursos do colégio da missão e vivem com os outros alunos; mais frequentemente, quando não têm professores próprios, não há senão as classes comuns. Quanto ao resto, ficam à parte.
O quadro seguinte, col. 1919, dará o número e o estado dos seminários nas missões pagãs, em 1918 e 1923 (Arens, p. 253).
MISSÕES. SEMINÁRIOS 1919
Os estudos. — Tendo os sumos pontífices estabelecido como princípio que os padres indígenas devem ser, tanto quanto possível, tão bem formados quanto os europeus, capazes, por conseguinte, de chegar a todos os cargos, inclusive o episcopado, o tempo dos...
Pequenos seminários: 1918 — 1923. Estabelecimentos — Alunos — estabelecimentos — Alunos. Japão e Coreia 1 G? 7 197 China 48 872 73 2 389 1 Indochina 15 113 19 2 207 1 Índias orientais ne- 2 21 Índias e Ceilão 14 534 26 1 122 i Filipinas. África setentrional. 17 11 86 1 027 1 África central 8 355 28 1 . . . 34 i África meridional. 2 Ilhas africanas 1 '12 7 153 América setentr. ) ? 4 América central 1 ? América meridion. 1 ? 1 81 > 1 Oceania 1 70? 3 72 90 4 279 182 7 393
Grandes seminários: 1918 — 1923. Estabelecimentos — Alunos — Estabelecimentos — Alunos. Japão e Coreia 5 205? 110 China . . . 576 034 41 3!» Indochina 13 009 13 522 Índias orientais ne-erlandesas Índias e Ceilão 17 625 10 (i07 . . Filipinas. África setentrional. 2 30 7 P5 África central. 9 93 9 1 33 meridional . . África 7 Ilhas africanas .... 1 11 1 21 América setentr. *) 2 2 38| América central. •> 2l América meridion. .;, •) 2 20 Austrália ? •> Oceania 3 2 18 91 2 157 97 2 206
...o tempo dos estudos sumários que davam apenas bons padres-catequistas passou, e, por toda parte onde se pode, os seminários das missões seguem as normas estabelecidas pela Santa Sé, e fixadas pelo direito canônico.
Isso à parte, a variedade continua grande entre os seminários. Na Índia, em Mangalore, o curso de estudos dura nove anos, dos quais dois são dedicados à filosofia e quatro à teologia, o restante às humanidades; o programa é calcado, tão de perto quanto possível, sobre o da Universidade Gregoriana. Da mesma forma em Kandy, quatro ou cinco anos de estudos clássicos, três anos de filosofia, quatro de teologia. O seminário tem o direito de conferir os graus, inclusive o de doutor. O primeiro doutor foi aprovado em 1917.
Em Puthempally, os alunos chegam munidos de seu diploma inglês de matrícula, e já habituados ao latim. Os cursos duram seis anos e meio, e abrangem todas as ciências eclesiásticas e outras: dois anos de filosofia e quatro de teologia. Os cursos são todos em latim. Fora disso, os alunos falam inglês, e malabar excepcionalmente.
Na Birmânia, as crianças passam cinco anos no internato de Mulmein, onde se põe à prova sua vocação. Os que são julgados dignos vão depois para Pinang, onde continuam o estudo do latim por um ano, e fazem quatro anos de filosofia e teologia. Voltam então à Birmânia para fazer, junto a um missionário, um estágio de um ano, durante o qual usam o hábito eclesiástico, auxiliam o padre na pregação e no catecismo, e aprendem o inglês, hoje indispensável a todo eclesiástico. Recebem durante o ano a tonsura e as ordens menores, e voltam a passar um ano em Pinang, onde seguirão cursos de pastoral e se prepararão para sua ordenação.
Na Indochina, cada província anamita possui uma escola eclesiástica, onde jovens de boa índole e bem dotados são recebidos dos 10 aos 13 anos, e aprendem a leitura dos caracteres chineses, os rudimentos do latim, o canto gregoriano e o serviço da missa. Depois de 6 ou 7 anos, o padre escolhe os melhores, que envia ao pequeno seminário, onde, também durante 6 ou 7 anos, continuam seus estudos latinos segundo o programa e os regulamentos dos seminários da França, adaptados aos costumes locais.
Depois são enviados a um missionário, como catequistas ou auxiliares, para se iniciarem em seu futuro ministério; em seguida, se derem satisfação, ao grande seminário, para seguir um programa de estudos análogo ao de nossos seminários da Europa, e serão ordenados à idade de 28 ou 30 anos.
Em Poulo-Pinang, antes dos decretos de Pio X, os cursos duravam sete anos, dos quais quatro para o estudo do latim, da literatura e da eloquência sacra, e três para a filosofia e a teologia, além das noções mais importantes de matemática, geografia, ciências naturais, física, durante os quatro últimos anos. Hoje seis anos são consagrados à filosofia e à teologia.
O sistema de interromper os estudos para um estágio na vida ativa prevalece em grande número de missões. Mas o momento dessa interrupção varia conforme o país. Ora o seminarista vai fazer esse estágio como inspetor ou professor num colégio, ora como catequista junto a um missionário. O objetivo dessa instituição é conhecer melhor os recursos de cada um, e pô-lo à prova antes do passo definitivo.
É a prática do Japão, da China, da Indochina, de Madagascar e de várias missões da África. Na China, os missionários o fazem com as crianças mais dotadas e que oferecem sérias marcas de vocação, de bons estudos primários; depois as enviam ao pequeno seminário, onde aprendem o chinês, a literatura indígena, os antigos autores clássicos, com os primeiros conhecimentos de latim, física, geografia, astronomia, substituindo muitas vezes, nas classes superiores, o estudo do chinês pelo do latim.
Em seguida, após dois anos de filosofia, vão durante dois ou três anos para plena missão como mestres numa escola de meninos, ou catequistas, e voltam por três anos ao grande seminário para se preparar ao sacerdócio. Em certas missões, dá-se muitíssima importância aos estudos chineses. Em outras, um amplo espaço é dado às línguas europeias, inglês ou francês.
Em Madagascar, entre os dois anos de filosofia e os quatro de teologia, intercala-se uma «regência» de dois anos, nos colégios e nas escolas da missão. A própria saúde dos jovens malgaches está nisso interessada.
Os Padres Brancos, na África, têm, nas localidades mais importantes de cada missão, uma escola preparatória, para onde enviam, até a idade de 15 anos, as crianças mais dotadas, para um ensino primário bastante amplo e o estudo aprofundado da língua indígena. Uma segunda seleção envia a elite ao pequeno seminário.
Lá, durante cinco ou seis anos, com a sua língua materna e a da potência europeia a que pertence o seu país, estudam sobretudo o latim e também a história, a geografia, a matemática, as ciências naturais, o canto e a música; ao mesmo tempo dedicam-se também a alguns trabalhos manuais. No seminário maior, os primeiros cinco anos são consagrados à filosofia, às ciências naturais, à teologia dogmática, às línguas, à Sagrada Escritura, à liturgia, após o que os alunos recebem a tonsura e as ordens menores. Vão então, durante dois anos, sob a direção de um missionário, exercitar-se na prática do ensino, depois voltam ao seminário por três anos, onde estudam direito canônico, moral, pregação, e finalmente são ordenados sacerdotes após uma preparação de 17 anos.
Nos seminários maiores orientais dirigidos por europeus, o ciclo escolar, depois de seis ou oito anos de estudos clássicos, compreende pelo menos seis anos de estudos superiores, filosofia e teologia. Ensina-se o latim, mas sobretudo a língua oriental em uso no rito ou na nação, a história oriental, a teologia dos Padres orientais, etc. Em Beirute, desde 1881, a faculdade confere os graus de doutor em filosofia e em teologia. Nos seminários diocesanos, onde se forma o clero rural e casado, a formação consiste apenas em aprender as funções sacerdotais, a leitura da língua litúrgica, a língua corrente do país, as rubricas, o canto e uma teologia geralmente elementar.
III. AS MISSÕES. Daremos, nesta terceira parte, um quadro sumário das missões tais como se apresentam por volta de 1928. Utilizamos ainda aqui o Manual do P. Arens, que nos fornece a estatística de 1923, as Missiones catholicæ, que infelizmente não apareceram desde 1922 e se limitam às missões da Propaganda, os levantamentos feitos pelo sr. P. Lesourd na Revue d'Histoire des missions, a partir de 1º de março de 1926, e o Petit atlas des missions de Mons. Boucher. Tomamos como quadro o da Propaganda, mas levando em conta as missões pertencentes às outras congregações.
I. Missões da Europa. II. Missões da Ásia (col. 1924). III. Missões da África (col. 1938). IV. Missões da América (col. 1946). V. Missões da Oceania (col. 1949).
Missões da Europa. — Dividem-se em três grupos: as do Norte, as do Sudeste, as dos Estados russos.
I. MISSÕES DO NORTE. — São um resto, como um órgão testemunha, das missões em país protestante, na época em que dependiam da Propaganda a Inglaterra, a Escócia, a Holanda, etc.
1º Vicariato apostólico da Suécia, fundado em 1783, para toda a Escandinávia. É confiado ao clero secular. 150.000 kmq., 5.800.000 hab. e apenas 3.400 católicos. A Suécia tinha sido evangelizada no decurso do século IX por um monge francês, São Ansgário (†865), e passara ao luteranismo no século XVI, sob Gustavo Vasa.
2º Vicariato apostólico de Oslo. A missão da Noruega, separada da Suécia em 1868, tornou-se vicariato em 1892. É confiado ao clero secular. Evangelizada igualmente por São Ansgário, a Noruega passou ao luteranismo ao mesmo tempo que a Suécia. Os seus nove bispos morreram no cadafalso, ou na prisão, ou no exílio. 823.000 kmq., 2.690.000 hab., 3.200 católicos.
3º Vicariato apostólico da Dinamarca; prefeitura em 1868, vicariato em 1892. Confiado aos premonstratenses. Compreende a Dinamarca e, desde o tratado de Versalhes, o Schleswig setentrional. Tem 42.000 kmq., 3.268.000 hab., 20.152 católicos.
4º Prefeitura apostólica de Reykjavik, na Islândia. 164.285 kmq., 97.800 hab. Foi confiada em 1923 aos padres da Companhia de Maria do bem-aventurado Grignion de Montfort. Apenas 150 católicos.
5º Vicariato apostólico de Helsingfors, erigido em 1920 e confiado aos sacerdotes do Sagrado Coração de Saint-Quentin; compreende a Finlândia, país de 325.000 kmq. com 3.300.000 hab., em maioria luteranos, e 2.000 católicos. Destacado da Rússia em 1917, junto com os demais Estados bálticos.
6º Vicariato apostólico da Alemanha setentrional, fundado no século XVII, depois da Reforma, para todos os países do Norte, Suécia, Noruega, Saxônia, Pomerânia e Dinamarca; hoje compreende apenas as três cidades livres, Hamburgo, Bremen e Lübeck, o Mecklemburgo (Strelitz e Schwerin), e as repúblicas de Eutin e de Lippe. Confiado ao clero secular, depende do bispo de Osnabruck (Hanôver), que assegura a sua administração. Compreende 2.292.937 hab. e 104.423 católicos.
7º Prefeitura apostólica do Schleswig-Holstein, destacada em 1868 do vicariato apostólico da Alemanha do Norte e diminuída da sua parte setentrional em 1921, depende igualmente de Osnabruck. 1.524.569 hab. e 47.321 católicos.
— Nota. Dependem também da Propaganda: 1. A abadia de Saint-Maurice d'Agaune, no Baixo Valais, na Suíça, fundada em 526. Cônegos regulares de Latrão. 4.500 hab., todos católicos. 2. A diocese de Gibraltar, vicariato em 1806, diocese em 1910. Beneditinos ingleses. 25.760 hab., 15.000 católicos.
II. MISSÕES DO SUDESTE. São as missões da península dos Balcãs, onde se misturam as raças e as religiões. Missões ad infideles, por causa dos muçulmanos, mas onde se trabalha sobretudo com os católicos latinos e os cismáticos orientais.
1º A Iugoslávia, união da Sérvia, do Montenegro e de algumas províncias meridionais do antigo império austro-húngaro. 248.000 kmq., e cerca de 12 milhões de hab., dos quais 47% gregos ortodoxos, 11% muçulmanos, e 3% protestantes; 30%, ou seja, 5.000.000, católicos do rito latino e alguns do rito grego. Em tudo, 17 arcebispados ou bispados de rito latino e um bispado de rito bizantino. Entre essas diversas sés, dependem da Propaganda, à exceção de Uskub (Escopia):
1. Na Sérvia, diocese (Scopljé), bispado desde o século IV. Clero secular. 1.000.000 de hab. e 15.000 católicos.
2. Na Bósnia, arcebispado de Sarajevo (Vrhbosna). Fundado em 1881. Clero secular. 1.800.000 hab. e 400.000 católicos.
3. Na Bósnia, diocese de Banjaluka. Fundada também em 1881. Confiada aos franciscanos. 583.000 hab. e 66.000 católicos.
4. Na Herzegovina, diocese de Mostar, 1881. Clero secular. 198.880 hab., dos quais 94.443 católicos. Numerosos muçulmanos.
5. No Montenegro, a diocese de Antivari, fundada em 451, pertence também ao clero secular e conta 300.000 hab., dos quais apenas 5.469 católicos.
2º A Albânia. Pequeno Estado de 30.000 kmq., com 1923 850.000 hab., dos quais 000.000 muçulmanos, 1G0.000 gregos ortodoxos e 90.000 católicos localizados ao norte do país. Contam-se aí dois arcebispados. Arcebispado de Scutari, fundado em 1807, e compreendendo 34.820 católicos, com três bispados sufragâneos: Sarda (Sappa), que data de 1062 e conta 925 e 14 católicos; Alessio, de 1385, com 8.357 católicos; Pulati, de 1602, com 15.400 católicos. Arcebispado de Durazzo, que data do século V e está ligado diretamente à Santa Sé. Por fim, uma abadia nullius, Saint-Alexandre d'Oroschi, ou dos Mirdites.
Em 1920, foi nomeado na Albânia um delegado apostólico. Na Albânia trabalham os franciscanos e os jesuítas. Estes últimos dirigem o seminário pontifício de Scutari.
3º A Romênia reúne, em 293.000 kmq., a quase totalidade dos romenos, ou seja 17 milhões, dos quais 2.930.000 católicos de rito latino ou de rito eslavo, 11.690.000 ortodoxos, 1.480.000 protestantes, S3(i).000 judeus e cerca de 44.000 muçulmanos. Contam-se aí 6 arcebispados ou bispados de rito latino, 4 arcebispados ou bispados de rito eslavo-romeno e, desde 1922, o vicariato apostólico de Targul-Siret, na Bucovina, para o rito rutênio. Dessas diversas sés, apenas duas dependem da Propaganda, ambas confiadas ao clero secular: o arcebispado de Bucareste, na Valáquia, fundado em 1883 e que conta 75.000 católicos, e o de Jassy, na Moldávia, fundado em 1884 e compreendendo 100.000 católicos;
4º A Bulgária tem uma extensão de 103.186 kmq., com 4.909.000 hab. em maioria búlgaros, isto é, de raça finesa, misturados com elementos eslavos, e de religião ortodoxa. Há apenas 40.000 católicos. Uma só diocese, a de Nicópolis, confiada aos passionistas, fundada em 1724, ligada diretamente à Santa Sé, e compreendendo 14.828 católicos. O vicariato apostólico de Sófia ou Filipópolis remonta a 1756, depende dos capuchinhos e conta 21.000 católicos.
5º A Grécia, ampliada com a Macedônia, o Epiro do norte e a Trácia ocidental, mede 140.000 kmq. e conta 5 milhões de habitantes, com uma pequena minoria católica, repartida em dois arcebispados, administrados pelo clero secular: o de Atenas, fundado em 1874 e compreendendo 20.000 católicos, e o de Corfu, Zante e Cefalônia, que data de 1386 e compreende 7.000 católicos. Cinco bispados: Candia, fundado em 1874, pertence aos capuchinhos e tem apenas 800 católicos; Naxos e Tinos-Míconos, que remonta ao século XIII, assim como os três seguintes, dependem do clero secular e possui 4.070 católicos; Syra, fundada em 1350, e contando 11.000 católicos; Santorin, remontando a 1204, com 400 católicos; Chio, do século XIII, com 4.000 católicos. A prefeitura apostólica de Rodes e do Dodecaneso, criada em 1897, confiada aos franciscanos, não possui senão 5(io) católicos.
Cumpre citar ainda, embora não dependam da Propaganda, os vicariatos apostólicos de Tessalônica, criado em 1926, da Macedônia (1883) e da Trácia (1883), para os católicos de rito greco-búlgaro.
6º A Turquia da Europa, confiada desde 1868 ao clero secular, já não guarda senão a Trácia oriental e Constantinopla, 27.000 kmq., 500.000 habitantes e 45.400 católicos, com um vigário patriarcal, delegado apostólico para os ritos orientais, 18 paróquias, das quais 8 em Constantinopla, e 9 estações de missão (1922).
III. RÚSSIA DA EUROPA E DA ÁSIA. — A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que desde 1922 substituiu o império russo, mesmo depois da perda da Polônia, dos Estados bálticos e de parte da Bessarábia, mede ainda 500.000 kmq. e conta 1.115 milhões de habitantes. A Igreja ortodoxa, ao serviço do Estado, já não existe oficialmente. Mas a Igreja católica, que ela entravava, não está por isso mais livre. Todo edifício de culto deve ser alugado ao Estado. Todo ensino religioso é proibido até os 18 anos... Alguns sacerdotes ainda vivem na Rússia. As dioceses de Mohilew, Kamenietz, Minsk, Tiraspol, foram conservadas, mas os seus titulares estão mortos ou no exílio. No dia em que a liberdade for restituída, o antigo império russo, com os seus anexos da Ásia, formará um dos mais vastos países de missão que existam no mundo. Por ora, nada há.
A Sibéria (12.000.000 kmq.). Entre 20.000.000 de habitantes, pode haver 800.000 indígenas, tártaros, finos, samoiedos, tunguses, calmucos, etc., quase todos infiéis. O resto é composto de russos, com colônias polonesas, formadas na maioria por deportados (150.000). Missão muito difícil por causa da dispersão dos fiéis, e tornada ainda mais penosa pela má vontade das autoridades soviéticas. A administração czarista, aliás, não era muito mais liberal. Em 1920, foi fundado um vicariato apostólico, cujo titular vive em Harbin e não pode penetrar no território. De 1923 data a diocese de Vladivostok. Os franciscanos poloneses têm nessa cidade um seminário. No resto da Ásia russa, Cáucaso, Geórgia, Armênia, Turquestão, povoados de muçulmanos e de cristãos cismáticos, a Igreja ainda não pôde fundar missões.
II. Missões da Ásia. — Passaremos em revista: o Oriente Próximo, a Índia, a Indochina, os Estados malaios com as Índias neerlandesas, a China e o Japão.
I. O ORIENTE PRÓXIMO, A ÁSIA MUÇULMANA. — Por Oriente Próximo entendemos a Ásia Menor, a Armênia, a Mesopotâmia, a Síria, a Palestina, a Arábia, a Pérsia, etc. Seria preciso acrescentar o Egito; e, como nessas regiões é sobretudo entre os cristãos separados da unidade que os missionários têm de trabalhar, a própria Abissínia deveria ser posta na mesma categoria.
O que caracteriza essas regiões, ou quase todas, é que, sobre um fundo mais ou menos espesso de população muçulmana, se justapõem e se entrelaçam as Igrejas cristãs, cada uma com o seu rito, a sua hierarquia, a sua língua.
Entre essas Igrejas, algumas se separaram do centro romano pela via da heresia. Os caldeus são nestorianos. Os armênios, os sírios jacobitas, os coptas, os abissínios são monofisitas e anatematizam o concílio de Calcedônia. É interessante notar que já não existe Igreja ariana. Em oposição a esses hereges, os gregos se qualificaram ortodoxos. Esses gregos melquitas da Ásia levam esse nome porque seguiam o culto do rei, do basileu de Constantinopla, em língua siríaca. melek, o qual combatia as heresias. Por sua vez os gregos se separaram, mas pela via do cisma.
No decorrer dos tempos, de todas essas Igrejas, grupos se destacaram para voltar à unidade romana e católica. Grupos pouco numerosos, mas que conservaram o seu rito nacional e a sua língua litúrgica. Quanto aos maronitas do Líbano, orgulham-se de nunca terem abandonado a verdade católica.
Rito caldeu, localizado na Mesopotâmia; língua litúrgica, o velho caldeu. Rito caldeu-sírio-malabar, na Índia; língua: siríaca. Rito copta, no Egito; copta e árabe. Rito abissínio, na Abissínia; língua: ghéez. Rito sírio-jacobita, na Síria e na Caldeia; língua: siríaca e árabe. Rito armênio, na Armênia turca e russa e numa vasta diáspora através da Europa e da América; língua: armênia. Rito maronita, puro, no Líbano; siríaca e árabe. Rito bizantino, na Grécia, na Hungria, na Itália; língua: grego antigo. Rito bizantino-melquita, na Síria; língua árabe. Rito eslavo (rutenos, sérvios, búlgaros), na Rússia, na Polônia, na Iugoslávia, na Bulgária; língua: eslavônica. Rito eslavo-romeno, na Romênia: a língua nacional, com frequência.
Estando os fiéis desses diferentes ritos muito dispersos, e os ritos se misturando numa mesma região, a Igreja estabeleceu o que se chama a jurisdição pessoal, tendo os Ordinários direito sobre os fiéis do seu próprio rito, e não sobre os demais, do mesmo território. Essas Igrejas contam 92 sés patriarcais, arquiepiscopais, episcopais, e uma dezena de vicariatos apostólicos ou missões. Certo número de prelados tem jurisdição sobre as cristandades orientais dispersas em países latinos, Canadá, Estados Unidos, etc. Todos estão subordinados à Congregação para a Igreja Oriental.
As conversões entre os orientais separados não são muito numerosas, mas ocorrem continuamente. Quanto aos muçulmanos, permanecem quase inacessíveis.
1º Turquia da Ásia, ou república de Ancara, 727.000 kmq. e 13 milhões de habitantes. Depende da arquidiocese de Esmirna, que conta 10.000 católicos de rito latino. O governo de Ancara não cessa de criar as maiores dificuldades aos missionários, lazaristas, dominicanos, capuchinhos, assuncionistas, irmãos das Escolas Cristãs, irmãs de São Vicente de Paulo, irmãs de São José da Aparição, oblatas da Assunção, dos quais apenas um pequeno número pôde permanecer no país e salvar algumas escolas. A bela missão que os jesuítas haviam fundado em 1881 na Pequena Armênia (Cesareia, Adana, Sivas, etc.) foi completamente destruída pelos turcos durante a grande guerra;
2º Síria. Limitada pela Palestina ao Sul, o Iraque ao Leste, a Turquia ao Norte e o Mediterrâneo ao Oeste, a Síria, que está sob mandato francês, tem 200.000 kmq e 3 milhões de habitantes. Um delegado apostólico reside em Beirute e é ao mesmo tempo vigário apostólico de Alepo. O seu vicariato, que se estende sobre a Turquia, compreende 375.000 católicos, dos quais 250.000 maronitas, 100.000 dos diversos outros ritos orientais e 7.500 do rito latino. Como institutos religiosos estabelecidos na Síria, cumpre assinalar os jesuítas, que trabalham no Líbano, no Haurã, no Djebel Druze, etc. A sua Universidade Saint-Joseph de Beirute, reconhecida pelo governo francês, conta no seu colégio e nas suas diversas faculdades de medicina, de direito e de teologia, 1.200 estudantes. Os lazaristas têm os seus dois colégios de Antoura e de Damasco. Os irmãos das Escolas Cristãs têm igualmente um colégio importante em Beirute. Encontram-se ainda na Síria os franciscanos, os capuchinhos, os carmelitas, etc.;
3º Palestina. A Palestina, sob mandato inglês, mede 23.000 kmq a oeste do Jordão. A leste, a Transjordânia forma um Estado governado por um príncipe árabe, filho do rei do Hedjaz. 788.000 hab., dos quais 590.800 muçulmanos; 125.000 judeus, sem contar os 70.000 atraídos pelo movimento sionista de 1919 a 1925, 37.500 cismáticos, 7.000 protestantes, e 33.000 católicos. Jerusalém, a Cidade santa, não só dos cristãos, mas dos judeus e dos muçulmanos, é a sede de um patriarcado latino, e o centro da Custódia da Terra Santa, confiada aos franciscanos desde o século XIII. Cumpre assinalar ainda a Escola bíblica dos dominicanos, ou escola arqueológica francesa, e o seminário greco-católico de Santa Ana, fundado pelo cardeal Lavigerie e dirigido pelos padres brancos. Os assuncionistas se ocupam das peregrinações e organizaram aí uma hospedaria, N.-D. de France. Cumpre citar ainda os salesianos de dom Bosco, os padres de Notre-Dame de Sion, os lazaristas, os beneditinos de Beuron e de Monte Cassino, etc.; e entre as religiosas, as irmãs de Notre-Dame de Sion, as irmãs franciscanas missionárias de Maria, as irmãs de São Vicente de Paulo, etc.
4º Arábia. A Arábia conta, numa superfície de 3 milhões de kmq., 5 ou 6 milhões de habitantes, nômades na sua maioria, com alguns sedentários na costa oeste. Compreende oito pequenos Estados sob o controle inglês. Aí se encontram as duas cidades santas do Islã, La Meca e Medina. O trabalho apostólico é dos mais difíceis; é apenas se o vicariato apostólico de Áden conta, na sua imensa extensão, um milhar de católicos, e ainda estrangeiros em um terço. Esse posto ingrato é ocupado pelos capuchinhos;
5º Iraque. O Iraque ou Mesopotâmia, hoje sob protetorado inglês, compreende, entre a Pérsia, a Síria e a Arábia, os vales do Tigre e do Eufrates, 1.850.000 hab. em 370.000 kmq. As duas cidades principais são Mossul, perto da antiga Nínive (80.000 hab.) e Bagdá (225.000). Do ponto de vista religioso, parece que se sente a vizinhança da antiga Babel. Os muçulmanos estão divididos em sunitas e xiitas, ortodoxos e sectários. Os iazidis passam por adoradores do diabo. Há 90.000 judeus. Os ritos cristãos são os dos jacobitas, dos caldeus, dos armênios, sem falar dos latinos; 50.000 católicos de ritos diversos, 22.000 protestantes e cismáticos, 363.000 infiéis; o resto é muçulmano. Um arcebispado latino foi fundado em Bagdá no século XVII. O prelado, que é ao mesmo tempo delegado apostólico para a Mesopotâmia, o Curdistão e a Pequena Armênia, reside em Mossul. A missão é confiada aos carmelitas, aos dominicanos e aos capuchinhos;
6º Pérsia. A Pérsia ou Irã tem 1.615.000 kmq. e 9.500.000 hab., quase todos muçulmanos xiitas.
Há 250.000 armênios cismáticos, e alguns milhares de católicos. A delegação apostólica compreende a arquidiocese de Ispahan, fundada em 1629, 3.500 católicos latinos. Acrescentemos a diocese armênia de Ispahan (1.500 fiéis) e as dioceses sírio-caldeias de Salmas, Sennah e Ourmiah. Os lazaristas franceses têm a cargo desta missão;
7º Afeganistão. Um país tão grande como a França, com 5 ou 6.000.000 de habitantes, todos muçulmanos ferozes. Um nativo que se tornasse cristão seria condenado à morte: o apostolado católico aí é absolutamente ignorado. Os afegãos resistiram aos esforços do seu emir para os modernizar um pouco;
8º Beluchistão. Na extrema ponta sudoriental dos planaltos iranianos; é um simples anexo da Índia inglesa, região ainda muçulmana, que depende da diocese de Bombaim. Os jesuítas têm aí algumas estações em Quetta e nos arredores.
II. A ÍNDIA. País enorme, tão vasto como a Europa menos a Rússia, contando 320.000.000 de habitantes, a quinta parte da população do globo. Uma Babel linguística: 150 línguas. Uma Babel etnográfica, nos estratos inferiores da população, aqueles a quem se chama os aborígenes, numerosas tribos semisselvagens ou pouco tocadas pela civilização; acima, os drávidas, sobretudo no Decão; acima ainda, os iranianos no Noroeste, os arianos por quase toda parte, de velha e profunda civilização.
Uma Babel religiosa: 10.000.000 de animistas, 70.000.000 de budistas, 11.000.000 de muçulmanos, 000.000 de cristãos, 20.000 judeus, e, reliquias de um passado remoto, 100 parses, adoradores do fogo, sectários de Zoroastro. Todo o resto, hinduístas (216.000.000); sendo o hinduísmo algo indefinível, sem crença fixa, e muito mais social ainda do que religioso.
Uma Babel social, com o sistema das castas, divididas e subdivididas ao infinito, estanques, tirânicas, resultantes não das leis, mas do costume: lá no fundo os intocáveis, as pessoas sem casta cujo contato é uma mácula, depois as castas baixas, as castas médias, as altas castas, e, no topo de tudo, os brâmanes, verdadeiras divindades sociais.
Uma Babel política: algumas províncias dependem diretamente da Inglaterra; outras são protetorados, de resto muito matizados; outras ainda são Estados quase independentes.
As condições oferecidas ao apostolado são difíceis. Para uma população como essa, se ela fosse cristã, seriam necessários 320.000 sacerdotes. População muito desigualmente repartida, de onde diferenças enormes entre as missões. Quilon tem 2.000.000 de habitantes, e Allahabad 22.000.000! O cristianismo tem contra si a tradição imemorial, aceita e acentuada pelo nacionalismo que vai se exasperando. Já se disse tudo sobre o sistema das castas, e as condições que ele impõe ao convertido, rejeitando-o para longe da sociedade indiana. Além disso, o hinduísmo parece satisfazer a todas as necessidades de uma alma religiosa: oferece livros sagrados, uma direção ascética, uma mística, uma filosofia, um culto, um sacerdócio, práticas exteriores, uma vida interior de devoção, de renúncia, etc. Não se pode discutir com o hinduísta, que não tem absolutamente a noção do absoluto, e aceita todas as contradições. O ponto pelo qual ele é acessível é a noção que tem da santidade. O cristianismo se apresentará, portanto, menos como uma organização, uma Igreja, um conjunto articulado de dogmas, do que, antes de tudo, como uma fonte de vida interior. O resto virá depois. Tal brâmane foi convertido pela vida de são Luís de Gonzaga.
A história do cristianismo na Índia se reduz aos seguintes pontos: 1º Nos primeiros séculos, fundação das cristandades ditas de São Tomé, no sudoeste da Índia, no Travancore, origem dos sírio-malabares; 2º Na Idade Média, algumas visitas de missionários franciscanos e dominicanos, mas que não deixaram traço algum; 3º A chegada dos portugueses no início do século XVI e a fundação das primeiras Igrejas atuais do Palmcode; 4º O apostolado de são Francisco Xavier, ponto de partida das missões da Companhia de Jesus; 5º No começo do século XVII, a tentativa do P. Robert de Nobili para penetrar a sociedade hindu atacando-a pela cabeça, pelos brâmanes; 6º No começo do século XVIII, o caso dos ritos malabares (ver o artigo consagrado a essa questão no Dicionário); 7º Com o desaparecimento dos jesuítas por volta de 1710, o declínio; 8º No século XIX, a retomada das missões, a multiplicação das Igrejas, e a rivalidade protestante.
Na medida em que se possam fixar as estatísticas, sempre um pouco movediças, pode-se dizer que havia, em 1905, na Índia, 2.354.000 católicos; 2.915.000 em 1920; 3.000.000 em 1922, na sua maior parte concentrados abaixo de uma linha que vai de Goa a Madras. Pelas notícias consagradas a essas missões nas Missiones catholicæ de 1922, verifica-se que em todo lugar é entre as castas baixas, entre os sem-casta, entre os não-hinduístas, nas tribos animistas, que se dão as conversões mais numerosas. São raras nas dioceses portuguesas, onde se permanece nas posições adquiridas. À pergunta feita pela Propaganda: «Que esperanças de progresso?», muitas missões nada respondem. Mas bom número de prelados declara que a casta é um obstáculo temível, que só se recruta bem por baixo. Nota-se também que as dificuldades aumentam, e entre essas dificuldades a crise de nacionalismo agudo que a Índia atravessa não é a menos inquietante.
A Igreja católica compreende 11 províncias ou arcebispados, com 44 dioceses, vicariatos ou prefeituras apostólicas, que se podem repartir em três regiões: a do Norte, a do Decão e a do Ceilão.
1º Região do Norte. — 1. Arquidiocese de Simla. Simla, a célebre estação de verão das Índias, situada no Punjab, está desde 1910 confiada aos capuchinhos ingleses e belgas. Conta apenas 2.500 católicos numa população de 5 milhões de habitantes. De Simla dependem a diocese de Lahore e a prefeitura apostólica do Cafiristão e Caxemira. Lahore está igualmente confiada aos capuchinhos ingleses e belgas. Fundada em 1886, conta 32.000 católicos numa população de 15.834.825. Mas a missão é mais antiga, data do apostolado do beato Rodolfo de Aquaviva, S.J., junto ao Grande Mogol, Akbar (1580).
A prefeitura de Caxemira, no noroeste da Índia, foi confiada desde 1887 aos missionários ingleses de Mill-Hill: 5.000 católicos para 15 milhões.
2. Arquidiocese de Agra. Tem como sufragâneas as dioceses de Allahabad e de Ajmer, confiadas respectivamente aos capuchinhos italianos e aos franceses. Compreendem: Agra, 10.000 católicos em 20 milhões de habitantes; Allahabad, 9.000 em 27 milhões; e Ajmer, 580 em 13 milhões. Ajmer data de 1913, Agra de 1886 e Allahabad de 1885. Na diocese de Agra encontra-se Delhi (300.000 hab.), capital do império e sede do governo inglês. Na de Allahabad está a grande peregrinação hindu de Benares, sobre o Ganges.
3. Província eclesiástica de Calcutá. Compreende, além da arquidiocese, as dioceses de Ranchi, Patna, Dacca, Krishnagar e a prefeitura do Assam. A arquidiocese de Calcutá, antiga capital da Índia inglesa (28.395.000 hab.), confiada aos jesuítas belgas, sobe ao Norte, no Himalaia, até Darjeeling, e desce de lá até o mar. Outrora contava até 243.000 cristãos, graças às conversões em massa operadas desde 40 anos entre os animistas de Chota-Nagpore. A diocese acaba de ser dividida (1927), e o arcebispo já não conserva senão 35.000 católicos. Todo o resto pertence à diocese de Ranchi, uma das melhor organizadas que existem nas Índias.
São os jesuítas americanos que se encontram na diocese de Patna: 5.600 católicos em 25.000.000. Na de Krishnagar, os padres das missões de Milão têm 16.000 em 17.400.000. Os padres da Santa Cruz, em Dacca, 17.000 em 20.000.000. Bastantes conversões entre os aborígenes. Essas duas últimas dioceses acabam também de ser divididas. De Krishnagar foi tirada a de Dinajpur, e de Dacca a de Chittagong. A prefeitura do Assam, confiada depois da guerra aos salesianos italianos, para substituir os bahratorianos alemães, tem 9.000 católicos em 8.000.000.
4. Birmânia. A Birmânia, fazendo parte do império das Índias, deixamo-la nesse lugar, embora geograficamente se ligue antes à Indochina. É um país sobretudo budista. Compreende três vicariatos e uma prefeitura. Birmânia setentrional, capital Mandalay, 11.908 católicos em 6.000.000. Birmânia meridional, capital Rangum, 63.162 católicos em 000.000. Birmânia oriental, ou vicariato apostólico de Toungoo, de que foi separada a prefeitura de Kengtung: os dois reunidos têm 23.700 católicos em 5.000.000. Os dois primeiros vicariatos pertencem ao seminário de Paris, e as outras duas missões ao de Milão.
2º Região do Decão. — Seis arcebispados: Goa, Bombaim, Madras, Verapoly, Ernakulam, Pondicherry.
1. Goa. — O arcebispo tem o título de patriarca das Índias. Tinha, antes de 1927, como sufragâneas, Damão, Cochim, San Thomé de Meliapur e, na China, Macau. Damão acaba de ser suprimida, por força do acordo concluído em 1928 entre Roma e Lisboa. Passa, salvo algumas parcelas de territórios portugueses, à arquidiocese de Bombaim. Antes dessa separação, as dioceses goesas contavam 609.800 católicos: 330.750 em Goa, 82.200 em Damão, 112.500 em Cochim e 84.650 em Meliapur. Dioceses onde todo o clero, salvo os bispos, é indiano, mas onde o aumento da população se dá mais pelos nascimentos do que pelas conversões.
2. Bombaim. — O agrupamento das dioceses em províncias tendo sido feito por congregações missionárias, tanto quanto possível, jesuítas, carmelitas, capuchinhos, etc., Bombaim agrupou primeiro as dioceses confiadas à Companhia, exceto Calcutá. Hoje dependem dela Poona, Mangalore, Calicut, Trichinopoly e Tuticorin. Bombaim partilhou por muito tempo as suas paróquias com o bispo goês de Damão, por força da «dupla jurisdição» estabelecida nas Índias, continuando os prelados goeses a ter direito sobre as antigas Igrejas das dioceses propagandistas, deixando-lhes as Igrejas recentes. Resultava daí uma mistura de fiéis e de clérigos, que paralisava a administração normal das dioceses. Essa anomalia desapareceu. A diocese de Damão foi suprimida, de onde resulta que Bombaim, que não tinha senão 37.000 católicos, tem agora 131.500. O seu território se estende, recortado e irregular, até o Beluchistão. Conta 13 milhões de habitantes e está nas mãos dos jesuítas espanhóis, que substituíram os alemães. Mas os alemães voltam à diocese de Poona, situada entre Bombaim e Goa. 23.600 católicos em 11.000.000.
A diocese de Mangalore prossegue para o Sul a de Goa, e continua-se por Calicut. Mangalore foi administrada por muito tempo pelos jesuítas italianos: tinha, em 1.250.000 hab., 107.000 católicos, e um clero indígena numeroso. Por isso, em 1923, os jesuítas se retiraram para fundar a diocese de Calicut, onde quase tudo estava por fazer. 78.400 católicos em 2.287.000 hab.; Mangalore tem um bispo indiano.
Mesma divisão, e pela mesma razão, entre Trichinopoly e Tuticorin. Tuticorin, que conserva um bispo jesuíta indígena, tem apenas clero indiano. A missão do Madurai é conhecida pelos seus grandes colégios universitários de Trichinopoly e de Palamcottah, que têm vários milhares de alunos, e pelas conversões de jovens brâmanes que aí se operaram. Nas duas dioceses, 278.000 católicos em 6.700.000 habitantes.
3. Província de Verapoly. Confiada inteiramente aos carmelitas, ocupa o sul do Malabar e o Travancore. Verapoly e a sua sufragânea Quilon têm, respectivamente, 118.000 e 193.000 católicos de rito latino, em 2.250.000 e 2.100.000 habitantes.
4. Província de Ernakulam. — No território das duas dioceses precedentes, habitam os sírio-malabares. Submetidos por muito tempo à jurisdição dos bispos latinos de Verapoly e de Cochim, foram por Leão XIII postos à parte, primeiro em dois vicariatos com um prelado latino, Trichur e Kottayam (1887). Em 1896, o mesmo Leão XIII deu-lhes prelados da sua própria raça, para os três vicariatos de Trichur, Ernakulam e Changanacherry. Pio X, em 1911, restaurou o vicariato de Kottayam em favor da casta dos sudistas, não tendo o bispo sobre os seus súditos senão uma jurisdição pessoal, sem território separado. Por fim, em 1925, Pio XI elevou os três vicariatos à dignidade de diocese, com Ernakulam como metrópole. O número dos sírio-malabares católicos é de 154.410 em Ernakulam, 176.555 em Changanacherry, 34.891 em Kottayam, e 123.802 em Trichur.
Em tudo 539.618, em face de cerca de 320.000 nestorianos, jacobitas ou protestantes. O clero diocesano é secular, mas ajudado pelos terceiros carmelitas do mesmo rito.
5. Pondicherry. A província de Pondicherry é, também ela, uma terra de antigas missões fundadas pelos jesuítas já no século XVII. Está hoje inteiramente nas mãos dos padres das missões estrangeiras de Paris. Pondicherry tem 139.823 católicos em 7 milhões de almas; Kumbakonam, 102.952 em 3.400.000; Mysore (capital Bangalore), 63.058 em 7 milhões, e Coimbatore, 48.238 em 3 milhões. Em tudo, na província, 354.131. A criação de uma diocese indígena é iminente.
6. Madras. A província de Madras abrange as dioceses de Haiderabad, Nagpur e Vizagapatam. A evangelização aí é ainda muito fraca: 130.000 católicos num país que compreende a terça parte da Índia. Madras, a terceira cidade da Índia. A diocese é confiada aos padres de Mill-Hill: 58.000 católicos em 9.000.000 de habitantes. Os jesuítas têm aí um colégio universitário recentemente fundado. Cumpre notar que a diocese de San Thomé de Meliapur tem o seu centro num subúrbio de Madras, e se estende ao Sul até Pondicherry, com um anexo mais abaixo, Tanjore, tirado do Madurai. As missões estrangeiras de Milão estão na grande cidade de Haiderabad. Os muçulmanos, outrora senhores do país, aí conservaram uma posição muito forte: 38.000 católicos em 12 milhões. As duas dioceses de Nagpur e de Vizagapatam são confiadas aos padres de São Francisco de Sales de Annecy: 22.000 e 13.800 católicos em 15 e 13 milhões de almas. Nagpur é país pobre, atrasado, célebre pela tribo dos thugs ou estranguladores. Vizagapatam contém o distrito de Orissa, com o seu célebre santuário vixnuíta de Djagarnata. País ferozmente hinduísta, que acaba de ser confiado aos lazaristas. Os salesianos estão igualmente em Madras.
3º A ilha do Ceilão. O Taprobana dos antigos: 64.000 kmq., 4.700.000 habitantes. País em grande maioria budista, com grandes santuários e lugares de peregrinação no centro. Um milhão de emigrados tâmeis são hinduístas; 300.000 muçulmanos, 370.000 católicos. O arcebispado de Colombo (275.000 fiéis) tem como sufragâneas Jafna (32.000), Galle (14.000), Trincomale (9.380) e Kandy (25.000). As duas primeiras dioceses são dos oblatos de Maria Imaculada, as duas seguintes dos jesuítas belgas (e italianos) e franceses, e a última dos beneditinos de São Silvestre. Em Kandy, os jesuítas belgas dirigem o seminário pontifício de Leão XIII.
III. A INDOCHINA. A Indochina compreende 4 partes: a Birmânia, ligada ao império das Índias, de que acabamos de falar; os Estados malaios, que estudaremos com as Índias neerlandesas. Por fim, o Sião e a Indochina francesa.
1º O Sião. O Sião, 350.000 kmq., 8 a 9.000.000 de habitantes, é uma terra budista. Os mosteiros são inumeráveis. O budismo faz de tudo para se rejuvenescer e se moldar na Igreja católica. Os primeiros missionários, portugueses, apareceram no século XVI e não tiveram sucesso. No século XVII, Mons. Pallu e Mons. de la Mothe-Lambert fundaram aí a missão francesa, e fizeram estabelecer-se no Sião relações oficiais com a França. Conhece-se a embaixada de 1681, a recepção magnífica que Luís XIV lhe fez em Versalhes, e o sermão pronunciado por Fénelon por essa ocasião, na festa da Epifania. A expedição pacífica enviada em troca pela França terminou infelizmente numa luta em que os missionários foram vítimas. No século XVIII, por ocasião de uma invasão birmã, os siameses cristãos, que se tinham mostrado bons patriotas, foram quase exterminados, e o seu bispo, Mons. Brigot, foi levado em cativeiro. Dos 12.000 cristãos que tinha, a missão guardou um milhar. Houve horas de persseguição mais tarde (1864). Hoje tudo está calmo, mas os progressos são extremamente lentos. O vicariato conta apenas uma trintena de milhares de católicos, e ainda são em boa parte chineses ou anamitas. Em 1920, um Carmelo foi fundado em Bangcoc. Os salesianos acabam de receber no Sião um território (1928).
2º A Indochina francesa. — A Indochina francesa tem 803.000 kmq., a França e a Itália reunidas, e 20 milhões de habitantes. Quatro quintos são anamitas (Anam, Tonquim, Cochinchina). Mas há ainda os khmers ou cambojanos, que outrora tiveram uma bela civilização (as ruínas de Angkor), os shans (Anam do Sul), os tais (Laos), os mois ou khas, aborígenes. A religião é uma mistura de budismo indiano e de culto dos ancestrais, importação chinesa, o budismo sobretudo no Camboja, o culto dos ancestrais sobretudo no Tonquim.
Os primeiros missionários foram, no século XVI, dominicanos portugueses. Mas o apostolado eficaz só começou com o jesuíta Alexandre de Rhodes. Era por milhares e milhares que se faziam as conversões. Expulso em 1630, veio à Europa pedir socorro e provocar a criação de um clero indígena, portanto ter bispos. Os bispos que Portugal não deu foram fornecidos pela França, Mons. Pallu para o Tonquim, Mons. de la Mothe-Lambert para a Cochinchina, 1659.
A história da missão é a das suas provas sangrentas, alternando com períodos de paz, dos seus inumeráveis mártires, da criação do seu clero anamita, das intervenções armadas da França para defender os seus direitos e exigir a execução dos tratados, intervenção regularmente seguida de uma recrudescência na persseguição. As mais violentas dessas tempestades foram as de Minh-mang em 1833, de Thieu-tri em 1843, de Tu-Duc em 1867, 1869, 1873, 1885. De 1833 a 1886 avalia-se em 90.000 o número dos cristãos massacrados. A conquista do Tonquim trouxe, como represálias, a morte de 20 missionários, 30 sacerdotes anamitas e 50.000 cristãos.
Feita a paz, a calma voltou e a Igreja anamita e tonquinesa retomou a sua marcha para a frente. Hoje, salvo os vicariatos dos dominicanos espanhóis, todas as Igrejas estão sob a direção dos padres das missões estrangeiras de Paris.
1. O Camboja. 2.700.000 hab. Os cambojanos, descendentes dos antigos khmers, são de religião budista, agricultores ou pescadores, resistentes à fadiga, mas pacíficos, com certa licença de costumes.
A sua capital, Pnom Penh, é a sede do vicariato apostólico destacado em 1850 do da Cochinchina ocidental: 70.000 católicos, com 39 missionários europeus e 65 sacerdotes indígenas.
2. A Cochinchina, a mais antiga das possessões francesas, tem 57.000 kmq. e 3.500.000 hab., dos quais 2.600.000 anamitas, o resto cambojanos, chineses, shans e malaios. O vigário apostólico reside na capital, Saigon. Cholon, bem ao lado, é uma grande cidade chinesa de comerciantes ativos. 84.200 católicos, 35 missionários europeus, 90 sacerdotes indígenas.
3. O império de Anam. 180.000 kmq. e 4.900.000 hab., dos quais 90% anamitas. Os outros, os «selvagens», são os aborígenes, entre os quais a tribo bem conhecida dos «mois». A sua religião é uma mistura de budismo, de culto dos ancestrais e de confucionismo. De pequena estatura, robustos, ativos, inteligentes, vaidosos, agricultores e cultivadores de arroz, são também muito aptos aos trabalhos industriais. Dois vicariatos apostólicos, o de Qui-Nhon, com 52 missionários franceses, 85 sacerdotes indígenas e 67.300 católicos, e o de Huê, com 69.700 católicos, 35 missionários franceses e 85 sacerdotes indígenas.
4. O Laos. Os laocianos, 3.500.000, ligam-se à raça dos tais, do Alto Tonquim e do Sião, mas fortemente mestiçados por cruzamentos com as raças vizinhas. São apáticos, pouco religiosos, e no entanto muito supersticiosos, de costumes muito fáceis, praticando casamentos efêmeros. O vicariato apostólico tem a sua sede em Nong-Seng. Há apenas 16.250 católicos. A missão conta 30 missionários europeus e 3 sacerdotes indígenas.
5. O Tonquim se divide em duas regiões bem distintas: o Baixo Tonquim, muito fértil, e que evolui rapidamente, com os seus 300 habitantes por kmq., todos anamitas, os seus rios, as suas minas de carvão e as suas múltiplas fábricas, e o Alto Tonquim, montanhoso, habitado por 500.000 «selvagens» de raça tai, chinesa ou tibetana.
Do ponto de vista religioso, o Tonquim compreende os vicariatos de Vinh, Phat-Diem, Hung-Hoa e Hanói, confiados às Missões estrangeiras de Paris; de Bui-Chu, Haiphong e Bac-Ninh, sob a direção dos dominicanos espanhóis, e a prefeitura apostólica de Langson, evangelizada pelos dominicanos da província da França.
Vinh conta 137.514 católicos com 29 missionários franceses, 155 sacerdotes indígenas; Phat-Diem, 125.000 católicos, 36 missionários franceses, 113 sacerdotes indígenas; Hung-Hoa, 35.000 católicos, 22 missionários europeus, 33 sacerdotes indígenas; Hanói, 154.000 católicos, 36 missionários europeus, 136 sacerdotes indígenas; Bui-Chu, 300.000 católicos, 27 dominicanos, 160 sacerdotes indígenas; Haiphong, 83.143 católicos, 19 dominicanos, 58 sacerdotes indígenas; Bac-Ninh, 12.500 católicos, 14 dominicanos, 36 sacerdotes indígenas; Langson, por fim, 1.280 católicos, 12 dominicanos, 4 sacerdotes indígenas. No total, no Tonquim, 877.432 católicos, 195 missionários europeus, 695 sacerdotes indígenas, 1.446 religiosas e mais de 200 catequistas.
E em toda a Indochina, Tonquim incluído, 1.615.000 católicos em 13 vicariatos ou prefeituras apostólicas; 1.389 missionários europeus, 904 sacerdotes indígenas, 1.928 catequistas e 3.182 religiosas, das quais 185 europeias e 2.997 indígenas. A religião se foi pouco a pouco libertando da mácula de religião estrangeira, e está se tornando uma verdadeira religião nacional. Pode-se conceber as mais belas esperanças para a fé. A Indochina é bem uma das nossas missões mais florescentes, depois de ter sido uma das mais perseguidas.
IV. OS ESTADOS MALAIOS, AS ÍNDIAS NEERLANDESAS, AS FILIPINAS.
1º A diocese de Malaca compreende a península malaia, ou «Estabelecimentos dos Estreitos», com a ilha e a cidade de Singapura. Aí, na ilha de Pulau Pinang, os padres das Missões estrangeiras têm o seu seminário central para as suas missões do Extremo Oriente. Numa população de 3.500.000 hab., contavam-se 55.000 católicos em 1926 (44.000 em 1923), e 12.799 crianças nas escolas. Esses católicos são em grande maioria chineses. Foi na península de Malaca que o P. Schebesta, V.D., descobriu e estudou povos primitivos muito curiosos pelo seu monoteísmo, a sua monogamia um pouco atenuada e o seu sentimento de culpabilidade. (Cf. Revue d'hist. des Missions, 1º de dezembro de 1925.)
2º As Índias neerlandesas, das quais as maiores são Sumatra, Java, Borneo, Celebes, e as mais célebres na história das missões do século XVI, as Molucas, evangelizadas por são Francisco Xavier, ligam-se à Ásia meridional pelo seu solo, o seu clima, a sua vegetação e os seus habitantes. Medem no seu conjunto cerca de 2 milhões de kmq., 58 vezes a extensão da Holanda, a quem pertencem quase na totalidade.
Até o começo do século XIX, a Holanda proibiu nelas a entrada dos missionários católicos, e as antigas missões, salvo nas ilhas guardadas pelos portugueses, Flores e Timor, desapareceram completamente. Os padres romanos voltaram em 1808. Em 1842 foi erigido o vicariato de Batávia, e, em 1874, foi confiado aos jesuítas holandeses. Por muito tempo, só puderam ocupar-se dos colonos europeus e dos católicos vivendo nas terras cedidas pelo Portugal. Em todos os outros lugares o governo se mostrava contrário à evangelização dos javaneses muçulmanos, e, quanto aos infiéis, estabelecia o princípio do primeiro ocupante. O católico não podia ir onde estava o protestante, e reciprocamente.
Pouco a pouco, porém, o rigor desses princípios se atenuou, e hoje os jesuítas puderam converter vários milhares de javaneses, muçulmanos, e recrutar entre eles vocações sacerdotais e religiosas. Aliás, o vicariato desmesurado de Batávia foi metodicamente repartido entre outros missionários, todos holandeses, em 1903.
Os missionários do Sagrado Coração de Issoudun acrescentaram à sua missão da Nova Guiné inglesa a parte holandesa da ilha e as ilhas vizinhas. O vicariato, recebido com um milhar de fiéis, tem hoje (1926) 21.025. 1905. Borneo Sul é dado aos capuchinhos. 1912. Os capuchinhos recebem igualmente Sumatra, que depois partilham com os padres do Sagrado Coração de Saint-Quentin e os padres de Picpus. Daí, hoje, três prefeituras: Padang, Benkoelen, Banka-Billiton. 1912.
Os padres do Verbo Divino assumem as Pequenas Ilhas de Sonda, incluindo Flores (1914). O vicariato, fundado com 55.000 cristãos, tem agora mais de 90.000. 1919: Celebes, 11.000 católicos. A ilha passa aos missionários de Issoudun. Por fim, Java. A ilha, com 35 milhões de habitantes, permanecia com os jesuítas. Em 1923, a extremidade oriental foi repartida entre os carmelitas (P. A. de Malang) e os lazaristas (P. A. de Soerabaza). No centro da ilha, separando dois distritos que permaneceram com os jesuítas e que contam ainda 6.500.000 habitantes, outro distrito ainda virgem foi dado aos missionários de Issoudun, e mais um outro aos padres cruzíferos. No conjunto, as Índias holandesas têm hoje 180.000 católicos repartidos entre 5 vicariatos, 4 prefeituras e 4 missões.
3º As Filipinas. As Filipinas, evangelizadas no século XVI pelos dominicanos, franciscanos, agostinianos e jesuítas, têm atualmente cerca de 9 milhões de católicos. É uma Igreja regularmente constituída, mas onde ainda restam terras de missão. Os padres de Scheut evangelizam os Igorrotes de Luzon, ainda selvagens e pagãos. O mesmo fazem os padres do Verbo Divino. Em Mindanau, os missionários de Issoudun encarregam-se de um distrito de cristãos antigos. Mas os selvagens, os infiéis e os muçulmanos ou mouros de Mindanau, 415.000 almas, são trabalhados pelos jesuítas espanhóis e americanos. A diocese de Zamboanga, que lhes é confiada, conta 315.000 católicos, em parte conquistados à barbárie por métodos que se assemelham aos das reduções do Paraguai. V. a CMISE.
11 milhões de km², mais que a Europa inteira; 400 ou 440 milhões de habitantes, a quinta parte da população total do globo: a China é o bloco de infidelidade mais formidável que existe. À China propriamente dita, composta das 18 antigas províncias, cada uma grande como um grande reino da Europa, deve-se acrescentar as «marcas»: a Manchúria (940.000 km² e 20.000.000 de habitantes), a Mongólia quase deserta, percorrida por nômades, o Tibete ainda ferozmente fechado aos estrangeiros e que o cristianismo ainda não tocou, salvo muito ligeiramente nas bordas.
O fundo da população, os «filhos de Han», sofreu, ao Norte, a mistura dos povos aparentados aos Hunos, os manchus e os mongóis. Ao sul, os chineses entraram em contato com raças diversas: os negroides, pigmeus análogos aos da África, os Lolos, que parecem de origem ariana, etc. Daí diferenças bastante marcadas, tanto no físico quanto no moral, entre os chineses do Norte e os chineses do Sul. Isso, sem falar das diferenças de língua: ao lado do chinês clássico, o «mandarim», há o cantonês, o fukienense, etc., que diferem dele tanto quanto o francês do italiano e do português.
Quanto ao caráter, o chinês é fundamentalmente tradicionalista. Tem qualidades de raça que não se podem desconhecer: finesse, bom senso firme, engenhosidade, paciência, sobriedade, resistência, capacidade de adaptação, honestidade nas transações comerciais, amor à família, cortesia refinada e incansável.
Os defeitos são conhecidos: a China fossilizou-se na tradição do passado e isolou-se o máximo possível do movimento mundial. Os 40.000 caracteres de sua escrita, tão incômodos, tornam o estudo difícil. A própria elite sempre preferiu as letras à ciência positiva. Do ponto de vista moral, a crueldade às vezes se dissimula sob a doçura, e o amor à família não impede, em mais de uma região, que se desfaçam das crianças, sobretudo das filhas, em caso de dificuldade ou fome».
Do ponto de vista religioso, costuma-se distinguir «três religiões» na China: o confucionismo, o taoísmo e o budismo. Seria mais exato dizer que o chinês admite apenas uma única religião, baseada na crença nos bons e maus espíritos que animam todos os seres do universo. Essa religião compreende: 1º o culto dos ancestrais, verdadeiro cerimonial religioso e social da massa da nação; 2º o confucionismo, código moral; 3º o taoísmo e o budismo, de caráter mais religioso, suprindo estes últimos o que falta ao confucionismo quanto ao ritual e às práticas exteriores, sem todavia exigir de seus adeptos nenhum ato doutrinal de fé religiosa». Mons. Boucher, Petit atlas, p. 91-92.
O Evangelho foi mostrado à China primeiramente por orientais, nestorianos vindos da Síria (estela de Si-ngan-fou, descoberta em Chen-si em 1625). Ainda havia nestorianos em Pequim no século XIII. Nessa época, dominava na China uma dinastia mongol, portanto estrangeira. Foi com ela que, no século XIII, a Europa cristã entrou em contato, por meio de embaixadores do papa e do rei da França (João de Pian del Carpine e Guilherme de Rubruck, O.S.F.). Em 1291, outro franciscano, João de Monte Corvino, chegava a Khanbalig (Pequim) e ali fundava uma missão. Em 1307, ele era o arcebispo dela, com dois sufragâneos. A missão desapareceu com a dinastia mongol, com a ascensão dos Ming (1368). Nada restou dela.
A tentativa foi retomada no século XVI. Francisco Xavier morreu diante das costas da China, onde queria entrar (1552). Depois de trinta anos de esforços para forçar uma porta que a xenofobia tradicional dos chineses puros mantinha fechada, finalmente, em 1581, o jesuíta Miguel Ruggieri, e em 1583 Mateus Ricci, seu confrade, obtiveram permissão para se fixar em Chao-k'ing, perto de Cantão, e, em 1601, Ricci estava em Pequim. Ele inaugurava a missão moderna do Império Celeste.
Durante uns cem anos ela se desenvolveu, com o favor, intermitente é verdade, dos imperadores, que utilizavam a ciência matemática, astronômica e física dos missionários. Houve a ilusão, em certos momentos, de crer que a China inteira iria se tornar cristã. Os jesuítas esperavam dar-lhe, de uma só vez, um clero, uma hierarquia, uma liturgia indígenas. Mas certas tolerâncias para ritos que eles se creram autorizados a considerar como puramente civis não foram admitidas por outras sociedades religiosas, que haviam entrado no império em seus passos. Daí a querela dos ritos. Ver Chineses (ritos). Foi esse o ponto de partida da decadência. Seguiram-se as perseguições, os martírios, a suspensão dos jesuítas, a rarefação das vocações.
E a Igreja da China, que tinha por volta de 1700 cerca de 300.000 fiéis, cem anos depois não tinha mais que 180.000. Uma nova fase começa com o regime dos tratados impostos ao império pelas potências estrangeiras. Foi primeiro o de 1844, concluído pelo sr. de Lagrené, que permitia a todos, na China, «estudar e praticar a religião do Senhor do Céu». Certa liberdade de circulação no império era concedida. Em 1858, o tratado de Tien-tsin confirmava a liberdade religiosa, assegurava aos missionários a segurança no interior, mediante um passaporte. Em 1860-1865, vem a autorização para comprar terrenos em nome da comunidade cristã, etc. Graças a essas liberdades, que não impediram nem os processos nem as perseguições locais, o cristianismo fez progressos notáveis.
Em 1900, havia 740.000 cristãos; 1.750.000 em 1915; 2.139.220 em 1927. Os ganhos são muito desiguais segundo as províncias: apenas 11.000 batizados em Koang-si, mas 176.000 em Su-tchuen, 188.000 em Chan-toung, 220.000 em Kiang-sou, 650.000 em Tche-li. Eis, para dar uma ideia de conjunto do trabalho missionário na China no momento atual: 73 vicariatos ou prefeituras (42 em 1900), 67 bispos, 3.198 padres, dos quais 1.271 indígenas, 739 seminaristas maiores e 121 menores.
Em 1926-1927, administraram-se 380.386 batismos, dos quais 56.795 de adultos, não em artigo de morte. Meio milhão de catecúmenos esperavam sua vez. 331 orfanatos recolheram 19.502 meninos e meninas; a Santa Infância recebeu e fez criar 60.575. 5.732 doentes passaram pelos hospitais, etc. As escolas de todos os graus tiveram 282.602 alunos, 31.353 menos que no ano anterior. O ensino superior não é o que deveria ser. Enquanto os protestantes multiplicam as escolas superiores, os católicos ainda têm apenas a universidade Aurora de Xangai, a escola superior de Tien-tsin e a universidade de Pequim, dirigidas, as duas primeiras pelos jesuítas franceses, e a outra pelos beneditinos da América. Respectivamente 450, 126 e 160 alunos.
Quase todas as nações católicas têm parte no apostolado chinês. À eles sós, os 936 missionários franceses administram quase um milhão e meio de chineses católicos. Dezessete sociedades religiosas repartem entre si os vicariatos: jesuítas, franciscanos, dominicanos, lazaristas, seminários de Paris, de Milão, de Parma, de Roma, padres de Scheut, padres do Verbo Divino, beneditinos de Santa Otília, capuchinhos, salesianos, sem falar dos que ainda não têm territórios autônomos. Para concluir, cinco vicariatos, estritamente indígenas, sob bispos chineses, foram criados em 1926. Um pouco antes, em 1921, havia se realizado em Xangai, na igreja de Santo Ignácio, o primeiro concílio plenário da China, sob a presidência do delegado apostólico.
Mas o que é tudo isso ainda, em face dos 400.000.000 de almas pagãs que restam? O bloco infiel apenas foi arranhado. E as dificuldades estão longe de ter diminuído. A tradicional xenofobia dos chineses, que em 1899 se traduziu na insurreição dos Boxers, a qual causou tantas vítimas entre os cristãos, transformou-se num nacionalismo exasperado, que quer suprimir todos os tratados, fazer tábula rasa dos direitos adquiridos e das dívidas contraídas, expulsar os estrangeiros, etc. Se, na revisão dos tratados, essas ideias prevalecerem, será o fim da propriedade cristã na China.
Mas, além disso, a influência russa introduziu os princípios comunistas, com suas negações religiosas. Os velhos cultos confucionista e budista deixarão de ser cultos de Estado; serão substituídos, e já o são nas escolas, por um culto pretensamente civil do «Lênin chinês», Sun-wen, o qual corre o risco de tomar ares supersticiosos. O futuro da Igreja da China está longe de ser tranquilizador. Por sua parte, a Santa Sé faz o que pode (carta de Pio XI aos vigários apostólicos da China, 15 de junho de 1928; consagração de bispos chineses; mensagem ao povo chinês, 3 de agosto de 1928) para dissociar o apostolado das tendências nacionalistas e imperialistas das potências.
É impossível entrar no detalhe das 73 Igrejas da China e mostrar a originalidade de cada um de seus grupos. Digamos apenas, em geral, seu ponto de partida histórico. Durante muito tempo, a única diocese de Macau (1575) englobava a China inteira; em 1690 foram criadas as dioceses de Pequim e de Nanquim. O titular desta última sé foi o único padre chinês que então existia, o dominicano Gregório Lo. Em 1696, para aliviar a tarefa dos três bispos, foram criados: sobre Macau, os vicariatos de Koei-tcheu, de Su-tchuen, de Yun-nan; sobre Nanquim, os de Fo-kien, de Hou-kouang, de Kiang-si, de Tche-kiang; sobre Pequim, o de Chensi-Chansi. Todos, teoricamente, deveriam com o tempo se tornar dioceses.
O programa, dadas as desgraças da missão, e também a má vontade da corte de Lisboa, não foi executado. Em 1838, de fato havia apenas as 3 dioceses e 3 vicariatos (Chen-si, Fo-kien e Su-tchuen). Pequim e Nanquim não tardaram a desaparecer como dioceses, substituídas pelos vicariatos de Tche-li e de Kiang-nan. Depois disso, as prefeituras e os vicariatos foram se multiplicando. Não há ano, ou quase, de algum tempo para cá, sem alguma fundação nova: 3 em 1922-23, 9 em 1923-24, 2 em 1924-25, 5 em 1925-26... o movimento continua. Como não dividir missões que contam 5, 10, 20 milhões de infiéis?
17. O IMPÉRIO DO JAPÃO. O império do Japão, o mais poderoso do Extremo Oriente, que hoje caminha de par com as grandes nações europeias e os Estados Unidos, compreende as ilhas do Japão, Formosa, cedida pela China em 1895, a península da Coreia, anexada em 1910, e os arquipélagos das Carolinas e das Marianas.
1º O Japão propriamente dito compreende as grandes ilhas de Yeso ou Hokkaido, ao Norte, Hondo ou Nippon, a mais importante, no Centro, Shikoku, e Kiu-shu, ao Sul. Em torno agrupam-se perto de 500 pequenas ilhas habitadas. A superfície é de 382.000 km², e a população, que se multiplica de maneira extraordinária, é de 60.000.000. Os habitantes são notavelmente inteligentes, trabalhadores, perseverantes, e certamente uma das raças mais dotadas do mundo. São ao mesmo tempo tradicionalistas, fiéis aos velhos costumes de seus antepassados, e amigos do progresso intelectual e material. Nesse último ponto não cedem a ninguém.
Os Ainos de Yeso parecem ser os aborígenes, de costumes primitivos, caçadores ou pescadores. Os japoneses ou nipões vieram provavelmente da Sibéria, não se sabe em que época, e são aparentados aos fineses, aos mongóis, aos hunos, etc. A religião nacional é o xintoísmo, o «caminho dos deuses», religião sem dogma nem moral, que se reduz ao culto da natureza, dos kamis protetores do clã, dos antepassados, dos grandes homens divinizados. O xintoísmo, durante muito tempo um pouco eclipsado pelo budismo, retomou sua importância desde a revolução que transformou o Japão. Torna-se religião nacional e nacionalista, embora os políticos finjam dizer que não é religião alguma, mas simples conjunto de cerimônias civis. A verdade é que está impregnado de superstição. Por sua identificação com o sentimento nacional, constitui para o cristianismo um obstáculo considerável, análogo ao do confucionismo na China e ao do hinduísmo na Índia. Quanto ao budismo, importação coreana e chinesa, é hoje a religião popular, mas que faz de tudo para se modernizar e tornar-se científica.
Foi em 15 de agosto de 1549 que São Francisco Xavier chegou ao Japão com dois de seus irmãos e 3 neófitos japoneses. Não parece que o cristianismo tivesse sido pregado anteriormente no arquipélago. Pelo menos não há vestígio disso. O santo estabeleceu-se em Kagoshima, ao sul da ilha de Kiu-shu: ao fim de um ano, havia convertido uma centena de pessoas. Dois anos depois, partiu para retornar às Índias, e depois penetrar na China (1551); deixava 4 ou 5 grupos de 1.500 a 2.000 cristãos. Seus sucessores, em meio século, batizaram, segundo se diz, 2 milhões de pessoas, e a Igreja do Japão, em seu apogeu, parece não ter contado muito menos de um milhão de fiéis. Mas, por impulso dos bonzos budistas, que incitavam os shoguns, espécie de mordomos do palácio, eclodiu uma perseguição furiosa que durou cinquenta anos. O Japão foi fechado aos estrangeiros, e pôde-se crer que sua Igreja estivesse inteiramente destruída.
Era desconhecer o heroísmo dos cristãos japoneses, que souberam, em grande número, morrer por sua fé, e a constância deles, que a conservou viva. Quando, em 1853, os Estados Unidos forçaram as portas do Japão e estabeleceram com ele relações amistosas; quando, em 1858, a França obteve para seus missionários o direito de ocupar o vicariato apostólico de Nagasaki, que Gregório XVI havia em vão tentado organizar alguns anos antes, descobriram-se mais de 10.000 cristãos que haviam permanecido fiéis em segredo durante 250 anos, sem padre, sem culto, sem sacramentos. Eles também conheceram novas perseguições. Mas finalmente a liberdade se estabeleceu definitivamente em 1874, e Mons. Petitjean podia então contar 15.000 cristãos, repartidos em 8 paróquias e 61 comunidades cristãs.
O catolicismo só progride lentamente no Japão. Tem contra si, no povo, as calúnias espalhadas durante dois séculos, as perseguições mesquinhas dos pequenos magistrados, a espionagem das famílias, etc. A liberdade de culto existe na lei, mas é contrariada pelos costumes. Na sociedade instruída, os obstáculos vêm do xintoísmo oficial, que impõe seus ritos, e também das ideias racionalistas que prevalecem nas universidades, pois todas as filosofias do velho mundo europeu são ensinadas no Japão. Não há motivo para estranhar que ainda não haja 100.000 católicos (os protestantes progrediram um pouco mais).
O Japão atualmente está constituído em província eclesiástica, com Tóquio como metrópole. Portanto, um arcebispado, 4 bispados, um dos quais totalmente indígena (Nagasaki, sob Mons. Hayasaka); um vicariato apostólico confiado aos jesuítas alemães, 5 prefeituras, e algumas missões ainda não autônomas. Trabalham nessas igrejas os padres das Missões Estrangeiras de Paris, os jesuítas (universidade católica de Tóquio, fundada em 1908), os padres do Verbo Divino, os dominicanos, os franciscanos, os salesianos, os marianistas (colégios), e também as damas de São Mauro e do Sagrado Coração, e as irmãs de São Paulo de Chartres.
2º Os anexos. 1. A Coreia (220.000 km², a metade da França, 19.500.000 habitantes). À religião animista dos primeiros tempos veio juntar-se uma imitação do culto oficial chinês, oferenda aos espíritos, aos antepassados, a Confúcio, e depois, no século IV, o budismo. Tendo o budismo declinado desde o século XV, por efeito de uma mudança de dinastia, foi reerguido pelos japoneses, que lhe acrescentaram o xintoísmo. E o resultado dessa mistura, acentuado pela indiferença oficial das escolas, é uma espécie de agnosticismo. É de temer que os bons dias do catolicismo já tenham passado na Coreia.
Ele havia entrado ali no final do século XVIII. Letrados, tendo lido os livros chineses do P. Ricci, foram instruir-se em Pequim. Voltaram de lá convencidos, pregaram sua nova fé e reuniram perto de 10.000 neófitos, sem padres nem sacramentos. Perseguições pavorosas tentaram, por diversas vezes, deter esse movimento e sufocar a nova Igreja em sangue. Os cristãos coreanos, dos quais 75 foram beatificados com seu bispo, Mons. Imbert, em 1925, foram heroicos. A perseguição continuou até 1866. A paz finalmente se restabeleceu. A Igreja da Coreia conta neste momento 110.000 cristãos, em 3 vicariatos e uma prefeitura: dois confiados às Missões Estrangeiras de Paris (Taegu e Seul), um aos beneditinos de Santa Otília (Wonsan), um aos padres de Maryknoll (Pyongyang ou Hpyeng-an).
2. A ilha Formosa foi evangelizada pelos dominicanos já em 1626, e depois abandonada. Os missionários só voltaram em 1869, e a prefeitura atual data de 1913. Há ainda apenas 5.501 cristãos entre 3.967.869 habitantes.
3. As ilhas Marianas, Carolinas e Marshall, colocadas pelo tratado de Versalhes sob mandato japonês, têm no conjunto 14.700 católicos, contra 11.500 protestantes e 22.700 infiéis. O vicariato, fundado em 1911 e confiado então aos capuchinhos alemães, passou em 1920 aos jesuítas espanhóis (as Marshall, em 1921, pertenciam aos missionários alemães do Sagrado Coração).
A essas missões seria preciso acrescentar as que se organizam no Brasil (Estado de São Paulo) em favor dos emigrados japoneses, missões muito incentivadas pelo governo de Tóquio, que nisso vê seu proveito.
III. As missões da África.
Já no século III de nossa era, a África romana, do Nilo ao estreito de Gibraltar, estava semeada de Igrejas cristãs. Havia mais de 800 dioceses em torno das sés de Alexandria e de Cartago. A Igreja africana foi rica em santos, mártires, bispos, doutores e monges. Sobreveio a invasão vândala, depois a conquista bizantina, que retardou a ruína já iniciada. Essa ruína foi consumada pela invasão muçulmana, e no século XIII, das antigas Igrejas da Numídia, da Mauritânia, da Cirenaica, nada mais restava. Somente os coptas monofisitas do Egito, e sobretudo da Abissínia, haviam resistido. Durante toda a Idade Média, a África permaneceu fechada ao apostolado.
Contudo, já no xiv século, dominicanos subiam o Nilo até a Abissínia. Monges franceses estabeleciam entrepostos nas costas da Guiné. No século XV, os portugueses aparecem na Gâmbia e em Serra Leoa, e padres com eles. Em 1536, o papa sagrava bispo um negro do Congo, que infelizmente morreu antes de regressar à sua pátria. Já no tempo de Santo Ignácio, os jesuítas fundavam uma missão no Congo. Em 1590 era criada a diocese de Angola, que parece ter prosperado. Mas o declínio religioso de Portugal provocou o declínio dessas Igrejas negras, tanto a oeste como a leste do continente. No século XIX, tudo estava por recomeçar. Em contrapartida, já no século XVII, o calvinismo havia se instalado no Cabo com os holandeses (os bôeres do Transvaal).
As datas seguintes marcam as primeiras etapas do novo apostolado africano: em 1839, chegada dos lazaristas à Etiópia; em 1812, dos oblatos de Maria ao Natal; em 1843, dos padres do Espírito Santo à África ocidental; em 1815, dos jesuítas às portas de Madagascar; em 1816, dos capuchinhos entre os Galas; em 1803, dos padres do Espírito Santo à África oriental; em 1808, dos padres das Missões de Lyon às costas da Guiné; em 1872, dos padres de Verona ao Sudão. Por essa época, começam as grandes explorações de Livingstone, de Stanley, de Brazza, etc. Os missionários seguem. Em 1879, os jesuítas estão na atual Rodésia, e os padres brancos nos Grandes Lagos. A partir de 1887, a criação das colônias alemãs provoca o envio de outros missionários. Em 1888, começa a evangelização metódica do Congo belga. Desde então, as Igrejas se multiplicaram na África. Atualmente há no continente 13 dioceses latinas, 3 de rito oriental, 65 vicariatos, 40 prefeituras, 1 prelatura nullius.
1. A ÁFRICA MUÇULMANA DO NORTE. — Ao Norte, e até perto do 15º grau, a África está quase exclusivamente entregue ao Islã. As conversões ali são muito raras. A população cristã é toda europeia, ou (no Egito) de rito oriental. Quando se conseguirá arrastar a massa muçulmana? Talvez sejam necessários ainda séculos. Por ora, tudo o que se pode fazer é, por assim dizer, abrandá-la pelo contato das virtudes e da educação católica. Ainda feliz se esse trabalho de longa paciência não fosse constantemente comprometido pela indiferença religiosa dos europeus!
1º O Egito. Sobre 12.500.000 habitantes, 11.250.000 são maometanos, 60.000 israelitas, 45.000 protestantes, sobretudo ingleses, 800.000 cismáticos orientais de rito copta, restos das antigas Igrejas de Santo Atanásio e de São Cirilo; 25.000 retornaram à unidade. Há, para os latinos, vicariatos: o do Egito e do Canal, confiados aos franciscanos, e o de Suez e o do Delta, aos padres das Missões de Lyon. Os coptas têm um patriarcado (Alexandria) e duas dioceses, Hermópolis Magna ou Minia, e Tebas. Os armênios também têm um bispo. Os franciscanos e os jesuítas trabalham também entre os coptas do Alto Egito. Os jesuítas têm, além disso, seu colégio do Cairo. Numerosas congregações, sobretudo francesas — lazaristas, irmãos das Escolas Cristãs, filhas da Caridade, damas do Bom Pastor, damas de Sião, etc. — contribuem, como já se disse, para sanear «a atmosfera». Embora muçulmano, o governo é muito favorável à influência católica.
2º A Tripolitânia, ou Líbia, colônia italiana desde 1912, compreende, com a Cirenaica, 900.000 km² e 778.000 habitantes, dos quais 19.000 católicos, e quase tantos cismáticos; o restante, muçulmano. A prefeitura apostólica ali é confiada aos franciscanos.
3º Na Tunísia e na Argélia, a hierarquia católica normal está constituída, mas, dada a população muçulmana, ainda se pode considerá-las países de missão. Na Tunísia, o arcebispado de Cartago, fundado antes do fim do século II, depois desaparecido, foi restabelecido a pedido de Mons. Lavigerie. A figura eminente do cardeal domina todas as obras apostólicas dessa região. Na Argélia, sobre 5.800.000 habitantes, 4.970.000 são muçulmanos, 80.000 judeus, 750.000 europeus, católicos em sua maioria. O apostolado entre os infiéis ali foi, desde o início da ocupação francesa, contrariado pelo governo, que fingia temer explosões de fanatismo. Os padres brancos, contudo, puderam constituir uma missão sobretudo escolar entre os cabilas; mas os cabilas são apenas muçulmanos de leve. À Argélia se vincula a prefeitura apostólica de Gardaïa, criada pelos padres brancos em 1901, e que conta 3.117 católicos numa população de 403.142 habitantes. De Gardaïa depende Tamanrasset, célebre pela estada e morte do Padre de Foucauld, «marabu cristão» que conquistava os muçulmanos pelo heroísmo de suas virtudes.
4º O Marrocos, 45.000 km², 5.400.000 habitantes, pouco mais de 7.000 católicos, e europeus. Desde o tempo de São Francisco de Assis, os franciscanos têm sobre o Marrocos uma espécie de monopólio apostólico. O vicariato apostólico do Marrocos e de Tânger, constituído em 1908, é dos padres espanhóis, e o de Rabat (1921), dos padres franceses.
II. DO MARROCOS AO CONGO. A ÁFRICA OCIDENTAL. Abaixo dessa larga faixa costeira continua o mundo muçulmano, mas mais ou menos misturado de elementos fetichistas. E é ainda um problema angustiante o da conquista da África negra pelo Islã. Tudo o que o Islã ganha está perdido durante séculos para o cristianismo.
Nessas regiões, é exclusivamente entre os fetichistas que se fazem as conversões. 1º O Saara ocidental, ou Mauritânia, entre o Marrocos e a Senegâmbia, imenso país desértico, onde vivem apenas 201.470 habitantes, dos quais 189.000 mouros, mistura de berberes e árabes; o restante, senegaleses (Uólofe e Tucolores). Os mouros são nômades, divididos em tribos guerreiras, de seitas muçulmanas fanáticas, monógamos: entre eles, a mulher goza de grande autoridade. A Mauritânia depende do V. A. de Senegâmbia.
2º O Senegal serviu, talvez já desde o século XIV, de escala aos marinheiros normandos que se dirigiam ao Brasil. Se ainda é francês, é graças aos padres do Espírito Santo, que estão lá desde 1813. Os negros ali pertencem aos seguintes grupos: os Peuhls, pastores; os Tucolores, resultantes do cruzamento dos Peuhls com seus vizinhos, sedentários; os Uólofes, tribos guerreiras; os Mandingas, comerciantes exímios: todos muçulmanos. Resistiram ao Islã: os Serer, negros pacíficos, trabalhadores previdentes; os Bandara, os Balantas e os Diolas, estes dois últimos grupos bastante degradados. O cristianismo começa a ser aceito por eles. Enquanto os muçulmanos resistem, os pagãos se deixam conquistar.
O país se desenvolve rapidamente, com escolas normais de professores, escolas médicas e de parteiras, com três jornais locais em Dakar; com 80 instalações esportivas, associações de empregados ou sociedades de socorro mútuo, etc. A prefeitura apostólica do Senegal, criada em 1563, e o vicariato apostólico de Senegâmbia, criado cem anos depois, estão desde 1873 ligados um ao outro. Sobre uma população de 1.777.709 habitantes, os padres do Espírito Santo conseguiram conquistar 23.000 católicos. O clero indígena conta 4 padres.
3º O Sudão é constituído pelas bacias do Alto Senegal e do Médio Níger. Ao Norte, as regiões saarianas (2 milhões de km²), percorridas pelos mouros, os Peuhls, os tuaregues e outros nômades invasores, todos muçulmanos. Um dos grandes obstáculos às conversões é a forte constituição da família, que tira toda liberdade ao indivíduo. Ao Sul, o país (600.000 km²) é ocupado por sedentários aborígenes, os grupos mandé, mistura de nigrícias e bantos (Bambaras, Malinkés, Soninkés, etc.). É entre estes últimos que se fazem as conversões. Dois vicariatos: Bamako, a Oeste, Uagadugu, a Leste, e as prefeituras de Navrongo e de Bobo-Dioulasso. Os padres brancos têm ali 8.350 fiéis. Já um pequeno seminário foi aberto em Kati. Os missionários estão esperançados.
4º A costa ocidental, do Senegal ao Níger. Do Senegal às bocas do Níger, a costa se fragmenta em múltiplas colônias, onde muçulmanos e pagãos se misturam em proporções muito desiguais. Guiné portuguesa, 5.000 católicos, depende de Cabo Verde. Guiné francesa, V. A. 1920, padres do Espírito Santo. Serra Leoa, V. A. 1858, padres do Espírito Santo; colônia inglesa onde abundam todas as variedades de protestantes. O mesmo na república negra da Libéria (P. A. 1903), fundada pelos Estados Unidos para os negros emancipados da América.
Entramos aqui no domínio dos padres das Missões Africanas de Lyon. Compreende, além da Libéria, a Costa do Marfim (V. A. 1911), colônia francesa, com, no interior, a P. A. de Korhogo (1911); a Costa do Ouro, colônia inglesa, compreendendo 2 vicariatos, Costa do Ouro (1901) e Baixo Volta (1923); o Togo, colônia alemã, hoje repartida entre a França e a Inglaterra, outrora cultivada pelos padres do Verbo Divino (V. A. 1914); o Daomé (V. A. 1901), colônia francesa; Lagos, na Costa do Benim, colônia inglesa (V. A. 1861); enfim a colônia inglesa da Nigéria, um dos países da África do Norte onde o protestantismo é mais florescente. A Nigéria ocidental (V. A. 1919) e a oriental (P. A. 1911) completam o domínio dos missionários de Lyon. Com a Nigéria meridional recomeça o domínio dos padres do Espírito Santo.
Em toda essa região costeira, os 16 milhões de negros, em sua maioria negros puros, são majoritariamente fetichistas, geralmente agricultores pacíficos. Vários, contudo, são de temperamento belicoso (os Achantis, por exemplo) e foram, para os europeus, adversários temíveis. O elemento muçulmano é numeroso, mas não predominante. Contudo, todos os centros do litoral têm suas mesquitas. Havia 800 muçulmanos em Lagos em 1863; há 20.000 hoje. Em geral, a população resiste à propaganda, permanece fetichista. Só a Nigéria do Sul foi mais seriamente islamizada.
5º Camerún e Guiné. — Toda a região compreendida entre o Níger, o Chade, o Ubangui, o Congo e o Oceano é, salvo algumas enclaves, confiada aos Padres do Espírito Santo. O maometismo domina no Norte, e, à medida que se desce para o Sul, o animismo prevalece. Do mesmo modo, nigrícias ao Norte, bantos no centro e no Sul. Entra-se, a Oeste, pelo Camerún, no domínio linguístico dos bantos, o qual termina, na África do Sul, no rio Orange. Ali se praticava em grande escala, como no Congo belga, o comércio de escravos, especialidade atroz dos árabes muçulmanos.
Outrora colônia e missão alemã, o Camerún teve de passar dos padres palotinos, congregação ítalo-alemã, aos missionários do país vizinho. É a mais forte Igreja da África equatorial, hoje repartida entre os padres do Espírito Santo e os padres do Sagrado Coração, na parte francesa, e, na parte inglesa, os padres de Mill-Hill. Recebida já com 28 ou 30.000 fiéis, tem agora 131.000.
Descendo ainda a costa, encontramos, misturados a outras colônias, os resquícios das antigas possessões espanholas e portuguesas: a ilha mortífera de Fernando Pó (Espanha), a Guiné espanhola, a ilha e diocese de São Tomé (Portugal), depois a Guiné francesa (V. A. 1920), o Loango (V. A. 1886), também francês, onde os padres do Espírito Santo cultivam cristandades que remontam aos capuchinhos do século XVII. O Landana (P. A. 1865) se vincula, por sobre a embocadura do Congo, às missões portuguesas.
III. OS TRÊS CONGOS. 1º O Congo francês. O Loango nos introduz no Congo francês, vasta região que, pelo Ubangui, pertence à bacia do Congo, e pelo Chari, à do lago Chade. É preciso lembrar aqui a memória de Mons. Augouard, o «bispo dos antropófagos». Um vicariato (1890), o de do Ubangui, ou de Brazzaville, e uma prefeitura (1909), a do Ubangui-Chari. No conjunto, a população é fetichista, mas ao norte o Islã desce pouco a pouco. Não faltam tribos ainda absolutamente rudes. Muitas são dizimadas pela doença do sono, como também as do Congo belga. Nesse meio, muitas vezes pouco tranquilizador, a evangelização começou somente por volta de 1880, e conquistou cerca de 25.000 fiéis. Os missionários são os padres do Espírito Santo.
2º O Congo belga. A vasta colônia belga do centro africano é, do ponto de vista apostólico, caracterizada pelo método que presidiu à tomada de posse, pelo Evangelho, desse país bárbaro. Já antes da criação do Estado independente, os padres brancos ocupavam o vicariato do Alto Congo, uma de suas primeiras fundações (1880). Em 1888, a Santa Sé criou para o novo Estado o vicariato do Congo belga e o confiou aos padres de Scheut. O loteamento começou quatro anos depois, com o Kwango, dado aos jesuítas. Depois a Bélgica católica apelou a todas as suas forças religiosas. Todas as congregações de padres, de irmãos, de irmãs foram levadas a colaborar na obra comum. Jamais um conjunto semelhante havia sido realizado.
Eis a lista das missões por ordem de data de fundação: 1880, Alto Congo, padres brancos, V. A., 1880; 1888, Leopoldville, padres de Scheut, V. A., 1882; 1892, Kwango, jesuítas, V. A., 1927; 1898, Ouella ocidental, hoje Buta, premonstratenses, V. A., 1924; 1901, Alto Kassaí, padres de Scheut, V. A., 1917; 1904, Stanley Falls, padres do Sagrado Coração (Saint-Quentin), V. A., 1908; 1910, Kalanga, beneditinos, P. A., 1910; 1911, Ouella oriental, hoje Niangara, dominicanos, V. A., 1924; 1911, Ubangui belga, capuchinhos, P. A., 1911; 1911, Matadi, redentoristas, P. A., 1911; 1911, Katanga setentrional, padres do Espírito Santo, P. A., 1911; 1912, Ruanda, padres brancos, V. A., 1912; 1919, Nova Antuérpia, padres de Scheut, V. A., 1919; 1920, Ouella ocid.-sept., hoje Bondo, padres cruzíferos, P. A., 1926; 1922, Ouroundi, padres brancos, V. A., 1922; 1922, Lago Alberto, padres brancos, P. A., 1922; 1922, Lulia e Kalanga central, franciscanos, P. A., 1922; 1924, Tshuapa, hoje Coquilhatville, miss. do Sagrado Coração de Issoudun, P. A., 1924; 1925, Luapula superior, salesianos, P. A., 1925; 1926, Basankusu, miss. de Mill-Hill, P. A., 1926.
O Congo belga (2.500.000 km², 11.000.000 de habitantes) é povoado de tribos bantas, às quais se misturam alguns negritos, tribos muito variadas em costumes e línguas, geralmente agrícolas, mas também dizimadas pela doença do sono. O pessoal missionário é de cerca de 400 padres, sem contar os irmãos e as religiosas. Há cerca de 400.000 batizados e 2 ou 300.000 catecúmenos. Seminários indígenas foram fundados, e prometem, para um tempo não muito distante, boas recrutas para o sacerdócio. Mas a rivalidade protestante é intensa; 25 sociedades, de todas as nações, empregam mais de 600 missionários estrangeiros, auxiliados por um pessoal de 500 auxiliares. Têm mais de 2.500 escolas!
3º O Congo português, ou Angola. — A grande colônia portuguesa teve, nos séculos XVII e XVIII, fortes Igrejas fundadas pelos jesuítas e pelos capuchinhos. O filosofismo e a revolução destruíram tudo. É impossível saber exatamente em que consiste a diocese de Santa Cruz do Reino de Angola, dito também São Paulo de Loanda, fundada em 1596. O Anuário Pontifício registra ainda 1 milhão de católicos entre 2 milhões de habitantes (1928, p. 190); o P. Arens, desesperando sem dúvida de chegar a algo preciso, limita-se a pôr um ponto de interrogação. As missões, confiadas aos padres do Espírito Santo, são a prefeitura de Landana, ao norte da embocadura do Congo, a missão de Lunda, a prefeitura de Cubango (Angola, ou Alta Cimbebásia) e a missão de Cunene. Cerca de 180.000 católicos. Portugal, que durante muito tempo pareceu desinteressar-se de suas missões, volta a protegê-las, um pouco para resistir à propaganda anglo-protestante.
IV. A ÁFRICA AUSTRAL. — A África austral compreende, com a União Sul-Africana, certo número de colônias e protetorados ingleses. O elemento europeu é bôer, isto é, holandês, e inglês. Até o rio Orange e o Limpopo, prolonga-se o país banto (Cafres, Zulus, Basutos, Bechuanas). E abaixo encontram-se, misturados aos bantos, os restos dos povos autóctones, hotentotes e bosquímanos. O protestantismo tem aqui grande avanço. Os bôeres, desde o século XVII, trouxeram o calvinismo, mas não parecem tê-lo propagado muito entre os indígenas. Foram os ingleses que forneceram aos negros seus primeiros missionários.
Contudo, já no século XVI, os jesuítas e os dominicanos haviam levado a lei ao Zambeze (Monomotapa). Essas missões tiveram a sorte das de Angola. A região permaneceu, ou voltou a ser, pagã. Calcula-se em 9 milhões o número de negros, contra 1 milhão e meio de brancos, e várias centenas de milhares de asiáticos. Uma verdadeira invasão muçulmana chega por Zanzibar e Moçambique. É verdade que no Cabo há até 21 mesquitas?
Uma das dificuldades do apostolado, sobretudo na União Sul-Africana, é o preconceito de raça. Toda uma legislação, pretensamente para defender a raça superior, tende a confinar as pessoas de cor, por mais inteligentes e assimiladas que sejam, em sua casta, nos ofícios inferiores, e a contrariar sua elevação social e econômica. O catolicismo só pôde entrar no Cabo em 1837, e até 1872 uma lei do Transvaal condenava à morte todo padre católico que ousasse penetrar no solo da República. A Igreja da Inglaterra não conta menos de 13 bispados, e um clero de 601 pastores. A Igreja católica procura reconquistar o terreno perdido, multiplicando as circunscrições eclesiásticas e enviando missionários mais numerosos, especialmente alemães que ficaram sem trabalho desde a guerra.
Continuando a percorrer a costa ocidental, encontramos as antigas possessões alemãs, Baixa Cimbebásia e Grande Namaqualândia, confiadas aos oblatos de Maria e de São Francisco de Sales. Depois, na colônia do Cabo, os oblatos de São Francisco de Sales têm o vicariato do Rio Orange; o clero secular está no vicariato do Cabo ocidental; os palotinos, no Cabo central (P.); Gariep (P.), aos padres do Sagrado Coração de Saint-Quentin (alemães).
No Cabo oriental, com o clero secular trabalham jesuítas e missionários de Mariannhill. Ao Norte, o antigo vicariato de Natal, dos padres oblatos de Maria, foi sucessivamente aliviado do V. A. de Mariannhill, um dos mais florescentes da África austral, do Suazilândia (P.), dado aos servitas, do Zululândia (V. A. de Eshowe), aos beneditinos de Santa Otília. No interior, os padres oblatos de Maria foram durante muito tempo os únicos missionários. Guardam Kimberley (V. A.) no Estado Livre de Orange, o vicariato do Transvaal (Johanesburgo), a bela missão do Basutolândia (V. A.). Mas a prefeitura de Kroonstadt (República do Estado Livre de Orange) foi dada aos padres do Espírito Santo; os beneditinos de Monte Cassino estão no Transvaal norte (Pietersburg); os filhos do Sagrado Coração de Verona (alemães), no Transvaal leste (Lydenburg). Mais ao norte ainda, os jesuítas estão na Rodésia: jesuítas ingleses na P. A. de Salisbury, e jesuítas poloneses na de Broken Hill, limítrofe do Congo belga. Há, em todas essas missões, um pouco mais de 200.000 católicos, europeus e indígenas.
V. A ÁFRICA ORIENTAL. — Subindo para o Norte, entramos na vasta colônia portuguesa de Moçambique, onde, antes da revolução de 1910, trabalhavam alguns jesuítas. Foram substituídos por padres do Verbo Divino, por sua vez expulsos pela guerra. Não há mais na colônia senão um clero secular absolutamente insuficiente, e alguns franciscanos. Vem depois Zanzibar, hoje todo inglês, mas, antes da guerra, alemão na parte sul. Aqui começamos a reencontrar o Islã. A ilha de Zanzibar é toda muçulmana.
Desde 1863, os padres do Espírito Santo trabalham nessa região; mas outros missionários foram chamados. Na prefeitura de Lindi estão os beneditinos de Santa Otília desde 1913. Em Dar es Salaam, sucederam-lhes, com a guerra, os capuchinhos suíços. Na prefeitura de Iringa, desde 1922, estão os missionários da Consolata, de Turim. Os três vicariatos seguintes, Bagamoyo, Kilimanjaro, Zanzibar, permanecem com os padres do Espírito Santo. Por fim, Quênia, ou Nyeri (V. A.), é dos missionários da Consolata, assim como a prefeitura de Meru. A região, no seu conjunto, tem cerca de 90.000 católicos.
VI. A REGIÃO DOS LAGOS. — Para o interior, e paralelamente a essas Igrejas, desenvolvem-se as belas missões dos Grandes Lagos, fundadas pelos padres brancos, e onde eles ainda são a maioria dos missionários. Sua história é uma das belas páginas do apostolado moderno; não lhes faltaram nem os mártires nem as beatificações. Em 1880 foram criados os vicariatos de Tanganica e de Vitória-Niança. Há dez hoje, que se desenvolvem em rosário, ao longo dos lagos e dos rios que constituem o que se pode chamar as fontes do Nilo.
Bem ao Sul, fazendo cunha na África portuguesa, o vicariato do Shiré, dos padres da sociedade de Maria (Saint-Laurent-sur-Sèvre). Depois o Nyassa (V. A.), que é dos padres brancos, como todos os que se seguem, e que, politicamente, pertence à Rodésia. Um pouco a Oeste, Bangwelo (V. A.), depois Tanganica (V. A.), Unyanyembe ou Tabora (V. A.). Deixemos os vicariatos pertencentes ao Congo belga, e que dependem dos mesmos missionários (Alto Congo, Ouroundi, Ruanda, Lago Alberto). Em torno do imenso lago Vitória-Niança, três vicariatos: Niança, Uganda, a terra dos mártires, e o Alto Nilo, onde trabalham os padres de Mill-Hill. Deixamos essa região pelo Bahr-el-Ghazal, onde estão os filhos do Sagrado Coração de Verona.
Toda essa região é uma das que dão mais esperanças. Só no Uganda há perto de 240.000 batizados. O conjunto da região não está longe de 300.000. Acrescentemos que ali se organiza um sério clero indígena.
VII. O NORDESTE AFRICANO. — Já, nas missões precedentes, o elemento muçulmano se mescla à população. No que resta a assinalar, ele domina, e isso basta para dizer que voltamos às regiões estéreis: Sudão egípcio, Darfur, Kordofan, etc. Na costa, os missionários de Turim têm um V. A. em Mogadíscio (Benadir); os capuchinhos, na Somalilândia inglesa, e em Djibuti. Na antiga Núbia, o Sudão egípcio, os missionários de Verona têm o V. A. de Cartum. Em todas essas Igrejas, o número de cristãos é ínfimo.
Mas no meio desse mar de infidelidade, ergue-se a ilha cristã, herética, infelizmente, da antiga Etiópia. A Etiópia central é dos lazaristas; a Eritreia, colônia italiana, dos capuchinhos. Ao lado, a missão dos Galas, administrada pelos capuchinhos franceses, dirige-se a uma raça inteligente e altiva, hostil ao Islã, e que bem poderia ter sido cristã outrora. Parece que se conseguirá constituir ali um sério clero indígena. São ainda os Galas que se encontram na prefeitura de Kaffa, dos missionários de Turim. O número de católicos ainda é pequeno nessas Igrejas, cerca de 40.000, e 32.000 estão agrupados na Eritreia.
Em resumo, há 70 anos, a ocupação da África pelo Evangelho vem se desenrolando com método. Mas o trabalho preliminar está longe de estar concluído. De todos os lados, subsistem largos espaços onde não se pode assinalar nem uma escola nem uma igreja. É todo o coração da África muçulmana. Mas é também Moçambique, uma parte de Angola, os entornos do lago Chade, etc.
VIII. Madagascar, a África insular. Não se deve omitir aqui as ilhas Seicheles, diocese quase inteiramente católica, administrada por capuchinhos suíços. Maurícia e a Reunião, uma inglesa, a outra francesa, formam igualmente duas dioceses dependentes da Propaganda. Terras de missão, sobretudo por causa dos negros e dos emigrados malgaxes, tâmeis, chineses.
Por fim, Madagascar. Quando os jesuítas tentaram ali entrar em 1841, a ilha era um pouco muçulmana na costa ocidental, um pouco protestante também em Tananarive, católica somente em Mayotte e em Nossi-Bé; em todo o resto, pagã e fetichista. A raça principal, os Hovas, era inteligente, mas de tristes costumes. Havia aqui e lá tribos semisselvagens, e também povos meio civilizados, pacíficos agricultores, mas subjugados pelos Hovas, tais os Betsileo. A missão primitiva, aberta somente em 1861, deu origem a seis vicariatos. Em 1896, Madagascar foi dividida em Tananarive, Diego-Suarez, Fort-Dauphin; confiadas aos jesuítas, aos padres do Espírito Santo, aos lazaristas.
Em 1913, de Tananarive, foram separados Fianarantsoa, no país betsileo (jesuítas), e Antsirabé (padres de La Salette). Por fim, em 1023, Majunga foi desmembrada de Diego-Suarez. Outros religiosos, trinitários ou premonstratenses, vieram se juntar aos antigos missionários, e um clero indígena começa a se formar. De 18(il a 1928, o catolicismo ganhou da infidelidade e da heresia quase 400.000 batizados.
— IV. Missões da América. Nem sempre é fácil determinar o estado das missões na América. Ao lado das que dependem da Propaganda, e sobre as quais somos facilmente informados, há as que são anexas das dioceses ordinárias e que muitas vezes nos escapam. Além disso, ao lado das obras que visam os infiéis, há as que dizem respeito aos brancos, espalhados em regiões muitas vezes muito vastas e sem clero fixo: também são missões. Quando se trata dos índios indígenas, haveria que distinguir, e isso quase nunca se faz. Índios fiéis, índios neófitos, índios cristãos-velhos, uns a conquistar, outros herdados das antigas missões, outros herdados das missões modernas. É raro que as estatísticas levem em conta essas distinções.
I. AMÉRICA DO NORTE. — 1° Canadá e regiões polares. — Deixamos de lado as 35 dioceses canadenses, retendo apenas os verdadeiros territórios de missão, a saber, 5 vicariatos e 2 prefeituras. É, primeiro, a prefeitura das Ilhas Saint-Pierre e Miquelon, pequena colônia francesa, onde estão os padres do Espírito Santo, e que depende da Propaganda. Depois o vicariato do Golfo de São Lourenço ou da Ponta dos Esquimós (1901), aos padres eudistas. O vicariato do Ontário do norte conta com cerca de 29.000 índios, algonquinos, hurões, iroqueses. Estes últimos, 11.000, dos quais 10.000 protestantes e 1.000 pagãos, formam um bloco impenetrável entre os lagos Hurão, Erie, Ontário e Simcoe. Os outros estão nas mãos dos oblatos de Maria e dos jesuítas.
Além começam os vastos territórios confiados aos padres oblatos, que sobem até sob o círculo polar, em solidões desoladas. O número de habitantes é restrito, esquimós e peles-vermelhas da raça dené e algonquina. Vicariato de Grouard (antigamente Athabaska), assim chamado pelo nome de seu bispo, Dom Grouard, um missionário infatigável que, contando 89 anos de idade e 62 anos de missão, está sempre na brecha; vicariatos de Mackenzie, de Kewatin, do Príncipe Rupert ou do Yukon, e prefeitura de Chesterfield, na baía de Hudson, erigidos em 1862, 1901, 1908, 1925. Essas missões indígenas têm, no conjunto, 66.000 católicos.
2° O Alasca continua essas missões geladas, onde a vida é de uma rudeza extrema. O vicariato, confiado aos jesuítas da Califórnia, estende-se além do círculo polar, prolongando-se pelas ilhas Aleutas. Politicamente, depende dos Estados Unidos.
3° Estados Unidos. Esses índios do Extremo Norte reencontram-se nos Estados Unidos, já não em estado de natureza, livres e errantes, mas encerrados nas "reservas". É ali que a raça vegeta e, dizem os pessimistas, acaba de morrer. Calcula-se o seu número em 349.600, divididos quase igualmente entre infiéis, protestantes e católicos. Têm por missionários franciscanos, jesuítas, beneditinos, padres de Scheut, etc. As igrejas mais fortes são as do Arizona, de Montana, de Dakota, do Novo México.
Em compensação, os negros se multiplicam. Eram 760.000 em 1790; são hoje pelo menos 10.500.000. Bastam-lhes apenas uns dez anos para aumentar um milhão e meio. Ora, mais de 4 milhões estão alistados nas seitas protestantes; não há muito mais de 250.000 católicos, e esse número bem poderia ser exagerado. Há aí, para os católicos dos Estados Unidos, um magnífico campo de ação. Mas até o III concílio de Baltimore, em 1884, pouca coisa se fez pelos negros. Então foi organizada a comissão para as missões católicas entre a gente de cor. Hoje mais de 225 padres trabalham por eles, e mais de 800 religiosas. Os padres pertencem sobretudo à sociedade dos josefitas; outros são padres do Espírito Santo, padres das Missões de Lyon, jesuítas, etc.
II. AMÉRICA CENTRAL. Com as Antilhas e o México, começa a América Latina, cuja população atual se pode avaliar em mais de 80 milhões. Haveria aqui que discriminar a população branca, o elemento índio civilizado, assimilado, cristão, os infiéis indígenas, os negros, os emigrados chineses, hindus, japoneses, etc. O detalhe seria infinito. Basta recordar que, um pouco por toda parte, encontraremos cristãos provenientes das antigas missões, outros das missões modernas, e, por fim, protestantes e infiéis a converter.
— 1° Antilhas. Das Antilhas, os aborígenes desapareceram, substituídos pela população branca e pelos negros. Estes devem ser conquistados do protestantismo ou defendidos contra a superstição. No vicariato da Jamaica, sobre uma população de cerca de 850.000 almas, os jesuítas americanos cultivam uma Igreja de 40.000 negros ou mestiços. O Haiti, com suas seis dioceses, é todo católico, mas também aí a superstição campeia. Para nos limitarmos às Igrejas da Propaganda, mencionemos os dominicanos em Trinidad, em Curaçao, em Granada; os redentoristas em Roseau; os padres do Espírito Santo na Martinica e em Guadalupe; os padres de Chavagnes em São Vicente e Santa Lúcia.
2° O México. — Nesta vasta região, 2 milhões de km² e apenas 15 milhões de habitantes, o fundo da população, de origem indígena, é católico. Não falamos dos indígenas conquistados pelas ideias revolucionárias e bolchevistas. Mas ainda restam infiéis. Na diocese de Chihuahua, os jesuítas, antes de serem expulsos, terminavam a conversão dos tarahumaras. Havia missionários lazaristas em Yucatán, josefitas do México entre outros índios; os padres do seminário de São Pedro e São Paulo de Roma na Baixa Califórnia.
— 3° Outras repúblicas e colônias. Jesuítas americanos estão em Honduras britânico (V. A. de Belize); lazaristas em Honduras independente (V. A. de San Pedro Sula); seculares no V. A. de Limón; os capuchinhos espanhóis, no V. A. de Bluefields, na Nicarágua. De um lado e de outro, restam índios e negros a converter, ou ao menos a cultivar. Na república do Panamá, calcula-se em 35.000 o número. dos índios não civilizados. Uma missão especial deve ser destacada, a da Zona do Canal, criada para lutar contra a influência protestante.
III. AMÉRICA DO SUL. — 18 milhões de km², apenas 63 milhões de habitantes, 10 repúblicas e três colônias.
1° Acima do Equador. — Na Colômbia e na Venezuela, começam as florestas e a pradaria onde vivem índios selvagens — e que selvagens, por vezes! — às centenas de milhares. Várias dioceses contam com um grande número deles. Por isso Roma recorta, no território das dioceses, novas missões que confia às sociedades de boa vontade.
Eis para a Colômbia: 1893, Casanare, V. A., eremitas recoletos de Santo Agostinho; Llanos de San-Martín, padres de Saint-Laurent-sur-Sèvre; 1903, ilha V. A., mot. Caquetá, V. A.; capuchinhos; 1905, Goajira, V. A., capuchinhos; 1908, Chocó, V. A., filhos do Coração de Maria; 1915, Anuira, V. A., lazaristas; 1917, Urabá, P. A., carmelitas descalços; 1921, Tierradentro, P. A., lazaristas; 1924, Sinú, P. A., seminário de Burgos; 1929, Rio Madalena, P. A., jesuítas. Na Venezuela: 1922, Caroní, V. A., capuchinhos; 1924, Alto Orinoco, missão; 1925, Darién, V. A., filhos do Coração Imaculado de Maria.
As três Guianas que se seguem, inglesa, holandesa, francesa, além dos índios do interior, têm muitos negros, chineses, hindus, javaneses. A Guiana inglesa (vicariato de Georgetown) é confiada aos jesuítas ingleses; o vicariato holandês (Suriname), aos redentoristas; a prefeitura francesa (Caiena), aos padres do Espírito Santo. Há algumas missões indígenas.
2° Ao longo do Pacífico. — Nas 6 dioceses do Equador, os índios são todos católicos, mas muitas vezes bastante abandonados. Os infiéis estão nos vicariatos, e são por vezes selvagens temíveis (os jívaros, cortadores de cabeças). O vicariato do Napo, evangelizado pelos jesuítas de 1871 a 1896, e de onde os missionários foram expulsos pelas revoluções, foi entregue em 1921 aos josefitas de Roma. Em 1924, dele se separou a prefeitura de São Miguel de Sucumbíos, dada aos lazaristas. Os salesianos estão no vicariato de Méndez e Gualaquiza (1893); os dominicanos no de Canelos e Macas (1893); os franciscanos no de Zamora (1923).
Esses vicariatos seguem-se à prefeitura colombiana do Caquetá, e continuam pelos do Peru. Estes últimos estão na bacia do Alto Amazonas, e geograficamente pertenceriam ao Brasil. São Leão do Amazonas (V. A., 1921) pertence aos recoletos agostinianos; contém a região do Putumayo, célebre pelos escândalos dos exploradores de caucho. Segue-se São Gabriel (P. A., 1921), aos passionistas; Ucayali (V. A., 1925), aos franciscanos; Urubamba (V. A., 1913), aos dominicanos.
No Chile, três missões. Os vicariatos de Antofagasta e de Tarapacá (1881 e 1880), ao clero secular, são quase completamente católicos. A prefeitura da Araucânia (1848), onde trabalham os capuchinhos da Baviera, ainda guarda cerca de 15.000 infiéis a converter. Dispersos nessas dioceses, sem dúvida, os 190.000 índios que o P. Arens atribui aos franciscanos; provêm talvez das antigas missões. No total, 023.000 índios católicos;
3° O Sul e o Centro. O Chile se prolonga quase até a ponta extrema do continente, que partilha com a Argentina. A Patagônia e o arquipélago terminal são partilha dos salesianos: vicariatos de Magalhães (V. A., 1916) e da Patagônia setentrional (V. A., 1883), terras hoje quase completamente católicas. Na conta dos franciscanos, o P. Arens põe ainda aqui 95.000 índios. No total, nos dois, 266.000 católicos.
São ainda os franciscanos que se encontram no interior dos dois vicariatos da Bolívia, o Beni e o Chaco, com um total de 33.560 católicos índios. Na prefeitura de Pileomago (1925) foram enviados os oblatos de Maria, alemães. O Uruguai, a Argentina já não são terras de missão. O Paraguai, célebre na história do apostolado moderno, ainda guarda de 100 a 200.000 índios infiéis. Os padres do Verbo Divino têm ali, ou tinham, uma pequena missão que não dava nenhum resultado. Os jesuítas, que acabam de ali retornar, serão mais felizes?
4° O Brasil. — 8.500.000 km², e 30.600.000 habitantes, 0(l dioceses. Il prelazias nullius e 2 prefeituras apostólicas. Igrejas muitas vezes de um território desmedido, onde os fiéis dispersos só veem o padre de longe em longe, onde os protestantes conduzem uma campanha seguida e metódica, onde restam quantidades de selvagens infiéis. Há aí um imenso far-west, povoado de índios ainda pouco conhecidos, apenas tocados pelo apostolado.
No Norte, sobre a diocese do Amazonas (1.897.000 km²) foram tomadas: a prelazia de Rio Negro (1907-1921); a de Rio Branco, depois abadia (1920); e a prefeitura do Alto Solimões e de Tefé (1920), confiadas aos beneditinos, aos salesianos, aos capuchinhos e aos padres do Espírito Santo. No Leste, sobre a diocese de Belém, foram tomadas as prelazias nullius de Santarém (1903) e a da Conceição do Araguaia (1911); sobre a de Cuiabá, a do Registro do Araguaia (1914), atribuídas aos franciscanos, aos dominicanos, aos salesianos.
Outras oito prelazias nullius foram ainda criadas no Brasil. Todas essas criações ainda são pouca coisa, dada a imensidão das regiões; são tomadas de posse. As conversões virão quando a Deus aprouver. Enquanto isso, os protestantes ganham terreno, e com demasiada frequência os bispos se encontram desarmados pela falta de pessoal.
— V. A Oceania. I. A AUSTRÁLIA. Austrália, Tasmânia, Nova Zelândia ainda dependem da Propaganda, mas já quase não podem passar por missões. Na Tasmânia, as raças indígenas desapareceram completamente. Na Austrália, restam alguns resíduos, muito atrasados, muito difíceis de converter.
A abadia nullius de Nova Nórcia (beneditinos espanhóis), fundada em 1846, e seu anexo de Drysdale River (1910), não têm senão 2.630 cristãos indígenas. As tentativas feitas há pouco no Norte (Palmerston), pelos jesuítas, e depois por outros, não foram muito mais felizes. Dos 60.000 (?) aborígenes que subsistem, há cerca de 5.000 que foram ganhos para o cristianismo. Na Nova Zelândia vivem ainda 51.000 maoris, uma raça soberba, na qual os maristas e os padres de Mill-Hill ganharam uma dezena de milhares de fiéis.
— II. A Melanésia.
Essa região, a mais próxima da Austrália e das Índias holandesas, compreende primeiro todo o grupo das antigas colônias alemãs. A Nova Guiné é a terra principal do que se chama a Papuásia, a terra dos papuas, negros dos mais bárbaros, antropófagos por vezes, hábeis caçadores de cabeças, mas muitas vezes também gente bem pacífica. Antigamente dividida entre a Holanda, a Inglaterra e a Alemanha, ela já não é hoje senão holandesa e inglesa.
Já dissemos que os padres de Issoudun têm o vicariato da Nova Guiné holandesa, onde os protestantes já são numerosos, 100.000, contra 21.000 católicos. O resto da ilha, e o que outrora se chamava a Nova Pomerânia, foi reorganizado em 1922. Os padres de Issoudun receberam, com o vicariato da Papuásia, o de Rabaul (Nova Pomerânia, Nova Bretanha, Nova Irlanda, Ilhas do Almirantado). Os padres do Verbo Divino têm o vicariato da Nova Guiné oriental e a prefeitura da Nova Guiné central. Quase por toda parte a rivalidade protestante é muito acentuada.
As Ilhas Salomão, a leste (P. A. de Salomão setentrional, 1897, e V. A. de Salomão meridional, 1912), dependem dos maristas. País temível pelos costumes antropófagos. Dom Épalle foi ali massacrado, no dia seguinte à sua chegada. Mas as conversões acabaram por vir: cerca de 15.000 católicos..., mas 70.000 protestantes.
As Novas Hébridas (V. A., 1904) são igualmente uma missão marista. A dispersão das ilhas torna o apostolado muito trabalhoso, e o mesmo se deve dizer de muitas outras terras: em 1906, 3.000 católicos, 10.000 protestantes. A Nova Caledônia (V. A., 1847) tem 25.000 católicos. É francesa, graças aos maristas, que, para se defenderem contra a influência protestante, deram ao almirante Février os meios para ali se adiantar aos ingleses, e plantar a bandeira francesa em Nouméa, na Ilha dos Pinheiros e nas ilhas Loyalty. Sabe-se, infelizmente, que o elemento europeu ali não é sempre de primeira escolha.
— III. A Micronésia. Esse grupo de pequenos arquipélagos, situado entre as Filipinas e as ilhas Havaí, está dividido em 3 vicariatos. Já falamos do das Carolinas, Marianas e Marshall, que dependem do Japão. No meio desse vicariato, está o de Guam, a ilha dos capuchinhos espanhóis, desde 1911, quase inteiramente católica: 15.400 de 16.000 habitantes. A ilha pertence aos Estados Unidos.
Finalmente, as Ilhas Gilbert, onde os padres de Issoudun, em 1921, tinham 13.460 fiéis, contra 9.500 protestantes. Tinham 20.000 em 1919 (Arens). É que as doenças, disenterias, beribéri, febres, tísica pulmonar ali fazem estragos.
IV. A Polinésia. — Uma dezena de arquipélagos, no Leste, constituem a Polinésia, cuja raça, notável pelo seu tipo, se liga aos malaios e parece ter vindo do sul da Ásia. Os polinésios são inteligentes, corajosos, doces, artísticos, simpáticos, mas moles e antes pervertidos que melhorados pelo contato com os europeus. A Polinésia está dividida em seis vicariatos e uma prefeitura. Os missionários são maristas e padres de Picpus.
1° Vicariato da Oceania Central (1842), que compreende as Ilhas Tonga, protetorado inglês, e as Ilhas Wallis e Futuna, protetorado francês. Os maristas contam ali 10.000 católicos entre 29.609 habitantes, contra 19.000 protestantes. Em Tonga, os missionários tiveram de sustentar uma luta muito viva com o rei protestante, mas por fim conseguiram conquistar a liberdade religiosa, há uns vinte anos. Foi na ilha de Futuna, em Poi, que tombou o beato Chanel, o primeiro mártir da Oceania. Seu sangue foi uma semente fecunda; hoje a ilha inteira é cristã, e já forneceu 13 padres indígenas. O arquipélago das Ilhas Wallis é um pequeno paraíso católico.
2° Vicariato das Ilhas Fiji, possessão britânica. Foi separado do precedente em 1863, e é igualmente confiado aos maristas. 13.226 católicos contra 89.000 protestantes, numa população de 157.266 habitantes, dispersos num grande número de pequenas ilhas.
3° Vicariato das ilhas Samoa, ou dos Navegadores. Situado na rota da Austrália a San Francisco, esse arquipélago foi objeto de longas disputas entre as grandes potências. Matoafa, um dos chefes indígenas, católico, lutou corajosamente pela independência de seu país. Foi vencido. Hoje o arquipélago está dividido entre os Estados Unidos, a Inglaterra e a Nova Zelândia, que sucedeu à Alemanha. Evangelizado desde 1845 pelos maristas, vicariato desde 1850, conta 9.061 católicos; quase todo o resto da população, 40.700 habitantes, é protestante.
4° Prefeitura das Ilhas Cook e Manihiki (sob protetorado inglês), criada em 1922 e confiada aos padres de Picpus, conta apenas 525 católicos e 9.500 protestantes, numa população de 13.875 habitantes.
5° Vicariato das Ilhas Taiti, criado já em 1833, também confiado aos padres de Picpus, compreende as ilhas do Taiti, as ilhas Gambier, as ilhas Tuamotu, as ilhas de Sotavento e a Ilha de Páscoa. Conta 8.780 católicos e 17.600 protestantes, entre 30.000 habitantes repartidos numa centena de ilhas.
A ilha do Taiti foi o teatro de lutas acirradas entre a Inglaterra e a França. Foi ali que ocorreu o famoso caso Pritchard. Mas por fim ela permaneceu sob o protetorado francês. As Ilhas Gambier foram igualmente evangelizadas pelos picpucianos já em 1834. Em alguns meses toda a população era católica, completamente convertida. Esses audazes ladrões, traidores, dissimulados, antropófagos, tinham-se tornado em poucos anos «o povo mais perfeito do mundo», segundo o relato de Dumont d'Urville.
Protestantes do Taiti causaram ali distúrbios prolongados que só terminaram em 1881 com a anexação à França. Infelizmente, ali como em outras terras, o alcoolismo e a tísica fizeram sua obra: a população de cerca de 2.000 em 1834 caiu para ooii hoje. Nas Ilhas Tuamotu, uma longa cadeia submarina perigosa, cujos cumes emergem em alguns pontos, os mórmons têm alguns discípulos, mas a maior parte dos habitantes é católica. Ao contrário, os das Ilhas de Sotavento são protestantes na maioria.
A muito distante, muito misteriosa Ilha de Páscoa, descoberta no dia de Páscoa de 1772 pelo holandês Roggeveen, conta apenas 300 habitantes. Pertence ao Chile.
É conhecida no mundo etnográfico por suas estátuas colossais de pedra ornadas de esculturas antigas, e suas tábuas de escrita hieroglífica que o vigário apostólico Dom Janssen conseguiu interpretar.
6° Vicariato apostólico das Ilhas Marquesas. Os picpucianos ali chegaram em 1838, e o vicariato foi erigido 10 anos depois. Houve, por muito tempo, que lutar contra a selvageria e o canibalismo. Depois foi, tendo os europeus sobrevindo, contra o alcoolismo e até o uso do ópio, sem falar da imoralidade quase tradicional. Por isso o arquipélago se despovoa rapidamente. A tuberculose pulmonar está em vias de fazer dele um cemitério. Só em Nuku Hiva, onde havia 17.000 habitantes em 1804, restavam 8.000 trinta anos depois, 4.000 por volta de 1900. Hoje, em todas as ilhas, restam 2.300 habitantes, dos quais 1.900 católicos.
7° Vicariato apostólico das Ilhas Sandwich, ou Havaí. — Esse arquipélago, montanhoso e vulcânico, possessão dos Estados Unidos, é totalmente à parte, ao norte do equador, na rota de San Francisco ao Japão. 320.000 habitantes, dos quais 100.000 indígenas polinésios; o restante é formado de emigrados de toda raça: chineses, filipinos, malaios, japoneses, europeus, americanos.
Os padres de Picpus ali fizeram sua primeira tentativa, há cem anos (1827), e tiveram de sofrer, por parte dos protestantes, uma longa perseguição. Persistiram: o vicariato foi erigido em 1818. Em 1865, a liberdade religiosa foi proclamada: o catolicismo contava então alguns milhares de católicos. O P. Arens registrava 70.000 em 1023, e Dom Boucher 05.900 para 1021. Não esquecemos a ilha de Molokai, onde morreu, em 15 de abril de 1889, o heroico P. Damien, depois de ter sido por 2ii anos o apóstolo dos leprosos, ao qual, é preciso dizê-lo para a glória de Deus, não faltaram êmulos através do mundo das missões.
Total geral. — Qual é, em resumo, o estado das missões católicas? Deixando de lado a Europa, o Padre Arens dava, para 1923, os seguintes números:
Ásia (i 080 820 batizados África 2 666 212 América 2 050 778 Oceania / Malásia / Filipinas Total 12 956 177
São, apesar dessa aparência de precisão, números aproximados. De um lado, seria preciso deduzir o elemento europeu misturado aos neófitos indígenas, pouco mais de um milhão. Em compensação, seria preciso somar os catequizandos, um milhão e meio; depois aumentar tudo o que já estava adquirido em 1923 com os ganhos obtidos desde então. Esses ganhos na China aproximam-se de 190.000. Segundo os cálculos do P. Houpert (Catholic Directory, Madras, 1928), de 1021 a 1920, a Índia, incluindo Ceilão e a Birmânia, teria passado de 2.970.103 para 3.241.744; ou seja, em 5 anos, 271.011 fiéis mais.
A dificuldade dessas comparações deve-se ao estado, muitas vezes muito imperfeito e disparatado, das estatísticas. Mas a impressão de conjunto subsiste. O progresso é lento, mas é contínuo.
IV. AS OBRAS ANEXAS. Vimos, numa primeira parte, a organização central e local das missões; na segunda, os próprios missionários e seus auxiliares. Por fim, passamos em revista o resultado de seus trabalhos. Mas esses missionários precisam que lhes enviem colaboradores, que lhes procurem recursos materiais; enfim, que se faça conhecer ao público a obra por eles realizada. Múltiplas sociedades trabalham para esse triplo resultado: I. O recrutamento dos missionários. II. O orçamento das missões (col. 1953). III. A propaganda em favor das missões (col. 1964).
I. O recrutamento dos missionários. — Sem dúvida, é o espírito de Deus que recruta os apóstolos, mas ele se utiliza dos meios humanos. Quanto aos padres indígenas, o recrutamento é obra dos próprios missionários, e resulta desse longo trabalho de paciência que escolhe as crianças já nas escolas elementares e, pelas escolas preparatórias, o pequeno, o grande seminário, as conduz até o fim, não sem que haja, muitas vezes, uma perda considerável. Quantas crianças é preciso experimentar antes de chegar a um padre? Esse recrutamento se faz lentamente, e é muito desigual segundo os países.
Na Ásia, o número de padres indígenas não está longe de igualar o dos estrangeiros: em 1923, eram 3.833 contra 3.968. Donde resulta a possibilidade de começar a estabelecer dioceses estritamente indígenas. Nos institutos estrangeiros, que não trabalham só entre os infiéis, o recrutamento missionário depende da maneira como a congregação se enriquece de novos membros. Os superiores devem poder fazer uma escolha criteriosa, não enviando para longe senão sujeitos verdadeiramente feitos para isso, e, em geral, voluntários.
As antigas ordens, em suas regras e constituições, não falam do envio às missões. Esse ministério, absolutamente normal, não estava contudo explicitamente previsto. Com as ordens mendicantes, novidades surgem. Entre os frades pregadores, os candidatos às missões distantes agrupam-se numa espécie de congregação à parte, os peregrinantes profiter Christian. A regra de São Francisco (c. XII) declara: «Todo irmão que, inspirado por Deus, quiser ir para junto dos sarracenos ou outros infiéis, pedirá licença ao ministro provincial.» Se os inferiores fazem bem em se oferecer, os superiores, contudo, nada podem impor.
Com os jesuítas, estabelece-se um direito novo. Não só os professos acrescentam aos três votos substanciais o de obedecer ao sumo pontífice circa missiones. Mas as constituições acrescentam que ri voti obedientiæ, todos os que fizeram esse voto, professos, escolásticos, coadjutores, devem aceitar ser enviados às missões, se o padre geral o julgar oportuno. Essa mesma disposição é, cremos, aceita pelos dominicanos desde uns trinta anos.
Quanto às congregações exclusivamente missionárias, é evidente que o fato de nelas ser aceito implica, por parte dos sujeitos e dos superiores, o dever e o direito recíprocos do envio às missões. Esses sujeitos, é preciso atraí-los. Os sumos pontífices exortam os bispos a se mostrarem generosos nessa matéria (Encícl. de Benedito XV, Maximum illud, Acta Apostolicae Sedis, 1919, p. 452-453). De seu lado, as congregações se esforçam para ter escolas onde se experimentam crianças que apresentam alguns sinais de vocação. Em 1923, segundo as estatísticas do P. Arens, os capuchinhos tinham até 65 dessas casas, com 2.944 alunos.
Vinham depois os salesianos (37 e 1.820), os padres do Espírito Santo (20 e 1.285), os oblatos de Maria (18 e 1.225). Essas escolas têm a característica de preparar as crianças para a sociedade que as mantém. Mas as escolas apostólicas da Companhia de Jesus, fundadas em 1865 pelo P. de Foresta, são muito diferentes. Preparam as crianças para todas as congregações que elas escolherem livremente, e que aceitarem recebê-las. Não há monopólio algum em favor da Companhia de Jesus. Irão para os franciscanos, os padres brancos, para o seminário das Missões Estrangeiras de Paris, etc., segundo o espírito de Deus as impulsionar.
A primeira escola foi a de Avignon, depois veio a vez de Amiens (1868), de Poitiers (1865), de Turnhout, na Bélgica (1871), de Bordeaux (1872), de Dole (1877, reunida a Avignon em 1881), de Boulogne (1879, reunida a Amiens em 1880), de Mônaco, de Mongret, na Irlanda. Outras foram fundadas em Portugal, Espanha, Áustria, em Nápoles, no Brasil, na Colômbia, em Madurai, no Equador. Várias das que havia na França tiveram de emigrar para o estrangeiro. No momento atual, a França conta quatro sobre onze. A de Amiens foi transferida para Morennes, na Bélgica; a de Avignon para a Itália, depois para Concise (Thonon); a de Bordeaux para Victoria (Espanha); a de Poitiers não se moveu.
Depois de cinquenta anos, as 5 primeiras escolas, só por si, tinham fornecido mais de 1.800 padres ou aspirantes ao sacerdócio, repartidos em 30 institutos, disseminados em todos os pontos do globo, e ocupando nas missões os cargos mais importantes, incluindo os de vigários apostólicos. Em Madurai, de 193 missionários, 164 saem dessas escolas.
II. O orçamento das missões. Nas missões, são precisos recursos em dinheiro. A preparação dos apóstolos, suas viagens, sua manutenção, seu alívio na doença ou na velhice, depois a construção e o cuidado das igrejas, das escolas, dos presbitérios, dos hospitais, a manutenção dos auxiliares religiosos, religiosas e leigos, professores, criados, etc., etc., tudo isso exige um orçamento fixo. Ora, o que as missões podem ter, em matéria de fundações, de rendas, é pouca coisa. Antigamente, certos governos (Portugal, Espanha, França) custeavam uma parte das despesas... Agora é com o público católico que é preciso contar, portanto com a caridade privada. Daí obras múltiplas, entre as quais é preciso pôr em primeiro lugar as quatro grandes obras pontifícias, especialmente adotadas pela Santa Sé, e cujo caráter essencial é a catolicidade.
I. As obras pontifícias. 1° A Propagação da Fé. A obra da Propagação da Fé, a mais antiga e a mais importante, fundada por uma santa moça de Lyon, a Srta. Pauline Jaricot, organizada por piedosos leigos, sob a forma de uma «associação em favor das missões católicas dos dois mundos», partiu desta simples fórmula: um soldo por semana, a oração pelas missões, e a pequena revista les Annales para as dar a conhecer. Aprovada desde a origem pelo cardeal arcebispo de Lyon, depois por Pio VII, Leão XII, Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, atacada por vezes violenta e tolamente, cresceu bastante rápido.
Em 1822-23, distribuiu 22.915 fr.; 309.917 em 1832-33; 473.578 em 1840; 547.399 em 1860; 6.020.039 em 1880; 6.840.700 em 1900; 19.104.315 em 1920. Até essa época, havia sido dirigida por dois conselhos centrais, os de Lyon e de Paris, animados por um mesmo espírito e uma comum boa vontade.
Mas, em 3 de maio de 1922, exatamente um século depois da fundação, um Motu proprio de S. S. Pio XI, depois de ter dado aos dois conselhos centrais os elogios por eles merecidos, para melhor «adaptar, dizia o papa, a obra aos tempos novos», para «revesti-la do prestígio da autoridade pontifícia e fazer dela o instrumento oficial da concentração das esmolas destinadas às missões», transferia a obra para o centro da catolicidade, confiava-a à Propaganda, punha à frente um conselho escolhido por essa congregação, no clero das nações que têm o costume de trazer à obra as somas mais importantes. Era impor aos diretores franceses um grande sacrifício: ele foi feito generosamente. A mudança se realizou sem choques.
O novo conselho teve a sabedoria de não romper bruscamente com os hábitos antigos; continuou a distribuição dos socorros quase nas mesmas bases empregadas pelos antigos conselhos. Deixou aos conselhos nacionais o cuidado de centralizar os donativos locais, e de os entregar diretamente às congregações missionárias a que são destinados. As somas recolhidas, longe de diminuir na França, aumentaram de maneira apreciável, passando de 4.223.055 fr. em 1920 para 4.771.259 em 1921; 4.641.948 em 1922; 5.861.458 em 1923; 6.286.514 em 1924; 6.318.828 em 1925; 8.111.530 em 1927.
O mesmo se dá quase por toda parte. Mas, por causa do curso dos cambiais, os quadros que seria preciso elaborar seriam demasiado complicados para serem reproduzidos aqui. Digamos apenas que o exercício de 1926-1927 acusa, como receitas, 41.471.874,43 liras italianas. No ano precedente, tinha-se 43.533.920,10 liras. Mas a diminuição é apenas aparente: era preciso, em 1926, 24,50 dessas liras para um dólar, e o dólar valia 20 liras. Passou-se, portanto, em um ano, de 1.776.897 dólares para 2.073.593, ou seja, uma diferença a mais de 296.696.
As maiores coletas foram (1926-1927):
Liras / Francos-ouro Estados Unidos 20.629.181,52 / 5.289.533,71 França 4.350.778,25 / 1.115.584,17 Itália 3.003.367,42 / 770.094,21 Holanda 1.907.638,12 / 489.137,98 Irlanda 1.259.179,17 / 322.766,45 Espanha 1.199.691 » / 305.561,79 Alemanha e Baviera 1.871.789,57 / 479.946,05 Inglaterra 802.132,72 / 205.675,06 Bélgica 708.455,20 / 181.655,18 Canadá 1.434.102,35 / 367.718,55 Argentina 1.117.769 » / 286.607,43 etc. etc. etc. Total 41.471.874,43 / 10.633.813,96
Se se levar em conta a importância numérica das populações católicas que fornecem esses subsídios, é a Holanda, sem dúvida, que viria em primeiro lugar. No ano que acaba de decorrer, 1927-1928, as receitas atingem 46.380.000 liras, ou seja, um aumento de quase 10 por cento sobre 1926-1927. Os Estados Unidos trouxeram ainda a maior contribuição, com 22.409.333 liras: aumento de 8 por cento. A Itália vem em seguida, com 5.006.536 liras: 59 por cento. França 936 511 liras: 13 por cento. Alemanha, 2.475.395 liras: 32 por cento. No Canadá, o aumento é de 51 por cento; na Inglaterra, 15 por cento; na Bélgica, de 56 por cento. Na Irlanda, há diminuição de 11 por cento. A Espanha, a Holanda, a Argentina aumentam de 10, 6, 5 por cento. — (Agência Fides).
2° A Santa Infância. Foi fundada em Paris, a 20 de junho de 1813, por Dom de Forbin-Janson, bispo de Nancy, que pensava com tristeza na sorte dos numerosos meninos chineses condenados à morte desde a infância. O mesmo pensamento preocupava a Srta. Pauline Jaricot. Foi ela que, numa conversa, sugeriu ao bispo a fórmula da obra a criar: um soldo por mês, dado pelas crianças da Europa, para salvar os pequenos chineses. Em breve os horizontes da obra se estenderam a todas as crianças pagãs que era preciso resgatar, batizar, educar. Teve por tesoureiros as crianças católicas da Europa e de todo lugar, e por operárias, enfim, as irmãs missionárias. Teve um êxito maravilhoso.
Durante os dois anos que lhe restavam de vida, Dom de Forbin-Janson fez-se o seu apóstolo infatigável, dirigindo-se a seus colegas, os bispos franceses, que responderam ao seu apelo. Pôs-se sob o patrocínio do nuncio Dom Joaquim Pecci, mais tarde Leão XIII, que a recomendou na Bélgica. Dom Bonamie continuou a obra com o concurso do abade James, que começou a publicação dos Annales de la Sainte-Enfance, e o sucesso se acentuou cada vez mais.
A obra teve seus contraditores. Teve de se defender das calúnias de certos jornalistas, como Francisque Sarcey. Alguns católicos diziam que ela prejudicaria a Propagação da Fé, fazendo-lhe concorrência. É, ao contrário, bem comprovado, respondeu Pio IX, em seu Breve Cum wtatc quolibet, de 18 de julho de 1856, que ela a ajuda maravilhosamente. Antes e depois de Pio IX, todos os papas a cobriram de elogios. Em 1870, os vigários apostólicos chineses e outros, reunidos em Roma para o concílio do Vaticano, proclamaram que a obra da Santa Infância já produziu em nossas missões resultados imensos.
Em 1880, os bispos da segunda região da China, reunidos em sínodo, não hesitam em dizer: «É a obra da Santa Infância, obra apostólica por excelência, que operou o maior bem na China, e ela é a digna irmã da Propagação da Fé.» É que, com efeito, durante 50 anos, de 1813 a 1893, ela proporcionou o batismo de 12.000.000 de crianças, e, durante os 30 anos seguintes, 1893-1923, de 14.000.000, nas missões por ela socorridas. Quanto às receitas, em cinquenta anos, de 1843 a 1893, a obra recebeu 85.000.000 de francos, e, de 1893 a 1923, 143.481.000.
Elas continuam a crescer: 8.755.190 em 1922; 11.079.935 em 1923; 13.264.830 em 1921; 17.499.441 em 1925; 19.558.804 em 1926. Dessas somas, tinham sido dadas:
em 1921 / em 1927 França 2.213.436 fr. / 3.415.533 fr. Alemanha 2.093.703 » / 5.221.261 » Itália 199.800 » / 707.121 » Países Baixos 172.408 » / 732.568 » Suíça 568.280 » / 736.110 » Canadá 461.991 » / 799.313 » Estados Unidos 415.385 » / 4.517.100 »
A Santa Infância, como a Propagação da Fé, é portanto uma obra católica, isto é, universal, tanto pelos países que lhe fornecem os recursos, quanto pelas 358 missões que ela subvenciona e que estão espalhadas pelo mundo inteiro, quanto, por fim, pelo seu conselho, no qual, como no da Propagação da Fé, entram representantes de todas as nações «que têm o costume de trazer à obra as somas mais importantes». Sua sede é em Paris.
3° A obra apostólica de São Pedro Apóstolo. A Obra de São Pedro Apóstolo tem por fim favorecer o recrutamento, a formação, a manutenção do clero indígena. A Propagação da Fé já se ocupava disso antes dela; ela quer ajudá-la e, em certa medida, suprir essa grande tarefa. Nasceu em 1901, em Caen, da iniciativa de duas cristãs, a Sra. Stéphanie Bigard, viúva Cottin, e a Srta. Jeanne Bigard, sua filha, às quais ajudaram várias de suas amigas.
Não tendo podido obter na França a personalidade jurídica, dirigiram-se ao governo católico de Friburgo, na Suíça, que, em 6 de setembro de 1902, aprovou em princípio o Instituto São Pedro. Seis semanas depois, em 18 de outubro, a personalidade jurídica foi concedida. A obra havia fundado, até essa data, 45 bolsas, nos seminários do Japão, das Índias, da África, e protegia 34 padres indígenas.
Tendo morrido a Sra. Bigard em 1903, sua filha, para assegurar a perenidade da obra, confiou-a à Sra. Chappotin de Neuville, Madre Maria da Paixão, fundadora e superiora geral das franciscanas missionárias de Maria. Esta, depois de um longo e penoso processo, que finalmente ganhou em 1917, contra os herdeiros da Srta. Bigard, ofereceu-a ao prefeito da Propaganda, o cardeal Van Rossum, que havia algum tempo pensava em estabelecer uma obra semelhante.
Em 1919, a Propaganda nomeava como diretor geral da obra (cuja sede está em Friburgo, 31, rue Grande-Fontaine) o cônego Bossens, que a ela se dedicou inteiramente. Aprovada solenemente por um decreto do sumo pontífice, em 28 de abril de 1920, a obra se estabeleceu rapidamente nas principais regiões mais favoráveis às missões, tendo à sua frente, em cada uma delas, um diretor particular. A cotização anual mínima é de 1 franco, que pode ser substituída por um pagamento único de 50 francos. Os membros fundadores e benfeitores são os que asseguram a manutenção de um seminarista, dando 1.200 francos por ano.
As receitas foram, em 1920, de 239.275 francos; em 1921, de 621.492 francos; em 1922, de 2.072.944 francos; em 1923, 2.514.960 francos. Em 1926, atingiam 8.095.633 liras, e em 1927, 8.460.827.
4° A «Unio Cleri», ou União Missionária do Clero. Das grandes obras internacionais em favor das missões, a Unio Cleri é a única que não nasceu na França. Foi fundada em 1916, em Parma, pelo P. Manna, das Missões Estrangeiras de Milão, com o objetivo de «desenvolver entre os padres e, por meio deles, entre os fiéis, o espírito de oração e de zelo em favor das missões». É, com efeito, soberanamente importante que nossos padres da Europa conheçam as missões e se interessem por elas.
Quanto mais os conhecerem e os amarem, melhor os farão conhecer e amar, melhor propagarão todas as obras destinadas a ajudá-los, a Propagação da Fé, a Santa Infância, a obra de São Pedro Apóstolo, e as outras, cujo sucesso depende sobretudo do zelo de nossos padres.
Em 1915, o P. Manna havia dado a conhecer seu projeto a seu bispo, Dom Conforti, hoje presidente da União para a Itália, que o encorajou vivamente. Em 1916, a obra foi aprovada por um rescrito da Propaganda. Em novembro de 1919, foi incorporada a essa Congregação, e, em sua carta apostólica Maximum illud, Benedito XV, o sumo pontífice, dizia, dirigindo-se aos bispos: «Sabei que nosso desejo é ver instituir em todos os países do mundo católico a pia obra chamada "União Missionária do Clero".»
Os membros da Associação pagam uma cotização anual de 5 francos, que podem substituir por um pagamento único de 100 ou 200 francos, e recebem em troca um boletim (trimestral para a França), órgão da obra... Devem ajudar as missões: 1° pela oração, lembrando-se delas na missa, no ofício, etc.; 2° desenvolvendo, entre os fiéis, a compreensão e o amor pelas missões; 3° organizando Jornadas de Missões ou manifestações análogas, para estimular o zelo de seus paroquianos.
No momento, a obra está estabelecida na maioria dos países católicos, e contava, em 1924, com 25.000 membros na Itália; na Holanda, quase todo o clero; na Bélgica, 8.000 membros; 24.000 na Alemanha; na Inglaterra, no Canadá, um número considerável. Na França, ela não tinha, no início de 1925, senão algumas centenas de membros. Hoje a obra está organizada na maioria das dioceses e conta 18.000 aderentes.
II. Outras obras. 1° A Obra Apostólica. A Obra Apostólica quer ajudar os missionários: 1° pela oração, recitando cada um dos membros, na intenção das missões, orações determinadas, e tendo os centros importantes estabelecido, com essa mesma intenção, a Comunhão perpétua; 2° procurando para os missionários os diversos objetos de que necessitam: a) para seu ministério: cálices, ornamentos, paramentos sagrados, etc.; b) para seu apostolado: crucifixos, rosários, livros de piedade ou de instrução, etc.; c) para eles próprios: meias, suéteres, roupa de baixo, etc... É exclusivamente uma obra de mulheres, zelosas de imitar as santas mulheres do Evangelho, tão devotadas a Nosso Senhor e a seus discípulos.
A Obra Apostólica foi fundada em 1838, em Nemours (Seine-et-Marne), pela iniciativa de uma santa moça, a Srta. Marie-Zoé du Chesne. Resolvida a consagrar sua vida às obras, e posta a par da dedicação dos missionários pelo P. du Monteil, da congregação de Picpus, decidiu fazer-se sua provedora, e logo enviou suas oferendas às ilhas Gambier. Dom Dupanloup acolheu em sua diocese a nova obra, que em breve foi transferida para Paris. Bendita e enriquecida de indulgências por Pio IX, já em 1854, foi, por um decreto de 20 de abril de 1870, incorporada à Propaganda, e, por aquele de 15 de dezembro de 1871, fixada em Paris.
Desde sua fundação até julho de 1927, a Obra Apostólica enviou às missões 5.592 cálices, 2.490 cibórios, 1.863 ostensórios, 53.597 ornamentos, 5.924 capas, 19.398 albas, etc., etc., representando uma soma de 25.000.000 de francos. No momento, a Obra conta com 15 oficinas em Paris, 52 nos departamentos, 20 na Itália, várias em Nova York. Seu boletim, uma brochura in-8°, aparece 12 vezes por ano, e é enviado gratuitamente a toda pessoa que fizer uma oferenda de 10 francos.
2° A Obra das Escolas do Oriente. Foi no dia seguinte à guerra da Crimeia, que tinha mostrado aos russos a dedicação de nossas irmãs de caridade, e na véspera dos massacres da Síria, onde devíamos intervir em favor dos cristãos orientais, que foi fundada a obra das Escolas do Oriente, por católicos de alta posição, membros do Instituto, soldados, marinheiros ou diplomatas, todos a par das necessidades e das tendências do Oriente. Chamavam-se Cauchy, Charles Lallemand, o P. Gagarin, o marechal Bosquet, o contra-almirante Mathieu, Montalembert, Falloux, de Broglie, Melchior de Vogüé, de Gabriac, etc.
A obra, no entanto, reuniu apenas 16.000 francos no primeiro ano. Talvez nunca tivesse tido êxito, se não a tivessem confiado ao abade Lavigerie. Ele a pregou por toda parte, ampliou seu conselho, no qual, ao lado dos leigos da primeira hora, fez entrar um número igual de eclesiásticos ilustres. Obteve para ela a aprovação de Pio IX, seus encorajamentos e numerosas indulgências. Por fim, depois dos horríveis massacres da Síria, reuniu 4.000.000 de francos e foi ele mesmo distribuí-los no local. Nesse momento, o abade Lavigerie foi nomeado auditor da Rota. Teve de passar a obra ao Sr. Soubiranne. Ela estava em plena prosperidade.
Seu objetivo era levar, pela formação da juventude, o Oriente à união católica, portanto manter as escolas, os seminários, os asilos, as creches, os orfanatos, os refúgios, os internatos, os noviciados das comunidades católicas. Interessava-se também pela formação de um clero esclarecido e virtuoso nos diversos ritos orientais. Tem à sua frente um conselho. Seu diretor é hoje Dom Lagier, sucessor de Dom Charmetant. Os 5.000 membros se agrupam por decúrias, tendo à frente um zelador ou uma zeladora; as decúrias, em comitês, etc. As esmolas provêm das coletas, dos donativos, das cotizações anuais, cujo mínimo é de 1 franco.
Desde 1856, data de sua fundação, até 1924, em 68 anos, distribuiu às diversas congregações estabelecidas no Oriente a soma global de 37 milhões. Em 1920, sua receita anual era de 378.000 francos; foi, em 1927, de 2.100.000 francos. Ela veio em socorro de 56 congregações latinas ou orientais.
3° A Sodalícia de São Pedro Claver. Fundada em 1894 pela princesa M. T. Ledóchowska, com a bênção especial de Leão XIII, a Sodalícia de São Pedro Claver tem por fim ajudar todas as missões da África, e procurar-lhes, por meio de uma propaganda assídua e bem ordenada, pela palavra e pela imprensa, os meios necessários para a difusão e a manutenção da fé nessa parte do mundo. Trabalha também pela libertação dos escravos.
A sodalidade compõe-se de uma sociedade religiosa de mulheres, o Instituto de São Pedro Claver, cujos membros, chamados missionárias auxiliares, vivem em comunidade e se dedicam, nos países europeus, ao serviço das missões católicas africanas. Três categorias de pessoas as secundam: 1. Os membros externos. Pessoas do mundo, de todas as classes da sociedade, que pagam uma cotização e ajudam a sodalidade com seu tempo e seu trabalho. Vários habitam as casas da sodalidade sob uma regra particular. 2. Os zeladores e zeladoras dão uma cotização anual de 2 fr. (ou 50 fr. de uma só vez). Trazem à sodalidade o socorro da oração e trabalham na difusão de suas publicações. Os zeladores sacerdotes contribuem com 5 francos (ou 200 fr.) e organizam conferências e pregações. Os irmãos leigos e as irmãs, em vez de cotização, oferecem uma comunhão por mês. 3. Os associados pagam uma cotização anual mínima de 0,50 fr.
A sodalidade publica três boletins: L'Écho d'Afrique, mensal, edição em 9 línguas, 100.000 exemplares; le Négrillon, para a juventude, também 9 edições, 150.000 exemplares; la Propagation des missions africaines, em alemão ou em polonês (145.000 exemplares).
Os meios de ação da sodalidade são diversos e muito variados: a) a União das missas em favor de toda pessoa que tenha dado 1 franco; b) o Vintém de São Pedro Claver, que permite a 20 associados receber l'Écho e le Négrillon (0,50 por ano); c) o Pão de Santo Antônio para os pobres famintos da África (cofres nas igrejas e nos comerciantes); d) a Obra dos batismos dos negros (25 fr. a manutenção de um catecúmeno, do qual se tornará padrinho); e) a Obra do resgate dos escravos, 60 fr. por uma mulher; 100 francos e mais por um homem; f) a Obra dos catequistas indígenas, 200 francos por ano; g) a Obra dos seminaristas, também 200 francos por ano, ou então 5.000 francos para a fundação de uma bolsa; h) a Obra da imprensa, para fornecer gratuitamente aos missionários os livros em língua africana de que precisam. Os membros fundadores pagam 5.000 francos, os membros perpétuos 500 fr.; os benfeitores 20 francos, os membros ordinários 5 fr. por ano; i) a Adoção espiritual de uma missionária auxiliar: 15.000 francos dados de uma vez ou 600 francos por ano; j) o Escudo de Maria Teresa, com o objetivo de instituir um fundo para as necessidades mais urgentes da obra, etc., etc.
A sodalidade contava em 1926 com 125 membros internos, 184 membros externos, 20.553 zeladoras, mais de 500.000 associados. De 1888 a 1925, havia recolhido para as missões 20.674.192 liras, mais objetos em espécie no valor de 1.816.249 liras. Havia editado 319.970 volumes em língua indígena e permitido administrar 50.513 batismos, resgatar 10.014 escravos, criar 244 crianças e manter 191 catequistas e 290 seminaristas, dos quais 30 se haviam tornado sacerdotes. Em 1927 suas receitas foram de 4.681.563 liras e em 1928 de 4.734.917.
4° Obras diversas. — Existem muitas outras obras criadas em favor das missões. O R. P. Arens conta, para 1924, 228, a saber: 44 para a França; 34 para a Alemanha; 27 para a Holanda; 26 para a Bélgica; 20 para a Itália; 17 para a Áustria; 16 para a Alemanha do Norte; 17 para a Espanha; 7 para a Suíça; 5 para a Inglaterra; 4 para a Irlanda, etc., etc.
Essas obras são muito variadas. Há algumas bastante importantes e outras muito modestas. Umas dizem respeito às missões em geral, quaisquer que sejam; o maior número, a uma missão em particular, ou às de uma sociedade. Umas recolhem recursos, outras concentram orações. Várias não deixam de ter seu pitoresco: utilizam para as missões os jornais velhos e os selos velhos. É o Trapeiro do Bom Deus, ou a Obra das calcinhas e dos vestidinhos, para crianças malgaches.
A classificação dessas obras por épocas e por países ofereceria um quadro interessante dos progressos e das variações do espírito de zelo através do mundo. Vê-se nelas as congregações novas, à medida que lhes são confiadas terras a evangelizar, buscar em seu país de origem associados que, por suas orações e suas esmolas, tomam parte em seu trabalho distante. Não há sociedade de missionários que não tenha em seu rastro centenas e centenas de almas animadas de seu espírito e colaborando com sua obra.
Vê-se ainda os grandes países que se abrem ao Evangelho suscitar obras de orações e esmolas: Associação de orações para a conversão do Japão (1X13); Obra das Escolas do Oriente (1856), Associação de orações para a conversão dos muçulmanos (1858); Obra das vocações apostólicas para as missões africanas (1865); e mais tarde Obra da preservação da fé na Palestina (1920); Cruzada pela China (1921); Associação Carlos de Foucauld para o apostolado das colônias francesas (1923); etc., etc. É que as missões do Japão estão a ponto de retomar, é que a ação da França no Oriente Próximo se faz mais nítida, é que ela prossegue a conquista da Argélia, é que a Palestina passa sob o mandato de uma nação protestante e é entregue ao sionismo, é que as necessidades da China se tornam mais urgentes, é que o P. Carlos de Foucauld acaba de abrir vias novas ao apostolado entre os muçulmanos.
O heroísmo do P. Damião suscita várias obras em favor dos leprosos; a colonização do Congo belga traz também a criação de uma boa meia dúzia de obras em favor das missões congolesas, por exemplo, a Liga para a proteção e a evangelização dos negros (1912), a Liga nacional para a proteção da infância negra no Congo (1912), etc.
Certo número dessas obras têm objetos muito especiais. Falamos em outro lugar das obras médicas. Uma associação flamenga fornece, por meio dos primeiros comungantes, roupas às crianças negras. Outras editam imagens religiosas para a China e outros países, enviam ornamentos de altar, fornecem enxovais aos missionários. Uma obra, que escapou ao P. Arens, ajuda os jesuítas de Nanquim a fundar catecumenatos: em 1926, já havia fundado 50 casas desses catecumenatos nos vicariatos de Nanquim, de Ou-hu e de Hai-men (Procuradoria da missão de Xangai, 42, rue de Grenelle, Paris).
Um grande número, entre essas obras, tem por objeto desenvolver o zelo pelas missões, seja em geral, seja em tal ou tal categoria. De modo muito especial na Holanda, na Bélgica, na Suíça, na Alemanha, nos Estados Unidos, desde 1910, uma vasta campanha é conduzida no meio das escolas, dos colégios, das universidades. São, na Alemanha primeiro, as Associações acadêmicas das missões (Münster, 1910), as Associações de missões nos liceus de moças (Pfaffendorf, Coblença, 1917), as Associações de missões nos colégios e liceus de jovens rapazes (Aquisgrana, 1918). Em um meio mais fechado formou-se em Luxemburgo, em 1910, a Obra das missões nas congregações, e em Viena, em 1918, a Liga mariana das missões. Em Friburgo temos uma Associação acadêmica para as missões (1921); na Holanda a Ação para as missões (Weert, 1918), a Associação dos estudantes romano-católicos para a obra das missões (Amsterdã), a Liga das missões (Nimega). Na Bélgica, ainda no meio da juventude, há a liga de orações Pro apostolis (1927), a A.U.C.A.M., Associação universitária católica para a ajuda às missões (1925).
Nos Estados Unidos os protestantes tinham, nesse gênero de obras, muitos anos de avanço. Sua Student volunteer foreign mission convention estava, em 1913, em seu VIII congresso, e reunia 755 colégios e universidades dos Estados Unidos e do Canadá. Em 1917, a partir de um movimento surgido em Techny, casa dos padres do Verbo Divino, foi inaugurada a Catholic students mission crusade, cujo objetivo preciso é menos recolher dólares do que desenvolver uma mentalidade missionária. Em 1920 a cruzada já reunia 1.000 aderentes. Hoje tem mais de 350.000.
Entre essas obras enumeradas pelo P. Arens: 22 se interessam, segundo seus estatutos, por todas as missões; 36 sustentam as casas de formação para missionários; 34 são para as missões da África; 19 para as missões belgas no Congo e em outros lugares; 18 para o Oriente; 12 para as missões indianas ou negras dos Estados Unidos; 12 exclusivamente para as colônias holandesas.
Há algumas muito importantes pelo número de seus membros. Assim a Catholic students mission dos Estados Unidos, da qual acabamos de falar; a Obra de Maria Imaculada para a conversão das mulheres pagãs (França) tem 300.000 aderentes; o Kleines Liebeswerk vom hl. Herzen Jesu (na Alemanha), 180.000; a Irish Mission League da Irlanda, 100.000; o Apostolado dos Santos Cirilo e Metódio, na Tchecoslováquia, 90.000; a Broerderschap van den H. Geist, na Holanda, 65.000; a obra Pro apostolis na Bélgica, 14.500. Outras obras, a maioria, estão longe de ter essa importância.
Além das grandes obras pontifícias e universais das quais se falou mais acima, algumas outras existem igualmente em muitos países, assim como as próprias sociedades missionárias que as fundaram. Assim a Obra geral das missões franciscanas, organizada em 1922 pelo M. R. P. ministro geral dos frades menores, o M. R. P. Bernardino Klumper; ou ainda a Liga das missas dos padres capuchinhos. Essas duas obras têm sua sede em cada convento franciscano ou capuchinho. Do mesmo modo a Arquiconfraria do Espírito Santo, dos padres do Espírito Santo, a Obra dos auxiliares salesianos, as Uniões das mulheres e das jovens católicas, etc., etc.
III. AS RECEITAS. — Das 220 associações que cita, o P. Arens considera 180 como obras de coleta. É impossível chegar a uma avaliação precisa dos recursos assim recolhidos. Só se pode chegar a números muito aproximados. As sete grandes obras citadas mais acima deram, em 1927, as seguintes somas: Propagação da Fé, 471.874,41 liras. Santa Infância, 19.810.000 francos. São Pedro Apóstolo, 8.460.827 liras. Escolas do Oriente, 2.100.000 francos. São Pedro Claver, 4.681.653 liras.
Entre as outras obras, algumas alcançam receitas bastante fortes: a Associação do seminário de Maryknoll, nos Estados Unidos, recolhe 350.000 dólares; a Irish mission league, 3.500 libras esterlinas; a Indische Missie Vereeniging na Holanda, 10.000 florins; a Pia opera per i catechisti indigeni da Itália, 80.000 liras; a Obra apostólica da abadia de Saint-André, na Bélgica, 40.000 francos; a Obra dos partants, em Paris, 25.000. Será exagero elevar a 110 ou 120.000.000 de francos a soma proveniente de todas essas fontes?
A isso seria preciso ainda acrescentar: 1° os subsídios fornecidos direta ou indiretamente por certos Estados, por certas administrações coloniais, mesmo protestantes, pelas companhias de navegação, para as obras de educação ou de beneficência, para os transportes, etc.; 2° os resultados das duas coletas da Sexta-feira Santa em favor dos Lugares Santos, a da Epifania para a luta contra a escravidão e as missões da África, e as outras coletas por ocasião das jornadas ou exposições de missões, as vendas de caridade, bem como as somas recolhidas pelos trezentos e tantos boletins das missões, que por vezes são consideráveis. Assim, as Missions catholiques de Lyon recebem e transmitem mais de meio milhão de francos por ano; 3° as somas que dão ou recolhem diretamente junto a suas famílias ou a seus amigos os diversos missionários ou as diversas sociedades de missões; 4° os honorários das missas que dizem nossos 16.000 missionários-sacerdotes e que devem fornecer 4.800.000 francos-oro, e, por fim, as rendas das diversas fundações e propriedades que possuem certas missões.
A que total somam esses diversos recursos? É impossível dizê-lo. Uma coisa é certa, pelo menos: se bastam mais ou menos para fazer viver as missões, não bastam para fazê-las progredir como seria preciso. Um vigário apostólico da Coreia dizia a quem escreve estas linhas: « O que me dá a Propagação da Fé apenas me basta para dois meses! » Outro chefe de missão dizia três meses, outro, quatro. É, portanto, duas, três e quatro vezes mais do que a Propagação da Fé deveria poder distribuir. As outras obras vêm acrescentar sua cota-parte. Mas elas não bastam para dar aos missionários católicos mais do que o estritamente necessário, e nem sempre o dão.
Um jovem administrador do Camerões, moço positivo, sem imaginação alguma, mas que sabe ver e observar, dizia ainda: « Os missionários têm 600 francos por ano. Falta-lhes tudo. Quando eu ia visitá-los e jantar com eles, enviava-lhes antes, por meu boy, provisões para eles e para mim. Conheci um que não podia ir visitar seu confrade do posto vizinho, porque não tinha mais sapatos. »
Não é a mesma privação em todo lugar, mas em todo lugar lhe dirão que falta dinheiro. É preciso tanto, tanto para as escolas, tanto para os catecismos, tanto para a manutenção das igrejas, tanto para as necessidades do culto, etc. Sobre o que se perguntou: « O excedente de 1926 sobre 1912 é de 4.417.351 fr. 26 oro. Põe-se uma questão: o progresso revelado por esse excedente é real ou é apenas aparente? Em outros termos, as missões de pleno exercício recebem em 1912 em subsídios um valor igual ao antigo? » O Sr. abade Corman, que põe esse problema (Bulletin de l'Union du clergé, Bruxelas, janeiro de 1928, p. 31), responde observando: 1° que no mercado mundial, o franco-oro perdeu muito de seu poder de compra. Nos Estados Unidos, onde bastava um dólar, são precisos 1,60 dólar. « Incontestavelmente, milhões de nossos francos-oro de hoje vão se perder no abismo aberto pela depreciação geral da própria moeda de oro »; 2° é preciso levar em conta a multiplicação das missões a sustentar, 70 na China em vez de 48, 10 no Japão em vez de 6, sem falar das missões em formação, que também pesam no orçamento; 3° demos um exemplo concreto. As 13 missões da Indochina e do Sião recebiam, em 1912, 460.449 francos-oro; em 1926 não recebem mais do que 402.348 no ordinário (1.569.160 liras) e 47.435 no extraordinário (185.000 liras), ou 449.783 no total, ou seja, uma diferença de menos 10.666. Essa diferença seria mínima se não fosse a perda, de outro modo importante, devida à queda do próprio franco-oro. Sem dúvida essas missões antigas, apoiando-se nos velhos cristãos, têm recursos que as missões recentes ainda não têm, mas, por outro lado, chegaram a uma virada decisiva de sua história, e, longe de poder dispensar a ajuda de fora, precisariam de recursos mais abundantes, da mesma origem, para ativar a formação de uma elite à altura, e apressar o florescimento de Igrejas indígenas. De onde resulta que as missões de 1912 ainda não recuperaram seu apoio de antes da guerra; não há, portanto, motivo para se deixar hipnotizar por números de valor tão diferente. »
O que faz ressaltar singularmente essa pobreza de nossas missões católicas é a abundância em que vivem os missionários protestantes, a riqueza de suas instalações e de suas obras. Eis, para 1923, segundo o World missionary atlas, publicado em Nova York, em 1925, o levantamento das missões protestantes: Oceania, 46.230.500; Ásia, 26.784.100; África, 11.806.300; Europa, 365.018.300.000; América, 1.045.962; Total, 1.495.801.200 liras.
Muitos dizem: os protestantes são mais ricos do que os católicos. Isso pode ser verdade, sobretudo depois da última guerra, que enriqueceu singularmente as nações inglesas e norte-americanas. Mas há católicos em número respeitável nos Estados Unidos, e há fortuna igualmente entre os católicos. Isso, portanto, não pode ser senão uma razão parcial, insuficiente para explicar tal diferença.
Os católicos, acrescenta-se, em particular os católicos da França, devem sustentar com seu dinheiro seu clero, as obras religiosas, suas obras de ensino e de beneficência, ao passo que a Igreja estabelecida na Inglaterra, por exemplo, é muito ricamente dotada e pode se mostrar generosa em vez de recorrer à generosidade de seus membros. Sim, mas aqueles a quem se chama os « dissenters », metodistas, wesleyanos, batistas, etc., devem provir às mesmas necessidades religiosas de culto, de ensino e de beneficência, e são tão generosos para suas missões quanto os anglicanos.
Que também não se diga que é o Estado que paga essas missões estrangeiras tão úteis para consolidar e estender sua influência. O Estado bem pode fornecer algumas subvenções — não às missões, às quais nada dá como missões —, mas a escolas, a asilos, a hospitais, a dispensários. Só que, em geral, ele dá tanto às obras católicas quanto às obras protestantes.
A razão dessa diferença está sobretudo no fato de que, no mundo protestante, todo mundo se interessa pelas missões, todo mundo lhes dá, tanto os bancos e sociedades diversas, como as empresas industriais e comerciais, os ricos e os pobres, os que praticam sua religião e os que não a praticam, enquanto nas nações católicas, na França em particular, são apenas os católicos praticantes e fervorosos, e entre eles, sobretudo a gente humilde, os aderentes à Propagação da Fé e à Santa Infância, que sustentam nossas missões.
Não há nem mesmo a fórmula tão feliz do « vintém por semana » que não se torne, a longo prazo, desfavorável às missões. Um vintém por semana, era algo em 1823. Hoje não é mais nada. São necessários pelo menos 25 fr. para se dar tanto quanto em 1914. É preciso pelo menos 1 franco para se dar tanto quanto em 1822.
De outro ponto de vista, sendo a fórmula do « vintém por semana » geral e aplicando-se a todo mundo, tanto ao rico quanto ao pobre, segue-se que mesmo o aderente rico não dá, ele também, senão um vintém por semana, 2 fr. 60 por ano. Isso não é equitativo, pois cada um deveria dar segundo seus meios. Também não é feliz, pois se as cotizações variassem de 1 vintém a 5, a 10, a 20, a 100 vinténs por semana, segundo a capacidade do doador, o resultado total seria muito mais elevado.
Outra diferença: as missões protestantes possuem numerosas fundações que lhes asseguram rendas regulares muito importantes, a lei dos países anglo-saxões assim o permitindo, enquanto em país francês as missões católicas não possuem, por assim dizer, nenhuma propriedade e, por consequência, nenhuma renda. Tudo isso é verdade.
Mas quando se disse isso, ainda não se explicou nada; pois não se nos disse por que as missões protestantes receberam fundações tão ricas e as missões católicas tão pouco; por que todos os protestantes dão para sustentar suas missões, enquanto entre os católicos há apenas um pequeno número a se interessar por isso; por que entre os protestantes alguns fornecem subscrições tão consideráveis, enquanto os católicos dão, no conjunto, apenas 5 centavos por semana, 2 fr. 60 por ano. É preciso, portanto, levar mais adiante nosso inquérito.
As missões católicas se estabeleceram, ou se restabeleceram, no século XIX, desenvolveram-se as primeiras, como puderam, em meio a dificuldades, privações, muitas vezes perseguições, sem plano traçado de antemão (e não poderia haver), oneradas por encargos sempre renascentes, tendo ruínas a reparar ou então tudo a criar, nunca conseguindo estar à altura de seus negócios. As missões protestantes, pelo contrário, vieram depois, ao menos na maioria das vezes. Encontraram o terreno desbravado, foram apenas raramente e parcialmente perseguidas, tiveram poucas ruínas a reparar. Por outro lado, começaram modestamente, cresceram pouco a pouco, proporcionaram suas despesas a seus recursos, foram dirigidas como negócios, muitas vezes por homens de negócios, e permaneceram sempre em contato estreito com seus benfeitores da Europa, que as acompanhavam, as conheciam, se interessavam por elas.
Além disso, os protestantes conhecem suas missões, por seus jornais, por suas revistas, pelos relatórios anuais de suas sociedades, pelos numerosos estudos e livros, pelos mapas e atlas publicados sobre essas missões. Os católicos, por sua vez, salvo raras exceções, as desconhecem. E eis, em última análise, a grande razão pela qual os protestantes amam e ajudam suas missões, enquanto os católicos, cujo zelo pelo reino divino não se poderia porém desconhecer, não parecem suficientemente dispostos a se ocupar de suas missões, a amá-las, a ajudá-las.
III. A propaganda em favor das missões. — I. A imprensa. É preciso dar a conhecer, estimar, amar as missões. O que se fez e o que se faz nesse sentido? Os primeiros e os mais eficazes propagadores do que se chama « a ideia missionária » são os próprios missionários, por sua correspondência. Eles contam o que veem, o que fazem, o que sofrem, seus progressos, o que os detém. Acrescentemos, quando lhes acontece voltar ao país, suas conversas, suas conferências, seus sermões. Acrescentemos as obras anexas das quais falamos, com seus boletins, seus relatórios, suas assembleias.
Essas publicações são numerosas. O P. Arens, em seu manual, enumera 411, das quais 317 na Europa, 71 na América, etc. Não há congregação de missão que não tenha uma ou várias. Estão em todas as línguas; há científicas, históricas, etnológicas, anedóticas. São as cartas de São Francisco Xavier que abrem a série, logo seguidas pelas cartas de seus colaboradores e discípulos, e que, desde o início, valeram às missões preciosos recrutamentos.
Dessa literatura São Pedro Canísio foi o promotor, mas depois de Santo Ignácio, que pedia a seus missionários relações detalhadas e regulares sobre seus trabalhos (Litteræ annuæ). Já desde o século XVI as coletâneas de cartas da Ásia, da América, da África não se contam mais. De 1611 a 1672 apareceram as Relations de la Nouvelle-France ou Canada. Em 1642 começa na Alemanha a série do Neuer Weltbott do P. Jos. Stocklein, que se prosseguiu até 1753. Em 1702 começam as Lettres édifiantes et curieuses (1702-1776), em 31 coletâneas, que foram várias vezes reeditadas e tiveram continuações no século XIX. Essas coletâneas eram todas obra dos missionários jesuítas.
Tudo isso se desenvolveu singularmente. Indiquemos apenas as revistas principais, limitando-nos às que têm interesse universal, pois não há congregação nem seminário cujo Boletim ou cujos Anais não nos informem sobre os trabalhos, as lutas e os sucessos de seus missionários.
1° França. — Foi da França que partiu o movimento. 1. Em 1822 começaram os Annales de la Propagation de la foi, cujas edições se multiplicaram em todos os países e em todas as línguas. O P. Arens enumera 18 edições. « Durante trinta anos, diz ele (p. 255), essa revista extraordinariamente bem documentada e dispondo de numerosos meios de ação foi quase a única em que povos e letrados aprendiam a conhecer o movimento moderno do apostolado. » A edição de Lyon, 110 volumes, dá toda a história das missões contemporâneas.
2. Os Annales de la Sainte-Enfance, mensal, que começaram em 1846, têm 11 edições; a de Paris conta 80 volumes.
3. As Missions catholiques, fundadas em Lyon, em 1868, in-8°, ilustradas, saem toda semana, 60º ano, 120 vol. É uma revista geral, repleta de relatos edificantes e por vezes de informações históricas muito preciosas. Proporciona numerosas esmolas. Tem 8 edições estrangeiras mais ou menos diferentes da edição francesa: edição italiana (1872); alemã (1873); holandesa (1876); espanhola (1880); húngara (1881); polonesa (1882), inglesa (1886); americana (1907).
4. A Obra das Escolas do Oriente é preciosa por suas relações sobre o movimento religioso no Oriente; fundada em 1857 (395 fascículos).
5. Os Comptes rendus annuels da Société des missions étrangères (Paris) e seu Bulletin (Hong Kong) contêm abundante material sobre as missões da Ásia.
6. A Revue d'histoire des missions, fundada em 1924, sai 4 vezes por ano, in-8°, 650 páginas. Seu objetivo é histórico; informa sobre as missões dos séculos passados, do século XIX, e acompanha o movimento contemporâneo.
2° Alemanha. — 1. Die katholischen Missionen, mensal, Aquisgrana, ilustrada, dirige-se ao público culto. Redação muito cuidada e muito variada.
2. Steyler Missionsbote, fundado em 1874 sob o título Herz Jesu Missionsbote, bimestral, indispensável para conhecer as missões dos padres de Steyl.
3. Zeitschrift für Missionswissenschaft, fundado em 1910 pelo professor Pieper, dirigido atualmente pelo Sr. Schmidlin, de caráter científico, revista de história e de método missiológico, sai 4 vezes por ano em Münster.
3° Áustria. — 1. L'Echo aus Afrika, órgão da sodalidade de São Pedro Claver, fundado em 1889. Edições em 9 línguas.
2. Anthropos, revista de antropologia de primeira ordem, fundada pelo P. Schmidt, S.V.D.; sai a cada dois meses; é redigida em línguas variadas pelos missionários.
4° Bélgica. — 1. Bulletin des missions, publicado pelos beneditinos da abadia de Saint-André (Lophem, Bruges). Desde 1920, revista de interesse geral.
2. Bulletin de l'Union du clergé. Bruxelas, 1920.
3. Revue missionnaire des jésuites belges, Lovaina, 1927.
5° Espanha. — 1. Las misiones católicas, órgão oficial da Propagação da Fé, 1893. Barcelona.
2. El siglo de las misiones, revista geral das missões, ilustrada, publicada pelos jesuítas desde 1914, em Burgos.
6° Estados Unidos. — 1. Catholic missions, 1904. Nova York, mensal, 2.800 assinantes.
2. The Field Afar, órgão de Maryknoll. Informa sobre todas as missões americanas, especialmente da China, 130.000 assinantes em 1923.
3. The Shield, órgão de The students mission crusade.
7° Holanda. — 1. Annalen der Broederschap van den H. Geest tot Voortplanting des Geloofs, cuja coleção conta 100 volumes e remonta ao menos a 1834. Foi criado na diocese de Haarlem como órgão da Confraria do Espírito Santo, que substituía a obra da Propagação da Fé. Em 1923, contava 12.000 assinantes.
2. De katholieke Missiën en het christelijk Huisgezin, réplica das Missions catholiques de Lyon, redigida pelos padres de Steyl, fundada em 1875.
8° Irlanda. — The Far East, informa sobre as missões da China. Mensal, 70.000 assinantes na Irlanda, 100.000 para a edição americana, 25.000 para a da Austrália (1923).
9° Itália. — 1. Le Missioni cattoliche, 1872, Milão; em 1923, 9.000 assinantes.
2. Bollettino salesiano, 1877, edições em uma dezena de línguas. Turim.
3. Le missioni della Compagnia di Gesù, 1915, Veneza, informam sobre todas as missões dos jesuítas.
4. Le missioni francescane, 1927. Roma. Sobre todas as missões franciscanas.
5. La Propagazione della fede nel mondo, 1922, Roma; tiragem de 150.000 exemplares.
10° Suíça. — Bethléhem, revista mensal ilustrada do estabelecimento das missões Bethléhem de Immensee (Suíça), fundada em 1896; 30.000 exemplares, em alemão, francês, inglês, italiano, holandês.
11° Ásia, Índia, China. — 1. The Examiner, revista semanal fundada em 1850, redigida pelos jesuítas de Bombaim.
2. The Week, do Dr. Zacharias, Bombaim.
3. Le Bulletin catholique de Pékin, fundado em 1914 pelos lazaristas.
Ao lado dessas revistas, que são especialmente revistas « das missões », é preciso assinalar as revistas mais gerais que gostam de consagrar a esse assunto, mais ou menos regularmente, artigos, assim a Civiltà cattolica, de Roma, os Études de Paris (boletins), etc. Muitos jornais católicos têm uma seção especial consagrada às missões, à maneira de L'Osservatore romano. Foi para lhes fornecer informações seguras que, no fim de 1927, foi criada a Agência Fides, novo anexo da Propagação da Fé. As notícias que afluem à Propaganda de todos os pontos do globo são aí traduzidas em todas as línguas e comunicadas a 28 escritórios nacionais da Propagação da Fé, os quais, por sua vez, as fazem chegar aos jornais. Nos 8 primeiros meses de 1928, foram assim enviados, na França, 238 comunicados a 550 jornais, tanto religiosos, como a Croix, como de interesse geral, como L'Écho de Paris, que os reproduzem fielmente.
II. Os livros. Os livros a respeito das missões se multiplicam a tal ponto que tudo o que podemos fazer aqui é indicar as direções gerais que essa literatura toma, e, se necessário, indicar alguns espécimes mais notáveis.
Antes de tudo, é preciso assinalar a monumental bibliografia do P. Rob. Streit, O.M.I., Bibliotheca missionum, em curso de publicação, a qual, depois de um volume de introdução, já deu dois grossos volumes exaustivos sobre a América, e um primeiro volume sobre a Ásia. Para as estatísticas, o livro do P. Krose, S.J., Katholische Missionsstatistik, Friburgo, 1908 (tradução francesa), é sempre a consultar; mas uma atualização seria necessária.
Não há bom atlas das missões católicas. O do P. Ch. Streit, S.V.D., publicado em 1909 em Steyl, e o Atlas hierarchicus do mesmo (1913) só foram incompletamente substituídos pelo Testo e atlante di geografia ecclesiastica e missionaria de Mons. Grammatica, Bérgamo, 1927. O Petit atlas des missions de Mons. Boucher (Paris, 1928) atende à necessidade do público comum de se orientar no dédalo das igrejas.
A única história geral das missões que é científica é a do professor Schmidlin, Katholische Missionsgeschichte, Steyl, 1921. Publica-se dela uma tradução italiana. Antes disso não tínhamos senão a grande história do barão Henrion, 1845; o Dictionnaire des missions catholiques, por Lacroix e E. de Djunkowsky, Migne, 1863-1864, o volume de Louvet, Les missions catholiques au XIXe siècle, Lyon, 1894, e, em Piolet, as Missions catholiques françaises au XIXe siècle, 6 vol., 1902, a introdução por E. Lamy. Ver um resumo no artigo Propagation de l'Évangile, no Dict. apologétique do P. d'Alès.
Multiplicaram-se as publicações de documentos. Citemos, entre outros, o Archivum franciscanum, e o Archivio Ibero-Americano, editados pela ordem franciscana; os Monumenta historica Societatis Jesu (Monumenta Xaveriana, 2 vol.); os Rerum aethiopicarum scriptores occidentales inediti a sæculo XVI ad XIX, pelo P. C. Beccari, 14 vol., Roma, 1903-1914; as Opere storiche del P. Matteo Ricci, pelo P. Tacchi Venturi, 2 vol., Macerata, 1911-1913. A Biblioteca biobibliografica della Terra santa e dell'Oriente franciscano do P. Girolamo Golubovich, O.F.M., resume a história franciscana no Levante, 4 vol., 1900-1924, Quaracchi. R. G. Thwaites reeditou em 73 volumes, Cleveland, 1896-1901, as Jesuit relations, and allied documents (Relations de la Nouvelle-France, etc., etc.). A. Rabbath, S.J., Documents inédits pour servir à l'histoire du christianisme en Orient, Paris-Beirute, 1905-1921; Otto Maas, Cartas de China. Documentos inéditos sobre las misiones franciscanas del siglo XVII, Sevilha, 1917 (2 séries), etc., etc.
As diversas ordens e sociedades de missionários escrevem a história geral de suas obras em países infiéis. O P. Marcellino de Civezza, de 1857 a 1895, havia editado a Storia universale delle missioni francescane de 1212 a 1800 (Roma, Prato e Florença). Obra insuficientemente crítica, que o livro do P. Léonard Lemmens, O.F.M., Geschichte der Franziskanermissionen, Münster, 1928, permitirá corrigir.
O P. Clemente da Terzorio deu, em 1913, o primeiro volume de uma história de grande envergadura, as Missioni dei minori cappuccini, cujos 5 primeiros tomos ainda só tratam da Europa e da Turquia (1913-1919).
O Sr. A. Launay, M.E.P., publicou a Histoire générale de la Société des missions étrangères, 3 vol., Paris, 1894, com um volume suplementar de documentos, e em 1901, o Mémorial de la Soc. des M. E., em 2 volumes.
Das antigas missões da Companhia de Jesus, encontrar-se-á uma história sumária no livro do P. J. Brucker, La Compagnie de Jésus, esquisse de son institut et de son histoire, Paris, 1919, e a das missões modernas, em A. Brou, Les jésuites missionnaires au XIXe siècle, Bruxelas, 1908.
Quanto às histórias das missões particulares, é preciso renunciar a dar até mesmo uma enumeração sumária.
III. Pregações, semanas das missões. — Essa literatura cada vez mais rica não está, no entanto, ao alcance de todos. Ora, são todos os cristãos que são chamados a tomar parte no movimento missionário. Resta, portanto, a palavra e tudo o que fala aos olhos.
Aqui temos o exemplo da Holanda. Em nenhum país a ideia missionária criou raízes como nesse país, onde no entanto só se contam 2.500.000 católicos, e que fornece mais missionários e mais esmolas às missões do que muitas outras regiões, onde os católicos são duas e três vezes mais numerosos. Mas também em nenhum outro país as pregações sobre as missões, as jornadas de missões, as exposições particulares de missões são tão multiplicadas. O católico holandês vive numa atmosfera de missões.
Outro fato não é menos significativo. Há 3 ou 4 anos, a Itália dava apenas 1.500.000 liras à Propagação da Fé; ora, deu 5.009.000 em 1927, vindo em segundo lugar na lista, depois dos Estados Unidos e antes da França, que deu apenas 4.660.000 liras. É que Mons. Drago, diretor geral da Propagação da Fé, envia durante todo o ano cinco ou seis missionários para pregar e dar a conhecer as missões.
Por isso, em todo lugar se organizam e se multiplicam as semanas de missões, as jornadas de missões, as exposições de missões, por iniciativa seja das próprias congregações, seja da Unio cleri, seja da Propagação da Fé. O Santo Padre consagrou oficialmente essas iniciativas, instituindo para toda a Igreja o Domingo da Propagação da Fé, oito dias antes da festa de Cristo Rei, jornada consagrada por pregações, orações, coletas em favor das missões.
Quanto às exposições, recordemos apenas a do Vaticano, em 1925, cujo sucesso superou as esperanças do sumo pontífice que dela tomara a iniciativa. Marcou uma virada na história das missões. E, para que os frutos práticos dessa grande manifestação não se perdessem, o museu missionário do Laterano reúne, como que extraído da exposição, todo o seu conteúdo científico em etnografia e missiologia. O principal organizador foi o P. Schmidt, S.V.D., o fundador da Anthropos. Aliás, essa exposição é imitada em todo lugar.
Enquanto as semanas das missões atraem aos sermões, às conferências, aos filmes dos missionários o público fiel, apinha-se diante dos estandes da exposição, repletos de quadros instrutivos, de mapas, de estatísticas e de objetos pitorescos que dão uma ideia dos povos evangelizados. Mais importante será a exposição nacional de Barcelona, anunciada para 1929.
As missões também encontram seu lugar nas exposições universais e coloniais. Estas as dão a conhecer a um público que a etiqueta religiosa das outras não atrairia, mas que é, no entanto, capaz de se interessar por elas: industriais, comerciantes, homens de negócios. Uma primeira tentativa foi feita em 1900, na exposição universal de Paris, a pedido expresso do cardeal Richard; vários asseguram que foi também por desejo de Leão XIII. Um comitê lançou uma subscrição que forneceu os fundos necessários, e um pavilhão foi consagrado às missões no jardim do Trocadéro. A ideia só foi retomada muitos anos depois, em Nice em 1926, em La Rochelle em 1927, em exposições coloniais. Será retomada ainda em 1931, na exposição colonial internacional de Paris.
Essas grandes manifestações coletivas são indispensáveis para criar e manter o movimento de conjunto em favor das missões. As iniciativas privadas ou as das sociedades particulares não bastariam para isso. E é precisamente uma das razões de ser dessa Unio cleri, que põe ao serviço das missões essa grande força social que é o clero católico.
IV. O ensino missionário. — Tudo isso ainda não é suficiente. Todos esses fatos, toda essa atividade do presente e do passado pode e deve se tornar matéria de ciência, e essa ciência, ela mesma, pode e deve, por sua vez, repercutir, para esclarecê-lo, sobre o trabalho dos operários. Daí o que se chama hoje a missiologia.
1° O movimento partiu da Alemanha. O príncipe Luís de Löwenstein, no congresso dos católicos realizado em Breslau em 1909, sobre as missões, estudou o meio de criar um instituto de pesquisas científicas nesse domínio, até então deixado às iniciativas privadas. Foi criado em Berlim, em 4 de maio de 1922, o Das internationale Institut für missionswissenschaftliche Forschungen. Duas seções o compõem: uma decide os trabalhos a serem realizados, a outra determina o emprego das cotizações. Fundou-se então a Zeitschrift für Missionswissenschaft, cujo programa comportava a história, a estatística, a geografia, a teoria das missões. Ao mesmo tempo foram inauguradas publicações preparadas com cuidado, entre as quais basta assinalar a Bibliotheca missionum do P. R. Streit. Por fim, foram abertos cursos de missiologia pelo professor Schmidlin, em Colônia, depois em Münster. Outros cursos e conferências ainda se realizam em outras cidades.
2° Por volta da mesma época fundavam-se as Semanas de etnologia. Estando a etnologia e a linguística em pauta, tendo sua importância marcada na apologética cristã, e estando por outro lado os missionários mais bem posicionados do que quem quer que seja para levar adiante esses estudos, dos quais são os primeiros a se beneficiar, o P. W. Schmidt, S.V.D., em 1906, havia fundado a revista Anthropos, que logo assumiu o porte de uma publicação científica de primeira ordem. Uma biblioteca a completou, que logo contou com uma dezena de obras. S.S. Pio XI deu ao P. Schmidt o meio de organizar missões científicas entre os primitivos da Terra do Fogo, do centro africano, da península malaia.
Isso não bastava, e, já em 1912, em colaboração com o saudoso P. Bouvier, S.J., o mesmo sábio organizava as Semanas de etnologia, Lovaina, 1912 e 1913, Tilburg na Holanda, 1922, Mödling perto de Viena, junto aos padres de Steyl, 1923; Milão, 1926. O objetivo é, por uma aproximação entre os etnólogos e os missionários, iniciar estes últimos nas questões de etnologia e de religião comparada, para que possam fazer eles mesmos observações sobre os usos, os cultos, as crenças dos povos que evangelizam.
3° As semanas de missiologia de Lovaina. Foram inauguradas em setembro de 1923 para os missionários, as irmãs e os aspirantes às missões. Desde então, renovam-se todos os anos sob a direção de um conselho cujo presidente é o R.P. Ulrix, dos padres brancos, e o secretário, o P. H. Charles, S.J. O objetivo é pôr em comum, sobre um tema dado, as experiências dos missionários, atendo-se de perto aos ensinamentos e às diretrizes vindas de Roma. Os temas tratados até agora foram, para falar apenas daqueles que forneceram a matéria de relatórios impressos, os Aspirations indigènes et les missions (1925), Autour du problème de l'adaptation (1926), Les élites en pays de mission (1927), L'âme des peuples à évangéliser (1928). A semana de 1928 reuniu 500 participantes pertencentes a 27 nacionalidades.
Também em Lovaina se constituiu uma editora muito ativa para as missões. Já publicou obras de valor, entre as quais a tradução francesa do manual do P. Arens. Dela saem também os pequenos folhetos intitulados Xaveriana, em francês e em flamengo, de caráter popular e vivo, e os Dossiers d'action missionnaire, mensais, que acabarão por constituir um tratado completo de missiologia. Por fim, duas cátedras de missiologia foram fundadas na Universidade, cujos primeiros titulares foram o Sr. G. Goyau e o P. Charles, S.J.
4° Na França, é preciso assinalar as conferências realizadas no Institut catholique de Paris, sob a direção da União missionária do clero. Começaram em 1923-1924, e já formam 5 volumes. O de 1926-1927 é dedicado a L'Islam et les missions. O de 1927-1928, à ação civilizadora das missões.
Em 1928, os retiros intelectuais de Juilly, organizados pelo Sr. Maurice Vaussard, foram dedicados a palestras sobre as missões e as questões missionárias.
A Société des amis des missions, fundada em 1923, tem por objetivo « dar a conhecer nossas missões ao grande público que as desconhece, para defendê-las, recomendá-las quando for o caso, criar-lhes um clima favorável, e desenvolver os estudos sobre sua história e seus métodos ». Para isso, gostaria de organizar uma biblioteca pública de missiologia. Comunica à imprensa os estudos que exigem as questões do dia. Promove conferências, publica a Revue d'histoire des missions; começou a publicação de livros históricos sobre o assunto, documentos inéditos, memórias, etc.; tudo isso sob a direção do Sr. G. Goyau. Fundou no Institut catholique uma cátedra de etnologia e de história das missões, esta última confiada ao Sr. Goyau. Por fim, ocupou-se em celebrar certas festas, o centenário do cardeal Lavigerie, a recepção dos bispos chineses, em 1927, e de Mons. Hayazaka no ano seguinte.
5° Haveria outras manifestações do espírito missionário, em crescimento por todo lugar, a assinalar, especialmente os Congressos internacionais. O primeiro realizou-se em setembro-outubro de 1927 em Poznan (Posen), na Polônia; compreendia 4 seções, a dos sacerdotes, a dos estudantes, a dos professores, a dos congreganistas. Abriu perspectivas novas ao recrutamento missionário, e trabalhou por uma organização cada vez mais metódica das obras missionárias. Em setembro de 1928 realizou-se um outro congresso semelhante em Würzburg.
Conclusão. — Procuramos, no que precede, dar uma ideia das missões católicas, tais como funcionam e se desenvolvem na hora atual. Estamos longe de ter dito tudo. Mas o que ressalta desse conjunto é que, cada vez mais, o apostolado da Igreja em suas fronteiras vai se organizando. Se a criação da Propaganda, em 1622, foi, nesse ponto, uma daquelas datas que marcam uma virada, os pontificados de Pio X e de Benedito XV não terão, para a história, uma importância menor.
Nessa matéria, como em tudo, S.S. Pio XI age como homem que sabe claramente o que quer, que o quer energicamente e toma os meios para chegar ao fim. Tem sua política missionária muito bem definida: impulsionar com continuidade o loteamento das terras a abrir diante do Evangelho, chamar à colação todos os operários disponíveis, até os últimos, multiplicar os vicariatos para tornar a ocupação mais efetiva, e chegar à criação não apenas do clero, mas do episcopado indígena, a fim de que as missões deem mais um passo em sua evolução normal, a criação de Igrejas autônomas encontrando em si mesmas seus recursos essenciais; por outro lado, desvincular cada vez mais as missões de toda espécie de nacionalismo estrangeiro, acentuar o supranacionalismo do apostolado (Lettres aux évêques de Chine, 15 de junho de 1928, redução, para não dizer abolição, do Padroado português, etc.).
O instrumento do pensamento pontifício, a Propaganda, é fortemente dirigido, seguro de si mesmo, de seus métodos, de seus fins, de sua marcha. A Propaganda tende a concentrar todos os seus meios para lhes dar, com mais unidade, um rendimento mais magnífico (reorganização da Propagação da Fé).
Desde então as missões têm um orçamento, que está longe de bastar ainda às necessidades, mas que aumenta, um exército de missionários que cresce de ano para ano (em 1923, 1 623 sacerdotes mais do que em 1918); um clero indígena em formação por todos os lados e já bastante numeroso aqui e ali para chegar à criação de bispados chineses, indianos, japoneses, enquanto se espera pelos demais; enfim, uma população total de cristãos de missão, sempre em progresso.
O P. Arens dá os seguintes números: 1918 1923 Na Ásia C 097 881 6 687 823 Na África 1 873 636 2 666 212 Na América 800 000 2 650 678 1 Na Oceania 873 991 959 328 10 645 508 12 964 011
Ou seja, em 5 anos, um aumento de 2 318 589, mais de 450 000 por ano, e sem dúvida a proporção permaneceu a mesma desde então. Mas não façamos deste progresso uma ideia exagerada. O que foi realizado não é nada diante do que resta a fazer. Ao lado dos países oficialmente evangelizados, onde a Igreja é conhecida, senão aceita, quantos há onde ela é praticamente ignorada. No nordeste da Europa, os países escandinavos. A leste, os dois blocos enormes do mundo russo e do mundo muçulmano, rebeldes a todos os esforços do Evangelho. Mais além, sempre outros dois blocos de infidelidade ainda mais temíveis, onde se encontram as missões mais antigas, aquelas em que mais se trabalhou, onde, ao que parece, se obtiveram os mais belos êxitos, o bloco hindu e o bloco chinês, mas onde as comunidades católicas aparecem mais afogadas do que em qualquer outro lugar nas massas profundas do paganismo. Na Índia, 3 000 000 de católicos contra 320 000 000 de infiéis; 2 400 000 na China contra 450 000 000; 200 000 no império japonês, tudo incluído, contra 80 000 000; 100 000 na Insulíndia contra 50 000 000; 600 000 na Indochina contra 25 000 000. Depois, territórios inacessíveis, o Tibete, o Afeganistão, o Turquestão; toda a massa muçulmana da África, sobre a qual o cristianismo não tem nenhum domínio.
Certamente, do ponto de vista material, a tarefa dos missionários é facilitada pela rapidez das comunicações e da correspondência, por um certo conforto que penetra um pouco por todo lado, mas as dificuldades morais permanecem as mesmas, quando não se acentuam. Àquelas que, desde as origens, vêm dos escândalos dados pelos colonos europeus, àquelas que multiplica a propaganda protestante, a cada dia mais forte, admiravelmente organizada e armada de um orçamento formidável, soma-se, de todos os lados, o instinto nacionalista, muitas vezes cego, por vezes exasperado pelo imperialismo estrangeiro. A Igreja não está no fim das lutas que deve sustentar em suas fronteiras. Mas Confidite, ego vici mundum.
Situação Nome oficial Criação geográfica da missão
EUROPA
1. Países do Norte: Noruega. N. e Spitzberg. V.A. 1892. Seculares, 1868. Suécia. Suécia. V.A. 1783. Dinamarca. Dinamarca. V.A. 1892. Premonstratenses, 1849. Islândia. Islândia. P.A. 1923. Companhia de Maria, 1923. Finlândia. Finlândia. V.A. 1920. Padres do Sagrado Coração, 1920. Alemanha. Alem. sept. V.A. séc. XVII. Seculares. Schleswig-Holst. P.A. 1868.
2. Iugoslávia: Bósnia. Vrhbosna (Sarajevo). A.D. 1881. Seculares. Banjaluka. D. 1881. Franciscanos. Herzegovina. Mostar. D. 1881. Seculares. Sérvia. Scopljé (Uskub). D. 1921. Montenegro. Antivari (Stari Bar). A.D. 1034.
Ao todo a Iugoslávia contava, em 1927, com 4 735 154 católicos do rito latino e 41 597 do rito bizantino.
População total Católicos Clero (1. Países do Norte, continuação da tabela): — 2 731 620 3 200 ? — 5 800 540 3 425 ? — 3 260 000 22 662 ? — 97 800 ? ? — 3 469 000 2 000 ? — 2 328 047 108 119 155 — 1 526 830 17 643 43 (2. Iugoslávia): — 1 400 000 201 000 360 — 555 204 215 557 72 — 282 996 131 921 130 — 1 000 000 20 000 15 — 280 000 3 500 24
N.B. — 1. Só estão registradas aqui as missões dependentes das Congregações consistorial e oriental; e as do rito romeno. 2. Ao lado dos seculares e dos religiosos especialmente encarregados, que não são mencionados aqui, jesuítas em Salônica, etc., etc. 3. Os dados estatísticos são em geral tirados, por consequência, do ano de 1926 ou 1927. A.D. Arquidiocese. D. Diocese. V.A. Vicariato apostólico. P.A. Prefeitura apostólica. A.N. Abadia Nullius. M. Missão. 4. As datas que seguem a indicação A.D., D., V.A., etc., designam a entrada da missão no país, ou da Igreja, sem levar em conta os estados anteriores. 5. As datas são frequentemente aproximadas. As primeiras indicam o ponto de partida da situação atual da missão; as que seguem indicam a entrada do missionário no país, rebeldes a todos os esforços do Evangelho.
Situação Nome oficial Criação geográfica da missão
EUROPA
3. Albânia: Scutari (Scodra). A.D. 1886. Seculares. Alessio (Lissus). D. 1385. Pulati. D. 877? Sarda (Sappa). D. 1376. Durazzo. A.D. séc. VII. Oroschi. A.N. séc. XVII. Franciscanos,
4. Romênia: Valáquia e Dobrudja. Bucareste. A.D. 1883. Seculares. Moldávia. Jassy. D. 1884. Romênia: 500 000 católicos orientais; 1 000 000 católicos latinos.
5. Bulgária: Nicópoli. D. 1789. Passionistas, 1781. Filipópoli e Sófia. V.A. 1759. Capuchinhos, 1841.
6. Turquia da Europa: Trácia. Constantinopla. V.A. 1863. (Seculares.)
7. Grécia e Arquipélago: Grécia. Atenas. A.D. 1875. Seculares. Mar Iônico. Corfu, Zante e Cefalônia. A.D. 1310. Mar Egeu. Naxos, Tinos e Miconos. D. 1522. Siros e Milos. D. 1350? Santorini. D. 1201. Quios. D. séc. XIII. Possessões britânicas. Cândia (Creta). D. 1874. Capuchinhos, 1645. Possessões italianas. Rodes e Dodecaneso. P.A. 1897. Franciscanos, 1719.
PRÓXIMO ORIENTE
As Igrejas seguintes, no Próximo Oriente, dependem [da Propaganda]; mas o número de católicos é o de católicos de todos os ritos (Grammatica, etc.). Anatólia. Ásia Menor. V.A. séc. XVII. Seculares e outros. Esmirna. A.D. 1818. Síria. Alepo. V.A. 1762. Ordens diversas. Palestina. Jerusalém. Patr. 1847. Iraque. Bagdá. A.D. 1742. Dominicanos, 1750. Carmelitas, 1721. Pérsia. Ispahan. A.D. 1910. Lazaristas, 1840. Arábia. Áden. V.A. 1888. Capuchinhos, 1850. A Custódia da Terra Santa remonta a 1233.
População Católica Clero Missionários total¹ (Continuação). — 80 000 28 446 58 — ? 837 14 — ? 13 927 13 — 23 500 14 925 28 — 200 000 12 839 18 — ? 15 927 15 Total .... 86 901 116 — 6 000 000 70 000 36 — 5 300 000 100 000 50 — 1 500 000 15 000 ? — 2 000 000 24 000 ? — 4 500 000 20 000? ? — 2 200 000 11 000 13 — 260 000 5 000 5 — 36 000 4 070 15 — 28 000 8 000 9 — 20 000 200 4 — 124 000 180 4 650 200 2 648 13 1719. 99 860 1 650 ? ORIENTE da Propaganda, mas o número dos católicos — etc.). — e outros. 14 500 — 000 16 — 000? ? ? — diversos. 2 791 000 311 000 ? 773 387 33 803 ? 1750. 2 850 000 18 000? 1721. 1840. 9 500 000 5 292 ? 1850. 200 000 1 500 ?
Situação Nome oficial Criação geográfica da missão
REGIÃO DO NORTE.
1. A. Província de Simla: Punjab. Simla. A.D. 1910. Punjab. Lahore. D. 1886. Cafiristão e Caxemira. Cafiristão e Caxemira. P.A. 1887.
B. Província de Agra. Províncias Unidas. Agra. A.D. 1886. Rajputana. Ajmer. D. 1913. Rajputana. Allahabad. D. 1886.
C. Província de Calcutá. Bengala, Bihar-Orissa. Calcutá. A.D. 1886. Chota-Nagpore. Ranchi. D. 1927. Bengala. Daca. D. 1886. Bengala. Chittagong. D. 1928. Bengala. Krishnagar. D. 1886. Bihar, Norte. Patna. D. 1919. Assam. Assam. P.A. 1889.
D. Birmânia: (Mandalay). B. setentrional. V.A. 1870. (Rangum). B. meridional. V.A. 1870. (Toungoo). B. oriental. V.A. 1868.
REGIÃO DO DECÃ.
2. A. Província de Bombaim: Presidência de Bombaim. Bombaim. A.D. 1886. Poona. D. 1886. Costa do Malabar. Mangalore. D. 1886. Calicute. D. 1923. Madura. Trichinópoli. D. 1886. Madura. Tuticorin. D. 1926.
B. Província de Goa: Costa Oeste. Goa. A.D. 1533. Damão, suprimida. D. 1886. Costa do Malabar. Meliapor. D. 1558. Madras e Madura. Cochim. D. 1606.
C. Província de Ernakulam. Malabar. Ernakulam. A.D. 1923. Trichur. D. 1923. Kottayam. D. 1923. Changanacherry. D. 1926.
1 Números de 1927, segundo os relatórios dos missionários. Os nomes entre parênteses indicam a residência do bispo ou do prefeito apostólico. 37.209, antes da supressão da diocese de Damão. Acrescentar uma centena de padres goeses (indianos), provenientes da mesma diocese.
População Padres Católica Missionários total estrangeiros indígenas
ÍNDIA INGLESA. Capuchinhos, 1744. 5 090 650 2 402 14 — 1744. 16 741 000 33 012 39 Mill-Hill, 1887. 12 000 000 5 000? 14? Capuchinhos, 1744. 20 063 000 10 902 27 8 Capuchinhos, 1744. 12 666 000 7 169 32 3 Capuchinhos, 1744. 23 439 000 9 252 25 3 Jesuítas, 1831. 17 985 500 35 760 156 38 Jesuítas, 1869. 203 100 P. Sta. Cruz, 1853. 11 500 000 10 600 28 1 — 8 000 000 7 000 Sem. Milão, 1854. 16 259 000 17 800 22 Jesuítas, 1919. 25 013 000 6 400 18 6 Salesianos, 1922. 8 112 000 8 380 13 Sem. Paris, 1856. 6 000 000 11 968 21 11 — 6 000 000 63 442 40 32 Sem. Milão, 1866. 2 000 000 21 568 30 Jesuítas, 1856. 12 088 140 128 000² 44 19 — 10 570 550 25 400 21 19 Seculares indígenas. 1 251 670 111 160 24 112 Jesuítas, 1879. 2 323 500 9 160 10 12 Jesuítas, 1837. 1 912 000 216 020 127 56 Seculares indígenas. 1 000 000 81 000 1 30 Seculares indígenas.¹ 2 332 442 326 690 10? 541 — 1 000 000 94 330 — 99 — 330 000 118 213 14? 70 — 2 000 000 88 531 12 67 Seculares indígenas. 1 180 000 117 700 — 186 Siro-Malabares. 120 100 — 104 — 35 000 — 57 — 175 600 — 336
Situação Nome oficial geográfica da missão Criação Missionários
ÍNDIA INGLESA (Continuação).
D. Província de Verapoly. Malabar. Verapoly. A.D. 1886. Carmelitas, 1650. Quilon. D. 1886. Carmelitas, 1620.
E. Província de Madras. Pres. de Madras. Madras. A.D. 1886. Mill-Hill, 1875. Hiderabade. Hiderabade. D. 1886. Sem. de Milão, 1856. Índia Central. Nagpur. D. 1886. Miss. de S. Francisco de Sales, 1845. Orissa. M. Lazaristas, 1922. Hiderabade. Vizagapatam. D. 1886. Miss. de S. Francisco de Sales, 1845,
F. Província de Pondicherry. Presidência de Madras. Pondicherry. A.D. 1886. Seminário de Paris, 1776. Coimbatore. — D. 1886. — Kumbaconam. D. 1899. — Mysore. Mysore (Bangalore). D. 1886. Malaca pertence à província de Pondicherry.
G. Província de Colombo. Ceilão. Colombo. A.D. 1886. Oblatos de Maria, 1883. Jafna. D. 1886. Obl. de Maria, 1847. Kandy. D. 1886. Silvestrinos, 1855. Galle. D. 1893. Jesuítas, 1893. Trincomalee. D. 1893. Jesuítas, 1893.
População total da Índia, 1921: 319 075 134. Católicos, 1926: 3 135 302. 207 Padres: 3 381, dos quais 1168 estrangeiros, 2 indígenas.
INDOCHINA 1 Sião. Bancoc. V.A. 1662. Sem. de Paris, 1662. Malásia. Malaca. D. 1888. 1833 Laos. Nong-Seng. V.A. 1889. 1662 Camboja. Pnom Penh. V.A. 1850. 1665 Cochinchina — ocidental. Saigon. V.A. 1844. 1662, — oriental. Qui-nhon. V.A. 1659. sept. Hué. V.A. 1850. Tonquim meridional. Vinh. V.A. 1846. 1666. — marítimo. Phat-diem. V.A. 1901. — ocidental. Hanói. V.A. 1678. — superior. Hung-hoa. V.A. 1895. — central. Bui-chu. V.A. 1848. Dominicanos espanhóis, 1676 — oriental. Haiphong. V.A. 1848. — setentrional. Bac-ninh. V.A. 1883. Lang-son e Cao-bang. P.A. 1913. Dominicanos franceses, 1914. Total
1 Para as missões dominicanas, os números são de 1926, para:
População Católica total
1 250 000 114 790 20 48 665 000 200 000 24 74 1 9 000 000 61 000 40 20 12 000 000 40 400 23 5 15 000 000 22 000 24 9 1 000 000 2 470 5 10 500 000 11 310 24 4 5 655 000 142 740 m; 33 2 950 000 48 230 31 26 3 100 000 103 000 36 22 6 954 600 63 000 43 25 1 748-100 275 441 11 68 463 280 54.495 60 35 951 603 35 000 17 23 1 143 000 15 100 23 4 202 720 10 502 21 1 6 000 000 31 080 29 35 3 500 000 55 500 33 6 3 500 000 17 348 31 3 3 675 000 67 565 36 71 2 650 000 87 709 33 94 2 500 000 69 387 52 82 750 000 71 134 29 96 2 000 000 139 600 29 163 2 000 000 126 940 35 125 2 200 000 164 173 36 137 1 500 000 12 172 23 31 2 295 000 310 000 27 166 1 300 000 85 723 19 65 1 750 000 43 265 12 17 250 000 2 705 10 3 34 870 000 314 901 131—— 1127 15 — os demais de 1927-1928.
Lugar Nome oficial Criação geográfica da missão
ÍNDIAS
Sumatra. Padang. P.A. 1911. Benkoelen. P.A. 1923. Banka e Billiton. P.A. 1923. Java. Batávia. V.A. 1842. Malang. P.A. 1927. Surabaia. M. 1923. Pequenas Ilhas de Sonda. V.A. 1922. Celebes. Celebes. V.A. 1919. Bornéu. B. meridional. V.A. 1918. Sarawak. P.A. 1855. Nova Guiné holandesa. V.A. 1920.
Lugar Nome oficial Criação geográfica da missão
Ilha de Palawan. V.A. Mindanau. — Zamboanga. D. Surigao. M. Luzon — Norte. Miss. dos Igorrotes. M. Abra. M.
Há nas Filipinas nove sedes (arcebispado em 1595). Só dependem da Propaganda a prefeitura de Palawan, com as missões dos padres de Scheut nas dioceses de Nueva Segovia e de Tuguegarao, ao norte de Luzon. De 10 ou 11 milhões de habitantes, restam ainda perto de um milhão de selvagens infiéis e de muçulmanos.
Nome oficial Lugar geográfico Criação da missão
Primeira Região Tchili, N. Pequim. V.A. 1856. O. Chentingfu. V.A. 1856. — Centro. Paotingfu. V.A. 1910. S. Tientsin. V.A. 1912. — E. Yungpingfu. V.A. 1899. Lixian. P.A. 1924. Suanhwafu. V.A. 1926, S.E. Sienhsien. V.A. 1856. — Mukden. Manchúria, S. V.A. 1898. N. Kirin. V.A. 1838. Wonsan. V.A. 1928. Mongólia. Jehol. V.A. 1883. Ningsia. V.A. 1922. — Centro. Siwantse. V.A. 1922. Suiyuan. V.A. 1922. Honan, N. Weihweifu. V.A. 1843.
Padres População Católica Missionários total estrangeiros indígenas. HOLANDESAS Capuchinhos, 1912. 4 291 800 6 180 17 — Padres do S. Coração, 1923. 1 500 000 800 7 — Picpucianos, 1923. 4 400 000 600 6 2 — Jesuítas, 1852. 13 674 77 1 — Carmes, 1923. 1 800 ? — Lazaristas, 1923. ? 14 — Miss. do S. Coração, 1927. ? ? — Verbo Divino, 1912. 500 000 100 800 46 — Miss. do S. Coração, 1920. 3 000 000 15 390 13 — Capuchinhos, 1905. 1 626 000 6 000 25 — Mill-Hill, 1881. 900 000 8 500 26 — Miss. do S. Coração, 1903. 625 000 2 052 26 — Total 40 892 800 204 796 257 3 (260)
População Católica Missionários total Clero FILIPINAS
1910. Agostinianos Recoletos, 1606. 70 000 46 000 15 1910. Jesuítas, 1859. 752 000 315 025 40 Miss. do S. Coração, 1908. ? 101 669 32 P. de Scheut, 1907. 400 000 99 000 41 Verbo Divino, 1907. ? ? episcopais, com Manila como metrópole (bispado em 1581); só depende da Propaganda a prefeitura de Palawan, com as missões de Nueva Segovia e de Tuguegarao, ao norte de Luzon. restam ainda perto de um milhão de selvagens infiéis e de muçulmanos.
Padres População Católica Missionários total estrangeiros indígenas CHINA
Lazaristas, 1782-1834. 289 993 34 110 — 85 755 19 51 — 78 342 13 44 — 45 424 11 24 — 20 230 17 9 — 27 141 1 17 — 27 644 — 17 — Jesuítas, 1856. 133 906 44 38 — Sem. Paris, 1811. 31 798 42 22 — — 1811. 21 247 21 20 — Bened. S.-Odile, 1920. 12 300 15 — P. de Scheut, 1865. 42 686 50 22 — — 1874. 20 500 31 1 — — 1865. 49 130 10 26 — — 1865. 29 879 39 7 — Sem. de Milão, 1884. V. infra. 32 426 21 7
Lugar Nome oficial Criação geográfico da missão
Segunda região Shantung, E. Chefoo. V.A. — N. Tsinanfu. V.A. — S. Tsingtau. P.A. S. Yengchowfu. V.A. Shansi, — Centro. Fenyang. V.A. — S. Luanfu. V.A. — Centro. Shohchow. P.A. — N. Taiyuanfu. V.A. N. Tatungfu. V.A. Shensi, — S. Hanchungfu. V.A. Centro. Sianfu. V.A. N. Yenanfu. V.A. Kansu — O. Lanchowfu. V.A. Tsinchow. V.A. E. Terceira região Hunan, — S. Changsha. V.A. N. Changteh. V.A. — Shenchow. P.A. Yungchow. P.A. Honan, — O. Chengchow. V.A. — S. Kaifengfu. V.A. E. Nanyang. V.A. Kiangsu. Nanquim. V.A. Haimen. V.A. Anhui. Wuhu¹. V.A. Chekiang, O. — Hangchow. V.A. — E. Ningpo. V.A. — Taichow. V.A. Hupeh. — Hankow. V.A. — Hanyang. V.A. — S.-O. Ichang. V.A. — N.-O. Laohokow. V.A. — Puchi. P.A. E. Wuchang. P.A. Kiangsi, S. Kanchow. V.A. — S. Kiant'u. V.A. — N. Nanchang. V.A. E. Yukiang. V.A. 1. Wuhu acaba de ser dividida em Wuhu, Quarta região Sichuan, — O. Chengtu. V.A. — E. Chungking. V.A. — S. Ningyuanfu. V.A. S. Suifu. V.A. Marcas Tibetanas. Tatsienlu. V.A. Kweichow. Kweiyang. V.A. K. t., e Kwangsi. Lanlong. V.A. Yunnan. Yunnanfu. V.A.
Padres População Católica Missionários total estrangeiros indígenas CHINA (Continuação). 1894. Franciscanos, 1633. 19 220 27 18 — 1839. Franciscanos, 1633. 57 224 40 35 — 1925. Verbo Divino, 1882. 27 070 19 6 — 1885. 85 106 53 28 — 1926. Franciscanos (indígenas). 11 492 — 18 — 1890. Franciscanos, 1633. 37 499 36 12 — 1920. 4 789 12 — — 1698. 689 29 — — 1922. Scheut, 1922. 370 12 — 1887. Sem. de Roma, 1885. 16 783 18 — 1879. Franciscanos, 1633. 42 400 17 33 — 1911. 4 380 16 9 — 1922. Verbo Divino, 1922. 10 461 22 3 — 1922. Capuchinhos, 1922. 5 503 22 2 — 1856. Franciscanos, 1633. 21 807 20 11 — 1879. Agostinianos, 1880. 17 961 31 1 — 1925. Passionistas, 1922. 2 235 29 — — 1925. Franciscanos. 8 061 9 — 1911. Sem. de Parma, 1906. 16 866 28 1 — 1916. Sem. de Milão, 1870. 11 530 30 4 — 1882. 25 664 24 12 — 1856. Jesuítas, 1842. 188 853 99 69 — 1926. Seculares indígenas. 32 571 1 20 — 1921. Jesuítas, 1821. 88 795 65 5 — 1910. Lazaristas, 1782. 29 933 12 39 — 1845. 45 451 23 34 — 1926. Lazaristas (indíg.). 4 383 1 6 — 1870. Franciscanos, 1633. 30 100 38 17 — 1927. Miss. Irlandesa, 1923. 18 571 38 3 — 1870. Franciscanos, 1633-1646. 33 881 44 11 — 1870. 40 000 23 19 — 1923. Seculares indígenas. 1 847 — 10 — 1923. Franciscanos, 1633. 4 343 15 3 — 1920. Lazaristas, 1782. 16 228 13 14 — 1879. 20 822 10 18 — 1879. 32 007 17 15 — 1885. 33 765 16 25 — An-king e Peng-Pu; os três vicariatos permanecem com os jesuítas (1929). — 1864. Sem. de Paris, 1704. 58 762 25 61 — 1856. 61 485 32 72 — 1910. — 1702. 9 070 11 4 — 1860. — 1704. 42 251 25 35 — 1868. — 1854. 5 160 15 4 — 1849. — 1702. 25 826 30 25 — 1922. 9 389 13 5 — 1843. 17 840 34 16
Lugar Nome oficial Criação Missionários geográfico da missão
Quinta região Fukien. Amoy. V.A. 1883. Dominicanos, Foochow. V.A. 1696. Funing. V.A. 1923. Tingchow. V.A. 1923. CHINA Kwangtung. — — Centro. Cantão. V.A. 1914. Sem. de — S.-O. Pahkoi. V.A. 1920. N.-E. Swatow. V.A. 1914. Centro. Kong-Moon. P.A. 1927. Maryknoll, Norte. Shiuchow. V.A. 1920. Salesianos, Hong Kong. V.A. 1874. Sem. Macau. D. 1575. Seculares. Kwangsi. Nanning. V.A. 1914. Sem.
A romanização dos nomes chineses varia segundo [a fonte] chinesa (Anuário de Zikawei, 1928). As regiões indicadas acima são as regiões Total: 436 000 000 de habitantes, segundo o Boletim das Alfândegas marítimas. Total: 2 439 220 católicos. 67 bispos. 1860 padres estrangeiros; 3198. 1271 padres chineses.
IMPÉRIO 1. Japão: Ilha de Honshu. — Tóquio. A.D. 1891. Sem. — Osaka. D. 1891. Hiroshima e — Univ. de Tóquio. V.A. 1923. Jesuítas, — Niigata. P.A. 1912. Verbo Divino, Nagoya. P.A. 1922 Ilha de Yeso. Hakodate (Sendai). D. 1891 Sem. Sapporo. P.A. 1915 Franciscanos, Ilha de Shikoku. Shikoku. P.A. 1904 Dominicanos, Ilha de Kyushu. — Nagasaki. D. 1891 Seculares — Fukuoka. D. 1927 Sem. — Kagoshima. P.A. 1924 Franciscanos, Miyazaki. M. 1926 Salesianos, Total
2. Outros países do Império Coreia. Seul. V.A. 1831. Sem. Taikou. V.A. 1911. Wonsan. V.A. 1920. Beneditinos. Hpyeng-an. P.A. 1920. Maryknoll, Total Formosa. Formosa. P.A. 1913. Dominicanos, Carolinas. V.A. KHI. Jesuítas, Oceania. Marianas. Marshall.
Padres População Católica total estrangeiros indígenas — Dominicanos, 1655. 12 827 21 13 — 1631. 29 345 44 13 — 17 157 791 28 088 14 10 — 1 936 7 — (Continuação). Sém. de Paris, 1853. 13 721 17 22 — 10 850 20 5 — 1840. 32 033 21 10 — Maryknoll, 1918. 37 167 701 7 022 20 — Salésiens, 1918. 3 509 15 1 — Sém. de Milão, 1858. 30 639 27 10 — Séculiares. 12 423 37 13 — Sém. de Paris, 1853. 12 258 335 4 603 21 1 | os sistemas [de romanização]; atemo-nos ao do correio. sinodais. comercial do Extremo Oriente; 448 907 000 segundo o JAPONÊS Sém. Paris, 1841. 15 000 000 10 961 28 6 — 10 060 000 5 377 19 4 — Jesuítas, 1923-13. 5 100 000 1 270 11 — Verbo Divino, 1907. 3 813 517 611 13 — 5 549 000 344 7 — Sém. Paris, 1844. 4 700 000 2 972 18 4 Franciscanos, 1907. 2 500 000 1 843 18 1 — Dominicanos, 1904. 3 174 000 592 8 1 — Seculares indígenas. 7 050 000 52 625 30 — Sem. Paris, 1844. 4 000 000 8 000 26 — Franciscanos, 1921. 210 000 3 730 10 — Salesianos, 1926. ? ? ? ? — Total .... 61 156 517 88 325 158 46 (201) — Sém. Paris, 1836. 9 371 000 56 302 26 39 — 7 685 000 31 299 18 23 — Bened. S.-Odile, 1920. 3 000 000 1 275 13 — Maryknoll, 1922. 2 000 000 5 000 19 — Total .... 22 056 000 96 876 76 62 (138) — Dominicanos, 1869. 967 869 5 501 12 — Jesuítas, 1920. 9 320 14 727 18
Situação Nome oficial Criação política da missão
1. Egito. Independente. Dioceses coptas. Egito. V.A. Canal de Suez. V.A. Delta do Nilo. V.A.
2. Tripolitânia: Tripolitânia. V.A. Itália. Cirenaica. V.A.
3. Argélia e Tunísia: França. Cartago. A.D. Constantina. D. Argel. A.D. Orã. D. Cabília. M. Ghardaia. P.A.
4. Marrocos: Espanhol. Tânger. V.A. Francês. Rabat. V.A.
Situação Nome oficial política da missão
ÁFRICA
1. Do Marrocos ao Níger: Espanha. Rio de Oro. França. — Senegâmbia. Senegal. Portugal. Guiné portuguesa. França. Guiné francesa. Inglaterra. Serra Leoa. Indep. Libéria. França. — Costa do Marfim. Korogo. Inglaterra. — Costa do Ouro. Baixo Volta. França. — Togo. Daomé. Inglaterra. — Benin. — Nigéria — O. — ; — S. E.
2. Sudão. França — Bamaco. — Ouagadougou. — Navrongo. Bobo-Dioulasso.
Padres População Católica Observ- Missionários total ações estr. ind. ÁFRICA DO NORTE
1895. Seculares. Cerca de 237 30.000 1 1839. Franciscanos, 1632. 1 coptas | \ 4 13 900 000 unidos. / No total 93 nos 1 125.000) 1909. Miss. Afr. de Lyon, 1877. católicos 62 ! 1914. Franciscanos, 1630. 598 800 14 260 14 3 Quase — todos católicos 1927. 277 850 13 650 13 7 europeus. 1884. Padres seculares. 2 093 939 200 000 90 Idem. 1806. — 2 139 179 147 740 21 1806. — 1 762 876 301 452 245 1866. 1 306 725 365 183 •> 1872. Padres Brancos, — 1874. 1901. 450 000 1 034 61 1908.1 Franciscanos, — 1220. — 1387 000 46 0001 Idem. 1923.' 5 470 000 70 000 5 1
1 Padres População Católica Criação Missionários total estr. ind. ÁFRICA OCIDENTAL
Depende da Dioc. de Las Palmas (Canárias). V.A. 1863 P. do Espírito Santo, 1843. 1 479 646 25 414 1 P.A. 1873. 1843. 34 3 Depende da dioc. de Cabo Verde. V.A. 1920. P. do Espírito Santo, 1861. 1 900 000 7 203 23 V.A. 1858. 1864. 1 530 000 6 300 15 P.A. 1903. Miss. de Lyon, 1906. 1 500 000 3 158 13 V.A. 1911. 1895. 1 045 000 16 710 22 P.A. 1911. 1904. 900 000 618 6 V.A. 1901. 1880. 1 570 000 49 557 21 V.A. 1921. 1921. 370 000 17 278 11 1 V.A. 1914. 1921. 705 272 30 033 22 V.A. 1860. 1861. 1 530 000 22 355 28 1 V.A. 1891. — 1868. 2 129 271 21 835 28 P.A. 1918. 1884. 6 500 000 14 870 36 1 do V.A. 1920. P. Espírito Santo, 1885. 7 793 130 67 691 26 P.A. 1911. Miss. de Lyon, 1881. 3 500 000 1 400 5 V.A. 1921. Padres — Brancos, 1894. — 2 700 000 2 692 19 V.A. 1921. — 3 850 000 4 304 18 P.A. 1925. — — 620 000 768 9 P.A. 1928. ? 1 158 13
Situação Nome oficial política da missão
ÁFRICA
Camerões ingl. Buea. Guiné espanhola. Fernando Pó. Camerões francês. Foumban. (Camerões. Guiné portuguesa. Ilha de São Tomé. Guiné francesa. Gabão. Loango. Brazzaville. Ubangui-Chari. Matadi. Koango. Leopoldville. Coquilhatville, Basankusu. Ubangi belga. Buta. Bondo. Niangara. Lago Alberto. Stanley-Falls. Nova Antuérpia. Ruanda. Urundi. Alto Kassai. Katanga N. Lulua e K. central. Katanga. Alto Luapula. Alto Congo. Landana. S. Paulo de Luanda. Cubango. Lunda. Cunene.
1. Sudoeste africano: Windhoek. Namaqualândia. Gr. 2. União Sul-Africana: Colônia — do Cabo. Rio Orange. — Cabo ocidental. — Cabo central. — Cabo oriental. — Gariep. Kimberley. Estado de Orange. Kronstad. Transvaal. — Johannesburgo. — Lydenburg. Pietersburg. Natal. Natal (Durban). — Mariannhill. — Eshowe.
Padres População Católica \ Criação Missionários total estr. ind. EQUATORIAL
P.A. 1923. Mill-Hill, 1922. 3 400 000 12 115 10 V.A. 1904. Filhos do Coração de Maria, 1883. 300 000 24 100 41 P.A. 1914. Pr. do Sagrado Coração, 1912. 660 000 16 262 15 V.A. 1901. P. do Espírito Santo, 1919. 1 500 000 126 775 34 D. 1584. Seculares. ? 21 000 •> V.A. 1842. P. do Espírito Santo, 1843. 600 000 25 335 27 V.A. 1886. 1866. 300 000 12 448 16 V.A. 1890. 450 000 25 617 20 P.A. 1909. 1 000 000 3 655 14
CONGO BELGA
P.A. 1911. Redentoristas, 1899. 200 000 25 000 38 V.A. 1927. Jesuítas, 1893. 1 112 819 50 015 60 V.A. 1919. Padres de Scheut, 1888. 650 000 61 226 44 P.A. 1924. Miss. do S. Coração, 1924. ? 7 000 •; P.A. 1926. Mill-Hill, 1904. 350 000 12 429 14 P.A. 1911. Capuchinhos, 1910. 261 134 10 134 19 V.A. 1924. Premonstratenses, 1898. 500 000 12 000 19 P.A. 1920. Cruzíferos, 1920. 250 000 4 000 10 V.A. 1924. Dominicanos, 1913. 670 000 9 605 21 P.A. 1922. Padres Brancos, 1880. 420 000 12 643 18 V.A. 1908. Padres do S. Coração, 1897. 744 182 26 335 34 V.A. 1919. Padres de Scheut, 1888. 600 000 40 512 47 V.A. 1922. Padres Brancos, 1896. 2 500 000 34 828 37 8 V.A. 1922. 1896. 3 000 000 30 881 30 4 V.A. 1917. Padres de Scheut, 1888. 1 000 000 106 949 75 P.A. 1911. P. do Espírito Santo, 1907. 215 000 8 263 16 P.A. 1922. Franciscanos, 1911. 450 000 1 647 18 P.A. 1910. Beneditinos, 1909. ? 5 256 20 P.A. 1915. Salesianos, 1911. 80 000 1 514 12 V.A. 1886. Padres Brancos, 1880. 1 040 000 36 193 13 4
CONGO PORTUGUÊS
P.A. 1840. P. do Espírito Santo, 1873. 40 000 12 576 5 2 D. 1596. Seculares. ? ? ? ? P.A. 1879. P. do Espírito Santo, 1879. 2 000 000 118 552 26 M. — 1873. 21 000 000 46 000 8 M. — 1882. 100 000 16 000 15 2
ÁFRICA AUSTRAL
V.A. 1926. Oblatos de Maria, 1896. 185 000 5 331 29 — P.A. 1907. Oblatos de S. Francisco de Sales, 1882. 40 000 3 900 10 — V.A. 1898. Oblatos de S. Francisco de Sales, 1882. 40 000 7 500 15 — V.A. 1818. Seculares. 700 000 16 000 11 — P.A. 1874. Palotinos, 1922. 200 000 983 16 — V.A. 1817. Seculares. 595 280 13 294 ? — P.A. 1923. Padres do Sagrado Coração, 1923. 1 350 000 1 104 8 — V.A. 1886. Oblatos de Maria, 1891. 423 489 6 265 19 — P.A. 1924. P. do Espírito Santo, 1923. 400 000 2 231 11 — V.A. 1901. Oblatos de Maria, 1891. 1 200 000 21 000 24 — P.A. 1923. Sagrado Coração de Verona, 1923. 1 500 000 1 640 9 — P.A. 1910. Beneditinos, 1906. 500 000 1 276 9 — V.A. 1850. Oblatos de Maria, 1852. 864 363 30 966 39 1 — V.A. 1921. P. de Mill-Hill, 1882. 1 500 000 51 080 9 2 — V.A. 1923. Bened. S.-Odile, 1923. 116 000 1 735 10 1
Situação Nome oficial política da missão
ÁFRICA
3. Protetorados. Inglaterra. Basutolândia. Suazilândia.
4. Rodésia. Inglaterra. Salisbury. Broken Hill. Bangweulu.
5. Niassalândia. Inglaterra. Shire. Niassa.
6. Moçambique. Portugal.
REGIÃO DOS
1. Território do Tanganica. Inglaterra. — Tanganica. — Tabora. — Nyanza. — Iringa. — Lindi. — Dar-es-Salaam. — Kilimanjaro. Bagamoyo.
2. Quênia (colônia): Inglaterra. — Zanzibar. — Nyeri.
— Meru Kavirondo. 3. Uganda (Protetorado): Inglaterra. — Uganda. — Alto Nilo. Nilo equatorial.
ÁFRICA
1. Sudão inglês. Inglaterra. Cartum. Bahr-el-Ghazal.
2. Abissínia. Indep. Abissínia. Galas. Caffa. Eritreia.
3. Somália: Britânica. Vinculada à Arábia (Áden). Italiana. Mogadíscio. Francesa. Djibuti.
Padres Criação Missionários População Católica total estr. ind AUSTRAL (Continuação). V.A. 1909.|Oblatos de Maria, 1862. 531 5651 43 8751 271 P.A. 1923.1 Servitas, 1914. 116 0001 17351 101 P.A. 1915. Jesuítas, — 1879. 1 826 946 23 981 67 P.A. 1926. 1911. 519 920 5 457 11 V.A. 1913. Padres Brancos, 1891. 560 000 50 321 28 V.A. 1908.|Comp. de Maria, 1901. 700 0001 38 0001 351 V.A. 1897.1 Padres Brancos, 1889. 850 000 21 5291 24 1 P.N. 1612.1 Franciscanos, 1898. 3 500 0001 4 000?| 38|
LAGOS E ÁFRICA OCIDENTAL
V.A. 1886. Padres Brancos, 1879. 480 000 33 987 34 3 V.A. 1886. 1881. 780 000 10 033 27 V.A. 1883. 1883. 1 040 000 34 175 32 12 P.A. 1922. Consolata, 1922. 500 000 1680 11 P.A. 1913. Bened. S.-Odile, 1913. 350 000 30 320 17 V.A. 1902. Capuchinhos, 1921. 515 000 9 961 15 V.A. 1910. P. do Espírito Santo, — 1863. 500 000 15 924 22 V.A. 1906. 1866. 430 000 26 401 23 V.A. 1883. P. Espírito Santo, 1863. 787 875 14 304 37 V.A. 1909. Consolata, — 1909. 1 050 000 21 904 21 P.A. 1926, 1926. 300 000 1 940 10 P.A. 1925. Mill-Hill, 1925. 200 000 ? ? V.A. 1894. Padres Brancos, 1829. 1 300 000 238 583 90 36 V.A. 1894. Mill-Hill, 1895. 1 348 000 61 713 ? P.A. 1923. S. Coração de Verona, 1873. 450 000 15 800 17
DO NORDESTE
V.A. 1913. S. Coração de Verona, 1853. 5 700 000 2 800 16 V.A. 1917. — 1853. 604 000 3 443 22 V.A. 1838. Lazaristas, 1839. 5 500 000 2 100 5 12 V.A. 1846. Capuchinhos, 1846. 4 008 827 8 681 22 9 P.A. 1913. Consolata, 1913. 1 500 000 3 168 14 V.A. 1911. Capuchinhos, 1895. 400 000 34 700 25 61 V.A. 1901. Consolata, 1924. 900 000 1 700 13 P.A. 1914. Capuchinhos, 1896. 150 000 512 5
Situação Nome oficial da missão Criação, política
ÁFRICA
Madagascar. Diego Suarez. V.A. 1896. Majunga. V.A. 1923. Tananarive. V.A. 1845. — Antsirabé. V.A. 1918. Fianarantsoa. V.A. 1913. Fort-Dauphin. V.A. 1896. Outras — ilhas Comores, Mayotte e — : Nossi-Bé. P.A. 1848. — Maurício. D. 1847. — Reunião. D. 1850. Seychelles. D.A. 1892. Total para toda a África, cerca de 4 202 000 católicos, indígenas, sem contar o clero copta do Egito.
AMÉRICA — — Missões entre os índios e os negros. As estatísticas são muito incompletas; muitas dioceses não distinguem suficientemente entre brancos e gente de cor, índios ou negros.
Canadá: S. Pedro e Miquelon. P.A. 1765. Golfo de S. Lourenço. V.A. 1905. Ontário superior. V.A. 1920. Keewatin. V.A. 1910. Baía de Hudson. P.A. 1925. Grouard. V.A. 1862. Mackenzie. V.A. 1916. Yukon e Prince Rupert. V.A. 1916. Total: 118 161 católicos; 136 padres.
Estados Unidos: — Missões entre os negros em umas trinta dioceses. Espírito Santo, das Miss. africanas de Lyon, do Verbo Divino, Missões indígenas em 23 dioceses. Indicam-se apenas Alasca. V.A. 1917. Montanhas Rochosas. M. Dakota — N. M. — S. M. M. Wisconsin e Michigan. M. Novo México. M. Califórnia. M. Arizona. M. Outros missionários: Teatinos, premonstratenses, P., segundo Arens, para o ano (1923), população
Padres População | Católica Missionários total | estr. ind. INSULAR
P. do Espírito Santo, 1879. 330 000 22 161 15 1 P. do Espírito Santo, 1879. 350 000 21 561 20 Jesuítas, 1818. Premonstratenses, 1921. Trinitários, 1921. 950 000 140 120 50 9 P. de La Salette, 1899. 235 000 86 876 17 Jesuítas, 1871. 750 000 152 734 45 Lazaristas, 1896. 883 000 22 000 41 1 Incluído nos números P. do Espírito Santo, 1850. de Diego Suarez. P. do Espírito Santo, 1841. 385 000 117 491 46 P. do Espírito Santo, 1842. 185 780 177 520 40 7 Capuchinhos, 1852. 25 500 22 698 16 17 mais de 3 000 padres, dos quais cerca de 220 indígenas
DO NORTE, de missões dependentes, não da Propaganda, mas e gente de cor, índios ou negros. P. do Espírito Santo, 1911. 4 030 6 Eudistas, 1903. 12 500 10 200 17 Seculares, Jesuítas, 1842. 20 000 14 800 21 Oblatos — de Maria, 1845. 12 409 6 750 24 29 000 112 8 1845. 24 000 11 000 22 1856. 9 000 61 069 26 1862. 54 188 10 200 12 Padres seculares, padres de S. José de Baltimore, de Picpus, lazaristas, etc., etc. — aqui só as principais. Jesuítas, — 1886. 55 000 9 600 24 — 1823. 15 421 8 173 19 — Beneditinos, 1876. 11 690 6 300 13 — Padres do S. Coração, 1923. ? ? — Franciscanos, 1878. — 1898. 18 019 43 — 1878. — 1898. de Scheut, salvatorianos, padres seculares, etc. Ao todo, 224, segundo o P. Arens (1923), para uma população católica de cerca de 74 039 índios católicos.
Situação Nome oficial política da missão
AMÉRICA
Dependem da Propaganda: México. Baixa Califórnia. Honduras independente. S. Pedro de Sula. Honduras britânicas. Belize. Nicarágua. Bluefields. Costa Rica. Limón. Antilhas: Jamaica. Trinidad. Roseau. Curaçao. Guadalupe. Martinica. Acrescentar ao México a missão dos 67 500 batizados, sobre 69 100 indígenas. — 1. Colômbia. Norte — Goajira. Sinú. — Urabá. — Darién. Magdalena. Centro. Chocó. Arauca. — Casanare. San Martín. Sul. Tierradentro. — Caquetá. Putumayo. Arquipélago do Caribe. S. Andrés y Providencia. 2. Venezuela. Caroní. 3. Guiana: G. inglesa. G. holandesa. G. francesa. Equador 4. Canelos y Macas. Méndez y Gualaquiza. Napo. Zamora. S. Miguel de Sucumbíos 5. Bolívia: Chaco. El Beni. Pilcomayo. Peru 6.: Norte. S. León do Amazonas. S. Gabriel dell'Addolorata. Centro. Ucayali. Sul. Urubamba. 7. Chile: Norte — Tarapacá. Antofagasta. Centro. Araucânia. Sul. Magalhães.
Padres População Católica Criação Missionários total estr. ind. 1. DA AMÉRICA CENTRAL. Igrejas seguintes: V.A. 1874. Sem. de Roma, 1895. ? ? ? V.A. 1916. Lazaristas, 1910. 70 000 53 000 11 V.A. 1893. Jesuítas, 1852. 45 500 28 130 26 V.A. 1913. Capuchinhos. 47 100 17 500 11 V.A. 1921. Lazaristas. 24 000 ? 18 V.A. 1836. Jesuítas, 1837. 860 000 45 000 19 A.D. 1850. Dominicanos. 550 000 195 000 30 D. 1850. Redentoristas. 121 750 40 000 19 V.A. 1842. Dominicanos, 1869. 66 000 59 359 36 D. 1850. P. do Espírito Santo. 230 000 228 779 23 D. 1850. 244 139 244 030 6 Índios Tarahumaras, na diocese de Chihuahua, confiada aos jesuítas. Total: 908 798 católicos; 199 padres.
AMÉRICA DO SUL
V.A. 1905. Capuchinhos, 1888. 110 380 73 239 12 2 P.A. 1924. Sem. de Burgos, 1923. 30 000 30 000 3 P.A. 1913. Carmelitas, 1919. 30 000 28 000 8 1 V.A. 1925. Filhos do Coração de Maria. ? ? ? ? P.A. 1929. Jesuítas. ? ? ? ? P.A. 1908. Filhos do Coração de Maria. 20 516 20 200 9 2 P.A. 1915. Lazaristas, 1916. 32 000 28 000 10 V.A. 1893.
Agostinianos, 1893. 20 516 20 200 9 2 V.A. 1908. Comp. de Maria, 1903. 16 000 ? ? P.A. 1921. Lazaristas. 30 000 30 000 3 P.A. 1904. Capuchinhos, 1888. 37 772 24 291 15 1 M. 1912. Franciscanos. ? ? ? ? P.A. 1912. Mill-Hill, 1916. 10 000 1 375 4 |V.A. 1922. Capuchinhos. 65 000 41 167 16| | V.A. 1837. Jesuítas, 1855. 451 864 25 000 21 V.A. 1842. Redentoristas, 1862. 109 000 22 900 33 P.A. 1913. P. do Espírito Santo, 1925. ? 43 767 13 V.A. 1893. Dominicanos, 1628. 200 000 ? V.A. 1893. Salesianos, 1895. ? 1 830 12 V.A. 1867. Josefitas, 1922. ? 12 185 7 V.A. 1893. Franciscanos, 1921. 2 000 175 3 P.A. 1921. Seculares. ? ? V.A. 1919. Franciscanos, — 1549. 22 100 17 022 16 V.A. 1917. 60 500 55 000 12 P.A. 1925. Oblatos de Maria. 50 000 760 3 V.A. 1921. Agostinianos, 1900. 50 000 45 000 9 P.A. 1921. Passionistas, 1921 66 000 60 000 11 V.A. 1925. Franciscanos, 1631. 90 000 57 000 17 V.A. 1913. Dominicanos, 1902. ? ? ? V.A. 1903. Seculares. _ 115 000 110 000 4 V.A. 1895. 205 000 192 000 15 P.A. 1901. Capuchinhos, 1818 170 000 161 945 33 V.A. 1916. Salesianos, 1883. 31 552 ? 40
Situação Nome oficial Criação política da missão
AMÉRICA
8. Argentina. Patagônia — sept. V.A. 1916. merid. P.A. 1883. Missões indígenas. M.
9. Paraguai. Missões indígenas. M.
10. Brasil: Estado do Amazonas. Rio Branco. P.N. 1907. Rio Negro. P.N. 1910, Tefé. P.A. 1910. Alto Solimões. P.A. 1910. Acre e Purus. P.N. 1919. Porto Velho. P.N. 1925. Estado do Pará. Santarém. P.N. 1903. Conceição do Araguaia. P.N. 1911. Maranhão. S. José de Grajaú. P.N. 1921. Piauí. Bom Jesus do Piauí. P.N. 1920. Mato Grosso. Registro do Araguaia. P.N. 1914. Foz do Iguaçu. P.N. 1926. Goiás. S. José do Tocantins. P.N. 1924. Total cerca de 1 600 000 católicos; 419 missionários;
AUSTRÁLIA
1. Austrália: Austr. ocid. Nova Nursia. A.N. 1867. Drysdale River. M. Território do Norte. Port Darwin. P.A. 1906. Kimberley. V.A. 1887. Beagle Bay. M. 1901.
2. Nova Zelândia. Missões entre os Maoris. M.
3. MELANÉSIA. Nova Guiné. N.G. holandesa. Ver Índias. N.G. Oriental. V.A. 1922. N.G. Central. P.A. 1913. Papuásia. V.A. 1889. Nova Inglaterra. Rabaul. V.A. 1889. Ilhas Salomão. Sal. norte. V.A. 1897. Sal. sul. V.A. 1912. Novas Hébridas. N.H. V.A. 1904. Nova Caledônia. N.C. V.A. 1847.
4. Micronésia. Ilha Guam. V.A. 1911. Ilha Gilbert. V.A. 1897. Miss. das Carolinas, etc., ver Império japonês.
5. Polinésia. Ilha Fiji. V.A. 1887. Oceania central. V.A. 1842. Ilhas Samoa. V.A. 1850. Cook e Manihiki. P.A. 1923. Ilhas Taiti. V.A. 1833. Ilhas Marquesas. V.A. 1848. Ilhas Havaí. V.A. 1818. Total 308 571 católicos; 423 padres, dos quais:
N.B. — A Austrália, a Tasmânia e a Nova Zelândia [compreendem 21 dioceses]. Mas essas 21 dioceses já não são terras de missão para a evangelização das raças indígenas.
Padres População Católica Missionários total ind. estr. DO SUL (Continuação). Salesianos, 1875. 123 1001115 000| 37| Salesianos, 1875. Vinculada a Buenos Aires. Franciscanos, 1612. ? ? ? Verbo Divino, 1910. | Beneditinos. 27 000 ? 5 Salesianos, 1915. 35 000 21 000 10 P. Espírito Santo. 85 000 80 000 8 Capuchinhos, 1893. 30 000 25 419 9 Servitas, 1920. 56 000 20 000 6 Salesianos. 35 000 16 000 2 Franciscanos. 251 000 105 510 15 Dominicanos. ? ? 5 Capuchinhos, 1893. 105 000 98 847 14 Mercedários. 75 000 62 000 30 Salesianos, 1894. 115 000 ? 13 Verbo Divino. 6 000 ? 7 Filhos do Coração de Maria. ? ? ? padres.
— OCEANIA
Beneditinos, 1846. 6 000 2 600 21 1908. ? ? 3 Miss. do Sagrado Coração, 1906. 3 773 320 3 Salesianos, 1922. 5 000 1000 6 Palotinos, 1901. ? ? Maristas, 1838. ? 8 000 21 Mill-Hill, 1896. ? 2 100 6 Verbo Divino, 1896. 300 100 9 811 17 100 000 3 973 9 Miss. do Sagrado Coração, 1885. 251 000 10 514 26 1882. 185 000 35 595 38 Maristas, — 1898. 60 000 9 506 16 — 1898. 100 000 6 441 15 — 1886. 70 000 3 500 20 1844. 51 000 24 045 40 Capuchinhos, 1886. 16 878 16 543 8 Sagrado Coração, 1888. 30 000 12 650 21 49 320 14 727 18 Maristas, 1844. 169 667 13 830 26 1 — 1837. 29 609 10 000 13 9 1845. 50 000 9 109 15 2 Picpucianos. 13 875 525 5 — 1834. 30 000 8 780 8 1834. 2 300 1 902 8 1818. 320 000 103 100 46 2 — 14 indígenas, ainda figuram nas listas da Propaganda. Aqui retemos apenas as Igrejas consagradas à
Não podemos dar senão indicações bibliográficas muito sumárias: o Manual do P. Arens fornece o essencial sobre cada um dos pontos tratados, mas deveria ser completado pelos trabalhos publicados desde 1923. Sobre as questões gerais, haveria que consultar o primeiro volume da Bibliotheca missionum do P. H. Streit, O. M. I. (Münster, 1916). Os tomos [sobre a] América contêm, e são consagrados só a ela, 2 966 números e terminam em 1909. O primeiro volume sobre a Ásia acaba de aparecer. A Zeitschrift für Missionswissenschaft dá todos os anos a bibliografia dos livros e artigos publicados no ano, um pouco em todas as línguas. Entre as revistas que tratam das questões de conjunto, além da Zeitschrift, assinalemos as Katholischen Missionen de Aix-la-Chapelle, a Revue d'histoire des missions de Paris, as Études religieuses de Paris, o Bulletin de l'union missionnaire de Bruxelas. Como coletâneas de artigos e trabalhos variados, consultam-se com proveito os Comptes rendus des semaines missiologiques de Louvain, e a série de conferências dadas no Institut catholique de Paris, o Apostolat missionnaire de la France, 5 volumes publicados. Repertórios gerais: Acta apostolicae Sedis, desde 1908; Annuario pontificio, Roma; Annuaire pontifical catholique, fundado em 1898, Paris, Bonne Presse (vicariatos e prefeituras apostólicas); Missiones catholicae, Roma, 1906 e 1922. Sobre a geografia das missões: C. Streit, S.V.D., Katholischer Missionsatlas, 1906, e Atlas hierarchicus, Steyl e Paderborn, 1913; L. Grammatica, Testo y atlante di geografia ecclesiastica e missionaria, Bérgamo, 1927; Mons. Boucher, Petit atlas des missions catholiques, Paris, 1928. Estatísticas recentes, em Arens (1924), na Zeitschrift, passim. Ver ainda a Revue de l'histoire des missions, passim, e, sob a assinatura do P. Lesourd, a Chronique, sobretudo a partir de 1º de março de 1926. Ibid., o artigo de A. Brou, La géographie des missions, 1º de junho de 1924. Toda a coleção dos Dossiers d'action missionnaire (Louvain), embora redigida com certa pressa, deve ser consultada (parte histórica, parte descritiva, parte doutrinal, parte prática).
J.-B. Piolet.
Autor original: J.-B. Piolet
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