DUGUET Jacques-Joseph nasceu em Montbrison em 9 de dezembro de 1649 e morreu em Paris em 25 de outubro de 1733. Depois de fazer seus estudos no Oratório de sua terra natal, entrou no noviciado do Oratório de Paris em setembro de 1667, depois estudou teologia em Saumur, lecionou filosofia em Troyes, residiu em Notre-Dame-des-Vertus, depois em Saint-Magloire, onde recebeu o sacerdócio em 1677 e proferiu conferências de teologia positiva que obtiveram brilhante sucesso. Tendo a assembleia geral do Oratório de 1684 obrigado todos os oratorianos a assinar um formulário de submissão à condenação do jansenismo, o P. Duguet a isso se recusou e deixou a congregação em fevereiro de 1685, para se retirar a Bruxelas junto de Arnauld. Em 1690, voltou a Paris, onde habitou até sua morte no palacete de seu amigo, o presidente de Ménars. Por mais oposto que fosse à constituição Unigenitus, diz um de seus biógrafos, sempre se mostrou bastante moderado no que dela dizia. Conhece-se sua carta a respeito das Nouvelles ecclésiastiques, que ele considerava um libelo muito contrário ao espírito do Evangelho e ao da caridade. Foi igualmente oposto aos convulsionários. «De sua pena tão engenhosa quanto cristã», diz Feller, «saíram grande número de obras escritas com pureza, nobreza e elegância.» As principais versam sobre a exegese e a moral. Suas Pensées d'un magistrat sur la déclaration qui doit être portée au Parlement foram postas no Índice, em 15 de janeiro de 1725. Entre suas obras exegéticas citemos: as Règles pour l'intelligence des Saintes Ecritures, Paris, 1716, 1732, 1775; 13 volumes de comentários sobre os livros históricos do Antigo Testamento, dos quais o mais notável é o primeiro, sobre o Pentateuco, reeditado ainda em 1758, por M. de Sacy; 22 volumes sobre Jó, os Salmos, o Cântico, a Sabedoria, Isaías, Jonas e Habacuc; enfim, 4 volumes sobre a paixão de Nosso Senhor. «Duguet se dedica menos», diz ainda Feller, «a resolver as dificuldades da letra... do que a dar a conhecer a ligação do Antigo Testamento com o Novo e a chamar a atenção para as figuras que representavam os mistérios de Jesus Cristo e de sua Igreja.» Entre suas obras de moral, as mais importantes são: o Traité des scrupules, Paris, 1717, 1718, 1782; os Traités sur la prière publique et sur les dispositions pour offrir les saints mystères et y participer avec fruit, Paris, 1708, posto no Índice, donec corrigantur, em 20 de janeiro de 1711; a Conduite d'une dame chrétienne pour vivre saintement dans le monde, Paris, 1725, 1731, 1732, 1749, 1839, 1856; a Explication des qualités ou des IV. — 59 caractères que saint Paul donne à la charité, Paris, 1727, que teve doze outras edições, e que foi condenada pelo Santo Ofício, em 11 de agosto de 1745, donec corrigatur; as Lettres sur divers sujets de morale et de piété, 10 volumes que apareceram separadamente e tiveram várias edições, de 1708 a 1782; o Traité des devoirs d'un évêque, Caen, 1710; as Dissertations théologiques et dogmatiques sur les exorcismes et autres cérémonies du ton, sur l'eucharistie et l'usure, Paris, 1717 a 1722; o Traité des principes de la foi chrétienne, Paris, 1736, 1736, 1790; Toulouse, 1750, e nas Démonstrations évangéliques de Migne, t. II, col. 9 sq.; a Institution d'un prince ou traité des qualités, des vertus, des devoirs d'un souverain, Leyde, 1739; Londres, 1739, 1740 e 1743, posta no Índice em 20 de novembro de 1742; as Conférences ecclésiastiques ou dissertations sur les auteurs, les conciles et la discipline du premier siècle, Cologne, 1742. André, L'esprit de M. Duguet; Sainte-Beuve, Port-Royal, t. VI; Reusch, Der Index, t. II, p. 765; Ingold, Essai, p. 187-197; Chételat, Etude sur Duguet, Paris, 1879; Maulvault, Répertoire des personnes et des choses de Port-Royal, p. 139.
Autor original: A. Ingold
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