BENTO IX

BENTO IX

9. BENTO IX, papa, sucessor de João XIX, eleito em 1033, destituído do pontificado em 1045, morto por volta de 1048. Filho de Alberico de Tusculum, sobrinho, portanto, de Bento VIII e de João XIX, Teofilacto tinha entre dez e doze anos quando seu pai o fez elevar à cátedra pontifical sob o nome de Bento IX. Foi um papa malfeitor, tão dissoluto em seus costumes quanto João XII. Obteve o apoio dos dois imperadores, Conrado II e Henrique III, colocando seu poder a serviço da política deles.

Uma revolta dos romanos expulsou Bento no outono do ano 1044 e substituiu-o em 1045 por João, bispo de Sabina, sob o nome de Silvestre III. Bento, reentronizado pela força, renunciou, em 1º de maio de 1045, ao pontificado, que vendeu por uma soma de cerca de mil libras de prata a João Graciano, arquipresbítero de São João Porta Latina. O novo papa, Gregório VI, foi deposto como simoníaco por Henrique III, no concílio de Sutri (1046), assim como Silvestre III, e foi substituído por Clemente II (Natal, 1046).

Este papa morreu em Pesaro em 9 de outubro de 1047; suspeita-se que Bento IX o tenha envenenado; em todo caso, ele tentou retomar o pontificado e manteve-se em Roma do mês de novembro de 1047 a 16 de julho de 1048. Expulso da cidade por ordem de Henrique III, que havia nomeado papa o bispo de Brixen (Dâmaso II), Bento desapareceu e conjectura-se que ele tenha tomado o hábito ou, mais provavelmente, que tenha morrido prematuramente em decorrência de suas desordens.

Jaffé, Regesta pontificum, t. 1, p. 519; Watterich, Pontificum romanorum vitæ, t. 1, p. 71, 714; Gregorovius, Gesch. der Stadt Rom im Mittelalter, 4ª ed., t. IV, p. 39; Hefele, Conciliengeschichte, 2ª ed., t. IV, p. 706; Duchesne, Les premiers temps de l’État pontifical, na Revue d’hist. et de litt. relig., 1897, p. 205-212 (tirage à part, Paris, 1898); Hauck, Kirchengeschichte Deutschlands, Leipzig, 1896, t. III, p. 559; Lorenz, Papstwahl und Kaisertum, Berlin, 1874, p. 69; Giesebrecht, Gesch. der deutschen Kaiserzeit, 4ª ed., Brunswick, 1875, t. II.

Autor original: H. Hemmer

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