DREXELIUS, cujo nome original é DRECHSEL Jeremias, célebre pregador alemão, nasceu em Augsburgo, em 15 de agosto de 1581, de pais luteranos; tendo seguido os cursos do colégio dos jesuítas, conheceu e abraçou a religião católica e, aos dezessete anos, em 1598, pediu e obteve sua admissão na Companhia de Jesus. Depois de ter ensinado durante vários anos as humanidades e a retórica, foi escolhido, em 1615, pelo eleitor da Baviera, Maximiliano I, para pregador da corte, e exerceu esse cargo durante 23 anos, com o maior sucesso. Morreu em Munique em 19 de abril de 1638. Venerado pelo povo como um santo, o P. Drexelius foi celebrado em uma ode latina pelo poeta alsaciano Balde, que ocupou a cátedra da corte eleitoral depois dele. Depois de pronunciar seus discursos, Drexelius os reelaborava para publicá-los em pequenos volumes latinos: vinte apareceram em vida dele, nove após sua morte. Todos esses volumes tiveram numerosas edições e, já em 1640, a venda dos exemplares saídos apenas das prensas de Munique atingia a cifra de 170.000. As obras do P. Drexelius foram também reunidas, primeiro em um in-4°, 1628 e 1629, depois em 2 in-4° ou in-fol., 1635 e muitas vezes depois. E há traduções delas em quase todas as línguas da Europa. Indicaremos apenas as principais obras com seus títulos abreviados, nos quais já se poderá ver que o pregador-asceta, sem prejuízo da solidez do fundo, sacrificava, no estilo, ao gosto de sua época pelos emblemas e pelos desenvolvimentos, mesmo excessivos, de erudição: De æternitate; Æternitatis prodromus mortis nuntius; Tribunal Christi seu... judicium; Infernus damnatorum carcer seu rogus; Cœlum beatorum civitas; Antigrapheus sive conscientia hominis; Zodiacus christianus seu signa XII divinæ prædestinationis; Nicetas seu triumphata incontinentia; Trismegistus christianus seu triplex cultus conscientiæ, cœlitum, corporis; Recta intentio omnium humanarum actionum amussis; Heliotropium seu conformatio humanæ voluntatis cum divina; Orbis Phaëton hoc est de vitiis linguæ; Gymnasium patientiæ; Gazophylacium Christi eleemosyna; Aloe amari sed salubris succi jejunium; Palæstra christiana; Rhetorica cœlestis seu attente precandi solertia; Deliciæ gentis humanæ Christus Jesus nascens, moriens, resurgens; Rosæ selectissimarum virtutum quas Dei mater orbi exhibet; Horologium auxiliaris tutelaris angeli; Noe; Joseph; Jobus; David; Salomon; Daniel; Tobias. Acrescentemos Aurifodina artium et scientiarum omnium excerpendi sollertia, omnibus litterarum amantibus monstrata. O professor Werner diz dos sermões de Drexelius: « São o que a literatura homilética da Alemanha católica, no século XVII, apresenta de melhor. Contendo um ensinamento moral de alto valor e apoiando-se constantemente nas grandes verdades eternas do cristianismo fundamental, foram apreciados e saboreados até pelos protestantes. » Allgemeine Deutsche Biographie, Leipzig, 1877, t. V, p. 386. De Backer-Sommervogel, Bibliothèque de la C. de Jésus, t. III, col. 184-205; t. IX, col. 243-245; Hurter, Nomenclator, t. III, col. 901-905; Kirchenlexikon, t. IV, col. 2017-2018; Allgem. deutsche Biogr., loc. cit.; Biographie universelle (Michaud), 1855, t. XI, p. 309.
Autor original: J. Brucker
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