BONIFÁCIO III

BONIFÁCIO III

3. BONIFÁCIO III, papa, sucessor de Sabiniano, consagrado em 19 de fevereiro de 607, falecido em 11 de novembro do mesmo ano. Romano de origem, o diácono Bonifácio havia sido apocrisiário na corte de Constantinopla, para onde Gregório, o Grande, o havia enviado em 603.

As boas relações que ali manteve com o usurpador Focas explicam que este príncipe, segundo o testemunho do Liber pontificalis, de Paulo Diácono e do Venerável Beda, reconheceu a sede de Roma como a cabeça de todas as Igrejas, caput omnium Ecclesiarum. Em Constantinopla, o patriarca João, o Jejum, atribuía a si o título de episcopus universalis, que Gregório não reivindicava para si mesmo, mas que também não queria permitir que outro assumisse.

As eleições pontifícias eram ainda mal regulamentadas. Bonifácio decretou em sínodo que ninguém deveria lançar qualquer candidatura durante a vida de um papa ou de um bispo, nem mesmo formar um partido, e que não se deveria proceder à eleição antes do terceiro dia subsequente aos funerais do pontífice. Jaffé, Regesta pontificum, t. I, p. 220; Duchesne, Liber pontificalis, t. I, p. 316; Paulo Diácono, Historia Longobardorum, IV, 86; Beda, Chron., an. 614; as obras indicadas para Bonifácio II de Gregorovius, 3ª ed., t. I, p. 102, de Grisar, 1904, t. I, n. 211, de Langen, p. 500, de Hefele, 2ª ed., t. III, p. 64; Hergenröther, Photius, Ratisbona, 1867, t. I, p. 195.

Autor original: H. Hemmer

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