ITÁLIA (PUBLICAÇÕES DOS AUTORES CATÓLICOS SOBRE AS CIÊNCIAS SAGRADAS)

ITÁLIA (PUBLICAÇÕES DOS AUTORES CATÓLICOS SOBRE AS CIÊNCIAS SAGRADAS)

ITÁLIA. PUBLICAÇÕES DOS AUTORES CATÓLICOS SOBRE AS CIÊNCIAS SAGRADAS. — I. Durante a antiguidade cristã. II. Na Idade Média, do século V ao século XV (col. 188). III. Durante os tempos modernos, do século XVI ao século XX (col. 213).

I. Durante a antiguidade cristã. — 1º Escritos dos papas. Não os passaremos em revista; são estudados sumariamente nos artigos consagrados a cada um dos papas. Os escritos dos primeiros papas são exclusivamente cartas, que se encontrarão ou em Mansi, Concilia, t. i, segundo a ordem cronológica, ou numa e noutra das Patrologias grega ou latina. Mas não se deve admitir sem um sério exame a autenticidade de todas essas peças. Um bom número delas, sobretudo as atribuídas aos papas mais antigos dos séculos II e III, são documentos apócrifos, fabricados de ponta a ponta pelo autor das Falsas Decretais. Ver t. iv, col. 212 sq.

O melhor é consultar P. Jaffé, Regesta Pontificum Romanorum, 2ª edit., Leipzig, 1888. Ali se encontrarão assinaladas todas as peças conhecidas, direta ou indiretamente, atribuídas aos papas até Inocêncio III exclusive (1198). Sinais convencionais assinalam as peças duvidosas ou inautênticas; cada peça é acompanhada de algumas linhas de análise, do incipit, da indicação das coletâneas onde se pode encontrá-la in extenso.

2º Escritores eclesiásticos. — 1. O mais antigo conhecido é Caius, presbyter romanus, que viveu durante o pontificado de São Zeferino, no começo do século III, por volta de 212. Resta-nos dele diversos fragmentos de suas controvérsias com os heréticos de seu tempo, conservados por Eusébio, em sua História eclesiástica, l. II, c. xxv; l. III, c. xxviii, xxxi; l. V, c. xxviii, P. G., t. x, col. 25-86. Em meados do século III, floresceu Hipólito, o antipapa rival de Calisto. Ver t. vi, col. 2487-2511.

2. Por volta de meados do século IV, São Zenão, bispo de Verona, provavelmente entre 362 e 371. Restaram-nos dele tratados dogmáticos, bastante consideráveis, sobre as virtudes teologais e cardeais, assim como sobre as que lhes são anexas; sobre os vícios opostos; sobre o sacrifício; sobre a ressurreição; sobre a Trindade; sobre a encarnação; comentários sobre diversas partes da Escritura santa etc. P. L., t. xi, col. 253-528. Na mesma época vivia Santo Eusébio, bispo de Vercelli, morto por volta de 370, e tão conhecido por seu zelo na defesa da fé católica contra Ário, não menos que pelas perseguições que teve de sofrer da parte do imperador Constâncio. Suas obras compõem-se de várias cartas, de uma profissão de fé sobre a Trindade e de uma cópia da célebre versão itálica das Escrituras, de que se serviam na Igreja antes que São Jerônimo publicasse a sua, ou Vulgata. P. L., t. xii, col. 141-969.

Contemporâneo dos dois precedentes foi São Filástrio, bispo de Bréscia. Esteve em relação com Santo Ambrósio e Santo Agostinho e morreu por volta de 381. Temos dele: Liber de haeresibus, onde trata sucessivamente das heresias que apareceram antes e depois do advento de Cristo, P. L., t. xii, col. 1111-1302. Lúcifer, bispo de Cagliari, na Sardenha, de 347 a 371. Sua eloquência o tornou célebre, mas o arrastou longe demais, como seu zelo excessivo, que o fez cair no cisma. Temos dele: De non conveniendo cum haereticis, ad Constantium imperatorem liber; De regibus apostaticis; Pro sancto Athanasio libri duo; De non parcendo in Deum delinquentibus liber; Moriendum esse pro Dei Filio, obras dirigidas, como a primeira, ao imperador Constâncio. P. L., t. xiii, col. 767-1050. Hilário, originário da Sardenha e diácono da Igreja romana, morto antes de 379, foi ainda mais exagerado que Lúcifer em sua reação contra o arianismo.

3. Mas o mais célebre dos escritores eclesiásticos, na Itália, no século IV, foi incontestavelmente Santo Ambrósio, nascido por volta de 340 e bispo de Milão de 374 a 397. Temos dele numerosas obras exegéticas, tratados sobre quase todas as matérias do dogma e da moral, assim como hinos. P. L., t. xiv-xvii.

4. São Cromácio, sagrado bispo de Aquileia por Santo Ambrósio em 388: Tractatus singularis, seu sermo de octo beatitudinibus; mais dezessete tratados In Evangelium sancti Matthaei. P. L., t. xx, col. 323-374.

3º Escritores leigos que trataram das ciências sagradas. — 1. Em primeira linha aparece Minúcio Félix, nascido provavelmente na África, mas que florescia em Roma, embora seja difícil dizer em que data. Sua obra, extremamente notável, intitula-se Octavius, porque, composta em forma de diálogo, é a personagem Otávio que refuta vitoriosamente todos os argumentos do pagão Cecílio. P. L., t. iii, col. 231-366.

2. No fim do século IV, por volta de 397, um autor de cuja vida se conhece muito pouco, Quintus Julius Hilarianus, deixou-nos dois tratados que têm certa importância. O primeiro é uma Chronologia, sive libellus de mundi duratione; o segundo intitula-se: Expositum de die paschae et mensis. P. L., t. xiii, col. 1096-1114. Por volta da mesma época, Caelius Sedulius, filósofo e poeta, compôs o Carmen paschale, dividido em cinco livros, e o Opus paschale, em prosa. P. L., t. xix, col. 533-786. Citemos igualmente Valéria Faltônia Proba, esposa do procônsul Adelphius, que, por volta do ano 400, com versos tomados de Virgílio, compôs um poema cristão sob este título: Centones Virgiliani ad testimonium Veteris ac Novi Testamenti. P. L., t. xix, col. 803-810.

II. NA IDADE MÉDIA, DO SÉCULO V AO SÉCULO XV. — 1º Escritos dos papas. 1. A partir dessa época, as cartas dogmáticas e disciplinares dos papas se multiplicam. Estão reunidas, em sua maioria, na Patrologia latina, t. xv sq. Entre as principais, citemos as de São Celestino I (422-432), dirigidas a São Cirilo de Alexandria para louvar seu zelo em defender a verdadeira fé e nas quais condena Nestório; as dirigidas, com o mesmo fim, ao próprio Nestório, ao clero e ao povo de Constantinopla; duas dirigidas ao concílio de Éfeso e uma ao imperador Teodósio. P. L., t. l, col. 427-557. Seu sucessor, São Sisto III (432-440), escreveu também várias cartas a São Cirilo de Alexandria e aos bispos do Oriente, a respeito da condenação de Nestório. P. L., t. l, col. 585-626. Mas aquele que atrai mais a atenção, no século V, é incontestavelmente São Leão Magno (440-461).

Resta-nos dele uma centena de sermões muito notáveis por seu conteúdo e sua forma literária, P. L., t. liv, col. 137-520; perto de duzentas epístolas, P. L., t. liv, col. 551-1263. O Liber sacramentorum romanae Ecclesiae, ou sacramentário leoniano, não é senão uma coleção privada, formada e disposta com pouca inteligência. P. L., t. lv, col. 21-156. As cartas dos papas do fim do século V foram editadas no século XIX por Thiel, Epistolae romanorum pontificum genuinae, t. i, a S. Hilaro usque ad S. Hormisdam, Braunsberg, 1868. O empreendimento infelizmente não foi continuado.

2. Entre as numerosas cartas disciplinares e dogmáticas dos papas do século VI, assinalemos a do papa Vigílio, para a aprovação do V concílio geral, em grego e em latim, e a constituição para a condenação dos Três Capítulos, P. L., t. lxix, col. 15-177. Mas o mais ilustre de todos é, sem comparação, São Gregório Magno, papa de 590 a 604. Temos dele: Moralium libri, sive Expositio in librum Job, obra de longo fôlego, dividida em 35 livros, P. L., t. lxxv, col. 509-1162; t. lxxvi, col. 9-784; quarenta homilias sobre Ezequiel. P. L., t. lxxvi, col. 785-1312; Liber regulae pastoralis; Dialogorum libri quatuor; Epistolarum libri quatuordecim, P. L., t. lxxvii, col. 9-1327; Commentarii in librum I Regum; Expositio super Cantica canticorum; Expositio in psalmos poenitentiales; Concordia testimoniorum sanctae Scripturae. P. L., t. lxxix, col. 9-683.

3. No início do século VII, assinalemos o decreto do papa São Bonifácio IV, no concílio realizado em Roma durante o seu pontificado. P. L., t. lxxx, col. 103 sq.; Mansi, Concil., t. x, col. 503 sq. Por volta de meados desse século, do papa São Martinho I (649-655), dezessete epístolas, muitas das quais em grego e em latim. Todas se referem à condenação do monotelismo e às perseguições que o santo pontífice sofreu por esse motivo. P. L., t. lxxxvii, col. 119-211.

4. As numerosas cartas e decretais dos papas do século VIII encontram-se reunidas em P. L., t. lxxxix, xcii, em

5. No século IX, assinalemos o Liber diurnus romanorum pontificum, ou fórmulas de que os soberanos pontífices se serviam no começo e no fim de suas cartas, nos séculos V, VII, VIII e IX, assim como as empregadas para as ordenações dos papas e dos bispos e para as profissões de fé. P. L., t. cv, col. 21-119; Supplementum libri diurni romanorum pontificum, col. 179-187. As outras cartas e decretais dos papas desse século estão reunidas na maior parte em P. L., t. cv, col. 645 sq.; t. cvi, cxv, cxix, cxxii, cxxvi, cxxix e cxxxi, col. 28-40, estas últimas contêm um cânon sobre a eleição dos papas.

Escritores eclesiásticos. — 1. Paulino, da Igreja de Milão, por volta de 408, escreveu uma Vida de Santo Ambrósio e diversos tratados, entre outros um Libellus de benedictionibus patriarcharum. P. L., t. xx, col. 704- São Gaudêncio, discípulo de São Filástrio e, depois dele, bispo de Bréscia, em 420. Temos dele vinte tratados ou sermões sobre o Êxodo e os Evangelhos, mais um panegírico de São Filástrio, P. L., t. xx, col. 843-1003. Rufino, presbítero de Aquileia, morto por volta de 410; primeiro amigo de São Jerônimo, depois seu adversário; compilador fervoroso e tradutor infatigável, pôs uma parte dos tesouros da cultura grega à disposição dos latinos. P. L., t. xxi, col. 295-1155. Juliano, bispo de Eclano, no reino de Nápoles, em 415, o mais firme sustentáculo do pelagianismo, o adversário mais temível de Santo Agostinho. P. L., t. xlviii, col. 508-625.

São Pedro Crisólogo, bispo de Ravena, de 430 a 450. Temos dele perto de duzentos sermões que justificam sua grande reputação de eloquência. P. L., t. lii, col. 183-680. São Valeriano, bispo do norte da Itália, perto do território que foi, mais tarde, o condado de Nice, por volta de 450. Temos dele uma vintena de homilias e cartas aos monges sobre o ascetismo. P. L., t. lii, col. 691-757. São Nicetas, bispo de Aquileia, em 414, Tractatus de ratione fidei; De Spiritus Sancti potentia; De diversis appellationibus D. N. Jesu Christo convenientibus; Explanatio symboli. P. L., t. lii, col. 847-875. Uranius, presbítero, discípulo de São Paulino de Nola, em cuja morte esteve presente, em 431, escreveu, alguns anos mais tarde, sob forma de carta a Pacatus, uma narração De obitu sancti Paulini. P. L., t. lii, col. 879 sq. Eusthatius, em meados do século V, traduziu do grego para o latim, com rara elegância, segundo Cassiodoro, as nove homilias de São Basílio Magno sobre o Hexameron. P. L., t. liii, col. 867-965.

São Máximo, bispo de Turim, por volta de 465, deixou sobretudo pregações que se classificaram muito arbitrariamente em homiliae, sermones, tractatus. P. L., t. lvii, col. 849-958. João, diácono da Igreja romana, por volta do fim do século V, Epistola ad Senarium, virum illustrem; De variis ritibus ad baptismum pertinentibus, et aliis observatione dignis. P. L., t. lix, col. 399-106. São Paulino, bispo de Nola, de 410 a 431. Temos dele cinquenta cartas e trinta e seis poemas sobre assuntos religiosos. P. L., t. lxi, col. 153-767. Paschasius, diácono da Igreja romana, havia composto um tratado De Spiritu Sancto, mas o que se lê sob o seu nome, P. L., t. lxii, col. 11-39, não é dele, mas deve ser restituído a Fausto de Riez.

2. No século VI, Ennodius Magnus Félix, bispo de Pávia, no norte da Itália, em 521. Temos dele grande número de cartas, reunidas em nove livros, dez opúsculos e dois livros de poesias latinas. P. L., t. lxiii, col. 13-363. Trifolius, presbítero por volta de 520, Epistola ad beatum Faustum senatorem, contra Joannem Scytham monachum. P. L., t. lxiii, col. 533-537. São Lourenço, bispo de Novara, por volta de 540: duas homilias De poenitentia et eleemosyna; mais um livro De muliere chananaea. P. L., t. lxvi, col. 89-121. São Bento, morto por volta de 513, fundador da ordem beneditina, Regula cum commentariis. P. L., t. lxvi, col. 215-932. Albéric, diácono, Sermo in sanctam Scholasticam, P. L., t. lxvi, col. 942-950.

Dionísio, o Exíguo, nascido na Cítia, mas monge e abade romano, amigo de Cassiodoro, morto por volta de 556, secundou com todo o seu poder as tentativas feitas por Cassiodoro para restaurar a ciência e as letras na Itália devastada pelos bárbaros. Como tradutor, pôs à disposição dos latinos certo número de textos gregos.

Mas é sobretudo o fundador do direito canônico latino, pelas compilações em que reuniu os cânones dos concílios e as decretais dos papas a partir do século V. É enfim o autor do ciclo pascal ainda em uso. P. L., t. lxvii, col. 9-223. Rusticus, diácono da Igreja romana, em 549, Contra Acephalos. P. L., t. lxvii, col. 110-125. Arator, leigo e poeta da Igreja romana, em 551, Epistolae duae ad Florentinum et Vigilium papam; De actibus apostolorum libri duo; Epistola ad Parthenium; todas essas obras são em verso. P. L., t. lxviii, col. 63-252. Victor, bispo de Cápua, em 550, Praefatio in evangelicas harmonias Ammonii; Interpretatio Harmoniarum evangelicarum, P. L., t. lxviii, col. 251-365. Agnellus, bispo de Ravena, em 552, Epistola ad Armenium, De ratione fidei. P. L., t. lxviii, col. 381-380. Jordanes, bispo de Ravena, De Gothorum origine et rebus gestis. P. L., t. lxix, col. 1251-1290. Florianus, abade de um mosteiro romano, por volta da mesma época. Epistola ad sanctum Nicetium. P. L., t. lxxii, col. 917 sq. São Paterius, discípulo de São Gregório Magno, Liber de expositione Veteris ac Novi Testamenti: De diversis libris sancti Gregorii Magni concinnatio. P. L., t. lxxix, col. 686-1137.

3. No século VII, Marcos, do Monte Cassino, discípulo de São Bento, em 612, poesia sobre São Bento. P. L., t. lxxx, col. 183 sq. Santo Alfano, bispo de Benevento, carta de renúncia aos direitos da igreja de São Martinho. P. L., t. lxxx, col. 325 sq. Maurus, arcebispo de Ravena, em 648, carta ao pontífice romano contra os monotelitas, texto em grego e em latim. P. L., t. lxxxii, col. 103 sq. Damianus, bispo de Pávia, em 679, carta dogmática ao imperador Constantino. P. L., t. lxxxvii, col. 1261-1267; epístola escrita em nome de São Mansueto, bispo de Milão, Ibid., col. 1275. Félix, bispo de Ravena, em 617, Prólogo aos sermões de São Pedro Crisólogo. P. L., t. lxxxix, col. 359-301. Cipriano, monge do Monte Cassino, em 660, poesia sobre São Bento. P. L., t. lxxxix, col. 1049-1053. Santo Ambrósio Autperto, abade de Benevento, em 678, diversos opúsculos, sermões e vidas de santos. P. L., t. lxxxix, col. 1277-1332.

4. No século VIII, Paul Winfrid, mais conhecido sob o nome de Paulo Diácono, morto em 799, Historia Langobardorum libri sex, P. L., t. xcv, col. 433-675; Vita sancti Gregorii Magni, P.L., t. xcv, col. 42-02; Vita sancti Arnulfi, P. L., t. xcv, col. 731-810; Historia miscella, col. 810-1159. Além disso, temos dele 200 homilias De tempore e uma centena De sanctis, mais epístolas e poesias sobre assuntos piedosos, col. 1159-1603. São Paulino, patriarca de Aquileia, por volta de 770, Libellus sacrosyllabus contra Elipandum; Epistola ad Heistulphum; Liber exhortationis ad Henricum comitem Forojuliensem; Concilium Forojuliense a Paulino in causa sacrae sanctae Trinitatis et incarnationis divini Verbi congregatum; Contra Felicem Urgellitanum episcopum libri tres; Carmina, hymni et rhythmi; Epistolae ad Carolum Magnum; De gestis in synodo quae celebrata est apud Allinum, anno dcccvi. P. L., t. xciv, col. 151-519.

5. No século IX. Cláudio, bispo de Turim, em 810, Libri informationum litterae et spiritus super Leviticum, ad Theodemirum abbatem; Quaestiones super libros Regum; Praefatio in catenam super sanctum Matthaeum; Praefatio in commentarios suos ad epistolas Pauli apostoli; Praefatio Expositionis in epistolam ad Ephesios; Enarratio in epistolam divi Pauli ad Galatas; Expositio epistolae ad Philemonem; Breves chronicae. P. L., t. civ, col. 917-927. Hilderic, abade do Monte Cassino, em 834, epístola em verso. P. L., t. cv, col. 761 sq. Authpert, abade do Monte Cassino, em 837, Sermo de sancto Matthaeo P. L., t. cxxix, col. 1029-1031. Máximo, patriarca de Aquileia, em 810, Epistola ad Carolum Magnum, de significatu rituum baptismi; Collectanea de antiquis ritibus baptismi. P. L., t. cvi, col. 51-57. Agnellus, ou André, abade de Santa Maria e de São Bartolomeu de Ravena, em 812. Liber pontificalis complectens vitas eorum qui floruere a sancti Apollinaris tempore usque ad Georgium; é o Liber Pontificalis de Ravena. P. L., t. cvi, col. 159-751. Angilbert Pusterla, arcebispo de Milão, em 800. Rescrito ao imperador Luís e privilégio. P. L., t. civ, col. 1259-1203.

André, presbítero de Bérgamo, em 877, Crônica, desde o tempo de Narsés e de 755 a 876, t. cli, col. 1279 sq. São Bertário, abade do Monte Cassino, martirizado pelos sarracenos em 883, Carmen de sancto Benedicto: Vita sanctae Scholasticae, virginis, sancti Benedicti sororis. P. L., t. cxxvi, col. 975-989. Anastásio, o Bibliotecário, presbítero da Igreja romana, em 888, é sobretudo o tradutor dos atos conciliares: atos do VIII concílio geral, IV de Constantinopla; atos do VII concílio geral, II de Niceia, com prefácio; tradução da Cronologia de São Nicéforo, bispo de Constantinopla; Collectanea, ou nove pequenos tratados, e outras traduções de diversos atos de mártires, t. cxxix, col. 9-713. Erchembertus, monge do Monte Cassino, em 890, História dos lombardos, desde 774 até 889, t. cxxxix, col. 711-783. Eutropius, presbítero da Lombardia, por volta de 899, De juribus ac privilegiis imperatorum in imperio romano, t. cxxix, col. 902-968.

3º Escritores leigos. — 1. No século V. Marius Mercator, originário da Itália meridional e amigo de Santo Agostinho, que lhe dirigiu uma carta. Suas obras são importantes, pois combateu vigorosamente e com êxito as heresias de seu tempo, principalmente as de Pelágio e de Nestório, a tal ponto que Santo Agostinho não hesitou em recorrer às suas luzes, em pontos particularmente difíceis. Temos dele: Commonitorium adversus haereses Pelagii et Celestii, imperatori oblatum; Refutatio symboli Theodori Mopsuesteni, seu expositio pravae fidei Theodori; Comparatio dogmatum Pauli Samosateni et Nestorii; Blasphemiarum Nestorii capitula, etc., etc.. P. L., t. xlviii, col. 63-231, 669-801 907 sq., 1041 sq.

Polemius Annaeus Sylvius, romano de origem, escritor, sob os imperadores Teodósio o Jovem e Valentiniano, Laterculus, seu judex dierum festorum, indicando, para cada mês do ano, em frente das festas pagãs, as festas cristãs, obra dedicada a Santo Eucério. P. L., t. xiii, col. 675-692; t. liii, col. 905 sq.

2. No século VI.

O conde Marcelino, de origem romana, que vivia em meados do século VI, escreveu uma crônica que vai do início do reinado de Teodósio, o Velho, até o oitavo ano do reinado do imperador Justiniano, abrangendo assim um período de 150 anos. Ele dá nela pormenores muito interessantes sobre Constantinopla e sobre Jerusalém. P. L., t. li, col. 913 sq.

Rústico Elpídio, médico de Teodorico, rei dos godos, homem de raça nobre, ex-questor e poeta cristão: In historiam Testamenti Veteris et Novi carmina; De Christi Jesu beneficiis carmen. P. L., t. lxii, col. 513 sq.

Elpis, esposa de Boécio, por volta de 525, compôs dois hinos em honra de São Pedro e de São Paulo, que se encontram ainda no breviário romano.

Boécio, Anício Mânlio Severino, senador, patrício e cônsul, exilado e depois executado, em 525, com a idade de cinquenta anos, pelo rei ariano Teodorico. Suas obras filosóficas são consideráveis: De consolatione philosophiae libri quinque, obra escrita parte em prosa, parte em verso; De unitate et uno; De arithmetica libri duo; De musica; Euclidis Megarensis geometricae libri duo in latinum translati; Commentaria in Porphyrum a se translatum; In categorias Aristotelicas libri quatuor, etc. P. L., t. lxiii, col. 547-1364; t. lxiv, col. 71-1209. Suas obras teológicas, embora menos extensas, são, não obstante, importantes: De duabus naturis et una persona Christi, contra Eutychen et Nestorium; De unitate Dei; Quomodo Trinitas unus Deus sit et non tres Dii; An Pater, Filius et Spiritus Sanctus de divinitate substantialiter praedicentur? Brevis complexio fidei, etc. P. L., t. lxiv, * col. 1217-1112.

Cassiodoro, Magno Aurélio, nascido na Calábria, senador e ministro. Além de grande número de cartas, reunidas em doze livros, possuímos dele: História eclesiástica, chamada Tripartita, porque é composta segundo as de Sozomeno, de Sócrates e de Teodoreto, em grego; depois uma Chronica ad Theodoricum regem, e um cômputo pascal. P. L., t. lxix, col. 501-1250. Isso, contudo, não é senão uma parte de sua imensa obra. Em seu estudioso retiro do mosteiro, fundado em suas terras, e onde viveu até os noventa e três anos, produziu incessantemente novos escritos: Expositio in Psalterium; Expositio in Canticum; De institutione divinarum litterarum; De artibus et disciplinis liberalibus; Commentarium de oratione et de octo partibus orationis; De orthographia; De anima; Complexiones in Epistolas et Actus apostolorum, necnon in Apocalypsim. P. L., t. lxx, col. 9-1421.

II. DO SÉCULO X AO XII. — 1° Escritos dos papas. — As numerosíssimas cartas e decretais dos papas deste período, muito importantes para a história do direito canônico, estão reunidas em vários volumes da P. L. Ver sempre Jaffé, Regesta. 1. Para o século X, t. cxxxi, cxxxiii, cxxxiv, cxxxvii. No fim desse século, brilhou o célebre Gerberto, Silvestre II, cujas principais obras são: De numerorum divisione; Libellus de rationali et ratione uti; De rebus ecclesiasticis; Epistolae, diplomata et decreta pontificia; Carmina. P. L., t. cxxxix, col. 85-287.

2. No século XI: P. L., t. cxxxix, col. 1495-1038; t. cxli, cxliii, cxlvi. Na segunda metade desse século, destaca-se de modo muito particular o Registrum de São Gregório VII (1073-1085), coletânea de numerosíssimas cartas, dividida em onze livros, dos quais falta o décimo. Possuímos dele, além disso: Epistolae extra registrum vacantes octoginta tres; Decreta; Concilia romana. P. L., t. cxlviii, col. 285-821. Depois dele, temos de Vítor III, seu sucessor (1086-1087), Epistolae; Concio ad synodum Beneventanam; Dialogi, P. L., t. cxlix, col. 301-1018; e do bem-aventurado Urbano II (1088-1099), duzentas e quatro cartas e privilégios, mais oito discursos. P. L., t. cli, col. 283-581.

3. No século XII. Vários milhares de cartas pontifícias, diplomas, privilégios, decretos e decretais. P. L., t. CLXIII, CLXVI, CLXXIX, CLXX, CLXXVIII, cc-ccii, cciv, ccvi. Este século, tão ativo, termina gloriosamente com o importantíssimo Registrum de Inocêncio III, papa de 1198 a 1216, que compreende mais de quatro mil cartas e decretais, utilíssimas para a história eclesiástica daquele tempo, como também para a gênese e o desenvolvimento do direito canônico, P. L., t. ccxiv-ccxvii, editado por Baluze, 2 in-fol., Paris, 1682. A partir de Inocêncio III, o trabalho de Jaffé é continuado em A. Potthast, Regesta Pontificum Romanorum, 2 vol. in-4°, Berlim, 1874-1875, que prosseguem o levantamento das cartas pontifícias até o fim do reinado de Bonifácio VIII, 1303. Temos ainda de Inocêncio III setenta e nove sermões e vários tratados sobre matérias de vida, de moral e de ascetismo: por exemplo, De contemptu mundi; Dialogus inter Deum et peccatorem; De sacro altaris mysterio libri sex; De eleemosyna, etc. P. L., t. ccxvii, col. 309-907.

2° Escritores eclesiásticos. — 1. No século X. Atão, bispo de Vercelli, em 960: Capitulare; De pressuris ecclesiasticis libellus; Expositio in epistolas Pauli; sermones. P. L., t. cxxxiv, col. 27-893. Gumpoldo, bispo de Mântua, em 983, Vida de Venceslau, duque da Boêmia, t. cxxxv, col. 899-913. Raterio, bispo de Verona, em 971, Praeloquiorum libri sex; Phrenesis; Exhortatio et preces; Liber apologeticus; Epistolae; Sermones, t. cxxxvi, col. 115-768. Liutprando, bispo de Cremona, em 972, Historia gestorum regum et imperatorum, sive Antapodosis; De rebus gestis Ottonis Magni imperatoris; Relatio de legatione Constantinopolitana, t. cxxxvi, col. 787-937. Liutprando, diácono de Pavia, Crônica de 606 a 960, t. cxxxvi, col. 937-1133. Gezo, abade de Tortona, em 984, Liber de corpore et sanguine Christi, t. cxxxvii, col. 371-406.

2. No século XI. Bento, monge de Santo André, no monte Soracte, em 1001, Chronicon; De imperatoria potestate in urbe Roma. P. L., t. cxxxix, col. 10-57. João, diácono de Veneza, em 1008, Chronicum Venetum; Chronicon Gradense. t. cxxxix, col. 871-955. São Romualdo, abade, fundador da ordem dos camaldulenses, em 1027, Expositio psalmi lxviii, t. cxl, col. 1125 sq. Guido de Arezzo, abade de Santa Cruz de Avellino, em 1034, Micrologus de disciplina artis musicae; Versus de musica explanatione; Musicae regulae rhythmicae; Aliae regulae de ignoto cantu, etc., t. cxli, col. 379-443. Domingos, patriarca de Aquileia, por volta de 1050, Epistola ad Petrum Antiochenum, t. cxli, col. 1455-1458.

Teuzo, eremita e monge de Santa Maria de Florença, em 1057, Prologus expositionis regulae sancti Patris Benedicti, t. cxliv, col. 845 sq. João, bispo de Sabina, em 1059, Querimonia contra Farfenses monachos, t. cxliii, col. 909-929. Humberto, cardeal e bispo de Santa Rufina, em 1061, Contra Graecorum calumnias; Adversus simoniacos, t. cxliv, col. 929-1213. Adelmano, bispo de Brescia, em 1061, Epistola ad Berengarium; De eucharistiae sacramento, etc., t. cxliii, col. 1289-1302. Estêvão, cardeal em 1068, delegado do papa ao concílio de Tours, Canones concilii Turonensis, etc., t. cxliii, col. 1409 sq. Leão, bispo de Attino, em 1079, De inventione corporis B. Marci martyris, etc., t. cxliii, col. 1415-1431. São Adriáldo, diácono, mártir em Milão, em 1066; três discursos, col. 1131 sq. São Pedro Damião, cardeal, morto em 1072, Epistolarum libri octo; Sermones; Opuscula; Carmina; Collectanea in Vetus Testamentum, e várias vidas de santos, t. cxlv, col. 20-1180. São João Gualberto, fundador da congregação de Vallombrosa, perto de Florença, em 1083, Peças; Epistola ad fratres, t. cxlvi, col. 700 sq.

Arnulfo, clérigo de Milão, em 1079, Gesta episcoporum Mediolanensium, ab anno 923 ad annum 1077. P. L., t. cxlvii, col. 280-331. Landulfo, o Velho, clérigo, de Milão, de 1045 a 1050, Catalogus archiepiscoporum Mediolanensium; Historia Mediolanensis, t. cxlvii, col. 818-970. Alfano, bispo de Salerno, em 1085, Carmina; Sermo in evangelium: Cum transiret Jesus, etc.; Vita et passio sanctae Christinae, t. cxlvii, col. 1213-1293. Gualferio, monge do Monte Cassino, em 1084, Carmina; Vita sancti Secundi; Vita sancti Lucii papae, t. cxlvii, col. 1219-1314. Donizão, sacerdote, Poema de vita comitissae Mathildis, t. cxlviii, col. 949-1036. Santo Anselmo, bispo de Lucca, em 1085, Libri duo contra Guibertum antipapam; Collectanea ou extratos diversos; Collectio canonica, in libros duodecim distributa, t. cxlix, col. 445-633. Guilherme da Apúlia, historiador e poeta por volta de 1099, Historicum poema de rebus Normannorum in Sicilia, Apulia et Calabria gestis, usque ad mortem Roberti Guiscardi ducis, scriptum ad filium Rogerium, t. cxlix, col. 1027-1086. Godofredo Malaterra, monge beneditino, por volta de 1090, Historia Sicula, t. cxlix, col. 1087-1217. Guitmundo, cardeal e arcebispo de Aversa, na Apúlia, em 1089, De corporis et sanguinis Christi veritate in eucharistia, libri tres, sob a forma de diálogo entre o autor e Rogério, monge beneditino; Confessio de sancta Trinitate, Christi humanitate, corporisque ac sanguinis Domini Nostri veritate; Epistola ad ..., de unitate sanctissimae Trinitatis, t. cxlix, col. 1427-1513. Bonizo, bispo de Sutri, em 1089, Liber ad amicum, sive de persecutione; Libellus de sacramentis; Historiae pontificiae fragmenta; Decretum, t. cl, col. 803-875; t. cli, col. 338 sq. Guido, abade de Farfa, em 1090, Disciplina Farfensis et monasterii sancti Pauli, Romae, t. cli, col. 1191-1306. Deusdedit, cardeal, em 1099, De verbis ecclesiasticis libri quatuor; De privilegiis et auctoritate Ecclesiae romanae statusque ecclesiastici, et adversus rerum ecclesiasticorum invasores, simoniacos et schismaticos, etc.; Collectio canonum, t. cli, col. 1563-1573.

3. No século XII. Lupo Protospatário, sacerdote de Siracusa, e testemunha ocular, História de Jerusalém, em cinco livros, t. clv, col. 758-821. João Marsicano, bispo de Túsculo, Concio ad populum romanum, et epistola ad Richardum Albanensem episcopum, t. clx, col. 1035-1010. Lourenço, diácono de Verona, em 1119, De bello Balearico, ou da guerra dos pisanos na ilha de Maiorca, e de seu triunfo, em 1115, poema em cinco livros, t. clxii, col. 513-575. Plácido, prior do mosteiro de Nonantola, depois bispo, em 1119, Liber de honore Ecclesiae, t. clviii, col. 923-991. Pedro de Honestis, clérigo de Ravena, em 1119, Regula clericorum, col. 703-751. Gregório, sacerdote romano, em 1119, Collectio canonum, em oito livros, dos quais só resta o índice. P. L., t. clxiii, col. 751-759. Conão, bispo de Preneste e cardeal, em 1124, Epistolae, t. clxiii, col. 1431-1441. São Bruno de Asti, abade do Monte Cassino e bispo de Segni, morto em 1123, Expositio in Genesim, in Exodum, in Leviticum, in Deuteronomium, in Job, in Psalmos, in Proverbia, in Cantica. P. L., t. clxiv, col. 147-1288; Commentaria in quatuor Evangelia et in Apocalypsim, t. clxv, col. 93-1141. Oddo, de Asti, monge beneditino, em 1123, Expositio in Psalmos, t. clxv, col. 1142-1298. Drogo, cardeal, bispo de Asti, em 1137, vários discursos, um deles sobre os dons do Espírito Santo, t. clxvi, col. 1513-1500. Leão Marsicano, monge do Monte Cassino, depois cardeal e bispo de Óstia, em 1138, Crônica do mosteiro do Monte Cassino, continuada por Pedro, diácono, monge do mesmo mosteiro. P. L., t. clxxiii, col. 410-1113. Falco, de Benevento, notário do Sacro Palácio, em 1142, Chronicon Mediolanense ab 1102 ad 1140. P. L., t. clxxiii, col. 1149-1260. Mateus, cardeal, bispo de Albano, cartas e diplomas, col. 1261-1313. Gilo, cardeal, bispo de Túsculo, Vida de São Hugo de Cluny; além de Historia de via Hierosolymitana e Epistola adversus Antiochenum patriarcham. t. clxiii, col. 1387-1394. Landulfo, o Jovem, ou de São Paulo, em 1183, Historia Mediolanensis ab anno 1003 ad annum 1136, t. clxxiii, col. 1219-1510. Bento, cônego de São Pedro, em 1143, De ecclesiastico ordine totius anni et praecipue apostolicae dignitatis et totius curiae, t. clxxix, col. 731-765.

Graciano, nascido na Toscana, e monge de São Félix de Bolonha, da ordem de São Bento, começou em 1127, e terminou, em 1151, sob o pontificado de Eugênio III, sua famosa coletânea, chamada por Inocêncio III Corpus decretorum e pelo autor Concordantia discordantium canonum, comumente designada pelo nome de Decreto. P. L., t. clxxxvii, na íntegra. Alto, abade de Vallombrosa, bispo de Pistoia, em 1150, escreveu a Vida de São João Gualberto, t. cxlvi, col. 667-706.

Pedro, chamado o Lombardo, porque nasceu em Novara, tornou-se bispo de Paris, depois de fortunas muito diversas, em 1159. É universalmente conhecido pelo nome de Magister Sententiarum. Além de volumosos comentários sobre os Salmos e sobre as Epístolas de São Paulo, P. L., t. cxci, col. 61-1090; t. cxcii, col. 9-519, possuímos dele Sententiarum libri quatuor, obra que se tornou livro de texto nas universidades, e comentada por todos os teólogos posteriores. P. L., t. cxcii, col. 519-905. João Diácono, cônego do Latrão, em 1149, Liber de ecclesia Lateranensi, P. L., t. cxciv, col. 1511-1501. Godofredo, nascido em Viterbo, capelão e secretário dos imperadores Conrado, Frederico I e Henrique IV, por volta de 1190, Pantheon seu memoriae saeculorum, crônica universal, desde o começo do mundo até 1180, em vinte seções, parte em prosa, parte em verso, obra dedicada ao papa Urbano III. Dela restam apenas as cinco últimas seções. Outra de suas obras, que permaneceu manuscrita, intitula-se: Speculum regum. É dedicada a Henrique VI, rei dos romanos e dos alemães; compreende as genealogias de todos os reis e imperadores, desde o dilúvio até Henrique VI. P. L., t. cxcviii, col. 871-1045. Laborans, assim chamado por causa de seu ardor no trabalho, nascido em Florença e feito cardeal em 1191, compôs uma coletânea de cânones e diversos tratados, entre outros De crocea veste cardinalium in conclavi, impresso em Roma, in-4°, em 1070. De sua coletânea de cânones, outrora famosíssima, restam hoje apenas fragmentos. P. L., t. cciv, col. 901-912.

3° Escritores leigos. — Rogério, jurisconsulto italiano do século XI, foi o primeiro a compor glosas sobre as partes das Pandectas que se chamam o Infortiatum. Compôs igualmente uma Suma, ou Compendium juris. Possuímos dele também um tratado De diversis praescriptionibus, e um Dialogus de praescriptionibus. Assinalamos aqui suas obras, por causa de sua influência sobre certas partes do direito canônico. P. L., t. cxlvi, col. 1485-1503.

III. NO SÉCULO XIII. — A partir do século XIII, multiplicando-se o número dos autores e especializando-se cada um deles, de ordinário, de preferência em algum dos ramos das ciências sagradas, nós os apresentaremos, daqui em diante, distribuídos em diversas classes, disposição que não poderia ter sido comodamente adotada para os períodos precedentes, visto que os aspectos distintos das ciências sagradas eram raramente considerados separadamente pelos escritores de então.

1° Escritura Sagrada. — No começo do século XIII, Nicolau Manicória, diácono, compôs um ensaio de crítica bíblica, que permaneceu manuscrito, e conservado na biblioteca de São Marcos, em Veneza, sob o título de Suffraganeum bibliae. Arloto, nascido em Prato, na Toscana, franciscano e ministro geral de sua ordem, morto em 1286, autor de uma obra intitulada: Concordantiae Scripturarum, publicada, mais tarde, em diversas ocasiões, em 1485 em Nuremberg, em 1480 em Bolonha, em 1572, 1585, 1625, etc., em Antuérpia. João, da ilustre família dos Balbi, de Gênova, dominicano, compôs, para a inteligência da história sagrada, uma Summa grammaticalis, muitas vezes impressa em seguida, Mogúncia, 1400; Veneza, 1483, 1487, 1481; Lyon, 1500, 1511, etc. Louvada por muitos, essa obra foi criticada por outros, principalmente por Erasmo. Marchesino de Reggio compôs uma obra do mesmo gênero, sob o título de Dictionarium vocabulorum bibliorum, mais conhecida sob o de Mammotrectus, impressa, mais tarde, muito frequentemente, em Mogúncia, em 1470; em Veneza, em 1470, 1488, 1497, etc. Acrescentou-lhe diversos opúsculos relativos à Escritura Sagrada.

2° Teologia dogmática. — Guilherme Praepositivus, lombardo de origem, mas chanceler da Igreja de Paris, de 1200 a 1209, teólogo de valor, frequentemente louvado por São Tomás, compôs uma Summa theologica scholastica, segundo os testemunhos dos Padres da Igreja. Moneta, nascido em Cremona, dominicano, morto em 1285: Summa contra catharos et valdenses, impressa em Roma, in-fol., 1743, obra muito notável. Tomás, cônego regular de Santo Agostinho, auxiliado por Santo André de Vercelli, mestre de Santo Antônio de Pádua, morto em 1246, Commentaria de divina hierarchia Dionysii Areopagitae; De ecclesiastico hierarchia; De divinis nominibus, impresso em Colônia, em 1536; possuímos dele também um comentário sobre o Cântico dos Cânticos. P. L., t. ccvi, col. 17-802: Paris, 1521; Roma, 1655. Rainério Sacconi, nascido em Placência, dominicano, tinha sido inicialmente valdense, e tornou-se, mais tarde, contra esses mesmos hereges, severo inquisidor na Lombardia; depois morreu no exílio, pela causa da verdadeira fé, em 1259: Summa de catharis et leonistis, impressa em Paris, em 1548, e reeditada por Martène, em 1759. Aníbal de Aníbaldis, nascido em Roma, de uma antiga e nobre família, entrado ainda jovem na ordem de São Domingos, amigo de São Tomás, criado cardeal por Urbano IV, em 1261, e encarregado então das negociações mais importantes para os negócios da Igreja: Commentarius in quatuor libros Sententiarum, obra atribuída, a princípio, ao próprio São Tomás; publicada em seguida em Basileia, em 1492 e em Paris, em 1560, 1600, etc. Compôs também Quodlibeta, que permaneceram manuscritos, e morreu em 1272.

São Tomás de Aquino, nascido em 1225, príncipe da teologia escolástica, morto em 1274, com a idade de 49 anos. Suas obras completas foram editadas muitíssimas vezes: 17 in-fol., Roma, 1570; Veneza, 1594; Colônia, 1612; Paris, 1636; 25 in-4°, Parma, 1852-1873; 33 in-4°, Paris, 1871-1880; enfim, uma edição dita leonina, sob os auspícios de Leão XIII, foi iniciada em 1882, em Roma. São Boaventura, digno de ser associado a São Tomás, num elogio comum. As principais edições das obras completas são as de Roma, 7 in-fol., 1588-1589, sob os auspícios do papa Sisto V; a de Mogúncia, 1609; de Lyon, 1678; de Veneza, 1753; de Paris, 15 volumes, 1804-1871; de Quaracchi, 11 in-fol., 1882-1902. São Boaventura não é somente um teólogo profundo, mas também um mestre incomparável em ascetismo e em mística. É com justo título que foi chamado o doutor seráfico.

Reginaldo de Piperno, nascido na Campânia, dominicano, amigo e confessor de São Tomás de Aquino, de quem foi também muitas vezes o secretário, recolheu da boca do santo doutor os comentários sobre o Evangelho segundo São João, e sobre diversas Epístolas de São Paulo. Possuímos dele também diversos opúsculos teológicos e exegéticos. Alberto de Gênova, dominicano, e geral de sua ordem, morto em 1300, três meses após sua eleição, Commentaria in quatuor libros Sententiarum.

3° Moral e direito canônico. — Rainério, monge beneditino, compôs uma coletânea de decretais dos três primeiros anos do pontificado de Inocêncio III, que distribuiu em 41 títulos e 119 capítulos, P. L., t. ccxvi, col. 1173-1272. Benencasa, nascido em Siena, professor de direito canônico em Bolonha, e morto em 1206, Casus decretorum, solução de diversos casos, obra impressa em Basileia, em 1489. Melendo, também professor em Bolonha, por volta da mesma época, Glossae in Decretum. Pedro Collivaccini, originário de Benevento, cardeal, em 1205, reuniu as decretais do ano de 1198 a 1209, do pontificado de Inocêncio III, e as distribuiu em cinco livros, subdivididos em títulos e capítulos. Várias outras compilações desse gênero apareceram, por volta da mesma época, e gozaram longamente de uma reputação merecida.

Entre os comentadores e glosadores de então, aparece em primeira linha, em vista de seu mérito especial, Uguccio, nascido em Pisa, professor em Bolonha, depois bispo de Ferrara, morto em 1210. Compôs uma volumosa Summa in Gratiani Decretum. Sicardo, bispo de Cremona e núncio no Oriente, morto em 1215; Mitrale, ou Summa de officiis ecclesiasticis, dividida em nove livros. P. L., t. ccxiii, col. 9-430. Essa obra é assim intitulada porque era dedicada sobretudo aos bispos; trata de tudo o que diz respeito à liturgia. Rofredo, nascido na província de Benevento, e professor em Bolonha, depois juiz áulico na corte de Frederico II, escreveu também comentários sobre o Decreto de Graciano. Odérico, cônego de Siena. Ordo officiorum Ecclesiae senensis, publicado mais tarde em Bolonha, in-4°, em 1700. Cêncio Sabelli, mais tarde papa, sob o nome de Honório III, quando estava encarregado da administração dos bens temporais da Igreja romana, sob o papa Celestino III, escreveu, inspirando-se em antigos documentos, uma obra importantíssima nessas matérias, Liber censuum Ecclesiae romanae, inserida mais tarde por Muratori em sua grande coletânea; publicada ainda mais recentemente em Paris, em 1889, na IIª série da Bibliothèque des écoles françaises d'Athènes et de Rome, t. VI. Lanfranco de Crema, professor de um e de outro direito, morto em 1229, destacou-se muito também por suas glosas sobre as compilações de direito canônico feitas até então.

Entre os mais ilustres glosadores dessa época, nomeemos também Tancredo, nascido em Bolonha, arquidiácono e chanceler da universidade dessa cidade. Gozou de grandíssima reputação durante os pontificados de Honório III e de Gregório IX, que lhe dirigiram até certo número de cartas. Foi um dos que foram encarregados de instruir o processo de canonização de São Domingos. Possuímos dele Summa de sponsalibus et matrimonio, obra muito cuidada, mas que permaneceu manuscrita; Ordo judiciarius, tratado completo de que se serviram muito aqueles que, mais tarde, escreveram sobre essas matérias, e que foi traduzido em francês e em alemão. Suas principais edições são as de Lyon, 1515, 1547; Estrasburgo, 1545; Colônia, 1564. Morreu em 1235. No ano seguinte, morria outro canonista, Gratia de Arezzo, a quem Tiraboschi atribui também um tratado De ordine judicii. Tancredo de Corneto, glosador e professor ele também, não alcançou a mesma celebridade, embora tivesse composto uma Summula compendiosa juris civilis et canonici, que nunca foi impressa. Guilherme Naso, professor de direito em Bolonha, escreveu comentários sobre as Decretais de Gregório IX, dos quais muitas passagens são relatadas pelos canonistas em suas obras dos séculos seguintes. Rofredo de Epifânio, originário de Benevento, morto em 1243, deixou vários tratados de direito canônico, que constituem como que uma suma de direito por seu conjunto. Foram editados em Spira, 1502; em Lyon, 1538, etc. Tomás de Cápua, cardeal sob Honório III, e Gregório IX, publicou uma coletânea de bulas pontifícias, com comentários. Godofredo de Trani, professor em Bolonha, criado cardeal por Inocêncio IV, durante o concílio de Lyon, compôs glosas sobre as Decretais de Gregório IX e uma Suma canônica, resumo muito estimado, impresso frequentemente em seguida: Basileia, 1487; Veneza, 1491, 1502, 1564; Lyon, 1519; Pádua, 1667, etc. Albertano de Albertanis, originário de Brescia, embora canonista de profissão, escreveu tratados que se referem antes à moral: De amore Dei et proximi; De forma vitae honestae; De consolatione et consilio; De loquendo et tacendo, tratados publicados depois, na maior parte em italiano, e que se reencontram em diversas coletâneas subsequentes.

Inocêncio IV, da nobre família dos Fieschi, nascido em Gênova, estudou em Bolonha o direito canônico e nele se destacou a tal ponto que o chamavam pater et organum veritatis, canonistarum splendor et juris. Possuímos dele: Commentaria in quinque libros Decretalium, Estrasburgo, 1477; Veneza, 1481, 1491, 1495, 1570; Lyon, 1525, obra das mais estimáveis. Compôs também Liber de exceptionibus. Bernardo de Panne, cônego de Bolonha e secretário dos papas Inocêncio IV e Alexandre IV, morto em 1266. É chamado o glosador por excelência, por causa de seus doutos comentários sobre as decretais, muitas vezes editados desde então: em Mogúncia, em 1472 e 1473; em Roma, em 1474 e muito frequentemente depois. Seus Casus in quinque libros Decretalium não tiveram menor êxito, muitas vezes reeditados: Paris, 1475; Veneza, 1477; Bolonha, 1487; Estrasburgo, 1488, 1493; Lyon, 1500, etc. Bonaguida de Arezzo, advogado da cúria romana e professor de direito canônico, compôs numerosos comentários sobre as decretais, que permaneceram inéditos, além de uma Gemma, seu Margarita, na qual trata uma multidão de questões práticas relativas ao direito canônico, obra editada em Lyon, em 1519; além disso Summa introductoria super officio advocationis in foro Ecclesiae; De dispensationibus et privilegiis, obras muito úteis para a prática, editadas em Lyon em 1540 e nos séculos seguintes. Bartolomeu Avogadro, originário de Brescia, professor de direito canônico na universidade de Bolonha, compôs numerosos tratados sobre as matérias de seu ensino.

Henrique, nascido na diocese de Susa, professor de direito canônico em Bolonha, depois cardeal e bispo de Óstia, gozou, por causa de seu saber, de grande autoridade sob Inocêncio IV e seus sucessores. Possuímos dele: Lectura in Decretales Gregorii IX, obra prolixa, mas preciosa, várias vezes editada, 2 in-fol., Estrasburgo, 1512; Paris, 1512; Summa super titulis decretalium, Roma, 1470, 1473, 1477, Ratisbona, 1480: Veneza, 1480, 1490, 1498; Lyon, 1568; Basileia, 1573; Colônia, 1612, etc.

Alberto Galeotti, de Parma, Quaestionum summula, nas quais são magistralmente tratadas todas as questões que se apresentam aos tribunais. O mérito dessa obra foi causa de ela ser frequentemente chamada Aurea nec pene divina et vera margarita. Monaldo, Summa juris canonici, disposta por ordem alfabética, chamada também Aurea et summa casuum conscientiae, Lyon, 1516. Egídio de Fuscariis, nascido em Bolonha, professor de direito canônico na universidade dessa cidade, Commentaria in quinque libros Decretalium: Quaestiones; editadas por autores posteriores. Bentevenga dei Bentevenghi, nascido na diocese de Spoleto, depois bispo de Todi, e em seguida cardeal e bispo de Albano, morto em 1290; Dispensationes super defectu natalium, coletânea bastante considerável que compreende, além disso, as dispensas e concessões emanadas da Santa Sé em muitas outras matérias, durante os pontificados de Nicolau III, Martinho IV, Honório IV, Nicolau IV, o que a torna uma fonte importante de documentos e de fórmulas muito útil para a história do direito nessa época. João de Monte Murlo, na Etrúria, professor em Bolonha, compôs Quaestiones juris, muito difundidas desde então, e frequentemente citadas pelos autores antigos. Pedro de Murrone, nascido na Apúlia, solitário, depois papa sob o nome de Celestino V, De censibus; De sacramentis Ecclesiae; De praeceptis Decalogi et Ecclesiae; deixou também vários Opuscula ascetica. Bernardo Ayglerio, abade do Monte Cassino, depois cardeal, morto em 1282, Speculum monachorum, Veneza, Paris, 1507; Colônia, 1520.

4° História eclesiástica. Rufino, cônego de Placência, Vita sancti Raymundi Palmarii confessoris. João, cônego de Civitavecchia, Vita sancti Petri Parentii, martyris; impressa mais tarde, em Civitavecchia, em 1662. Sicardo de Cremona, além do Mitrale, de que já falamos, escreveu Crônicas, desde os Ptolomeus até 1213, continuadas até 1221 por um anônimo. P. L., t. ccxiii, col. 111-626; Acta sancti Homoboni, cremonensis civis. Gilberto de Roma, Chronicon pontificum et imperatorum romanorum usque ad Honorium III et Fredericum II, inserido nos Monumenta Germaniae. Scriptores, t. xxii, p. 359 sq.; t. xxiv, col. 117 sq. Benigno, abade geral de Vallombrosa, escreveu a história dessa congregação. Tomás de Celano, discípulo e companheiro de São Francisco de Assis, Vita sancti Francisci, inserida nos Acta sanctorum, 4 de outubro, e publicada em Roma, em 1806 e sq. João de Ceparano, notário apostólico, Speculum vitae sancti Francisci et sociorum ejus, 1623; Roma, 1806. Vito de Cortona, Vita beatae Humilianae, inserida nos Acta sanctorum, 19 de maio, p. 386-401. Alberio, Vita sancti Aspreni, publicada por Ughelli, Italia sacra, t. vi b, p. 19 sq., Paulo de Celano, Vita sancti Placidi, eremitae aquilanae dioecesos, inserida nos Acta sanctorum, junho, t. ii, p. 609 sq. Constantino Medices, dominicano, bispo de Civitavecchia e legado do papa Alexandre IV em Constantinopla, para a reunião da Igreja grega, Legenda beati Dominici, inserida, mais tarde, em diversas coletâneas ou coleções. Mateus Spinelli, nascido na província de Bari, Chronicon rerum in Italia gestarum ab anno 1247 ad annum 1268, publicada em seguida por diversos autores em coleções subsequentes.

Leão de Assis, discípulo, companheiro e confessor de São Francisco, homem de grande santidade, honrado ele próprio com o dom de milagres e de profecias, Legenda trium sociorum de miraculis sancti Francisci, inserida nos Acta sanctorum, outubro, t. ii, p. 723-742, e publicada separadamente em Roma, em 1880; depois em Paris, em 1898, por Sabatier, sob o título de Sancti Francisci Assisiensis legenda antiquissima. Rolandino de Pádua, Chronicon Marchiae tarvisinae ab anno 1188 ad annum 1260, publicada mais tarde em Veneza, in-fol., 1636; encontra-se também em diversas coleções que apareceram depois, entre outras a de Muratori, t. viii, col. 153 sq. Saba Malaspina, romano, secretário do papa João XXI, Rerum sicularum libri sex, obra inserida nas coleções de Baluze, de Muratori e de outros. Tomás Agni, ou Agnello, originário da Sicília, dominicano, bispo e legado do papa, Vita sancti Petri, martyris, ordinis praedicatorum, inserida nos Acta sanctorum, abril, t. iii, p. 686-719. Tomás de Pavia, frade menor, provincial da Toscana, Gesta imperatorum et pontificum, história inserida em seguida em diversas coletâneas, entre outras os Monumenta Germaniae, t. xxii, p. 483-528. Nicola Smeregus, Chronicon vicentinum ab anno 1200 ad annum 1279, continuado por um anônimo até 1312, impresso em seguida em Veneza, em 1300, e publicado também por Muratori, t. viii. Parisius de Cereta, Annales veronenses, continuados até 1375 e publicados por Pertz nos Monumenta Germaniae, t. xix, p. 1 sq., e por Muratori, t. viii. Ricordano Malaspina, Antica storia di Firenze, desde a origem da cidade de Florença até 1281, obra publicada em diversas ocasiões, em Florença, in-4°, 1568, 1598, 1718, e por Muratori, t. viii; Jacchetti Malaspina, sobrinho do autor, a havia continuado até 1286.

Salimbene, chamado também Ognibene, de Parma, frade menor, Chronica ab anno 1212 ad annum 1287, encontra-se em diversas coleções e foi impressa em Roma, em 1857, in-4°. João, da ilustre família dos Colonna, dominicano, depois arcebispo e cardeal, Mare historicum, desde a origem do cristianismo até o fim do século XIII: De viris illustribus ethnicis et christianis. Antônio de Godis, nobre de Vicenza, Chronica rerum vicentinarum ab anno 1194 ad annum 1260, Veneza, 1636; Muratori, t. viii. Ogério Alferio, de Asti, Chronica astensis ab anno 1070 ad annum 1298, publicada por Muratori, t. xi, col. 139 sq., e por muitos outros autores. Tiago Stephaneschi, cardeal, Acta sancti Petri Caelestini, obra em versos publicada nos Acta sanctorum, maio, t. iv, p. 137-101. Tiago de Voragine, assim chamado do lugar de seu nascimento, Varaggio, perto de Gênova, dominicano, provincial da Lombardia, depois arcebispo de Gênova, publicou a obra tão conhecida Legenda aurea sanctorum, na qual narra também a história da Lombardia até 1250. Essa obra teve inumeráveis edições e foi traduzida em diversas línguas. Possuímos dele também um Liber Mariale, distribuído segundo a ordem alfabética, série de considerações piedosas sobre a Santíssima Virgem; vários sermões e um Chronicon genuense usque ad 1295, publicado por Muratori, t. ix, col. 5-50.

IV. No século XIV. — 1° Escritura Sagrada.

Paulo Gualducci de Pelastris, originário de Florença e patriarca de Grado, morto em 1313: Annotationes in Novum Testamentum. Alberto, originário de Pádua, monge de Santo Agostinho e cardeal, Expositio in Pentateuchum; Libri quatuordecim in omnes D. Pauli epistolas; Libri quatuor in quatuor Evangelia, impressos mais tarde em Veneza, in-fol., 1470; Expositio in Evangelia dominicalia, Turim, 1520: Paris, 1544, 1550. Nicolau Bocasini, de Treviso, dominicano, mais tarde papa sob o nome de Bento XI, In psalterium; In Job; In Apocalypsim. Antônio de Azario, dominicano, In Evangelia dominicalia, publicados mais tarde em Colônia, in-fol., 1482; in-8°, Paris, 1515. Mateus de Rubeis dos Orsini, cardeal romano, In Psalmos. Filipe, florentino, frade menor, Concordantiae Evangeliorum. Ângelo de Camerino, bispo de Cagli, Expositiones in Evangelia et in quatuordecim epistolas sancti Pauli. Hugo de Pratoflorida, Sermones dominicales super Evangelia ac epistolas per totum annum, publicados, mais tarde, in-fol., Lovaina, 1484; Lyon, 1511, 1528; Paris, 1542, etc. João de San Geminiano, dominicano, De operibus sex dierum, publicado mais tarde, in-4°, Paris, 1512. Filipe de Moncaglieri, perto de Turim, frade menor, Postillae super Evangelia dominicalia et quadragesimalia, obra publicada em Milão, em 1498; em Lyon, em 1510, 1515, 1541.

Lourenço Braciforte, originário de Placência, dominicano, Commentaria in Psalmos. Simão Fidati de Cascia, na Úmbria, beatificado por Gregório XVI, Libri quindecim de gestis Christi, obra impressa, mais tarde, em Basileia, em 1517; Colônia, 1533, 1540; Expositio super Evangelia, traduzida para o italiano, in-fol., Veneza, 1486; Florença, 1490. Francisco degli Abbati, Postillae super Evangelia dominicalia totius anni. João de Fabriano, professor em Bolonha, da ordem de Santo Agostinho, Expositiones in Evangelia, libri quatuor. Ângelo de Furcio, professor em Nápoles, Commentarius super Matthaei Evangelium. Simão de Carusis, professor em Bolonha, Commentaria in Vetus et Novum Testamentum, 2 in-fol., Basileia, 1542; Veneza, 1545. Nicolau Pietri, de Siena, servita, Explicatio in Pentateuchum Moysis. Manfredo de Tortona, frade menor da observância, Polylogium dictionum Scripturarum, et Postillae super Matthaeum. Miguel Aiguani, carmelita, de Bolonha, Commentaria in Psalmos davidicos, publicados, mais tarde, em Alcalá, 1524; Lyon, 1581, 1888; Veneza, 1603, 1608; Paris, 1613, 1616, 1624, etc. Simão de Cremona, da ordem de Santo Agostinho, Postillae super evangeliis et epistolis omnium dominicarum; Harmonia in quatuor Evangelistas; Commentaria super Epistolas sancti Pauli. Frederico de Veneza, dominicano, o Apocalipse, traduzido para o italiano, e comentado, impresso em Veneza, em 1515 e 1519.

2° Teologia dogmática. — Gil de Legnano, franciscano da província de Verona, Commentarii in IV libros Sententiarum. Gerardo de Bolonha, geral dos carmelitas, In IV libros Sententiarum commentaria, in-fol., Veneza, 1622. Tiago Cappocci de Viterbo, agostiniano, aluno de São Tomás e de São Boaventura, criado pelo papa Bonifácio VIII arcebispo de Benevento, perto de Nápoles, deixou-nos diversas obras, entre outras Summa Summae, seu compendium Sententiarum; Recollectiones, seu catena Patrum; Libri de regimine christianitatis, dedicados ao papa Clemente V, etc. Ricoldo de Monte Croce, dominicano, originário de Florença, Propugnaculum fidei adversus mendacia et deliramenta saracenorum Alcorani; Christianae fidei confessio facta saracenis, obras impressas em diversas coleções feitas mais tarde. Alexandre de Alexandria, apelidado o Lombardo, geral dos franciscanos, Commentaria in libros Sententiarum; Quaestiones quodlibetales; Tractatus de usuris, de restitutionibus; In libros Aristotelis de anima. Alberto de Brescia, grande propagador das doutrinas de São Tomás, Summa ex operibus doctoris angelici concinnata.

Egídio, da nobre família dos Colonna, agostiniano. Além de numerosas obras de filosofia e de comentários sobre as obras de Aristóteles, possuímos dele: De mensura et cognitione angelorum, in-fol., Veneza, 1503; Commentaria in libros Sententiarum, 5 in-fol., Córdoba, 1707; Quodlibeta sex, Bolonha, 1481; Lovaina, 1647; Veneza, 1496, 1502, 1504; De resurrectione mortuorum; De praedestinatione; De praescientia; De paradiso, purgatorio et inferno; De peccato originali; De articulis fidei pro missionariis ad Tartaros missis, in-fol., Viena, 1641; De corpore Christi, in-fol., Bolonha, 1641; De hostia consecrata, Colônia, 1490; De charactere sacramentali; De regimine principum libri tres, muitas vezes impresso, Roma, 1482, 1551, 1556, 1607; Veneza, 1498, 1502, 1585, 1598, 1617, etc. Ver t. vi, col. 1358 sq.

Porchetto de Sylvaticis, cartuxo, originário de Gênova, Victoria adversus impios Hebraeos, ad demonstrandam veritatem fidei catholicae, non tantum ex sacris litteris, sed etiam ex dictis Talmud ac cabbalistorum et aliorum omnium auctorum quos hebraei recipiunt, impresso em Paris, em 1520, in-4°. Mateus de Aquasparta, geral dos franciscanos, depois cardeal e bispo de Porto, De aeterna Spiritus Sancti processione ex Patre Filioque, adversus graecos, impresso recentemente em Quaracchi, 1895. Guido Vernani, De potestate summi pontificis, impresso em Bolonha, em 1846, in-8°. João de Nápoles, Quaestiones variae xlii, impressas em Paris, em 1618; Commentaria in libros Sententiarum; Quodlibeta, etc. Petrus de Pennis, originário dos Abruzos, dominicano, Liber contra Judaeos; Tractatus contra Alcoranum et Mahommed. Gerardo de Siena, Lectura in primum librum Sententiarum, Pádua, 1598; Quodlibetum primum, Viterbo, 1587; Quodlibetum secundum, Cesena, 1630; Liber de restitutionibus et usuris, Viterbo, 1587; Tractatus de usuris et praescriptionibus, Roma, 1556; Cesena, 1630; Bolonha, 1671. João Batista Gratiadei, dominicano, Liber de confutatione hebraicae sectae, in-4°, Estrasburgo, 1500, obra que se tornou muito rara; Quaestiones theologicae et metaphysicae, Pádua, 1484. Guido de Perniniano, carmelita, Tractatus contra haereticos omnes a principio mundi usque ad tempus praesens, seu liber de haeresibus et earum confutationibus, in-fol., Paris, 1528; Colônia, 1631, 1655; Liber de perfectione vitae et de consiliis evangelicis. Barlaão, originário da Calábria, monge da ordem de São Basílio, Adversus graecos epistolae pro unione cum romana Ecclesia, pro primatu et de processione Spiritus Sancti etiam ex Filio, P. G., t. cli, col. 1255 sq.; Petrus de Aquila, franciscano, Quaestiones in quatuor libros Sententiarum, Veneza, 1501, 1584, 1600; Paris, 1585.

Landulfo, da célebre família dos Caraccioli de Nápoles, In IV libros Sententiarum commentaria. Gregório de Rimini, Lectura in primum et secundum libros Sententiarum, in-fol., Paris, 1482, 1487; Milão, 1494; Valência, 1500; Veneza, 1518; De usuris; De quatuor virtutibus cardinalibus. Laurentius Opimus, servita, depois bispo de Trento, Studia super libros Sententiarum, impresso em 1532. Boaventura Baduário, originário de Pádua, agostiniano, geral de sua ordem, depois cardeal, Commentaria in quatuor libros Sententiarum; Opuscula; Sermones; Vita Christi, etc., Colônia, 1486; Veneza, 1477; Estrasburgo, 1499, etc. Tomasino de Ferrara, In libros Sententiarum. Miguel Aiguani, carmelita, originário de Bolonha, Quaestiones disputatae, Milão, 1510; Veneza, 1623.

3° Moral e direito canônico. — Alexandre Fasitelli de San Elpidio, na marca de Ancona, geral dos agostinianos, depois bispo, De jurisdictione imperii et auctoritate summi pontificis libri duo, Lyon, 1498, 1638; De ecclesiastica potestate libri tres, Turim, 1491, Lyon, 1498; 1538. Dino de Rossonibus, florentino; atribui-se-lhe a redação das 88 Regulas juris acrescentadas ao sexto livro das Decretais. Escreveu sobre elas um longo e volumoso comentário, muitíssimas vezes impresso desde então, Roma, 1472; Lyon, 1530, etc. Lapus Tactus, nascido na Etrúria, beneditino, apelidado o doctor Decretorum; Lectura super Sexto, impresso mais tarde em Roma, em 1589. Frederico de Siena, Tractatus de beneficiorum mutationibus. Guido de Baysio, arquidiácono de Bolonha, Apparatus in Decretum, seu Rosarium, publicado mais tarde em Estrasburgo, 1472; Roma, 1477; Veneza, 1480, 1513, 1601; Paris, 1505, etc.; Commentarius ad Sextum, Milão, 1489; Veneza, 1577; Tractatus de haeresibus et aliis criminibus in causa Templariorum. Ricardo Petroni de Siena, vice-chanceler da Igreja romana, cardeal, depois grande penitenciário, encarregado especialmente por Clemente V da causa dos templários e do exame dos fraticelli, Oculus, seu Elucidarium Summae Hostiensis, disposto por ordem alfabética e publicado em Basileia, em 1573; Inventarium ad Speculum Durantis, Roma, 1474; Milão, 1478, etc. Hugo de Prato escreveu em italiano, Della vita attiva e contemplativa, Florença, 1491; Gênova, 1535.

Agostinho Triunfo, nascido de uma família nobre de Ancona, agostiniano, discípulo de São Tomás de Aquino, chamado por Gregório X ao concílio de Lyon para substituir São Tomás, morto quando se dirigia para lá: Summa de potestate ecclesiastica, obra redigida especialmente contra os cismáticos e os antipapas da época, impressa mais tarde em Roma, 1473, 1476, 1582; Colônia, 1475; Veneza, 1487, 1490, 2 in-fol., Tractatus in salutationem angelicam, Lyon, 1500; Tractatus in orationem dominicam, Roma, 1587, 1590; Novella super IV et V Decretalium, Pavia, 1481. Azo de Ramenghis, de Bolonha, Repetitiones super libris Decretorum, in-fol., Milão, 1507, 1513. Hugolino Zanchino, de Siena, grande inquisidor da província da Emília, Tractatio de haereticis, Mântua, 1567; Roma, 1568, 1579. Astesano, anônimo da ordem dos frades menores, assim chamado da cidade de Asti, sua pátria, Summa astesana de casibus conscientiae, obra muito volumosa, dividida em oito livros, muitas vezes impressa desde então: Veneza, 1468; Estrasburgo, 1473; Colônia, 1429; Lyon, 1519; Roma, 1728, 1730, 2 in-fol., etc., etc. Do livro VI publicaram-se à parte os Canones paenitentiales, Veneza, 1584, Roma, 1578. Ver t. i, col. 2112. Bartolomeu de Sancto Concordio, originário de Pisa, dominicano, Summa de casibus paenitentiae ordine alphabetico concinnata; foi chamada Summa Pisana, ou Pisanella, para distingui-la da Summa astesana, muitas vezes impressa, 1473, 1475, s. l.; Paris, 1470; Veneza, 1476, 1481, 1483; Lyon, 1514. Ver t. ii, col. 435 sq. Nicolau de Osimo, Supplementum ad Summam Pisanam, Veneza, 1481, 1484; Opusculum de documentis antiquorum, traduzido mais tarde para o italiano, sob o título: Ammaestramenti degli antichi, Treviso, 1601; Florença, 1662; Summa de virtutibus et vitiis, obra que permaneceu inédita.

Tiago Stephaneschi, cardeal, sobrinho do papa Bonifácio VIII, De anno centesimo, seu de jubilaeo, em prosa e em verso, impresso em diversas coleções, Paris, Colônia, Lyon, etc.; De vita et canonizatione sancti Caelestini V, inserido nos Acta sanctorum, maio, t. iv, col. 437-484; Ordinarium coeremoniarum, seu ritus romanae Ecclesiae, publicado por Mabillon, Museum italicum, t. ii, p. 243-443. O autor trata aí da eleição e da consagração do sumo pontífice e de suas funções, das dos cardeais, da coroação e da consagração real, das canonizações, etc. Ubertino de Casale, Arbor vitae crucifixi, in-fol., Veneza, 1485; De septem Ecclesiae statibus, in-fol., Veneza, 1515, 1525; De paupertate Christi et apostolorum. João Nicolau, franciscano, De gestis contra fraticellos, traduzido para o italiano por Francisco Zambrini, Della questione insorta nella corte di papa Giovanni XXII, circa la povertà di Cristo, in-8°, Bolonha, 1864.

João André, nascido na Etrúria, canonista célebre, apelidado fons et tuba juris; possuímos dele Commentaria in Decretales et Sextum, 5 in-fol., Roma, 1476; Pavia, 1481; Veneza, 1489, 1491, 1499, 1581; Summa de sponsalibus et matrimonio, muitíssimas vezes impressa, in-4°, Paris, 1489, 1492, 1494, e alhures; Summa de consanguinitate, muitíssimas vezes editada, e traduzida em diversas línguas, com acréscimos sobre o parentesco espiritual, o parentesco legal, etc.; Quaestiones mercuriales, assim chamadas porque eram tratadas às quartas-feiras; são um comentário das regras do direito, in-8°, muitíssimas vezes editadas, Pavia, 1483, 1491, 1495; Milão, 1508; Lyon, 1550, 1551, etc.; Apparatus ad Clementinas, Estrasburgo, 1471; Mogúncia, 1476; Lyon, 1572, obra muito notável; Novella in Decretales Gregorii IX, Roma, 1476: Veneza, 1489; Pavia, 1504, 1506, etc.; Additiones ad Speculum Guglielmi Durantis, obra cheia de erudição, Estrasburgo, 1473; Basileia, 1571, etc. Rainério de Pisa, dominicano, Pantheologia, tratado de teologia moral, por ordem alfabética das matérias, muitíssimas vezes impresso, por causa de sua utilidade, 2 in-fol., Gand, 1459; Colônia, 1486; Lyon, 1519; Brescia, 1529; Veneza, 1585, etc. Alberico de Rosate, originário da província de Bérgamo, Dictionarium juris civilis et canonici, Bolonha, 1481; Pavia, 1513; Lyon, 1521, 1548; Veneza, 1601. Paulo de Liazariis, da Polônia, Repetitiones super aliqua capita Decretalium, Siena, 1493; Veneza, 1496.

Jean Calderini, professor muito célebre de Bolonha, Repertorium, seu Dictionarium juris; Consilia, seu resolutiones casuum, in-fol., Lyon, 1550; Veneza, 1582; Tractatus super materia interdicti ecclesiastici, Pavia, 1488; Veneza, 1496; Repetitiones in jus canonicum, Veneza, 1496, 1529; Tractatus novus de haereticis, Veneza, 1571. Jean Lapus de Castellione, de uma família patrícia de Florença, Alienationes juris, Roma, 1471; Milão, 1491, 1498; Florença, 1568; Veneza, 1600; Tractatus de canonica portione et quaestu; Tractatus hospitalitatis, primeira monografia conhecida sobre os hospitais. Jean Pierre de Ferrariis, originário de Parma, Practica nova judicialis, apelidada aurea, por causa de seu valor e, por esse motivo, muito frequentemente impressa depois, em particular mais de dez vezes em Veneza, de 1473 a 1499. Leonin de Pádua, Compendium de regimine principum. Simon Borsano, arcebispo de Milão, Commentarius in Clementinas, Jean Fantuzzi, de Bolonha, Commentaria super Decretum. Laurent de Pinu, de uma nobre família da Polônia, Commentaria in Decretales. Galvanus de Bolonha, De differentiis legum et canonum. Boniface de Vitalinis, originário de Mântua, Commentaria in constitutiones Clementis V, in-fol., Lyon, 1422; Veneza, 1574; Super maleficiis, in-fol., Milão, 1500; Veneza, 1559, 1560, 1584, etc. Caspar Calderino, Commentaria in Decretales.

Jean de Lignano, professor em Bolonha, Commentarius in Decretales Gregorii IX; Concordantia canonum; Lectura super Clementinis; De pluralitate beneficiorum, Paris, 1511; Milão, 1515; De censura ecclesiastica; De ecclesiastico interdicto; De horis canonicis; De bello, de repressaliis, de duello, in-fol., Bolonha, 1422; Pavia, 1487; Turim, 1525. Raymond de Vineis, de uma nobre família de Cápua, dominicano e regente da Minerva em Roma, confessor de santa Catarina de Sena, Theologia mystica, in-fol., Colônia, 1553; Vita sanctae Catharinae, inserida nos Acta Sanctorum, abril, t. iii, col. 853 sq.; Tractatus pro reformatione conservanda, Roma, 1580; Toulouse, 1605. Baldus de Ubaldis, ou Baldeschi, de Perúgia, Lectura super libri I-III Decretalium, 2 in-fol., Milão, 1476-1478, 1494; Veneza, 1495, 1500; Lyon, 1514, 1543, 1547; Repertorium super Innocentio, ou índice alfabético das ordenações de Inocêncio IV, Veneza, 1481; Lyon, 1525; Estrasburgo, 1478; Milão, 1484, 1491; De schismate, tese para provar a legitimidade e a validade da eleição de Urbano VI, completada depois pelas Allegationes secundo pro Urbano VI. Essa obra foi tão apreciada pelos contemporâneos e pelas gerações seguintes que o autor foi apelidado oraculum, lumen, lucerna, monarcha juris. As obras completas de Baldeschi apareceram em 7 volumes em Veneza, 1572; Lyon, 1559; Frankfurt, 1585, 1589, etc.

4° História eclesiástica. — François Pipino, dominicano de Bolonha, traduziu do italiano para o latim as obras do veneziano Marco Polo; depois, desejoso de seguir as pegadas do célebre viajante, foi visitar a Palestina e escreveu em seguida Tractatus de locis terrae sanctae visitatis, traduzido mais tarde para o alemão. Tem-se dele também Magnum Chronicon, dividido em 31 livros. Léon de Civitavecchia, dominicano, Chronica imperatorum et romanorum pontificum. Ricobaldus de Ferrara, Pomerium, seu chronicon totius orbis, inserido por Muratori nos Script. rerum ital., t. ix, col. 107-262. Alexandre, monge da ordem de Cister, nos Abruzos, escreveu Chronicon monasterii S. Bartholomaei de Carpineto, inserido por Ughelli na Italia sacra, t. ix, col. 1231 sq. Petrus Calo, de Veneza, Vitae sanctorum. Juncta de Bevagna, franciscano, De vita et miraculis B. Margaritae Cortonensis, inserida nos Acta sanctorum, fevereiro, t. iii, p. 300-356. Hugolin de S. Maria in Monte, Floretum, de onde foi tirado o livro tão cheio de unção, de piedade e tão conhecido: Fioretti, miracoli ed esempli devoti del glorioso poverello di Cristo messer san Francesco e d'alquanti suoi santi compagni, Milão, 1472, muito frequentemente reimpresso depois, e traduzido para o alemão, o espanhol e o francês.

Guillaume de Tocco, siciliano, discípulo de santo Tomás de Aquino e um dos principais promotores de sua canonização, Vita sancti Thomae Aquinatis, in-4°, Veneza, 1588; inserida nos Acta sanctorum, março, t. i, p. 657-686. Arnauld de Foligno, franciscano, parente e confessor da bem-aventurada Ângela de Foligno, Vita B. Angelae, inserida nos Acta sanctorum, janeiro, t. i. Pierre de Monte Rubiano, Vita sancti Nicolai Tolentinatis, de quem foi contemporâneo, inserida nos Acta sanctorum, setembro, t. iii, p. 644-604. Antonius de Grodis, de uma família nobre de Vicenza, Chronica rerum vicentinarum ab anno 1194 ad annum 1260, Veneza, 1636; inserida por Muratori nos Script. rer. ital., t. viii, col. 71 sq. Julien do Friul, em colaboração com seu irmão Jean, compôs os Annales forojulienses ab anno 1252 ad annum 1331, continuados depois por um anônimo, até 1364, obra inserida em diversas coleções posteriores. Guillaume Ventura continuou a Chronica astensis de Oger Alfieri até 1325, sob o título de Memoriale de rebus gestis astensium, inserida igualmente em várias coleções posteriores. Odoric de Pordenone, no Friul, franciscano, beatificado por Bento XIV, De mirabilibus orientalium tartarorum, nos quais narra suas próprias viagens, obra inserida também em diversas coleções; Chronicon a mundi exordio usque ad annum 1331.

Bertrand Reoldus, cisterciense da província de Milão, Acta sanctae Francae abbatissae O. Cist. Placentiae, inserida nos Acta sanctorum, abril, t. iii, p. 282-289. Dominique Bonaventure Fessis de Fabriano, Vita sancti Francisci Fabrianensis, inserida nos Acta sanctorum, abril, t. iii, p. 984-991. Christophe de Panne, Vita B. Franciscae de Senis, ord. Serv. B. M. V., inserida nas Analecta Bollandiana, t. xiv, p. 187-197. Bartholomaeus de Tolomaeis, franciscano de Sena, Vita B. Luchesii ord. tertiarii, nos Acta sanctorum, abril, t. iii, p. 597-610. Barthélémy de Lucques, dominicano, Annales ab anno 1060 ad annum 1303, in-fol., Lyon, 1619, e nos Scriptores rerum ital. de Muratori, t. xi, col. 1245 sq., e, com muitas correções, nos Documenti di storia ital., de Carlo Minutoli, Florença, 1870, t. vi, p. 35-115; Historia ecclesiastica nova libri XXIV, a nativitate Christi usque ad annum 1294, inserida também por Muratori, Scriptores rer. ital., t. xi, col. 753-1242.

Jean degli Oddi, Annales et notas parmenses et ferrarienses, impresso em diversas coleções. Jean Codagnello, Chronicon placentinum, seu annales placentini, ab anno 1012 ad annum 1235. Nicolas Specialis, Historia sicula. Angélus de Clarino, Historia septem tribulationum ord. min., obra útil também para a história da Igreja nessa época. Marini Sanuti, de uma nobre família de Veneza, que, tendo feito cinco viagens à Palestina, escreveu uma obra intitulada: Secreta fidelium crucis super terrae sanctae recuperatione et conservatione, seu de expeditione in terram sanctam, seu historia hierosolymitana. Paulinus Minorita, franciscano, delegado de João XXII em Veneza e bispo de Pozzuoli, Historia satyrica rerum gestarum mundi, publicada em parte por Muratori, Antiquit. ital., t. iv, col. 950-1320. Boniface de Murano, Chronicon mutinense, publicado nos Script. rer. ital., t. xi, col. 93-130. Guillaume de Pastrengo, advogado e juiz em Verona, mestre e amigo de Petrarca, De viris illustribus, obra disposta segundo a ordem alfabética e muito útil para a época, Veneza, 1547. Nicolas Roselli, dominicano e cardeal, Romanorum pontificum gesta a Leone IX ad Alexandrum III, obra considerável, publicada por Muratori, Script. rer. ital., t. iii, col. 274-686. Tractatus de jurisdictione ecclesiae super regnum Appuliae et Siciliae; Annales rerum ab imperatoribus et papis gestarum ab anno 1294 ad annum 1362. François Pétrarque, ilustre poeta e historiador, Cronica delle vite dei Pontefici et Imperadori Romani insino a suoi tempi, Verona, 1476; Florença, 1478; Veneza, 1507, 1520, 1532; Virorum illustrium vitae, traduzido para o italiano, Vite degli uomini illustri. Simon Leontinus, franciscano, Chronicon regni Siciliae usque ad annum 1377.

Há, além disso, certo número de autores que escreveram crônicas ou anais de diversas províncias da Itália, inseridos geralmente nas coleções editadas por Muratori. Assinalemos igualmente numerosos hagiógrafos, cujas biografias de santos e santas estão também, em sua maioria, inseridas nos diversos volumes dos Acta sanctorum.

Ve ao XVe século. — 1° Sagrada Escritura. — Antoine de Rampigollis, genovês, da ordem de Santo Agostinho, célebre por suas controvérsias contra os hussitas, no concílio de Constança, Figurae bibliorum, obra muito frequentemente impressa, Milão, 1494; Veneza, 1490, 1500, 1519, 1550; Colônia, 1609, etc.; Repertorium bibliorum; Biblia sacra; Liber manualis ac introductorius in bibliae historias figurasque V. et N. T., obras igualmente muitas vezes impressas. Bernardi, bispo de Sutri, e André de Lucas, carmelita, deixaram comentários sobre diversas partes da Sagrada Escritura. Do mesmo modo André Ziani, veneziano, da ordem dos servitas, Léonard de Rubeis, originário da Campânia, geral dos franciscanos, Stecutus de Visdominis, florentino, Grégoire Malesardi, dominicano. Antoine Bituntinus, Expositio mystica evangeliorum dominicalium, Bérgamo, 1496; Quaestiones in epistolas et evangelia quadragesimalia, Veneza, 1494, 1510, 1538, 1588; Lyon, 1511, 1569; Sermones dominicales, Estrasburgo, 1495; Veneza, 1499. Nicolas Malerbi, de Veneza, carmelita, a primeira tradução italiana de toda a Bíblia, segundo a Vulgata, antes que segundo os textos grego e hebraico, 2 in-fol., Veneza, 1471, 1477, 1487, 1507, 1517, etc.

Guarini, de uma nobre família de Verona, Vocabularius breviloquus, obra bastante útil para a interpretação da Sagrada Escritura. Pierre de Rubeis, paulino, originário de Milão e agostiniano. Paul Attavanti, florentino, da ordem dos servitas, Barthélémy, de Pádua, agostiniano, comentaram várias partes da Sagrada Escritura. Bernard de Savone, agostiniano, publicou, com esse fim, seu Vocabularium ecclesiasticum, Milão, 1840; Veneza, 1539. Gabriel Brebbia, beneditino de Milão, Commentaria in sacram Scripturam, Milão, 1477. Jean Creston, de Piacenza, Vocabulista, seu Lexicum latinum-graecum, Vicenza, 1483; Psalterium graece, do qual publicou também uma tradução muito literal e muito exata, in-fol., Milão, 1481, Brandolinus Aurelius, de uma nobre família de Florença, Historia sacra, em 21 livros, explicação de todos os livros históricos do Antigo Testamento, desde o Gênesis até o segundo dos Macabeus; Paradoxa christiana, in-8°, Basileia, 1498, Domini nostri Jesu Christi, De virtutibus 1543; Roma, 1531; Colônia, 1573; Roma, 1596, 1767. Anselme de Monte Falco, geral dos agostinianos, Commentaria in sacras Scripturas. Philippe de Monte Calerio (Moncaglieri na província de Turim), Super evangelia dominicalia et quadragesimalia, Milão, 1498; Lyon, 1510, 1515, 1541. Paul Attavanti, servita, originário de Florença, Commentaria in Prophetas minores.

2° Teologia dogmática. - Urbanus, servita de Florença, comentou, com vistas à teologia, os livros de Aristóteles, Veneza, 1492. Jérôme de Sainte-Foi, Errores Judaeorum extructi ex Thalmude, Frankfurt, 1602. Paul Nicoletti, agostiniano, de Veneza, Commentaria in IV libros Sententiarum; De incarnatione Dei; De excellentia Verbi Dei; De conceptione Verbi, contra Judaeos; Summa philosophiae naturalis, in-fol., Veneza, 1479; Logica magna, Veneza, 1480, 1483, 1499, 1520; Treviso, 1476, etc. Barthélémy de Ferrara, Tractatus de Christo abscondito, in-8°, Veneza, 1555. Julien Cesarini, Dissertationes adversus graecos in concilio florentino habitae. Jean de Montenero, na Etrúria, dominicano, Disputatio de processione Spiritus Sancti ex Filio, inserida nas atas do concílio de Florença. Albert de Sartiano, conventual, cujas obras completas apareceram em Roma, em 1688. Notam-se especialmente: Tractatus de poenitentia; De eucharistiae sacramento; etc. Ambroise Spiero, servita, de Treviso, De floribus sapientiae, Veneza, 1481. Jean Baptiste Caccialupo, originário da Campânia, advogado consistorial, De summa Trinitate, Pavia, 1508, in-fol.; Modus studendi, Leipzig, 1721. São Caetano de Thiene, Commentaria in aliquot Aristotelis opera. Barthélémy Lapacci, de Florença, De sensibilibus deliciis paradisi, Veneza, 1498; De Spiritus Sancti distinctione a Filio; De sanguinis pretiosissimi crucifixi divinitate. Léonard Matthieu, dominicano, De sanguine Christi in triduo mortis effuso, an fuerit unitus divinitati? Veneza, 1017; Quadragesimale aureum, Veneza, 1471; De sanctis, Veneza, 1423. Léonard de Nogarola, De beatitudine, scilicet an intellectu beati efficiuntur homines, an ipsa voluntate?

Vicenza, 1485; De mundi aeternitate, Veneza, 1486, Masellus Venia, agostiniano, Opuscula quaedam sancti Ambrosii, Milão, 1477. Dominicus de Dominicis, veneziano, bispo de Bréscia, De potestate papae, concilii et cardinalium; De sanguine Christi; De Christi filiatione, Veneza, 1557, 1568; De dignitate episcopi, Roma, 1757. François della Rovere, franciscano, mais tarde Sisto IV, De sanguine Christi, Roma, 1471; De potentia Dei, Roma, 1473; De futuris contingentibus, etc. Jacques Campora, de Gênova, De immortalitate animae, in-4°, 1428; De statu post mortem. Paul Morosini, de uma família nobre de Veneza, De aeterna temporalique Christi generatione in judaicae perfidiae impugnationem, Pádua, 1473, obra muito louvada por Bessarion e por outros eruditos. Pierre de Brutis, veneziano, Victoriae adversus Judaeos, in-fol., Viena, 1489. Pierre Almadurano, de Bérgamo, Index universalis in omnia opera D. Thomae, et Concordantiae harum doctoris angelici, quae sibi invicem adversari videntur, Bolonha, 1575; Basileia, 1578; Veneza, 1497. Várias edições dessa obra trazem o seguinte título: Index atque compendium et epilogus omnium sententiarum D. Thomae Aquinatis per conclusiones resolutas, Roma, 1535; ou ainda Tabulae aureae, Roma, 1570, etc.

Louis Donat, de uma família patrícia de Veneza e bispo de Bérgamo, De processione Spiritus Sancti; De purgatorio; De azymo et fermentato; De potestate romani pontificis; De eucharistia sub una specie, obras todas compostas contra os gregos cismáticos. Tem-se dele também: Commentaria in IV libros Sententiarum. Jean de Fabrica, Tractatus de indulgentiis pro animabus purgatorii concessis, 1487. Philippe de Barberiis, dominicano, De divina providentia et praedestinatione, in-4°, 1495; De mundi gubernatione; De reprobatione; De his in quibus Hieronymus et Augustinus dissentire videntur. Barthélémy Sibylla, dominicano, originário da Apúlia, Speculum peregrinarum quaestionum, scilicet de animabus rationalibus in conjuncto et separandis; De angelis bonis et malis, deque aliis multis scitu dignissimis ex vastis et vivacissimis theologorum campis et floribus, Roma, 1493; Paris, 1497; Estrasburgo, 1499; Veneza, 1509, 1571, 1575; etc., etc.; Otium theologicum tripartitum, in-8°, Douai, 1621. François Sampson, geral dos franciscanos, Recollectae quaestiones, in-fol., Veneza, 1496. Gratien de Bréscia, Quodlibeta, et tractatus de primo principio, in-fol., Veneza, 1497, 1503. Albert Novellus, De adventu Messiae contra Judaeos, 1492. Benoît Soncina, de Cremona, Propositiones ex omnibus Aristotelis operibus, in-4°, Veneza, 1493.

Jean Pic de la Mirandole, Heptaplum, id est de Dei creatoris sex dierum opere, Estrasburgo, 1524; tradução francesa, Paris, 1579; De hominis dignitate: Regula XII, sive praecepta ad christianae vitae institutionem, etc. Suas obras completas apareceram em Veneza, 1498; Estrasburgo, 1504; Basileia, 1557, 1573, 1601, etc. Pierre de Vicenza, De B. Virginis conceptione, Veneza, 1494, etc. Constance Applanus, de Milão, De humani arbitrii libertate et potestate, sob forma de diálogo, intitulado também: Soliloquia virorum, Cremona, 1496. Marsile Ficin, florentino, amigo de Pico della Mirandola e cônego da catedral de Florença, De religione christiana, in-8°, Florença, 1568; De immortalitate animae libri XVIII, Florença, 1488, 1489; Paris, 1559; suas obras completas, que contêm muitos outros tratados, apareceram em Veneza, 1516; Basileia, 1561, 1576; etc. Jacques Alovisiani, In VIII libros Physicorum Aristotelis, in-fol., Veneza, 1499; Pádua, 1493, etc. François, dito o Pregador, dominicano, missionário no Oriente, Contra graecos. Paul de Mercatello, de Urbino, Commentaria in I et II libros Sententiarum Scoti, Veneza, 1484. Théophile de Cremona, Propositiones ex omnibus Aristotelis operibus, Veneza, 1493.

3° Moral e direito canônico. — Antoine Parvus, dominicano de Bolonha, Quadragesimale, muito frequentemente editado, Veneza, 1505: Lyon, 1506; Paris, 1531, etc. Galfred de Monte, De potestate et auctoritate concilii Basileensis, 1431. Cataldus Buoncompagni, De translatione concilii Basileensis, Veneza, 1584. Jean d'Imola, professor nas universidades de Bolonha e de Pádua, Commentaria in tres priores libros Decretalium Gregorii IX, Veneza, 1498, 1500; Lyon, 1519; in Clementinas, Roma, 1471; Veneza, 1475, 1480, 1486, 1492, 1500; Consilia, Milão, 1493; Bolonha, 1495; Lyon, 1539, etc. Nicolas de Tedeschis, de uma nobre família de Catânia, chamado frequentemente Siculus, ou Panormitanus, beneditino, depois arcebispo de Palermo, Lectura in Decretales, in Sextum, in Clementinas, Veneza, 1592, 1617; Consilia, Lyon, 1537; Quaestiones VII subtilissimae, Lyon, 1584, 1586; Veneza, 1571; Tractatus super concilio Basileensi et de ejus potestate ac papae, Lyon, 1505; 1512, onde ensina a proeminência do concílio sobre o papa; Thesaurus singularium in jure canonico decisorum, por ordem alfabética, in-8°, Veneza, 1592. Louis Pontanus, de Spoleto, De relictis ad pias causas, Pavia, 1483, 1489. Jean Milis, de Verona, Repertorium juris, frequentemente editado, Basileia, 1488; Lyon, 1510, etc.

São Bernardino de Sena, franciscano, Obras completas, Lyon, 1501; Veneza, 1591, 4 in-4°; Paris, 1636, etc. Nelas se notam sobretudo Sermones de religione christiana; De evangelio aeterno; De usuris et contractibus; De confessione; De augustissimo eucharistiae sacramento; De B. Virgine; Considerationes, este último traduzido para o italiano, Lucca, 1685. Laurent Ridolphi, advogado de Florença, Quaestiones LII principales in materia alienationis rei ecclesiasticae, in-fol., 1489; Tractatus continens materiam usurarum, Veneza, 1472. Paul de Martabuffis, agostiniano, Opuscula, Roma, 1539. Pierre Hieremia, dominicano, de Palermo, Sermones, in-4°, Lyon, 1512. São Lourenço Justiniano, de uma nobre família de Veneza e patriarca dessa cidade. Tem-se dele grande número de obras ascéticas, de elevadíssima espiritualidade, cuja coleção completa foi frequentemente reimpressa, 2 in-fol., Basileia, 1560; Lyon, 1568: Veneza, 1606, 1751; Colônia, 1616, etc. As principais são: De casto connubio Verbi et animae; Fasciculus amoris; De interiori conflictu; De vita solitaria; Lignum vitae; De regimine praelatorum; De incendio divini amoris; De perfectionis gradibus, etc. Antoine Harena, franciscano da província de Milão, publicou uma edição crítica das obras de Lactâncio. Caspar de Perúgia, beneditino e bispo de Frigento, publicou diversos tratados relativos ao direito canônico.

São João de Capistrano, franciscano, discípulo de são Bernardino de Sena, De usura et contractibus, Veneza, 1578; De papae et concilii sive Ecclesiae auctoritate, obra em que defende valorosamente o dogma da supremacia do papa e de seu magistério infalível; De cupiditate; De judicio universali, Veneza, 1578; Additiones in commentaria supra libros Decretalium, Veneza, 1588, etc. Pierre dal Monte, veneziano, bispo de Bréscia, Repertorium juris, 2 in-fol., Roma, 1476; Pádua, 1480; De potestate romani pontificis et generalis concilii, obra em que sustenta a supremacia do sumo pontífice contra os numerosos opositores dessa época, Lyon, 1552; Roma, 1577. Jacques de Zocchis, professor de direito canônico em Pádua, mas originário de Ferrara, Lecturae in I et IV libros Decretalium. Dominique Capranica, nobre romano, cardeal, Tr. dell'arte del ben morire, Florença, 1487. Jacques, florentino, da ordem dos menores, Summa Raynerii Pisani castigata et aucta, muito frequentemente reimpressa, Colônia, 1486; Veneza, 1486, 1585; Lyon, 1519; Paris, 1685, etc., etc.

Santo Antonino, de uma nobre família de Florença, dominicano e arcebispo de Florença, Summa theologiae moralis in quatuor partes distincta, primeira obra desse gênero sobre o conjunto da teologia moral e, por esse motivo, muito frequentemente reimpressa, nove vezes, pelo menos, durante o século XV; onze vezes, no XVI; Juris pontificii et caesarei summa, 4 in-4°, Veneza, 1582, 1591, etc.; Summa confessionalis in tres partes distincta, Mogúncia, 1463; Roma, 1472: Veneza, 1480; Paris, 1510; Lyon, 1502, sob este título: Confessorum refugium atque in naufragio portus tutissimus; Tractatus sacerdotalis de sacramentis, de divinis officiis et eorum administratione, Estrasburgo, 1488. Fantinus Dandolo, de Veneza, com vários tratados de direito canônico, publicou Fidei catholicae compendium. Ver t. i, col. 1450 sq. François de Piazza, franciscano de Bolonha, De restitutionibus, usuris et excommunicationibus, obra muito frequentemente reeditada, Veneza, 1472, 1474, 1477; Espira, 1489, etc. Jean Canales, franciscano, De caelesti vita; De natura animae ejusque immortalitate; De paradiso animaeque felicitate; De inferno animaeque cruciatu, etc., Veneza, 1494; Florença, 1494.

Antoine de Rosellis, originário de Arezzo, professor de direito em Sena e em Bolonha, De legitimatione, Pavia, 1494, 1498; De jejuniis, Roma, 1486; Colônia, 1497; De usuris; De potestate imperatoris ac papae, et an apud papam sit potestas utriusque gladii; De materia conciliorum, Veneza, 1483, 1487, obra de início posta no Índice, donec corrigatur, porque o autor negava a supremacia do papa. Théodore Laelius, auditor da Rota, depois bispo de Feltre e em seguida de Treviso, sustentou a tese contrária, Replica pro papa Pio II et sede romana. Marianus Socini de Sena, advogado consistorial, Lectura in Decretales; De oblationibus: De obligationibus et de instantia; De citationibus; De foro competenti; De libelli oblatione et mutuis petitionibus, etc., etc., Milão, 1493, 1494; Sena, 1492; Lyon, 1529; Veneza, 1571, etc. Philippe de Franchis, de Perúgia, Lectura super Sexto, 2 in-fol., Veneza, 1499, 1505; Lectura super titulo de regulis juris in Sexto, Veneza, 1499, etc. Ambroise de Vignate, professor em Turim, De usuris. Paul, florentino, Breviarium Decretalium, Sexti et Clementinarum, in-fol., Milão, 1478, 1479; Lyon, 1484; Basileia, 1487, etc.; Quadragesimale, De reditu peccatoris ad Deum, Milão, 1479. Jean Caraffa, De simonia, in-fol., Roma, 1478. Alexandre Tartagni, de Ímola, Lectura in librum III Decretalium, Bolonha, 1485; Lectura in rubricam de fide, Milão, 1490; Consilia, muito frequentemente editado, Lyon, 1547; Frankfurt, 1610, etc.

Nicolas Baldeschi, originário de Perúgia, advogado consistorial e auditor da Rota, De successionibus ab intestato clericorum regularium et secularium; De canonica episcoporum et parochorum electione, Roma, 1474; Toulouse, 1579. Jean d'Aquila, dominicano, Sermones quadragesimales, publicados com os de Daniel de Vicenza, seu confrade, Veneza, 1499; Lyon, 1501; Paris, 1508. Ange Capreolus de Bréscia, carmelita, Stella in septem rubricas digesta confessariis et animarum pastoribus utilis, Bréscia, 1511. Antoine de Balocho, franciscano, orador muito célebre, Tractatus de virtutibus, Lyon, 1504; Veneza, 1505; Tractatus de duodecim excellentiis sacramenti confessionis, Veneza, 1492; Módena, 1491, etc. B. Pacificus de Ceredano, Summa ad utiliter suscipiendum et administrandum sacramentum confessionis, aparecida primeiro em italiano, Milão, 1479. Jean-Baptiste Trovamala, franciscano, originário da Ligúria, Summa Baptistiniana, vel Rosella casuum, Pavia, 1489; Veneza, 1495, 1498, 1499, 1548, obra disposta segundo a ordem alfabética. Alexandre Arioste de Bolonha, Enchiridion, sive interrogatorium perutile pro animabus regendis, Pavia: Veneza, 1522; Lyon, 1540; De usuris Bréscia, 1529, etc.

François de Accoltis, irmão de Benoît, de quem já se tratou, originário de Arezzo, professor de direito em diversas universidades, Lectura super Decretalibus, Bolonha, 1481: Pavia, 1496; Consilia sive responsa juris, Pisa, 1482, 1483, Milão, 1483; Pavia, 1493; Veneza, 1499; De significatione verborum, 1493, etc. François de Panvinis, originário de Pádua, professor na universidade dessa cidade, Tractatus de visitatione episcoporum, intitulado também Speculum pastorale ad dirigendos in viam pacis pedes visitantium, Pavia, 1475; Paris, 1508; De officio et potestate capituli sede vacante, Roma, 1481; Veneza, 1496; Paris, 1511; 1552; Praeludium in Extravagantes, regulas cancellariae, decisiones Rotae, Lyon, 1671, e várias outras obras. Alexandre de Nevo, originário de Vicenza, professor em Pádua, Commentarii in IV priores libros Decretalium, 2 in-fol., Veneza, 1473, 1585; Consilia contra Judaeos foenerantes, obra muito estimada e muito frequentemente reimpressa, Nuremberg, 1479; Milão, 1479, etc. Tem-se dele também uma edição do Decreto de Graciano, Veneza, 1474. Jérôme de Zanettinis, de uma nobre família de Bolonha, Contrarietates, seu diversitates inter jus civile et canonicum, Bolonha, 1490. François Patricius, de Sena, De institutione reipublicae libri novem, 1494; Paris, 1518; Estrasburgo, 1595; De regno et regis institutione, Paris, 1519; Estrasburgo, 1594. Diomède Caraffa, De regentis et boni principis officiis, obra composta em italiano e traduzida para o latim por Guarini.

Troylus Malvezzi, cônego de Bolonha, De sanctorum canonizatione, Bolonha, 1487, muito frequentemente citado por Bento XIV em sua magistral obra sobre essa matéria; De episcopi dignitate; De oblationibus ecclesiae, vel altari, seu imagini Dei, vel alicujus sancti factis; De sortibus; Consilia, etc. Dominique Cavalca de Vico, dominicano, da província da Etrúria, Specchio della croce, Veneza, 1568; La disciplina degli spirituali, Florença, 1569, etc. Robert, da nobre família dos Caracciolo, nascido em Lecce, franciscano, deixou numerosíssimos tratados sobre pontos de moral. Suas obras completas apareceram em 3 in-fol., Veneza, 1490; Lyon, 1503. Barthélémy Caimus Interrogatorium, seu confessionale, muito frequentemente impresso, pelo menos quinze vezes durante o século XV, em Milão, Veneza, Mogúncia, etc. Jean Bertachini, advogado consistorial, Repertorium juris, obra muito considerável, frequentemente impressa, 3 in-fol., Roma, 1481; Nuremberg, 1483; Milão, 1485; Veneza, 1488, etc.; De episcopo libri IV, Milão, 1511; De gabellis, tributis et vectigalibus, Veneza, 1489, 1498. Étienne de Nottis, originário de Milão e da ordem dos humilhados, De jubilaeo, seu opus remissionis a poena et culpa, Milão, 1500.

Jérôme Savonarola, dominicano, De simplicitate vitae christianae; Triumphus crucis; Dialogus spiritus et animae; Trat. dell'amore di Jesu Cristo; Della vita vedovile; Dell'orazione, etc., etc., obras muito frequentemente impressas. Paul Attavanti, servita, além das obras escriturísticas indicadas acima, compôs também Breviarium totius juris canonici, in-fol., Milão, 1478, etc. Jacques Poggi, de Bolonha, Opera morale, em italiano, in-4°, Bolonha, 1500. Bernardin de Bustis, Defensorium Montis pietatis contra figmenta omnia aemulae falsitatis, Milão, 1497; Lyon, 1518. Suas obras completas apareceram em Cremona, em 1496. Albert Trottus, de Piacenza, De bonis canonicis; De jejuniis; De ecclesiarum visitatione, frequentemente reimpressos.

4° História eclesiástica. - Barthélémy Albizzi, de Pisa, franciscano, escreveu uma vida de são Francisco de Assis, com o objetivo de mostrar a conformidade dessa vida com a de Nosso Senhor Jesus Cristo; obra várias vezes impressa e traduzida em diversas línguas; mas foi também vivamente criticada, por causa das exageração que se julgou encontrar nela. Paul Scordillus, preboste da igreja de Ravena, Liber pontificalis archiepiscoporum ravennatensium, ab anno 1286 ad annum 1410, in-4°, Módena, 1708. Pierre Mutus de Gazata continuou, de 1353 a 1398, o Chronicon regiense, começado por seu tio, no século precedente. Antoine Petri, beneficiado da igreja vaticana, Diarium romanum ab anno 1404 ad annum 1417, inserido por Muratori nos Script. rer. ital., t. xxiv, col. 973-1066. Barthélémy de Pujola, franciscano de Bolonha, Cronaca di Bologna dall'anno 1362 all'anno 1407, obra prolixa, inserida por Muratori, Script. rer. ital., t. xviii, col. 241-560. André de Bedusiis, chanceler de Treviso, Historia a primordiis mundi usque ad annum 1428, em parte inserida por Muratori, t. xix, col. 741-866. Jérôme do Friul, dominicano, Chronicon faroliviense ab anno 1397 ad annum 1433, no mesmo volume de Muratori, col. 873-906. Simon de Tornaquineiis, de Florença, Vita s. Monicae matris s. Augustini.

Thomas Antoine Nacci, dominicano, de Sena, Vita B. Catharinae de Senis, reproduzida em parte nos Acta sanctorum, abril, t. iii, col. 967 sq., traduzida para o italiano e editada várias vezes, Florença, 1477; Nápoles, 1478; Milão, 1488, 1489; André de Biliis, agostiniano de Milão, Storia mediolanensis et lombardica, em 9 livros, de 1402 a 1431, em Muratori, t. xix, col. 9-158. Jourdan, da nobre família dos Orsini, arcebispo de Nápoles e cardeal, Diarium gestorum in concilio Basileense, publicado por Mansi, t. v. Louis Barbo, nobre veneziano, beneditino, depois bispo de Treviso, Initium et progressus congregationis benedictinae S. Justinae de Padua. Benoît degli Accolti, de Arezzo, De bello a cristianis contra barbaros gesto pro Christi sepulcro et Judaea recuperandis, várias vezes editado, embora inexato em vários pontos; Dialogus de praestantia virorum nostri aevi, in-8°, Parma, 1689, 1691; Florença, 1847. Michel Cannesius, de Viterbo, Vita Pauli II, em Muratori, t. iii, col. 993-1022. Donat Bossius, advogado de Milão, Historia episcoporum et archiepiscoporum mediolanensium, Milão, 1492; Chronica Bossiana, Milão, 1492. Jérôme Albertucci, de Borselli, dominicano, Annales bononienses ab anno 1418 ad annum 1497, em Muratori, t. xxiii, p. 867-916. François de Andréa, franciscano, de Viterbo, Croniche di Viterbo.

Vespasien, de Florença, De viris illustribus saeculi XV, em parte em Muratori, t. xxv, col. 253 sq., e publicadas integralmente pelo cardeal Mai, Spicilegium, t. i, Roma, 1839. Sozomène, de Pistoia, cônego dessa igreja, Chronicon universale usque ad annum 1455. Dimignano degl'Inghirami, auditor da Rota, que assistiu ao concílio de Constança, Memoriae circa historiam tam ecclesiasticam quam civilem ab anno 1378 ad annum 1452. Matthieu Palmieri, que assistiu ao concílio de Florença, Chronicon florentinum, Milão, 1475; Veneza, 1483; etc. Jannoti Manetti, senador de Florença, Vita Nicolai V papae, inserida por Muratori, t. iii, col. 907-960; Historia pistoriensis a condita urbe ad annum 1446, Muratori, t. xix, p. 986 sq. Caspar de Verona, Vita Pauli II, em Muratori, t. iii, col. 1025 sq. Blondus Flavius, secretário dos papas Eugênio IV e Pio II, Roma triumphans, em 10 livros; Roma illustrata, em 3 livros: Italia illustrata seu regiones seu provincias; e outras obras desse gênero. Suas obras apareceram em Basileia, 1531, 1559.

Aeneas Sylvius, da nobre família dos Piccolomini, papa sob o nome de Pio II, De generalis concilii auctoritate et gestis Basileensium, que retratou, tornado papa, pela bula de 26 de abril de 1463; Historia concilii Basileensis, em três livros, dos quais publicou, sendo bispo, uma retratação, sob o título: Commentarius de rebus Basileae gestis; Commentarii rerum memorabilium quae praesertim in Italia ab anno 1405 ad annum 1463 contigerunt, in-4°, Roma, 1584; De potestate Sedis apostolicae, in-fol., Roma, 1475: Dialogus de donatione Constantini; De viris illustribus, etc. Barthélémy, Platina, Liber de vita Christi ac de vitis summorum pontificum omnium qui hactenus fuere, in-fol., Veneza, 1479, 1485; Nuremberg, 1481, 1532; Colônia 1512, 1529, 1540, 1562, etc. e, apesar de suas numerosas edições latinas, traduzido em várias línguas: obra que não é sem defeito, mas que tem também algum mérito; Historia urbis inclytae Mantuae usque ad annum 1462, Viena, 1625, inserida por Muratori, t. xx, col. 609 sq. Jacques Zenon, originário de Veneza, bispo de Pádua, escrevera igualmente a vida dos pontífices romanos até Clemente V, obra que permaneceu manuscrita nos arquivos vaticanos, mas citada com bastante frequência nos Acta sanctorum. Michel Fabritius, originário da Emília, carmelita muito erudito na explicação das velhas inscrições romanas, reuniu 1728 delas, que publicou sob o título de Antiquarium. Boniface Simonetta, nascido na Apúlia, De christianae fidei et romanorum pontificum persecutionibus, Milão, 1492; Basileia, 1509. Étienne de Infessura, Diarium urbis Romae ab anno 1404 ad 1494, publicado por Muratori, t. iii, p. 1111-1252, e, mais recentemente, por Tommasini, Roma 1890. A todos esses historiadores seria preciso juntar grande número de hagiógrafos, tais como Laurent Giacomini, Jean Mattiotti, Pierre André de Castaneis, Maurice Gaufridi, Jean Tortelli, Simon de Zanachis, Louis de Vicenza, Marianus de Florença, Ambroise de Sena, Paul Olmi de Bérgamo, Bernard Giustiniani, Jean Carli, etc., etc., cujas obras estão, em sua maioria, inseridas nos Acta sanctorum.

III. Durante os tempos modernos (do século XVI ao século XX). — Multiplicando-se doravante cada vez mais o número dos autores, e tendo cada um deles uma tendência a especializar-se mais, poderemos classificá-los em classes distintas mais numerosas do que fizemos para os três séculos precedentes.

I. SÉCULO XVI — 1° Sagrada Escritura. — Petrus de Paganinis, Biblia cum glossis ordinaria et interlineari, 8 in-fol., Veneza, 1495. Pierre-Ange de Monte Ulmo, Biblia latina cum tabula alphabetica et concordantia singulorum locorum, aparecida dois anos antes, Veneza, 1492, 1501. Jean Nanni, originário de Viterbo, dominicano, muito instruído nas línguas orientais, compôs comentários sobre quase toda a Bíblia. Seus trabalhos especiais sobre o Apocalipse levaram-no a escrever diversas obras, tais como: De futuris christianorum triumphis in Turcos et Saracenos, in-4°, Gênova, 1480; nela coloca a questão: an Mahumeth sit verus Antichristus? Publicou em seguida, sempre na mesma ordem de ideias: De statu Ecclesiae ab anno 1481 usque in finem mundi, in-8°, Colônia 1507. Bernardin Moroni, de Milão, servita, De septem diebus creationis, Milão, 1510. Damien Crassus, provincial dos dominicanos da Lombardia, Commentaria in librum Job. Jean Bérard Fortis, agostiniano, originário de Savona, In Cantica canticorum, seu Fons caritatis, in-4°, Milão, 1496. Vocabularium ecclesiasticum, Veneza, 1503, editado várias vezes em Milão, Mogúncia, etc.

Antoine de Ghislandis, dominicano, da província de Turim, escreveu uma obra muito notável: Super evangeliis totius anni, com oito mil questões resolvidas muito claramente, segundo os quatro sentidos da Sagrada Escritura, in-fol., Turim, 1507; Lyon, 1510, 1522; Veneza, 1524, 1574, 1585, 1592, etc. Philippe de Mântua, agostiniano, In Apocalypsim, comentário digno de elogios, Pádua, 1516; Veneza, 1527. Jean Ange Bellabuccus, originário de Milão, agostiniano, Viridarium sanctae Scripturae, in-4°, Veneza, 1519. Albert Castellanus de Veneza, dominicano, deu belíssimas edições da Bíblia, cum concordantiis Veteris et Novi Testamenti, Veneza, 1506, 1519. Jean de Crado, milanês, fez o mesmo. Ange Coradelli, carmelita de Bréscia, Jérôme Volta, dominicano de Mântua, Luc Matthieu Caraccioli, carmelita de Nápoles, publicaram também comentários sobre a Sagrada Escritura. Augustin Giustiniani, de uma das mais nobres famílias de Gênova, dominicano, depois bispo de Nebbio, na Córsega, Psalterium hebraeum, graecum, arabicum et chaldaicum, cum tribus latinis interpretationibus et glossis, in-fol., Gênova, 1516, obra de grande erudição, intitulada também Octapla, porque cada página se compõe de oito colunas, trazendo lado a lado o texto das diversas línguas impressas em seus próprios caracteres. Preparava uma obra do mesmo gênero sobre o Novo Testamento quando a morte o surpreendeu.

Agathius de Giudici, nascido na Calábria, Grammatica hebraica, Paris, 1540; Commentarii in sex priores psalmos, cum versione ex hebraeo in latinum, in-8°, Paris, 1540; In Cantica canticorum, in-4°, Paris, 1531. Thésée Ambroise, nascido em Pádua, da nobre família dos condes d'Albonesa, cônego regular de Latrão, conhecedor, dizem, de dezoito línguas orientais, professor de siríaco e de caldeu na universidade de Bolonha, Introductio in linguam chaldaicam, Pavia, 1539. François Georges, franciscano de Veneza, Problematum in S. Scripturam libri sex, nos quais são explicadas mais de três mil passagens do texto sagrado, in-4°, Veneza, 1525, 1536; Paris, 1575, 1622. Bonaventure Blancus, Thesauri S. S. Scripturarum, em 5 livros, in-4°, Bolonha, 1534, 1537. Jean-Marie de Tolosanis, nascido na Etrúria, dominicano, De purissima veritate divinae Scripturae; De correctione calendarii pro vera celebratione paschalis, et de computatione annorum Domini, in-4°, Veneza, 1546. Ambroise de Pistallis, de Pádua, agostiniano, In omnes S. Pauli Epistolas; De modo praedicandi Evangelium et Christum crucifixum, in-8°, Veneza, 1537, 1544.

Numerosos comentários da Escritura foram também publicados por Taddée Cucchi, nascido em Chiari, beneditino do Monte Cassino, Veneza, 1544, 1565, 1566, 1567; Milão, 1540; Módena, 1705, etc. Placide Becchini, de Parma, dominicano, Psalmorum omnium Davidis interpretatio, in-4° Veneza, 1559; Basileia, 1569. Jean-Baptiste Folengo, de Mântua, beneditino, Commentaria in omnes Psalmos, Basileia, 1549, 1557; In Epistolam primam Joannis, Veneza, 1546, etc. Calliste de Furneriis, de Piacenza, cônego regular de Latrão, publicou comentários sobre o Evangelho de são João, Piacenza, 1553, etc. Do mesmo modo Antoine Delphini, de Casale, franciscano, in-4°, Roma, 1587, Jérôme Scripandi, nascido na Apúlia, agostiniano, geral de sua ordem, arcebispo de Salerno e cardeal, Commentarii in Epistolam ad Galatas, Veneza, 1569, etc.; In Epistolam ad Romanos, Nápoles, 1601. Jacques Sadolet, de Módena, Commentarius in Epistolam ad Romanos, sob forma de diálogo, Veneza, 1536; Mogúncia, 1607. Clément Araneus, de Ragusa, dominicano, Expositio super Epist. Pauli ad Romanos, refutando os erros dos luteranos, in-4°, Veneza, 1547.

Têm-se comentários desse gênero do dominicano de Veneza, Nicolas de la Croix, e do franciscano de Pádua Barletta, Veneza, 1545. Sanctes Pagnini, nascido em Lucca, dominicano, sábio hebraísta, Veteris et Novi Testamenti nova translatio, in-fol., Lyon, 1528, muito apreciada pelos eruditos; Thesaurus linguae sanctae, seu lexicon hebraicum, Lyon, 1529, obra justamente estimada e que teve numerosas edições; Isagoge, seu Introductio ad sacras litteras, Lyon, 1528, etc.; Catena argentea in Pentateuchum, 6 in-fol., Lyon, 1536; etc, etc. Zacharias de Florença, dominicano, traduziu para o italiano o Novo Testamento, sob o título: Il Novo Testamento tradotto in lingua toscana, in-8°, Veneza, 1536, 1542, 1566. Sanctes Marmochinus, seu confrade, nascido na Etrúria, professor de hebraico em diversas universidades: La Bibia, nuovamente tradotta dall'hebraica verità in lingua toscana... colle croniche dei tempi... e molte cose utilissime, Veneza, 1538, 1546. François Arola, franciscano, Concordantiae bibliorum, Lyon, 1551, Jacques Nacchiante, nascido na Etrúria, dominicano, bispo de Chioggia, Enarrationes in Epistolas D. Pauli, 2 in-fol., 1567. Raphaël Castrucci, beneditino de Florença, Harmoniae Veteris et Novi Testamenti, Veneza, 1570. Nicolas de Monte Georgio, Codex de mosaico et veteri jure enucleando, in-4°, Bolonha, 1574. Grégoire Brimaticci, nascido na Etrúria, dominicano, Expositio litteralis omnium Epistolarum S. Pauli, in-4°, Veneza, 1564.

Sisto de Sena, dominicano, Bibliotheca sancta, 2 in-fol., Veneza, 1566, obra de grandíssima erudição sobre tudo o que diz respeito às santas Escrituras e, por esse motivo, frequentemente reimpressa. Cumirano, franciscano, de Feltre, Conciliatio locorum totius Scripturae qui inter se pugnare videntur, 3 in-8°, Paris, 1556-1558; Antuérpia, 1557; Douai, 1623, etc. Jean Mattheolanus, Expositio Euangelii S. Marci, in-4°, Veneza, 1570. Pierre Capossacchi de Pantaneto, franciscano, In Canticum canticorum et Apocalypsim observatio, in-fol., Florença, 1572, 1586. Grandíssimo número de outros autores publicaram, nessa época, comentários sobre diversas partes dos Livros santos.

2° Patrologia. — Entre aqueles que, no século XVI, se ocuparam em editar as obras dos santos Padres, em traduzi-las ou em explicá-las, citemos Zénobe Acciajoli, dominicano de Florença; Georges Cribelli, sacerdote de Milão; Étienne Polcini, cônego dessa mesma cidade; Boniface Simonetta; Taddée Ugoleto, de Parma; Agapit de Vicenza, cônego regular de Latrão; Jean Matthieu Giberti, de Palermo, bispo de Verona; Augustin Sostheneus Fregosus, de Gênova, agostiniano; Jean Ricutius Vellinus, de Camerino, conventual; Ambroise Ferrari, de Milão, beneditino; Victor, bispo de Rieti; Jean Charles Bovio, de Bolonha; Pierre François Zino, de Verona; Latinius, de Viterbo, muito estimado por Barônio, que lhe atribui olhos de lince para descobrir as faltas; Félix Peretti, tão conhecido depois sob o nome de Sisto V, e que, sendo cardeal, editou as obras de santo Ambrósio, 5 in-fol., Roma, 1580-1585, etc.

3°. Teologia escolástica. — Numerosos teólogos trabalharam, nessa época, para difundir as doutrinas de santo Tomás de Aquino. Entre eles, nomeemos Vincent Bandellus; Reginald de Montoro, siciliano; Eustache de Platea, de Bolonha; Corneille Sambucus, de Verona; Matthieu da Sicília; Michel Saraveti, de Pietrasanta. Guillaume Farinone, agostiniano, regente dos estudos em Pádua, publicou: Conciliatio controversiarum inter D. Thomam et Aegidium Columnam, in-4°, Pádua, 1514. Jean Basadonna, patrício de Veneza e embaixador dessa república junto à Santa Sé, Dialogi 5 theologici, in-4°, Veneza, 1518. Jérôme Visconti, de Milão, dominicano, De obligatione papae; utrum scilicet papa se obligare possit dominis cardinalibus vel aliis, voto et juramento, in-4°, Paris, 1512; o autor se pronuncia pela afirmativa.

Thomas de Vio, tão conhecido sob o nome de Caetano, por causa de seu lugar de origem, talvez o mais sutil dos escolásticos, geral dos dominicanos e cardeal. Além de numerosas obras de filosofia, compôs seu célebre Commentarium in S. Thomae Summam theologicam, 4 in-fol., Lyon, 1540, 1541, 1552, 1558, muito frequentemente reeditado depois, em Roma, Veneza, etc. Tem-se dele também numerosos Opuscula theologica, nos quais são tratadas numerosas questões teológicas e refutados muitos erros, entre outros os de Lutero, 3 in-fol., Lyon, 1562, 1581, Roma, 1576; Veneza, 1588, 1594, 1596; Antuérpia, 1612, etc., etc; De auctoritate papae et concilii utraque invicem comparata, in-4°, Roma, 1511; Colônia, 1512; De divina pontificatus romani pontificis institutione et auctoritate, Colônia, 1521; Milão, 1521; De indulgentiis; De confessione venialium et omnium mortalium; De defectu absolutionis sacramentalis; De thesauro indulgentiarum; De sacramentis; De missae sacrificio et ritu adversus lutheranos, Roma, 1531; De fide et operibus adversus novatores, Roma, 1532; De communione sub utraque specie; De invocatione sanctorum, Roma, 1531. Compôs igualmente numerosos comentários sobre a Sagrada Escritura, mas que são muito menos estimados que suas obras filosóficas e teológicas. Ver t. ii, col. 1343 sq.

Um digno êmulo de Caetano é François Silvestre Ferrariensis, assim chamado de Ferrara, sua pátria. Seu comentário sobre a Summa contra gentiles de santo Tomás de Aquino permaneceu clássico. Tem-se dele também numerosos comentários sobre os livros de Aristóteles; além disso: De convenientia institutorum romanae Ecclesiae adversus Lutherum de hoc pessime sentientem, Roma, 1525; Veneza, 1525; Paris, 1552. Gilles de Viterbo, geral dos agostinianos, Commentarii in I libr. sententiarum. Ver t. vi, col. 1365 sq. Jérôme Gadi, conventual de Bolonha, Commentaria in Quodlibeta Joannis Scoti, Bolonha, 1513. Laurent de Bréscia, Isagoges in Joannis Scoti formalitates, in-8°, Bréscia, 1537; Veneza, 1588. Outros franciscanos escreveram também nessa época, para sustentar e propagar as doutrinas de Escoto. Jérôme Maripetri, de uma nobre família de Veneza, franciscano, Summa divinarum ac naturalium difficilium quaestionum, in-fol., Veneza, 1506. Isidore de Isolanis, dominicano de Milão, De aeternitate mundi contra averroistas, in-8°, Pavia, 1513, 1522; Disputationes catholicae quinque, de igne inferni; de igne purgatorii; de modo remissionis per indulgentias, etc., in-fol., Milão; Pavia, 1522; Lyon, 1580. Jean François Poggio Bracciolini, cônego de Florença, De potestate papae et concilii.

Domingos Jacobatius, ou Giacobacci, Tractatus de concilio, Roma, 1538; obra clássica, várias vezes reeditada e inserida em diversas coleções, como as de Labbe, de Roccaberti, etc. Antônio Beccaria, de Ferrara, e Paulo Manna, de Cremona, ambos dominicanos, compuseram comentários sobre as obras de São Tomás. Ambrósio Catharin, dominicano, no século Lancelote Politi, de uma nobre família de Siena, Apologia pro veritate catholicae atque apostolicae fidei ac doctrinae adversus impia ac valde pestifera M. Lutheri dogmata, ad Carolum imperatorem, Florença, 1520; Excusatio disputationis contra Lutherum, in-4°, Florença, 1521; Speculum haereticorum, Roma, 1532; Lyon, 1541. Publicou também grande número de opúsculos teológicos, Lyon, 1542, etc. Na mesma época, muitos outros autores trataram de assuntos particulares de teologia, tais como João Francisco Camene, de Perúgia; Jerônimo Mendrisi, servita; Francisco Romeus, dominicano; Jerônimo de Fornariis, de Pávia; Antônio Marrapha, da Apúlia; Bartolomeu Spina, de Pisa; Filipe Archinti, de Milão, arcebispo dessa cidade; Vicente de Aquila, conventual de Bolonha.

Contra os hereges desse tempo escreveram especialmente João Ângelo Arcimboldi, de uma nobre família de Milão, Catalogus haereticorum, Milão, 1554: Bento de Castro Sangri, beneditino do Monte Cassino, De haeresibus et haeresiarchis, Veneza, 1544; De censuris ecclesiasticis, Veneza, 1542. Berardo Bonjean, bispo de Camerino, Epitome in universam Summam theologiae S. Thomae, Veneza, 1561. João Paulo Donnat, carmelita de Florença, Solutiones ad contradictiones in dictis Aristotelis et D. Thomae, João Ballaini, conventual de Andria, no reino de Nápoles, Tiago Malafossa, franciscano da província de Turim, Cristóvão de Pádua, geral dos agostinianos, João Bologni, de Palermo, merecem também uma menção especial entre os teólogos escolásticos do fim do século XVI. Vicente Justiniano, geral dos dominicanos e cardeal, publicou as Opera omnia S. Thomae, 14 in-fol., Roma, 1570-1571, edição seguida e estimada, embora Boaventura Manenti, franciscano de Bréscia, e vários outros tenham comentado as obras de Escoto; e seu confrade, Antônio Casimiro de Brundusio, publicou uma explicação do mesmo doutor, sob o título Scotus dilucidatus, 2 in-fol., Nápoles, 1597, 1607. Matias d'Aquaro, dominicano, Controversiae inter D. Thomam et ceteros theologos ac philosophos, in-fol., Veneza, 1589. Nos últimos anos desse século apareceu certo número de obras para a difusão das doutrinas de Escoto ou de São Tomás, publicadas respectivamente por franciscanos ou dominicanos. Seria longo demais, e aliás sem interesse, enumerá-las todas.

4° Polêmica. - Finus Fini, de Adria, Flagellum in Judaeos ex sancta Scriptura, 2 in-4°, Veneza, 1538, 1569; Ferrara, 1573. Afonso Ricci, Dialogus de purgatorio animabus purgandis praeparato, contra os valdenses, in-4°, Paris, 1509, 1512. Jerônimo Donat, de uma nobre família de Veneza, De sacrorum principatu adversus graecos cum romano pontifice contendentes, Veneza, 1525; De processione Spiritus Sancti libri iv, publicado pelo cardeal Mai, Script. vet., t. vii, p. 1-162. João Francisco, sobrinho do famoso Pico della Mirandola, Examen vanitatis doctrinae gentium, in-fol., 1520. Pedro Colonna, da Apúlia, observante, De arcanis catholicae veritatis, adversus judaeos, 1518; Basileia, 1545, 1561, 1561; Paris, 1602; Frankfurt, 1603, 1612, 1672.

Contra os erros de Lutero, além do cardeal Caetano, muitos teólogos italianos combateram vigorosamente. Indicaremos aqui os principais. André Burins, agostiniano de Ferrara, Defensorium apostolicae auctoritatis, in-4°, Ferrara, 1521; Milão, 1523. Anselmo Bocturnus, de Vicenza, agostiniano, De indulgentiis. Jerônimo de Monopoli, dominicano, De necessitate bonorum operum adversus Zwinglium, in-8°, Nápoles, 1539. Tomás, apelidado Illyricus, por causa de seus pais, mas nascido na Marca de Ancona, observante, Clypeus status papalis, in-4°, Turim, 1523; Clypeus catholicae Ecclesiae contra dogmata Lutheri, in-4°, Turim, 1521. João de Fano, observante, depois capuchinho, Incendio delle zizanie lutherane, cioè contro la perniziosissima Eresia di M. Lutero, Bolonha, 1532; Roma, 1535; Antuérpia, 1589. Alberto Pio, franciscano, de uma nobre família, aliada à de Pico della Mirandola, In locos variarum lucubrationum Erasmi et Lutheri, libri XXIII, in-fol., Veneza e Paris, 1531. Luís de Oriano, De potestate summi pontificis, de fide, operibus ac libero arbitrio, adversus Lutherum, Veneza, 1531. Cristóvão Marcel, patrício de Veneza, depois arcebispo de Corcira, De auctoritate summi pontificis et de his quae ad illum pertinent, contra M. Lutherum, Florença, 1521. Jerônimo Perbuono, da Lombardia, Oviliarum opus, in-fol., Milão, 1535, obra de grande erudição contra Lutero. Paulino Bernardini, de Lucca, dominicano, Concordia ecclesiastica contro tutti gli eretici, in-8°, Florença, 1552. Júlio Castellani, de Faenza, De imaginibus et miraculis sanctorum adversus haereticos libri IV, Bolonha, 1569. Lélio Zecchi, cônego de Bréscia, Tractatus theologici et canonici, 2 in-4°, Bréscia, 1591, o primeiro que tratou do conjunto da teologia do ponto de vista da polêmica; De indulgentiis et jubilaeo anni sancti, Colônia, 1601; De republica ecclesiastica, Verona, 1599. Antônio de Castro novo, agostiniano, da Sicília, Regnum Christi, Ecclesia romana libri VIII, adversus schismata, Roma, 1582. Ângelo Pientini Corsiniani, da Etrúria, dominicano, Dimostrazioni degli errori della perfida setta maomettana libri v, cioè l'Alcorano riprovato, in-fol., Florença, 1588, 1603; Roma, 1596; Tract. de jubilaeo in IV libros distinctus, Roma, 1575.

5° Teologia moral e pastoral. - João Luís Vivaldi de Mondovi, dominicano, De veritate contritionis, in-fol., Saluces 1503, obra muito frequentemente reeditada em seguida, Lyon, 1505; Paris, 1508, etc. Teodoro Suigo, dominicano, Confessionario utilissimo ad ogni persona, Milão, 1496, 1505, 1518. Celso Maffei, cônego regular de Latrão, Monumentum compendiosum pro confessionibus, in-4°, Roma, 1491; Veneza, 1498; Dissertatio dissuasoria ne christiani principes sibi usurpent census ecclesiasticos, ad senatum venetum, in-4°, Bolonha, 1494, etc. Tiago Cavicei, de Parma, Confessionale, Parma, 1509, Veneza, 1529.

Silvestre Mozolini, de Prierio, no Piemonte, dominicano, além de várias obras de polêmica contra Lutero, compôs, para a teologia moral, a Summa summarum, apelidada Silvestrina, do nome do autor, dividida em 715 artigos que, dispostos em ordem alfabética, tratam de todos os pontos da teologia moral, in-fol., 1510; Estrasburgo, 1518; Lyon, 1519, 1521, 1541; Veneza, 1569, 1578, 1581, e em seguida reimpressa mais de quarenta vezes. João Cagnazzo, nascido nos arredores de Gênova, Summa de casibus conscientiae, Bolonha, 1517, 1520; Veneza, 1580, 1602. Antônio Melius, de Crema, agostiniano, De vero ac legitimo intellectu privilegiorum praecipue confessariorum, de potestate absolvendi a casibus reservatis, Bréscia, 1525; Veneza, 1566. Antônio Saxolini, franciscano, Illuminata conscientia, Florença, 1512. Vicente Giachari, dominicano da província de Ferrara, De necessitate confessionis vocalis omnium peccatorum, in-4°, Veneza, 1569. Muitos outros autores, por volta da mesma época, publicaram tratados sobre pontos particulares de moral: julgamos inútil citá-los aqui. Bartolomeu Fumus, de Piacenza, dominicano, Summa casuum conscientiae, apelidada Aurea Armilla, Veneza, 1550, 1567, 1574, 1578; Antuérpia, 1576; 1591; Lyon, 1594. São Carlos Borromeu, Acta Ecclesiae Mediolanensis, in-fol., Milão, 1599, muito frequentemente reeditados em seguida, por causa de sua utilidade para o ministério pastoral. Publicaram-se deles extratos particulares, tais como: Instructiones pro confessariis; Pastorum instructiones, etc.

6° Ascetismo e mística. — Mateus Bossus, cônego regular de Latrão, De veris ac salutaribus animœ gaudiis, Florença, 1491; Estrasburgo, 1509; De vero sapientiœ cultu; De tolerandis adversis, etc., Estrasburgo, 1509. Marcos Vigerius della Rovere, conventual, De excellentia instrumentorum dominicœ passionis, in-fol., Fano, 1507. Antônio de Monelia, franciscano, de Gênova, Commentaria in theologiam mysticam S. Dionysii, Bolonha, 1522; Directorium inflammandi mentem in abyssum divini luminis, 2 in-fol. Bolonha, 1522, frequentemente reeditado. Mateus Silvagi, observante, De nuptiis animœ cum Christi ejus sponso, in-8°, Veneza, 1542; De tribus peregrinis, seu de divinis perfectionibus et philosophia sanctorum, in-8°, Veneza, 1512; Labyrinthi duo de mundano et divino amore, in-8°, Veneza, 1512. Pedro de Lucca, sacerdote de altíssima santidade e honrado com o dom dos milagres, Dottrina del ben morire, Veneza, 1529; Della umiltà, Bolonha, 1515. Anzola de Piacenza, cônego regular, Dialogo del sopportare le avversità e le tribolazioni del mondo patientemente, Veneza, 1527. Pedro Dellini, veneziano, geral dos camaldulenses, Epistolarum libri duodecim, muito notáveis, Veneza, 1524. Serafino Aceti, cônego regular de Latrão, Opuscula spiritualia, muito frequentemente reeditados, Veneza, 1511, 1562; Piacenza, 1550; Antuérpia, 1581. Existe deles uma tradução italiana.

7° Direito canônico. — As Decretais tiveram, no século XVI, numerosos comentadores. Entre eles, citemos Felino Maria Sandeu, de Reggio; Luís Bolognini, de Bolonha; Pedro de Ravena; João Antônio de San Georgio, de Milão; Mariano Bartolini, auditor da Rota, em Roma; Roque Curti, professor de direito canônico e senador de Milão; Bernardo de Como, dominicano, que publicou, além disso: Lucerna inquisitorum hœreticœ pravitatis, in-8°, Milão, 1506; Roma, 1584; Veneza, 1596. Tiago Castellani de Fara, cônego de Latrão, Tract. de sanctorum canonizatione, dedicado a Leão X. Sal. Alberteschi, De potestate cardinalium, mortuo vel impedito papa, Roma, 1520. Filipe Decius, de Milão, auditor da Rota e senador de Milão, Consilia, 4 in-fol., Pávia, 1512-1531; Commentaria in Decretales, Lyon, 1557; Veneza, 1576. Pedro André de Gambarinis, nascido em Bolonha e bispo de Faenza, Commentarium in Extrav. Julii II, de electione simoniaca romani pontificis, Roma, 1528; De beneficiorum permutatione; De officiis et auctoritate legati a latere, in-fol., Veneza, 1585. Paulo Cittadino, de Milão, Tract. juris patronatus, Veneza, 1583. Hipólito Marsilius de Bolonha, Notabilia ex utroque jure, in-fol., Milão, 1512. Tiago Simonetta, de Milão, cardeal e bispo de Perúgia, De reservatione beneficiorum, Roma, 1588. Agostinho Bero, de Bolonha, Quœstiones, Bolonha, 1550; Veneza, 1571; Commentaria super Decretales, 3 in-fol., Lyon, 1550-1552; Consilia, 3 in-fol., Bolonha, 1567; Veneza, 1577. Lourenço Pinus, de Bolonha, apelidado o jovem, para distingui-lo daquele de quem se tratou no século precedente, Consilia notis illustrata, in-fol., Veneza, 1529; Supra quinque libros Decretalium, Veneza, 1570. Marco Antônio Marescotti, cônego de Bolonha, Repetitiones super VI Decretalium, Bolonha, 1506; Decisiones s. Rotae, in-4°, Bolonha, 1578; Roma, 1589, 1601. Andréas Alciati, de Como, Judiciarii processus compendium, et utriusque juris praxis, Colônia, 1530. Antônio Gabrieli, decano dos advogados consistoriais, Communes conclusiones in septem libros distributœ, in-fol., Veneza, 1520, 1574. Paulo Borgas, de Feltre, De irregularitatibus et impedimentis ordinum, ac de censuris ecclesiasticis et dispensationibus super eis, in-fol., Veneza, 1574. Henrique Bottea, De synodo episcopali et de statutis episcopi synodalibus, Veneza, 1584. Mateus Ugoni, De conciliis, in-fol., Veneza, 1505.

Tomás Campeggi, de Bolonha, bispo de Feltre, De auctoritate conciliorum, in-fol., Veneza, 1561; De auctoritate et potestate romani pontificis in Ecclesia Dei, Veneza, 1502; De residentia pastorum; De cœlibatu sacerdotum non abrogando, Veneza, 1554; Opuscula sobre diversas questões de direito canônico, Veneza, 1584. Antônio Cucchi, Juris canonici institutiones, uma das primeiras obras que tratam do direito canônico, em geral, segundo um plano sistemático; por isso teve numerosas edições: Lyon, 1564, 1571; Pávia, 1505, etc. Guilherme Redoani, de Gênova, bispo de Xebbio, na Córsega, notário apostólico em Nápoles, De spoliis ecclesiasticorum, Roma, 1569; De alienationibus rerum ecclesiasticarum, Veneza, 1572; De simonia, Veneza, 1565. Matias Alberti, de Florença, olivetano, Istituzione canonica nella quale si contiene le leggi di santa Chiesa, le ordinazioni de ss. pontefici e le costituzioni di tutti sacri concili, in-4°, Veneza, 1569, 1571. João Pedro Slupano, oblato, Compendio dell'istituzione et autorità de' ministri ecclesiastici et in particolare de' sommi pontefici, in-4°, Milão, 1501. Jerônimo Garimberti, De romanis pontificibus et cardinalibus, in-4°, Veneza, 1568.

Remígio Nanni, dominicano, de Florença, De summi pontificis auctoritate, de episcoporum residentia, de beneficiorum pluralitate, in-4°, Veneza, 1562. Rafael Cileni, de Veneza, De legato pontificio, Veneza, 1558. César Mazutelli, Collectio diversarum constitutionum et litterarum romanorum pontificum, a Gregorio VII ad annum 17 Gregorii XIII, in-fol., Roma, 1579, João Paulo Lancellotti, professor de direito na universidade de Perúgia, sua pátria, Institutiones juris canonici ad modum institutionum Justiniani, obra preciosa, muito frequentemente reeditada, in-4°, Perúgia, 1563, 1567; Paris, 1685; De comparatione juris pontificii ac cœsarei, Lyon, 1584, 1603; Regularum ex universo pontificio jure libri tres, Perúgia, 1587. Graziani de Garzadoro, cônego de Vicenza, Compendium juris canonici, in-fol., Veneza, 1580. Marcos Mantua Benavidio, de Pádua, Dialogus de concilio; Commentarii juris canonici, 2 in-fol., Pádua, 1503. Jerônimo Albani, de Bérgamo, cardeal, De ecclesiarum immunitate et de personis ad eas confugientibus, Roma, 1564; Veneza, 1584; De cardinalatu, Roma, 1541; Disputationes ac consilia, Roma, 1553; Lyon, 1503; Lucubrationes in Bartoli lecturas, 2 in-fol., Veneza, 1550, 1561, 1571. Aníbal Grassi, de Bolonha, bispo de Faenza, De jurisdictione universali summi pontificis in temporalibus, inserido por Boccaberti na Bibl. pontif., t. iv. Quintiliano Mandosi, In regulas cancellariœ apostolicœ, in-4°, Veneza, 1551. Jerônimo Manfredi, de Bolonha, De cardinalibus S. R. Eccl., in-fol., Bolonha, 1504; Super attentatis, appellatione pendente, libri duo, 2 in-fol., Bolonha, 1501, 1503. Gabriel Paleotti, De sacri consistorii consultationibus, Roma, 1596. Feliciano Xiguarda, de Como, dominicano, bispo de Santa Ágata, depois de Como, Enchiridion de censuris, irregularitate et privilegiis, Ingolstadt, 1583; Manuale visitatorum, dividido em 2 livros, Roma, 1589; Manuale parochorum, Ingolstadt, 1582. Paulo Fuscus, De visitatione et regimine ecclesiarum, in-4°, Roma, 1610; Singularia in jure cœsareo atque pontificio, Veneza, 1574. Simão Majoli, de Asti, De irregularitatibus et aliis canonicis impedimentis, in-4°, Roma, 1570, 1619. José Mascardi, bispo auxiliar de Ajaccio, De probationibus, 3 in-fol., Frankfurt, 1593-1599. Pedro de Perúgia, De mutatione status ecclesiarum, Veneza, 1584; De mutatione status personarum ecclesiasticarum. Jerônimo Gigante, De pensionibus ecclesiasticis, in-4°, Veneza, 1570, 1588.

8° Liturgia. — Pedro Casola, cônego de Milão, Rationale cœremoniarum missœ ambrosianœ, Milão, 1498, 1499. Marcos Rosilio de Foligno, Ordinationes divini officii totius anni, in-8°, Roma, 1503. Antonino Dulciati, de Florença, agostiniano, Computum solis et lunœ, Florença, 1514; De reformatione ritus celebrationis festorum, Florença, 1519. Paris Grassi, cônego de Bolonha, mestre de cerimônias da capela papal, na corte romana, De cœremoniis cardinalium et episcoporum in suis diœcesibus libri duo, Roma, 1580, 1587; Veneza, 1582; Ordo romanus, inserido por Martène no Tr. de antiqua Ecclesiœ disciplina in divinis officiis, Lyon, 1706, p. 595 sq., obra cheia de pormenores muito interessantes; Diarium curiœ romanœ, inserido por Ch.-G. Hoffmann na Nova scriptorum et monumentorum collectione, Leipzig, 1731, p. 101-500. Marcelo Francolini, De tempore horarum canonicarum, Roma, 1531; Veneza, 1605. Lucas Gauricus, Kalendarium ecclesiasticum novum, ex sacris litteris probatisque veterum patrum synodis, in-4°, Veneza, 1552. Alberico Oliva, Commentari sopra li riti della Chiesa di Napoli, in-8°, Roma, 1550. José Paraphili, de Verona, agostiniano, De origine multarum minutissimarum in Ecclesia cœremoniarum; De exorcistis et antiquo ritu torquendi et expellendi daemones; De sacris ritibus apud veteres pontifices in conficiendis et administrandis baptismatis, chrismatis et eucharistiae sacramentis, obra preciosa, dividida em três livros. Marco Antônio Colonna Marsilicus, de Bolonha, arcebispo de Salerno, Hydragiologia, sive de aqua benedicta, Roma, 1586, 1605, obra de grande erudição. Miguel Timolbéc, In divinum officium quœstiones CCC, Veneza, 1581; De sacrificio missœ, Veneza, 1584; Institutio ad episcopos de sacrosanctis Dei ecclesiis visitandis, in-4°, Veneza, 1581. João Francisco Bonomi, de Cremona, bispo de Vercelli, Reformationis ecclesiasticœ decreta generalia omnium ecclesiarum usibus accommodata, in-8°, Colônia, 1585.

9° História eclesiástica. — 1. História geral. — Sigismundo Visconti, Historia ab anno 1475 ad annum 1510, publicada com a versão italiana, por Fernando Calbri, 2 in-8°, Roma, 1882-1883. Tiago Filipe Foresta, de uma nobre família de Bérgamo, agostiniano, Supplementum chronicorum ad annum 1412, libri sexdecim, impressa até doze vezes, em vida do autor, por causa de sua utilidade, in-fol., Veneza, 1483, etc., às vezes sob o título de Novissimœ omnium historiarum repercussiones; é verdadeiramente uma história universal da Igreja, dos impérios, das principais cidades e dos homens ilustres. João Stella, sacerdote de Veneza, Vitœ 230 romanorum pontificum a S. Petro usque ad Iulium II, Veneza, 1505; Basileia, 1507. Tiago de Volterra, secretário e protonotário apostólico, Diarium romanum de Sixti IV pontificatu an. 1471-1484, inserido por Muratori, Script, rer. ital., t. xxiii, col. 147 sq. João Lucidi, veneziano, matemático célebre, De emendationibus temporum ab orbe condito usque ad annum 1535, Veneza, 1537, 1540; continuado por Jerônimo Bordi, até 1575, Veneza, 1575, obra importante para a cronologia. Francisco Carpesani, de Parma, Commentaria temporum ab anno 1470 ad 1526, inserido por Martène na Vet. scriptorum et monumentorum collectio, t. v, col. 1177-1426. Rafael de Volaterra, na Etrúria, secretário de vários papas, Vitœ romanorum pontificum Sixti IV, Innocentii VIII, Alexandri VI, et Pii III, Veneza, 1518. Jerônimo de Léandris, de Treviso, arcebispo, cardeal e legado do papa, na França e na Alemanha. Epistolœ et Relationes, relato de suas legações, publicadas por Laemmer, Monumenta vaticana, Friburgo, 1861; e pelo cardeal Mai, Spicilegium rom., t. iii. Onofre Panvini, de Verona, agostiniano, Epitome vitarum rom. pontificum de s. Petro usque ad Paulum IV, Veneza, 1557, 1567; Chronicon ecclesiasticum a C. Julii Caesaris tempore usque ad imper.

Maximilianum II, Colônia, 1568, Lovaina, 1573; De Sibyllis et carminibus sibyllinis, Veneza, 1567; Fausti et triumphi romanorum a Romulo usque ad Carolum V imperatorem, Veneza, 1557, obra de grande valor para a história da Antiguidade e da Idade Média. Carlos Sigoni, de Modena, Historia ecclesiastica, dividida em 14 livros, 4 in-fol., Milão, 1732, obra notável por sua erudição. Antônio Ciccarelli, de Foligno, Vite de' Pontefici, Roma, 1588.

2. História das Igrejas particulares e das ordens religiosas. — Fabrício Marliani, de Milão, bispo de Piacenza, Chronica episcoporum placentinorum; Annales Mediolanenses, obras inseridas por Muratori, Script. rer. ital., t. xvi, col. 627 sq., 641-840. Bernardino de Aquila, observante, De cœnobiis et viris piis promissis S. Bernardini, seu Aprutii, Veneza, 1612. Bento Zacharias, de Vicenza, cartuxo, Vita S. Brunonis et origo ord. cartusiani, Paris, 1521. Ambrósio Taegi, de Milão, dominicano, Chronicon ordinis praedicatorum generale, 6 in-fol., obra que permaneceu manuscrita, mas da qual muito se serviram os autores subsequentes. Antônio Belloni, de Údine, Vitae patriarcharum aquilejensium usque ad annum 1530, inseridas por Muratori, t. xvi, col. 23-70. João Filipe de Novara, Chronica canonici ordinis, Cremona, 1555. Estêvão Usodimare, genovês, dominicano, Catalogus magistrorum ordinis, cardinalium, antistitum, martyrum, beatorum ac doctorum, in-4°, Roma, 1555. Augusto, de Florença, carmelita, Historia camaldulensium, dividida em três livros, in-4°, Florença, 1575. Miguel Poccianti, servita, também de Florença, De illustribus viris florentinis, obra continuada por Ferrini de Prato, Florença, 1589.

3. Hagiografia. — Bartolomeu Pallazuolo, agostiniano, Martyrologium, in-4°, Pávia, 1484, obra bastante extensa. Estêvão Serva, de Cremona, cônego regular de Latrão, Vita S. Ubaldi, Parma, 1519, 1523; Roma, 1628. Ambrósio Calepini, Vita B. Joannis Boni, eremitae, O. S. Aug., inserida nos Acta sanctorum, outubro, t. ix, col. 718-767. Vicente de Faenza, dominicano, Vita B. Jacobi Salomonii veneti, inserida nos Acta sanctorum de 31 de maio, p. 460-425. Nicolau Valla, Vita S. Francisci, Florença, 1498. Inácio Squarcialupo, de Florença, beneditino, Vita et passio S. Bertharii, que carece de crítica, segundo os autores dos Acta sanctorum, outubro, t. ix, p. 660-682. Luís Lippopiano, de Veneza, Historiae de vitis sanctorum, 8 in-4°, Veneza e Roma, 1551-1560, obra estimada pelos eruditos e louvada pelos bolandistas. Pedro Galosini, de Ancona, protonotário apostólico, Martyrologium romanum annotationibus historicis illustratum, Milão, 1567; Veneza, 1578; Roma, 1584.

4. História literária. — Bernardino Rutilio, de Vicenza, De vitis jurisconsultorum. Leandro Alberti, de Bolonha, dominicano, De viris illustribus ord. praedicatorum, libri sex, Bolonha, 1517, obra exata e finamente escrita.

II. SÉCULO XVII. — 1. Escritura Sagrada. — No primeiro quartel do século XVII, certo número de autores comentaram ou explicaram diversos livros da Sagrada Escritura, mas sem grande brilho. Entre aqueles cujo nome permaneceu, citemos Galeato Trissino, de Vicenza; Tadeu Guidello, de Perúgia; Sisto Lamperti; Pantaleão Panvini; Antônio Agelli, de Nápoles. O mais digno de ser conhecido é Marius a Calassio, franciscano, hebraísta de marca, trabalhador infatigável, que, no próprio dia de sua morte, 24 de janeiro de 1620, ainda recitou os salmos em hebraico. Temos dele: Grammatica, canones generales linguae sanctae, Dictionarium hebraicum et Concordantia S. S. Bibliorum hebraicorum, 4 in-fol., Roma, 1622; Londres, 1747, obra muito estimada pelos eruditos. Fabrício Pauluzzi, bispo de Pieve, Commentarii in Pentateuchum, Roma, 1619; In Machabaeos, in-fol., Roma, 1625; In quatuor Evangelia, in-fol., Roma, 1619; In Actus apostolorum, in Epistolas Pauli et aliorum apostolorum, in Apocalypsim, in-fol., Roma, 1619. Domingos Ginnasi, de Bolonha, núncio apostólico e cardeal, Interpretationes in Psalmos et Annotationes in Pentateuchum, obras piedosas e eruditas, 2 in-fol., Roma, 1630. Camilo Pulsicto, camaldulense, In omnes Psalmos Davidis, in-4°, Veneza, 1628. João Batista Bandini, de Florença, publicou o Psalterium vaticanum, segundo os antigos manuscritos, in-4°, Roma, 1619. Antônio Giggeo, de Milão, traduziu para o latim os comentários hebraicos de Raschi, Aben Esra e Levi Gerson, aos quais acrescentou explicações pessoais, in-4°, Milão, 1620.

João Estêvão Menochius, de Pávia, S. J., Brevis explicatio sensus litteralis S. Scripturae, 2 in-fol., Colônia, 1630. Leem-se dela várias edições, em seguida, mas muito defeituosas, exceto as mais recentes. Carlos João Golino, de Fano, Edengraphia, ou descrição do paraíso terrestre, in-fol., Messina, 1649. Francisco Quaresmio, franciscano, tendo residido longo tempo na Palestina, Elucidatio terrae sanctae historica, theologica et moralis, 2 in-fol., Antuérpia, 1639, obra muito importante para a ographie histórica da Palestina, reeditada, no século XIX, por Cipriano de Treviso, Veneza, 1882. Vicente Giliberti, de Nápoles, geral dos clérigos regulares, Caeli Davidici, variae versiones psalmorum commemorae et moralibus conceptibus stellatae, 1 in-fol., Nápoles, 1639-1650, obra útil aos pregadores. Paulo Minerxa, de Bari, dominicano, matemático e astrônomo, De neomeniis Salomonii perpetuis libri duo, in-4°, Vico, 1599. Tomás Colonna, de Palermo, capuchinho, Commentaria moralia super duodecim prophetas minores, Palermo, 1644. Paulo Vecchio, de Nápoles, cônego teologal de Cápua, Observationes omnigenae eruditionis, sive physiognomicae et medicae in S. Scripturam, libri duo, in-4°, Nápoles, 1600. Miguel Ghislieri, de Roma, clérigo regular, muito instruído nas línguas orientais, Commentarii in Canticum canticorum Salomonis, segundo o texto hebraico e o grego dos Setenta, in-fol., Roma, 1609; Veneza, 1613; Antuérpia, 1614; Paris, 1618, etc. Paulo Aresi, de Cremona, teatino, De vero sacri Cantici canticorum Salomonis tum historico tum spirituali sensu, in-4°, Milão, 1640; Velitationes sex in Apocalypsim, Milão, 1647. Luís Novarino, de Verona, Sacrorum electorum, 5 in-fol., Verona, 1646, espécie de enciclopédia escriturística; Schediasmata sacroprofana, do mesmo gênero de escrito, in-fol., Lyon, 1635; e muitos outros comentários sobre a maior parte dos Livros santos.

Fortunato Scacchi, de Ancona, agostiniano, hebraísta distinto, Sacrorum elaeochrismaton Myrothecia, 3 in-4°, Roma, 1625, 1627, 1037; Amsterdã, 1701; obra intitulada às vezes também: Thesaurus antiquitatum sacroprofanarum, título que faz compreender melhor o conteúdo; obra singular, de grandíssima erudição, e muito estimada por esse motivo. Augusto Inveges, siciliano, Historia sacra paradisi terrestris, in-4°, Palermo, 1649, 1651. Antero Maria de São Boaventura, agostiniano de Gênova, Ponderationes in Psalmos juxta multiplicem Scripturarum sensum, 3 in-4°, Lyon, 1073; Auri gemmarumque mystica fodina, in-fol., Gênova, 1077, para os diretores de almas. Lourenço de Santa Francisca Romana, agostiniano, de Roma, Sacrum theatrum bibliorum, 3 in-fol., Roma, 1090. Tomás Inocêncio Pencini, de Veneza, Nova veteris legis mystico-sacra galaxia Scripturae, in-fol., Veneza, 1070, comentário literal, moral, alegórico e anagógico do Pentateuco. O autor publicou uma obra do mesmo gênero sobre o Novo Testamento e a intitulou: Nova evangelicae legis mystico-sacra galaxia, 2 in-fol., Veneza, 1078-1085. João Paulo Oliva, de Gênova, geral dos jesuítas, Commentarii in S. Scripturam, 6 in-fol., Lyon, 1677-1679. Júlio Bartolocci, nascido na Etrúria, cisterciense, Bibliotheca magna rabbinica de scriptoribus et scriptis hebraicis, em ordem alfabética, 3 in-fol., Roma, 1675, 1678, 1683. Seu discípulo e confrade, Carlos José Imbonati, segundo as notas deixadas por ele após a morte, acrescentou-lhe um quarto volume, in-fol., Roma, 1693.

2° Patrologia. — João Batista Peretti, arquidiácono de Verona, Sermones S. Zenonis, in-4°, Verona, 1586; Sanctorum episcoporum Veronensium antiqua monumenta, in-4°, Veneza, 1576. Pedro Ridolfi, nascido na Emília, conventual, Opera omnia S. Bernardini Senensis, 4 in-4°, Veneza, 1591. Jerônimo Brunelli, de Siena, Gregorii Nazianzeni carmina selecta, in-8°, Roma, 1590. Vicente Ricardi, de Nápoles, clérigo regular, Sancti Procli analecta, commentariis aucta, in-4°, Roma, 1630. Pio Hubei, de Piacenza, jeronimita, Commentarii in res gestas S. Hieronymi, ad operum examen, seu ad controversiarum solutionem, in-fol., Como, 1023. Márcio Milésio Sarazani, jurisconsulto de Roma, Sancti Damasi vita et opera cum annotationibus, Paris, 1072. Domingos Mita Ugutionelli, Sancti Petri Chrysologi sermones ad vetustos codices recogniti, in-4°, Bolonha, 1643; Veneza, 17.. Constantino Gaetani, de uma nobre família de Siracusa, beneditino, prefeito da biblioteca vaticana, Sancti Petri Damiani opera, 4 in-fol., Roma, 1606-1640; Paris, 1012, 1003; Opuscula quaedam s. Isidori numquam édita, in-4°, Roma, 1616. José Isei, de Cesena, Lactantii opera, in-fol., Cesena, 1646; Roma, 1650. Bernardo Borghi, nascido na Marca de Treviso, dominicano, "..." S. Fulgentii in-4°, Veneza, 1696.

3° Teologia escolástica. — Um lugar de primeiríssima ordem deve ser dado aos teólogos jesuítas do Colégio Romano. Embora espanhóis por sua origem, Toledo, Suárez, Vásquez, João de Lugo devem ser assinalados entre os autores que ilustraram a Itália; veja-se os artigos especiais e o artigo Jesuítas. Durante a primeira metade do século XVII, muitos teólogos escolásticos, dos quais vários de verdadeiro valor, trabalharam para difundir as doutrinas de São Tomás. Indicaremos aqui os principais. Rafael Riva, de Veneza, dominicano, Quaestiones et dubitationes scholasticae, in-fol., Veneza, 1009. Serafino Capponi, nascido perto de Bolonha, dominicano, Elucidationes formulae in Summam theologicam S. Thomae de Aquino, 5 in-4°, Veneza, 1588, 1590, 1012, impresso às vezes sob este título: Summa totius theologiae D. Thomae. Gregório Falconio, agostiniano, Reconciliatio centum locorum controversorum inter D. Thomam doctorem angelicum et Aegidium Columnium, in-fol., Rímini, 1012. João Domingos Montagniuoli, de Siena, dominicano, Defensiones theologicae ac thomisticae, in-fol., Nápoles, 1010.

Escoto teve também seus partidários. Agostinho Gothulius, franciscano, da província de Gênova, além de várias obras destinadas a difundir, explicando-o, o ensino do doutor sutil, publicou Gymnasium speculativum ex variis tum philosophicis, tum theologicis, concinnatum, in-fol., Paris, 1605. Paulino Berti, de Lucca, agostiniano, Quaestiones in quatuor libros Sententiarum et quodlibeticas Scoti, 6 in-8°, Veneza, 1617. Vitorino Manso, beneditino do Monte Cassino, Harmonia theologica Patrum et scholasticorum, in-4°, Nápoles, 1594. Alexandre Pesanti, de Roma, Brevia commentaria et disputationes in D. Thomae universam theologiam, in-fol., Veneza, 1606; Colônia, 1617. Fortuna de Pádua, Elementa mysticae geometriae, tratado sobre os atributos de Deus, no qual se encontram raciocínios de ordem matemática unidos aos argumentos teológicos, in-4°, Pádua, 1017. O Mestre das Sentenças teve também ele muitos comentadores: João Paulo Palentieri, conventual de Bolonha; Daniel Malloni, jeronimita de Bréscia; Cristóvão Silvestrano, carmelita de Verona; Arcanjo de Rubeis, de Cremona, cônego regular de Latrão; Pitigiani de Arezzo, observante; Cristóvão Marasca, de Cremona, carmelita, etc. Muitos teólogos trataram também das questões candentes da predestinação.

Outros se alinharam entre os discípulos de São Boaventura, tais como Pedro Capullio, conventual de Cortona, professor em Bolonha e em Roma, Commentaria in I et II libros Sententiarum S. Bonaventurae, 2 in-fol., Veneza, 1022, 1024. Outro tentou reunir num só todo as doutrinas do doutor angélico e do doutor seráfico. Foi o capuchinho Francisco de Coriolan, Summa theologiae ad instar Summae D. Thomae, ex operibus S. Bonaventurae, 7 in-fol., Roma, 1022. Teodoro Foresta, capuchinho, de Bérgamo, Paraphrases, commentaria et disputationes juxta mentem D. Bonaventurae, in-fol., Roma, 1033. Esse autor, que durante quase quarenta anos ensinara essas doutrinas seráficas, era muito estimado pelo papa Urbano VIII, que várias vezes o nomeou visitador apostólico. Maurício Centino, franciscano da Sicília, Disputationes theologicae de incarnatione et sacramentis, ad mentem Scoti, 2 in-fol., Messina, 1637. Lívio Galante, franciscano de Ímola, Christiana theologia comparata cum platonica, cum tota veteri sapientia ethnicorum, chaldaeorum, aegyptiorum et graecorum, in-fol., Bolonha, 1627. André, franciscano de Perúgia, Analysis purissimae conceptionis Deiparae, in-4°, Veneza, 1634.

Nessa obra, o autor cita mais de trezentos teólogos e dá seus argumentos para provar a verdade do privilégio da imaculada conceição. João Maria Zamora, capuchinho de Údine, De eminentissima Deiparae V. Mariae perfectione, libri tres, in-fol., Veneza, 1629. Também ele procurara pôr de acordo as diversas escolas teológicas, em seus Tractatus theologici ad componendas controversias omnes inter divum Thomam, S. Bonaventuram et Scotum, in-fol., Veneza, 1026. A intenção era certamente excelente. Quanto ao resultado, as disputas que duram há séculos mostraram e mostram ainda o que se deve pensar dele. Modesto Gavazzi, conventual de Ferrara, De macula peccati permanentis personalis et originalis, in-4°, Bolonha, 1642; Disputationes theologicae ad mentem Scoti, in-fol., Roma, 1650, trinta anos depois do ensaio de conciliação tentado por Zamorra. No ano seguinte, Fulgêncio Stella, franciscano, publicava suas Celebriores thomistarum et scotistarum theologicae controversiae in favorem scotistarum, in-4°, Milão, 1651. João Maria Sforza, conventual, Scotus corroboratus ex contradictionibus scholae adversae, in-4°, 1601. Pelo título dessas obras, e pelo de outros autores que poderíamos acrescentar, vê-se que os escotistas se mantinham firmes em suas posições e não pensavam de modo algum em abandoná-las. O jesuíta João Batista Rossi, de Monreale, censor para a impressão dos livros compostos pelos Padres da Companhia de Jesus, pareceu alinhar-se ao lado deles em suas Distinctiones ex commentariis S. Bonaventurae in quatuor libros Sententiarum collectae, in-fol., Roma, 1652. Uma obra, recebida com entusiasmo pelos escotistas, foi o Philosophiae ad mentem Scoti cursus integer, redigido pelo conventual Belluti e seu amigo Bartolomeu Mastria, in-fol., Veneza, 1678, 1688, 1708; editado em 5 in-fol., Veneza, 1727. As numerosas edições, revistas e aumentadas, provam a estima de que gozava esse Cursus integer. Mateus Ferchi publicou, além de uma Vida de Escoto, a Apologia pro Jo. Duns Scoto, in-8°, Bolonha, 1620; Nápoles, 1629, e várias outras obras filosóficas, no mesmo espírito. Gaudêncio Buontempo, capuchinho de Bréscia, publicou, com um título talvez um tanto pretensioso, seu Palladium theologicum, seu tota theologia scholastica ad intimam mentem D. Bonaventurae, seraphici doctoris, 7 in-fol., Lyon, 1070, obra muito louvada pelos adeptos dessa escola, entre outros por Bernardo de Bolonha.

Não citamos os inumeráveis teólogos do século XVII que trataram de partes separadas da teologia. Hipólito Marracci, de Lucca, clérigo regular da Mãe de Deus, Bibliotheca mariana alphabetico ordine digesta, 2 in-8°, Roma, 1048, excelente trabalho, no qual cita mais de três mil autores e mais de seis mil obras, algumas das quais permaneceram manuscritas; Apostoli mariani, seu de singulari SS. Apostolorum in Mariam Deiparam pietate, in-8°, Roma, 1043; Pontifices maximi mariani, seu de rom. pontificum in Mariam Deiparam Virginem ardenti studio ac pietate, in-8°, Roma, 1042; Fundatores mariani, do mesmo gênero, in-8°, Roma, 1043; Purpura mariana, in-8°, Roma, 1654; Antistites mariani, in-8°, Roma, 1556; Heroides marianae, in-8°, Roma, 1054; Reges mariani, in-8°, Roma, 1051; Principes mariani, in-8°, Roma, 1000; Polyanthea mariana, in-fol., Roma, 1094, e várias outras obras análogas que, por seu espírito de piedade, nos repousam das intermináveis controvérsias acrimoniosas e sem resultado algum para a descoberta da verdade. Nicolau de São João Batista, agostiniano, de Palermo, Philosophia augustiniana, sive integer cursus philosophicus juxta doctrinam S. Augustini, 6 in-12, Gênova, 1687. Capissucchi, de uma ilustre família de Roma, dominicano e cardeal, Controversiae theologicae selectae scholasticae, morales, scripturales, ad mentem D. Thomae, in-fol., Roma, 1670. Pouco tempo depois, apareciam muito numerosas obras em favor de Escoto. Teodoro Gennari, franciscano, depois bispo de Vélia, Dies intelligibilis scoticus in duodecim horas theologicas divisus, in-fol., Veneza, 1674. Clemente Bascetti, franciscano, Viridarium theologicum in IV libros Sententiarum Jo. Duns Scoti, 4 in-12, Vicenza, 1688, 1689, etc. Tiago Manzoni, dos eremitas de Santo Agostinho, SS. Patriarchae Augustini axiomata theologica, in-fol., Ferrara, 1673; Enchiridion theologiae augustinianae, in-fol., Ferrara, 1678.

4° Polêmica. — Paulo Grisaldi, de Perúgia, Malleus contra judaeos, graecos et mohamedanos, in-4°, Veneza, 1587. Sebastião Cattaneo, de Milão, Enchiridion eorum quae in controversiam vocantur, in-8°, Ingolstadt, 1589. Serafino Razzi, de Florença, De locis theologicis praelectiones, in-4°, Perúgia, 1603. Paulo Fabulotti, barnabita, de Roma, De potestate papae supra concilium, Veneza, 1613, muito frequentemente reeditado. Afonso Bovosi, cônego regular de Latrão, Disputationes catholicae contra graecos, Bolonha, 1607. Tomás Bozio, oratoriano, De signis Ecclesiae, obra notável, composta a instâncias de São Filipe Néri e frequentemente reeditada, 2 in-4°, Roma, 1592; Colônia, 1593, 1602, 1624, 1026, etc. Mas o príncipe da controvérsia, que fez esquecer todos os outros, é Roberto Francisco Belarmino, S. J., cardeal, Disputationes de controversiis fidei adversus hujus temporis haereticos, muito frequentemente reeditadas, 3 in-fol., Ingolstadt, 1586-1593, 1590; Lyon, 1593, 1590; em 4 volumes, em Veneza, 1590, 1599, 1002, etc. Ver t. ii, col. 560 sq. Marco Antônio Capelli, franciscano da província de Pádua, De summo pontificatu B. Petri adversus praetensum regis Angliae primatum, in-4°, Bolonha, 1610. Domingos Gravina, dominicano, da Sicília, Catholicae praescriptiones adversus omnes veteres et nostri temporis haereticos, 7 in-fol., Nápoles, 1619-1039; Pro sancto fidei catholicae et apostolicae deposito, a rom. pontificibus custodito, apologeticus adversus novatorum calumnias, in-4°, Nápoles, 1029; Colônia, 1638. Antônio Rusca, de Milão, De inferno et statu daemonum ante mundi exitum libri sex, in-4°, Milão, 1621. Ângelo de Petricca, conventual, Turris David, seu de militante ac triumphante Ecclesia disputationes adversus hujus temporis haereticos, in-fol., Roma, 1647. João Alexandre Ferrari, Euclides catholicus, seu demonstratio fidei romanae ex primis certis, evidentibus principiis, methodo mathematica, in-4°, 1670.

Antônio Masucci, conventual, Calvinus oppugnatus, caeterique recentiores haeretici profligati, in-4°, Nápoles, 1680. Garnieri de Monreale, conventual, De Ecclesia militante, in-fol., Roma, 1049. Nicolau Maria Pallavicini, S. J., Difesa del pontificato e della Chiesa cattolica, ove si rifiutano tutte le moderne eresie, 3 in-fol., Roma, 1087. Celestino Sfondrati, de Milão, beneditino e cardeal, Regale sacerdotium romano pontifici assertum, in-4°, 1684. Inácio Fiume, da Sicília, dominicano, Schola veritatis, adversus mendacia Lutheri, Calvini et protestantium, 4 in-4°, Nápoles, 1675. Raimundo de Puteo, bispo de Este, Romana veritas contra haereticos, in-12, Messina, 1658. Emanuel Sanz, S. J., Scholasticus armatus contra omnes fidei hostes, in-4°, Veneza, 1715. Uma multidão de outros autores, nessa época, escreveram também contra Lutero, Calvino e as diversas seitas protestantes.

5° Teologia moral. — Bartolomeu Hugolini, de Bolonha, De censuris ecclesiasticis, Bolonha, 1594; Veneza, 1602; De censuris reservatis summo pontifici in bulla Coena Domini, in-fol., Bolonha, 1009; De irregularitatibus, in-fol., Veneza, 1601; Responsiones, Bolonha, 1657. Mário Alticri, cônego de São Pedro, De censuris ecclesiasticis, 2 in-fol., Roma, 1618. Tiago Graffi, de Cápua, beneditino, Decisionum aurearum casuum conscientiae libri quatuor, in-fol., Veneza, 1600, 1609, 1610; Turim, 1600, 1611, 1626; Additamenta, in-4°, Veneza, 1610, 1614; Consiliorum, sive responsionum casuum conscientiae libri quinque, in-4°, Veneza, 1604, 1610; De arbitrariis confessariorum, in-fol., Nápoles, 1613; Veneza, 1619. Filliuci, de Siena, S. J., Synopsis universae theologiae moralis, in-fol., Lyon, 1626. Martinho Bonacina, de Milão, autor clássico em moral, pela abundância, erudição e clareza da exposição, Opera omnia, muito frequentemente reeditada, in-fol., Lyon, 1624, 1639; 3 in-fol., 1678; Milão e Veneza, 1754, etc. Bartolomeu de São Fausto, siciliano e cisterciense, Theologia moralis, 3 in-fol., Lyon, 1621; Speculum confessariorum et poenitentium, ibid. Antônio Ragueci, cônego penitenciário de Benevento, Lucerna parochorum, Nápoles, 1623; De poenitentiis et indulgentiis, Nápoles, 1626. Frederico Borromeu, de Milão, arcebispo dessa cidade e cardeal, sobrinho e sucessor de São Carlos Borromeu, êmulo de suas virtudes, escreveu grande número de tratados que se referem sobretudo à teologia pastoral, Cyprina sacra, sive de honestate et decoro ecclesiastici moris, Milão, 1627; De actibus prudentiae libri quatuordecim, Milão, 1628; De episcopo concionante, libri tres, Milão, 1632, etc.

Nicolau Baldelli, de Cortona, S. J., Disputationes ex morali theologia, in-fol., Lyon, 1637. João Maria de Castilleno, franciscano, Seraphica theologia moralis polyanthea, in-fol., Veneza, 1652. Gesualdo de Bolonha, capuchinho, Cursus theologiae moralis, 3 in-fol., Palermo, 1646; Veneza, 1649. Antônio Diana, clérigo regular de Palermo, que gozou, durante a vida e após a morte, de uma celebridade merecida, examinador dos bispos, sob os papas Urbano VIII, Inocêncio X e Alexandre VII, Resolutiones morales, 9 in-fol., Lyon, 1629-1659; Veneza, 1652, 1655; Roma, 1656, etc. As questões resolvidas nessa obra considerável ultrapassam o número de três mil. Serafim da Conceição, carmelita, De poenitentia virtute et sacramento, in-fol., Roma, 1671. Estêvão Spinula, clérigo regular da congregação de Somasca, De libera et prudenti agibilium electione, in-fol., Gênova, 1648. Tomás d'Afflitto, clérigo regular, De justitia et jure, 2 in-fol., Nápoles, 1659. Jacinto Douai, dominicano da Calábria, Regularium rerum praxis resolutaria, 4 in-fol., Nápoles, 1652; Colônia, 1675. Vicente de Monreale, conventual, Ad casus conscientiae et animarum regimen institutio, Florença, 1611; Selecta moralia sive de animi morbis et medicamine, Florença, 1655. Marcelo Megalli, de Squillace, clérigo regular, Institutiones confessariorum et poenitentium, in-fol., Modena, 1618-1621; Consilia, seu decisiones diversorum casuum, in-4°, Modena, 1625; Promptuarium theologicum morale-scholasticum, canonicum et civile alphabetica serie resolutionum compositum, moralium, 2 in-fol., canonicarum Nápoles, 1633; et civilium, Variarum 2 in-fol., Nápoles, 1634. Antônio Naldi, teatino de Faenza, Summa, seu Resolutiones practicae notabiliores casuum fere omnium, in-fol., Roma, 1635. Vicente Cândido, de Siracusa, dominicano, mestre do Sacro Palácio, sob Inocêncio X, Illustriorum disquisitionum moralium, 1 in-fol., Roma, 1638 1643. Cristóvão Fabrizi, de Foligno, e Afonso de Leão, clérigo regular de Nápoles, publicaram obras desse gênero. Illuminatus Morani, franciscano, de Bérgamo, Centum responsa centum quaesitis ex omni theologia practica materia, in-fol., Veneza, 1644; Milão, 1682. Mateus Renzi, Encyclopaedia universae theologiae moralis, 2 in-fol., Nápoles, 1671-1676. Boaventura Theulus, franciscano, arcebispo de Mira, Theologia moralis Scoti, Veneza, 1652, 1661, 1705. Tamburini, siciliano, S. J., Explicatio decalogi, 2 in-fol., Veneza, 1654; Expedita juris divini, naturalis et ecclesiastici moralis explicatio, Roma, 1647; Milão, 1648, etc.; De bulla cruciata, in-4°, Palermo, 1663.

Por volta dessa época, grande número de autores escreveram a favor ou contra o probabilismo, e bom número de outros se contentaram em tratar de partes separadas, sem abraçar o conjunto da teologia moral. Terminaremos este apanhado citando Pedro Mártir Petrucci, de Viterbo, dominicano, Lucerna moralis aquinatici solis illustrata splendoribus, seu generalia totius moralis doctrinae praecepta juxta mentem angelici doctoris D. Thomae, in-4°, Roma, 1698. Apesar desse belo título, o autor se serve de São Tomás para atacar muito vivamente o probabilismo. Carlos de Baccis, beneditino, de Arezzo, De principiis universae theologiae moralis, in-fol., Florença, 1667.

6° Direito canônico. — Evangelista a Canobio, capuchinho da província de Milão, Annotationes in libros Decretalium, in-fol., Milão, 1591. Domingos Tusco, da Calábria, cardeal, Repertorium practicarum conclusionum juris, 8 in-fol., Roma, 1610. João Francisco Leoni, protonotário apostólico, depois bispo, Thesaurus fori ecclesiastici, in-fol., Vercelli, 1602; Colônia, 1682. Próspero Farinacci, de Roma, Decisiones S. Rotae romanae, ab anno 1572 ad annum 1610, in-fol., Frankfurt, 1612; Lyon, 1640; Veneza, 1716; De immunitate ecclesiarum, in-fol., Roma, 1622.

João Antônio Massobre, consultor do Santo Ofício, De synodo dioecesana, in-4°, Roma, 1627. Paulo Squillante, cônego de Nápoles e protonotário apostólico, De obligationibus et privilegiis episcoporum, Nápoles, 1629; De privilegiis clericorum, in-4°, Nápoles, 1635. Luís Bariola, agostiniano de Milão, Summarium bullarum S. Officio deservientium, in-8°, Milão, 1626. Jerônimo Nicoli, agostiniano de Roma, Lucubrationes utriusque juris, 2 in-fol., Roma, 1700, Notabilia practica ex utroque jure, in-4°, Veneza, 1683, 1786. Ângelo Vericelli, clérigo regular de Nápoles, Quaestiones morales et legales, in-fol., Veneza, 1653, obra colocada no Índice, por causa do laxismo de suas opiniões. Félix Contelorio, de Spoleto, prefeito da biblioteca vaticana, Praxis de canonizatione sanctorum, in-fol., Lyon, 1609, 1634. João Batista Ventriglio, de Cápua, bispo de Caserta, Praxis rerum notabilium praesertim fori ecclesiastici, in-fol., Nápoles, 1619; Veneza, 1694, 1702. Leonardo Duardo, clérigo regular de Nápoles, Commentaria in bullam Pauli V lectam in die Coenae Domini, in-fol., Milão, 1619.

Pirro Corrado, da Calábria, cônego de Nápoles e protonotário apostólico, De praxi dispensationum apostolicarum, obra muito apreciada, in-fol., Veneza, 1656, 1735; Colônia, 1672, 1716; De praxi beneficiaria, in-fol., Nápoles, 1656; Colônia, 1679. Próspero Fagnan, canonista dos mais distintos e, durante longos anos, secretário da S. C. do Concílio, Commentaria in quinque Decretalium libros, obra muito notável, 5 in-fol., Roma, 1661; Veneza, 1697; Colônia, 1681, 1704. João Melati, protonotário apostólico, Miscellanea selectarum juris utriusque assertionum, in-fol., Palermo, 1670. Carlos Maranta, de Nápoles, bispo de Tropea, na Calábria, Controversa juris utriusque responsiones, in-fol., Nápoles, 1637; Medulla Decreti, in-fol., Nápoles, 1656. Alexandre Sperelli, de Assis, Decisiones fori ecclesiastici, 2 in-fol., Veneza, 1666. Tiago Pignatelli, Consultationes canonicae, 3 in-fol., Roma, 1675; 5 in-fol., Veneza, 1687, obra importantíssima, que Bento XIV tinha em altíssima conta e que cita com frequência.

Júlio de Cápua, de Nápoles, Tractatus juris canonici, 2 in-fol., Genebra, 1733; Disceptationes forenses ecclesiasticae, civiles et morales, 5 in-fol., Lyon, 1677; Genebra, 1731. João Batista de Luca, cardeal, Opera omnia, 18 in-fol., muito frequentemente reeditadas, por causa de sua importância e de sua utilidade prática, Roma, 1671; Colônia, 1689; Veneza, 1690, 1698, 1707, etc., etc.; Sacrae Rotae decisiones, in-fol., Veneza, 1707, 1720. Além disso, grande número de autores publicaram tratados especiais sobre diversas partes do direito canônico.

7° Liturgia. — Nicolau Buontigli, de Siena, carmelita, Speculum missae, Veneza, 1572. Bartolomeu Gavanti, nascido em Monza, geral dos barnabitas, liturgista dos mais notáveis, Thesaurus S. S. Rituum, sive commentaria in rubricas missalis et breviarii romani, 5 in-4°, Milão, 1628; Roma, 1030; Antuérpia, 1634, etc. André Castaldo Pescaro, de Nápoles, geral dos teatinos, Praxis coeremoniarum, in-fol., Nápoles, 1625, 1645, 1681, obra também muito notável. Paulo Maria Quarto, clérigo regular de Adria, no reino de Nápoles, Rubricae missalis romani commentariis illustratae, in-fol., Roma, 1655; De processionibus ecclesiasticis et de litaniis sanctorum, ac de sacris benedictionibus, in-fol., Nápoles, 1659; Roma, 1674; Veneza, 1665, 1727, etc. Francisco Maria Brancacci, de Nápoles, cardeal e bispo de Viterbo, Dissertationes, in-4°, Roma, 1672. João Batista Bona, nascido em Mondovi, cardeal, De divina psalmodia, in-4°, Paris, 1663, 1672; Colônia, 1677; Rerum liturgicarum libri duo, in-fol., Roma, 1671; Paris, 1672, 1676; Colônia, 1674, etc., obra clássica e muito justamente estimada. Ver t. II, col. 952 sq.

8° História eclesiástica. — 1. História geral. — César Barônio, nascido na Campânia, discípulo e sucessor de são Filipe Néri como geral dos oratorianos, e cardeal, Annales ecclesiastici a nativitate Christi, 12 in-fol., Roma, 1588-1607; obra que custou ao autor trinta anos de pesquisas e de trabalhos. Segundo o dito de um erudito, essa história fez mais mal aos protestantes do que as controvérsias teológicas de Belarmino. Ver t. ii, col. 426. Domingos Bollani, dominicano, Conciliorum omnium tam generalium quam provincialium collectio, 5 in-fol., Veneza, 1585. Francisco Bordini, de Roma, oratoriano, Summorum pontificum et imperatorum series et gesta, 2 in-fol., Paris, 1604. Agostinho Tornielli, de Novara, geral dos barnabitas, Annales sacri et profani ab orbe condito ad eumdem Christi passione redemptum, 2 in-fol., Milão, 1610; Frankfurt, 1613-1616; Antuérpia, 1620; Colônia, 1622, etc. Ordérico Raynaldi, de Treviso, geral dos oratorianos, continuou os Annales de Barônio, de 1199 a 1565, 10 in-fol., Roma, 1646-1677. Pallavicini, S. J., cardeal, Istoria del concilio di Trento, 2 in-fol., Roma, 1656, 1657, muito frequentemente reeditada. Ughelli, Italia sacra, sive de episcopis Italiae et insularum adjacentium, 9 in-fol., Roma, 1642-1662, obra preciosa, fruto de pesquisas consideráveis.

2. História das Igrejas particulares e das ordens religiosas. — Celestino Coleoni, de Bérgamo, capuchinho, Istoria quadripartita di Bergamo e suo territorio nato gentile e rinato cristiano, 3 in-4°, Bérgamo, 1017-1619. João Francisco Besozzi, de Milão, Istoria pontificale di Milano, dal suo Barnaba a Fred. Borromeo all' anno 1596, Milão, 1623. Carlos Basilica Petri, Historia ecclesiae mediolanensis, Novara, 1615. Tiago Cavaci, beneditino de Pádua, Historia coenobii D. Justinae patavinae, in-4°, Veneza, 1606. Pedro Maria Campi, Istoria ecclesiastica di Piacenza, 3 in-fol., Placência, 1651-1661. Bernardo Faini, Catalogi quatuor episcoporum, cardinalium, vicariorum generalium et ecclesiarum brixianae sedis, in-4°, Bréscia, 1658. Félix Ciatti, franciscano de Perúgia, Paradosso storico della Chiesa perugina e del suo primo vescovo, Veneza, 1643. Antônio Caraccioli, clérigo regular de Nápoles, De sacris Ecclesiae neapolitanae monumentis, in-fol., Nápoles, 1645. Bartolomeu Chioccarelli, Antistitum Ecclesiae neapolitanae catalogus ab apostolorum tempore ad an. 1643, in-fol., Nápoles, 1646. Antônio Amici, de Messina, Historia messanensis Ecclesiae, Nápoles, 1640. Bernardini Manzoni, conventual, Caesenae historia ecclesiastica, in-fol., Cesena, 1643; Lyon, 1723. Muitas outras dioceses da Itália, e a maior parte das ordens religiosas, tiveram também, nessa época, um ou vários historiadores. III.

Século XVIII. — 1° Escritura Sagrada. — José Maria de Turre, dominicano da Ligúria, Institutiones ad verbi Dei scripti intelligentiam, 1 in-fol., Parma, 1711, obra considerável, repleta de noções importantes e úteis para a interpretação da Escritura Sagrada. João Mateus San Stefano, franciscano, De sensibus et clavibus S. Scripturae, in-fol., Roma, 1709. Francisco Domingos Bencini, beneditino, Tractatio historico-polemica cum chronologicis tabulis ad V. T. intelligentiam, in-fol., Turim, 1720. Pedro Francisco Zanoni, geral da congregação das Escolas Pias, Polygraphia sacra, 4 in-fol., Augsburgo, 1724, 1725; é uma explicação literal, anagógica e moral de todas as palavras da Escritura Sagrada, dispostas em ordem alfabética. Fernando Zucconi, S. J., Lezioni sacre sopra la divina Scrittura, 5 in-4°, Veneza, 1714, 1734, 1741, 1762, 1791. Pl. Arizzara, dominicano, Elementa sanctae hermeneuticae, in-4°, Castelnovo, 1740. Valério Félix Azzoguidi, de Bolonha, Chronologica et apologetica dissertatio, in-4°, Bolonha, 1720. Francisco Maria Biacca, de Parma, Trattenimento istorico e cronologico, 2 in-4°, Milão, 1728; Verona, 1734. Paulo Sebastião Médici, judeu convertido e professor de hebraico na universidade de Florença, Riti e costumi degli ebrei confutati, in-8°, Verona, 1740; Dialoghi sacri, 48 in-8°, Veneza, 1731-1734. Caetano Potesta, franciscano da Sicília, Evangelica historica, seu sancta quatuor Evangelia in unum redacta, 2 in-fol., Palermo, 1726. José Ângelo da Natividade, carmelita de Milão, Lector biblicus, seu Bibliae sanctae antilogiae ad concordiam redactae juxta mentem doctoris angelici, in-fol., Cremona, 1725. Vicente Avvocato, dominicano de Palermo, De sanctitate librorum qui ab Ecclesia catholica consecrantur, 2 in-fol., Palermo, 1741, 1742. Antônio Martinetti, De psalterio romano, in-fol., Roma, 1745. Boaventura Setarode Maddaloni, franciscano, Triplex biblico-critica demonstratio, 3 in-4°, Veneza, 1700.

Antônio Zanolini, durante quarenta e cinco anos professor de línguas orientais na universidade de Pádua, Quaestiones e S. Scriptura ex linguarum orientalium interpretatione ortae, in-8°, Pádua, 1725; Lexicon hebraicum, in-4°, Pádua, 1732; Lexicon syriacum, in-4°, Pádua, 1742; Lexicon chaldaico-rabbinicum, cum rabbinorum abbreviaturis et paraphrasibus chaldaicis, 2 in-4°, Pádua, 1747; Disputationes ad S. Scripturam spectantes de festis et sectis judaeorum, in-4°, Veneza, 1753. Horácio degli Azzi, franciscano, de Parma, Esposizioni letterali e morali sopra la S. Scrittura, 13 in-4°, Veneza, 1736-1746. César Calini, S. J., de Bréscia, Trattenimento istorico e cronologico sulla séria dell' Antico Testamento, 2 in-4°, Veneza, 1724, 1725. José Bianchini, do Oratório, sobrinho de Francisco Bianchini, de quem se tratou acima, Vindiciae canonicarum Scripturarum Vulgatae editionis latinae, in-fol., Roma, 1740, obra de erudição, para provar a exatidão da Vulgata, a partir do exame dos textos antigos hebraicos e gregos. João Francisco Marchini, de Vercelli, De divinitate et canonicitate S. S. Bibliorum et de diversis Scripturarum editionibus, in-4°, Turim, 1777; Praelectio ad studia S. Scripturae, in-4°, Turim, 1750; De chronologia sacra, in-4°, Turim, 1763; In loca difficiliora Novi Testamenti, in-8°, Turim, 1767; Vindiciae librorum deutero-canonicorum Veteris Testamenti, in-12, Paris, 1730. Vicente Penzi, dominicano, Apparatus theologicus de s. Scriptura, in-4°, Augsburgo, 1771. José Pasini, de Pádua, professor de línguas orientais, De praecipuis S. S. Bibliorum linguis et versionibus polemica dissertatio, in-8°, Pádua, 1716. Blásio Ugolini, Thesaurus antiquitatum sacrarum, 34 in-4°, Veneza, 1744-1760, obra preciosa e muito útil.

Camilo Durante, teatino, de Bréscia, La sacra storia antica della Bibbia, 6 in-4°, Roma, 1747-1749. João Granelli, S. J., de Gênova, Istoria santa dell' Antico Testamento spiegata in lezioni morali, critiche e cronologiche, 15 in-8°, Módena, 1763-1769, 1780. Miguel Ângelo Galli, Lezioni scritturali sopra la sacra Genesi, 2 in-4°, Ancona, 1771. Pedro Régis de Moncaglieri, Moyses legislator, seu de mosaicarum legum praestantia, in-4°, Turim, 1779. Fr. Martinelli, Il Davide, ossia il secolo della S. nazione, in-4°, Verona, 1772. Nicolau Peregrini Gelotti, de Pádua, Expositio Cantici canticorum, litteralis et mystica, in-4°, Veneza, 1761; Catena sacra, in-4°, Veneza, 1759. Miguel Ângelo Carmeli, franciscano, professor de línguas orientais na universidade de Pádua, Spiegamento dell' Ecclesiastico sul testo ebreo, in-8°, Veneza, 1765; Spiegamento della Cantica sul testo ebreo, in-8°, Veneza, 1767; Storia di varii costumi sacri e profani dagli antichi fino a noi pervenuti, 2 in-4°, Pádua, 1750; Veneza, 1761, 1778. Branca, de Milão, De S. librorum latinae Vulgatae editionis auctoritate, in-4°, Milão, 1781. Xavier Mattei, nascido na Calábria, professor de línguas orientais em Nápoles, I libri poetici della S. Bibbia, tradotti dall' ebraico originale, 8 in-8°, Nápoles, 1766. Grande número de outros autores publicaram comentários sobre partes separadas da Escritura Sagrada.

2° Patrologia. — Lourenço Alexandre Zaccagni, de Roma, prefeito da biblioteca vaticana, publicou várias obras dos santos Padres, que haviam permanecido manuscritas até então e que ele encontrou na biblioteca pontifícia, sob o título de Collectanea monumentorum veterum Ecclesiae graecae et latinae, quae hactenus in bibliotheca vaticana delituerunt, in-fol., Roma, 1698. João Salina, de Nápoles, cônego regular de São João de Latrão, S. S. Prosperi Aquilani et Honorati Massiliensis opera, notis observationibusque illustrata, in-8°, Roma, 1732; Vincentii Lirinensis et Hilarii Arelatensis opera, cum notis et observationibus, in-8°, Roma, 1731. Paulo Gagliardi, cônego de Bréscia, Patrum veterum Ecclesiae Brixianae opera, in-fol., Bréscia, 1738. João Francisco Madrisi, oratoriano de Údine, S. Paulini patriarchae aquileiensis opera, notis et dissertationibus illustrata, in-fol., Veneza, 1737. Sebastião Paoli, de Lucca, clérigo regular da Mãe de Deus, S. Petri Chrysologi archiepiscopi Ravennalis sermones, in-fol., Viena, 1750. Antônio Maria Merenda, S. Damasi papae opuscula et gesta, in-4°, Roma, 1754. Eduardo de São Xavier, carmelita, Lactantii opera, cum notis et dissertationibus, 14 in-8°, Roma, 1754-1759.

Ângelo Maria Quirino, de Veneza, bispo de Bréscia e cardeal, Orthodoxa veteris Graeciae officia, 2 in-4°, Roma, 1721. Pedro e Jerônimo Ballerini, de Verona, Il metodo di sant' Agostino negli studi, in-4°, Verona, 1724; Roma, 1754; S. Zenonis episcopi Veronensis sermones, in-4°, Verona, 1739; S. Leonis magni opera, 2 in-fol., Veneza, 1753, etc. André Gallandi, de Veneza, oratoriano, Bibliotheca graeco-latina Patrum et veterum scriptorum ecclesiasticorum, 14 in-fol., Veneza, 1765-1781. Nicolau Antonelli de Senegaglia, S. Athanasii Alexandrini interpretatio psalmorum, in-fol., Roma, 1746. Domingos Vallarsi, sacerdote de Verona, Opera S. Hieronymi, 11 in-fol., Verona, 1745. Jerônimo de Prato, oratoriano, de Verona, Sulpicii Severi opera, 2 in-4°, Verona, 1741-1754. Bruno de São João Batista Bruni, de uma nobre família de Florença, membro da congregação das Escolas Pias, S. Maximi episcopi Taurinensis opera, in-fol., Roma, 1784; S. Brunonis Astensis opera omnia, in-fol., Roma, 1791. João Luís Mingarelli, de Bolonha, cônego regular, S. Paulini Nolani opuscula, in-4°, Roma, 1756; Sermones S. Gregorii Thaumaturgi, in-4°, Bolonha, 1770.

3° Teologia escolástica. — Carlos Francisco de Varisco, franciscano de Milão, Promptuarium scoticum, in-fol., Veneza, 1690. Luís de Murano, franciscano da Calábria, Gladius utraque parte acutus, sive Scotus dogmaticus, in-fol., Pádua, 1700. Estanislau de Placência, De gratia Christi, obra escrita para demonstrar a conformidade da doutrina de Scot com a de santo Agostinho, 2 in-4°, Veneza, 1718. Ângelo Titoni, de Palermo, terciário de são Francisco, Clypeus distinctionis scoticae sive formalis, in-4°, Palermo, 1712. Vários outros teólogos, nessa época, publicaram obras no mesmo sentido. Rafael Jacobatius, dominicano, de Veneza, Doctrina dogmatica de sacramentis, in-fol., Veneza, 1711. João Syrus, dominicano da província de Gênova, Universa thomistica theologia dogmatico-speculativa, 4 in-fol., Bolonha, 1727. Inocêncio Besozzi, de Bréscia, Theologia scholastica, in-8°, Bréscia, 1703, 1704. Há dele também um livro bastante singular intitulado: Anatome conversationis amatoriae pro disciplina juvenum conjugia quaerentium concinnata et confessariorum parochorum, concionatorum et episcoporum intelligentiae exposita, in-4°, Bréscia, 1704.

Vicente Luís Gotti, de Bolonha, dominicano e cardeal, Theologia scholastico-dogmatica, juxta mentem D. Thomae, 16 in-4°, Bolonha, 1727-1735. Nicolau Maria Tedeschi, de Catânia, Scholae D. Anselmi doctrina, in-4°, Roma, 1705. João Lourenço Berti, nascido na Etrúria, agostiniano, De theologicis disciplinis, 8 in-4°, Roma, 1740-1745. Floriano Boselli, de Bolonha, capuchinho, Institutio theologica juxta omnia fidei dogmata et Joan. Scoti scholastico nervo instructa, 4 in-4°, Veneza, 1746. Pedro André Gauggi, carmelita, Enchiridion theologicum scholastico-dogmaticum juxta mentem Joannis de Bacone, in-fol., Roma, 1764. Grande número de autores, além disso, escreveram tratados sobre diversas partes da teologia e, em particular, sobre as questões sempre vivamente discutidas da graça, da predestinação, da ciência de Deus e da liberdade humana.

4° Teologia polêmica e positiva. — Libério de Jesus, nascido na província de Novara, carmelita, Controversiae dogmaticae adversus haereses utriusque orbis occidentalis et orientalis, 7 in-fol., Roma, 1710-1713; Milão, 1743-1754. Pedro Elias Astorini, carmelita, De potestate S. Sedis apostolicae, contra lutheranos et calvinistas, Siena, 1693; Nápoles, 1700. Bartolomeu Ferro, teatino, La luce evangelica esposta all' incredulità de' novatori, 2 in-fol., Veneza, 1700. Plácido Troici, bernardino, Theologia positiva, polemica, scholastica et historica, 6 in-fol., Nápoles, 1738. Agostinho Matteucci, Controversiae fidei de Ecclesia, in-4°, Veneza, 1712, 1715, 1755, 1776; Observationes doctrinales contra quietistarum errores, in-8°, Veneza, 1711. Apolinário de São Tomás, carmelita, Enchiridion polemicum dogmaticae theologiae, in-4°, Nápoles, 1736. André Cottone, de Palermo, teatino, Universa theologiae scholasticae et polemicae theses, in-fol., Palermo, 1719. Surgiu, além disso, uma multidão de livros ou tratados, em forma de controvérsia, contra os erros de todo gênero que foram tão numerosos durante a segunda metade do século XVIII.

5° Teologia moral. — Filipe Maria Grossi, dominicano da província de Gênova, Tractatus in universam theologiam moralem secundum doctrinam angelici praeceptoris S. Thomae Aquinatis, 4 in-fol., Módena, 1691; Veneza, 1706. Tomás Amendola, dominicano, tratou igualmente quase toda a teologia moral, em volumes publicados sucessivamente, 8 in-12, Nápoles, 1719, 1720, 1727, etc. Sebastião Giribaldi, barnabita, Universa theologia moralis, 3 in-fol., Veneza, 1735, 1749. Domingos Viva, de Nápoles, S. J., Cursus theologico-moralis, in-4°, Pádua, 1737; Benevento, 1750. Cassiano de Santo Elias, carmelita de Milão, Arbor omnium opinionum moralium, por ordem alfabética, 6 in-fol., Bolonha, 1693; Ferrara, 1705. Durante todo o século XVIII apareceu um grandíssimo número de obras a favor ou contra o probabilismo, questão muito debatida de parte a parte. Foram também muito numerosos os autores que escreveram tratados particulares sobre diversas partes da teologia moral. Contentamo-nos em indicar aqui aqueles que trataram de toda a moral.

Dionísio Joaquim Canières de Belmonte, servita, Theologia moralis breviter exposita in usum juventutis, 5 in-12, Asti, 1712. Pedro Catalano, siciliano, S. J., Universi juris theologico-moralis corpus integrum, 2 in-fol., Veneza, 1728. Constantino Boncaglia, de Lucca, clérigo regular da Mãe de Deus, autor clássico, segundo santo Afonso de Ligório, e certamente um dos melhores moralistas, Universa theologia moralis, 2 in-fol., Lucca, 1730; Veneza, 1731, 1736, 1738, 1740, 1753. Publicou, além disso, uma multidão de outros tratados particulares e especialmente sobre um assunto delicado: Alcune conversazioni (cum mulieribus) esaminate coi principi della theologia, in-8°, Lucca, 1710; reeditado sob o título de: Le moderne conversazioni volgarmente detti dei cicisbei, in-8°, também em Lucca, 1720. Antônio Bovari, franciscano, de Verona, Problemata theologico-moralia, 2 in-fol., Veneza, 1709. João Batista Badalini, servita, de Cremona, Casuum conscientiae collectio, Sinigaglia, 1730; Veneza, 1752.

Francisco Maria Bovero, barnabita, Apparatus theologiae moralis, 3 in-fol., Veneza, 1720-1722, muito frequentemente reeditado. Agostinho de Gabrielis, capuchinho, Theologia moralis, 3 in-4°, Pesaro, 1747. Nicolau Mazzotta, de Nápoles, S. J., Theologia moralis, 5 in-8°, Nápoles, 1748; Veneza, 1754. Fulgêncio Cuniliati, de Veneza, dominicano, Universae theologiae moralis accurata complexio, 2 in-4°, Veneza, 1752, 1760, 1786. Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da congregação do Santíssimo Redentor e proclamado doutor da Igreja, por causa da segurança de suas doutrinas teológicas, além de inúmeros tratados de ascetismo, publicou a grande obra que o colocou na primeira fila dos moralistas: Theologia moralis, em vários volumes e que teve inúmeras edições, até os nossos dias; Istruzione e pratica per li confessori, 3 in-8°, Nápoles, 1756, muito frequentemente editada e traduzida para o latim, sob o título: Homo apostolicus, Bassano, 1770, também muito frequentemente editada. Ver t. i, col. 906 sq. E. Lodi, La questione sociale e la questione religiosa, 2 in-8°, Roma, 1908.

6° Ascetismo e mística. — Santo Afonso de Ligório, Del gran mezzo della preghiera per conseguire la salute eterna e tutte le grazie che desideriamo da Dio, in-12, Veneza, 1759; Delle glorie di Maria, in-8°, Nápoles, 1756, e grande número de outras obras desse gênero, universalmente conhecidas.

7° Direito canônico. — Francisco Verde, de Nápoles, Institutionum canonicarum libri quatuor, 2 in-fol., Nápoles, 1737. Vários autores compuseram manuais de direito canônico, menos extensos. Abstemo-nos de citá-los. João Paulo Paravicini, de Milão, clérigo regular da congregação de São Paulo, Polyanthea S. S. canonum coordinatorum, 3 in-fol., Colônia, 1729. S. J. Ricciardelli, Lyceum ecclesiasticum juris utriusque theorico-practicum, 2 in-fol., Rimini, 1701. Justo Fontanini, Gratiani Decretorum libri quinque secundum gregorianos Decretalium libros titulosque distincti, 2 in-fol., Roma, 1726. Encontra-se também, nessa época, certo número de comentadores das Decretais e de autores que expuseram, de preferência, diversas partes do direito canônico. Eles são eclipsados pelo grande canonista Próspero Lambertini, cardeal, depois papa, sob o nome de Bento XIV. Suas Opera omnia apareceram primeiro em 12 in-4°, Roma, 1747, 1748; depois em 24 in-4°, Roma, 1783-1792, muito frequentemente reeditadas desde então. Entre esses numerosos volumes, basta indicar aqui especialmente: De servorum Dei beatificatione et beatorum canonizatione, obra sempre clássica na matéria, publicada à parte, 4 in-fol., Bolonha, 1734-1738; Pádua, 1743; Veneza, 1766, etc., etc.; Institutiones ecclesiasticae, in-fol., Roma, 1747; Veneza, 1751; De synodo dioecesana, in-4°, Roma, 1748; Pádua, 1748; notemos igualmente seu Bullarium, 4 in-fol., Veneza, 1768. Ver t. ii, col. 706 sq. Lúcio Ferraris, observante, Prompta bibliotheca canonica, juridica, moralis, etc., excelente obra, muito frequentemente reeditada, 10 in-fol., Roma, 1760-1766. Ver t. v, col. 2175 sq. Jerônimo Baldassini, Collectanea doctorum S. Rotae decisionum, in-fol., Iesi, 1761.

8° Liturgia. — Bernardo Bissus, de Gênova, beneditino, Hierurgia, 2 in-fol., Gênova, 1686. O beato José Maria Tommasi, teatino e cardeal, Codices sacramentorum vetustiores, in-4°, Roma, 1680; Antiqui libri missarum romanae Ecclesiae, in-4°, Roma, 1691. Jorge Rhodigni, De liturgia romani pontificis in solemni celebratione missarum, ex antiquis codicibus, 2 in-4°, Roma, 1731. Petrus Moretti, cônego de Santa Maria Trastevere, Ritus dandi presbyterium papae, cardinalibus, etc., in-4°, Roma, 1741. Fr. Macchietta, De divino officio, commentarius historico-theologicus, in-4°, Veneza, 1738. Antônio Baldassari, S. J., La sacra liturgia dilucidata, 2 in-8°, Veneza, 1723. Jerônimo Baruffaldi, de Ferrara, protonotário apostólico, Commentaria ad rituale romanum, in-fol., Veneza, 1731, 1752, 1794, etc. José Catalani, nascido na Calábria, jeronimita, Pontificale romanum, commentariis illustratum, 3 in-fol., Roma, 1738-1740, várias vezes reeditado; Coeremoniale episcoporum, 2 in-fol., Roma, 1747; Rituale romanum, 2 in-fol., Roma, 1757, etc. Francisco Argelati, de Bolonha, Storia del sagrifizio della S. Messa, in-8°, Florença, 1744; Veneza, 1745. Fr. Antônio Vitale, Dissertazioni liturgiche, in-4°, Roma, 1756. Pascoal Copetti, cônego de Roma, Discorsi di liturgia, in-4°, Roma, 1766. Bartolomeu Colli, Dictionarium sacrorum rituum, 2 in-fol., Pistoia, 1772. Luís Bragaglia, Annotationes in rem liturgicam, 2 in-4°, Faenza, 1788. Espiridião Carlos Talù, de Veneza, oratoriano, Decretorum S. Rituum Congregationis therolexicon, in-fol., Veneza, 1796.

9° História eclesiástica. — 1. História geral. — Caetano Fontana, teatino, Animadversiones in historiam sacro-politicam, praesertim ad chronologiam spectantes, in-4°, Módena, 1718. Vicente Maria Coronelli, franciscano de Veneza, Chronologia universalis, in-fol., Veneza, 1707. Vítor Sílvio Grandi, Historia ecclesiastica, 2 in-4°, Veneza, 1708. João Palazzi, de Veneza, Gesta romanorum pontificum a sancto Petro ad Alexandrum VIII, 5 in-fol., Veneza, 1688-1690. Marcus Battaglini, Istoria universale di tutti i concilii generali e particolari (475) di santa Chiesa, 2 in-fol., Veneza, 1689, 1714; Annali del Sacerdozio e dell' Impero, 4 in-fol., Veneza, 1701-1711. Francisco Bianchini, de Verona, Istoria universale, in-4°, Roma, 1697.

Luís Antônio Muratori, nascido perto de Módena, escritor dos mais fecundos, cujas obras preenchem 46 volumes in-folio, 34 in-4° e 13 in-8°. Citaremos aqui principalmente: Rerum italicarum scriptores, 28 in-fol., Milão, 1723-1751, aos quais Tartini acrescentou dois outros volumes in-folio, Florença, 1748-1770; Antiquitates Italiae medii aevi, 6 in-fol., Milão, 1738-1742; 17 in-4°, Arezzo, 1777-1780; o que é como um apêndice da precedente foi resumido e traduzido para o italiano, sob o título de Dissertazioni sopra le antichità italiane, 5 in-4°, Milão, 1751; Novus thesaurus veterum inscriptionum, 4 in-fol., Milão, 1739-1743, edição muito notável; Liturgia romana vetus, 2 in-4°, Veneza, 1748; Nápoles, 1776; Annali d'Italia dal principio dell' era cristiana, sino all'anno 1749, 12 in-4°, Milão, 1744-1749. Francisco Cipião Maffei, de Verona, êmulo de Muratori e seu amigo, Istoria diplomatica, in-4°, Mântua, 1727; Istoria teologica delle dottrine e delle opinioni, in-fol., Trento, 1742.

Agostinho Francisco Orsi, dominicano de Florença, mestre do Sacro Palácio sob Bento XIV, e cardeal, Storia ecclesiastica, 20 in-4°, Roma, 1746-1761, até são Gregório Magno. Foi continuada, após a morte do autor, por outro dominicano, Filipe Ângelo Becchetti, até o concílio de Trento, 50 in-8°, Roma, 1754-1767. Notável pela crítica e pela erudição, essa história universal foi traduzida em várias línguas. Antônio Sandini, de Vicenza, Vitae pontificum romanorum ex antiquis documentis descriptae, 2 in-8°, Pádua, 1748; Veneza, 1768; Ferrara, 1775. Jeremias de Benedettis, capuchinho, de Monreale, Chronologia et critica historiae sacrae et profanae, 6 in-4°, Roma, 1700. Gaspar Saccarelli, oratoriano de Turim, Historia ecclesiastica, 26 in-4°, Roma, 1771. José Piatti, de Veneza, Storia critico-chronologica dei romani pontefici e dei generali concili, 13 in-4°, Nápoles, 1765-1768. João Domingos Mansi, nascido em Lucca e clérigo regular da Mãe de Deus, além de numerosas obras, publicou aquela que o tornou sobretudo célebre: Sacrorum conciliorum nova et amplissima collectio, 31 in-fol., Florença, 1759 e anos seguintes, dos quais somente 15 foram publicados em vida de Mansi, que morreu em 1769, arcebispo de sua cidade natal.

2. História das Igrejas particulares e das ordens religiosas. — A maior parte teve, também no século XVIII, seus historiadores e seus hagiógrafos. Abster-nos-emos de enumerá-los aqui em detalhe.

IV. SÉCULO XIX E INÍCIO DO XX.

1° Escritura Sagrada. — Antonino Marcellona, dominicano, de Palermo, Parafrasi de' profeti, 5 in-8°, Veneza, 1827; Parafrasi de' quattro Evangeli messi in armonia, 3 in-fol., Palermo, 1831. Antônio Martini, arcebispo de Florença, publicou, com notas e comentários, uma tradução italiana de toda a Bíblia, 23 in-4°, Turim, e diversas obras, tais como Istoria e concordia evangelica, 2 in-8°, Florença, 1814; Istruzione sopra il simbolo degli apostoli, 3 in-8°, Milão, 1814, etc. Suas opera omnia apareceram em 20 in-8°, Milão, 1830; Veneza, 1833-1835. Tomás Moraglia, agostiniano, professor na Sapienza de Roma, Introductio ad S. Scripturam, 3 in-8°, Roma, 1827. João Bernardo de Rossi, nascido no Piemonte, hebraísta e orientalista distinto, Manuscripti codices hebraici, 3 in-4°, Parma, 1803, 1804; Opere stampate di Letteratura sacra ed orientale, in-4°, Parma, 1812; Dizionario storico degli autori ebrei e delle loro opere, 2 in-4°, Parma, 1802; Synopsis institutionum hebraicarum, in-4°, Parma, 1807; Compendio della critica sacra, in-4°, Roma, 1811; Introduzione allo studio della s. Scrittura, in-4°, Parma, 1817; Sinopsi della ermeneutica sacra, in-8°, Parma, 1819, e muitas outras obras desse gênero. Farini, Dell' istorie dei V. e Nuovo Testamento, 5 in-4°, Milão, 1834. Antônio Cesari, oratoriano, de Verona, Lezione storico-morale, segundo os santos do Antigo Testamento, 7 in-8°, Milão, 1815-1817; La vita di Gesù Cristo e la sua religione, 5 in-8°, Verona, 1817; I fatti degli apostoli, 2 in-8°, Verona, 1821. Luís Ungarelli, barnabita, de Bolonha, orientalista, Praelectiones de N. T., et Historia Vulgatae Bibliorum editionis, in-4°, 1847.

Carlos Vercellone, também barnabita, colaborador do cardeal Mai na publicação e na explicação dos antigos manuscritos da biblioteca vaticana, Bibliorum ss. graecus codex Vaticanus, 6 in-4°, Roma, 1857-1869, 1881; Ulteriori studi sul N. T. greco dell' antichissimo codice Vaticano, in-4°, Roma, 1866; Variae lectiones Vulgatae Bibliorum, 2 in-4°, Roma, 1860, 1864, etc. Seria preciso citar aqui os numerosos trabalhos do Padre Francisco Xavier Patrizi e os do Padre Pianciani, jesuítas, professores no Colégio Romano. Celestino Cavedoni, Dichiarazione delle monete antiche memorate nella S. Scrittura, in-4°, Módena, 1850, traduzido para o alemão, Hanôver, 1855. Giordano Vespasiano, Dizionario universale della s. Bibbia Vulgata, in-8°, Veneza, 1853. Ubaldo Ubaldi publicou uma Introductio in S. Scripturam, 3 in-8°, Roma, 1879-1881. Annuario della Società italiana per gli studi orientali, in-8°, Florença, 1872-1873. Archivio di letteratura biblica e orientale, in-8°, Turim, revista que apareceu de 1879 a 1908. L. Talamoni, Spiegazione e schemi dei Vangeli domenicali secondo il rito ambrosiano, e delle feste de Nostro Signore, della Vergine e dei Santi, 3 in-12, Monza, 1908. A. Pujia, Preludi ed accordi, in-12, Roma, 1908, bom trabalho sobre os salmos. A. Bancale, Triplice corso di pensieri sugli Evangeli della Domenica, in-8°, Roma, 1908. Roma e Oriente, revista publicada pela abadia de São Nilo, em Grottaferrata, iniciada em 1910. Collectanea biblica-latina, cura et studio monachorum S. Benedicti, in-8°, Roma, periódico iniciado em 1912 e continuado desde então. Dante Clerico, Le sette del Giudaismo, Farisei, Sadducei, Esseni; Studio storico, in-8°, Bagnacavallo, 1915. Scripta Pontificii Instituti biblici, in-8°, Roma, publicações diversas, iniciadas em 1912 e desde então continuadas. D. Argentieri, Soluzione del gravissimo problema della cronologia biblica, nel periodo de' re, in base ai dati della Bibbia e delle iscrizioni cuneiformi, in-8°, Roma, 1916; o douto autor deu uma solução que não é sem mérito, mas que não poderia reunir todos os sufrágios.

Desde 1900, o estudo crítico da Bíblia fez, na Itália como alhures, progressos notáveis. Se alguns exegetas seguiram mais ou menos o movimento modernista, outros souberam associar uma sã crítica à ortodoxia mais estrita. Não é aqui o lugar de fazer a história desse duplo movimento. Assinalaremos apenas, numa palavra, como estando no bom caminho, os numerosos artigos e volumes de Adolfo Cellini, o comentário em espanhol do Gênesis, precedido de uma introdução sobre o Pentateuco, pelo P. L. Murillo, Roma, 1914, os excelentes comentários das Epístolas aos Tessalonicenses, Roma, 1917, e da Epístola aos Efésios, Roma, 1921, do P. J. M. Vosté, O. P., e a Introductio specialis in libros veteris Testamenti, do P. H. Hopfl, Subiaco, 1920. A maior parte dos escritos publicados pelo Instituto bíblico pontifício também diz respeito aos estudos escriturísticos. Por sua parte, os professores do Seminário pontifício romano publicam, sob o título Lateranum, uma coleção de monografias ou de memórias sobre os principais assuntos de seus cursos. Assinalemos o fascículo de R. Beuffini, La gerarchia della Chiesa negli Atti degli Apostoli e nelle lettere di S. Paolo, in-8°, Roma, 1921.

2° Patrologia.

Fraja Frangipani, beneditino do Monte Cassino, Sancti Augustini sermones decem ex codice cassinensi primum editi, in-fol., Roma, 1819. Georgio Marzuttini, Collezione delle opere dei Padri e di altri autori ecclesiastici della chiesa aquilejese, tradotte ed illustrate col testo a fronte, 8 in-12, Údine, 1828. Diversos autores publicaram obras particulares dos santos Padres, mas foram todos eclipsados pela glória do célebre cardeal Mai, nascido na província de Bérgamo. Adquiriu reputação universal por sua habilidade em ler os palimpsestos e em descobrir assim obras, que se julgavam perdidas para sempre, de santo Agostinho, de são Cirilo de Alexandria, de Eusébio de Cesareia, de são Basílio Magno, de são Gregório de Nissa, de são João Crisóstomo, de são Gregório de Nazianzo, de santo Atanásio, de são Paulino de Nola, etc., etc. Descobriu também obras de Teodoro de Mopsuéstia, de Fócio e de outros autores bizantinos. Entre suas numerosíssimas obras, citaremos aqui: Classicorum auctorum e vaticanis codicibus editorum, 10 in-8°, Roma, 1828-1838; Scriptorum veterum nova collectio e vaticanis codicibus edita, 10 in-8°, Roma, 1830-1838; Spicilegium romanum, 10 in-8°, Roma, 1839-1844; Nova Patrum bibliotheca, 8 in-4°, Roma, 1852-1853, 1871, 1888.

Luís Vincenzi, professor de hebraico na Sapienza de Roma, In S. Gregorii Nysseni et Origenis scripta et doctrinam nova defensio, 5 in-4°, Roma, 1865, 1869. Paulo Savi, barnabita, Delle scoperte e dei progressi realizzati nell' antica Letteratura cristiana durante l'ultimo decennio, in-4°, Siena, 1893. F. Ruggieri, Storia dei santi Padri e della antica Letteratura della Chiesa, in-8°, Roma e Florença, 1827. Manucci Ubaldo, Istituzioni di Patrologia ad uso delle scuole teologiche, 2 in-8°, Roma, 1914. O 15° centenário da morte de são Jerônimo ocasionou o aparecimento dos Miscellanea Geronimiana, Roma, 1920, de um Florilegium Hieronymianum, Turim, 1920, das Conferenze Geronimiane, proferidas em Roma pelos cardeais Mercier e Gasquet, Roma, 1921, e, enfim, de um trabalho intitulado S. Girolamo e l'encyclica Spiritus Paraclitus del S. Pontefice Benedetto XV sulla sacra Scrittura, Roma, s. d. (1921). Mencionemos ainda a Bibliotheca Casinensis, que reproduz, segundo os manuscritos do Monte Cassino, obras de escritores eclesiásticos, e as outras publicações dos beneditinos dessa célebre abadia.

3° Teologia dogmática e polêmica. — Muzzarelli, S. J., Confutazione del contratto sociale di Rousseau, 2 in-8°, Foligno, 1794; Veneza, 1818, 1828. Tassoni, auditor da Rota, La religione dimostrata e difesa, 5 in-8°, Roma, 1800. Bernardo della Torre, napolitano, I candelieri degli increduli, in-8°, Roma, 1779; Verità della religione cristiana, in-8°, Roma, 1822. Luís Maria Bartolomeu Ferrari, barnabita de Milão, Verità della religione cristiana e necessità della rivelazione, in-8°, Milão, 1819. Clemente Biaggi, de Cremona, beneditino, traduziu para o italiano o Dicionário teológico de Bergier. Muitos outros autores escreveram para defender a autoridade suprema do sumo pontífice. Setímio Costanzi, Opuscula ad revocandos ad catholicam Ecclesiam dissidentes, 3 in-8°, Roma. Ângelo Marcelli, agostiniano, Institutiones theologicae, 7 in-4°, Foligno, 1847-1851. Jorge Francisco Albertini, dominicano, Acroases de universa theologia, 5 in-8°, Pádua, 1800-1802. Luís Vicente Cassito, dominicano, Institutiones dogmaticae theologiae, 4 in-8°, Nápoles, 1810. José Arcanjo a Fracta Majori, franciscano, Theologiae dogmaticae cursus, 7 in-8°, Nápoles, 1831. Constantino Battini, servita, De principiis theologiae naturalis et revelatae, 2 in-8°, Pisa, 1823. João Batista Lambruschini, irmão do célebre cardeal do mesmo nome, Theologica dogmata, in-4°, Gênova. Plácido Zurla, veneziano, camaldulense e cardeal, Enchiridion theologicum dogmatum et morum, Veneza; Dei vantaggi della cattolica religione, in-4°, Roma, 1822.

Grande número de autores publicaram, nessa época, uma multidão de tratados ou de brochuras contra os erros do dia. Francisco Javarone, bispo de Santa Ágata dos Godos, Theologiae dogmaticae institutiones, 4 in-8°, Nápoles, 1824, 1840. Mauro Cappellari, camaldulense, cardeal e papa, sob o nome de Gregório XVI, Il trionfo della santa sede e della Chiesa contro gli assalti dei novatori combattuti et respinti colle medesime loro armi, in-8°, Roma, 1799; Veneza, 1832. João Batista Scalabrini, bispo de Placência, Il catechismo cattolico, Considerazioni, in-12, Placência, 1877. Rocca, L'enciclica Pascendi e il modernismo, in-8°, Roma, 1919. Sala, L'enciclica Pascendi e i suoi insegnamenti, in-8°, Milão, 1909. Rivista di apologia cristiana, iniciada em 1909 e continuada desde então. Card. N. Marini, Il primato di S. Pietro e di suoi successori in San Giovanni Crisostomo, Roma, 1919. Não se devem omitir os tratados dogmáticos publicados pelos professores do Colégio Romano, por exemplo, os do cardeal Franzelin, ver t. VI, col. 106 sq., e os do cardeal Luís Billot, nem as publicações mais recentes dos professores do Colégio Angélico, embora a maior parte de seus autores não sejam italianos de origem, e as dos professores do Colégio Santo Anselmo, notadamente a Summa theologiae de dom Lourenço Janssens, que já compreende nove volumes.

4° Teologia moral. — Pedro Fulco, Institutiones theologiae moralis, 1 in-8°, Nápoles, 1798. Serafim Sordi, de Placência, Dottrine di S. Alfonso de Liguori difese contro le impugnazioni dei Rosmini, in-8°, Monza, 1850; Il Sillabo di Pio IX esposto in forma di catechismo, in-12, Verona, 1865. Antônio Ballerini, S. J., Compendium theologiae moralis, 2 in-8°, Turim, 1860. Palmieri, Opus theologicum morale in Busembaum medullam, 7 in-8°, Prato, 1889-1893. Scavini, Theologia moralis universa ad mentem S. Alphonsi, excelente obra frequentemente reeditada, 4 in-8°, Novara, 1865, 1882; Milão, 1890, etc. Domingos Ricci, cônego penitenciário de Módena, Casus theologiae moralis universae, 2 in-8°, Módena, 1881-1882. José Frassinetti, Compendio della teologia morale di S. Alfonso M. de Liguori, in-8°, Gênova, 1882. J. Ninzatti, Theologia moralis, 2 in-8°, Veneza, 1882. Vítor Constantini, Institutiones theologiae moralis, 3 in-8°, Prato, 1881-1883. Ver t. vi, col. 769-770. José d'Annibale, cônego de Rieti, depois cardeal, Summa theologiae moralis, 3 in-8°, Milão, 1891, obra muito estimada; In constitutionem « Apostolicae sedis » qua censurae latae sententiae limitantur commentarii, in-8°, Rieti, 1880.

5° Direito canônico. — Manuel Leone, siciliano, Isagoge ad jus canonicum siculum, in-8°, Palermo, 1819. José Ferrante, professor de direito canônico na Sapienza de Roma, Elementa juris canonici, in-8°, Roma, 1854. Santo Amantia, Prima juris canonici elementa, 3 in-4°, Catânia, 1815-1822. João Devoti, professor de direito canônico na Sapienza, Institutiones canonicae, obra muito frequentemente reeditada, 4 in-8°, Roma, 1814; Bolonha, 1818; Veneza, 1827, 1838, etc.; De notissimis in jure legibus, in-8°, Roma, 1830. Emílio Nannetti, de Bolonha, Brevi nozioni di diritto pubblico ecclesiastico, 2 in-8°, Bolonha, 1840. Francisco Mercante, Compendio di diritto canonico, 4 in-8°, Prato, 1820, 1832. Vários outros autores escreveram obras desse gênero em italiano ou em latim. Grande número de outros trataram de pontos particulares. Tarquini, Juris ecclesiastici publici institutiones, in-8°, Roma, 1862, muito elogiado, embora bastante sucinto. José Ferrari, Summa institutionum canonicarum, in-8°, Gênova, 1847. Francisco Nardi, veneziano, auditor da Rota, Elementi di diritto ecclesiastico, 3 in-8°, Pádua, 1851. Zeferino Zitelli Natali, Apparatus juris ecclesiastici, in-8°, Roma, 1886, obra muito útil. Filipe de Angelis, professor na Sapienza, Praelectiones juris canonici ad methodum Decretalium Gregorii exactae, 1 in-8°, Roma, 1877-1880. Avanzini, Commentarii in constitutionem « Apostolicae Sedis », 3 in-8°, Roma, 1874. Russo, La Curia romana nella sua organizzazione e nel suo completo funzionamento a datare dei 3 novembre 1908, Manuale pratico per le curie seminari e parrocchie, in-8°, Palermo, 1908. D'Angelo Sosio, Della sepoltura ecclesiastica e dei diritti funerari, studio canonico-giuridico-liturgico, in-12, Nápoles, 1908.

6° Liturgia. — Vicente de Massa, franciscano, Epitome liturgicum, 2 in-8°, Fermo, 1824. João Fornici, mestre de cerimônias pontifícias, Institutiones liturgicae, in-8°, Roma, 1825. Luís Gardellini, assessor da S. Congr. dos Ritos, Decreta authentica Congr. S. Rituum ex actis ejusdem Congr., 7 in-fol., Roma, 1808-1826. Paulo Casli, cônego de Bréscia, Bibliotheca liturgica, in-4°, Bréscia, 1833-1847, obra preciosa, mas que infelizmente não foi concluída pelo autor, que tratou apenas das letras A-Q. João Diclich, Dizionario sagro-liturgico, in-4°, Veneza, 1831. Pio Martinucci, mestre de cerimônias pontifícias, Manuale S. S. Coeremoniarum, 6 in-8°, Roma, 1869-1873; 1879-1880; Manuale decretorum S. Congr. Rituum, obra prática, frequentemente reeditada, Roma, 1853; Ratisbona, 1878, etc. Fr. Stella, de Florença, Introduzione allo studio della sacra liturgia, in-8°, Siena, 1887. Carpo, Bibliotheca liturgica, 8 in-4°, Bolonha, 1828, 1885; Coeremoniale juxta ritum romanum, in-8°, Bolonha, 1867; Roma, 1885.

7° História eclesiástica. — 1. História universal. — Ângelo Fumagalli, de Milão, cisterciense, Delle istituzioni diplomatiche, 2 in-4°, Milão, 1802. Marino Marini, cônego do Vaticano e prefeito dos Arquivos, Diplomatica pontificia, ossiano osservazioni paleografiche ed erudite sulle bolle de' papi, in-fol., Roma, 1841, 1852. Pecorini, I fasti cattolici, ossia storia della religione di Cristo, 15 in-8°, Savona, 1859-1864. Tomás Miguel Salzano, dominicano, de Nápoles, arcebispo de Edessa, Corso di storia ecclesiastica, sino a giorni nostri, comparata colla storia politica de' tempi, in-4°, Nápoles, 1845; Gênova, 1852. César Cantù, Storia universale, 20 in-8°, Milão, 1838-1847, frequentemente reeditada e traduzida em várias línguas. Cumpre ao menos assinalar a excelente coleção Studi e Testi, desde 1900, cujos diversos volumes, redigidos pelos bibliotecários do Vaticano, fornecem preciosíssimos auxílios aos diversos ramos da erudição.

2. História das dioceses e das ordens religiosas. — As obras desse gênero foram muito numerosas. Bastará citar aqui, entre as mais importantes, José Cappelletti, veneziano, Le Chiese d'Italia dalla loro origine sino ai nostri giorni, 23 in-4°, Veneza, 1844-1870. César Cantù, Storia degli Italiani, 4 in-8°, Turim, 1864; tradução francesa, 12 in-8°, Paris, 1865. Historiae patriae monumenta, edita jussu regis Caroli Alberti, 16 in-fol., Turim, 1876. Miscellanea di storia italiana, edita per cura della Regia Deputazione di Storia patria, 16 in-8°, Turim, 1877. Corrado Ricci, Ravenna e i suoi dintorni, in-8°, Ravena, 1878, muito útil para o estudo da arqueologia cristã. Armellini Mariano, Le chiese di Roma dalla loro origine sino al secolo xvi, in-8°, Roma, 1887. Savio, Gli antichi vescovi d'Italia, dalla origine al 1300. Il Piemonte, in-8°, Roma, 1899. Sangiorgi, Della basilica Ursiniana di Ravenna, in-8°, Ravena, 1901. Rinieri, San Pietro in Roma e i primi Papi, secondo i più vetusti cataloghi della Chiesa Romana, in-8°, Turim, 1908. E. Manacorda, Diciannove secoli di civiltà cattolica, in-8°, Roma, 1908. Cumpre mencionar as obras de arqueologia publicadas em Roma por J.-B. de Rossi, Stevenson, Pedro Crostarosa, F. Liverani e Marucchi.

3. Hagiografias. — Foram também muito numerosas. Entre as mais recentes, citaremos: G. Clementi, Un santo patriota; il beato Venturino di Bergamo, in-8°, 1908. E. Lazzareschi, Santa Caterina in Val d'Orcia, in-8°, Florença, 1915. Marco Magistretti, Liber notitiae sanctorum Mediolani, in-4°, Milão, 1916. N. Zucchelli, Santa Caterina da Siena ed i Pisani, in-8°, Florença, 1917. Antonelli Castagnini, Vita del beato Giuseppe Cottolengo, in-8°, Roma e Turim, grosso volume de 650 páginas, publicado por ocasião da beatificação desse grande servo de Deus.

8° Revistas e publicações periódicas. — Annali ecclesiastici, in-8°, Florença, 1780-1791; Annali del regno delle Due Sicilie, in-8°, Nápoles, 1833-1847.

Annuario storico universale, in-8°, Florença, 1841-1843; Annali di giurisprudenza, in-8°, Turim, 1838-1842; Annali di giurisprudenza criminale per gli stati pontifici, in-8°, Roma, 1847; Annali di diritto teorico-pratico, in-8°, Nápoles, 1855-1858; Analecta miscellanea-menstrua eruditionis sacrae et profanae, Miseno, 1672-1674; Enciclopedia ecclesiastica e morale, in-8°, Nápoles, 1821-1822; Giornale degli apologisti della religione cattolica, Florença, 1825-1827; Ephemerides sacrae, in-8°, Placência, 1826-1846; L'amico cattolico, in-8°, Milão, 1841-1856; Atti della pontificia Accademia romana di archeologia, in-8°, Roma, 1821-1864; Atti della pontificia Accademia romana dell' Immacolata Concezione di Maria Vergine, in-8°, Roma, 1835-1878; Biblioteca cattolica, in-8°, Nápoles, 1841-1856; Atti e Memorie dell' Accademia di religione cattolica, in-8°, Gênova, 1848-1920; Archivio storico-archeologico della città e provincia di Roma, in-8°, Roma, 1875-1883; Analecta ordinis Minorum Cappuccinorum, in-8°, Roma, 1885 sq. ; La Civiltà cattolica, in-8°, Roma, 1850-1921; L'armonia della religione colla civiltà, in-8°, Turim, 1852-1860; Il Campanone, in-8°, Turim, 1855-1856; Il Campanile, in-8°, Turim, 1857-1863; La Famiglia e la Scuola, in-8°, Florença, 1860-1861; L'eco del divino Salvatore, in-8°, Roma, 1865-1866; Bullettino di archeologia cristiana, in-8°, Roma, 1863-1891, que foi substituído pelo Nuovo Bullettino di archeologia cristiana, 1895-1920; Archivio dell' ecclesiastico, in-8°, Florença, 1864-1868; Acta Sanctae Sedis in compendium opportune redacta et illustrata, in-8°, Roma, 1865-1908; Il genio cattolico, in-8°, Reggio di Emilia, 1871-1874; L'Educatore cattolico, in-8°, Velletri, 1872-1873; Archivio di storia mediovale ed ecclesiastica, in-8°, Siena, 1888; Analecta sacri ordinis Praedicatorum, in-8°, Roma, 1893 sq.; La gerarchia cattolica, in-8°, Roma, 1871-1911; La Scuola cattolica, periodico mensile pubblicato per cura della Pontificia Facoltà teologica di Milano, in-8°, Milão, 1872 sq.; Bibliotheca Casinensis, in-8°, Monte Cassino, 1873-1894; La Campana di San-Pietro, in-8°, Roma, 1874-1888; Bollettino italiano degli studi orientali, in-8°, Florença, 1876-1882; L'Angelo Custode delle famiglie, in-8°, Roma, 1877-1879; Il Papato, in-8°, 1881-1889.

Il Monitore ecclesiastico, in-8°, começou em 1876, em Conversano, província de Bari, e a redação foi transferida para Roma em 1911; esta publicação mensal publica os decretos e decisões das Congregações romanas; além disso, oferece consultas canônicas e litúrgicas muito apreciadas; fundada pelo cardeal Gennari, recebeu sucessivamente os encorajamentos e as bênçãos dos papas Pio IX, Leão XIII, Pio X e Bento XV (15 de fevereiro de 1919); Gli studi in Italia, Periodico didattico, scientifico e letterario, in-8°, Roma, 1878 sq.; L'Accademia romana di San Tommaso d'Aquino, in-8°, Roma, 1881-1889; Il calendario ecclesiastico, in-12, Roma, 1881-1890; L'Amico delle famiglie cattoliche, in-8°, Milão, 1887-1888; Cracas, Il diario di Roma, in-8°, Roma, 1887-1894; Ephemerides liturgicae, órgão oficial da Academia de liturgia, in-8°, Roma, 1887-1920; Il Crisostomo, in-8°, Roma, 1899-1904; Rivista di diritto ecclesiastico, in-8°, Turim, 1890-1920; La scienza italiana, periodico dell' Accademia di San Tommaso d'Aquino di Roma e di Bologna, in-8°, Roma, começou em 1890, pela fusão da antiga revista da Academia romana de São Tomás de Aquino, iniciada em 1881, com a Revista da Academia filosófico-médica de Bolonha; Bessarione, Pubblicazione periodica di studi orientali per l'unione delle Chiese, in-8°, Roma, começou em 1895.

Analecta ecclesiastica, sive Romana collectanea de disciplinis speculativis et practicis, in-fol., Roma, começou em 1893, publicando in-extenso, com os estudos preliminares a que deram lugar, as decisões das Congregações romanas, sobretudo as da S. C. do Concílio e as da S. C. dos Bispos e Regulares; esta revista sucedia aos Analecta juris pontificii, fundada em 1853 e que durou quase quarenta anos, até a morte de seu fundador; L'Esposizione eucaristica illustrata, in-8°, Milão, 1895-1896; Il Foro ecclesiastico, in-8°, Roma, 1895-1910; Il Consultore giuridico civile ed ecclesiastico, in-8°, Florença, 1895 sq.; Il Consulente ecclesiastico, in-8°, Roma, 1886 sq.; esta revista, publicada em italiano, contém muitas consultas legais sobre os benefícios eclesiásticos, e extratos das cartas pastorais dos bispos italianos, 1896-1910; Atti dell' Accademia Leone XIII, in-8°, em Roma, 1897-1901; Il manuale ecclesiastico-civile, in-8°, Novara, 1900-1906; Acta Collegii Sancti Antonii in Urbe fratrum minorum, in-8°, Roma, 1902 sq.; Annali d'Alessandria, in-8°, Alexandria, 1902 sq.; Miscellanea di storia e di cultura ecclesiastica, in-8°, Roma, 1902-1907; Acta pontificia et decreta S. S. R. R. Congregationum, in-8°, Roma, 1903 sq.; Atti dell' Accademia napoletana San Pietro in Vincoli, revista mensal teológica, in-8°, Nápoles; La Campania sacra, igualmente mensal; Bullettino critico di cose francescane, in-8°, Florença, 1905-1906; Rivista storica benedettina, in-8°, Roma, 1906 sq.; Archivium franciscanum historicum, in-8°, Quaracchi, 1908 sq.; Analecta ordinis carmelitarum, in-8°, Roma, 1909 sq.; Calendario Mariano, in-8°, Roma, 1910 sq.; Romana Tellus, Rivista mensile d'archeologia storia, arte e bibliografia, in-8°, Roma, 1912 sq.; Alma Roma, in-8°, Roma, 1913 sq.; Varietà cristiana, in-8°, Milão, 1913 sq.

Rivista storico-critica delle scienze teologiche, in-8°, Roma, 1905 sq.; ela se ocupa não só das ciências teológicas propriamente ditas, mas também de todas as ciências que têm alguma relação com a teologia, como a crítica bíblica, a história eclesiástica, a liturgia, a patrologia, a arqueologia sacra, etc., mas no sentido essencialmente histórico e positivo.

Seu objetivo é triplo: 1° contribuir para o progresso das ciências teológicas; 2° difundir o conhecimento dos resultados obtidos; 3° oferecer aos pesquisadores estudiosos um útil instrumento de trabalho; Analecta Vaticano-Belgica, in-8°, Roma, 1906 sq.; L'Araldo cattolico, in-8°, Roma, 1907 sq.; Il Benadir, Bullettino delle missioni nella Somalia italiana, in-8°, Roma, 1907-1908; Leonianum, Periodico del Collegio apostolico Leoniano, in-8°, Roma, 1909-1912; Il Diritto ecclesiastico italiano, in-8°, Roma, 1908-1914; Bollettino dell' Associazione archeologica romana, in-8°, Roma, 1911 sq.; Azione cattolica femminile, in-8°, Roma, 1910 sq.; Rivista romana di giurisprudenza e diritto ecclesiastico, in-8°, Roma, 1912 sq.; Archivio per la storia ecclesiastica dell' Umbria, in-8°, Foligno, 1913.

Annuario pontificio (pubblicazione officiale), in-8°, Roma, apareceu de 1860 a 1870; depois, novamente, a partir de 1912; é a continuação da Gerarchia cattolica, que apareceu de 1872 a 1911; Milano sacro, ou Stato del clero della città e diocesi di Milano, in-8°, Milão, anuário eclesiástico que se publica, todos os anos, há mais de um século e meio (151 anos), e que trata, com grande cuidado, não só do que diz respeito à diocese de Milão, mas também da cúria romana e das sedes episcopais da Itália; Religio, Rassegna bimestrale di storia delle religioni, in-8°, Roma, 1919 sq., sob a direção de Nicolas Turchi, professor de história das religiões na universidade real de Roma; Acta Apostolicae Sedis, Commentarium officiale. Boletim oficial da Santa Sé, que o papa Pio X fundou pela Constituição Promulgandi, de 29 de setembro de 1908. Começou a aparecer em 1º de janeiro de 1909. É o órgão autêntico para a promulgação dos Atos da Santa Sé; Il Diario romano, in-8°, Roma, 1921; publicado sob os auspícios do cardeal vigário, e mais especialmente destinado ao clero da cidade e à diocese de Roma.

Gregorianum, revista teológica, trimestral, inaugurada em 1921 pelos professores do Colégio romano; Biblica, revista bíblica, igualmente trimestral, dirigida desde 1920 pelos professores do Instituto bíblico pontifício; o mesmo Instituto iniciou, também em 1920, sob o título: Orientalia, uma série de publicações sobre as questões assírio-babilônicas, egípcias e árabes; por fim, em 1921, lançou, para uso dos sacerdotes empregados no santo ministério, uma revista bíblica, prática e homilética, intitulada: Verbum Domini; ela aparece mensalmente.

T. Ortolan.

Autor original: T. Ortolan

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