LABADISTAS. Os discípulos que Jean Labadie reunira em torno de si, em Genebra e sobretudo em Middelbourg, organizaram-se sob o nome de «comunidade separada do mundo e atualmente reunida em Wieuwerd, na Frísia». Tinham uma organização comunista: comunidade de bens, o mesmo traje para todos, muito simples e sem ornamento supérfluo, refeições em comum, mas tomadas em três mesas: uma reservada aos chefes, a segunda aos membros, a terceira aos estrangeiros. Os princípios eram os de Labadie. No que diz respeito à vida da comunidade, exigiam dos membros uma obediência cega, o abandono da vontade própria.
O culto divino era extremamente simples: consistia numa reunião, com pregação e cantos, durante a qual, mesmo aos domingos, as mulheres podiam costurar e tricotar. Os sacramentos só eram úteis aos predestinados; o batismo das crianças era apenas tolerado, a Ceia, muito rara. Rejeitavam o casamento dos não crentes como um pecado; somente o dos crentes era santo e permitido. As crianças pertenciam à comunidade.
Depois da morte de Labadie, a personagem mais influente foi Anne Marie Schurmann, mas o verdadeiro chefe era Pierre-Yvon de Montauban. Foi com este último que a seita atingiu o seu apogeu, de 1675 a 1690; tentou, notadamente, o proselitismo junto aos pagãos, às margens do Hudson, mas sem êxito. Em 1690, quando a seita contava de duzentos a trezentos membros, começa a decadência, pela supressão da comunidade de bens. Em 1703, restam em torno de Yvon, em Wieuwerd, trinta membros. Em 1732, o último pregador, Conrad Bosmann, deixa Wieuwerd: foi o fim da comunidade.
L. Marchal.
Autor original: L. MARCHAL
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