DEZ Jean, controversista, nascido em la Neuville-au-Pont, perto de Sainte-Menehould (Marne), a 3 de abril de 1643, entrou na Companhia de Jesus em 1660. Depois de ter ensinado retórica e matemática na universidade de Pont-à-Mousson e exercido um ministério frutuoso em Sedan, um dos principais centros do calvinismo francês, foi primeiro reitor do novo seminário episcopal de Estrasburgo (1682-1691); reitor, por duas vezes, da universidade episcopal da mesma cidade (1704-1708 e 1711-1712); governou também várias províncias de sua ordem, a Champagne três vezes, a Gallo-Bélgica e a França (Paris); morreu em Estrasburgo, a 12 de setembro de 1712. Ocupou-se muito da reunião dos protestantes, mas não foi de início muito feliz em seu programa de quatro páginas, contendo 31 artigos: Articuli fidei præcipui ad unionem utriusque Ecclesiæ, Romano-catholicæ et lutheranæ, que foi publicado à sua revelia e sem nome de autor, em Estrasburgo, em latim e em alemão, 1685. Vivamente atacado pelos doutores luteranos da Alemanha, esse programa foi posto no Índex de Roma, sem dúvida por não salvaguardar a plenitude do ensinamento católico. Em 1687, deu à luz La réunion des protestans de Strasbourg à l’Église Romaine également nécessaire pour leur salut, et facile selon leurs principes, in-8°. Esse volume, que traz à frente, entre outras aprovações, a de Bossuet, muito elogiosa, foi reeditado em Estrasburgo (1689) e em Paris (1701), acrescido das respostas do autor aos escritos que dois ministros haviam publicado contra sua obra. Uma tradução alemã, devida ao sábio convertido Ulrich Obrecht, pretor real de Estrasburgo, apareceu nessa cidade, in-8°, 1688. Outro trabalho considerável do P. Dez, La foy des chrétiens et des catholiques justifiée contre les déistes, les Juifs, les Mahométans, les sociniens et les autres hérétiques: ouvrage où l’on réduit la foy à ses véritables principes, et où l’on montre quelle est toujours conforme à la raison, só foi editado após a morte do autor pelo P. de Laubrussel, em 4 in-12, com dedicatória ao rei, Paris, 1714. O P. Dez publicou, sob o véu do anonimato, dois opúsculos em defesa de Fénelon contra Bossuet, em 1697 e 1698. Enfim, atribui-se-lhe a redação de alguns dos memoriais que foram apresentados à S. C. do Santo Ofício, em 1697 e 1698, em favor da prática dos missionários da Companhia de Jesus, referente à tolerância dos ritos chineses. De Backer-Sommervogel, Bibliothèque de la C. de Jésus, in-fol., t. III, col. 30-34; Hurter, Nomenclator (1893), t. II, col. 701-702; Bossuet, Correspondance - lettres écrites de Rome par l’abbé Bossuet à son oncle; O. Berger-Levrault, Annales des professeurs des académies et universités alsaciennes (1523-1871), Nancy, 1892, p. 54.
Autor original: J. Brucker
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