JOÃO VII, papa, sagrado em 1º de março de 705, morto em 18 de outubro de 707, sucedeu a João VI após uma curta vacância. Seu pai, um certo Platão, havia exercido funções importantes na administração bizantina; ele próprio havia sido reitor de um patrimônio pontifício situado na via Ápia. A elevação de João VII ao trono coincidiu com a restauração, em Constantinopla, de Justiniano II Rinotmeta, que havia sido derrubado em 695. Mal restabelecido, o basileu retomou em relação a Roma a política que tão mal lhe havia dado resultado na época do papa Sérgio (687-701). Deste último não conseguira obter que desse sua aprovação global às decisões do concílio Quinisexto de 692.
O caso do reconhecimento do concílio, que adormecera sob os reinados dos imperadores Leôncio e Tibério III, despertou com a volta de Justiniano II. Este expediu a Roma dois metropolitas portadores de uma carta imperial, na qual se ordenava ao papa que reunisse com urgência o concílio da Igreja apostólica, ao qual seriam comunicados os atos do concílio Quinisexto, e que confirmaria todos os cânones julgados aceitáveis e suprimiria os que parecessem inadmissíveis. João VII, sem dúvida por temer que o exercício desse controle fosse mal visto pelo basileu, declinou essa responsabilidade e devolveu os cânones a Justiniano sem os ter emendado. Aprovou-os? O Liber Pontificalis parece insinuá-lo; contudo, deve ter havido na resposta de João alguma ambiguidade, como faz notar Mons. Duchesne, uma vez que Justiniano julgou dever retomar o assunto com o papa Constantino (708-715).
Na Itália, as relações do papa com os lombardos haviam melhorado. O rei Aripert restituiu à Igreja romana patrimônios eclesiásticos situados nos Alpes Cócios; mas não se trata da doação de uma província inteira, como pensa Barônio.
Liber Pontificalis, t. i, p. 385-387; Jaffé, Regesta, t. i, p. 240-217; a doação de Aripert na Crônica de Bento de Santo André do monte Soracte, Monumenta Germaniae historica, Scriptores, t. iii, p. 700. — Langen, t. II, p. 595; Gregorovius, t. II, p. 191-192; Hodgkin, t. vi, p. 364-379; Hartmann, t. ii b, p. 75.
E. Amann.
Autor original: E. Amann
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