ALEMANHA, publicações católicas sobre as ciências sagradas. — I. Idade Média. II. Tempos modernos. Visão geral. III. Teologia dogmática. IV. Controvérsia e apologética. V. Escritura sagrada. VI. História eclesiástica. VII. Patrologia. VIII. História da teologia. IX. História do dogma. X. Arqueologia cristã. XI. Teologia moral. XII. Teologia pastoral. XIII. Direito canônico. XIV. Enciclopédia teológica. XV. Revistas.
I. Idade Média. — A história das ciências sagradas na Alemanha durante a Idade Média está ligada a alguns grandes nomes que caracterizam, simultaneamente, as tendências particulares das diversas épocas das quais são representantes.
1° Do século VI ao XI. — Conservar e salvar do naufrágio, por meio da reprodução e da compilação, o que a ciência do passado produzira de mais sólido e fecundo, e transmiti-la assim às gerações do futuro, tal foi a tarefa do século e da época de Carlos Magno. Ninguém a compreendeu melhor nem a cumpriu com mais entusiasmo e energia do que o célebre discípulo de Alcuino, que se tornou abade de Fulda e, mais tarde, arcebispo de Mainz, Rabano Mauro (776-856). Exegeta, teólogo dogmático, liturgista, moralista, canonista e poeta, comentou quase todos os livros da Escritura e apresentou, em seu De institutione clericorum (819), um manual prático de educação eclesiástica do qual a Idade Média sempre se valeria com predileção. As abadias beneditinas de Reichenau, de São Galo, de Corbie, etc., rivalizaram em zelo com a de Fulda para defender, contra a barbárie do tempo, os tesouros da civilização cristã e antiga. Contribuíram, assim, para preparar os caminhos para uma nova era.
2° Século XII. — Será sempre uma das glórias da Alemanha ter dado a Paris, tornada desde então o centro intelectual do Ocidente cristão, um dos maiores iniciadores do movimento científico que inaugurou o florescimento da escolástica, Hugo de São Vítor († 1141). Formado na escola de Guilherme de Champeaux, Hugo assegurou, por sua grande obra Summa sententiarum (sobre o De sacramentis, ver acima, col. 53), o triunfo do método de Santo Anselmo e forneceu a Pedro Lombardo os elementos do grande tratado das Sentenças, que marcou o seu reinado definitivo.
3° Século XIII. — A parte tomada pela Alemanha na grande época escolástica do século XIII é representada pelo nome de Alberto Magno, O. P. († 1280), que ensinou teologia em uma série de escolas da sua ordem na Alemanha, notadamente em Colônia, onde foi mestre de São Tomás de Aquino. O lugar preponderante que deu, em seu ensino e em seus escritos, à filosofia de Aristóteles, sua vasta erudição e a universalidade de seu gênio prepararam o caminho para o príncipe da teologia da Idade Média. Formou igualmente Ulrico de Estrasburgo († 1277), cuja soma teológica, De summo bono, ainda inédita e muito apreciada na Idade Média, conta-se entre as melhores obras do grande século. Nomeemos ainda Hugo de Estrasburgo, autor presumido do manual de teologia mais utilizado durante toda a Idade Média e frequentemente atribuído aos próprios príncipes da teologia do século XIII, o Compendium theologicae veritatis. Se devemos contar também, entre os discípulos de Alberto Magno, o profundo e original Henrique de Gante (1220-1293?), cognominado o doctor solemnis, é algo que, após as sábias pesquisas do P. Ehrle (Archiv für Literatur und Kirchengeschichte des Mittelalters, 1885, t. I, fascículo 2), não ousaríamos mais afirmar.
4° Séculos XIV e XV. — A época do declínio da escolástica viu ainda surgir Tomás de Estrasburgo, O. S. A. († 1357), que, em seu Comentário sobre as Sentenças, cuja concisa clareza sempre foi admirada, combateu as tendências nominalistas da época, e o grande enciclopedista teológico do fim da Idade Média, cujas obras são reeditadas neste momento, Dionísio, o Cartuxo (1402-1471). Nascido na diocese de Liège, fez seus estudos em Colônia. Seu Comentário sobre as Sentenças, verdadeira corrente dos maiores teólogos do século XIII, é uma obra de vasta e sólida erudição. Em 1475 morreu em Tubinga aquele que muitas vezes foi chamado de "o último dos escolásticos", uma das glórias da jovem universidade de Tubinga e um dos melhores e mais corretos representantes da escola nominalista, Gabriel Biel. Escolástico ardente e convicto, dialético consumado, saudou nas sociedades de Estrasburgo e da Basileia os primeiros raios do humanismo nascente.
5° Teologia mística. — Ao lado da teologia escolástica — cujos iniciadores e mais ilustres representantes, uma vez mais aqui cabe uma menção de honra a Hugo de São Vítor, cultivaram com não menos ardor a teologia mística. A separação só se deu na época do declínio da escolástica e dos triunfos do nominalismo. A Alemanha tornou-se então a verdadeira pátria da teologia mística. Seguindo os passos de seu mestre Eckhart ou Eckard, O. P. († 1327), professor de teologia em Estrasburgo e Colônia, embora preservando-se de seus erros, os dominicanos João Tauler de Estrasburgo († 1361) e Henrique Suso († 1365) tornaram-se os principais promotores do movimento que deu origem à sociedade dos "Amigos de Deus". Leigos, tais como Rulman Merswin de Estrasburgo († 1382) e Nicolau da Basileia († depois de 1417), tiveram ali, mais tarde, não sem prejuízo para a ortodoxia da mística alemã, uma participação preponderante. Exerceram, assim como o autor desconhecido da Teologia alemã (Deutsche Theologie, publicada sob este título por Lutero), uma notável influência até os primeiros tempos da Reforma.
6° História. — Os estudos históricos, cujo lugar, aliás, nunca foi mais do que muito subsidiário no organismo intelectual das escolas da Idade Média, estiveram ligados durante muito tempo a um pequeno manual de história eclesiástica composto no século IX pelo bispo Haimão de Halberstadt († 853) e intitulado: Breviarium historiae ecclesiasticae. É um epítome da obra de Eusébio, traduzida por Rufino. A história eclesiástica da Alemanha do Norte e dos países escandinavos foi escrita por Adão de Bremen († por volta do fim do século XI) e continuada no fim da Idade Média por Alberto Krantz († 1517), cônego da metrópole de Hamburgo. Entre os inúmeros cronistas e biógrafos (ver Wattenbach, Deutschlands Geschichtsquellen im Mittelalter bis in die Mitte des 13º Jahrhunderts, 5ª ed., Berlim, 1886; O. Lorenz, Deutschlands Geschichtsquellen im Mittelalter seit dem 13º Jahrh., Berlim, 1886, e os Monumenta Germaniae historica, Scriptores, 1828-1888, 28 in-fol.), citemos o maior pela concepção filosófica e teológica da história, o emulador de Santo Agostinho e de Bossuet, Otão de Frisinga, O. Cist. († 1158), De duabus civitatibus.
7° Exegese. — Os grandes mestres da ciência escolástica e mística foram, ao mesmo tempo, os primeiros exegetas da Idade Média. Neste terreno, sem dúvida, seus trabalhos continuam mais as tradições da época anterior do que marcam uma etapa nova ou um progresso paralelo ao da teologia sistemática. As catenas e os grandes comentários da época não deixam de ser um testemunho eloquente do interesse que a teologia da Idade Média devotava ao estudo aprofundado da Escritura Sagrada. Já citamos, como predecessor de São Tomás na Alemanha, Rabano Mauro.
Acrescentemos a ele o nome do sábio colaborador e amigo de Rabano, Haimão de Halberstadt. Ao século XII pertencem, além de Hugo de São Vítor, Roberto de Deutz († 1135), Gerhoh de Reichersberg († 1169), Irimbert († 1177); ao século XIII, Alberto Magno; ao século XIV, Ludolfo, o Cartuxo († 1384), cuja Vida de Jesus foi editada mais de trinta vezes desde o século XV; e, enfim, ao século XV, Dionísio, o Cartuxo († 1471).
II. TEMPOS MODERNOS. VISÃO GERAL.
Três eventos graves contribuíram, por volta do final do século XV e na primeira metade do século XVI, para imprimir uma nova direção às ciências sagradas: o renascimento das letras clássicas, a Reforma protestante — seguida da Contrarreforma católica — e a invenção da imprensa.
O Renascimento, ao ressuscitar (embora a palavra não seja inteiramente exata) o estudo dos antigos, deveria dar, acima de tudo, um novo impulso às ciências linguísticas e históricas. Os primeiros humanistas alemães — Nicolau de Cusa, Rodolfo Agrícola, Al. Hegius, Jacques Wimpheling, Seb. Brant — e, em conjunto com eles, os melhores teólogos da época, tais como G. Biel, J. Geiler e J. Trithemius, saudaram nele o renovo das ciências bíblicas e patrísticas, persuadidos de que um estudo mais aprofundado das fontes da teologia era a condição indispensável para o seu progresso no próprio espírito da Igreja.
Devemos, portanto, a Trithemius uma obra patrológica de alta importância, o De scriptoribus ecclesiasticis, e a um certo número de outros humanistas as primeiras edições impressas de Padres gregos e latinos. Infelizmente, o espírito vacilante, cético e contestador que Erasmo de Roterdão, o homem mais influente de sua época, imprimiu à jovem escola humanista, deveria levar todo esse belo movimento a um desfecho fatal. A oposição ao formalismo exagerado da escolástica decadente transformou-se em luta encarniçada contra o escolasticismo em geral; sob o pretexto de reconduzir a teologia à sua fonte, não se temeu alterar-lhe a pureza. A Reforma apenas acentuou essa direção anticatólica e, ao romper a unidade religiosa, rompeu os laços que prendiam a teologia do século XVI ao seu glorioso passado. Um declínio rápido dos estudos teológicos foi o primeiro efeito da "Reforma". Esta, contudo, necessitava demais, para se manter, das armas da ciência tão desdenhosamente tratada por Lutero. O humanista Melanchthon colocou-as em suas mãos; tornou-se, por meio de seus loci communes, o Magister locorum da Reforma, e a universidade de Wittenberg, o centro de ação intelectual do protestantismo.
Essa reviravolta não permaneceu sem influência sobre a teologia católica. Tinha-se acabado, porém, com as felizes influências do antigo humanismo, tão entusiasta, ao mesmo tempo, pela Igreja e pela "nova ciência". De ambos os lados, as melhores forças desgastaram-se na polêmica: uma polêmica ardente e apaixonada, inicialmente, ultrapassando em suas formas — a exemplo da polêmica de Lutero — tudo o que as mais virulentas controvérsias haviam trazido à luz até então; posteriormente, mais calma, mais fria, mais racional e mais sistemática. Para a teologia católica na Alemanha, chegara a época da grande controvérsia. Os jesuítas tiveram o mérito principal e a "Contrarreforma" foi, em grande parte, obra sua. O terreno, todavia, tornou-se tanto menos favorável aos grandes estudos escolásticos, históricos e bíblicos, uma vez que a Alemanha, dilacerada por lutas intestinas e dizimada pela Guerra dos Trinta Anos, não podia cogitar rivalizar com a Espanha, a França e a Itália, então no apogeu de sua glória intelectual.
Se teve dignos sucessores de Belarmino, não teve um Barônio, nem um Suárez, nem um Bossuet, nem um Mabillon. Quando os tempos tornaram a ser melhores, a era da grande teologia havia passado. A escolástica estava, mais uma vez, em declínio. Contentou-se em reproduzir as obras da grande época sob uma forma mais concisa, mais didática, mais metódica; adaptaram-nas às necessidades do ensino. Fez-se, no sentido estrito da palavra, teologia de escola. Contudo, ao lado dos jesuítas que continuavam sempre a árdua tarefa da luta, as outras ordens religiosas começavam a se reerguer. A Theologia Salisburgensis completava dignamente, com a Theologia Wirceburgensis, a obra dogmática dos séculos XVII e XVIII; os estudos históricos, patrísticos e bíblicos retomavam seu curso, sobretudo nos conventos beneditinos. Sentiu-se a necessidade de alargar, ao neles incluir os estudos positivos, o quadro do ensino teológico e de conferir-lhe uma coroação prática. Novas vertentes surgiram, tais como a patrologia e a pastoral. Era um progresso incontestável. Infelizmente, a teologia dogmática, longe de ganhar com esse desenvolvimento, graças ao espírito cético, superficial e utilitarista do tempo, perdeu singularmente em profundidade especulativa. As tendências antirromanas e ultranacionalistas misturaram-se a ela, e o período josefista tornou-se, para a teologia alemã, um período de profundo declínio, do qual só se reergueria definitivamente por volta de 1830. Contudo, os primeiros anos do século XIX deixaram já entrever a aurora de uma era nova. Na Baviera, Sailer, o Fénelon alemão, e sua escola, emancipavam-se cada vez mais do espírito decadente do século XVIII e faziam passar um sopro de vida sobre uma terra árida e ressecada. Na Vestfália, o nobre conde de Stolberg passava do racionalismo protestante ao catolicismo e inaugurava, com sua História da religião cristã, a historiografia católica do século. Joseph de Görres, após ter saudado a Revolução Francesa como a libertadora dos povos, voltava-se para a Igreja como o único salvaguarda da sociedade. Ao redor dele, uma elite de homens distintos, sacerdotes e leigos, tentariam fazer compreender ao seu tempo, por meio de trabalhos imperecíveis, que uma união íntima entre Igreja e sociedade, fé e ciência, aspirações legítimas do presente e sadias tradições do passado, deveria ser o programa intelectual e social do futuro e a condição indispensável da verdadeira grandeza de sua nação. O romantismo católico, o renovo da vida religiosa que se seguiu ao soerguimento político e que, na luta contra o absolutismo do Estado — legislação matrimonial na Baviera, acontecimento de Colônia, 1837 —, se acentuou ainda mais vividamente, não foram estranhos a esse movimento.
A filosofia idealista de Fichte, Schelling e Hegel, os esforços científicos da teologia protestante estimularam-no, não sem lhe preparar perigosas crises. Hermes e Günther que o digam. No próprio sentido da teologia ortodoxa, tendências diversas afloraram, segundo a influência mais ou menos preponderante que o meio ambiente, a consciência das necessidades intelectuais do presente ou o respeito e a admiração pelas grandes obras do passado, a confiança na inesgotável força de uma gloriosa tradição científica exercia sobre os espíritos. Esse fato, aliás, não tinha nada de surpreendente.
Dentro dos limites da mais estrita ortodoxia, a antiguidade cristã, assim como a Idade Média, não teriam tido suas escolas teológicas com as mais variadas tendências? A história da teologia alemã no século XIX oferece, ademais, mais de uma vez o espetáculo instrutivo de um cruzamento de escolas e de tendências cujos resultados foram os mais felizes. Lembremos, primeiramente, a grande participação que teve no soerguimento das ciências teológicas a escola católica de Tubinga, cujas ramificações estenderam-se a Munique, Friburgo e Bona. O neoescolasticismo deve aos teólogos do colégio romano, e sobretudo aos notáveis trabalhos do Pe. Kleutgen, sua restauração na Alemanha. Muitos dos mais ilustres representantes da ciência católica devem, ao mesmo tempo, a uma ou a outra dessas duas escolas sua formação teológica, e rivalizaram em ardor para dar à teologia alemã um incomparável impulso.
Será que ela atingiu hoje o apogeu de seus esforços e sucessos? Quem ousaria afirmá-lo? Quem, sobretudo, ousaria pretender que ainda não restam grandes lacunas a preencher e grandes tarefas a cumprir?
Após este panorama geral, passemos rapidamente em revista o desenvolvimento dos diferentes ramos da ciência sagrada.
III. TEOLOGIA DOGMÁTICA. — 1° Séculos XVI e XVII. — Cabe a três jesuítas estrangeiros a glória de ter restaurado na Alemanha, no tempo das grandes lutas contra o protestantismo, a teologia escolástica. Gregório de Valentia (1551-1603), professor em Dillingen e Ingolstadt, o maior dentre eles, Commentaria theologica, 4 vol., Ingolstadt, 1591, etc.; Rodolfo de Arriaga (1592-1667), professor em Praga, Disputationes theologicae in Summam S. Thomae, 8 vol. in-fol., Antuérpia, 1643 sq., e Martin Becanus (1561-1624), o incansável adversário do calvinismo, Summa theologiae scholasticae, Mogúncia, 1612, 4 vol. in-4°. É preciso acrescentar o jesuíta alemão Ad. Tanner (1572-1632), o mais célebre dos discípulos de Gregório, Universa theologia scholastica, speculativa, practica ad methodum S. Thomae, Ingolstadt, 1626, 4 vol. in-fol. Todos, exceto Arriaga, que permaneceu no terreno puramente escolástico, souberam aliar ao elemento especulativo e sistemático os dados da exegese e da patrística. Asseguraram na Alemanha a preponderância ao sistema molinista, enquanto o tomismo teve seus defensores nas escolas de Colônia e Salzburgo.
2° Século XVIII e início do XIX. — O início do século XVIII viu o tomismo retomar maior influência nas abadias e escolas beneditinas e, enquanto o escotismo encontrava alguns representantes nas fileiras dos franciscanos de estrita observância, os agostinianos defenderam contra os jesuítas as doutrinas de Berti (agostinianismo). Discutiram-se entre estas diferentes escolas as questões da ciência divina, da graça, do objeto formal da fé. A época foi sobretudo fértil em manuais de teologia tratando, segundo a divisão então habitual, a theologia dogmatica (positiva), scholastica e polemica. As obras mais importantes são: para a escola tomista, a Theologia Salisburgensis (Theologia scholastica secundum viam et doctrinam S. Thomae), de P. Metzger (1637-1702), o melhor teólogo entre os beneditinos alemães, Augsburgo, 1695, 2 vol. in-fol.; — para a escola franciscana, a Theologia scholastica, 4 vol. in-fol. (1721), de Krisper; — para a escola dos jesuítas, a Theologia Wirceburgensis (Theologia dogmatica, polemica, scholastica et moralis), Würzburg, 1766-1771, t. XIV, in-8°, de Kilber († 1783), Holtzclau e Neubauer, de longe a melhor obra da época.
O nome de Eusebe Amort (1692-1775), cônego regular de Santo Agostinho, o homem mais erudito e universal de sua época na Alemanha — filósofo, teólogo, moralista, controversista, historiador e crítico — marca a passagem para um novo período na história da teologia. Sua Theologia eclectica moralis et scholastica, Augsburgo, 4 vol. in-fol., 1752, embora permanecendo fiel ao método escolástico, tende a simplificá-lo, levanta-se contra o formalismo neoescolástico e busca conciliar as doutrinas fundamentais do tomismo com os sistemas opostos. A filosofia aristotélica, já atacada por todos os lados e abandonada por um certo número de teólogos católicos, encontrou nele um intrépido defensor. Contudo, a filosofia "empírica" da época não cessou de ganhar terreno. As questões de metodologia teológica agitaram cada vez mais os espíritos. Gallus Cartier († 1777) abandonou o método tradicional. Publicou uma Theologia eclectica, Augsburgo, 1756, seguida logo pela Theologia universalis ad mentem et methodum celebriorum nostrae aetatis theologorum ac S. Scripturae interpretum, Augsburgo e Würzburg, 1757-1758, 2 vol. in-4°; o ex-jesuíta Stattler, um dos mais fecundos e influentes teólogos do tempo, com sua Philosophia methodo scientiis propria explanata, Augsburgo, 1769-1772, 5 vol., colocando a "reflexão" no lugar da "abstração". Por outro lado, Schmier e Cartier publicaram seus Loci theologici, tendendo a fazer prevalecer na teologia, assim simplificada, o elemento positivo.
Foi então que M. Gerbert, o ilustre abade de Saint-Blaise, traçou, numa espécie de enciclopédia, Principia theologiae exegeticae, — dogmaticae, — symbolicae, — mysticae, moralis, — canonicae, — sacramentalis, — liturgicae, 1753-1759, o plano de uma nova teologia. O elemento histórico-dogmático predomina nele mais do que em Amort: suas concepções especulativas ligam-se mais a Santo Agostinho do que a São Tomás. Ele vê no método escolástico um excelente exercício para o espírito, mas, ao censurar seus excessos, nega-lhe o direito de ocupar sozinha o domínio da teologia.
É a estas tendências positivas das escolas beneditinas que devemos duas obras de sólida erudição: a Analysis Patrum de D. Schram (1722-1797), que publicou, além de um Compendium theologiae... methodo scientifica propositum, Augsburgo, 1768, 3 vol., e das Institutiones theologiae mysticae, Augsburgo, 1774, 2 vol., bem como a Historia theologico-critica de vita scriptis atque doctrina S. Patrum, Augsburgo, 1783-1793, 13 vol. in-8°, de Lumper (1747-1800), ao mesmo tempo que a introdução da patrologia no quadro do ensino teológico. Tudo o que essas reformas podiam ter de legítimo foi, infelizmente, mais do que contrabalançado pelo espírito febroniano e josefista dos homens de Igreja e de Estado que, desde 1750, buscaram introduzi-las à força em todas as escolas teológicas do império. Os jesuítas perderam primeiramente a direção do ensino teológico; acabou-se por retirar-lhes suas cátedras e persegui-los abertamente.
A teologia dogmática perdeu pouco a pouco seu prestígio; uma seca nomenclatura de notas históricas teve de substituir o que lhe faltava em profundidade e espírito católico.
Algumas obras, contudo, denotam um esforço sincero para uma concepção mais elevada e correta da ciência: são as Institutiones theologiæ dogmaticæ de Klüpfel (1782) e de Wiest (1788), o Systema theologiæ de Dobmayer (1807-1819), a Anthropologia biblica de Oberthür, o System der katholisch-spekulativen Theologie de Fr. Brenner (1815 sq., 1827 sq., 1837), que, ao tomar como ponto de partida a ideia do reino de Deus, tentou uma síntese do elemento dogmático, filosófico e histórico da teologia. Colocar a filosofia da história e um conhecimento aprofundado da Escritura a serviço da teologia foi o que tentou, não sem sucesso, o mais célebre membro da escola de Lucerna, J. H. O. Glöckler (1782-1860): Die heilige Kunst, etc., Landshut, 1814; Lucerna, 1817 sq. O sopro vivificante de seu mestre, M. Sailer, passou por suas obras, e nelas se pressente a aproximação de uma era nova. L. Liebermann, em suas Institutiones theologiæ dogmaticæ, 5 vol., Mogúncia, 1819-1827, deu o modelo de uma exposição clara e concisa, mais positiva que especulativa do dogma católico, cuja perfeita ortodoxia era, naquela época, mais do que nunca, um mérito inestimável.
3° Desde 1830. — Os esforços que se seguiram para restituir à teologia o que o josefismo lhe havia retirado de profundidade e solidez especulativa, bem como a defesa das falhas filosóficas do tempo, não foram todos bem-sucedidos. Hermes († 1831), ao lutar contra a filosofia de Kant, não soube se precaver contra um racionalismo e um ceticismo que ameaçavam as próprias bases da teologia que ele tentava estabelecer sobre um sólido fundamento.
Günther († 1863), cujas audaciosas especulações deveriam opor um dique intransponível ao panteísmo hegeliano, não soube conservar perante o seu adversário toda a independência que a pureza do dogma exigia. Baader († 1841), o inimigo jurado daquele espírito plano e superficial que caracterizara a época precedente, perdeu-se na teosofia de um Jacob Böhme. Todos os três desconheceram as grandes tradições da teologia católica. O Pe. Kleutgen (1811-1883) teve o mérito de colocá-las novamente em destaque nas suas duas importantes obras, Die Philosophie der Vorzeit vertheidigt, Münster, 1860-1863; Innsbruck, 1878, 2 vol.; Die Theologie der Vorzeit vertheidigt, Münster, 1853-1860, 3 vol.; 1867-1874, 5 vol. Todo o movimento do romantismo voltava, aliás, os espíritos para o glorioso passado do catolicismo. Reabilitá-lo na ciência teológica, levando em conta as necessidades do presente, evitar os excessos de uma especulação demasiado escrava dos sistemas mutáveis da filosofia moderna, ao mesmo tempo que se justificam, por uma profunda compreensão da sua verdade imortal e fecunda, os dogmas católicos face ao pensamento moderno e à oposição protestante, fazer servir a este trabalho de sã especulação tudo o que a Sagrada Escritura e a tradição católica oferecem de elementos positivos, estudados eles mesmos, encadeados e agrupados segundo os princípios da crítica e da compreensão histórica que lhes convém, sem nunca sacrificar a teologia à história do dogma: tal era a tarefa a ser cumprida pelas gerações seguintes. As melhores forças tentaram-no, não sem sucesso.
Um progresso sensível marca já as primeiras etapas da teologia contemporânea. A dogmática de Klee, professor em Munique († 1840), publicada em Mogúncia em 1837, pela solidez da sua erudição, sobretudo do ponto de vista patrístico, pela abundância compacta da exposição e pela alma profundamente crente que revela, e pela alta ideia que oferece do dogma católico, merece, apesar das suas lacunas e imperfeições de detalhes, um lugar de honra. J. A. Staudenmaier, professor em Giessen e em Friburgo († 1856), um dos mais espirituais representantes da escola católica de Tübingen, tentou uma fusão ainda mais íntima da teologia dogmática e da história do dogma; mas, ao alargar o quadro da primeira, soube dar-lhe um caráter eminente e profundamente especulativo. Seguiram-se a teologia dogmática de Kuhn (1806-1887), uma das figuras mais marcantes dessa mesma escola (t. I, Tübingen, 1846-1849; 1859-1862; t. III, 1857; t. II, 1ª parte, 1868, permanecida inacabada), cujas teses especulativas sobre as relações da fé e da razão, da graça e da natureza, deram lugar a ardentes controvérsias; a de Dieringer, professor em Bona, Mogúncia, 1847, notável pela sua concisão, pelo seu espírito sistemático e pelo seu acabamento; as de Friedhoff e de Berlage, professores em Münster. As duas grandes obras de Scheeben, Handbuch der katholischen Dogmatik, Friburgo, 1875 sq., t. I-IV (traduzido para o francês por Bélet, 4 vol., Paris, 1880 sq. e continuado por Atzberger, 1899), e de Heinrich, Dogmatische Theologie, Mogúncia, 1881 sq., t. I-VI (continuado por C. Gutberlet, t. VII-VIII), distinguem-se, a primeira pela sua tendência ao mesmo tempo especulativa e mística, a segunda pela clareza da exposição e pela riqueza da erudição. Scheeben e Heinrich são ambos os representantes de um neoescolasticismo temperado e completado por um estudo aprofundado da Escritura e da literatura patrística. A dogmática menos volumosa do professor Simar, hoje arcebispo de Colónia, oferece com as de Scheeben e de Heinrich mais de um ponto de contacto e forma um excelente manual de teologia. A de Oswald, professor em Braunsberg, em 9 vol., tem um caráter mais popular e mais prático. O elemento especulativo, tomado em parte ao arsenal da filosofia moderna, que ela persegue nos seus erros, predomina na dogmática do professor Schell, de Würzburg, da qual teremos sem dúvida em breve uma segunda edição conforme em tudo às prescrições da Igreja.
Citemos para terminar as obras em língua latina do Pe. Franzelin que, pela sua origem e pelo caráter do seu espírito e da sua língua, pertence à escola alemã, sobretudo o seu De divina Traditione et Scriptura, 3ª ed., Roma, 1882; De Deo trino, 3ª ed., 1881; De Deo uno, 3ª ed., 1883, os manuais muito práticos dos Pes. Jungmann e Hurter e do professor Einig de Tréveris e, enfim, a obra mais extensa, bem concebida e bem documentada do Pe. Chr. Pesch, Prælectiones dogmaticæ, 9 vol., Friburgo, 1894-1899.
IV. CONTROVÉRSIA E APOLOGÉTICA. — 1° Do início do século XVI a meados do século XVII. — Após as primeiras lutas travadas corpo a corpo com os chefes da Reforma pelos teólogos católicos, tais como João Eck († 1543), João Cochlæus († 1552), João Emser († 1527), C. Schatzgeier († 1537), P. Canisius († 1597), J. Hoffmeister († 1547) e tantos outros cujos nomes merecem ser arrancados do esquecimento (cf. Falk e N. Paulus no Katholik, 1891, I, p. 440 sq.; 1892, I, p. 540 sq.), Belarmino inaugurava, com as suas Disputationes de controversiis christianæ fidei, Roma, 1581, a era dos grandes controversistas da Companhia de Jesus. Gregório de Valentia e Martinho Becano fizeram a controvérsia entrar na Alemanha por uma via metódica e científica. A defesa da autoridade doutrinal da Igreja e, mais particularmente, da autoridade papal, tornou-se a base da polêmica contra o protestantismo. Ad. Tanner, Jacq. Gretser († 1625), Seb. Heiss (1614), Jacq. Keller (+1631), o capuchinho Valeriano Magni (+1661), cujo ponto de partida e método foram em parte diferentes, os dois convertidos Adr. e Pedro de Walenburch, para não nomear senão os mais conhecidos, marcharam sobre os seus passos. Um outro convertido, J. Scheffler (Angelus Silesius +1677), veio juntar-se a eles. A história da "Contrarreforma", que devolveu à Igreja uma grande parte do terreno conquistado pelo protestantismo, mostra toda a importância desta luta onde a maior e a mais gloriosa parte cabe aos jesuítas.
2° De meados do século XVIII ao final do século XVIII. — Desde meados do século XVIII, a controvérsia assume outro caráter. Os manuais de teologia polêmica de Burghaber, Friburgo na Suíça, 1678, de Pichler, Augsburgo, 1713, a Theologia dogmatico-polemica de Sardagna, Ratisbona, 1770, a Theologia polemica de Gazzaniga, Viena, 1778, são destinados às escolas. A teologia polêmica torna-se uma parte integrante do ensino e reveste as suas formas metódicas. A controvérsia com contornos mais populares e mais audazes encontra ainda um representante ríspido e acerbo em J. N. Weislinger, padre secular da parte transrenana da diocese de Estrasburgo; a controvérsia com tendências irénicas é cultivada por Eusébio Amort.
Em 1760, o abade Gerbert de Saint-Blaise publica a sua Demonstratio verae religionis veraeque Ecclesiae contra quasvis falsas, que marca a passagem da controvérsia contra a ortodoxia protestante para aquilo que convencionamos chamar teologia apologética, dirigida contra o indiferentismo e a irreligião do final do século XVIII. Já num trabalho especial intitulado Indifferentismus..., o jesuíta Biner tinha, por volta de meados do século XVIII, época em que o filosofismo penetrava na Alemanha, aberto a luta contra "os indiferentistas, os sincretistas e os libertinos". P. Gazzaniga consagrou à luta contra o naturalismo, inimigo da revelação, a primeira parte da sua obra, cuja segunda ataca a indiferença dogmática do protestantismo.
...tholica, Augsburgo, 1770; Pappenheim, 1775, do ex-jesuíta Stattler, mestre de Sailer e, apesar dos seus desvios, o mais marcante dos teólogos da época, contribuíram por sua parte, aperfeiçoando o método, para os progressos da apologética. B.
Mayer, em sua Défense de la religion naturelle, chrétienne et catholique (Augsburgo, 1787, 4 vols.), seguiu, para a primeira parte, a via de Bergier e dos apologistas franceses, que exerceram grande influência sobre o desenvolvimento da apologética alemã. Toda uma série de escritos dedicados à defesa religiosa deve-se à pena dos antigos jesuítas de Augsburgo e foi publicada de 1790 a 1791 (em 17 vols.) sob o título: Gesammelte Schriften zur Vertheidigung der Religion und Wahrheit.
3º Século XIX. — As obras de teologia dogmática que inauguraram o século XIX (ver acima) concederam um lugar considerável à defesa dos fundamentos da fé contra a filosofia anticristã. Uma era nova começou para a apologética e a controvérsia católica com duas obras de grande valor, oriundas da escola de Tubinga: a Apologétique de Drey, Die Apologetik als wissenschaftliche Nachweisung der Göttlichkeit des Christenthums in seiner Erscheinung (3 vols., Mogúncia, 1838-1847), e a Symbolique de Möhler, Symbolik oder Darstellung der dogmatischen Gegensätze der Katholiken und Protestanten... (Mogúncia, 1832; trad. franc. por Lachat, 2ª ed., Paris, 1852). Esta última teve, desde a sua primeira aparição, um imenso impacto, devido à original simplicidade de seu método, à profundidade de suas ideias e à clareza de sua exposição. Pela comparação das doutrinas do catolicismo e das diversas escolas protestantes, Möhler demonstra que o catolicismo, ao evitar os dois extremos do protestantismo (naturalismo e supranaturalismo exacerbado), responde sozinho às exigências da ideia cristã em sua pureza nativa e à sã razão. A obra de Möhler, defendida contra os ataques protestantes por uma douta réplica e reeditada até dez vezes, jamais foi superada. As obras de tendências polêmicas e irênicas não faltaram posteriormente; notemos sobretudo as de T. Pesch, Christ oder Antichrist, e de Réhm, Confessionelle Lehrgegensätze, der Protestantismus unserer Tage, Die Vereinigung der christlichen Confessionen, os escritos populares de L. de Hammerstein, etc.; as «Apologias do cristianismo» tornaram-se, ao mesmo tempo, apologias do catolicismo contra o protestantismo; a Reformation de Döllinger e a Histoire du peuple allemand de Janssen forneceram à controvérsia católica clássica uma «arma histórica» poderosa; mas a Alemanha católica ainda aguarda a obra de controvérsia que, inspirando-se no espírito de Möhler, responderá vigorosamente aos novos ataques da polêmica protestante.
A apologética de Drey, pelo contrário, por seu método e seu espírito científico, pelo uso que fez da história e da filosofia, por sua tendência a evitar os dois extremos do racionalismo e de um «supranaturalismo demasiado exterior», marcou apenas uma nova etapa em uma via que outros deveriam seguir com sucesso crescente. Staudenmaier publicou em 1841 sua Philosophie du christianisme. Em seus Grundfragen der Gegenwart (1851), chamou a atenção da ciência católica para o perigo dos grandes erros anticristãos da época. Suas próprias ideias purificavam-se cada vez mais dos elementos heterogêneos que a filosofia de seus mestres ali havia deixado. Não foi certamente o menor mérito de sua última obra fazer germinar, naquele que deveria tornar-se um dos mais brilhantes representantes da escola de Würzburg, o professor Hettinger, a ideia de sua Apologie du christianisme (2 tomos em 5 vols., 1863 sq.; 8ª ed., 1899-1900, traduzido para o francês sobre a 3ª ed. por Jeannin, Bar-le-Duc, 1870, 5 vols.). A profundidade da doutrina, aliada a uma clara e calorosa exposição, valeram a esta obra, na qual a ciência alemã, a teologia romana e — poderíamos acrescentar — o espírito mais flexível e literário da apologética francesa deixaram profundos rastros, seu incomparável sucesso. Enquanto a Apologie abrange o dogma inteiro, a Apologétique do mesmo autor tem por objeto apenas a defesa dos fundamentos mesmos da fé. Destinada a servir de base ao ensino da teologia fundamental, traz, pelo fato mesmo, um caráter didático.
A teologia fundamental de Ehrlich (Praga, 1859), fruto de uma longa carreira filosófica e teológica, havia precedido a de Hettinger. O elemento especulativo é ali mais pronunciado; as influências de Jacobi e de Günther ainda se fazem sentir. Outro representante da escola de Würzburg, Denzinger, acabara de publicar também um trabalho de sólida e vasta erudição para a defesa dos fundamentos sobrenaturais do cristianismo sob o ponto de vista noético: Vier Bücher von der religiösen Erkenntniss (2 vols., Würzburg, 1856).
Citemos ainda, para terminar, as apologias de Vosen, Das Christenthum und die Einsprüche seiner Gegner (Friburgo, 1861; 4ª ed., 1881); Der Katholicismus und die Einsprüche seiner Gegner (Friburgo, 1864; 3ª ed., 1885), mais populares e destinadas sobretudo à juventude estudiosa dos colégios, assim como as obras mais recentes: a Apologie du christianisme de P. Schanz, professor em Tubinga (3 vols., 1887 sq.; 2ª ed., 1895 sq.), notável pelo uso que faz dos últimos resultados das ciências históricas e naturais e pela sã crítica que opõe àqueles desses «resultados» que parecem prejudicar os dados da fé cristã; — a Apologie du christianisme do P. A. Weiss de Friburgo, na Suíça (2 vols., Friburgo em Brisgóvia, 1878 sq.; 3ª ed., 1894 sq.; trad. francesa por Collin, Paris, 1894 sq.), complemento indispensável das de Hettinger e de Schanz, na medida em que encara, de preferência, o lado moral e social do cristianismo e investe sobretudo contra os erros e as consequências práticas do «pensamento moderno»; a obra apologética de Schell, Göttliche Wahrheit des Christentums, da qual se anuncia uma edição completamente reformulada sob o título de Apologie des Christentums; — as apologias ou apologéticas mais breves de Schill, Theolog. Principienlehre (Paderborn, 1895); de Gutberlet, Lehrbuch der Apologetik (Münster, 1890 sq.; 2ª ed., 1895, 3 vols.), e de Stöckl, Lehrbuch der Apologetik (Mogúncia, 1895).
V. ESCRITURA SAGRADA. — O período que seguiu o Concílio de Trento, tão fértil em toda parte em exegetas de valor, não nos oferece na Alemanha senão um único nome marcante, o de Nicolas Serarius, jesuíta loreno, ativo em Würzburg e em Mogúncia, falecido em 1609. Suas obras formam nada menos que 16 vols. in-fol. Os textos impressos à parte foram, de todos os tempos, muito estimados. Somente por volta de meados do século XVIII é que os estudos bíblicos começaram a se reerguer. A escola dos jesuítas de Würzburg, tendo à frente Widenhofer, em Mogúncia o jesuíta Goldhagen, e Weitenauer em Innsbruck, inauguraram este movimento. Ao período josefista liga-se o nome de J. Jahn, em Viena (+ 1816), que publicou uma série de obras importantes sobre os diferentes ramos da ciência bíblica, tais como a filologia, a arqueologia, a hermenêutica, e deu uma bela edição da Bíblia hebraica. Não soube defender-se inteiramente do espírito de seu tempo e várias de suas obras caíram mais tarde (1822) sob a censura do Index. Em 1808, J. Hug, professor na universidade de Friburgo, publicou pela primeira vez sua Introduction au Nouveau Testament (2 vols., Tubinga e Stuttgart, 4ª ed., 1847), que, pelo método histórico positivo aplicado aos Livros sagrados, ao contrário do subjetivismo da crítica racionalista de Semler e de sua escola, lançava os fundamentos de uma sólida apologia da Bíblia.
Dois memórias opostas, uma à Leben Jesu do Dr. Paulus, de 1828, e a outra à Leben Jesu do Dr. Strauss, de 1841 e 1842, abalaram pela base o artificioso andaime de seus sistemas.
A introdução à Sagrada Escritura tornou-se, na sequência, objeto de uma série de trabalhos de maior ou menor importância, tais como os de Herbst-Welte, 4 vol., Carlsruhe e Friburgo, 1840-1844; de Reusch, Friburgo, 1870; de Zschokke, Historia sacra Veteris Testamenti, Viena, 1872; 3ª ed., 1888; de Neteler, Geschichte der alttestamentlichen Literatur, Munster, 1879; de Schenz, 1887, para o Antigo Testamento; de Reithmayr, Ratisbona, 1852; de A. Maier, Friburgo, 1852; de Langen, Friburgo, 1868; 2ª ed., 1873; de Aberle-Schanz, Friburgo, 1877; de Al. Schäfer, Paderborn, 1899, para o Novo Testamento; de A. Scholz, Colônia, 1845 a 1848, 3 vol.; de Haneberg, Geschichte der bibl. Offenbarung als Einleitung ins Alte u. Neue Testament, 1850; 4ª ed., 1876; e de Kaulen, Einleitung in die heil. Schrift des A. u. N. Testamentes, Friburgo, 1876 ss.; 4ª ed., 1899. Este último consagrou um estudo muito sério à história e à crítica da Vulgata, Handbuch der Vulgata, Mogúncia, 1870. Allioli, Landshut, 1845 ss., Loch e Reischl, Ratisbona, 1851 ss., forneceram novas edições do texto da Vulgata, acompanhadas de comentários e traduções alemãs.
A arqueologia bíblica foi tratada sucessivamente por Ackermann, Aug. Scholz, Bonn, 1834; Allioli, Handbuch der biblischen Alterthumskunde, Landshut, 1844, 2 vol.; Kalthoff, Munster, 1840; Lohnis, Land und Volk der alten Hebräer, Ratisbona, 1844; Schegg, Bibl. Archäologie, 2 vol., Friburgo, 1886-1888, e B. Schäfer, Die religiösen, häuslichen u. politischen Alterthümer der Bibel, 2ª ed., Munster, 1891. É preciso acrescentar a esses trabalhos um grande número de monografias que seria demasiado longo enumerar aqui.
Para a hermenêutica, citaremos, após o livro de Jahn, as obras de Wilke, Wurzburgo, 1853, de Lohnis, Giessen, 1839, e de Reithmayr, Lehrbuch der bibl. Hermeneutik, publicado por Thalhofer, Kempten, 1874.
Os estudos exegéticos tomaram novo impulso desde 1830. Klee, embora mais teólogo do que exegeta de profissão, estreou felizmente com seus comentários sobre o Evangelho de São João, Mogúncia, 1829, as Epístolas aos Romanos (1830) e aos Hebreus (1833). Mack comentou as Epístolas Pastorais, Tubinga, 1838; 2ª ed., 1841. O jovem Windischman (Comment. sur l’Épître aux Galates, Mogúncia, 1843) e Mehler (Comment. sur l’Épître aux Romains de Reithmayr, Ratisbona, 1845, a partir de um esboço de Möhler), demasiado cedo arrebatados à ciência católica, prometiam prestar os mais insignes serviços à exegese. Ad. Maier, em seus comentários sobre o Evangelho de São João, Friburgo, 1843-1845, 2 vol., as Epístolas aos Romanos, aos Hebreus e aos Coríntios, esforçou-se, não sem êxito, em aplicar simultaneamente o método literário, crítico e histórico de seu mestre Hug e o ponto de vista teológico e especulativo de Klee à interpretação dos Livros santos; a patrística e os trabalhos de exegese moderna católicos e protestantes foram cuidadosamente postos a contributo; Reithmayr, em seu comentário sobre a Epístola aos Gálatas, juntou a isso os resultados de um estudo mais aprofundado dos grandes exegetas do século XVI e do XVII. É no mesmo sentido que Aug. Bisping compôs seu comentário sobre o Novo Testamento, Exegetisches Handbuch zum Neuen Testament, 5 vol., 1854; 2ª ed., Munster, 1865 ss. O professor Al. Schäfer de Breslau continua, por ora, a publicação de um comentário muito apreciado sobre todos os livros do Novo Testamento, do qual vários volumes já apareceram: Die Bücher des N. Test. erklärt, t. 1, Die Briefe Pauli an die Thessalonicher u. die Galater, Munster, 1890.
Os Evangelhos foram comentados em particular por Arnoldi (São Mateus, Tréveris, 1856), por Schegg († 1885), sucessor de Reithmayr em Munique e discípulo de Haneberg, em quem se inspirou em parte em seu livro sobre o Evangelho de São João, Munique, 1878-1880, 2 vol., ao qual já haviam precedido os comentários sobre São Mateus, 1856-1858, 3 vol., e sobre São Lucas, 1861-1865, 3 vol. A obra de Schegg respira uma profunda piedade e um grande tato literário; seu estilo é claro e vivo; a interpretação peca, por vezes, por um excesso de originalidade e deixa entrever certas lacunas na formação teológica do autor. O comentário de Schanz, professor em Tubinga, traz, em alto grau, como todas as obras do autor, o cunho de uma sólida e vasta erudição, de um espírito crítico, amplo e moderado. Citamos, para terminar, o comentário póstumo do P. Kleutgen sobre o Evangelho de São Mateus.
Para o Antigo Testamento, foram, primeiramente, os livros proféticos que se tornaram objeto de uma série de comentários e estudos monográficos. P. Ackermann (Viena) publicou em 1830 os Prophetæ minores perpetua annotatione illustrati. Em seus Beiträge zur Erklärung des Alten Testamentes, Munster, 1851-1874, 9 vol., aos quais é preciso juntar os Messianische Psalmen, Giessen, 1857-1858, o professor Reinke de Munster forneceu aos exegetas do Antigo Testamento, e em particular dos livros proféticos, preciosos materiais. Movers, de Breslau, também deu importantes contribuições à crítica e à inteligência histórica dos profetas e do Antigo Testamento em geral. Isaías foi comentado por K. G. Meyer, por Schegg (1850) e por Knabenbauer, Erklärung des Propheten Isaias, Friburgo, 1881; Jeremias, por Ant. Scholz, professor em Wurzburgo (Wurzburgo, 1880) e por Knabenbauer (Paris, 1889), que deu também, na grande coleção de Lethielleux, um comentário de Ezequiel (1890), de Daniel (1891) e dos profetas menores (1886). Devemos ao professor Ant. Scholz comentários muito judiciosos e muito bem providos de Oseias (Wurzburgo, 1882) e de Joel (1885), bem como dos livros de Judite (1887), de Ester (1892) e de Tobias (1889), nos quais o autor vê uma trilogia profética.
Os Salmos foram objeto de uma série de comentários, tais como os de Schegg, 3 vol., 2ª ed., Munique, 1857, de M. Wolter, Psallite sapienter, 5 vol., Friburgo, 1869-1890, de Thalhofer, 5ª ed., Ratisbona, 1889, de Rohling, Munster, 1871, e de Hoberg, Friburgo, 1892.
Para os outros Livros sapienciais, é preciso citar os trabalhos de Zschokke (Viena, 1875) e de Knabenbauer (Paris, 1886) sobre Jó; de Bickell, de quem teríamos de citar muitos estudos literários e críticos, sobre o Eclesiastes (Innsbruck, 1884); de B. Schafer (Munster, 1876), de Schegg (Munique, 1885), de Gietmann (Paris, 1890) sobre o Cântico dos Cânticos; e de Gutberlet, Munster, 1874, sobre o livro da Sabedoria.
Tappehorn (Paderborn, 1888) e Hoberg (Friburgo, 1899) comentaram o Gênesis; Hummelauer, os livros dos Juízes (Paris, 1888), de Rute (1888), de Samuel (1886); Neteler, os Paralipômenos (Munster, 1872) e os livros de Esdras e Ester (1877).
Teríamos de citar ainda um grande número de estudos especiais de maior ou menor extensão, relacionados às diferentes ramificações da ciência bíblica, devidos às penas mais autorizadas e cuja indicação se encontrará no Dictionnaire de la Bible de M. Vigouroux, sob as rubricas correspondentes. Devemos limitar-nos a recordar os trabalhos de Hummelauer, de Gutberlet, de Gütler, de Bosizio, de Hahn, etc., sobre o Hexameron; a história do povo de Israel de Schöpfer (traduzida para o francês por Pelt, Paris, 1897 ss.); as vidas de Jesus de Sepp e de Grimm, ciência sagrada relativamente recente, cultivada com predileção pelos protestantes e que promete prestar os mais assinalados serviços à dogmática, à qual pertencem as obras de P.
Scholz, Handbuch der Theologie des Alten Bundes im Lichte der Neuen, Ratisbona, 1861; de Konig, Die Theologie der Psalmen, Friburgo, 1857; de Zschokke, Theologie der Propheten des Alten Testam., Friburgo, 1877; Der dogmatisch-ethische Lehrgehalt der alttestamentlichen Weisheitsbücher, Münster, 1889; de Lutterbeck, Die neutestam. Lehrbegriffe, 2 vol., Mogúncia, 1852; de Simar, Die Theologie des h. Paulus, Friburgo, 1864; 2ª ed., 1883.
VI. HISTÓRIA ECLESIÁSTICA. — Nesse terreno, o protestantismo, ávido por justificar com fatos do passado a sua revolta contra a Igreja, havia tomado rapidamente a dianteira. É verdade que as centuries de Magdeburgo, cujas falsificações tornaram-se lendárias, não foram continuadas. Contudo, a Alemanha católica, tão cruelmente provada, não teve nenhuma obra de grande envergadura para opor-lhes. A Itália, como se sabe, encarregou-se disso e Baronius vingou dignamente as gloriosas tradições da Igreja romana.
Na Alemanha, as tentativas de Conrad Becanus e de G. Eisengrün, e nomeadamente as obras de Surius e de Gretser sobre a vida dos santos e a arqueologia cristã, os trabalhos de Cochlaeus, de Surius, de Ulenberg, de J. Schwarz sobre a história da reforma, não careceram nem de mérito, nem de sucesso. Uma série de valiosas monografias tratando a história eclesiástica de diferentes países e dioceses da Alemanha, tais como a Bavaria sancta, os Annales Trevirenses, a Basilea sacra, etc., vieram somar-se a isso. Essa série foi continuada no século XVIII pelo Pe. Hansizius, Germania sacra, t. I-III, Augsburgo, 1727, 1729, 1754, e pelos beneditinos de Saint-Blaise, cuja Germania sacra, abrangendo a metrópole de Lorck com a diocese de Passau, o arcebispado de Salzburgo e o de Ratisbona, foi interrompida pela supressão da abadia. O século XIX deveria retomar esse gênero de trabalho segundo o método científico que lhe é próprio, por meio da publicação de fontes e de registros.
Desde o século XVI, a universidade de Colônia assegurou à Alemanha católica o mérito de inaugurar as grandes publicações de fontes históricas e patrísticas que deveriam honrar os séculos XVII e XVIII. Três coleções dos Acta dos concílios apareceram de 1530 a 1606. A Magna Bibliotheca veterum Patrum em 15 in-fólio, Colônia, 1618-1622, foi a primeira do seu gênero, logo superada, na verdade, pelas publicações francesas.
O século XVIII não foi rico em produções históricas. Além das obras citadas acima, mencionemos a grande edição dos Concilia Germaniæ (Colônia, 1759-1775, 10 in-fólio, t. XI, em 1790), de Schannat e Hartzheim, o Chronicon Gottwicense, de God. Bessel († 1749), as histórias literárias das ordens religiosas, tais como a Bibliotheca Benedictino-Maurina, de Pez (Augsburgo, 1716), a Historia rei literariæ ord. S. Bened., de Ziegelbauer, editada por Legipont, Augsburgo, 1754, 4 in-fólio, a Germania Franciscana de Greiderer, Innsbruck, 1771-1781, 2 in-fólio. Contudo, a história universal da Igreja era quase inteiramente negligenciada e somente com a reforma josefista ela, tendo se tornado parte integrante dos estudos eclesiásticos, foi objeto de uma série de trabalhos mais ou menos extensos. Destes últimos, porém, não se poderia dizer muito bem. Animados por um espírito hostil ao papado e às liberdades da Igreja, superficiais em um grau muito elevado, caíram logo em um legítimo esquecimento. Bastará citar os nomes de Royko († 1819), Synopsis, Praga, 1785, de Michl († 1813), de P. P. Wolf (1792), de Schmalfus (1793) e de Danenmayer († 1885), cujas Institutiones historiæ ecclesiasticæ, Viena, 1788 e 1806, introduzidas oficialmente como manual na Áustria, são ainda o que o período produziu de menos vulgar.
O conde Leopold de Stolberg fez publicar o volume da sua Histoire de la religion de Jésus-Christ, Hamburgo e Viena, 1807-1818, 15 volumes, uma revolução no melhor sentido do termo. Uma era nova começava na Alemanha para a história da Igreja. Stolberg colocou na sua obra a profundidade do seu espírito e todo o ardor da sua fé. Embora tenha permanecido inacabada (foi continuada mais tarde por Kerz e Brischar até 1245), exerceu influência. Ela suscitou, em primeiro lugar, a Histoire de Th. Katerkamp, professor em Münster, na Vestfália († 1834), 5 in-8°, Münster, 1823-1834, obra excelente apesar das lacunas do seu método, de uma solidez e, ao mesmo tempo, de uma exposição notáveis. A Histoire de J. Rauscher († 1885), 2 vol., Sulzbach, foi interrompida pela elevação de seu autor à sé episcopal de Viena. Hortig, professor em Munique († 1847), compôs o primeiro manual de história eclesiástica verdadeiramente científico, Handbuch der christlichen Kirchengeschichte, 2 vol., Landshut, 1826-1827, continuado pelo seu sucessor J. J. Döllinger, Landshut, 1828. Este último, que infelizmente viria a tornar-se mais tarde a alma do "velho-catolicismo", exerceu durante muito tempo a influência mais feliz sobre os estudos históricos na Alemanha católica. A nova edição que ele deu em 1833 da obra de Hortig, que permaneceu inacabada como tudo o que ele publicou, já portava o selo de uma erudição e de uma exposição histórica cujo mérito não poderia ser muito apreciado. Após os dois primeiros volumes de um manual mais sucinto de história eclesiástica (1836), ele fez publicar a obra que sempre permanecerá, inacabada ela também, como um precioso arsenal para a defesa histórica do catolicismo contra os historiadores do protestantismo: Die Reformation, ihre innere Entwicklung und ihre Wirkungen im Umfange des lutherischen Bekentnisses, Ratisbona, 1846-1848, 3 vol. O plano de uma grande história da Igreja e de uma história do papado foi realizado apenas em pequena parte: Heidenthum und Judenthum, Ratisbona, 1857 (trad. francesa, Bruxelas, 1858), Christenthum und Kirche in der Zeit der Grundlegung, Ratisbona, 2ª ed., 1868, e os Papstfabeln des Mittelalters, 1863, onde já transparecem as tendências fatais do sábio do último período.
O nome de Möhler († 1838) nos lembrará uma das figuras mais individuais, mais espirituais, mais clarividentes e mais simpáticas da Alemanha católica e erudita do século XIX. Já citamos a sua Simbolismo. Sua História da Igreja não é, em parte, senão um esboço composto após sua morte, segundo as notas de seus ouvintes, por B. Gams, Ratisbona, 1867-1868, 3 vol. (tradução francesa por Bélet, Paris, 1869). Ela não carrega menos a marca espiritual de seu autor. H. Riffel tratou, entre outros, com um feliz sucesso na sua Kirchengeschichte der neuern u. neuesten Zeit, 2 vol., Mogúncia, 1841-1846, os primeiros acontecimentos da história moderna; F. Damberger († 1859), na sua Synchronistische Geschichte der Kirche und der Welt im Mittelalter, Ratisbona, 1850-1863, 15 vol., como crítico judicioso e severo — por vezes, severo demais — a história da Idade Média até 1778. Devemos ao professor Hefele, de Tubinga, mais tarde bispo de Rottenburg, a Conciliengeschichte, em 7 vol., Friburgo, 1855-1874 (trad. franc. por Delarc, Paris, 1869-1875, 12 vol. e um de índices), reeditada para os tomos V e VI pelo professor Knöpfler, continuada por Hergenröther (t. VIII e IX, 1887-1896), trad. franc. por Leclercq, em curso de publicação, e que conta entre as mais notáveis obras históricas do século. Graças ao seu pragmatismo, ela tornou-se uma verdadeira história universal do dogma, da organização, do culto e da disciplina da Igreja.
Uma série de monografias eruditas sobre Photius et le schisme d’Orient, 3 vol., Ratisbonne, 1867-1869, sobre as relações da Igreja católica e do Estado na Idade Média, Fribourg, 1872, sobre os Estados pontifícios desde a grande Revolução, Fribourg, 1860, publicadas pelo cardeal Hergenröther, então professor na universidade de Wurtzbourg, prepararam o caminho para o seu Handbuch der allgemeinen Kirchengeschichte, 3 vol., Fribourg, 1876-1880; 3ª ed., 1884-1886 (tradução francesa por Bélet, Paris, 1880 sq.), o manual de história eclesiástica mais completo e mais ricamente documentado que a Alemanha possui. Existe, ao lado deste último, um grande número de manuais mais sucintos, cada qual ostentando o seu caráter particular, tais como os de Ritter († 1857), Handbuch der Kirchengeschichte, 3 vol., Bonn, 1830; de Alzog, o digno discípulo de Möhler, Lehrbuch der Universalkirchengeschichte, Mayence, 1840; 10ª ed., por Kraus, 1882 (tradução francesa por Goschler, 5ª ed., Paris, 1881); de Kraus, Trèves, 1874; 3ª ed., 1887 (tradução francesa por Godet e Verschaffel, Paris, 1891); de Funk, Rottenbourg, 1886; 2ª ed., 1890 (tradução francesa por Hemmer, Paris, s. d.), que publicou, além disso, dois volumes de pesquisas históricas eruditas sob o título de Kirchengeschichtliche Abhandlungen und Untersuchungen, Paderborn, 1897-1899; de Brück, Mayence, 1874; 7ª ed., 1898, do qual possuímos igualmente uma Histoire de l’Église catholique en Allemagne au XIXe siècle, Mayence, 1887 sq., 3 vol., e, finalmente, de Knöpfler, Fribourg, 1895.
A história do povo alemão desde o fim da Idade Média, por J. Janssen (tradução francesa por E. Paris), atualizada e continuada desde a morte do autor (1891) por L. Pastor, professor na universidade de Inspruck, é demasiado importante para o período das origens e dos primeiros desenvolvimentos da Reforma para não ser nomeada aqui, apesar do seu caráter mais universal. Sabe-se o sucesso prodigioso que obteve e que não cessa de ter na Alemanha assim como no estrangeiro. Ela encontra o seu complemento para a época precedente na história do povo alemão desde o século XIII até ao fim da Idade Média, que publica neste momento o P. Michaël, t. I-II, Fribourg, 1897-1899 (o conjunto deve abranger de 6 a 7 volumes). Janssen e Michaël acrescentaram às suas obras fascículos de defesa, e uma série de Erläuterungen und Ergänzungen zu Janssens Geschichte des deutschen Volkes, publicadas sob a direção de L. Pastor, traz incessantemente novas contribuições à história do povo alemão desde a Reforma.
Sentimo-nos felizes por terminar esta longa enumeração que, para ser completa, deveria conter ainda o título de numerosas monografias, como as de Paulus, um dos melhores conhecedores da literatura católica do tempo da Reforma, de Meister, Schlecht, Sdralek, Schrörs, Spahn, etc., com a menção da Histoire de la papauté depuis la fin du moyen âge, de L. Pastor, cujo terceiro volume acaba de aparecer em 3ª e 4ª ed., Fribourg (tradução francesa por Furcy Raynaud, Paris, 1888 sq.). O período da Idade Média é estudado por Grisar, Geschichte Roms und der Päpste im Mittelalter, cujo primeiro volume se publica neste momento, Fribourg.
Finalmente, uma série de publicações importantes empreendidas pela Görresgesellschaft, sob a direção de Mgr Ehses, traz a público os resultados de longas e frutuosas pesquisas feitas pelo instituto histórico da sociedade nos arquivos do Vaticano. Indicaremos mais abaixo as revistas periódicas, cujo número e valor científico dão, por si sós, uma alta ideia dos esforços tentados pela Alemanha católica no terreno da história religiosa.
Como publicações de documentos, citemos as Acta et decreta sacrorum conciliorum recentiorum. Collectio Lacensis, auctoribus presbyteris S. J., 7 vol. gr. in-4, Fribourg, 1870-1890; Leonis X. P. M. Regesta, editado pelo cardeal S. Hergenrother, 1º vol., Fribourg, 1884 sq., 2º vol. editado por Fr. Hergenrother, 1891. (Os registos dos papas ab condita Ecclesia ad annum 1198 tinham sido publicados por Jaffé, Berlin, 1851; 2ª ed. por Lowenfeld, Kaltenbrunner e Ewald, sob os auspícios de Wattenbach, Leipzig, 1885-1888; para o período de 1198 a 1304, por Potthast, 2 vol., Berlin, 1874-1875; 2ª ed. por Wattenbach.)
VII. PATROLOGIA. — Entre os ramos especiais da história eclesiástica que adquiriram, nestes últimos tempos, uma importância particular, é preciso nomear, antes de tudo, a patrologia. Trithemius (+ 1516), pelo seu De scriptoribus ecclesiasticis, 1494, tinha, desde a época do Renascimento, inaugurado na Alemanha os estudos patrológicos. Já mencionamos as coleções de obras patrísticas publicadas em Colónia, e Analysis Patrum, de Schram (+ 1797). O período josefista foi, como dissemos mais acima, muito favorável às ciências patrísticas. Lumper (+ 1800) publicou de 1783 a 1797, em 13 in-8°, a sua Historia theologico-critica de vita, scriptis atque doctrina SS. Patrum, obra de boa erudição; J. B. J. Busse, de 1828 a 1829, o seu Grundriss der christlichen Literatur, em 2 vol. in-8°. Mas a obra clássica por excelência, que permaneceu infelizmente inacabada, foi a Patrologia de Möhler, publicada após a sua morte por F. X. Reithmayr, Ratisbonne, 1840 (tradução francesa por Cohen, Louvain, 1844), e abrangendo os três primeiros séculos da era cristã. Ao lado dela, distinguem-se as Institutiones patrologicae de J. Fessler (+ 1872), Inspruck, 1850-1851, 2 in-8°, reeditadas e atualizadas por B. Iungmann, 1890 a 1896. O Lehrbuch der Patrologie und Patristik, de Nirschl, 3 vol., Mayence, 1881-1885, contém, além de abundantes dados biográficos e literários, uma rica coleção de textos patrísticos concernentes aos dogmas mais importantes; o Grundriss der Patrologie de Alzog, Fribourg, 1866, in-8°; 4ª ed., 1888 (traduzido para francês por Bélet, Paris, 1877), rico em indicações bibliográficas, cedeu o lugar à Patrologia de O. Bardenhewer, 1894 (tradução francesa por Godet e Verschaffel, Paris, 1899 sq.), o manual mais completo, mais seguro, mais provido do ponto de vista das indicações críticas e literárias que a Alemanha possui neste momento. Entre as edições e publicações de textos, citemos as Opera patrum apostolicorum, edit. F. X. Funk, 2 vol., Tubingue, t. 1, 2ª ed., 1895; t. II, 1881. Encontrar-se-á um apanhado muito cuidado e muito completo de toda a literatura patrológica dos últimos anos na erudita publicação do professor A. Ehrhard: Die altchristliche Literatur und ihre Erforschung seit 1880, part. 1, em Strassburger theol. Studien, t. 1, fasc. IV e v; a continuação aparecerá em 1900.
VIII. HISTÓRIA DA TEOLOGIA. — Como a patrologia, da qual é, de certa forma, a continuação natural, longamente negligenciada após Trithème (ver acima), a história da teologia (da Idade Média e dos tempos modernos) foi cultivada com predileção pela época josefista. Encontramos, ao lado de simples dissertações e breves esboços, manuais mais volumosos. As ideias de reforma do método teológico aí desempenham um grande papel. Não nos admiraremos, contudo, de constatar uma inteligência bastante medíocre do verdadeiro desenvolvimento da teologia católica. Citemos os escritos de Mayr (1774), Tobenz (Vienne, 1776); Schleichert, Institutiones historiz litterarie theologix ad prescriptum reformationis Vindobonensis usibus academicis accomodatum, Prague, 1778; Staffler (Inspruck, 1779), J. Moser (1779); Laphardt (Constance, 1779); J. M. Sailer, Fragment von der Reformationsgeschichte der christlichen Theologie, Ulm, 1779; Placide Stirmer (1783), Horvath (1783), Macarius a. S. Elia (1785), Krammer (1783); P. Erdt, Historie litterarie theologie rudimenta XVIII in libris comprehensa, Augsbourg, 1785, 4 vol.; Rautenstrauch (Prague, 1786); Wiest, Introductio in historiam literar.
theologix..., Ingolstadt, 1794, etc. — O século XIX não nos legou uma história de conjunto da teologia católica conforme as necessidades da época atual, deixando assim ao século XX um vasto campo a cultivar. Forneceu, contudo, importantes contribuições. Nomeemos, antes de tudo, os importantes trabalhos de Ch. Werner (+ 1888), Geschichte der apologetischen und polemischen Literatur der christlichen Theologie, Schaffhausen, 1861-1867, 5 vol.; Geschichte der katholischen Theologie seit dem Trienter Konzil, Munique, 1866; 2ª ed., 1889; Der h. Thomas von Aquino, Ratisbona, 1858-1859, 3 vol., cujo último trata da história do tomismo; F. Suarez und die Scholastik der letzten Jahrhunderte, Ratisbona, 1860-1861, 2 vol.; Beda der Ehrwürdige u. seine Zeit, Viena, 1875; Alcuin und sein Jahrhundert, ein Beitrag zur christlich-theologischen Literaturgeschichte, Paderborn, 1876; Die Scholastik des späteren Mittelalters, Viena, 1881-1887, 5 vol.; a obra de H. Limmer, Die vortridentinische katholische Theologie des Reformationszeitalters e as monografias de N. Paulus sobre os teólogos católicos adversários da Reforma (publicadas nos Strassburger theol. Studien e no Katholik, etc.); as duas obras já citadas do P. Kleutgen, Theologie der Vorzeit; Philosophie der Vorzeit; a de Al. Schmidt, Wissenschaftliche Richtungen auf dem Gebiete des Katholicismus in neuester und in gegenwartiger Zeit, Munique, 1868; o erudito trabalho de A. Ehrhard, Byzantinische Theologie, na Geschichte der byzantinischen Literatur de Ch. Krumbacher, 2ª ed., Munique, 1897, que abre um campo até então inexplorado; os esboços de Döllinger, Die Vergangenheit und Gegenwart der kathol. Theologie, Ratisbona, 1863, com a crítica publicada sob o título: Vergangenheit und Gegenwart der kathol. Theologie. Ein Urteil der Civilta cattolica über die Rede des Stiftspropstes v. Döllinger, Mainz, 1864; Kuhn, Einleitung in die kathol. Dogmatik, 2ª ed., Tübingen, 1859, p. 378 sq.; Scheeben, Dogmatik, 1, p. 49 sq.; Heinrich, Dogmat. Theologie, 2ª ed., 1, p. 63 sq.; Kihn, Encyklopädie; F. X. Kraus, Ueber das Studium der Theologie sonst und jetzt, Rectoratsrede, Friburgo, 1890; o artigo Theologie por Schanz e os artigos biográficos do Kirchenlexikon de Friburgo. Nomeemos, por fim, para concluir, o Nomenclator literarius recentioris theologiae catholice de H. Hurter, 2ª ed., Innsbruck, 4 vol., cujos 3 primeiros abrangem o período de 1564 a 1894, e o 4º o de 1109 a 1563. Não é, como o seu nome indica suficientemente, uma história propriamente dita da teologia, mas um repertório biográfico e bibliográfico de primeira ordem, organizado por ordem cronológica e topográfica, trabalho de imensa erudição, destinado a prestar os mais insignes serviços a quem quer que deseje ocupar-se da história da teologia.
IX. HISTÓRIA DO DOGMA. — A história do desenvolvimento do dogma cristão vincula-se intimamente à patrologia e à história da teologia.
A sua importância deveria fazer-se sentir a partir do dia em que a teologia dogmática, abandonando o método puramente escolástico, assumia um caráter mais positivo e em que o protestantismo tentava apoiar os seus erros nas doutrinas da Igreja primitiva. A honra de ter lançado os primeiros fundamentos desta ciência cabe ao século XVII francês. Contudo, o ponto de vista dogmático propriamente dito ainda predomina sobre o elemento histórico nas magistrais obras de Petau e de Thomassin. Só por volta de meados do século XVIII é que a história dos dogmas tornou-se objeto de um ramo especial da história eclesiástica, cultivado, de início, pelos protestantes alemães.
I. HISTÓRIAS GERAIS DO DOGMA. — Vimos a parte importante que o método histórico assumiu na teologia católica do século XIX na Alemanha. O primeiro que, após o esboço traçado por L. Rueff, S. B., + 1828 (Prime lineæ historico-theologicæ ad usum candidatorum S. theologiæ, Salzburgo, 1824-1827), deu uma exposição completa do desenvolvimento histórico do dogma, foi o restaurador da teologia católica, H. Klee, Lehrbuch der Dogmengeschichte, 2 vol., Mainz, 1837 sq. (tradução francesa, por Mabire, Paris, 1848). No mesmo ano, aparecia em Bonn uma obra similar, que permaneceu incompleta, de B. J. Hilgers, hermeneuta e mais tarde veterocatólico (+ 1874), Kritische Darstellung der Häresien und der orthodoxen dogmatischen Hauptrichtungen in ihrer genetischen Bildung und Entwicklung vom Standpunkt des Katholicismus, I, sect. I. A obra mais completa que possui a Alemanha católica é a de J. Schwane, professor na Academia de Münster, + 1891. Ela compreende quatro partes: Dogmengeschichte der vornicänischen Zeit, Münster, 1862 (tradução francesa, por Bélet, Paris, 1886; a tradução foi revista e concluída por Degert, 6 vol., Paris, 1903-1904); 2ª ed., Friburgo, 1892; Dogmengeschichte der patristischen Zeit (325-787), Münster, 1869; 2ª ed., Friburgo, 1895; Dogmengeschichte der mittlern Zeit (787-1517), Friburgo, 1882; Dogmengeschichte der neuern Zeit, Friburgo, 1890.
É preciso acrescentar-lhe as obras de J. Zobl, Dogmengeschichte der katholischen Kirche, Innsbruck, 1865, e de J. Bach, Dogmengeschichte des Mittelalters vom christlich-philosophischen Standpunkte, 2 vol., Viena, 1873-1875, os trabalhos patrológicos e a História dos Concílios de Hefele, citados anteriormente. As questões de princípio relativas à importância e ao método da história do dogma foram tratadas, além disso, por Atzberger (Zeitschrift für katholische Theologie, Innsbruck, 1882, p. 472 sq.) e Const. de Schazler, Die Bedeutung der Dogmengeschichte vom katholischen Standpunkte aus erörtert, editado por T. Esser, Ratisbona, 1884.
II. MONOGRAFIAS. — Os estudos monográficos, cuja necessidade não se poderia reconhecer suficientemente, abundam desde algum tempo. Citemos:
1º Teologia patrística em geral. — O ensaio de Sprinzl, Die Theologie der apostolischen Väter, Viena, 1880; Nirschl, Die Theologie des h. Ignatius, Mainz, 1880.
A história dos dogmas particulares foi, sobretudo, empreendida. Citemos:
2º Deus e a criação. — K. van Endert, Der Gottesbeweis in der patristischen Zeit, Friburgo, 1869; J. Stahl, Die Gotteserkenntniss aus der Lehre der Väter, Münster, 1869, cf. Roderfeld, Theolog. Quartalschrift, 1881, p. 77 sq., 187 sq., 391 sq.; Atzberger, Die Logoslehre des Athanasius, Munique, 1880; Gangauf, Des h. Augustin speculative Lehre von Gott dem Dreieinigen, Augsburgo, 1865 e 1883; Grassmann, Die Schöpfungslehre des h. Augustin und Darwins, Ratisbona, 1889.
3º Encarnação. — Bertram, Theodoreti episcopi Cyrensis doctrina christologica, Hildesheim, 1883; Baltzer, Die Theologie des h. Hilarius von Poitiers, Rottweil, 1889; Atzberger, Die Unsündlichkeit Christi historisch-dogmatisch dargestellt, Munique, 1883.
4º Redenção e graça. — Pell, Die Lehre des h. Anselm von der Sünde und Erlösung, Passau, 1888; Scheeben, Die Erlösungslehre des h. Athanasius, Friburgo, 1894; Wörte, Die christliche Lehre über das Verhältniss von Gnade und Freiheit von den apostolischen Zeiten bis auf Augustinus, Friburgo, 1856, 1860; Scheel, Des h. Gregor von Nazianz Lehre von der Gnade, Kempten, 1890; Scholl, Die Lehre des h. Basilius von der Gnade, Friburgo, 1881; A. Koch, Die Auslegung des h. Augustin in der Lehre von der Gnade und Prädestination, em Tübinger Quartalschrift, 1890, 1891.
5º Sacramentos. — Ver mais acima, no parágrafo sobre a Teologia dogmática, as obras importantes de Schanz e de Gihr. Indiquemos, ademais: Döllinger, Die Lehre von der h. Eucharistie nach den Kirchenvätern der drei ersten Jahrhunderte, Mainz, 1826; Hopfenmüller, S. Irenæus de Eucharistia..., Bamberg, 1867; Nagle, Die Eucharistielehre des h. Chrysostomus, em Strassburger theol. Studien, t. III, fasc. IV e V, Friburgo, 1900, etc.
6º Igreja.
— Söder, Der Begriff der Katholicität der Kirche und der Glaubens nach seiner geschichtlichen Entwicklung dargestellt, Würzburg, 1881; Specht, Die Einheit der Kirche nach dem h. Augustinus, 1885; o mesmo, Die Lehre von der Kirche nach dem h. Augustinus, Paderborn, 1892.
7° Escatologia. — Atzberger, Geschichte der christlichen Eschatologie innerhalb der vornicänischen Zeit, Friburgo, 1896, dando seguimento à obra do mesmo autor: Die christliche Eschatologie in den Stadien ihrer Offenbarung, Friburgo, 1890.
8° Mariologia e culto dos santos. — A. Schäfer, Die Gottesmutter in der h. Schrift, Münster, 1887; A. V. Lehner, Die Marienverehrung in den ersten Jahrhunderten, 2ª ed., Stuttgart, 1886. Ver também as obras arqueológicas de Kraus, Liell, Wilpert, etc.; Beissel, Die Verehrung der Heiligen und ihrer Reliquien in Deutschland bis zum Beginn des XIIe siècle, Friburgo, 1890; G. Kolb, Wegweiser in die Marianische Literatur, Friburgo, 1888; Suplemento, 1900. Para o conjunto, ver acima: Teologia dogmática, Patrologia, História da teologia.
X. ARQUEOLOGIA CRISTÃ. — A história dos estudos de arte e de arqueologia cristã na Alemanha está ligada ao movimento regenerador da vida religiosa e literária da primeira metade deste século, bem como ao renovo da arqueologia cristã na França e na Itália.
O romantismo teve aí um grande papel. J. Görres, A. Reichensperger e outros resgataram a honra da arte gótica da Idade Média; o professor Kraus, de Friburgo, Mons. de Waal e sua escola, no Campo Santo dos Alemães em Roma, deram continuidade ao movimento inaugurado pelo ilustre de Rossi em favor da arte cristã antiga, ao qual a própria ciência protestante não pôde resistir. Citemos, entre as obras mais importantes: F. X. Kraus, Realencyklopädie der christlichen Alterthümer, 2 vols., Friburgo, 1879-1886; Roma sotterranea, Friburgo, 1873; 2ª ed., 1879, e a excelente Geschichte der christlichen Kunst, Friburgo, 1895 segs., vols. I, II, do mesmo autor, a primeira obra deste gênero à qual se deve acrescentar a Allgemeine Kunst-Geschichte do Pe. Kuhn, de Einsiedeln, que se publica neste momento, e a obra similar mais sucinta de Ad. Fähl, Friburgo, 1887 segs.; E. Frantz, Geschichte der christlichen Malerei, 3 vols., Friburgo, 1887 segs.; H. Detzel, Christl. Ikonographie, 2 vols., Friburgo, 1894-1896. Devemos uma série de preciosas monografias sobre a arte das catacumbas a Mons. Wilpert, que defendeu em dois importantes estudos, Principienfragen der christl. Arqueologie, Friburgo, 1889, 1890, os princípios de interpretação da escola católica. Grandes publicações estatísticas e descritivas, em parte ricamente ilustradas, tais como as do professor Kraus sobre os monumentos da Alsácia-Lorena, são publicadas nas diferentes partes da Alemanha sob os auspícios dos ministérios públicos. Os grandes museus nacionais de Berlim, Munique e Nuremberg, assim como alguns museus diocesanos, contribuem, por sua parte, com as revistas arqueológicas e artísticas, tais como a Zeitschrift für christl. Kunst, Düsseldorf, 1888 segs., e a Römische Quartalschrift, Roma, 1889 segs., para o progresso dos estudos arqueológicos na Alemanha. Encontrar-se-á uma nomenclatura detalhada dos trabalhos mais recentes em: L’archéologie chrétienne en Allemagne, relatório feito ao congresso bibliográfico internacional de Paris por Eug. Muller, Paris, 1899.
XI. TEOLOGIA MORAL. — Os teólogos alemães do século XVII e XVIII voltaram-se de preferência para a moral. Devemos assinalar aqui alguns trabalhos importantes que se distinguem todos por um caráter casuístico e jurídico mais ou menos pronunciado. São eles: a Theologia moralis, de Layman (+ 1635), Munique, 1625, 4 vols. in-4°; de Patr. Sporer (+ 1681), ed. de Veneza, 1731; a Medulla theologiae moralis, de Busenbaum (1645), que, graças à sua concisa precisão e ao seu espírito eminentemente prático, não teve menos de quarenta e cinco edições em vinte e cinco anos. P. Lacroix (+ 1714) a comentou e Santo Afonso de Ligório nela se inspirou mais tarde.
Na época das grandes lutas entre o probabilismo dos jesuítas e o rigorismo dos jansenistas, os moralistas alemães buscaram, em boa parte, uma via média. A. Reiffenstuel, dos irmãos menores, seguiu em sua Theologia moralis, Munique, 1692, de tendências jurídicas e casuísticas muito acentuadas, os traços de Sporer. Entre as outras teologias morais publicadas em grande número nessa época, citemos as de Ap. Holzmann, Kempten, 1737, 3 vols. in-fol.; de Elbel, Augsburgo, 1750, 1751, e sobretudo de Eusébio Amort, Augsburgo, 1758, 2 vols. in-4°. Esta última marca um progresso sensível no método. As matérias puramente jurídicas são suprimidas; contudo, o elemento especulativo ainda não encontrou o lugar que lhe cabe.
A reação da época josefista, ao colocar no lugar da teologia moral uma espécie de ética filosófica, extraída do racionalismo de Kant e de Fichte, não apenas ultrapassou seu objetivo sob o ponto de vista metódico, como também deu origem a obras de uma vulgaridade incomparável.
Stattler, Ethica communis christiana, 3 vols., Augsburgo, 1782, 1802, e M. Sailer, Handbuch der christl. Moral, 3 vols., Munique, 1818; Soulzbach, 1834, entre outros, inauguraram o retorno às sãs tradições do passado, ao mesmo tempo em que se esforçaram por responder às necessidades novas de sua época. A moral de Hirscher, professor em Friburgo em Brisgóvia, cujos princípios dogmáticos se depuraram com o tempo, fez a teologia moral — enquanto esta se distingue da casuística — realizar um novo progresso. Nem tudo nela é perfeito, mas um sopro de vida e um espírito de sã e cristã especulação a anima. Klee, Probst, C. Martin, Ch. Werner, Friedhoff, Simar, Prunner (tradução francesa por Bélet, Paris, 1880, 2 vols.), Jos. Schmid, Schwane, Linsenmann e outros contribuíram, por sua parte, para conferir um caráter mais sistemático, mais especulativo e mais científico à teologia moral. Uma história aprofundada da ética cristã que possa servir de base a uma construção positiva da moral, respondendo às necessidades de nossa época e aos esforços tentados nesse sentido pelo racionalismo, ainda nos falta.
Entre as últimas publicações que se vinculam com honra às tradições da escola, resta-nos nomear as de Lehmkuhl, Theologia moralis, 2 vols., Friburgo em Brisgóvia, 1884; 9ª ed., 1899; de Aertnys, Tournai, 1887; Paderborn, 1890; de Rappenhoner e de Göpfert, 2ª ed., Paderborn, 1898, 3 vols.
XII. TEOLOGIA PASTORAL. — 1° Teologia pastoral em sentido lato. — A teologia prática ou teologia pastoral, no sentido lato da palavra, abrangendo em seu conjunto a exposição das regras a serem seguidas pelo sacerdote no cumprimento de sua tríplice missão didática (catequética e homilética), litúrgica (liturgia) e pastoral (teologia pastoral propriamente dita), tinha sido, desde os primeiros tempos da Igreja, ainda que sob uma forma mais popular, objeto de escritos importantes. Na Idade Média, além dos tratados de São Bernardo e de São Boaventura, aqueles de Rabano Mauro que nos dizem respeito aqui especialmente: De institutione clericorum et caeremoniis ecclesiasticis; De divinis sacramentis, formam verdadeiros manuais de teologia prática. Nos tempos modernos, as Instructiones pastorum de São Carlos Borromeu e as Instructiones practicae de Lohner fizeram um grande bem na Alemanha. Não foi, contudo, senão a partir de 1777 que a pastoral se tornou, como ramo especial da teologia, objeto do ensino eclesiástico. O josefismo corrompeu-lhe o espírito, como tinha feito com tudo o mais. Mas, já em 1788, Sailer lhe inspirou, por suas Vorlesungen aus der Pastoraltheologie e, mais tarde (1809-1811), por suas Neue Beiträge zur Bildung der Geistlichen, 5ª ed., Soulzbach, 1835, um sopro novo.
Sailer, emancipando-se cada vez mais do espírito de seu tempo, exerceu assim a mais salutar influência sobre as gerações seguintes; cada nova edição de sua Pastorale marcava um novo progresso nesse sentido. Um de seus melhores discípulos, J. Widmer, professor em Lucerna, publicou, em 1840, em Augsburgo, uma série de Vorträge über Pastoraltheologie, animados pelo melhor espírito. Seguiram-se as obras de Amberger, Ratisbona, 1851; 4ª ed., 3 vol., 1883; de Benger, Ratisbona, 1861-1863, 3 vol.; 2ª ed., 1890; de Kerschbaumer; de Gassner; de Schüch, Linz, 1865; 14ª ed., 1899; de Probst, Theorie der Seelsorge, Breslau, 1883; 2ª ed., 1885; de Renninger-Göpfert, Friburgo, 1893, e de Prunner, Paderborn, t. 1, 1900.
2° Catequética. — A catequética em particular, cuja história tem sido muito estudada nestes últimos anos na Alemanha (cf. Thalhofer, Entwicklung des katholischen Katechismus in Deutschland von Canisius bis Deharbe, Friburgo, 1899, e as obras de J. Mayer, Moufang, Göhl, Probst, Geschichte der kathol. Katechese, Breslau, 1886, Schöberl, etc.), foi objeto de numerosos trabalhos. Quando, após a invenção da imprensa, pôde-se colocar nas mãos do povo manuais de instrução religiosa, servindo de base ao ensino oral, sábios teólogos consagraram suas forças à composição de catecismos populares.
Dietenberger publicou o primeiro catecismo em língua alemã, em Mogúncia, no ano de 1534, um modelo do gênero; o dominicano espanhol Pedro Soto, professor na universidade de Dillingen, um catecismo latino em forma de questionário, traduzido logo em alemão (1549); o bem-aventurado Pedro Canísio, em 1555, sua célebre Summa doctrinae christianae, cujo extrato, sob o título de Institutiones christianae pietatis, sive parvus catechismus (1561), foi traduzido para o alemão (Dillingen, 1563) e serviu por muito tempo como manual popular.
Os catecismos da época josefista são tão superficiais quanto numerosos. Entre os manuais e comentários mais utilizados em nossos dias, citemos os de J. Deharbe e de Spirago, aos quais se devem acrescentar os Précis d’Histoire sainte, com comentários, de Schuster e de Knecht.
A Alemanha possui, além disso, uma rica coleção de excelentes manuais de instrução religiosa destinados ao ensino superior dos colégios; tais como os de Konig, Friburgo, 1881 sq.; de Wilmers, Friburgo, 2 vol., 1897-1899; 3ª ed., Ratisbona, 1891 (além de seu Lehrbuch, mais extenso, destinado aos professores, 4ª ed., Münster, 1886); de Wedewer (Friburgo); de Dreher (Munique e Friburgo); de Becker (Friburgo), o Lehrbuch bávaro, etc.
Acrescentemos imediatamente a estes últimos os diretórios de instrução religiosa superior de Walter, Ratisbona, 1893; de Liessem, Münster, 1898, e de Brunner, Munique, 1898, assim como a nova revista: Monatsblätter für den kath. Religions-Unterricht an höheren Lehranstalten, publicada em Colônia, 1900 sq.
Para a catequética popular, é necessário citar, após Possevin, Epistola ad Ivonem..., Ingolstadt, 1583, e o grande restaurador da catequese, Anlez-Zunz, Zweckmässigen Schulunterricht, Münster, 2ª ed., 1844; Religionshandbuch, 2 vol., Münster, etc.; Gruber, Katechetische Vorlesungen..., Salzburgo, 2ª ed., 1836; Praktisches Handbuch der Katechetik, Salzburgo, 1832, continuado por H. Schwarz, O.S.B., 2 vol., Ratisbona, 1876-1885, e de J. B. Hirscher, cuja Katechetik, Tubinga, 1831, escrita com calor e profunda convicção da grandeza do magistério, exerceu a mais feliz influência e foi, em menos de dez anos, quatro vezes editada.
3° Homilética. — A homilética já é tratada na Idade Média no escrito de Rabano Mauro, De institutione clericorum, l. III; no século XVI por Jerônimo Dungersheim, De modo praedicandi; Humberto, O.P., De eruditione concionatorum; por Reuchlin e Erasmo, como frutos do humanismo, e Ulrich Surgant. Desde o final do século XVIII, como ramo especial da teologia, foi em nossos dias cultivada com sucesso por Kleutgen, Ars dicendi, Bona, 1847; J. Lutz, Tubinga, 1851, e sobretudo por J. Jungmann, Theorie der geistlichen Beredsamkeit, 2 vol., Friburgo, 1877; 2ª ed., 1885; N. Schleiniger, Die Bildung des jungen Predigers, 1861; 4ª ed., 1891, e uma série de outros como F. Hettinger, Aphorismen über Predigt u. Prediger, Friburgo, 1888, etc. Entre as melhores edições de coleções de sermões, citemos as de Förster, de Eberhard, de Schleiniger, a Bibliothek de Ress e Weiss, Frankfurt, 1849 sq., de Hungari, Musterpredigten, Frankfurt, 3ª ed., 25 vol., 1859, e de Scherer, 3ª e 4ª ed., Friburgo, 1888 sq., 8 vol.
A história da pregação na Alemanha foi tratada por Cruel (Detmold, 1879), Probst (Breslau, 1884), Linsenmayer (Munique, 1886 e 1889), Jostes, Landmann, etc.
4° Liturgia. — A liturgia, enquanto pertence à teologia prática, havia ocupado na restauração carolíngia um lugar muito importante. Foi ainda Rabano Mauro que, na Alemanha, e nomeadamente em Fulda, fez florescer os estudos litúrgicos. Seu discípulo Valafrido Estrabo, abade de Reichenau, deu, em seu De rerum ecclesiasticarum exordiis et incrementis, uma preciosa contribuição à história da liturgia, enquanto Amálio de Metz († 857), ao dedicar a Luís, o Piedoso, seu livro De ecclesiasticis officiis, expunha-se a vivas críticas por parte de seus contemporâneos devido ao “subjetivismo de suas interpretações”, mas não exerceu menos, sobre toda a Idade Média, uma grande influência. Mais tarde, Berno de Reichenau († 1048), Ruperto de Deutz († 1135) (ver também os sermões de Bertoldo de Ratisbona † 1272), Dionísio, o Cartuxo († 1471) e Gabriel Biel († 1495) publicaram escritos litúrgicos.
A Reforma, contra a qual um conhecimento mais aprofundado da liturgia católica teria sido uma arma poderosa, contribuiu, ao menos por sua oposição ao culto tradicional, para fazer reviver os estudos litúrgicos. Bertoldo de Chiemsee († 1543) e Jorge Wicelius († 1573) opuseram ao protestantismo uma explicação popular da liturgia católica. O estudo científico dos antigos monumentos da liturgia foi inaugurado na Alemanha católica por Jorge Cassander († em Colônia, 1566), Liturgica, Colônia, 1561; João Cochlaeus († 1522), Speculum antiquae devotionis, Mogúncia, 1549; e Hittorp († 1584), em sua rica coleção de escritos litúrgicos da Idade Média, Colônia, 1568. O século XVII e o século XVIII, época clássica das grandes publicações litúrgicas, não viram surgir nenhuma obra importante na Alemanha (nomeemos contudo os escritos litúrgicos de J. Gretser, Ratisbona, 1734-1741, 17 vol. fol.), até que Martinho Gerbert de Saint-Blaise publicasse o resultado de suas longas e incansáveis pesquisas em suas inestimáveis obras: De cantu et musica sacra..., Saint-Blaise, 1774, 2 vol. in-4°; Vetus liturgia alemannica, 1776, 2 in-4°; Monumenta veteris liturgiae alemannicae, 1779, 2 in-4°. Seus Principia theologiae liturgicae, Augsburgo, 1759, 1 vol. in-8°, podem ser considerados como o primeiro manual de liturgia. O naturalismo da época josefista foi fatal sobretudo para a liturgia. Uma verdadeira mania de “reforma litúrgica” havia se apoderado dos espíritos. Os escritos do tempo são em sua maioria sem valor. Citemos entre os “reformadores”, Blau († 1798), Dorsch († 1819), Graser († 1841), Werkmeister († 1823), Wessenberg († 1860); entre seus adversários, Goldhagen († 1794), Ed. Menne, Die Liturgie der Kirche, Augsburgo, 1810, 3 vol., Her. Hayd († 1873).
A regeneração do catolicismo e sobretudo a renovação dos estudos históricos e arqueológicos levaram, por volta de 1830, a uma restauração da ciência litúrgica. Th. Lienhart de Estrasburgo acabava de publicar (1829) seu opúsculo, De antiquis liturgiis. Em 1832 surgiu a 1ª edição, ainda imperfeita na verdade, da Liturgik der christkatholischen Religion, de X.
Schmid († 1871), Passau, 2 vol., refundido mais tarde em 3ª edição (1840-1842), tornou-se o ponto de partida de uma série de publicações sistemáticas e científicas do mesmo gênero, tais como a Liturgik, de J. B. Luft († 1870), Mainz, 1844-1847, 2 vol., e a de Fluck († 1865), Ratisbona, 1853-1855, 2 vol. A Liturgia sacra, de Marzohl e Schneller, Lucerna, 1834-1843, 5 vol. in-8°, é uma rica coleção de materiais litúrgicos. Finalmente, Thalhofer († 1891), em seu Handbuch der kathol. Liturgik, Friburgo, 1883-1893, 2 vol., fornece um trabalho de conjunto ao mesmo tempo sistemático, histórico e ricamente documentado. Um grande número de monografias deve-se à pena do professor Probst de Breslau, de Kreuser, Hettinger, W. A. Maier, Bickel, N. Gihr (sainte messe), B. Schafer, Hoffmann (eucharistie), Lorinser, Tappehorn (pénitence), Heimbucher (confirmation et extrême-onction).
Veja também as obras dogmáticas de Schanz, Friburgo, 1893, e de Gihr, sobre os sacramentos, Beringer (indulgences), Kehrein, Baumker e Schulte (hymnologie), Hartmann (rubriques).
5° Pastoral no sentido estrito. — As questões de pastoral no sentido estrito do termo, referindo-se quer à vida sacerdotal em si mesma, quer à ação do sacerdote sobre a vida privada e pública dos fiéis, e nomeadamente sobre a família, a escola, a imprensa, as múltiplas organizações sociais, ao cuidado dos pobres e dos enfermos, à preservação intelectual e moral dos fracos contra os perigos da corrupção social, sob qualquer forma que esta se apresente, à luta ativa contra essa própria corrupção; em uma palavra, todas as questões de pastoral individual e social foram tratadas seja nas obras de pastoral citadas acima, seja em monografias mais ou menos extensas, mais ou menos científicas ou populares. Este é um terreno onde resta muito a fazer. As necessidades, os perigos novos, a situação da Igreja face às grandes questões sociais que agitam o presente, impõem ao clero grandes deveres. Não nos surpreenderemos se, nos numerosos artigos de revistas tocando a pastoral, a ação social do clero ocupa um lugar importante. Mas falta-nos, sobre este assunto, um livro que responda completamente às exigências da nossa época, baseado ao mesmo tempo em sólidos princípios teológicos e numa madura experiência.
Como diretórios da vida sacerdotal, citemos as obras de Fr. Hurter, Die Pflichten des Priesters, 2ª ed., Schaffhausen, 1844; de Lorinser, Geist w. Beruf des kath. Priesterthums, Ratisbona, 1858; de Holzwarth, Handbücher für das priesterliche Leben, 13 partes, Schaffhausen, 1865 ss.; de Kugler-Vogel, Der Priester, 3ª ed., Ratisbona, 1886; de Cramer, Der apostolische Seelsorger, 2ª ed., Dülmen, 1890.
Para a pedagogia, é preciso citar Overberg, Sailer, 1831; Dursch, 1851; J. Kehrein, Handbuch der Erziehung..., 1876; 7ª ed., 1890; Ohler, Handbuch der Erziehung..., 7ª ed., Mainz, 1878; Rolfus e Pfister, Realencyclopädie der Erziehung u. des Unterrichtswesens nach kathol. Principien, 5 vol., Mainz, 1884, assim como as duas bibliotecas de obras pedagógicas publicadas desde 1888 em Friburgo (Herder) e em Paderborn (Schöningh).
A administração das paróquias, no sentido mais amplo do termo, é objeto de uma biblioteca manual destinada às dioceses da Baviera: Handbibliothek für die pfarramtliche Geschäftführung im Königreich Bayern, publicada por L. H. Krich, Passau, 1895 ss., 4 vol. (1º administração propriamente dita; 2º caridade pública; 3º administração temporal; 4º escolas).
A parte tomada pelo clero alemão no movimento social contemporâneo é, como se sabe, muito considerável. Notemos aqui os escritos de Ketteler, Die Arbeiterfrage und das Christenthum, 4ª ed. com introdução de Windthorst, Mainz, 1890; de Hitze, Die sociale Frage, Paderborn, 1877; Kapital u. Arbeit, 1880; Die Arbeiterfrage und die Bestrebungen zu ihre Lösung, 3ª ed., 1900; de Ratzinger, Die Volkswirthschaft, 1882; de Albertus, Die Socialpolitik der Kirche, 1884; de Eberle, Socialpolitische Fragen der Gegenwart (ver sobretudo para a ação social do clero, p. 104-166), Stans, 1889; de Winterer, Die sociale Frage, beleuchtet durch die Stimmen aus Maria-Laach, Friburgo, 1891 ss., 13 fascículos (ver sobretudo fasc. IV; Lehmkuhl, Die sociale Noth und der kirchliche Einfluss, 1892), assim como as publicações do Volksverein für das katholische Deutschland.
O sacerdote junto ao leito do enfermo: tal é o assunto de um certo número de manuais práticos publicados por Falger, Münster, 1867; Feller, Augsburgo, 1879; Hettinger, 4ª ed., Friburgo, 1893, etc. Acrescentemos a isso as obras de medicina pastoral de Stohr, 2ª ed., Friburgo, 1882; Capellmann, Aachen, 10ª ed., 1895; 3ª ed. latina, 1892; Marx, Paderborn, 1894, e a Pastoral-Psychiatrie de Familler, Friburgo, 1898.
XIII. Direito canônico. — Os estudos de direito canônico beneficiaram-se, desde o século XV, do renovo das ciências históricas. O elemento histórico, o estudo crítico das fontes, já inaugurado por Nicolau de Cusa, tornou-se parte integrante da ciência canônica. Continuou-se, é verdade, a dar ao lado puramente jurídico e prático uma posição preponderante no ensino, tal como na exposição escrita, ao comentar o Corpus juris. Por outro lado, um grande número de questões canônicas tratava-se na teologia moral, que assumia ela mesma um caráter jurídico fortemente acentuado (ver acima). Todavia, as primeiras obras de direito canônico que temos a citar, as de H. Canisius, Summa juris canonici, Ingolstadt, 1588 ss., in-4°; de P. Laymann, S. J., Jus canonicum, Dillingen, 1666; de J. Streinius, Summa juris canonici, Colônia, 1658; de H. Pirhing, Jus canonicum, Dillingen, 1674, 5 vol. in-fol., tendem já a aproximar-se de uma forma mais sistemática.
O século XVIII cultivou o direito canônico com predileção. Jesuítas e beneditinos rivalizaram em zelo no estudo das decretais. Entre os primeiros, nomeemos F. Schmalzgruber, Jus ecclesiasticum universum, Dillingen, 1719, 6 vol. in-4°, e V. Pichler, Jus canonicum practice explicatum, Ingolstadt, 1728, in-4°; entre os últimos, Fr. e Ben. Schmier, Commentarii in libros V Decretalium, Salzburgo, 1718-1722, 5 vol. in-4°; Commentarius in jus canonicum universum, Salzburgo, 1735, 3 vol. in-fol.; Grég. Zallwein, Principia juris ecclesiastici, Augsburgo, 1763, 4 vol. in-4°. É preciso juntar-lhes o franciscano A. Reiffenstuel, Jus canonicum universum, Veneza, 1717, 5 vol. in-fol., e o premonstratense H. Schnorrenberg, Institutiones juris canonici, Colônia, 1740.
A obra mais marcante é a de Zallwein. Dois caracteres a distinguem: seu espírito sistemático e a posição importante dada ao direito eclesiástico alemão. O canonista J. C. Barthel, de Wurtzburgo, o havia precedido nesta última via numa série de monografias, tais como a Historia pacificationum Imperii circa religionem, Wurtzburgo, 1736, De jure reformandi, Wurtzburgo, 1744, enquanto o jesuíta J. Binner, em seu Apparatus eruditionis ad jurisprudentiam praesertim ecclesiasticam, Augsburgo, 1756 ss., 13 vol. in-4°, acabava de reunir tudo o que pudera acumular de materiais para o estudo do direito canônico do ponto de vista ao mesmo tempo escolástico e histórico.
Sob a influência do galicanismo e, nomeadamente, do direito eclesiástico de Van Espen, Jus ecclesiast. universum, Colônia, 1702; Mainz, 1791, o coadjutor de Tréveris, Nicolau de Hontheim († 1790), publicou em 1763, sob o pseudônimo de Febrônio, o seu livro: De statu Ecclesiae et legitima potestate Rom. pontificis, que não tendia a menos do que destruir pela base a organização monárquica da Igreja e a escravizá-la ao poder absoluto do Estado. Encontrou adversários nos jesuítas Kleiner, Zech, Schmidt, etc.; mas respondia demasiado ao espírito do tempo para não exercer na Alemanha uma influência enorme.
A história e a filosofia racionalista da época deveriam contribuir para recolocar o direito eclesiástico sobre bases novas, ou melhor, conforme pretendiam os legistas josefistas, sobre a base da antiguidade cristã. As instituições de direito canônico animadas pelo espírito de Fébronius proliferaram logo em seguida. As de J. P. Riegger, professor em Friburgo em Brisgóvia, depois em Viena, 4 vol., 1768 sq., ainda possuem certo valor; Rautenstrauch (1776), Eybel (1777), Lochstein, etc., caíram no profundo esquecimento que mereceram por demais.
Em 1822, apareceu em Bona a primeira edição do Lehrbuch des Kirchenrechtes mit Berücksichtigung der neuesten Verhältnisse, de F. Walter († 1879), 14ª ed., 1871. A evolução que se processara nas ideias, a renovação da vida católica que se preparava na Alemanha, o retorno às sãs tradições do passado que uma elite de espíritos curados do racionalismo da época josefista e revolucionária logo inscreveria em seu programa de ação, encontravam já sua expressão neste livro, escrito, aliás, em um espírito de grande moderação. Ao redor do grande Görres, que em 1838 lançava ao público, para a defesa da liberdade da Igreja, o seu Athanasius, formava-se toda uma escola de juristas, ao mesmo tempo historiadores e filósofos, que proclamaram em alto e bom som o restabelecimento da potência e da liberdade da Igreja como condição indispensável da regeneração social e política da Alemanha. Os Historisch-politische Blätter, fundados por Görres e Phillips em 1838, serviram de órgão a este movimento. F. J. Buss, professor de direito civil e eclesiástico em Friburgo, espírito fecundo e universal, foi, por seus numerosos escritos, Ueber den Einfluss des Christenthums auf die Lehre von Recht u. Staat, Friburgo, 1844, etc., e por sua atividade social e política, um dos principais promotores. A luta puramente científica foi conduzida por E. de Moy, o fundador do Archiv für katholisches Kirchenrecht, Innsbruck, 1857 sq., depois Mogúncia, em sua Philosophie des Rechts auf katholischem Standpunkte, 2 vol., Viena, 1854-1856, e pelo próprio Walter em sua Juristische Encyclopädie, Bona, 1856, e seu Naturrecht u. Politik, 1863.
Phillips, o digno colaborador de Görres, chamado como ele pelo rei Luís I para uma cátedra na Universidade de Munique, publicava em 1845 o 1º volume de sua célebre obra: Kirchenrecht, 8 vol., Ratisbona, 1845-1869. Foi um acontecimento para a ciência católica. A um conhecimento aprofundado das fontes, a uma concepção verdadeiramente científica de seu objeto, o autor juntava visões elevadas e originais, e as relações entre a Igreja e a sociedade foram tratadas com uma largueza de vistas e uma segurança doutrinal notáveis. O próprio Phillips condensou em um manual mais sucinto, destinado ao ensino, o resultado de seus estudos, Lehrbuch des Kirchenrechtes: Ratisbona, 1859-1862, 2 vol.; 3ª ed. por Moufang, 1881. Ao mesmo tempo, J. Fr. de Schulte editava seu System des allgemeinen kathol. Kirchenrechts, 2 vol., Giessen, 1856, seguido de um manual (1863) cuja 3ª edição (1873) deveria infelizmente carregar os vestígios do velho-catolicismo. Outros manuais, mais ou menos extensos, com um caráter simultaneamente científico, sistemático e prático, seguiram-se: tais como os de Vering, Friburgo, 1876; 8ª ed., 1893 (muito completo); de Silbernagl, Ratisbona, 1880; 2ª ed., 1889; de Laemmer, Friburgo, 1886; 2ª ed., 1892; de Scherer, Gratz e Leipzig, 2 vol., 1886-1891; de Ph. Hergenröther, Friburgo, 1888, e de Heiner, Paderborn, 1893-1894, 2 vol.
O direito matrimonial, em particular, cultivado com predileção no início do século devido às ingerências do Estado na legislação do matrimônio, foi objeto de uma série de trabalhos de conjunto por parte de Roskovany, Viena, 1837; Schulte, Giessen, 1855; Kreuzer, Tubinga, 1869; Heiner, Münster, 1889.
XIV. ENCICLOPÉDIA TEOLÓGICA. — Sob este título compreende-se hoje, seja um conjunto de conhecimentos teológicos que abarca os diferentes ramos da ciência sagrada e agrupado segundo uma norma qualquer, por ordem de matérias ou por ordem alfabética (enciclopédia "material"), seja uma exposição sistemática dos princípios, do método e do organismo das ciências teológicas (enciclopédia "formal"). O que caracteriza a primeira é a riqueza e a abundância dos materiais que fornece; o que constitui a essência mesma da segunda é a unidade ideal, filosófica, à qual ela reconduz a multiplicidade dos conhecimentos teológicos.
Todas as épocas tiveram seus enciclopedistas; mas é próprio dos períodos de transição, quando o gênio criador da época precedente deixa de ser fecundo, quando se sente a necessidade de conservar, de reunir e de transmitir a uma época nova os tesouros do passado, que se afeiçoa sobretudo a este gênero de trabalho intelectual.
O fim da época patrística, marcando a passagem para a teologia escolástica — uma longa época, em verdade —, oferece-nos, ao lado das Instituições de Cassiodoro († 569), das Etimologias de Isidoro de Sevilha († 636) e das obras de Beda, o Venerável († 735), o De universo e o De institutione clericorum, de Rabano Mauro († 856), a Imago mundi, de Bernoldo de Saint-Blaise († 1100), e o Hortus deliciarum, de Herrada de Landsberg († 1195), onde a teologia é tratada em parte com o auxílio das ciências profanas que lhe servem de base.
Dionísio, o Cartuxo, foi o enciclopedista por excelência da terceira época escolástica.
Para o século XVII, citemos o erudito, porém paradoxal, Caramuel de Lobkowitz, O. Cist. († 1682), coadjutor do arcebispo de Praga, cuja Theologia intentionalis, — preter-intentionalis, — naturalis, — rationalis, — moralis, — regularis e a Encyclopedia concionatoria formam uma vasta enciclopédia dos diferentes ramos teológicos.
Gerbert de Saint-Blaise († 1793), em seus Principia theologiae exegeticae, — dogmaticae, — moralis, — liturgicae, etc., 1757 sq., aos quais fizera preceder o Apparatus ad eruditionem theologicam (1754) e o De recto et perverso usu theologiae scholasticae (1756), é, para a segunda metade do século XVIII, o representante da teologia enciclopédica. Seu objetivo não é tanto oferecer uma grande abundância de materiais, mas estabelecer um plano completo de teologia e, ao alargar o quadro dos estudos eclesiásticos, conferir ao estudo das fontes positivas do dogma o lugar que lhes convém.
A partir deste momento, as questões de introdução, de método e de divisão sistemática da teologia foram tratadas com predileção: a enciclopédia "formal" assumia seu lugar como ramo especial da ciência sagrada. Não que a necessidade de uma "metodologia teológica" não se tivesse já feito sentir desde o início da era moderna. Após Gerson († 1429) e Nicolau de Clémange († 1440), Erasmo de Roterdã tinha, em 1592, em sua Ratio et methodus compendio perveniendi ad veram theologiam, solicitado o retorno ao método positivo.
A obra do jesuíta Possevin († 1611), Bibliotheca selecta, in qua agitur de ratione studiorum in historia, in disciplinis, in salute omnium procuranda, havia sido, poucos anos após seu aparecimento (Roma, 1592), reimpressa na Alemanha, Colônia, 1607, assim como a Apparatus ad positivam theologiam methodicus de Pierre Annatus († 1715), Paris, 1701; 2ª ed., Wurtzburgo, 1726.
Em 1786 apareceu Encyclopedia et methodologia theologica, de F. Oberthür († 1832), retrabalhada mais tarde em língua alemã sob o título de: Theologische Encyclopädie, Augsburgo, 1828, 2 vol., e de: Methodologie der theologischen Wissenschaften, Augsburgo, 1828, em suma, mais notável por sua extensão do que por sua profundidade.
O século XIX finalmente viu aparecer uma série de trabalhos mais rigorosos, mais concisos, mais sistemáticos e mais sólidos, tais como os de Drey († 1853), Kurze Einleitung in das Studium der Theologie mit Rücksicht auf den wissenschaftlichen Standpunkt u. das kathol. System, Tubinga, 1819; de Klee († 1840), Encyklopädie der Theologie, Mainz, 1832; de Staudenmaier († 1856), Encyklopädie der theol. Wissenschaften als System der gesammten Theologie, Mainz, 1834; 2ª ed., 1840; de Wirthmüller, Landshut, 1874; de Kihn, Encyklopädie und Methodologie der Theologie, Friburgo, 1892 (com numerosas indicações bibliográficas), e de Krieg, Friburgo, 1899, assim como o Timotheus, Briefe an einen jungen Theologen, de Hettinger, 2ª ed., revista por A. Ehrhard, Friburgo, 1897.
A Alemanha católica possui igualmente, para a teologia, um repertório enciclopédico de primeira ordem na obra publicada por Wetzer e Welte: Kirchenlexikon, 1ª ed., Friburgo, 1846-1860, 12 vol. (traduzido para o francês por Goschler); 2ª edição sob a direção de Hergenröther e Kaulen, 1886 ss. Ele havia sido precedido pelo Kirchenlexikon de Aschbach, Mainz, 4 vol., 1846-1850. Finalmente, as Bibliotecas teológicas de Herder (Friburgo) e de Schöningh (Paderborn) formam, cada uma, um conjunto de obras teológicas que equivale a uma vasta enciclopédia e dá uma alta ideia do desenvolvimento atual das ciências sagradas na Alemanha. Citemos, para terminar, os repertórios de bibliografia teológica, tais como o Thesaurus librorum rei catholicæ, 2 vol., Wurtzburgo, 1848-1850, seguido de um suplemento e de um índice sob o título de Theologisches Fach- und Sachregister, Wurtzburgo, 1850; o Systematisch geordnetes Repertorium der katholisch-theologischen Literatur, welche in Deutschland, Oesterreich und der Schweiz seit 1700 bis zur Gegenwart erschienen ist, de D. Gla, t. 1, Paderborn, 1895; para o período de 1870 a 1897, a Bibliotheca Theologiæ et Philosophiæ catholicæ de Korff, Munique, 1897.
XV. REVISTAS. — Para completar o quadro acima, daremos a enumeração das principais revistas que servem de órgãos ao movimento teológico contemporâneo.
I. REVISTAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÍTICAS. — 1º Literarischer Handweiser, zunächst für alle Katholiken deutscher Zunge, publicado e redigido por F. Hülskamp, Münster, 1862 ss., com 24 fascículos por ano.
2º Literarische Rundschau für das katholische Deutschland, publicada por G. Hoberg, Friburgo, fundada por Köhler, em 1875, redigida mais tarde por Stamminger, 1878-1884, depois por C. Krieg, 1884-1894, 12 números por ano.
II. REVISTAS CIENTÍFICAS E LITERÁRIAS QUE ABRAÇAM TAMBÉM A TEOLOGIA. — 1º Stimmen aus Maria-Laach, katholische Blätter, Friburgo, 1865 ss., 12 fascículos por ano, redigidas pelos padres jesuítas.
2º Historisch-politische Blätter für das kathol. Deutschland, publicados por Ed. Jörg, Munique, 1838 ss., 12 fascículos por ano: revista fundada por Görres, Phillips, Möhler, etc., para a defesa dos interesses católicos.
3º Natur und Offenbarung, Organ zur Vermittlung zwischen Naturforschung und Glauben, Münster, 1854 ss., 12 fascículos por ano.
4º Natur und Glaube, publicado por J. E. Weiss, Passau, 1897 ss., 12 fascículos por ano.
III. REVISTAS TEOLÓGICAS. — 1º Theologische Quartalschrift, in Verbindung mit mehreren Gelehrten, publicado pelos professores de teologia da universidade de Tubinga, Tubinga, 1819 ss., 4 fascículos por ano.
2º Der Katholik, Zeitschrift für kathol. Wissenschaft und kirchliches Leben, publicado por J. M. Rauch, com a colaboração dos professores do seminário episcopal de Mainz e do liceu episcopal de Eichstätt, Mainz, 1821 ss., 12 fascículos por ano, fundado por A. Raess, mais tarde bispo de Estrasburgo, e N. Weiss, mais tarde bispo de Speyer, ambos professores do grande seminário de Mainz.
3º Strassburger theologische Studien, publicado por A. Ehrhard e E. Müller, Friburgo-Estrasburgo, 1892 ss., fascículos publicados livremente, dos quais quatro formam 1 volume. Três volumes foram publicados até aqui.
IV. REVISTA BÍBLICA. — Biblische Studien, publicadas por O. Bardenhewer, Friburgo, 1895 ss., fascículos publicados livremente, dos quais quatro a seis formam 1 volume. Quatro volumes foram publicados.
V. REVISTAS HISTÓRICAS E PATRÍSTICAS. — 1º Historisches Jahrbuch, publicado em nome da Görresgesellschaft, por Jos. Weiss, Munique, anteriormente Münster, 1880 ss., 4 fascículos por ano, abrangendo a história profana e eclesiástica com abundantes notas bibliográficas.
2º Archiv für Literatur- und Kirchen-Geschichte des Mittelalters, publicado por H. Denifle e F. Ehrle, Berlim, mais tarde com o auxílio da Görresgesellschaft, Friburgo, 1885 a 1893.
3º Kirchengeschichtliche Studien, publicadas por Knöpfler, Schrörs, Sdralek, Münster na Vestfália, por fascículos livres, 1899.
4º Forschungen zur christl. Literatur und Dogmengeschichte, publicadas por A. Ehrhard e J. P. Kirsch, Mainz, 1900.
VI. REVISTAS ARQUEOLÓGICAS. — 1º Römische Quartalschrift für christl. Alterthumskunde und für Kirchengeschichte, publicada por A. de Waal e Et. Ehses, Roma e Friburgo, 1887 ss., 4 fascículos por ano.
2º Zeitschrift für christl. Kunst, publicada por Schnittgen, Düsseldorf, 1888 ss.
3º Archiv für christl. Kunst, publicado por Detzel, Stuttgart, 1883 ss.
VII. REVISTAS DE DIREITO CANÔNICO. — Archiv für kathol. Kirchenrecht mit besonderer Rücksicht auf Deutschland, Oesterreich-Ungarn und die Schweiz, publicado por Heiner, Mainz, 1857 ss., 6 fascículos por ano, fundado por Moy, longamente redigido por Vering.
VIII. REVISTAS DE TEOLOGIA PRÁTICA. — 1º Der katholische Seelsorger, Wissenschaftlich-praktische Monatsschrift, publicado por Heiner, Otten e Woker, Paderborn, 1889 ss., 12 fascículos por ano.
2º Pastor bonus, Zeitschr. für kirchl. Wissenschaft u. Praxis, publicado por P. Einig e A. Miller, Tréveris, 1889 ss., 12 fascículos por ano.
3º [Passauer] Theologisch-praktische Monats-Schrift. Pell e Krick, Passau, 1891 ss., 12 fascículos por ano. Além disso, uma série de revistas diocesanas, tais como as de Colônia, Münster, Metz, Revue ecclésiastique de Metz, 1890 ss., Estrasburgo, Ecclesiasticum Argentinense, 1888 ss., primeiro sob o título de Bulletin ecclésiastique, 1882 ss., etc.
IX. REVISTAS DE FILOSOFIA CRISTÃ. — 1º Jahrbuch für Philosophie und spekulative Theologie, publicado por E. Commer, Paderborn, 1886 ss., 4 fascículos por ano.
2º Philosophisches Jahrbuch. Auf Veranlassung u. mit Unterstützung der Görres-Gesellschaft, publicado por C. Gutberlet, Fulda, 1888 ss., 4 fascículos por ano.
Para as revistas extintas, ver D. Gla: Systematisch geordnetes Repertorium der katholisch-theologischen Litteratur seit 1700, 1 vol., Paderborn, 1895, p. 24 ss.
K. Werner, Geschichte der kathol. Theologie (in Deutschland). Seit dem Trienter Konzil bis zur Gegenwart, 2ª ed., Munique e Leipzig, 1889; do mesmo, Geschichte der apologetischen und polemischen Literatur der katholischen Kirche, 5 vol.; do mesmo, Die Scholastik des späteren Mittelalters, 3 vol., Viena, 1881-1883; Hurter, Nomenclator literarius recentioris theologiae catholicae, Innsbruck, 1892-1899, 4 vol.
in-8°, obra de imensa erudição; Kihn, Encyklopädie und Methodologie der Theologie, Friburgo, 1892; Krieg, Encyklopädie der theologischen Wissenschaften nebst Methodenlehre, Friburgo, 1899; Scheeben, Handbuch der katholischen Dogmatik, t. 1, p. 449 sq.; Heinrich, Dogmatische Theologie, 2ª ed., t. 1, p. 63 sq.; Al. Schmid, Wissenschaftliche Richtungen auf dem Gebiete des Katholicismus in neuester und in gegenwärtiger Zeit, Munique, 1862; Schanz, art. Theologie no Kirchenlexikon de Wetzer e Welte, t. XI; F. X. Kraus, Ueber das Studium der Theologie sonst und jetzt. Rectoratsrede, Friburgo, 1890; Lexis, Die deutschen Universitäten, Berlim, 1893, t. I, p. 233-278.
Autor original: E. Muller
A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor