ADAMÂNCIO

ADAMÂNCIO

ADAMANTIUS. Sobrenome de Orígenes. Ver ORÍGENES.

— 2. Nome do principal interlocutor do célebre diálogo: Περὶ τῆς εἰς Θεὸν ὀρθῆς πίστεως. P. G., t. XI, col. 1714 sq.; Caspari, Kirchenhistorische Anecdota, Christiania, 1883. Sob a presidência do pagão Eutropius, escolhido como árbitro, Adamantius combate sucessivamente, nas cinco partes deste diálogo, os marcionitas Megethius e Marcus, o bardesanista Marinus, os valentinianos Droserius e Valens, confunde seus argumentos e suas teorias gnósticas, e sai vitorioso do debate.

Rufino havia feito uma tradução latina do mesmo como sendo obra de Orígenes. Anastácio, o Sinaíta, também atribui este diálogo a Orígenes. Contudo, as alusões históricas e a terminologia trinitária pertencem antes ao período niceno. Teodoreto, P. G., t. LXXXV, col. 339-377, citando suas fontes e nomeando aqueles que combateram os marcionitas, coloca Adamantius depois de Orígenes. Fócio relata o parecer de Sofrônio de Jerusalém que distingue Orígenes de Adamantius, P. G., t. CIII, col. 1089. Mas Adamantius não é um personagem histórico e o autor do diálogo é desconhecido. A obra foi composta provavelmente na Síria por volta de 300, senão mesmo antes. M. van de Sande-Bakhuysen deu dela uma edição crítica, Leipzig, 1901.

Ver a introdução desta edição, p. IX-LVI; Bardenhewer, Patrologie, 1901, p. 147-148.

Autor original: G. Bareille

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