BAGOT Jean, jesuíta francês, nascido em Rennes, em 9 de julho de 1591, admitido em 17 de julho de 1611, lecionou belas-letras, filosofia, treze anos teologia, foi em Roma censor dos livros publicados por seus confrades e teólogo do Padre Geral. De volta à França, dedicou todos os seus cuidados às congregações da Santíssima Virgem e morreu na casa professa de Paris, em 23 de agosto de 1664.
1° Apologeticus fidei. Pars prior. Institutio theologica de vera religione, in-fol., Paris, 1644; Pars posterior. Demonstratio dogmatum christianorum, 1645;
2° De penitentia dissertationes theologice in quibus ex SS. Patribus antiquus circa penitentiam Ecclesie ritus explicatur et hodiernus vindicatur. Contra novas hujusce xvi opiniones, in-8°, Paris, 1646.
O P. Bagot atacou as novas doutrinas em: 3° Advis aux catholiques pour juger de la bonne doctrine sur la matiere de la grace, et servir de réponse a la premiere partie de la Lettre d’un abbé a un évesque, in-4°, Paris. Esta obra é dirigida contra a Lettre (de Sainte-Marthe) sur la conformité de S. Augustin avec le concile de Trente dans la doctrine de la grace, in-4°, 1649;
4° Libertatis et gratie christiane defensio adversus Calvinum et Pelagium in Cornelio Jansenio Batavo redivivos, vindice Thoma Augustino, in-4°, Paris, 1653.
Em 1655, Rousse, cura de Saint-Roch em Paris (ou Masure, cura de Saint-Paul), publicou um opúsculo de algumas páginas: De l’obligation des fideles de se confesser a leur curé, suivant le chapitre 21 du concile général de Latran. O P. Bagot respondeu a ele com: Défense du droit épiscopal et de la liberté des fideles touchant les messes et les confessions d’obligations. Contre l’écrit d’un certain docteur anonyme, in-8°, Paris, 1655. Ele traduziu esta obra para o latim, in-4, Roma, 1659.
Esta obra, na qual estavam em questão a hierarquia eclesiástica e os privilégios dos regulares, foi submetida à faculdade de teologia de Paris, que censurou certas proposições dela; a assembleia geral do clero da França fez o mesmo, mas sua censura não foi impressa em seus atos. Os curas de Paris, Gui Drappier, cura de Saint-Sauveur em Beauvais, Monsenhor de Marca, arcebispo de Toulouse, tomaram parte nesta controvérsia; o P. Bagot defendeu-se a si mesmo em: Responce du P. Bagot... aux plaintes qu’on fait de son livre intitulé : Défense... De Backer et Sommervogel, Bibl. de la C° de Jésus, t. I, col. 774-777; t. VIII, col. 1725.
Autor original: C. Sommervogel
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