Papa, sucessor de Sérgio III, consagrado por volta de junho de 911, morto por volta de agosto de 913.
Este pontífice era originário de Roma; ocupou a Santa Sé na época da maior influência do marquês Alberico de Camerino, conde de Túsculo, esposo da demasiado célebre Marozia. Anastácio não teve, portanto, qualquer papel político a desempenhar durante o seu curto pontificado. Após a ascensão do imperador Alexandre no Oriente, recebeu uma carta do patriarca Nicolau Místico de Constantinopla, que procurava justificar a sua oposição feroz ao quarto matrimónio do imperador precedente, Leão VI (falecido a 11 de maio de 912). A disciplina da Igreja grega era, com efeito, contrária aos quartos matrimónios, que a Igreja latina permitia sem dificuldade. Não se conhece qualquer resposta de Anastácio; se respondeu, não deve ter-se afastado da conduta já seguida por Sérgio III, que tinha instado o prelado grego a conceder uma dispensa ao imperador, ou a considerá-lo como tendo-a obtido. Resta apenas uma bula deste pontífice, Jaffé, n. 3550, que concede ao bispo de Vercelli o uso do pálio. A outra bula, Jaffé, n. 3551, que contém um privilégio muito extenso para os arcebispos de Hamburgo, não é autêntica.
BIBLIOGRAFIA: Jaffé, Regesta pontificum, 2e édit., Leipzig, 1888, t. I, p. 448; Duchesne, Liber pontificalis, Paris, 1892, t. II, p. 281. Outre les histoires générales de l’Église et celles des papes, voir Gregorovius, Geschichte der Stadt Rom im Mittelalter, t. III, Stuttgart, 4e édit., p. 242; Baxmann, Die Politik der Päpste, Elberfeld, 1868, t. I, p. 82; Lettres de Nicolas Mysticus, dans Mai, Spicilegium Romanum, t. X, p. 287, Rome, 1844.
Autor original: H. Hemmer
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