GIACOBAZZI (JACOBATIUS)

GIACOBAZZI (JACOBATIUS)

GIACOBAZZI (JACOBATIUS) Domingos pertencia à nobre família romana dos Iacobacci de Faceschi, da qual foi o primeiro cardeal. Nascido por volta de meados do século XV, aplicara-se mais especialmente ao estudo do direito e, em 1485, obtinha um posto de advogado consistorial. Alguns anos mais tarde, encontramo-lo auditor da Rota; em 1503, é cônego de São Pedro, com dispensa para a acumulação de benefícios. A 8 de novembro de 1511, Júlio II confere-lhe a sé episcopal de Nocera de' Pagani e, nessa qualidade, Giacobazzi toma parte no concílio de Latrão. Em 1513, vemo-lo revestido do título e das funções de reitor do Colégio romano, de referendário da Assinatura e de vigário do papa para o governo espiritual de Roma.

A 16 de julho de 1517, Leão X o criava cardeal do título de São Lourenço in Panisperna, que ele abandonava quatro dias depois pelo de São Bartolomeu na Ilha. A 14 de agosto do mesmo ano, resignava seu bispado de Nocera em favor de seu irmão André, que lhe sucedia igualmente como vigário de Roma, e a 20 do mesmo mês optava pelo título cardinalício de São Clemente. A 2 de dezembro de 1519, era provido na sé episcopal de Cassano, da qual se demitiu em favor de seu sobrinho Cristóvão, a 23 de março de 1523, para retomar a de Nocera, tornada vaga pela morte do titular. A data do falecimento de Giacobazzi é incerta; a de 2 de julho de 1527 parece a mais verossímil, pois a 13 de janeiro de 1528 ele tinha um sucessor em Nocera; sabe-se apenas que morreu fora de Roma, o que contribuiu para tornar duvidoso o lugar de sua sepultura.

Louvam-se sua piedade, sua ciência, sua cortesia e sua habilidade no trato dos homens e dos negócios. O cardeal Colonna o propunha como papa no conclave em que foi eleito Clemente VII. Atribuem-se a Giacobazzi os escritos De donatione Constantini imperatoris e De utroque gladio in Ecclesia. Seu sobrinho Cristóvão, tornado por sua vez cardeal, editou e dedicou a Paulo III uma volumosa obra que ele deixara manuscrita, De concilia tractatus, in-fol., Roma, 1538. Dividida em dez livros, essa obra mereceu encontrar lugar nas grandes coleções dos concílios: Labbe e Cossart, Apparatus II; Mansi, Paris, 1903, Introductio. Já fora reeditada nos Tractatus universi juris in unum collecti, Veneza, 1581, t. xiii, e em parte, l. III-X, por Rocaberti, Bibliotheca maxima pontificia, Roma, 1698, t. ix.

Ciacconio-Oldoini, Vite et res gestœ pontificum romanorum, Roma, 1677, t. iii, col. 383; Jos. Carafa, De gymnasio romano et ejus professoribus, Roma, 1751; Moroni, Dizionario di erudizione storico-ecclesiastica, Veneza, 1846, t. xxvi; Hurter, Nomenclator, Innsbruck, 1906, t. ii, col. 1225; Pastor, Geschichte der Päpste, Friburgo, 1906-1907, t. iv a e b; G. Van Gulik e C. Eubel, Hierarchia catholica medii aevi, Münster, 1910, t. iii.

P. Edouard d'Alençon.

Autor original: P. Édouard d'Alençon

A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor