APOLINÁRIO, O ANTIGO

APOLINÁRIO, O ANTIGO

3. APOLINÁRIO, O VELHO, no século IV, gramático em Berito, depois em Laodiceia, na Síria, foi ordenado presbítero desta igreja e figurou entre os defensores mais convictos de Santo Atanásio e do Concílio de Niceia. Quando, em 362, Juliano, o Apóstata, zeloso em afastar o cristianismo das escolas, proibiu aos professores cristãos a leitura e o comentário dos poetas ou filósofos gregos em suas aulas, os dois Apolinários, pai e filho, espíritos muito cultos e versáteis, esforçaram-se por substituir as obras-primas da arte antiga por livros novos, tornando assim o ensino possível aos fiéis.

Segundo Sócrates, Hist. eccl., III, c. XVI, P. G., t. LXVII, col. 417, Apolinário, o Velho, traduziu o Pentateuco em versos hexâmetros, extraiu dos dois primeiros livros dos Reis um poema épico em vinte e quatro cantos, compôs tragédias segundo o modelo de Eurípides, comédias à maneira de Menandro e odes imitadas de Píndaro. Esta literatura grega improvisada, que não era animada pelo sopro do gênio, não sobreviveu ao edital de Juliano. Assim que Valentiniano I o revogou, retornou-se em toda parte ao estudo dos grandes escritores clássicos, e da tentativa dos Apolinários restou apenas uma lembrança. Bardenhewer, Les Pères de l'Église, leur vie et leurs œuvres, tradução francesa, in-8°, Paris, 1899, t. II, p. 16. P. Godet. 4.

APOLINÁRIO, O JOVEM, e os APOLINARISTAS

Autor original: P. Godet

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