Anastácio do Sinai, sacerdote e higúmeno do monte Sinai, viveu no século VII. Ele deixou muitas vezes a sua solidão para combater no Egito e na Síria os monofisitas, os severianos e os judeus. Encontrava-se em Alexandria antes de 640, depois sob o patriarca herético João III, 678-685; ele fala do imperador Maurício no seu comentário sobre o salmo VI e sobreviveu pelo menos vinte anos ao VI concílio geral, 680-681. Morreu, portanto, nos primeiros anos do século VIII. Eis as principais obras teológicas e escriturísticas do «novo Moisés». 1° O Hodégos ou Viae Dux em 24 capítulos, título bem escolhido por este controvertista peregrinante. P. G., t. LXXXIX, col. 35-309. Embora tenha acreditado descobrir as fontes do monofisismo nas categorias de Aristóteles, Anastácio explica de uma maneira ortodoxa as definições peripatéticas e concede o primeiro lugar aos argumentos de razão, que na exposição da sua doutrina precedem frequentemente os textos da Escritura e dos Padres. — 2° Três tratados fragmentários Περὶ τοῦ κατ’εἰκόνα, De illo qui secundum imaginem Dei creatus est, contra os monofisitas. — 3° Três escritos perdidos que ele cita no Hodégos. — 4° Um tratado sobre o Hexamerão em 12 livros, dos quais apenas o último nos chegou no texto original. P. G., t. LXXXIX, col. 851-1078. Anastácio negligencia aí geralmente o sentido literal para interpretar a Escritura do ponto de vista místico e alegórico e reportar a Jesus Cristo e à Igreja a ideia fundamental do relato génesiaque. — 5° Das Interrogationes et responsiones, recolha de dificuldades e de objeções às quais ele responde por textos dos Padres e da Bíblia. Na sua forma atual, esta obra não é do nosso Anastácio, uma vez que nela se encontram citados autores que viveram depois dele, como Nicéforo de Constantinopla; vários manuscritos atribuem-na a Anastácio, arcebispo de Niceia, mas o fundo parece bem pertencer ao nosso autor. — 6° A Disputatio adversus Judaeos, que Mai lhe atribui, não é certamente dele, pois foi escrita mais de 800 anos após a destruição de Jerusalém por Tito. — 7° A Oratio in psalmum VI, vários sermões e tratados ascéticos sobre assuntos diversos, mas cuja autenticidade não é sempre suficientemente garantida. — 8° O P. Edm. Bouvy pensa, Echos d’Orient, Paris, 1898, p. 262-264, que o célebre «cântico fúnebre de Anastácio» seria do nosso autor. Outras poesias que levam o nome de Anastácio poderiam também pertencer-lhe.
P. G., t. LXXXIX, col. 41-1288 ; Pitra, Juris ecclesiastici Graecorum historia et monumenta, in-8°, Roma, 1868, t. I, p. 257, 275 ; Papadopoulos-Kerameus, Ἀνάλεκτα Ἱεροσολυμιτικῆς σταχυολογίας, in-8°, São Petersburgo, 1891, t. I, p. 400-404.
Autor original: S. Vailhé
A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor