BRUEYS (David-Augustin de), teólogo e literato francês, nascido em Aix em 1640, falecido em Montpellier em 25 de novembro de 1723. Pertencia a uma família nobilitada sob Luís XI e tornada protestante. Foi destinado à advocacia, mas, ainda muito jovem, abandonou-a pela teologia. Distinguiu-se fortemente nesta matéria e, em breve, seus correligionários o nomearam membro do consistório de Montpellier.
Encarregaram-no de responder ao livro de Bossuet: Exposition de la doctrine catholique, que, publicado em 1671, perturbava fortemente o mundo protestante. A Réponse de Brueys, in-12, Amsterdã, 1681, foi uma das três que apareceram então na França. «Para se dispensar de refutar Brueys, Bossuet empreendeu convertê-lo e obteve êxito: era a melhor de todas as refutações.» Bausset, Histoire de Bossuet, t. II, c. XIV, p. 133.
Antes de sua conversão, Brueys ainda fazia aparecer a Suite du Préservatif de Jurieu contre le changement de religion, 1682; mas, nesse mesmo ano, converteu-se. Tornou-se então o zeloso defensor do catolicismo e entrou mesmo nas ordens após a morte de sua esposa.
Suas obras de controvérsia em favor do catolicismo são: Examen des raisons qui ont donné lieu à la séparation des protestants, in-12, Paris, 1682; Défense du culte extérieur de l’Église catholique, Paris, 1686; Réponse aux plaintes des protestants contre les moyens qu’on emploie pour les réunir à l’Église, et contre le livre intitulé : La politique du clergé de France, in-8°, Paris, 1686; Traité de l’eucharistie en forme d’entretiens, Paris, 1686; Traité de l’Église en forme d’entretiens où l’on montre que les principes des calvinistes se contredisent, Paris, 1687, 1700; Traité de la sainte messe, Paris, 1683, 1700; Histoire du fanatisme de notre temps (guerra das Cevenas), 4 in-12, Paris, 1692, 1709, 1748; 2ª ed., 3 in-12, Utrecht [Paris], 1737; esta obra foi reimpressa nos Archives curieuses de Cimber e Danjou, 2ª série, 1840, t. XI; Traité de l’obéissance des chrétiens aux puissances temporelles, in-12, Paris, 1709, composto a pedido de Basville, intendente do Languedoc, que temia uma nova guerra dos camisardos; 2ª ed., 1738; Traité du légitime usage de la raison, principalement sur les objets de la foi, in-16, Paris, 1727, obra póstuma deixada inacabada por Brueys.
Entrementes, compunha comédias nas quais colaborava e que entregava à cena, não ousando Brueys ocupar-se deste cuidado profano, seu amigo Palaprat. A melhor dessas comédias é Le Grondeur, 1691; a mais divertida é L’Avocat Patelin, 1703, imitação de uma farsa da Idade Média. As Œuvres dramatiques de Brueys foram publicadas pelo abade de Launay com uma vida do autor, 3 in-12, Paris, 1735; depois reunidas às de Palaprat e publicadas, sob o título de Œuvres de Brueys et de Palaprat, por d’Alençon, 3 in-12, Paris, 1755; enfim, sob o título de Œuvres choisies, etc., por L.-S. Auger, 2 in-18, Paris, 1812. O abade de Launay, Notice em cabeça da edição de 1785; Haag e Bordier, La France protestante, 10 in-8°, Paris, 1846-1849.
Autor original: C. Constantin
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