LE FÈVRE (NICOLAU)

LE FÈVRE (NICOLAU)

LE FÈVRE (Nicolau), dominicano francês. Nascido em Montfort, na diocese de Chartres, em 1588, tinha apenas onze anos quando tomou o hábito da ordem, em 19 de janeiro de 1599; fez a profissão em 27 de janeiro de 1604. Depois de estudar em Saint-Jacques de Paris, foi conquistar seus graus diante da faculdade de Bourges, onde foi promovido a doutor em teologia. O capítulo geral de sua ordem, reunido em Toulouse em 1628, reconheceu-lhe o título de mestre. Ao mesmo tempo pregador renomado e administrador hábil, governava em 1631, na qualidade de prior, o convento de Chartres. Criou de novo, por assim dizer, o convento de La Rochelle, que os protestantes haviam arruinado por completo, e foi seu primeiro prior. Com o mesmo título, foi posto à frente do convento de Angers. Em 1650, participou do capítulo geral realizado em Roma, na qualidade de definidor da província de França. De volta a La Rochelle, ali morreu em 1653, com 65 anos de idade.

Além de alguns escritos de caráter antes histórico, o P. Le Fèvre deixou : 1° Doctrinae orthodoxae fidei seu symboli D. Athanasii et Alexandrini episcopi erudita et dilucida expositio, ex sparsis S. Thomae Aquinatis angelici operibus excerpta, in-24, Paris, 1631; 2° La défense du S. Rosaire et chapelet de la très heureuse toujours vierge Marie. Œuvre contenant tout ce qu'on peut traiter sur ce sujet. Le pouvoir et la manière d'établir cette dévotion. Les bulles, brefs et autres lettres émanées en sa faveur, in-4°, La Rochelle, 1646; 3° Manuale ecclesiasticum historicum de Christo nato ad 1646, in-8°, La Rochelle, 1646. Por fim, teria composto Libellus contra quamdam illuminatorum sectam anno MDCXXXII Carnuti pullulantem, ms. Com efeito, em seu Manuale ecclesiasticum, p. 477, diz : Anno 1632 in nativo conventu priorem agens, ut pro meo munere illorum deliramenta refellerem, concionibus mihi per Adventum operam dedi, deque illis libellum confeci. Mais acima, havia dito que esses iluminados são os que na Espanha se chamam Adombrados e que pretendem ter chegado a tal grau de perfeição que estão acima de toda lei.

Echard, Scriptores ord. praed., Paris, 1719, t. I, p. 576; Supplementum novissimum.

R. Coulon.

Autor original: R. Coulon

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