COTTONE JEAN-MARIE

COTTONE JEAN-MARIE

COTTONE Jean-Marie, religioso teatino, falecido em 1759. Dele possuímos: Symbolum apostolico-theologicum in sexdecim distributum articulos, in quibus selectiores universe theologiw polemice et speculative questiones continentur, Lemberg, 1721. Vezzosi, I scrittori dei chierici regolari detti teatini, Roma, 1789, p. 2-3; Hurter, Nomenclator, t. II, col. 1809; Narbone, Bibliografia sicola sistematica, Palermo, 1854, t. II, p. 311. A. PALMIERI. COTTOUNIOS Jean, sábio teólogo, filósofo e médico grego, nascido em Verrhia, na Macedônia, em 1577.

Antigo aluno do colégio grego de Santo Atanásio, lecionou grego na Universidade de Bolonha em 1617-1630 e morreu como professor de filosofia na Universidade de Pádua em 1658. É autor de diversas obras de filosofia escolástica e de um tratado de teologia moral intitulado: Manuale scolasticum de vitiis et peccatis in quo quidquid per latissima scolasticorum volumina sparsum et controversum de ea materia reperitur, strictim ac dilucide explicatur, et complures etiam alie difficultates ad diversas theologize partes spectantes eadem brevitate enucleantur, Pádua, 1635. Comnéne Papadopoli, Historia gymnasii patavini, Pádua, 1726, t. II, p.

368-369; Sathas, Νεοελληνικὴ φιλολογία, p. 304-307; Ἀττικὴ ἐγκυκλοπαιδεία, Atenas, 1894, t. IV, p. 829; «Ἰωάννης Κοττούνιος εὐεργέτης τῶν Ἑλλήνων», em Ἡμερολόγιον τοῦ ἔτους, 1894, Veneza, p. 49-53; Legrand, Bibliographie hellénique du XVIIe siècle, t. I, p. 263-264, 299, 307, 330-331, 397-398, 432-438; t. II, p. 24-25, 50, 57-70, 96; t. IV, p. 46, 53, 62, 71, 236, 280, 395-402 (cartas de Jean Cottounios a Allatius); Lambros, «Ἰωάννης Κοττούνιος ὁ Μακεδών», em Νέος Ἑλληνομνήμων, Atenas, 1905, t. II, p. 371-373. A. PALMIERI.

COUCHE Marc, beneditino da congregação de Saint-Vanne, nascido em Besançon, falecido nesta cidade, no convento de Saint-Vincent, em 27 de abril de 1753. Tinha feito profissão na abadia de Luxeuil, em 10 de junho de 1683, ensinou teologia e foi prior de Montroland.

Entre as suas obras que permaneceram manuscritas e das quais várias estão conservadas na biblioteca de Vesoul, citaremos: Les principes de la grammaire latine accomodés aux préceptes de la philosophie; Préceptes d’une rhétorique religieuse; Logice, metaphysice et physice precepta ex veteribus et novis philosophis excerpta; Commentaria theologica benedictino-thomistica in Summam Divi Thome; Defensio decretorum pontificiorum circa regulas morum; Philosophie cum theologia christiana connexio; Ad prolegomena sancte Scripture brevis manuductio; Apologie des principaux points de la doctrine de saint Thomas; Le vrai centon théologique opposé au faux; Essais de conférences ou exhortations monastiques pour les fêtes et dimanches; Le manuel du religieux bénédictin; L’art de vivre heureux dans les communautés ecclésiastiques; Des devoirs des chrestiens; Défense de la Constitution faite au dernier chapitre général de la congrégation de Saint-Vanne et de Saint-Hydulphe par un disciple de saint Augustin.

Dom Calmet, Bibliothèque lorraine, Nancy, 1751, col. 305; [dom François,] Bibliothèque générale des écrivains de l'ordre de S. Benoit, 4 in-4°, Bouillon, 1777-1778, t. I, p. 222; Catalogue des manuscrits des bibliothèques des départements (Vesoul), in-8°, Paris, t. VI. B. HEURTEBIZE. COUDRETTE Christophe, teólogo jansenista, nascido em Paris, em 1701, falecido nesta cidade em 4 de agosto de 1774. Ordenado padre em 1725, revelou-se um adversário ferrenho dos jesuítas, que tinham sido os seus primeiros mestres.

Muito ligado aos jansenistas, sustentando com pertinácia todas as suas doutrinas, foi interditado em 1732 pelo arcebispo de Paris devido aos seus ataques contra a bula Unigenitus, e aprisionado duas vezes, em 1735 e em 1738.

Seguem as suas principais obras: Dissertation sur les bulles contre Baius, 4 in-12, Utrecht, 1737, em colaboração com Boursier, outro jansenista famoso cujos diversos opúsculos Coudrette publicou em 1753; Dissertation théologique sur les loteries, in-12, 1742; Requête des sous-fermiers, 1752; Mémoires sur le Formulaire, 2 in-12, 1756; Additions aux Nouvelles ecclésiastiques pour l'année 1757; Histoire générale de la naissance et des progrès de la Compagnie de Jésus et analyse de ses institutions et principes, 4 in-12, Paris, 1760; Idée générale des vices principaux de l'Institut des jésuites, tirée de leurs constitutions, in-4, 1761; Mémoires pour servir à l'histoire générale des jésuites, ou Extraits de l'histoire universelle de De Thou, 2 in-12, Paris; Mémoire où l'on prouve que les jésuites et leur Institut sont ennemis des évêques et de l'épiscopat.

Perdeu a visão por ter-se aplicado excessivamente à sua história geral dos jesuítas. Quérard, La France littéraire, t. II, p. 307; Picot, Mémoires pour servir à l'histoire ecclésiastique du XVIIIe siècle, 3e édit., Paris, 1855, t. IV, p. 481. B. HEURTEBIZE. COULON Claude-Antoine, teólogo francês, nascido em Salins em 1746, falecido em Paris, em 10 de março de 1820. Vigário-geral de Nevers, pregador ordinário do rei, emigrou no início da Revolução e refugiou-se em Londres. Só regressou à França em 1814.

Deste autor temos: Exhortation à la persévérance dans la foi pendant le temps de persécution, in-8°, Paris, 1792; Paraphrase du psaume Exaudiat te Dominus, in-8°, Londres, 1799; Lettres critiques et charitables d'un habitant de Cambridge à M.

o redator do Courrier de Londres, in-8°, Londres, 1803, contra os bispos submetidos à concordata; Discours sur le couronnement de Bonaparte, dedicado a todos os amigos da justiça e da honra, in-8°, Brentford, 1805; Abrégé du célèbre ouvrage de M. Bossuet intitulé : Défense de la Déclaration de l'Assemblée générale du clergé de France de 1682 ou Exposition des principales preuves établies par ce savant pontife avec la réponse à toutes les plus importantes objections de ses adversaires, in-8°, Londres, 1813. Quérard, La France littéraire, t. II, p. 809. B. HEURTEBIZE. CÔRTE ROMANA. — I. Histórico. II. Composição. I. Histórico.

— Ao tratar da côrte romana, os teólogos e os canonistas ocupam-se, em geral, apenas das Congregações cardinalícias, instituídas em diversas épocas pelos soberanos pontífices, desejosos de serem ajudados em seu cargo supremo. Eles juntam a isso informações sobre os tribunais romanos, tais como a Rota, a Dateria e a Penitenciária. Cf. Bouix, De curia romana, in-8°, Paris, 1859; Maupied, Juris canonici universi compendium, part. III, c. III, § 1-7, 2 in-4e, Paris, 1861, t. I, p. 407-443; Grimaldi, Les congrégations romaines, in-8°, Siena, 1890; Sigmiller, Die Tätigkeit und Stellung der Cardinale, in-8°, Fribourg-en-Brisgau, 1896.

Ver CONGREGATIONS ROMAINES, col. 1103-1119. Ater-se a essa exposição seria, todavia, formar uma ideia muito incompleta da côrte romana. A palavra curia, na antiga Roma, designava o palácio senatorial, onde os patrícios vinham deliberar e definir as medidas necessárias ou úteis à direção superior dos negócios públicos. Cf. Hoffbauer et Thédenat, Le forum romain et la voie sacrée, in-fol., Paris, 1905, p. 36 sq., 49 sq., 55-60.

Durante os séculos seguintes, entre as nações que se formaram sobre as ruínas do império romano, pela palavra cúria, ou pela palavra côrte que dela deriva etimologicamente, entendia-se, ao mesmo tempo, tanto a sede do poder monárquico quanto o conjunto dos príncipes de sangue, dos ministros e dos grandes oficiais que tinham funções especiais a cumprir junto ao chefe do Estado, e que constituíam, por sua reunião, aquilo que se chamava «a casa do rei ou do imperador». Cf. Ducange, Glossarium mediae et infimae latinitatis, revisto e aumentado por Henschel, 7 in-fol., Paris, 1840-1850, vo Curia, t. II, p. 709-715.

Os numerosos serviços da casa real eram repartidos em categorias bem definidas, confiadas respectivamente ao grande esmoler, ao grande camareiro, ao grande condestável, ao grande mestre de cerimônias, ao superintendente das finanças, pertencentes todos à mais alta nobreza do país. Cada um desses grandes oficiais da coroa tinha sob suas ordens uma multidão de fidalgos, escalonados segundo os graus de uma hierarquia cuidadosamente regulamentada.

Essa multidão de personagens, elite da nação, obedecendo às prescrições detalhadas da etiqueta mais rigorosa, formava ao soberano, pela magnificência dos trajes e pela distinção das maneiras, um cortejo digno da majestade real. Ele não se separava nunca dela, e onde quer que estivesse o rei, ali estava a côrte. O vigário de Jesus Cristo sobre a terra não é apenas bispo ou metropolita: ele é também soberano pontífice, e a terra inteira está submetida às suas leis. Tendo, por conseguinte, relações com o mundo inteiro, ele teve sempre necessidade de estar cercado por um numeroso pessoal.

A primeira organização da côrte romana remonta à origem mesma da Igreja. Supôs-se que São Pedro, tendo convertido o senador Pudens, recebeu deste o uso de seu palácio, e que as filhas desse senador, Santa Praxedes e Santa Pudenciana, cederam à associação cristã a propriedade do palácio senatorial. Esse sentimento, sustentado por Bianchini e Armellini, foi retomado por Mons. Crostarosa, Osservazioni sul mosaico di santa Pudentiana, em Nuovo bollettino di archeologia cristiana, in-4°, Roma, 1895, t. I, p. 58 sq. Cf. Mons. Battandier, em Annuaire pontifical catholique, in-12, Paris, 1900, Le premier patriarchium de l'Eglise romaine, p. 171-175.

Desde cedo, após os três séculos de perseguição, os papas, revestidos das insígnias da autoridade suprema, tiveram uma côrte brilhante e numerosa. Pela força mesma das coisas, em meio a esse pessoal, constituíram-se vários cargos especiais e eminentes, que se multiplicaram com o número dos negócios e dos empregados, durante os séculos de fé da Idade Média, para supervisionar os detalhes de uma administração tão vasta, assegurar a pronta expedição dos assuntos, evitar os abusos e controlar os atos dos funcionários subalternos. Desde o fim do século VI, a côrte romana estava já organizada em suas partes essenciais.

Ela tinha seus quadros, suas listas, ou, para falar a linguagem canônica, seus rolos. Um Ordo romanus do ano 590 relata vários dos empregos existentes nessa época. Vê-se ali o primicerius, mordomo de então, exercendo a vigilância sobre todo o pessoal do palácio; o sacellarius, encarregado da capela, e o paraphonista, diretor do canto; o nomenclator, tomando nota das audiências concedidas e fazendo chegar aos interessados os bilhetes de convite; o chefe ou primicério dos notários apostólicos; o chefe ou primicério dos advogados ou defensores.

Vinham em seguida os vestararii, aos quais era confiado o cuidado dos paramentos pontifícios, e que muitas vezes eram também tesoureiros; depois, os porteiros de diversas ordens, ostiarii; todos os encarregados dos diversos ofícios concernentes à alimentação dos numerosos habitantes do palácio; enfim, em um posto inferior, o prior stabuli, detentor da alta direção das estrebarias pontifícias: cavalos, mulas, liteiras, carruagens, etc. Primitivamente, os rendimentos da corte pontifícia provinham das oferendas feitas pelos peregrinos a São Pedro e das rendas do ducado de Roma. A Igreja possuía domínios no sul da Itália e na Sicília.

Sob São Gregório Magno, o subdiácono Pedro administrava o patrimônio da Igreja romana na Sicília. Ver Paul Fabre, Les colons de l'Eglise romaine au IVe siècle, na Revue d'histoire et de littérature religieuses, 1896, t. I, p. 74-91; Mons. Duchesne, Les premiers temps de l'Etat pontifical, ibid., p. 243-244. Como esses patrimônios da Igreja romana eram-lhe frequentemente arrebatados ou contestados, foi necessário constituir no século IX uma milícia para defender essas colônias agrícolas. No tempo de Carlos Magno, os padres cardeais ainda estão ligados às suas igrejas; eles formam o conselho oficial do papa, sua coroa nas cerimônias.

São os sete diáconos, que são os assistentes permanentes e os ministros ordinários do papa. Eles residem no Latrão, e cada um deles exerce sua competência especial nos limites de sua região. Todas as

Autor original: A. Palmieri

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