MINIATIS MÈNIATÈS ou Élie, Ἠλίας Μηνιάτης (1669-1714), célebre pregador grego ortodoxo, bispo de Kernikè (Kernitza) e Kalabryta no Peloponeso, nasceu em Lexourion, na ilha de Cefalônia. Seu pai, que era arquipresbítero da cidade, cuidou de sua primeira educação, e enviou-o bem cedo, já em 1679, ao colégio Flangini de Veneza. O jovem Élie ali fez tais progressos nos estudos que, apenas terminado seu currículo de aluno, foi nomeado professor de grego. Exerceu essa função durante três anos. Já nessa época começava também sua carreira de pregador, com discursos proferidos do alto do púlpito da igreja de São Jorge.
Em 1689, era diácono e «notário» do metropolita de Filadélfia (o qual administrava a paróquia grega de Veneza): duplo cargo, pois é com este título que ele figura como editor do raríssimo fascículo Λόγος ἱστορικὸς τῆς ἱερᾶς πολιτείας τοῦ παναγιωτάτου καὶ σοφωτάτου κυρίου κὺρ Διονυσίου πατριάρχου Κωνσταντινουπόλεως τοῦ Κομνήνου, composto por Gerásimos Kakabelas, Veneza, 1689, na casa de Nicolau Saros, onde Miniatis era diretor da tipografia. As p. 3-5 contêm a epístola dedicatória do editor do livro, Élie Mignati (é assim que o nome é escrito pelos documentos italianos); as p. 6-8, um Elogio do patriarca Dionísio Comneno, assinado Élie Mignati, hierodiácono. Ver E. Legrand, Bibliographie hellénique du XVIIe siècle, t. II, Paris, 1894, p. 455.
Orgulhosos dos sucessos de seu jovem compatriota, os habitantes de Cefalônia reivindicaram a honra de seu ensino e de sua pregação. Ele permaneceu entre eles durante sete anos, depois quatro anos em Zante com as mesmas ocupações. É então chamado a Corfu pelo governador das Ilhas Jônicas, Antonio Molin, que lhe confia a educação de seus dois sobrinhos. Em 1698, Molin retorna a Veneza, levando consigo Miniatis, que retoma por um ano sua cátedra no colégio Flangini. No ano seguinte, Lourenço Soranzo, nomeado embaixador em Constantinopla, toma Miniatis como secretário particular. Esse novo posto ampliou ainda mais a fama de nossa personagem em todos os meios eclesiásticos, científicos e até políticos.
Demétrio Cantemir, príncipe da Moldávia, encarregou-o de uma missão junto ao imperador da Áustria Leopoldo, em 1703. Ao seu retorno, foi nomeado, por ato patriarcal e sinodal de 11 de janeiro de 1704, pregador da grande igreja e professor da escola patriarcal. Ver o texto do documento na revista Πανδώρα, t. XV, 1864-1865, p. 589-590.
Por volta de 1706-1707, ele volta a Cefalônia, depois a Corfu, onde continua suas pregações. Angelo Emo, governador do Peloponeso, propôs-lhe o bispado de Christianópolis, que Miniatis recusou. Francesco Grimani, que sucedeu a Emo, conseguiu atraí-lo como mestre e pregador de «Náuplia e Argos». O governador seguinte, Marco Loredano, fez com que ele aceitasse, em 1711, o bispado de Kernikè e Kalabryta. O novo prelado não teve tempo de dar tudo o que dele se podia esperar: morreu em Patras em 1º de agosto de 1714, com 45 anos de idade. Seu pai transportou o corpo a Lexourion e o sepultou na igreja de São Nicolau. Depois ocupou-se de preparar a publicação das obras póstumas que fizeram a reputação de Miniatis, a Πέτρα σκανδάλου e as Διδαχαί.
1. Πέτρα σκανδάλου, espécie de manual elementar histórico-dogmático em que gostam de se apoiar os controversistas ortodoxos. A editio princeps apareceu em Leipzig em 1718: Πέτρα σκανδάλου, ἤτοι διασάφησις τῆς ἀρχῆς καὶ τῆς αἰτίας τοῦ σχίσματος τῶν δύο Ἐκκλησιῶν Ἀνατολικῆς καὶ Δυτικῆς, μετὰ τῶν πέντε διαφωνουσῶν διαφορῶν, συντεθεῖσα ὑπὸ τοῦ θεοφιλεστάτου Κερνίκης καὶ Καλαβρύτων ἐν Πελοποννήσῳ ἐπισκόπου Ἠλία Μηνιάτη τοῦ Κεφαλληνέως. Legrand-Pernot-Petit, Bibliographie hellénique du XVIIIe siècle, t. I, Paris, 1918, p. 149.
Essa obra foi reimpressa em Leipzig em 1725; em Breslau, em 1752, com uma tradução latina devida a dois russos e cujo título é este: Lapis offendiculi, sive Expositio originis et causæ discidii duar. Orient. scilicet et Occident. Ecclesiarum, cum quinque controversiis, composita atque in lucem publicam edita ab Helia Meniata Cephaleniensi Dei amantissimo episcopo olim Cernices et Calabritorum in Peloponeso, in latinum autem sermonem conversa a Nicolao Mothonis et Gregorio Kositzki, et excussa sumptibus Ioannis Iacobi Kornii bibliopolae Vratislaviensis anno a Christo nato MDCCLII. Legrand, op. cit., p. 311-314, e 413-415. Outras edições em Amsterdã, 1760, em Viena, 1783 e, em tradução alemã, em 1787, em Atenas, 1811 e 1865. K. Sathas, Νεοελληνικὴ φιλολογία, Atenas, 1868, p. 397.
A coletânea é precedida de uma carta de François Miniati, protopope de Cefalônia, pai do autor, dirigida aos patriarcas, aos bispos, aos sacerdotes, aos príncipes e a todos os fiéis da Igreja ortodoxa, apresentando-lhes a obra de seu filho. O assunto geral do livro é o cisma, que separou as duas Igrejas do Oriente e do Ocidente, e que constitui para toda alma cristã uma verdadeira «pedra de escândalo». Compreende duas partes bem distintas: 1º um resumo histórico dos fatos relativos aos patriarcados de Inácio e de Fócio, depois, sem nenhuma alusão ao patriarcado de Miguel Cerulário, um resumo das tentativas de união por ocasião dos concílios de Lyon e de Florença; 2º uma exposição dogmática das cinco divergências principais: primado do papa, procissão do Espírito Santo, ázimos, destino das almas antes do juízo final, e purgatório — estas duas últimas questões estão reunidas num único capítulo.
Sem dúvida, tanto uma como a outra destas duas partes, a relação histórica como a exposição dogmática, são concebidas e apresentadas de um ponto de vista essencialmente oriental e antirromano; mas encontra-se ali, ao menos, uma grande clareza de expressão, e essa qualidade, bastante rara na multidão dos controversistas gregos, confere à pequena coletânea de Élie Miniatis uma inconteste superioridade sobre obras de extensão muito mais considerável. Visivelmente preocupado em fornecer um manual de fácil consulta, o autor teve ainda o cuidado de dividir cada capítulo em parágrafos numerados.
Há que notar particularmente, no nº 2 do capítulo sobre o primado do papa (a das cinco divergências que é de longe a mais longamente tratada), ed. de Atenas, 1811, p. 81-82, um enunciado da doutrina grega sobre o governo eclesiástico que tem a vantagem de precisar claramente as posições de uma parte e de outra. Em muitos pontos, o ensino católico é frequentemente mal compreendido ou deformado. Surpreende-nos, por exemplo, que um espírito tão lúcido tenha podido tomar o número «de anos ou de dias de indulgência» pelo prazo fixado para a entrada das almas no paraíso (nº 7 do último capítulo, ed. de Atenas, 1811, p. 133).
Perto do fim de sua relação histórica, no nº 38 (p. 59), Miniatis resume as origens do cisma nestes termos, que revelam bem todo o seu pensamento: «Todo este grande mal foi causado no início pelas paixões humanas, uma das duas facções [a inaciana e a focciana] querendo abater a outra. Elas pediram socorro à Igreja ocidental, que disso tomou ocasião para se esforçar por estender sobre o Oriente essa mesma autoridade que reivindica até hoje. O mal se agravou com o caso dos búlgaros, e, como acontece na discórdia entre dois partidos, em que cada um reprova ao outro o menor defeito, seguiu-se a logomaquia sobre os dogmas, ἔτζι ἠκολούθησε καὶ ἡ περὶ δογμάτων λογομαχία. Foi esta que provocou o grande cisma entre orientais e ocidentais, separando completamente uma da outra as duas Igrejas.» Quanto às divergências, o autor confessa (p. 78) que no início havia apenas uma de alguma importância, o Filioque; mas agora, acrescenta ele (p. 79), a mais grave na prática é a da autoridade do papa.
Assinalemos uma refutação católica da Πέτρα σκανδάλου. Essa refutação, cujo autor é Marco Antonio Gregorina, cônego de Cattaro, foi impressa em Nápoles, em 1764, embora não traga nenhuma indicação de lugar nem de data: Panoplia per i Greci in cui si dà saggio del libro mss. intitolato Pietra dello scandalo. H. Pernot, Bibliographie ionienne, Paris, 1910, nº 377, p. 117.
2. Διδαχαί. A segunda obra de Élie Miniatis, póstuma como a anterior, é a coletânea de suas pregações Διδαχαὶ εἰς τὴν ἁγίαν καὶ μεγάλην τεσσαρακοστὴν καὶ εἰς ἄλλας κυριακὰς τοῦ ἐνιαυτοῦ καὶ ἐπισήμους ἑορτάς, μετὰ καί τινων πανηγυρικῶν λόγων, numerosas edições: Veneza, 1727 (Legrand-Pernot-Petit, Bibliogr. hell, du XVIIIe s., t. I, p. 205-206, 268-269), 1755, 1763, 1772, 1778, 1781, 1793, 1800, 1801, 1849; H. Pernot, Bibl. ion., passim. (Alguns discursos italianos já haviam sido publicados em 1717 em Veneza: Due prediche sacre e quattro orazioni ritrovate sole delle molte già fatte anche in lingua italiana dal fu' Monsignor Elia Mignati..., Legrand-Pernot-Petit, op. cit., p. 110-143.)
Essa última edição (1849), publicada pelos cuidados do arquimandrita Anthime Mazarakès, apresenta-se como a mais completa de todas, porque encerra certo número de discursos ou de fragmentos em italiano, desconhecidos das edições precedentes; diremos, porém, logo a seguir que, num ponto doutrinal importante, ela é bem inferior às suas antecessoras. Foi reimpressa em Veneza em 1859, segundo Pernot, Bibl. ionienne, nº 2030.
Como se vê, os sermões de Miniatis, depois de terem sido muito notados em vida do autor, tiveram um verdadeiro sucesso editorial. A clareza da composição, a boa ordenação das divisões e dos desenvolvimentos, a despeito de algumas comparações um pouco forçadas e de certas alusões mitológicas de gosto duvidoso, deixam adivinhar que o pregador grego frequentou com proveito o italiano Segneri e nossos grandes oradores franceses.
Encontram-se neles, entre outros, sobre a confissão e suas qualidades, o exame de consciência, a sinceridade e a integridade, a contrição, o firme propósito, noções precisas que faltam demasiado geralmente aos pregadores gregos; da mesma forma, sobre a preparação para a comunhão, sobre o que convém pedir na oração, etc. Para empregar uma palavra muito apreciada pelos gregos, são verdadeiramente λόγοι ψυχωφελεῖς. Mas o que mais contribuiu, aliás, para sua fama, foi a língua original e saborosa em que foram escritos e proferidos.
Triunfando sobre os preconceitos correntes entre seus compatriotas, Miniatis não temeu abandonar a língua artificial, intermediária entre o grego antigo e o idioma comumente falado em nossos dias, e adaptar ao púlpito a língua do povo. Essa língua, ele a manuseia aliás com real mestria; e Krumbacher, bom juiz na matéria, não hesita em escrever que «Mèniatès utilizou de maneira genial o idioma popular para sua eloquente e arrebatadora pregação.» Das Problem der neugr. Schriftsprache, Munique, 1902, p. 211, nota 86.
A coletânea inteira ou, pelo menos, certo número de sermões, teve as honras de traduções: romena (Bucareste, 1742; cf. I. Bianu e N. Hodos, Bibliografia romaneasca veche, t. II, Bucareste, 1910, p. 57-00), russa (Petrogrado, 1775; cf. M. Jugie, Theologia dogmatica christianorum orientalium dissidentium, t. I, Paris, 1926, p. C01) e sem dúvida outras ainda.
Um ponto que merece ser especialmente destacado nos sermões de Élie Miniatis é a doutrina da imaculada conceição da santa Virgem, que ele formula muito claramente e em várias ocasiões. O fato foi assinalado por S. Pétridès, L'immaculée conception et les Grecs modernes, nos Échos d'Orient, t. VIII, 1905, p. 265-266, depois aqui mesmo por M. Jugie, art. Immaculée-Conception, t. VII, col. 9G8. Mas um e outro só citaram e utilizaram a edição de 1819, e, o que é mais grave no caso presente, sem terem lido os prefácios que apresentam essa edição como voluntariamente lacunosa sobre esse assunto.
Com efeito, já no prefácio (p. δ'), o arquimandrita Mazarakès aponta como um erro de juventude a corrigir, nos primeiros discursos de Miniatis, a afirmação ὅτι ἡ Θεοτόκος συνελήφθη καὶ ἐγεννήθη ἄνευ τοῦ προπατορικοῦ ῥύπου. Mais adiante (p. ξε'-ξζ') encontramos a carta do editor, datada de 8 de setembro de 1848, propondo ao patriarca ecumênico as correções, isto é, as supressões, a serem feitas, com a resposta aprobativa de Anthime IV, datada de 11 de fevereiro de 1819.
De fato, comparando as passagens da edição de 1849 citadas por S. Pétridès e M. Jugie com as passagens correspondentes de uma edição anterior, a de 1804 por exemplo, é fácil constatar as supressões feitas.
Acrescentemos que elas foram feitas de modo bastante desajeitado, a ponto de deixar ainda todo o seu valor à argumentação católica da imaculada conceição. Se o «corretor» suprimiu uma página inteira, é verdade bem explícita, no primeiro sermão para a Natividade da Virgem (comparar edição de 1801, p. 337-338, com edição de 1849, p. 248), ainda ali permanecem suficientes ideias e expressões para concluir pela afirmação do privilégio mariano. No 2º sermão para a Anunciação (p. 257, col. 1) e no 2º para a Apresentação (p. 271, col. 2), a edição de 1849 suprimiu brutalmente a fórmula δίχως ῥύπου προπατορικοῦ πταίσματος (comparar edição de 1804, p. 339, col. 2 e p. 368, col. 2). Em outros lugares (ed. 1849, p. 266, col. 2, p. 271, col. 2), é o termo προπατορικῆς que foi suprimido (comparar ed. 1804, p. 361, col. 2 e p. 368, col. 2), mas permanece sempre a frase suficientemente expressiva: «... alta montanha da santidade, que o dilúvio do pecado jamais recobriu.»
Todas as notícias biográficas de Élie Miniatis derivam da que o protopope François Miniatis, pai de Élie, consagrou a seu filho, a quem sobreviveu; ela foi publicada primeiramente no início da Πέτρα σκανδάλου. Ver A. Mazarakès, Βιογραφίαι τῶν ἐνδόξων ἀνδρῶν τῆς νήσου Κεφαλληνίας, Veneza, 1843, p. 38-70; e, do mesmo autor, a edição das Διδαχαί, Veneza, 1849, p. ε'-κδ': C. Sathas, Νεοελληνικὴ φιλολογία, Atenas, 1868, p. 394-397; G. I. Zaviras, Νέα Ἑλλάς, Atenas, 1872, p. 306-311; A. Papadopoulos-Vrétos, Νεοελληνικὴ φιλολογία, Atenas, 1854, t. I, p. 223-230; A. K. Démétracopoulos, Ὀρθόδοξος Ἑλλάς, Leipzig, 1872, p. 167-168; S. I. Boutyras, Λεξικὸν ἱστορίας καὶ γεωγραφίας, t. IV, Constantinopla, 1881, p. 616-617; Mètzakès, em Λεξικὸν ἐγκυκλοπαιδικόν, t. V, Atenas, 1894-1896, p. 344-345; E. Legrand, H. Pernot, L. Petit, Bibliographie hellénique, e H. Pernot, Bibliographie ionienne, nos lugares citados acima no decorrer do artigo.
Para a doutrina de Élie Miniatis sobre a imaculada conceição, além dos artigos mencionados de S. Pétridès e M. Jugie, e para completá-los, ver S. Salaville, Élie Mèniatès et l'Immaculée Conception, observations nouvelles à propos des diverses éditions des Διδαχαί, em Échos d'Orient, t. XXVII, 1928, p. 278-294, onde se encontrarão integralmente reproduzidos os interessantes trechos de Miniatis referentes a esse dogma.
S. Salaville.
I. Origens da ordem. II. Influência no século XVI. III. Lugar na história das ciências eclesiásticas nos séculos XVII e XVIII.
— I. Origens da ordem. Por volta de 1435, um jovem de dezenove anos, chamado Francisco, originário de Paula, na Calábria, reuniu em São Marcos alguns discípulos atraídos pela austeridade da vida que ele levava e pelas extraordinárias curas que operava: tais foram os primeiros passos da ordem dos mínimos, chamados a princípio os eremitas de São Francisco de Assis.
Durante muito tempo, a influência da nova congregação se limitou ao reino de Nápoles. Em 1474, o papa Sixto IV aprovou-a oficialmente. Um pouco mais tarde, em 1482, o rei da França, Luís XI, gravemente doente, escreveu a Sixto IV para fazer vir à sua cabeceira o taumaturgo da Calábria. A intervenção de Luís XI deu novo impulso à ordem nascente.
Em suas Memórias, Filipe de Commynes menciona a viagem de São Francisco de Paula à França, l. VI, c. VIII. Não é certo que João de Baudricourt tenha acompanhado o venerável patriarca durante essa viagem (cf. nosso estudo sobre Notre-Dame de Braquancourt, nos Annales de la Société d'Histoire, d'Archéologie et des Beaux-Arts de Chaumont, t. V, n. 3, 1922, p. 74 e 82).
Depois da morte de Luís XI, Francisco permaneceu na França e ali estabeleceu diversos conventos: em Plessis-les-Tours, em Amboise, depois, em 1493, em Nigeon, perto de Paris, e em Braquancourt, perto de Blois, na Champagne. Em 1493 também, Alexandre VI Bórgia deu outro nome aos mínimos, que se chamaram desde então Ordo Minimorum, de Jesus e Maria. Uma primeira regra foi aprovada pelo mesmo papa, com o voto dito quadragesimal, segundo o qual os mínimos se comprometem com a quaresma estrita e perpétua, isto é, com a abstinência total de carne, de ovos e de laticínios.
Francisco de Paula morreu em 1507 em Plessis-les-Tours, e foi canonizado em 1519 por Leão X. A ordem continuou a se espalhar pela Itália, pela Espanha, pela França, e até um pouco pela Alemanha. Em 1671 os
Autor original: S. Salaville
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