1868, t. 1, p. 573, os cirenaicos, por volta do final do século II, teriam negado a utilidade da oração, porque Jesus Cristo declarou saber tudo o que é necessário aos homens. Eles desconheciam, portanto, por ignorância ou por preconceito, o preceito formal e a fórmula da oração dominical contidos no Evangelho. Que tal aberração tenha podido ocorrer em uma época em que tantas outras ocorreram entre os gnósticos, nada de surpreendente; que seus partidários tenham tomado seu nome, seja de seu chefe, personagem aliás desconhecido, seja do país de Cirene que habitavam, é possível, mas não se dá a menor prova disso e não conhecemos nenhuma.
Tertuliano, em seu tratado De oratione, não faz alusão à existência de tais hereges; nenhum catálogo da época os menciona, nem aquele que segue o tratado De praescriptionibus, nem os Philosophoumena. E santo Agostinho, que resume e completa as listas de santo Epifânio e de são Filástrio, é silencioso a respeito deles. Eles devem, portanto, ser suprimidos da lista dos hereges.
Autor original: G. Bareille
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