LEÃO V, papa em 903. Pároco de uma igreja situada no lugar chamado Priapi, nos arredores de Ardeia, Leão, embora não fosse cardeal, foi chamado no fim de julho de 903 a substituir o papa Bento IV. Auxílio o representa como um homem de Deus, laudabilis vitœ et sanctitatis. Essas qualidades não o defenderam contra uma revolução de palácio ao cabo de um mês: um padre romano, chamado Cristóvão, derrubou-o, lançou-o na prisão e tomou o seu lugar. Ver Cristóvão, t. ii, col. 2418. O usurpador não tardou aliás a reunir-se na prisão à sua vítima. Sérgio, que fora preterido em 898, por ocasião da sua competição com João IX, desfez-se de Cristóvão pelo mesmo meio expedito; segundo Auxílio, deixou macerar por algum tempo as duas vítimas na prisão, depois pôs fim aos seus tormentos pela morte, duro domans ergastulo vitam eorum cruda maceratione decoxit — ac tandem miseratus diro martyrio finiri compulit.
Uma lenda bretã tomou por pretexto o fato de Leão V ser chamado forensis (isto é, não pertencer ao clero romano) para pretender que esse papa não é outro senão são Tugdual, padroeiro de Tréguier, que, tendo vindo a Roma em peregrinação, ali foi elevado, sob o nome de Léo Britigena, ao sumo pontificado. Liber Pontificalis, t. ii, p. 234; Jaffé, Regesta, t. i, p. 444; Watterich, Pontificum romanorum vitœ, t. i, p. 660, n. 1; Diimmler, Auxilius und Vulgarius, Leipzig, 1866, p. 60 e 135; L. Duchesne, Les premiers temps de l'État pontifical, p. 160 sq.
E. Amann.
Autor original: E. Amann
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