HUGO DE RIBÉMONT só é conhecido por uma carta sobre a natureza e a origem da alma. Ignora-se se foi monge da abadia beneditina desse nome, de Ribo monte, na diocese de Laon, ou simplesmente originário desse lugar. O destinatário de sua epístola só é designado por uma inicial e seu lugar de origem, ad G. Andegavensem. Os autores da Histoire littéraire creem poder identificar essa personagem com Grafião de Angers, que ensinava em Reims sob o episcopado de Rainaldo de Martigné (1127). Hugo, que se revela como filósofo hábil e teólogo esclarecido, familiarizado com as obras de santo Agostinho, responde às questões que lhe haviam sido propostas. As explicações que lhe dá sobre a transmissão do pecado original são muito satisfatórias. Dá a conhecer as diversas opiniões emitidas sobre a origem da alma e afasta, com uma palavra certeira, as que são contrárias à sua espiritualidade e à sua distinção.
Sua carta, publicada por dom Martène, segundo um manuscrito de Clairmarais, em seu Thesaurus anecdotorum, t. i, p. 481, é reproduzida em P. L., t. clxvi, col. 831-836. Histoire littéraire de la France, t. xi, p. 113-115; dom Ceillier, Histoire des auteurs ecclésiastiques, t. xiv, p. 406-407.
J. Besse.
Autor original: J. Besse
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