410. BENTO X, papa, sucessor de Estêvão IX (X), eleito em 1058, deposto em 1059, falecido por volta de 1080.
O partido nacional romano tinha-se resignado de má vontade a aceitar das mãos dos imperadores da Alemanha uma série de papas reformadores. À morte de Estêvão IX, enquanto Hildebrando ainda estava na Germânia, o partido dos nobres, reunindo desta vez os Crescentius e os Tusculanos, entronizou, em 5 de abril de 1058, o bispo de Velletri, João, chamado «o Magro», que tomou o nome de Bento X.
A eleição fora feita em violação formal do juramento prestado a Estêvão de não realizar nenhuma antes do retorno de Hildebrando. Os chefes do clero romano tinham se abstido e fugido.
Reunidos em torno de Hildebrando em Siena, no mês de dezembro, elegeram como papa Gerardo, bispo de Florença, que foi Nicolau II; reunidos em Sutri em janeiro de 1059, depuseram Bento X e logo depois expulsaram-no de Roma. Atacado em Galeria, Bento entregou-se nas mãos de seus inimigos, que o confinaram no mosteiro de Santa Inês, onde viveu, diz-se, ainda vinte anos sob estreita vigilância. Jaffé, Regesta pontificum, t. 1, p. 556; Duchesne, Liber pontificalis, t. 1, p. 279; Watterich, Pontificum romanorum vitæ, t. I, p. 208, 738; Gregorovius, Gesch. der Stadt Rom im Mittelalter, 4ª ed., t. IV, p. 107; Hefele, Conciliengeschichte, 2ª ed., t. IV, p. 798, 828; Hauck, p. 679; Giesebrecht, t. III, p. 24, mencionados para Bento IX.
Autor original: H. Hemmer
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