DOMNUS

DOMNUS

DOMNUS I ou DONO, 676-678. Eleito no mês de agosto de 676, consagrado em 2 de novembro, reinou 1 ano, 5 meses, 10 dias e foi sepultado em 14 de abril de 678 em São Pedro. O autor de sua notícia diz que ornou de mármores soberbos o átrio de São Pedro, que restaurou e dedicou a igreja dos apóstolos na via Óstia, assim como a de Santa Eufêmia na via Ápia, que cumulou de honras seu clero. Acrescenta que dispersou um mosteiro de monges nestorianos sírios e o substituiu por monges romanos, e enfim que recebeu a submissão do arcebispo de Ravena, Reparato, cujo predecessor se declarara independente. Jaffé, Regesta, t. I, p. 288; Liber pontificalis, edit. Duchesne, t. I, p. 348-349.

2. DOMNUS II ou BONO, DONO. Esse papa não existiu. Os Srs. Duchesne e Giesebrecht explicam, cada um à sua maneira, por qual erro de escrita, em todos os catálogos, salvo em três, as palavras Domnus, Domnus de Sur, Domnus de Suri se infiltraram entre os nomes dos papas Bento VI e Bento VII. A palavra Domnus é sinônimo de papa, e a duração do pontificado convém a Bento IV (Giesebrecht); ou então, as palavras Domnus de Suri convêm a Bento VII, bispo de Sutri, antes de sua elevação ao sumo pontificado (Duchesne). Alguns fizeram desse Domnus um papa distinto; mas certamente não há lugar para ele na sucessão desses papas, e bem se percebe a intrusão de seu nome. Liber pontificalis, edit. Duchesne, t. II, p. XVIII, 255, 256; Jaffé, Regesta, t. I, p. 479; Giesebrecht, Jahrbücher des deutschen Reichs unter dem Sachs. Hause, t. II, p. 141.

Autor original: A. Clerval

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