ASTATES

ASTATES

ASTATES. Nome que se deu, segundo Fócio e Pedro da Sicília, a uma facção dos paulicianos da Armênia, ver Paulicianos, provavelmente, pensa Döllinger, devido à vida errante a que os condenavam as suas opiniões das mais heterodoxas, sem domicílio. Fócio qualifica-os como «notáveis entre os discípulos de Sérgio».

Os editos de Leão, o Armênio (813-820), tinham instituído contra os paulicianos um verdadeiro tribunal da inquisição, cujos principais agentes na Armênia romana foram Tomás, bispo de Neocesaréia, e o abade Paracondaces. Os astates tramaram a morte dos dois inquisidores; assassinaram traiçoeiramente o abade Paracondaces, enquanto a população de Cynochore, conduzida por um astate, massacrou o bispo Tomás.

Apressaram-se a atravessar a fronteira e retiraram-se sob o domínio de Monocherares, emir de Melitene, na segunda Armênia, que lhes deu a pequena cidade de Argaoun, provavelmente Arcas, logo demasiado estreita para conter o número sempre crescente de refugiados, ninho de águias nas alturas, de onde não cessaram de lançar-se sobre as terras do império. Continuaram a praticar secretamente o seu culto, ao mesmo tempo que abraçavam ostensivelmente o de Maomé. Photius, Contra manichœos, l. I, c. xxiv, P. G., t. CII, col. 77-78; Petrus Siculus, Historia manichœorum, c. xxix, P. G., t. CIV, col. 1302; Döllinger, Beiträge zur Sektengeschichte des Mittelalters, t. I, p. 12 sq.

Autor original: C. Verschaffel

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