Francolin sustentou vigorosamente a luta e manteve solidamente as suas posições. Respondeu primeiro a Opstraete com o seu Balthassar Francolinus S. J. theologus Clerici romani institutor ab anonymi scriptoris accusationibus vindicatus, Roma, 1706. Apoiando-se nas negociações iniciadas em Roma pela faculdade de teologia de Lovaina em 1679 e 1698, Opstraete afirmava que, « na ordem ordinária, o pecador só pode preparar-se pouco a pouco e por graus, e que só se deve absolvê-lo quando se percebe que ele chegou enfim ao ponto necessário, isto é, se foge das ocasiões do pecado, se resiste às tentações, se se aplica à oração e aos demais exercícios de piedade, se contraria a sua inclinação pela prática das virtudes opostas. » Cf. Journal des savants, 1708, p. 454. Francolin pede, antes de tudo, aos seus adversários que tenham a coragem das suas opiniões e sustentem abertamente as suas doutrinas, em vez de dissimular os seus erros sob o véu do anonimato, e precisa, discutindo-os longamente, todos os pontos da controvérsia doutrinal e histórica em duas obras importantes: Praesentis Ecclesiae benignitas in admini- : rigidiorum quorumdam strando sacramento poenitentiae a doctorum calumniis vindicata, Munique, 1707, e De dolore ad sacramentum poenitentiae rite suscipiendum duo, Roma, 1706. Este magnífico necessario libri tratado, em que se desenrolam toda a história da controvérsia e a discussão da teoria agostiniana sobre a insuficiência da atrição pura e simples, unida à absolvição, para a remissão dos pecados, continua sendo a obra-prima de Francolin. Era o golpe mais rude desferido contra as doutrinas rigoristas. Cf. Mémoires de Trévoux, 1707, p. 2098-2111. Francolin publicava ao mesmo tempo um excelente manual de teologia em que a parte positiva recebia uma amplitude surpreendente
Autor original: P. Édouard d'Alençon
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