EVÓDIO DE UZALA

EVÓDIO DE UZALA

ÉVODIO, bispo de Uzala na África proconsular desde 396 ou 397 até a época de sua morte, 16 de outubro de 424, contraiu desde a juventude e sempre conservou relações estreitas e cordiais com santo Agostinho. Testemunham-no primeiramente dois tratados desse Padre, um, o De quantitate animæ, composto em Roma em 388, o outro, o De libero arbitrio, que, começado na mesma data, não foi contudo terminado antes de 395: pois ambos não nos oferecem, no fim das contas, senão o resumo e as conclusões das conversas particulares de santo Agostinho e de Évodio. Entre as 270 cartas do t. II da edição beneditina de santo Agostinho, encontram-se também quatro cartas de Évodio, registradas sob os n. CLVIII, CLX, CLXI, CLXIII, todas escritas por volta do ano 414 e que pedem principalmente a solução de problemas especulativos. As cartas, registradas sob os n. CLIX, CLXII, CLXIV, contêm as respostas de santo Agostinho. A carta registrada sob o n. CLXIX é igualmente uma resposta do santo doutor, por volta do fim do ano 415, a questões dogmáticas de seu amigo. Dom Morin, enfim, publicou, Revue bénédictine, 1896, t. XIII, p. 481-486, uma carta inédita de Évodio. Quanto ao opúsculo De fide contra manichæos, que figura nas obras de santo Agostinho, P. L., t. XLII, col. 1139-1156, tudo leva a atribuí-lo ao bispo de Uzala, Fessler-Jungmann, Institutiones patrologiæ, Inspruck, 1892, t. II a, p. 280, nota 1; Bardenhewer, Les Pères de l'Église, édit. franc., Paris, 1905, t. II, p. 445; Mgr Duchesne, Histoire ancienne de l'Église, 4e édit. Paris, 1911, t. III, p. 276, nota 4

Autor original: P. Godet

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