DENZINGER Henrique-José-Domingos, teólogo alemão, nascido em 10 de outubro de 1819 em Lüttich, onde seu pai era professor, veio a Würzburg, pátria de seu pai, em 1831, ali fez seus estudos no ginásio, foi aprovado doutor em filosofia, entrou no seminário em 1838, foi a Roma em 1841, ao Colégio Germânico, ali foi ordenado sacerdote em 8 de setembro de 1844 e ali obteve o doutorado em teologia em 1845. No mês de outubro daquele ano, tornou-se capelão em Hassfurt, mas em 1848 voltou a Würzburg como professor de exegese do Novo Testamento. Em 25 de janeiro de 1854, passou para a cátedra de dogmática, que ocupou até sua morte, em 19 de junho de 1883. Por causa de seu estado enfermiço durante mais de 20 anos, Denzinger não pôde trabalhar tanto quanto teria querido. Exerceu, todavia, na Alemanha, uma real influência no domínio da teologia positiva. Em 1840, havia publicado contra Gfrörer uma dissertação De Philonis philosophia et schola Judæorum Alexandrina, Würzburg. Seus primeiros escritos foram polêmicos: Kritik der Vorlesungen der Profes. Thiersch über Katholizismus und Protestantismus, Würzburg, 1847, 1848; Über die Echtheit des bisherigen Texts der Ignatianischen Briefe, ibid., 1847, contra Cureton; Denzinger fez dele uma tradução latina: Disquisitio critica de textus recepti Epistolarum S. Ignatii integritate, em P. G., Paris, 1857, t. v, col. 601-623; Die speculative Theologie Günthers, Würzburg, 1853; Über die unbefleckte Empfängniss, ibid., 1855. Suas outras obras têm mais extensão e importância: Enchiridion symbolorum et definitionum quæ de rebus fidei et morum a conciliis œcumenicis et summis pontificibus emanarunt, in-12, Würzburg, 1854; as 7ª, 8ª e 9ª edições aumentadas foram publicadas por J. Stahl; a 10ª, ainda mais completa e inteiramente refeita, foi preparada pelo P. Bannwart, in-8°, Friburgo em Brisgóvia, 1908; Vier Bücher von der religiösen Erkenntniss. Ritus orientalis, coptorum, syrorum et armenorum in administrandis sacramentis, 2 in-8°, Würzburg, 1856, 1857; Ritus orientalium, coptorum, syrorum et armenorum in administrandis sacramentis, 2 in-8°, Würzburg, 1863, 1864. Essa obra, que continha a tradução latina de alguns textos inéditos, valeu a seu autor o título de consultor da Propaganda pro rebus Orientalium. Em 1870, Denzinger publicou um escrito de circunstância: Kepha, über die päpstliche Unfehlbarkeit, em favor da infalibilidade pontifícia. Editou ainda: S. Brunonis episcopi Herbipolensis opera, P. L., t. CXLII, col. 9-568; Is. Habert, Theologia Grecorum Patrum vindicata circa materiam gratiæ libri tres, in-8°, Würzburg, 1853; De Rubeis, De peccato originali, ibid., 1857; Prud. Maran, Divinitas Domini nostri Jesu Christi, ibid., 1859. F. Hettinger, Dreifaches Lehramt, Gedächtnissrede an H. J. D. Denzinger, Friburgo em Brisgóvia, 1883; Der Katholik, 1888, t. II, p. 428-444, 523-538, 638-649; Kirchenlexikon, t. I, col. 1516-1517; Allgemeine Deutsche Biographie, t. XLVII, p. 664-666; Hurter, Nomenclator, t. III, col. 1178; Kirchliches Handlexikon, Munique, 1907, t. I, col. 1078.
Autor original: E. Mangenot
A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor