MARINARIO (ANTÔNIO II)

MARINARIO (ANTÔNIO II)

MARINARIO Antônio II, sobrinho-neto do precedente, filósofo e teólogo carmelita calçado italiano do século XVII. - Nascido em Grottaglie, dioc. de Otranto, em 10 de janeiro de 1605, recebeu o hábito dos carmelitas calçados em sua cidade natal em 16 de julho de 1622, e em 20 do mesmo mês do ano seguinte pronunciou seus votos. Estudou filosofia e teologia em Lecce, Nápoles e Roma, e foi ordenado sacerdote em 8 de abril de 1628. Tendo obtido o doutorado, o jovem Marinario ensinou primeiro teologia em Palestrina, depois lógica e metafísica na Universidade de Roma, onde, por decreto especial de Urbano VIII, foi agregado aos professores de teologia, embora só ensinasse filosofia. Tornou-se mais tarde decano da Universidade. Entrementes exerceu vários cargos em sua ordem, pois foi prior do convento romano de Palestrina, provincial da província (18 de maio de 1636), duas vezes visitador geral de sua província da Apúlia e provincial titular da Dácia. Em 10 de março de 1645, o cardeal vice-chanceler Francisco Barberini tomou Marinario como teólogo; mais ainda, escolheu-o como seu sufragâneo e o nomeou vigário geral para a diocese de Óstia e Velletri. Em 7 de fevereiro de 1667 foi nomeado bispo titular de Tagaste e consagrado no dia 13 seguinte pelo cardeal. Marinario morreu em Velletri em 20 de agosto de 1689, com a idade de 84 anos, e ali foi sepultado na igreja de sua ordem.

A principal obra de Marinario é o In materia de gratia verus Augustinus, 3 t. in-4°, Velletri, 1669, 1677, 1679, escrito contra o Augustinus de Jansênio. Obra que completou em seguida com o In materia de gratia, et libero arbitrio juxta mentem Augustini, in-4°, Rome, 1682. Publicou também uma Disputatio de fide, spe, et charitate, in-4°, ibid., 1631, assim como uma dissertação (opusculum) De opinione probabili, in-24, ibid., 1666, 208 p.; com um apêndice Tractatus unicus, et brevissimus ad argumenta Illustrissimi Episcopi Caramuelis pro antiquissima, et universalissima doctrina de probabilitate contra moralem certitudinem, pluribus capitibus divisus (13 capítulos), p. 209-334. Devem-se-lhe além disso uma Thesis de beatitudine em honra de santo André Corsini, carmelita, bispo de Fiesole, in-4°, Rome, 1629; dois panegíricos latinos, um dos quais por ocasião da canonização do mesmo santo, in-4°, ibid., 1631; o outro em honra de santo Agapito de Palestrina e de David; e a oração fúnebre latina do cardeal Garcia Mellini. O restante de suas obras permaneceu manuscrito.

Daniel de la Vierge Marie, Speculum carmelitanum, Anvers, 1680, t. II, p. 911-912 et 1071, n. 3170 et 3727; Aubert Miraeus, Bibliotheca ecclesiastica, sive de scriptoribus ecclesiasticis (édit. Fabricius), Hambourg, 1718, p. 324, n. 235; Michel de S. Joseph, O. S. Tr., Bibliographia critica sacra et profana, Madrid, 1740-1742, t. I, p. 270 b; Jocher, Allgemeines Gelehrten Lexicon, Leipzig, 1750-1751, t. III, col. 178; Cosme de Villiers, Bibliotheca carmelitana, Orléans, 1752, t. I, col. 180-182, n. 243; Moreni Dominique, Bibliografia storico-ragionata della Toscana, Florence, 1805, t. II, p. 41; Pastor, Gesch. der Päpste, Fribourg, 1909, t. V, p. 734; Hurter, Nomenclator, 3e édit., t. IV, col. 390.

P. Anastase de Saint-Paul.

Autor original: P. Anastase de Saint-Paul

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