2. DÂMASO II, papa, 1047-1048. Tendo Clemente II falecido em 9 de outubro de 1047, os romanos enviaram uma embaixada ao imperador da Alemanha, Henrique III, para suplicar-lhe que designasse um papa. Após ter pensado no arcebispo de Lyon, Halinardo, que se esquivou, ele escolheu o bávaro Poppo, bispo de Brixen, no Tirol. Isso foi em 25 de dezembro, em Saint-Pölten. Para ajudá-lo, ele lhe fez uma doação e permitiu-lhe conservar o seu bispado. Partindo para Roma no início de 1048, Poppo encontrou a cátedra pontifícia ocupada por Bento IX de Túsculo, que se tinha feito nomear em 8 de novembro de 1047, graças às suas larguezas para com o povo, e o marquês da Toscana, Bonifácio, recusou-se a conduzi-lo. O imperador, a quem ele teve de voltar em Ratisbona, enviou-o de volta à Itália com uma carta ameaçadora para Bonifácio. Bento IX teve de se retirar após ter mantido Roma por 8 meses e 9 dias, e Poppo, conduzido pelo marquês, bem acolhido pelo povo, foi sagrado em São Pedro em 17 de julho de 1048: ele tomou o nome de Dâmaso II. Infelizmente, ele morreu em Palestrina ao fim de 23 dias, em 9 de agosto de 1048, não se sabe de que doença. Ele foi sepultado em São Lourenço Fora dos Muros, e o seu sarcófago ainda é visto no pórtico exterior. Jaffé, Regesta, t. I, p. 528; Duchesne, Liber pontificalis, t. II, p. 274; Id., Les premiers temps de l’État pontifical, na Revue d’histoire et de littérature religieuses, 1897, t. II, p. 241; Giesebrecht, Geschichte der deutschen Kaiserzeit, t. II, p. 487; Langen, Geschichte der röm. Kirche, p. 445; Delarc, Grégoire VII, t. I, p. 93-99; em Pertz, Monumenta Germaniae, Scriptores, ver Annales Romani, t. V, p. 469; Anselmi Gesta, t. VII, p. 228; Lamberti Hirsch., t. V, p. 154; Bonizo, t. I, p. 803.
Autor original: A. CLERVAL
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