HERRERA (PEDRO DE)

HERRERA (PEDRO DE)

HERRERA (Pedro de), religioso dominicano, nascido em Sevilha em 1548, entrou aos dezenove anos na ordem, no convento de Salamanca, e fez profissão em 24 de fevereiro de 1567. Ensinou teologia segundo a doutrina de São Tomás na universidade de Salamanca e ali adquiriu a fama de teólogo de primeiro mérito. Em 1593, ocupou a cátedra de Escoto. Perto do fim do ano de 1604, tendo ficado vaga a primeira cátedra de teologia pela morte de Bañez, foi ela posta em concurso segundo o costume. Foi fortemente disputada aos dominicanos por Afonso Curiel, a quem a maioria dos doutores e dos colégios favorecia. Pedro de Herrera levou, contudo, vantagem sobre seu competidor e foi nomeado em 22 de dezembro. Clemente VIII o felicitou por isso. O frade pregador ocupou essa cátedra, com inteira satisfação da universidade, até 1617, quando se tornou o primeiro titular de outra cátedra de teologia, fundada por Filipe III.

No mês de fevereiro de 1621, esse rei o nomeou bispo das Canárias. Foi sagrado em 21 de novembro desse ano. No ano seguinte, foi apresentado para a sé de Tuy. Em 1630, foi transferido para Tarragona, mas morreu em Salamanca, em 31 de dezembro desse ano, antes de ter tomado posse de sua nova sé. Gravina o chamou de novo Aod, lutando com as duas mãos: louvou a sua sutileza na interpretação de São Tomás e a sua profundidade na da Escritura. Vox turluris, part. IL c. xxm. Uma só de suas obras foi impressa: Tractatus de Trinitale D. Thomœ Aquinatis cum commentariis et disputationibus, in-4°, Pavie, 1627, editado por J.-B. Bubens. Antonio vira em Madri, na casa de um dominicano, um tratado manuscrito De conceptione Deiparse Virgi is. As outras obras manuscritas do P. Pedro de Herrera eram conservadas nos arquivos da ordem em Roma: compreendiam um comentário de toda a Suma de São Tomás e explicações morais e literais da Escritura inteira.

Echard, Scriptores ordinis prœdicatorum, Paris, 1721, t. il, p. 467; Antonio, Bibliotheca hispana nova, Madrid, 1788, t. n, p. 200-201 ; Hurter, Nomenclator, Inspruck, 1907, t. m, col. 658.

E. Mangenot.

Autor original: E. Mangenot

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