CORÍNTIOS (PRIMEIRA), e do corpo que é composto de todas as Igrejas; ὅτι ἡ ἐκκλησία ἡ παρ’ ἡμῖν μέρος ἐστὶ τῆς πανταχοῦ τελουμένης ἐκκλησίας, καὶ τοῦ σώματος τοῦ ἐξ ἁπάσης συνισταμένου τῆς ἐκκλησίας. Ibid., homil. xxxii, n. 4, col. 264. Mas a melhor interpretação consiste em dizer que cada Coríntio é um membro particular do corpo de Cristo. XI. A HIERARQUIA, xi, 28-29. — Estes dois versículos desenham um quadro incompleto da hierarquia primitiva; o apóstolo menciona neles apenas três grupos: os apóstolos, os profetas e os doutores. Sobre estes oficiais, cf. V. Ermoni, Les premiers ouvriers de l’Évangile, Paris, s. d., t. I.
Ao lado destes grupos hierárquicos, o apóstolo menciona também certos dons particulares: o dom dos milagres, os dons das curas, o dom de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. XII. AS VIRTUDES TEOLOGAIS, xii, 13. — O autor menciona as três virtudes teologais: a fé, πίστις, a esperança, ἐλπίς, e a caridade, ἀγάπη, e declara que a caridade é a maior das três. Sobre este versículo, ver S. João Crisóstomo, ibid., homil. xxxiv, n. 3, col. 289, e S. Tomás, c. xii, 43, lect. iv. XIII. O CULTO. — 1° A oração, xiv, 15.
— São Paulo distingue neste versículo duas espécies de orações: a oração pelo espírito, τῷ πνεύματι, e a oração pela inteligência, τῷ νοΐ. Segundo são João Crisóstomo, ibid., homil. xxxv, n. 3, col. 300, a oração pelo espírito é o carisma mesmo que se recebeu; reza-se pela inteligência quando se compreende o que se diz. — 2° A profecia e a exortação, xiv, 24-33. — XIV. SÍMBOLO DE FÉ, xv, 3-5.
— Todos os críticos estão de acordo em ver nestes três versículos uma fórmula de fé em quatro artigos que se pode dispor da seguinte maneira: [Παρέδωκα γὰρ ὑμῖν ἐν πρώτοις, ὃ καὶ παρέλαβον], [1] ὅτι Χριστὸς ἀπέθανεν ὑπὲρ τῶν ἁμαρτιῶν ἡμῶν, [2] καὶ ὅτι ἐτάφη, [3] ὅτι καὶ ὅτι ἐγήγερται τῇ τρίτῃ ἡμέρᾳ, καὶ ὅτι [4] καὶ ὅτι ὤφθη Κηφᾷ, εἶτα τοῖς δώδεκα. Assim, a morte de Cristo por nossos pecados, seu sepultamento, sua ressurreição, sua aparição a Pedro e aos doze formavam a substância deste símbolo. Cf. Lemme, Neue Jahrbücher für deutsche Theol., 1893, p. 7; R. Seeberg, Dogmengeschichte, 1895, t. I, p. 47; Kaehler, Der sogen.
historische Jesus, 1896, p. 95; Clemen, Neue kirchliche Zeitschrift, 1895, p. 330; A. Seeberg, Der Catechismus der Urchristenheit, Leipzig, 1903, p. 45 sq. XV. RESSURREIÇÃO DOS CORPOS, xv, 12-58. — 1° O fato da ressurreição, 12-32. — São Paulo estabelece o fato da ressurreição dos corpos por três provas: 1. Pela ressurreição de Jesus Cristo, 12-28: se não há ressurreição dos mortos, Cristo, também, não ressuscitou, 13, 16; ora, Cristo ressuscitou dos mortos, e ele é as primícias daqueles que dormem [= que estão mortos]; como o primeiro homem foi o autor da morte, Cristo é autor da ressurreição, 20-22; 2.
Pelo batismo dos mortos, 29: se os mortos não ressuscitam, por que se batiza pelos mortos? Sobre este batismo dos mortos, ver t. II, col. 360-364; V. Ermoni, Le baptême dans l’Eglise primitive, Paris, 1904, p. 40-41; 3. Por um argumento ad hominem fundado nas consequências imorais que os Coríntios tiravam disso, 32: se os mortos não ressuscitam, basta entregar-se a todos os prazeres da carne: «comamos e bebamos, pois amanhã morreremos.» — 2° O modo da ressurreição, 35-41.
— À questão: «Como os mortos ressuscitam?», são Paulo responde por uma analogia emprestada da natureza: assim como o grão, lançado à terra, não retoma a vida, a menos que morra, assim o corpo do homem não pode ressuscitar se não estiver morto. — 3° Qualidades dos corpos — SEGUNDA EPÍSTOLA AOS) 1856 ressuscitados, 42-50, 54. — Elas são em número de cinco: o corpo ressuscita incorruptível, ἐν ἀφθαρσίᾳ, 42 (cf. também v. 52), glorioso, ἐν δόξῃ, 43a, cheio de força, ἐν δυνάμει, 43b, corpo espiritual, σῶμα πνευματικόν, 44, imortal, ἐνδύσηται ἀθανασίαν, 54. Cf. J. Corluy, Spicilegium, t. I, p. 296-344. — 4° Fim do mundo, 51-58.
— O versículo 51, o único que merece uma explicação, refere-se à geração contemporânea do fim do mundo: os homens desta geração não morrerão: «Não morreremos todos, mas todos seremos mudados.» Πάντες μὲν οὐ κοιμηθησόμεθα, πάντες δὲ ἀλλαγησόμεθα. Vemos também, 52, que este fenômeno se cumprirá em um instante, em um abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, e 54-55, que a ressurreição é uma vitória sobre a morte. Ambrosiaster, Commentarius, P. L., t. XVII, col. 183-276; Pelágio ou um pelagiano, Commentarius, P. L., t. XXX, col. 717-772; Primásio de Adrumeto, Commentaria, P. L., t. LXVIII, col. 507-553; Sedúlio Escoto, Collectanea, P.
L., t. CIII, col. 127-164; W. Strabon, Glossa ordinaria, P. L., t. CXIV, col. 519-550; S. João Crisóstomo, In Iam Cor. homil., P. G., t. LXI, col. 41-584; S. Cirilo de Alexandria, Fragmenta, P. G., t. LXXIV, col. 855-916; Teodoreto de Ciro, Interpretatio, P. G., t. LXXXII, col. 225-376; S. João Damasceno, Loci selecti, P. G., t. XCV, col. 569-705; Ecuménio, Commentarius, P. G., t. CXVIII, col. 639-905; Teofilacto, Explanatio, P. G., t. CXXIV, col. 563-793; Haimão de Halberstadt, Expositio, P. L., t. CXVII, col. 509-605; Hugo de São Vítor, Questiones, P. L., t. CLXXV, col. 513-543; Pedro Lombardo, Collectanea, P. L., t. CXCI, col.
1533-1696; S.
Thomas d’Aquin, Commentarius, Paris, 1880; Cajetan, Literalis expositio, Roma, 1520; B. Justiniani, Explanationes, Lyon, 1612; Estius, Commentarius, Douai, 1614; Picquigny, Triplex expositio, Paris, 1703; Noël Alexandre, Commentarius litterarius, Nápoles, 1741; Calmet, Commentaire, Paris, 1707; Corneille de la Pierre, Commentarii, Antuérpia, 1614; Mesmer, Erklärung des ersten Korintherbriefes, Innsbruck, 1862; Maier, Commentar über den ersten Korintherbrief, Friburgo em Brisgóvia, 1857; Cornely, Commentarius in priorem Epist.
ad Corinthios, Paris, 1892; Schneedorfer, Der erste Brief Pauli an die Korinther, Münster, 1907; Seidenpfenning, Der erste Brief an die Korinther, Munique, 1893; A. L. Ch. Heydenreich, Comment. in priorem Pauli ad Corinthios Epistolam, Marburgo, 1825-1828; J. F. Flatt et Hoffmann, Vorlesungen über die beiden Briefe Pauli an die Corinther, Tubinga, 1827; J. G. Fr. Billroth, Commentar zu den Briefen des Paulus an die Korinther, Leipzig, 1833; L. J. Rückert, Der erste Brief Pauli an die Korinther, Leipzig, 1836; J. E. Osiander, Commentar über den ersten Brief Pauli an die Korinther, Stuttgart, 1847; J. F.
Räbiger, Untersuchungen über den Inhalt der Korinther Briefe, Breslávia, 1847, 1886; A. P. Stanley, The Epistles of St. Paul to the Corinthians, Londres, 1855; A. Neander et H. Beyschlag, Auslegung der beiden Briefe an die Korinther, Berlim, 1859; F. Kling, Die Korintherbriefe, Bielefeld, 1865; T. S. Evans, Commentary on the first Epistle to the Corinthians, Londres, 1881; Ch. Edwards, A Commentary on the first Epistle to the Corinthians, Londres, 1885; Godet, Commentaire sur la première Épître aux Corinthiens, Neuchâtel, 1886-1887; G. Heinrici, Der erste Korintherbrief, 8ª ed., Gotinga, 1896; Ch.
Ellicott, A critical and grammatical Commentary on St. Paul’s first Epistle to the Corinthians, Andover, 1889; W. Schmiedel, Briefe an die Thessalonicher und Korinther, 2ª ed., Friburgo, 1899; Bachmann, Der erste Brief des Paulus an die Korinther, Leipzig, 1905; E. Kuhl, Der erste Brief an die Korinther, Königsberg, 1905; Bonnet, Der erste Brief an die Korinther, em Die Schriften des N. T., 2ª ed., Gotinga, 1907, t. II, p. 72 ss. Cf. Dictionnaire de la Bible, t. I, col. 983-995.
Autor original: V. Ermoni
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