MARCELO DE ANCIRA

MARCELO DE ANCIRA

MARCELO DE ANCIRA. Deve sua celebridade ao famoso incidente teológico que provocou, no curso das laboriosas discussões entre orientais e ocidentais durante a reação antiniceia, de 335 a 345 aproximadamente, comprometendo ao mesmo tempo a unidade de frente dos ortodoxos e o justo equilíbrio da doutrina cristã. Temos poucas informações sobre seus antecedentes. Nascido em Ancira, na Capadócia, fora no concílio de Niceia um dos mais firmes defensores de Atanásio, e seu vigor lhe valera o ódio dos arianos e dos semiarianos romanos. Quando a firmeza do imperador Constantino pareceu fraquejar e um arianismo mais ou menos adocicado foi pouco a pouco aproveitando da simpatia do príncipe, Marcelo manteve com rigidez as fórmulas niceias. Sabe-se em particular que, por volta de 330, compôs um tratado contra o retor capadócio Astério, o sofista ariano muito avançado, que reunira suas ideias teológicas num escrito de propaganda. (Cf. Sócrates, H. E., I, XXXVI. P. G., t. LXVII, col. 172).

No concílio de Tiro, em 335, apoiou Atanásio e recusou-se a concorrer para a reabilitação de Ário. Mas sua obra acabava de ser apresentada pelo próprio imperador, a quem a dedicara, ao sínodo de Constantinopla, composto em imensa maioria de eusebianos, já que os niceus puros haviam sido exilados. A condenação não era duvidosa: Marcelo foi deposto, e deu-se-lhe um sucessor em seu lugar na sé de Ancira. Quanto à sua doutrina, era declarada infectada de sabelianismo, que era a acusação habitual feita contra os niceus; Eusébio de Cesareia foi encarregado de manifestar-lhe os erros. É por essa refutação que possuímos hoje alguns fragmentos da obra de Marcelo, nos dois escritos de Eusébio, o Contra Marcellum em dois livros, o De theologia ecclesiastica em três livros.

Os niceus e Atanásio não abandonaram seu amigo; ele próprio, aliás, sabia defender-se. Regressados do exílio após a morte de Constantino em 337, os prelados ortodoxos, inclusive Atanásio e Marcelo, tiveram de partir de novo logo, favorecendo decididamente o novo imperador Constâncio o partido arianizante. Grande número deles foi buscar apoio em Roma. Ver o art. Júlio I (São), t. VIII, col. 1915, 1916. Atanásio, desde 340, justificava-se facilmente aí das acusações feitas contra ele. Marcelo empreendeu fazer o mesmo. Epifânio conservou o texto grego da carta dirigida a esse respeito por Marcelo ao papa Júlio. Hæres., LXXII, 2.3, P. G., t. XLII, col. 384 sq. A tarefa, árdua, pois sua própria doutrina era expressamente denunciada, foi-lhe facilitada pela amizade de Atanásio, pelo apoio dos antigos legados de Niceia, pela ausência de seus acusadores. Em 341, o papa Júlio proclamou sua ortodoxia e devolveu-lhe a sé; uma carta, à qual a profissão de fé de Marcelo estava sem dúvida junta como testemunho, avisava disso os prelados orientais. Esse texto capital só se conservou em grego na Apologia de Atanásio, n. 20 sq. Eis a tradução latina dada por Coustant, Epist. rom. PP., p. 388.

Quod autem ad Marcellum attinet, postquam de illo nihil impio erga Christianos scripsistis, vobis studui significare eum, cum huc venisset, affirmasse falsa esse quæ vos de ipso scripsistis. Sed cum nihilominus postulassemus ut fidem suam exponeret, tanta fiducia per se ipse respondit, ut nobis exploratum fuerit eum nihil a veritate alienum profiteri. Namque professus est sese de Domino et Salvatore nostro Jesu Christo æque pie sentire ac sentit Ecclesia catholica neque se nunc primum sed pridem ita sensisse. Cum ... ergo ille recte sentiret et rectæ fidei suæ testimonium haberet, quid, quæso, de illo nobis faciendum fuit nisi ut eum pro episcopo haberemus, ut habuimus, et a communione non abjiceremus. Cf. P. L., t. VIII, col. 900, 901.

Mas os teólogos romanos não tinham, para ler as fórmulas habilmente discretas de Marcelo, a perspicácia maligna dos orientais, mais a par das sutilezas de seu confrade e muito despertos contra quem quer que não enunciasse nitidamente a trindade das hipóstases. Ora, Marcelo pouco se preocupava com isso, todo ocupado em explicar à sua maneira original o consubstancial. Nesse mesmo momento, toda uma série de fórmulas, emanadas do concílio que se realizava em Antioquia, entre orientais, por volta das festas da Dedicação, em 341, assinala e condena, mais ou menos longa e expressamente, o bispo de Ancira; se a primeira fórmula se limita ainda a afirmar a subsistência eterna do Verbo e a rejeitar a doutrina particular do fim do reino eterno de Cristo, πιστεύειν εἰς ἓνα υἱὸν τοῦ θεοῦ μονογενῆ, πρὸ πάντων τῶν αἰώνων ὑπάρχοντα καὶ συνόντα τῷ γεγεννηκότι αὐτὸν Πατρί... καὶ διαμένοντα βασιλέα καὶ θεὸν εἰς τοὺς αἰῶνας, a terceira, a quarta sobretudo, que aliás talvez não seja obra do próprio concílio, enunciam uma condenação geral, em que já se aproximam os nomes de Marcelo e de Paulo de Samósata: πιστεύω εἰς Ἰ. Χ., ὄντα πρὸς τὸν θεὸν ἐν ὑποστάσει... καὶ μένοντα εἰς τοὺς αἰῶνας... Καὶ Μαρκέλλου τοῦ Ἀγκύρας, ἢ Σαβελλίου, ἢ Παύλου τοῦ Σαμοσατέως ἀνάθεμα ἔστω. A 5ª fórmula, sem nomear ninguém, precisa ainda mais que o reino de Cristo não terá fim: ἔσται γὰρ καθεζόμενος ἐν δεξιᾷ τοῦ πατρὸς οὐ μόνον ἐν τῷ αἰῶνι τούτῳ ἀλλὰ καὶ ἐν τῷ μέλλοντι. Todas essas fórmulas em Hahn, Bibliothek der Symbole, 3e édit., § 153, 155, 156.

Assim o conflito tendia a concentrar-se, e como que a simbolizar-se, num desacordo muito nítido sobre essa personalidade marcante, que, pelo comentário unilateral e pela especulação aventureira de que cercava o homoousios niceno, parecia legitimar a acusação de sabelianismo feita pelos orientais: a divindade absoluta do Logos estava salva, mas evidentemente não a personalidade do Cristo preexistente e a trindade das hipóstases.

Por instância comum dos dois imperadores do Ocidente e do Oriente, tentou-se um novo esforço de união no concílio convocado em Sárdica, a atual Sofia, em 342 ou 343. Ver o artigo Arianismo, t. I, col. 1813, 1814. Fracassou, recusando-se os orientais a acolher na assembleia, sem inquérito prévio, Atanásio e Marcelo, outrora depostos por eles. Sentando-se à parte, em Sárdica primeiro, depois em Filipópolis, expuseram seus agravos e professaram de novo sua fé, segundo os termos da quarta fórmula de Antioquia, protestando de novo, na própria cabeça de sua encíclica, contra a heresia de Marcelo.

Este texto muito longo está conservado nos Fragmentos históricos de são Hilário, Fragmento III, P. L., t. X, col. 659 sq., edição Feder do Corpus de Viena, t. LXV, p. 49 sq. Os orientais procuram nele precisar a heresia do bispo de Ancira. Segundo ele, o reino de Cristo só teria começado na encarnação e terminaria no fim dos tempos (Vult Christi Domini regnum perpetuum, æternum et sine tempore disterminare ; initium regnandi accepisse Dominum dicens ante quadringentos annos, finemque ei venturam simul cum mundi occasu). Foi ao tomar um corpo que Cristo se tornou a imagem do Deus invisível. Essas ideias Marcelo as sustentou em um livro repleto de blasfêmias, no qual se misturam as falsidades de Sabélio, a malícia de Paulo de Samósata e as blasfêmias de Montano. Ora, apesar desse livro e da condenação que dele foi feita primeiramente em Constantinopla, os ocidentais não deixaram de admitir o bispo de Ancira à sua comunhão. Parece que, para os ocidentais, o caso de Marcelo se colocou então verdadeiramente; e se, sem dificuldade, recusaram ratificar a deposição de Atanásio, julgaram oportuno retomar cuidadosamente o exame do dossiê de Marcelo.

Mais uma vez, a indulgência prevaleceu depois da leitura de seu livro e de uma hábil defesa do acusado: abandonaram ao domínio das reflexões pessoais os elementos suspeitos de sua teologia. Ver S. Hilário, Fragmento II, encíclica do concílio de Sárdica, n. 6, P. L., t. X, col. 636, Feder, p. 117 : Lectus est autem et liber quem conscripsit frater et coepiscopus noster Marcellus ; et inventa est Eusebii et qui cum ipso fuerant exquisita malitia. Quæ enim ut proponens Marcellus posuit, hæc eadem quasi jam comprobans proferret, adsimularunt. Relendo com toda exatidão o contexto das passagens incriminadas, os Padres do concílio viram que sua fé era ortodoxa: neque enim a sancta virgine Maria, sicut ipsi confingebant, initium dabat Deo Verbo neque finem habere regnum ejus, sed regnum ejus sine principio ac sine fine esse conscripsit. Os Padres deram-se conta da boa parte de mal-entendido que sobrecarregava a discussão; e, embora severos para com os orientais, tiveram, do ponto de vista doutrinal, a felicidade de eliminar um projeto de novo símbolo que, ao enunciar a unidade de hipóstase, ameaçava tornar decididamente ininteligível para estes últimos a ortodoxia de Niceia.

Essa moderação parece ter desde então ganhado terreno. Em 345, uma nova fórmula, elaborada pelos orientais e posta em circulação pelo imperador Constâncio, conhecida por causa de sua extensão sob o nome de fórmula macróstica, podia preparar um terreno de entendimento, sem ainda alcançar o termo: se o homoousios foi introduzido, ela não continha em contrapartida nenhuma fórmula heterodoxa. Marcelo, contudo, em companhia de Paulo de Samósata e de Fotino, era formal e longamente condenado. Fotino, que aparece aqui pela primeira vez, era, embora galata de origem, bispo de Sírmio; discípulo de Marcelo, levava ao extremo e sem precaução as tendências modalistas de seu mestre, a tal ponto que quase se juntava ao monarquianismo rígido de Paulo de Samósata. Assim se compunha um trio que será difícil dissociar inteiramente. A fórmula macróstica é extremamente explícita quanto ao erro censurado a Marcelo. Ver sobretudo o n. 6.

Os dois discípulos de Marcelo e de Fotino, ambos de Ancira da Galácia, rejeitam a subsistência eterna, τὴν προαιώνιον ὕπαρξιν, de Cristo, sua divindade e seu reino eterno, ἀτελεύτητον, semelhantes nisso aos judeus, e sob pretexto de salvaguardar a unidade divina, τῇ μοναρχίᾳ. Quanto a nós, sabemos que Cristo não é somente um pensamento expresso ou imanente de Deus, λόγον προφορικὸν ἢ ἐνδιάθετον τοῦ θεοῦ, mas Verbo-Deus, vivo e subsistente, ἀλλὰ ζῶντα θεὸν Λόγον καθ' ἑαυτὸν ὑπάρχοντα, Filho de Deus e Cristo; não é somente por presciência que ele vive com seu Pai antes de todos os séculos, e que o assistiu na obra da criação dos seres visíveis ou invisíveis. Foi a ele, com efeito, que o Pai disse: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança»; foi ele que apareceu em pessoa aos patriarcas, que deu a Lei, que falou pelos profetas, e que finalmente se encarnou, manifestou seu Pai a todos os homens e que doravante reina pelos séculos dos séculos.» Hahn, op. cit., § 159, n. 6, p. 194. O texto é precioso tanto pelo que diz da doutrina de Marcelo quanto pelos conceitos que lhe opõe e que, por contraste, fazem apreender a primeira.

A fórmula macróstica foi apresentada ao sínodo que os ortodoxos realizavam então em Milão. A união, ali também, não pôde ser feita. O concílio, entretanto, condenava por sua vez Fotino; quanto a Marcelo, Atanásio renunciava a sustentá-lo por mais tempo. São Hilário, Fragmentum II, 21, P. L., t. x, col. 650, Feder, p. 146; cf. Sulpício Severo, Hist. sacra, II, xxxvii, P. L., t. xx, col. 149. Quando santo Atanásio, no ano seguinte, a 21 de outubro de 346, voltou a Alexandria, o apaziguamento, se não a paz na unidade, parecia estar se fazendo; em todo caso, já não se falou mais de Marcelo de Ancira. Morreu por volta de 374, pouco depois do próprio santo Atanásio; mas nada se sabe dos trinta últimos anos de sua vida. Sua reputação esteve longe de melhorar. São Basílio, escrevendo alguns anos mais tarde a Atanásio, pedir-lhe-á instantemente que faça condenar «sua doutrina perniciosa e fora da verdadeira fé», Epist., lxix, 2, P. G., t. xxxii, col. 432; e santo Epifânio o inserirá em seu catálogo de heréticos, Hæres., lxxii, 2,3, P. G., t. xlii, col. 383 sq. Notará mesmo que Atanásio, quando lhe falavam de Marcelo, se contentava em responder com um sorriso que dizia muito. Ibid., n. 4, col. 388.

Tal é, em suma, o quadro histórico em que se deve situar a sorte de Marcelo de Ancira: a amizade toda flutuante, embora desastrada, de Atanásio, o veredito preciso e tenaz dos ortodoxos, o discípulo Fotino, confirma que, sob cor de afirmar a monarquia divina, não compreendeu o mistério da encarnação. Uma coisa é certa: que a religião de Atanásio foi suspeita de Marcelo, pelos ensinamentos de Fotino. É o que nota o autor do Fragmentum, P. L., t. x, col. 650, Feder, p. 147 : ubi quædam, miscet sensu et ambiguis prædicationibus trinæ viam quærere, ut anteriore tempore quam Photinus arguitur, præventam iudicio meditationem et non ex libri editione manans.

Esta última frase é obscura; segundo as explicações que se seguem, o autor quer dizer, ao que parece, que o livro de Marcelo era em suma ortodoxo, mas que Atanásio teve o espírito prevenido pelos juízos desfavoráveis feitos sobre Fotino. E, de outro ponto de vista, esse niceno feroz apreendeu e interpretou bem o homoousios? Ou então dá, se não razão, ao menos pretexto aos eusebianos, que viam na palavra de Niceia a fórmula do sabelianismo? A questão adquire toda a sua acuidade se a recolocamos na interpretação que certos críticos, como Scheidweiler em seu Paulus von Samosata, Leipzig, dão da ortodoxia nicena. Como outrora Eusébio e Basílio, aproximam Marcelo de Paulo de Samósata; depois mostram neles os representantes da velha doutrina cristã primitiva, espécie de monarquianismo adocionista, que os origenistas, com seu gosto helênico pelas especulações sobre o Logos, tinham feito condenar em Paulo de Samósata com o homoousios em 268. A desforra veio em Niceia com o triunfo do homoousios; e se Marcelo, que tinha a autêntica inteligência da palavra e da coisa, é pouco a pouco vencido, é porque os nicenos puros se deixam pouco a pouco perverter, abandonando o campo livre àqueles que, neonicenos, como são chamados, professam, a partir de 360, uma doutrina origenista, helênica de origem e não cristã.

Um rápido exame da doutrina de Marcelo, na medida em que é possível reconstituí-la, mostrará que não se lhe pode reconhecer uma justa inteligência do homoousios. Marcelo, ortodoxo de intenção, caiu numa incompreensão real e obstinada da pluralidade das hipóstases e da personalidade do Logos; todo ocupado com a consubstancialidade, negligencia os outros elementos da tradição cristã; o excluído de seu ponto de vista de uma especulação unilateral, suspeita, põe em evidência a imperfeição objetiva de sua fé. Atanásio teve razão em abandonar um parceiro comprometedor; e, ao mesmo tempo que insistia na aproximação entre Marcelo, Paulo e Fotino, já assinalava em seu Contra Arianos, III, 6, não se pode negar o parentesco de sua doutrina com as fórmulas do monarquianismo. Deus é uma mônada, absolutamente una, indivisível, da qual é preciso partir, e não de uma pluralidade; não que não haja um Logos em Deus, mas este reside inteiramente nele em potência ativa, não somente como energia que se exterioriza, mas sem contudo sair de Deus, por uma dilatação que não introduz dualidade nem compõe hipóstases distintas.

Essa extensão é dupla na economia: primeiro a criação, em que o Logos é criador, depois a encarnação. Por essa economia, o Verbo assim encarnado torna-se Filho, mas não por uma geração interior em Deus, pois só é engendrado na carne, pela Virgem; e, nessa carne, a divindade é ativa, e princípio de todas as operações de Cristo. Assim se contrai uma união íntima e permanente, de uma ordem muito superior àquela que animava outrora os profetas. Essa união, contudo, cessará um dia, tanto quanto se possa julgar, pois a carne, mesmo imortalizada, não convém a Deus. A ἐνέργεια se recolherá então em Deus. Daí sem dúvida a acusação feita pelos orientais contra Marcelo de não confessar o cujus regni non erit finis. É por uma dilatação análoga que a mônada se desabrocha em Trindade: o Espírito está no Pai e no Logos, mas para encher a alma dos apóstolos. Se não se deve encontrar aqui o racionalismo radical de Paulo de Samósata, é ao menos impossível não ver nisso um grave desconhecimento da vida divina em sua economia interior, tal como a ensinava a tradição.

I. SOULIER.

Há muito tempo se agruparam e editaram os Fragmentos de Marcelo de Ancira contra Astério, o escrito que Eusébio fornece em sua dupla refutação, Contra Marcellum e De ecclesiastica Theologia, P. G., t. xxiv, reproduzindo o texto de Nolte, Paris, 1857, e em Die griechischen christlichen Schriftsteller de Berlim, Eusebius Werke, t. iv, por E. Klostermann, Leipzig, 1906; Rettberg publicava assim Marcelliana, Gœttingue, 1794, que Migne reproduziu P. G., xviii, col. 1299. Klostermann reuniu igualmente os textos de Marcelo, no fim de sua edição dos tratados de Eusébio, loc. cit., p. 183-215, com uma tábua lexicográfica muito preciosa. Para a história do próprio incidente, é todo o dossiê do arianismo durante esse período que é preciso seguir. Ver o artigo ARIANISME. Notemos em particular o De synodis de santo Atanásio, P. G., t. xxvi, que dá, com suas circunstâncias históricas, o texto dos símbolos sucessivos em memória de Marcelo; A. Hahn os reuniu em Bibliothek der Symbole und Glaubensregeln der alten Kirche, 3e édit., Breslau, 1897. Depois a notícia de santo Epifânio, Hær., lxxii, P. G., t. xlii, col. 380 sq.; a carta de são Basílio a santo Atanásio, Epist., lxix, 2, P. G., t. xxxii, col. 432; as informações do historiador Sócrates, em particular H. E., i, 36, P. G., t. lxvii, col. 172.

II. Trabalhos. Além das obras gerais de história da Igreja e de história dos dogmas, a monografia fundamental de Th. Zahn, Marcellus von Ancyra, Gotha, 1867; trabalhos de F. Loofs, cuja primeira memória remonta a 1902, Die Trinitätslehre Marcellus von Ancyra und ihr Verhältnis zu derjenigen des zweiten Jahrhunderts, nos Sitzungsberichte da Academia de Berlim, 1902, t. i, p. 764-781, depois seu artigo da Realencyklopädie, Leipzig, 1903, 3e édit., t. xii, p. 259-265; seu estudo sobre Der Begriff des Nicænums, em Festgabe von Fachgenossen und Freunden Karl Müller zum 70. Geburtstag dargebracht, Tubinga, 1922; enfim seu recente Paulus von Samosata, nos Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur, Leipzig, 1924, xliv, fasc. 5. Controlar-se-á por G. Bardy, Paul de Samosate, 1922. Cf. Chr.

Autor original: M.-D. Chenu

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